Color Run Matosinhos I

color run II

Color Blast! Explosão de cor!

PPP’s foram um desastre

Diz Ferreira do Amaral, o ministro que inventou a primeira e foi trabalhar para a Lusoponte. Nem comento.

A única remodelação necessária

É a da política do ministro que não acerta uma.

Então e as Crianças?

unicef2Sou doador regular da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Dentro dos condicionalismos financeiros com que vivo, é evidente.

A sensibilidade à pobreza e ao sofrimento infantil vêm desde a ‘primária’. Frequentei a Escola 15 de Lisboa. Parte significativa dos alunos apresentava-se sempre descalça, esfarrapada e esfomeada. Viviam nessa autêntica favela à portuguesa, chamada então ‘Quinta dos Peixinhos’. Em parte dos terrenos, foi construída a Escola Patrício Prazeres.

Anos mais tarde, a vida profissional forçou-me a visitar diversas regiões de África. O escabroso cenário de miséria, sobretudo fome e mortalidade infantil, percorri-o vastamente. Do Mali a Moçambique.

Todavia, foi no Huambo, Angola, que em 1992 me deparei com as cenas mais trágicas de vida infantil. Meninos, nus ou de camisola branca tingida de uma espécie de tela de empedrenida sujidade, vagueavam pelas ruas e bebiam águas de poças. Como os cães dos pobres ou desprezados; sim, porque os cães dos ricos alimentam-se de ‘Royal Canin’, ‘gourmets’ de diversas variedades e ainda são mimados com certas guloseimas. [Read more…]

Listas de colocações do Concurso Extraordinário

MEC acaba de divulgar as listas de colocação do concurso extraordinário.

Confesso que estou surpreendido!

Contagioso

Bruno de Carvalho estava agora mesmo a falar à Gaspar. Lentamente, julgando severamente o passado e a falar de um Sporting Novo, sem milagres, a não ser aquele que constituiria por si só um: «dar alguma inteligência a alguns jornalistas».

Foi em directo nas TV. Gasparizar o paleio já faz escola. É contagioso, sobretudo quando se quer ser muito, mas mesmo muito sério e ter margem para falhar muito, mas mesmo muito a sério.

A Quadroyka

Evidentemente que o Povo é quem mais ordena, mas não ordena nada, se estiver liso. Cuidado com a velhice viperina dos soares e dos outros.

Comeram o camelo do Hollande

E não foi a Merkel.

Se Há Diálogo, Não Há Ruptura

E pronto. Telefonema daqui, post dacolá, euroapertão dacoli e o discurso político de Seguro arredonda-se. De dia para dia, vai completando o círculo quadrado do consenso necessário com a Quadroyka [FMI, BCE, CE, Governo Passos]. Quanto mais convergência verificarmos no arco desavindo da governação, melhor respirará Portugal, por mais apertado que se veja no colete de varas das contas públicas e das exigências inflexíveis dos credores.

Expressões ainda recentes, rescendentes de insanidade, como «ruptura», «eleições antecipadas», «parar de escavar», «acabar com a austeridade» já estão a dar lugar a outras como «abertura ao diálogo», «consenso social e político mínimo»; «sentido de responsabilidade do PS», «respeito pelos compromissos internacionais assumidos», «austeridade inteligente». [Read more…]

A crise é bancária

Um bom artigo de Gustavo Cardoso, que não deixa dúvidas.

Punho fraco

Despacho de Gaspar suspende estágios do programa “Impulso Jovem”. Restam as pipocas.

Que contas são estas?

Para a Visão, 97% de 1.850€ são… 61€…

http://visao.sapo.pt/politico-britanico-diz-que-pode-viver-com-60-euros-por-semana=f722716

Gonçalo Ribeiro Telles recebe Prémio Sir Geoffrey Jellicoe

Ribeiro Telles

Tenho pelo Arq. Ribeiro Telles o maior dos respeitos. Pelos vistos a Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA) também.

Gonçalo Ribeiro Telles, pioneiro da arquitectura paisagista, pregou quase sempre no deserto, entre assentimentos de cabeça e palmadinhas nas costas, como as gentes arrogantes sempre fizeram com os visionários, do género “será génio, mas é maluco”.

As mesmas gentes que nos deixaram como legado um país caótico e desordenado, muito longe da suficiência agrícola, com imensas quantidades de solos inutilizados e impermeabilizados, destruidor de biodiversidade, um país desintegrado e desmemoriado em relação à sua própria cultura e natureza.

Perseverante, lutou décadas pela implementação e manutenção, por exemplo, do Corredor Verde de Monsanto. A sua marca em Portugal é, felizmente, maior do que a obra que lhe foi permitido concretizar e visível no número e qualidade de seguidores e discípulos que granjeou.

Tenho a infeliz sensação de que, não fosse a pequenez e a hipocrisia com que foi tratado pelos poderes que foram sucessivamente administrando o território, ministros e ministérios do ambiente incluídos, e Portugal seria hoje um país mais equilibrado, belo, justo e sustentável. [Read more…]

Constituição da República Portuguesa (lembretes)

Princípios fundamentais

Artigo 1º
(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.


Artigo 2º
(Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.


Artigo 3º
(Soberania e legalidade)

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.

(…) [Read more…]

A demissão de Relvas e o discurso de Passos: as desventuras dos siameses

Por Santana Castilho

1. Na demissão de Relvas, o evidente disfarça o importante. É evidente que a degradação de algumas instituições de ensino superior, permitida por uma supervisão que funcionou para elas como o Banco de Portugal para o BPN, foi aproveitada por gente sem escrúpulos. Mas o importante, politicamente falando, era saber por que foi agora, e só agora, imolado Relvas. Por que razão, durante dois meses, as conclusões ficaram congeladas na gaveta de Crato. Por que razão Crato apunhalou Relvas, permitindo-se emitir opinião sobre a validade da licenciatura do, ainda, seu par de Governo, quando o juízo foi por ele próprio requerido ao tribunal. Mereça-nos Relvas a crítica que nos merecer, há normas mínimas de conduta, de que nenhum ministro está dispensado. Não só vi Crato cilindrá-las, como o vejo incensado por fazer o que era sua estrita obrigação e não podia deixar de fazer, dada a mediatização do escândalo.
Poucos se lembrarão do que disse Mariano Gago, aquando da eclosão da trapalhada com a licenciatura de Sócrates. Mas eu recordo: que a Universidade Independente havia sido auditada todos os anos, excepção feita ao ano-lectivo de 1999/2000, e que só em 2006 se tinha detectado um problema sério (referia-se à falta de pagamento de salários); que, à data dos factos (mais que anómalos), a inspecção tinha concluído, note-se bem, que era boa a qualidade pedagógica e científica da universidade e que era bom o seu funcionamento administrativo. [Read more…]

O primeiro empréstimo da troika está a correr muito bem. Venha o segundo.

O BCE está a ganhar 1% com o empréstimo. A banca nacional ganha 1% a 2%. Os credores ganham uns 7%.  É claro que o programa da troika é um sucesso – é só uma questão de perspectiva. [Read more…]

Concurso Extraordinário

Vai ser anulado e a tal vinculação extraordinária já era. Querem apostar?

Já sei que o Adjunto do Ministro das Finanças, Nuno Crato, vai dizer que a culpa é dos sindicatos.

E é, de facto – é uma chatice quando somos obrigados a cumprir a Lei, não é?

Da série Os amigos de Thatcher (2)

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P. W. Botha

O PP tem sempre razão

Sou um incondicional do Pacheco Pereira, um homem livre, como há poucos.

Se concordo sempre com ele?

Claro que não, mas gosto da forma livre e inteligente como ele exerce a sua participação no Espaço Público. Não resisto, ainda que isso possa não estar no manual de boas práticas da blogosfera,  a reproduzir integralmente os dois últimos escritos no Abrupto:

O Material tem sempre razão (6)

Vale a pena repetir. Existe democracia quando se verificam duas condições: a soberania popular expressa pelo voto, e o primado da lei. DUAS CONDIÇÕES.

O Material tem sempre razão (5)

Há várias  coisas que nunca se devem esquecer: esta gente é vingativa e não se importa de estragar tudo à sua volta para parecer que tem razão. Já nem sequer é por convicção, é por vaidade e imagem.
Outra coisa, ainda mais complicada, que também não deve ser esquecida: o governo considera bem-vindas as ameaças da troika. São a chantagem que precisam, pedem e combinam. Não são uma voz alheia, nem dos “credores”, nem da troika, nem de ninguém, são o auto falante agressivo que o governo necessita para tornar a sua política inquestionável e servir de ameaça a todas as críticas. E por último, e não é de menos, esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.

(A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses.)

O Anjo Azul (1930)

De Josef von Sternberg com  Emil Jannings, Marlene Dietrich e Kurt Gerron

Legendado em português, ficha IMDB

Libretto para uma Ópera bufa

Os amigos de Gaspar

Alguém acredita que Passos Coelho e Gaspar não sabiam de antemão que o Tribunal Constitucional iria declarar inconstitucionais algumas normas da Lei do Orçamento de Estado para 2013? Não creio.

Toda esta encenação, feita pelos dois representantes, ex aequo, da D. Merkel e dos mercados em Portugal, teve como único objectivo esconder que o programa da Troika resultou num falhanço monumental e justificar o pedido do 2º resgate. Transferindo para terceiros a responsabilidade pelo erro colossal de todos. E os especuladores lá vão engordar mais um bocadinho.

Passos e Gaspar, os actuais Miguéis de Vasconcelos, deviam ser julgados por traição ao Estado e ao Povo portugueses. Foi para isto que lhe pagámos os estudos?

Que merda de libretto tem esta Ópera bufa de terceira categoria.

A pior política

“Não há pior política do que a política do pior”, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa.

Inédito

Vivemos num país cercado pelo governo.

Boa noite.

Gaspar proíbe novas despesas no Estado sem autorização

Já na banca, é a abrir.
[Título do Público]

O Chimpsky e o Dan

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Depois de Nim Chimpsky ter servido para Herbert Terrace tentar provar que a capacidade de produção de enunciados respeitando regras gramaticais não é um exclusivo dos seres humanos (ao contrário do que muitos pensam, o próprio Terrace já admitiu que os resultados obtidos e publicados deram, afinal, um ‘falso positivo‘), agora surge o babuíno DAN (no artigo do Courrier International, surge ‘Dan’ que, convenhamos, é mais carinhoso: a adopção de maiúsculas em DAN distancia-nos dele, como de certa forma acontecia com o HAL: Heuristically programmed ALgorithmic computer)) como estrela da companhia de projecto chefiado por Jonathan Grainger (numa equipa que conta com, entre outros, o excelente Johannes Ziegler), em que os autores pretendem demonstrar poderem as competências de base para processamento ortográfico na direcção da leitura  ser adquiridas sem a pré-existência de representações linguísticas.

A seguir com atenção.

Cinefilia

O Gaspar viu A Doutrina do Choque e copiou. É melhor ver Os Dez Dias que Mudaram o Mundo antes que isto aqueça.

Alguma preocupação

O parlamento húngaro acaba de, por iniciativa da maioria de direita (de um partido que, no Parlamento Europeu, se senta nas bancadas da família do PSD) instituir um regime de tipo fascista. Já sei que o nome incomoda algumas almas mais sensíveis, mas é mesmo a sério.

Apropriando-se do controlo da justiça e estabelecendo que a maioria pode ignorar e rejeitar as deliberações do Tribunal Constitucional – logo, lá se foi o estado de direito – volta a autorizar o uso dos símbolos e organizações nazis enquanto proíbe os comunistas. De resto, comunistas, sem-abrigo e homossexuais passam a ser ilegais. O anti-semitismo é encorajado, enquanto piedosas referências ao cristianismo passam a fazer parte do texto constitucional. Segue-se a perda de direitos das mulheres e a reinstituição dos trabalhos forçados na moldura penal (“o trabalho liberta”, não é?). Entretanto, órgãos de comunicação são fechados, jornalistas fazem greve da fome.

Durão Barroso e os seus manifestam alguma preocupação por aquilo que se passa. Deputados do Parlamento Europeu – dos seus sectores decentes – já defendem a necessidade de uma intervenção imediata e mais assertiva, de acordo com os tratados, que prevêem medidas claras quando os direitos humanos estão em causa em qualquer país da união. Mas os manda-chuva não têm pressa. Nestas coisas, nunca têm.

Uns têm, outros são Relvas

Paulo Júlio era secretário de estado e foi acusado pelo Ministério Público. Demitiu-se. O seu ministro foi denunciado por uma situação escandalosa, imoral mesmo que legal, colou-se no pote até ao fim.

O Tribunal de Instrução Criminal decidiu arquivar o processo ao ex-presidente da Câmara Municipal de Penela. Era óbvio: nem a oposição no Município de Penela via crime no assunto, apenas uma trapalhada, por acaso desnecessária.

Ressalva: conheço pessoalmente Paulo Júlio e o funcionário envolvido. Pessoal e em tempos profissionalmente. A ideia de o lugar de chefia não lhe ser atribuído só poderia passar pela cabeça de quem nunca trabalhou com o departamento de Cultura daquela Câmara. Ah, e já agora: em Penela encontrar alguém que não seja primo de outro alguém é possível, mas dá um certo trabalho.

À Minha Pyrus Centenária

Pereira

Fez-se aqui um debate frondoso e sumarento. Belo. Que inveja da saudável ternura e paixão nele colocados! E logo eu que venero todas as minhas árvores e as desejo, verde-luz dos meus olhos.

Mais uma Primavera, e a Pereira centenária do meu quintal oferece-nos uma impressionista floração rósea de neve. Pensar que a minha avó a viu assim, ano após ano, década após década. Saber que nem sequer o meu bisavô a plantara. Já estaria ali. Disse cá em casa e redigo que tê-la, vê-la, a cada ano, neste desabrochar amplo e promissor, é um sinal do Amor de Deus, generosidade do Cosmos, sorriso tenaz da Vida, transe e trânsito para o Mistério de onde provimos. E eu tenho uma relação íntima de quarenta anos e pico com esta árvore. [Read more…]