Vêm aí mais cortes em salários e pensões

FMI insiste numa “reforma mais abrangente de salários e pensões“. Governo poderá adiar implementação de novas medidas até às Legislativas. Se ganharem, a sua agenda mantêm-se intacta, se perderem, quem vier a seguir que se desenrasque.

Marco António Costa alveja o pé e o chefe

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Foto: Fernando Veludo@Público

Houve um tempo em que Marco António Costa (MAC) era o nº 2 de Luís Filipe Menezes na CM de Gaia, um tempo em que a gestão camarária do PSD enterrou a autarquia em dívidas, quais socialistas a gastar acima das suas possibilidades. Desse tempo ficam as memórias de esquemas mil, e um nome salta à vista: Webrand, a empresa de comunicação no epicentro daquela a que a revista Visão chamou “A Face Oculta do PSD“, e que envolve não apenas Menezes e MAC mas também a referida empresa, o suspeito secretário de Estado Agostinho Branquinho, a NTM e a Gaianima.

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Campeão das diferenças salariais

Entre 2008 e 2013, Portugal foi o país da UE onde houve o maior aumento na disparidade de salários entre homens e mulheres.

Aclarando o acórdão do Tribunal Constitucional

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É espantoso que alguém com o nível cognitivo de um adolescente e cujos processos comportamentais se assemelham ao de uma criança tenha chegado a primeiro-ministro.
Porque um acórdão jurídico já é algo que ultrapassa em muito as suas competências básicas, sente a necessidade de uma aclaração.
Eu aclaro para V. Exª em linguagem facilmente entendível: É PARA COMEÇAR A PAGAR O MESMO QUE PAGAVAM ATÉ DEZEMBRO. O vencimento-base, a redução remuneratória, bem, é fazer as contas.
Está aclarado? Podemos passar à frente?

Passos Coelho e Cavaco Silva, os maiores inimigos da Constituição Portuguesa

O primeiro-ministro, comprova-se mais uma vez, é o inimigo n.º 1 da Constituição portuguesa. A mesma que jurou respeitar, mas que tem desrespeitado constantemente. O presidente da república também, pois para ele tudo estava bem com o Orçamento proposto pelo Executivo.
Governar assim é fácil. O Tribunal Constitucional até pode ter chumbado as medidas, mas a verdade é que já passaram 5 meses em 2014 e que o que roubaram aos Funcionários Públicos e aos reformados já ninguém devolve.
Mesmo que saiba o que vai acontecer, o Governo sabe também que pelo menos uns meses de redução salarial consegue garantir sempre. Aconteceu assim agora, aconteceu assim também com os subsídios subtraídos e nunca devolvidos.
Sem ilusões, é esperar pelos próximos ataques dos inimigos da Constituição.

A tanga do não havia dinheiro para os salários é treta

Uma das lendas que virou propaganda, natural num país onde o jornalismo económico rivaliza com a sarjeta do desportivo, é a de que em 2011 não havia dinheiro para pagar salários e pensões, e por isso Sócrates chamou a troika.

Pura peta: há muito que se sabe que isso não corresponde à verdade, o próprio chamador anda agora a admiti-lo.

Portugal não tinha dinheiro para “amortizar a dívida pública que vencia nessa altura e a ajuda da troika veio para pagar aos credores, excepto 13 mil milhões de euros” destinados a “recapitalizar a banca” portuguesa – já o explicou José Maria Castro Caldas.

E antes dele Emanuel dos Santos, que era  Secretário de Estado do Orçamento. Os impostos chegavam para pagar os salários em 2011:

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Roubar os funcionários públicos e os pensionistas

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Dumping Social

Egoísta e miserável, a Alemanha abusa que se farta porque pode: «A Bélgica fez queixa junto da Comissão Europeia acusando Berlim de “dumping social”, numa alusão à venda de bens abaixo do custo de produção que é proibida na UE.»

Gajos que não aguentam

Em 2011 os “gestores” portugueses ganharam mais 4,4%.

O plano C

E depois de tudo correr mal, o governo tem um plano que é cortar o salário dos que que gravitam na política e no estado. Ah, desculpem, era a brincar.

A queda de outro mito

Afinal havia dinheiro para salários antes da troika…

Quanto ganha um estivador?

Ângelo Correia, o homem que na primeira greve geral portuguesa inventou uma revolução armada com pregos, com a lata que lhe é peculiar, garantiu que enquanto administrador de um porto assinava vencimentos de estivadores da ordem dos 5000 euros  por mês.

A realidade complica um bocado as coisas:

Por exemplo, um trabalhador da mais alta categoria da carreira – superintendente – poderia trabalhar 16 horas por dia, durante 22 dias seguidos, e mais 8 horas por dia todos os Sábados e Domingos do mês. Com esse horário, ele pode chegar a ganhar até aproximadamente 5.685.02€ (incluindo o subsídio de alimentação).

É ler este estudo de Alan Stoleroff, que desmonta a mentira. E quanto ganhava Ângelo Correia como administrador portuário, e  já agora, quantas horas trabalhava por mês?

Ainda e sempre os privilégios dos funcionários públicos

O diário i, órgão oficioso do governo, faz mais uma notícia com os privlégios da função pública. O jornal é um animal de hábitos.

Quanto vale um professor?

No dia em que será apresentado o orçamento que empobrecerá os remediados e levará os pobres à miséria, deixo aqui um texto aparentemente corporativista, sendo que as aparências nem sempre iludem, não sendo menos certo que são insuficientes.

Os aprendizes de economista que parasitam o governo do país têm o hábito de confundir os rendimentos que os professores auferem com despesa, enchendo a boca com a necessidade de reduzir custos. Os referidos aprendizes olham para o professor e perguntam “Quanto custa?” Depois, pressionados pela necessidade de reduzir um défice e incapazes de o fazer pelo lado das PPPs ou da nacionalização dos prejuízos bancários, pegam no salário do professor e cortam, porque é despesa.

Mesmo em tempos de crise, todos conseguimos reconhecer quando um produto está a preço de saldo. Sabemos isso, quando somos capazes de dizer “Isto está muito barato!” Nessa ocasião, sempre que podemos, compramos, aproveitando o facto de que o objecto da compra custa menos do que aquilo que vale. [Read more…]

As mentiras de António Borges

Segundo Eugénio Rosa, António Borges mentiu quando afirmou que as despesas com pessoal na Administração Pública representam 80% das despesas totais.

 

 

E o parvo sou eu?

Eu explico de-va-ga-ri-nho: comparar salários entre função pública e privado terá sempre de se basear em números oficiais. E os números oficiais dos salários no privado não correspondem à realidade: ele é cartões, telefones, carros, prémios não declarados, toda a gente sabe que uma empresa privada pode pagar na prática bem mais o que o salário declarado. Em muitos casos só ganha com isso, e o assalariado agradece quando paga menos IRS.

Bastou que o esbulho chegasse ao privado para vir ao de cima esta realidade: Nuno Branco enumera uma série de hipóteses de as empresas ultrapassarem a situação, pagando por fora:

A primeira medida seria pedir uma redução do vencimento base bruto à entidade empregadora, como contra-partida negociar vencimentos variaveis atribuídos em ajudas de deslocação ou despesas de representação (we’re all salesmen now!). Apesar de estes rendimentos estarem sujeitos a pagamento de IRS estão isentos de SS e portanto passam ao lado das medidas ontem anunciadas. Poderá ser possível em alguns casos até levar mais para casa líquidos do que anteriormente.

Se anda frequentemente de carro em alternativa ao mencionado acima poderá tentar negociar um cartão GALP Frota ou similar. Mais uma vez pagamentos neste cartão estarão isentos de SS.

Outro subterfugio que muitos portugueses já conhecem é o cartão À la card. Este permite que a entidade empregadora aumente a quantia relacionada com os subsídios de almoço com um menor agravamento fiscal. Tem o inconveniente que o cartão só pode ser usado em restaurantes e supermercados.

Ele chama-lhe desobediência civil. Eu digo que essa desobediência existe, sempre existiu, e provavelmente aumentará para o ano. Claro que tem outro nome, que desobediência civil é coisa nobre, chama-se enganar o estado fugindo aos impostos. É legal, mas é criminoso, por estas e por outras depois dizem que não há dinheiro. É o pão nosso de cada dia.

Mas o parvo sou eu. E pensando bem no assunto até sou, por ser funcionário público, é claro.

Tragédia Americana

E já agora, também alemã.

Os médicos

Desde a última greve dos médicos que estes passaram a ser notícia. Ouvi-as ontem e hoje também sobre duplicação de vencimentos. Há, possivelmente, médicos que estejam a furar o esquema. Falta de vergonha deles mas também do próprio ministério que é incapaz de fazer o que lhe compete – controlar – e agora descarta responsabilidades espalhando sobre todos os médicos o manto do descaramento.

Esta estratégia não é nova.

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A função pública que pague a crise

Voltou a mentira dos salários da Função Pública e do Sector Privado, negada por Manuela Ferreira Leite e por um estudo, que continua escondido, da Capgemini.

É rotina.

Acrescenta-se a teoria de que os funcionários públicos não podem ser despedidos. Curiosamente o não despedimento de  100 000 funcionários foi justificado com as indemnizações que teriam de ser pagas, logo o problema não é não se poder despedir, sendo verdade que o estado não pode recorrer ao expediente de declarar falência para abrir a mesma chafarica com outro nome, esse clássico do empreendedorismo nacional. Numa altura em que a subcontratação de enfermeiros, médicos e professores passou a regra (para pagar a empresas privadas há sempre dinheiro), esta conversa de treta roça o ridículo.

Ah, e a ADSE, como se a sua função neste momento não fosse a de subsidiar os negociantes da saúde…

Tudo isto porque, dizem, não há dinheiro. É por não haver dinheiros que as PPP’s seguem de vento em popa, grande parte da economia real escapa aos impostos e as grandes fortunas não são taxadas. Mas isto é paleio. Assaltar os salários dos funcionários públicos ou despedi-los é que está a dar.

Antologia da sacanice económica

A economia tem duas maneiras de ser albardada: com pessoas ou com números. É a diferença entre a esquerda e a direita. A direita quando discute economia fala assim:

as empresas (…) sabem tomar as suas decisões sem recorrer a António Borges ou aos que o aplaudiram. De facto, tem sido comum nas empresas privadas nestes últimos anos a contenção salarial, quando não mesmo o congelamento dos salários nominais (o que implica a descida dos salários reais) ou a diminuição de prémios de produtividade e outras regalias. (…) [Read more…]

Números, o resto é paisagem

António Borges, os salários, e os crimes sem castigo

“Diminuir salários não é uma política, é uma urgência”  – António Borges

“A opinião pública sente-se enganada e pressionada pela austeridade imposta, em parte, para pagar os erros da banca e ainda nenhum banqueiro pagou pelos erros. Quando ponho a questão aos banqueiros eles respondem que a imoralidade e a falta de ética não são crime. Por isso, às vezes, calcam o risco amarelo da imoralidade mas não ultrapassam a linha vermelha da legalidade. Temos de começar a pensar em julgar a imoralidade”  Marc Roche, autor do livro “O Banco – Como o Goldman Sachs dirige o mundo”

António Borges decidiu seguir as pisadas de Madame Lagaffe. Ambos têm em comum o estatuto de isenção de IRS enquanto funcionários do FMI. Ambos têm responsabilidades nesta crise, uma enquanto ministra de Sarkozy, Borges enquanto homem da Goldman Sachs. Ambos ficarão impunes.

Ou talvez não. Nunca escrevam certezas sobre o vosso futuro com a mesma displicência com que falam sobre a vida dos que pagam IRS, viram os seus salários reduzidos e não têm pão para a boca dos filhos. Em determinadas situações os seres humanos são levados a actos espontâneos e irreflectidos, e tornam-se violentos. Uma dessas circunstâncias é a fome, coisa que para os filhosdaputa deste mundo é uma palavra mas para cada vez mais gente é um aperto no estômago que se mitiga com água, enquanto não a privatizarem. A fome faz milagres, António Borges; Marx deixou umas dicas sobre o assunto mas a simples lei da sobrevivência também serve. A fome faz do cobarde um herói, do amansado um rebelde, do cordeiro um bode selvagem.  E os bodes selvagens quando acossados perdem o medo, marram a direito, levam tudo em frente, incluindo os Borges e as Lagardes deste mundo. Chegará a vossa vez de terem medo, muito medo, e nessa altura não haverá paraíso fiscal que vos valha. A imoralidade não se paga com os portões do céu encerrados mas muitas vezes conduz directamente ao inferno, na terra. Fujam já, ou pensem nisso.

Quanto tempo iam durar os cortes nos salários e pensões?

A política como a arte de mentir. Passos Coelho e Vítor Gaspar asseguram que os cortes nos salários da função pública (não lhes chamem subsídios que os salários medem-se ao ano) e nas pensões de reforma durariam até ao final do memorando. Miguel Relvas já treme um pouco. A realidade desmente muito mais.

Intervalo

Pérolas “sociais-democratas”

Pedro Passos Coelho volta a por a tónica dominante da nossa competitividade nos salários baixos.

Nada de novo: desde Cavaco Silva que nos habituamos a ouvir “sociais-democratas” a defender semelhante tese.

O melhor de tudo é que com salários de miséria – embora não no entendimento de todos, pois há quem pense que não estamos tão mal assim -, continuamos, pelos vistos, a não ser competitivos.

A estes “sociais-democratas” aconselho, então, a tese comunista chinesa de promover o desenvolvimento económico à custa de mão-de-obra paga com lentilhas. Pode ser que assim se consiga atingir a tão almejada competitividade.

E já agora, Senhor Primeiro-Ministro, isto de andar constantemente a falar de assuntos de política interna no estrangeiro é muito pouco recomendável. Falar do que se passa cá lá fora é tão triste quanto termos tantos de fora a mandar cá.

O amor não tem idades, nem limites

Nesta novela de quem ganha mais, público ou privado, e perante o remorso do Tomás Belchior por me ter empurrado para os braços de Manuela Ferreira Leite, confesso que não reparei e sinceramente a senhora não faz o meu género por razões que me abstenho de divagar mas em nada se prendem com a idade. Digamos que foi apenas um beijinho.

Mas como troquei com o Tomás umas ideias sobre um célebre estudo da Capgemini, do qual só se conheceria uma nota do Correio da Manhã, lamento pela minha parte se o vejo muito enleado com o ex-ministro Teixeira dos Santos. É que nos idos de 2006 houve uma troca de palavras entre o ele e o então deputado Eugénio Rosa, que o Diário de Notícias narrou assim: [Read more…]

O roubo veio para ficar

Como era evidente o assalto aos vencimentos da função pública não é por dois anos e já se admite publicamente que vai ser permanente: adeus 1/7 do salário. O privado tratará de seguir o exemplo do público, de resto este anúncio bem pouco discreto é claramente um recado aos patrões para que sigam o exemplo do estado.

Repetindo que receber o meu salário anual em 12 ou 14 prestações me é indiferente, note-se aos ingénuos que não aparece nestas declarações qualquer indicação de se tratar de uma reforma na forma de pagamento, que tramando o comércio e o turismo interno não deixava de ser mais racional, mas como é óbvio de um ataque dos fundamentalistas dos salários. A demissão de Álvaro Santos Pereira é já a seguir.

Os salários da Função Pública e do Sector Privado

Os trabalhadores da função pública auferem mais 10 a 15% do que aqueles do sector privado”; esta afirmação de Passos Coelho gerou natural controvérsia no mundo da blogosfera. Este “site, por exemplo, remete para um estudo do Banco de Portugal (Portugal e Centeno, 2001), o qual acaba por ser prejudicado por um outro estudo do mesmo Banco, de autoria de Maria Campos e Manuel Pereira em 2009, de conteúdo técnico mais elaborado. Assim sendo, é desperdício de tempo falar do primeiro e vale, então, a pena analisar este último; ao que se sabe, aquele em que Passos Coelho se fundamentou.

Passemos, então, a analisar o segundo dos referidos estudos, usado como argumento de fundo neste outro blogue e cuja conclusão principal é o tal diferencial de salários + 15% na função pública em relação ao sector privado. Levantamos algumas reservas que, de resto, o próprio estudo provoca: [Read more…]

Ao Mário Crespo, por causa das economias modernas, das férias e de outros salários

Há uns tempos tive imensa dificuldade em explicar a um casal amigo em Washington que em Portugal havia um mês por ano em que não trabalhávamos e recebíamos o dobro.

escreve hoje no Expresso Mário Crespo, acrescentando que essa subvenção é “muito rara nas economias modernas“. Não tenho grande experiênciaa em lidar com alunos NEE (com necessidades educativas especiais), secção fraca capacidade cognitiva, mas vou dar uma ajudinha, que talvez para a próxima facilite.

Fernand Léger, As Férias (homenagem a Louis David), 1948-49

Fernand Léger, As Férias (homenagem a Louis David), 1948-49

Saiba o Mário Crespo que economias modernas é um conceito muito relativo. Imagine que 4 000 000 000 de humanos têm presentemente direito a férias pagas, incluindo toda a União Europeia. Economias caducas, sem dúvida. É certo que o sistema de pagamento de salários tem as suas variantes. Nos EUA é frequente pagar-se à semana, o que tem a vantagem de se receber em todas. Os portugueses e outros subdesenvolvidos da Europa ao perderem parte do 13º mês este ano sofrerão pela contingência de um ano ter 52 semanas, regularidade que os meses não têm, o que complica um bocado as contas. Como ser roubado por esticão, à mão armada ou por burla vai dar ao mesmo, não nos vamos preocupar agora com isso. [Read more…]

Ainda os salários, público versus privado

Não digo como, mas encontrei isto:

O Ministério das Finanças encomendou um estudo que esconde desde Maio porque desfaz a ideia que os funcionários públicos são bem pagos.
O estudo tem a data de Maio de 2006 e foi feito pela Capgemini, uma das cinco maiores empresas mundiais de consultoria, mas como vai contra a ideia dos funcionários públicos serem bem pagos em relação aos que trabalham no privado foi escondido pelo Governo.

20 EXEMPLOS DO ESTUDO

– Director-geral: -77%
– Gestor de RH: -8% [Read more…]