Conversas em Família, reeditadas

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Ouvi Carlos Magno no Contraditório da Antena 1, anos a fio, bater nos jornalistas, sobre a falta de qualidade do trabalho deles e sobre a forma como pegavam nos temas, seguindo agendas partidárias, em vez de se orientarem por critérios jornalísticos.

Agora acha que um canal televisivo de propaganda estará dentro do espírito da lei. Ou seja,  que mostrar “obra feita” cabe em “organização de serviços de natureza doutrinária, institucional ou científica”. Arons de Carvalho, outro socialista, concorda, e nem o deve espantar, face à gigantesca máquina de propaganda que foi o anterior governo.

Estou entusiasmado. Já imagino um programa doutrinário baseado na personagem do Squealer, o porco de Animal Farm que, às escondidas,  emendava os mandamentos acordados, conforme lhe desse jeito. Para a componente institucional, nada como um frente-a-frente semanal intitulado “Ja, liebe Merkel”. E a parte científica poderá resumir-se a trazerem para o formato televisivo a actual prática de lançarem rumores na comunicação social para testarem a reacção a medidas que queiram implementar. Uma espécie de método científico, portanto. Teremos, sem dúvida, belos serões de conversas em família.

[Imagem: 1984]

Ignorância é força

Ovelha

O que é um programa cautelar? Ninguém sabe ao certo. É possível que um programa cautelar seja apenas uma fabricação propagandística para nos (tentar) assustar, só para que depois se possa anunciar uma saída “limpa” de forma triunfante. Aparentemente a única possível. Há já muitos dias, talvez até semanas, toda a gente sabia que haveria a tal saída “limpa”. Até o Financial Times o garantiu há 4 dias. Quem tinha dúvidas que atire a primeira pedra.

Este tipo de anúncio dramático é comum no discurso “novilinguístico” do governo. Anuncia, por exemplo, um aumento de um determinado imposto de X para depois nos dizer que, após duras negociações e graças à acção determinante e corajosa do governo, foi possível reduzir 0,5% ou mesmo 0,25% do suposto X inicial, quando o mais certo é que o valor pretendido pelo governo/Troika fosse o já descontado. Então afinal, qual foi então a novidade?

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O novo Portugal imperial

pigsPortugal tomou de assalto, em 2011, vários países europeus sem que se desse por isso. Fenómeno único na história da humanidade, apenas é conhecido entre os que escutam a propaganda do governo, já que se tratou de uma ocupação silenciosa, discreta, mas oportuna.

Assim, hoje sabemos que a responsabilidade da subida das taxas de juro diligentemente operada pelos míticos mercados nos países assinalados a vermelho só pode ter uma explicação: a política económica do anterior governo, tal como acabamos de constatar que a sua descida é fruto da acção diligente do actual.

Temos assim que José Sócrates, que governava em Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, teve como sucessor Passos Coelho, o milagreiro que hoje celebra uma estrondosa vitória. Governantes de Pigs, diz-se em inglês, e há uma vara que acredita na palavra do seu porqueiro.  Aguarda-se o alargamento do nosso novo império, mal para os lados BCE se dê mais uma reviravolta política (será desta que nos vingamos dos séculos de saque britânico?).

Pior do que a imbecilidade, só a estupidez de nos acharem ainda mais imbecis que os próprios imbecis que repetem este mantra em pose de profunda descontracção.

Delírios da social-democracia do avental

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Apesar de residirmos todos no mesmo país, a cúpula social-democrata parece viver numa realidade distante daquela em que vive a esmagadora maioria dos restantes portugueses. Ou então, à semelhança do seu líder, são viciados na mentira. Na passada Sexta-feira, ouvi declarações do maçon que lidera a bancada parlamentar social-democrata – “eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – que não consegui interpretar, lacuna que penso decorrer da minha incapacidade de dissociar a vida dos habitantes de um país da vida do próprio país. Se calhar, como disse e bem o meu amigo Nabais, “este país não é para pessoas“.

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Execuções sumárias

Esquizofrenia: no terraço do hotel de luxo, junto à piscina em pastilha azul turquesa, enquanto bebem champagne de Champagne em flutes e comem canapés de caviar Petrossian servidos por imigrantes ilegais, os governantes mandam lançar os foguetes, e sorriem muito com dentes branquíssimos, e no céu os foguetes desenham um espectacular relógio com contagem decrescente que só pára em Maio próximo. Os governantes brindam: já está quase! Lá em baixo, na escuridão do túnel da austeridade branca e fina como um estilete, o povo, cheio de cortes por todo o lado, anda aos caixotes, e bebe Camilo Alves do tetrapak, e olha para cima e o que vê? Os governantes a fumar charutos (parece-me que são Davidoffs, mas sem certeza, cá de baixo não se consegue perceber) e a mandar flyers com os números e as palavras acordizadas da execução orçamental de 2013.

Postais de propaganda da II Guerra Mundial em Portugal

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Há uns anos tive que vagar a casa dos meus avós paternos. Na secretária do quarto de meninice do meu pai descobri uma pequena colecção de propaganda de guerra. Principalmente britânica, postais, folhetos e brochuras, alguma alemã, brochuras e folhetos, e um par de brochuras de origem americana. [Read more…]

Espanha: um exemplo para o Mundo, diz Rajoy

Milhões de postos de trabalho destruídos e a correspondente queda nas cotizações para a Segurança Social espanhola desde a sua subida ao poder: eram 19,4 milhões de contribuintes em 2008, desceram aos 16,2 já em 2013. Olé!

Falar claro

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Os moralistas não gostaram do dedo de Peer Steinbrück, apanhado em falso para uma sessão fotográfica do Süddeutsche Zeitung (SZ), enquanto respondia a uma pergunta estúpida e sem relevância política alguma. A gaffe pode custar-lhe a vitória nas eleições alemãs do próximo fim-de-semana, mesmo se, e segundo as sondagens (esse remédio santo do marketing cujas antevisões costumam fazer subir a abstenção), ganhá-las esteja longe de ser uma possibilidade. A rubrica do SZ chama-se qualquer coisa como “Não digas nada agora”, e consiste em pôr uma celebridade do momento a responder gestualmente a perguntas provocadoras. [Read more…]

Culto gay

É mera propaganda homofóbica, dizer-se que se vive uma autêntica promoção do culto gay: nota-se…

Manual de iniciação à propaganda

No Abrupto.

Zandinga post (2): os sindicalistas são uns malandros

Os boys pagos com o nosso dinheiro e que estão ao serviço do Governo vão aparecer a criticar os sindicatos, os sindicalistas, quem faz greve… É um excelente sinal! Preocupado ficaria se nos viessem aplaudir! Ou então, como no tempo da Maria de Lurdes, se viessem descer a Avenida no meio das nossas manifs…

Zandinga post: Há greves marcadas

Devem estar a pintar posts contra as greves, os grevistas, os sindicatos e os sindicalistas. Era mesmo só isto – foi o momento Zandiga no Aventar.

Das aldrabices da contra-propaganda

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Diz-nos o Rui Carmo que os promotores da manifestação de 2 de Março são aldrabões. E porquê? porque alguém numa imagem de propaganda usou uma foto de Istambul, e porque os organizadores são do BE.

Esqueceu-se da propaganda com uma fotografia de black panthers, outra de Carmen Miranda, de um clássico cartaz norte-americanos e de uma fotografia de uma manifestante soviética, como não reparou num conhecido restauro de Cecilia Gímene e numa gravura do Titanic,  nem numa avózinha ciclista suponho que londrina, já não falando das capa de discos dos Clash ou dos Beatles.

Quanto ao organizadores, remete-nos para um texto publicado no Facebook por Filipe Castro, administrador da Informação de Mercados Financeiros, SA, o qual se limitou a “transcrever um texto privado” assinado por HE. [Read more…]

Palestina reconhecida como estado observador da ONU

palestina cadeira onuO estado do povo a que não deixam ter estado e pretendem dizimar no campo de concentração de Gaza é desde hoje reconhecido como observador pelo mundo (com excepção da Micronesia, Nauru, Palau e mais uns estados menores subsidiados pelo sionazismo internacional, que bem se podem sentar no chão). Portugal votou a favor, o que só demonstra que Paulo Portas tem os seus defeitos mas não é exactamente um criminoso, além de que o governo precisa de exportar portugueses para uns certos países árabes..

Andam por aqui umas bestas antropomórficas da Brigada Mossad, muito chateadas, difundindo a propaganda goebbeliana do costume e criticando aqueles em que votaram.  Podem ir levar no Palau.

Mais do mesmo

A RTP tem agora este slogan.  Mesmo que fosse verdade (confrontar aqui e aqui), de que valeria isso se o conteúdo continua o mesmo?

Quanto custa a propaganda do mercado social de arrendamento?

Como me diziam há dias, a demagogia destes pindéricos que nos governam dá-me cá uns engulhos que nem imagina, leitor. E isto agora propósito da nova e tão propalada iniciativa do mercado social de arrendamento. Dê-se ao trabalho de entrar no site e tente fazer uma simulação com um ordenado de 1000 ou 900 euros e sem encargos.

Com mil euros diz-nos que “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 100 € e 300 €”. Com 900 diz que o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 90 € e 270 €”.  Com 485€ o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 48,5 € e 145,5 €”.

Poderá então pensar que são valores razoáveis. Bastaria, portanto, escolher uma casa que se enquadre nestes valores. Mas pesquise  casas em Sintra e diga-me o que encontra. Nada!  Nem um T0 numa cave com o chão da divisão em cimento.

A questão é, claro, para que serve isto? Serviu para empregar uns quantos boys que especificaram isto, para dar trabalho à empresa que implementou o software e o serviço e para uma notícia no parlamento TDT das 20 horas, em sinal digitalmente estragado.

Quanto custa esta propaganda? Isto não é uma pergunta retórica. Agora que passa a ser obrigatório mais umas facturas até para um café, o estado tem  ainda maior obrigação de informar quem paga.

Vivo num país falhado

Num estado a sério, podemos confiar que o estado não muda de opinião como quem muda de cuecas. Por isso se podem tomar decisões a longo prazo, fazer investimentos, contar com uma reforma, fazer opções reflectidas. Num país falhado, obriga-se ao investimento em maquinaria e obras para se terem espaços de fumadores e depois, passados nem 5 anos, mudam-se as regras e diz-se que esses equipamentos e essas obras são para mandar para o lixo.

Num estado a sério, o estado abstém-se de intervir no espaço privado de cada um. Num país falhado, o estado entra pelo pão a dentro para controlar o sal, salta para o carro para ver se há fumo ilegal e está a um passo de entrar casa dentro para decidir como se vive saudavelmente.

Num estado a sério, o estado procura educar as pessoas para que estas se tornem responsáveis e tomem as melhores decisões. Num país falhado, o estado toma os cidadãos por imbecis e faz de papá-galinha.

Infelizmente, mesmo sendo não fumador, vivo num país falhado.

A Imprensa Regional.

Para promover os desígnios pessoais e colectivos de certos edis e edilidades existe a imprensa regional. Longe dos tempos em que servia a quezília política e ideológica, anunciava abertura de novas mercearias ou publicitava as carreiras de vapor para o Brasil ou os comboios para França, o pequeno jornalismo serve hoje de bandeja o longo rol de obras paroquiais e municipais. A mentalidade ainda é semelhante à que imperava durante essa longa noite radiofónica chamada Estado Novo: o jornalista local é uma extensão do funcionalismo , agora munido de gabinetes de comunicação que preparam as notícias. Estas não diferem muito, em teor e assuntos, do tempo da Segunda República (1926-1974), quando os senhores dos velhos municípios liberais (escudados em anacrónicos pretensos direitos medievais) se ufanavam de, com pompa e circunstância, inaugurar fontanários, caminhos rurais ou casas do povo. Hoje são rotundas, parques de merenda e auditórios, como se a cada concelho coubesse a necessidade de equipar-se segundo um pequeno país. No fundo não temos municípios mas antes 308 principados do “tipo Andorra” cada um com a sua biblioteca, o seu auditório, tribunal e complexos desportivos que poucos usam porque as muitas estradas levaram os habitantes a procurar outras paragens. No meio desta esquizofrenia urbanística estão, portanto, os jornais locais. [Read more…]

O meu movimento, em cinzento pálido, foi chumbado pelo governo

O seu movimento não foi aprovado

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O governo respondeu-me hoje dizendo que o meu movimento não foi aprovado, que não estava conforme as regras. Estas dizem «Este Portal reserva-se o direito de validar os movimentos que forem propostos, e de excluir aqueles cuja linguagem ou conteúdo for: ofensivo, humorístico ou de alguma maneira não se enquadrem no objectivo da plataforma».

Às perguntas (bold e itálico), respondi (texto mais claro):

Causa Qual é o Movimento que quer criar? Cumpram o programa eleitoral
Descrição Apresente o seu Movimento em 160 caracteres. Chega de promessas vãs.
Tema Governo
Mensagem Apresente as razões pelas qual [sic] acredita neste Movimento e porque devem as pessoas segui-lo. E se, para variar, o programa eleitoral fosse de facto algo para cumprir? No fundo, isto http://aventadores.wpcomstaging.com/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011 é de evitar.
Apresentação Diga-nos em 160 caracteres porque deve o seu Movimento ter a atenção do Primeiro-Ministro. Porque o prometeu na campanha eleitoral.

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Mais uma do Henrique mentiroso, perdão, Raposo (editado)

Quer trocar 12 meses certíssimos por 14 meses incertos?

A divisão do salário anual por 14 prestações é de lei tanto em empresas como na função pública. Ou então o primo do Henrique Raposo trabalha numa daquelas empresas que não cumprem a lei, pormenor que não lhe deve interessar para nada a este devoto do patronato, uma forma terrena de deus a quem tudo é permitido.

O Henrique Raposo é um mentiroso dos compulsivos. Hoje levou com a greve na Autoeuropa em cima, para aprender a ser um bocadinho menos trafulha. A direita tem espasmos de prazer com a sua leitura (um destes dias li mesmo do teclado de um idiota mais inútil uma comparação com a prosa de Miguel Esteves Cardoso, algo ao nível de encontrar em José Rodrigues dos Santos um herdeiro de Camilo Castelo Branco). O tio Balsemão gosta e paga.  Está tudo bem. O neo-liberalismo instalou-se no Chile com as armas de Pinochet. Por cá vai-se implantando à custa da mentira como prática de propaganda diária. Por enquanto.

Adenda: ocorreu aqui uma dislexia minha, na leitura que fiz do texto de Henrique Raposo. Não era bem o que eu li que ele escreveu, como me alertou um leitor. Disparate feito e assumido, não mudo uma vírgula ao título: basta seguir as ligações  mentiroso e compulsivo, a que ainda posso acrescentar esta, sem sair do Aventar.

Assunção Cristas Imita a EDP

Bom aluno é aquele que aprende depressa; depois de a EDP ter encerrado, à pressa e com uma desculpa esfarrapada e caduca, a sua página no facebook, desta feita é a vez de Assunção Cristas “Político, ministra do Ambiente cancelar a escrita de posts por parte dos visitantes da sua página.

A desculpa? – “A agenda preenchida continua a impedir-me de vir ao Facebook tanto quanto gostaria“. Não falta, entretanto, quem se queixe de ter visto a sra. ministra apagar comentários prévios a propósito do calamitoso Plano Nacional de Barragens. Ainda há semanas foi a vez de o ministro Miguel Macedo sair de mansinho do facebook… Estou esclarecido.

O triunvirato da manipulação

Existem três elementos básicos para manipular as massas.

O primeiro é o medo, recorrendo-se à tragédia eminente e à exploração da tragédia alheia. A primeira, explorando a ideia que o pior está para chegar castra os ímpetos da demanda. A segunda, faz com que os povos se conformem mais com o que têm que é melhor do que outros estão a passar. Combinadas, travam a reivindicação e estimulam a submissão.

Todavia, o medo nas sociedades democratas não chega, devido a empecilhos como a liberdade de acesso à informação, de expressão, entre outros. Vantagem das ditaduras.

Face às limitações da democracia aos intentos manipuladores, tem de se acrescentar mais dois instrumentos que se interligam com a génese humana: a vaidade e a inveja.

A vaidade, leva as massas a querem exibir. A inveja, a desejar o que os outros exibem. Mais ainda, a vaidade leva a que se queira ter para se mostrar que se tem. A inveja leva a que se queira ter o que os outros têm, independentemente de se poder ter ou não. Bem afinada, a inveja atinge o auge quando se deseja que os outros deixem de ter aquilo que se lhes cobiça.

Esta combinação da vaidade com a inveja, construiu um modelo de sociedade assente na ideia de que se vale não pelo que se é mas pelo que se tem.

Esta combinação do medo, com a vaidade e a inveja, articula-se e sintetiza-se por via da propaganda, que mais não é do que a técnica de convencer a vítima de que aquilo que a prejudica é bom para ela.

Este triunvirato do medo, vaidade e inveja, articulado através da propaganda, criou das mais pérfidas sociedades que acabam por se revelarem absolutamente contrárias ao que uma sociedade livre, democrata e plural deveria representar. E aqui é que está o requinte do triunvirato: tudo isto se alcança através da própria democracia.

A inércia

imageUma das características das máquinas é a sua intrínseca inércia, que as faz continuar a trabalhar durante algum tempo, mesmo depois de finda a energia que a alimenta. Dizem que o PS teve uma enorme máquina de campanha e eu acrescento que a respectiva  ignição aconteceu  logo em 2005 e que, sem dúvida, continua a funcionar.

Logo na segunda-feira foi Ana Gomes com as suas declarações bombásticas; na terça-feira, de repente, o ministério das finanças fez sair um documento sobre as medidas que o Governo e o Banco de Portugal irão implementar até ao fim do ano à conta da troika; nesse mesmo dia à noite, Teixeira dos Santos saiu da toca e apareceu a falar na TV; também na terça-feira, a Antena 1 descobriu uns peritos que vieram falar sobre o fim da ADSE, também por causa da troika.

Onde estavam estas pessoas apenas há uns dias? Que súbito conhecimento adquiriram, que no domingo não tinham mas agora fazem chegar à comunicação social?

A máquina da propaganda continua embalada. É da inércia.

Governo adopta a política do «Não pagamos»*

Como já aqui referi algumas vezes, é muito fácil baixar o défice, para tal bastando não pagar a quem de direito.

Governo anula défice com gastos em atraso e serviços em ruptura

Governo anula défice com gastos em atraso e serviços em ruptura
20 Abril 2011

Execução orçamental do primeiro trimestre chegava para colocar as contas equilibradas no final do ano. Mas resultados estão a ser obtidos com relatos de restrições de gastos expressivas e vários atrasos de pagamentos. (…)

E no entanto, há esse grande líder que acusou ontem o PSD de “não estar a servir o país” por desvalorizar os fantasiosos fantásticos dados da execução orçamental. Que estraga as negociações para o resgate. Sim, porque como se sabe, tal como a maioria dos portugueses, esses senhores da troika apenas vão ler as notícias enviadas às mijinhas para os jornais, com dados parciais e preparados para jornalista ver a que os jornalistas depois dizem ter tido acesso. Além disso, sabemos perfeitamente que o governo tem sido exemplar na apresentação das contas ao longo dos seus seis anos de governação (se descontarmos os sucessivos orçamentos rectificativos, a sucessão de PECs e as sucessivas correcções aos valores do défice). Uns mal intencionados que só querem o pote, é o que é (excepto os socialistas que só lá querem ficar por amor).

* NÃO PAGAMOS, NÃO PAGAMOS, NÃO PAGAMOS, NÃO PAGAMOS!

Que credibilidade têm as contas públicas?

Sinceramente, depois dos fiascos anteriores, alguém acredita na propaganda saída hoje nos DN e TSF do grupo do amigo Oliveira?

Execução orçamental

Governo revela melhoria de 1.750 milhões nas contas públicas

15.04.2011 – 08:14 Por Lusa, PÚBLICO

O Governo vai apresentar uma melhoria de cerca de 1.750 milhões de euros nas contas da administração central na sua execução orçamental do primeiro trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período de 2010, disse à Lusa fonte governamental.

Naturalmente, isto não são notícias para acalmar o FMI, como diz a TSF. Essas pessoas não se contentarão com “ter acesso” às contas, como disse ter tido o DN. Eles analisarão, em vez de ter acesso. Resta por isso a óbvia explicação de se estar perante mais uma jogada para compor o discurso eleitoral. Shame on you!

Carro eléctrico e propaganda

Com o habitual sentido de humor acutilante, Carlos Medina Ribeiro ofereceu há algum tempo uma almoçarada de lagosta, e até dinheiro, a quem lhe indicasse onde encontrar um desses famosos quiosques InfoCid que estivesse em funcionamento. Vale a pena ler os relatos.

Ora, a avaliar por estas fotos hoje feitas perto do Ministério do Trabalho em Lisboa (lugar de reincidência nestas coisas), suspeito que o Carlos estará em breve a oferecer novos repastos de lagosta.

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Repare-se no detalhe do cadeado. Belo! Recentemente, foi notícia de grande manchete que com o famoso carro eléctrico já se podia fazer o país de lés a lés com o dito. Será que, com a chave do carro, vem uma chave do cadeado Made in China?

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Novas Oportunidades – depressa e bem afinal há quem

Estudo defende que Novas Oportunidades estão a trazer mais saber para as famílias

Numa sociedade que se pretende solidária, considero absolutamente justo que se procure dar sempre novas oportunidades a quem as não teve. Quem, por alguma razão, não pôde ou não quis estudar deve ser sempre incentivado a regressar, deve ter outras oportunidades de compensar o que não conseguiu alcançar. Tudo isso deve ser feito com base em, pelo menos, três pressupostos: deve ser um processo rigoroso, deve basear-se na vontade de aprender e deve ser facilitado pela legislação laboral. Qualquer diploma comprovativo de habilitações só terá significado real se for uma consequência disso.

Recentemente, foi apresentado um estudo em que se chega a várias conclusões acerca do programa Novas Oportunidades. A coordenadora estudo é Lucília Salgado, professora da Escola Superior de Educação de Coimbra. A autora já havia participado no Fórum Novas Fronteiras, organizado pelo PS, para além de ter estado presente no “Seminário Iniciativa Novas Oportunidades: Primeiros Estudos da Avaliação Externa”. [Read more…]

É Ouvi-lo Falar

“Presidente da Câmara privou com o Papa Bento XVI”

A nossa centenária república laica possibilitou ao ilustre Joaquim Mota e Silva, notado edil de Celorico de Basto, um momento de católico convívio com o Papa Ratzi Bento XVI. Ele, Mota e Silva, falou e “Sua Santidade ouviu com toda a atenção”. E fiquei, eu, muito impressionado com tão lata colecção de frases feitas. Devo estar a ficar velho, sem paciência para estes apajares. Afinal, o Papa “teve bem ou teve menos bem”?

E quero daqui enviar o meu apreço jornalístico à última edição do jornal Notícias de Basto por, em apenas 24 12 páginas, ter conseguido encaixar 15 fotografias do autarca local, duas das quais na capa. Notável.

É mesmo??? "Cadê o Povão"???

No blogue paramimtantofaz estiver a ler ISTO que descobri através do Carlos do Intervenção.

No momento em que o Aventar se prepara para um especial a comemorar a República, nada como uma boa polémica.