Auto-estima

Se não for o desporto

Vergonha

Neste momento, só me ocorre a palavra vergonha. Pode ser que, durante os próximos dias, outras palavras me ocorram.

O salário mínimo é um incentivo ao desemprego?

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A excelente  professora Merkel e o bom aluno Passos Coelho

Merkel debitou para a imprensa – através do diário Bild Zeitung citado pelo ‘Público’ – a teoria de que numerosos países europeus se confrontam com uma taxa de desemprego mais elevada do que a alemã, porque o salário mínimo garantido favorece o desemprego.

O axioma da dita teoria não constitui novidade para os portugueses. Passos Coelho, em inícios de Março passado, já havia garantido:

Medida mais sensata para combater desemprego seria baixar salário mínimo

Desconfiado de que a ignorância o obstaculiza a saber e pensar pela própria cabeça – excepto no prodígio de acções e disputas de golpes baixos – é um óptimo transmissor de recados da fonte inspiradora da ‘sensata medida’, a amiga Merkel.

Não é surpreendente que se mova e profira sentenças, sobretudo tolices, ao estilo de marioneta usada no mimetismo da figura caricata que o artista levou para divertir a criançada. O risco de Passos Coelho enveredar pelo absurdo é, de facto, muito elevado, submetendo-se ao papel de personalidade, acrítica e ignara, naturalmente manipulável e apropriada a objectivos de refinadas estratégias de especialistas da ‘realpolitik’, caso de Merkel, Schäuble e companheiros holandeses, austríacos e finlandeses, em especial. [Read more…]

Mas o problema foram os 0.8% do PIB devidos ao chumbo do TC

Dívida pública superou 126% do PIB em Fevereiro. Engana-me que eu gosto.

Um Papel ou Nenhum para Silva Peneda

Silva PenedaO PS, com António José Seguro, tornou-se, apesar de tudo, um partido normal. Saiu de uma lógica aclamacionista pomposa e de um clima interno opressor e inquestionável, por muito que a sua recente reeleição tenha sido unânime e norte-coreana. Porém, até que a hora de ser poder lhe caia no colo, há muito trabalho a fazer para que sobre algum País sobre o qual governar. O primeiro ponto dessa magna tarefa será cooperar com o Governo Passos: para ficarmos no Euro e conservarmos o mínimo de credibilidade externa. Goste-se ou não se goste, é preciso cumprir as metas acordadas com a Troyka e conservar uma base mínima de negociabilidade em aberto. Concedo que o ultratroykismo gaspariano-passista conduziu a um tipo de devastação económica e a um tipo de recessão que bem poderiam ter sido minorados. Houve arrogância e insensibilidade e, sobretudo, a grande mensagem da dupla foi depressiva e desesperante. Resultados? Muito poucos e menos ainda sensíveis na vida de milhões de portugueses. A política é a arte de insuflar esperança contra a pior das evidências, não a frieza da aplicação de uma teoria sobre os cidadãos-cobaia. Uma vez que o mal está feito, é preciso o sentido patriótico suficiente para não piorar ainda mais a nossa situação. Portugal conta com Seguro. [Read more…]

Em vésperas de 25 de Abril…

Cortam-se 800 milhões, mas não se diz como. Quem corta tem medo.

A turba online

Os verdadeiros perigos da internet

Para mim, chega!

AO

Em nome das confusões criadas pelo AO90, aqui fica mais uma.

Não dou mais para este peditório!

Por menos do que isto caiu o Império Romano

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Fotografia de João Lima / Caras, reenquadrada: lamento mas estava ali ao lado um senhor que me pareceu um honrado trabalhador e os escravos não iam ao Circo

Passos Coelho a Nobel da Economia?

41798_65198417291_7710_nMuito se tem dito, e escrito, acerca das opções de política financeira e económica do 1º ministro Passos Coelho, alguns elogiando outros denegrindo. A meu ver, todos estão errados.

É comum, entre as mentes menos esclarecidas, aceitar de forma acrítica ou rejeitar sem fundamento, as teorias verdadeiramente revolucionárias e que representam um vigoroso salto em frente no pensamento e conhecimento humanos. E Passos está a ser vítima desse tipo de inércia característico das pessoas vulgares. Vejamos mais detalhadamente as razões que me assistem na formulação de tão categórica asserção.

Começo por esclarecer os mais cépticos sobre as razões que me têm tolhido o verbo na análise dos aspectos macro-económicos da crise que afecta a zona Euro, em particular, e a União Europeia, em geral. Tal facto deriva apenas do “encolhimento”dos meus rendimentos – assoberbado pelas necessidades do dia a dia, as minhas atenções têm recaído sobre questões cada vez mais pequenas, isto é, micro económicas, como a renda da casa, a alimentação, a conta da farmácia, etc.. [Read more…]

Reinhart-Rogoff e a folha de Excel

Um artigo muito completo que ajuda a perceber «o debate que domina actualmente a atenção dos economistas».

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Imagem retirada do blogue Παρέμβαση.

 

A oposição ao Acordo Ortográfico vista pelos melhores desacordistas

J. Silva
Embora em fase de rescaldo, o tema AO teve entre nós debate aceso. Tal deveu-se, por um lado, ao atavismo da sociedade portuguesa, bem visível na nossa história nos últimos duzentos anos. Por outro lado, nós, portugueses, temos esta propensão para a querela, como as longas discussões em torno do futebol fora das quatro linhas demonstram. Não me revendo eu no primeiro defeito, revejo-me certamente no segundo, pelo que não poderia desperdiçar a oportunidade que me foi oferecida pelo JJCardoso, que agradeço, e publicar algo sobre o tema no Aventar.
***
Todas – rigorosamente todas – as objeções ao AO90 já foram exaustivamente desmontadas. No entanto, sendo o desacordismo um fenómeno para-religioso, ele impede os crentes de ler fora da vulgata, pelo que tudo se resume a recitar suras desacordistas e outras coisas absurdas. O desacordismo,pela sua natureza, impede o desacordista de ler um único argumento contrário, e assim se explica porque motivo os “debates” sobre o AO promovidos por desacordistas não incluem acordistas. Os desacordistas mais facilmente batem uns nos outros do que debatem com outros.
Então, como podemos nós ultrapassar esta impossibilidade de levar luz à caverna lúgubre do desacordismo? Como vencer esta dificuldade de fazer o desacordista ler fora da sua área de conforto emocional e intelectual? Talvez pedindo ao desacordista para atender apenas à opinião de outro desacordista. É o que farei aqui.

Ninguém pára o Benfica

É verdade, ninguém pára o Benfica. Pára? A sério? Sim, pára. Claro.

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O Tó da Farmácia partiu

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O Tó da Farmácia deu, ontem, entrada na sua última morada. Tinha 51 anos, e o caranguejo da morte abocanhou-lhe o pâncreas, chupou-o até ao osso e entregou-o à família para um último adeus, com aquele ar de cera que anuncia a passagem.

Um simples telefonema, uma mensagem, e a notícia era, então, definitiva para todo o clã: o Tó, o mais certinho de todos, tinha hora marcada numa capela mortuária, na mesma igreja que quase todos havíamos frequentado.

Eu era mais velho, 10 anos naquele tempo que eternidade, tinha quarto alugado na casa de um deles, estudava e trabalhava. Olhavam-me de soslaio, era um velho. No regresso das aulas, na Praça, lá estavam eles, a jogar à bola com os bancos por balizas, a preparar a última estória para memória futura, a aprenderem o primeiro sabor do cigarro. No mesmo sítio, onde, mais tarde, se iniciaram nos drunfes com cerveja, na ganza, no chuto. Outros que não. Ficava por ali um pouco, lançando olhares às sopeiras, titubeando uns piropos, naquela aprendizagem que todos fazíamos no jardim público ao pé de casa. [Read more…]

Grande Marisa

A Marisa Matias retirou o seu nome de relatório sobre BCE, da sua autoria, depois de a canalha do PPE o ter adulterado.

Fernanda Policarpo, a mulher detida

A Noémia já aqui escreveu sobre os acontecimentos e a detenção de Fernanda Policarpo.

Conheço a Fernanda há muitos anos, tenho com ela uma relação de amizade. Trata-se de uma actriz com longa carreira de palco, com quem já tive o prazer de trabalhar em várias ocasiões.

Como actriz e cidadã, Fernanda tem encarnado, no contexto actual, uma personagem que transporta consigo uma bandeira portuguesa e lenços brancos. Trata-se de uma figura que resiste, protesta e exerce cidadania activa, para que não nos esqueçamos que há um mínimo de dignidade a que todos temos direito.

Foi isso que ontem lhe negaram na manifestação em frente ao hotel Ritz. Suponho que atacaram mais a personagem do que a cidadã (ainda que em alguns aspectos sejam indissociáveis) e pergunto-me o que odeiam e temem tanto, se a bandeira portuguesa, se os lenços brancos, se a atitude de quem não se rende e age de forma teatral e eficazmente simbólica, obrigando-nos a uma reflexão sobre o nosso próprio espaço, cultura, história e liberdade:

Eis o que quero dizer:

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Duas Metrópoles, Dois Presidentes, Duas Realidades.

Em Lisboa reportam-se diariamente encerramentos de salas de cinema, degradação dos imóveis ou aquisição de edifícios históricos.

Em Paris reabrem-se edifícios emblemáticos, como é a Sala de cinema Luxor, para simbolizar o início de uma nova era para o cinema.

Pergunta a António Costa: “Será assim tão difícil seguir bons exemplos?

Isto é o que se chama gastar demasiada cera com tão ruim defunto

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Começou por ser Ministra da Educação. Durante o seu mandato, acabou com o leite grátis para as crianças dos 7 aos 11 anos e limitou-o a um terço de um copo às crianças mais pequenas. Para além disso, fechou mais de 3 mil escolas especializadas em determinado tipo de ensino, transformando-as em escolas de ensino regular. Acabou com todo o tipo de regulamentação das ementas escolares, abrindo caminho à fast food e ao tipo de alimentação que hoje domina as escolas inglesas.
Num acto de traição e deslealdade para quem a nomeara, Edward Heath, chegou ao poder do Partido Conservador. Ao mesmo tempo que frequentava o Instituto de Assuntos Económicos, ia formando um conjunto de ideias de clara oposição ao Estado Social, ideias essas que não tardou a pôr em prática quando se tornou primeira-ministra em 1979. Uma eleição que ganhou porque, entre outros factores, conseguiu captar um número maciço de votos provenientes da Frente Nacional Britânica, Partido racista de extrema-direita que, a partir daí, praticamente se diluíu no Partido Conservador, passando de 190 mil votos em 1979 para 23 mil em 1983.
Não por acaso, 2 meses depois de ser eleita começava a pôr em causa aquilo que via como o excesso de imigrantes asiáticos em Inglaterra. Como principais medidas dos seus Governos, temos [Read more…]

Perplexidade   selectiva

Ficou o Ultrarich perplexo quando o PM não falou com os portugueses sobre a concessão de crédito à banca via mais impostos? Olha, aguenta, aguenta.

Odeiem Isto

O ambiente da bloga e da opinião em geral anda muito raivoso. Um radicalismo pouco respirável e ainda menos recomendável emerge como a mais recente forma de pólvora seca. A raiva, porém, é um acto mal direccionado da razão, especialmente quando não quer ver a realidade como qualquer coisa de bem mais complexo que o monocromatismo dos nossos ódios e ascos. Em geral, a cegueira sectária mostra-se má conselheira, quer naqueles que apontam o dedo ao papão do neoliberalismo, quer naqueles que muito justamente espumam e sofrem pela morte anunciada do Estado Social tal como o conhecemos, como se não tivesse sido antes de mais o definhamento económico consentido nas governações passadas a matá-lo, processo de há muito mais que um bom par de anos.

Os números da nossa desgraça não nasceram desde há dois anos. Se em 2012 a riqueza nacional caiu 3,2%, em parte devido à famosa receita amarga do organismo liderado por Christine Lagarde, façamos justiça ao facto de o nosso País ter das finanças públicas mais insustentáveis do Mundo devido ao modelo económico seguido até 2011 e às escolhas governativas tecidas ao longo das últimas décadas, coito Governo-Banca/Sectores Protegidos, assunto sobejamente submetido ao bisturi impiedoso da revisitação analista, condenando desde as escolhas do Primeiro-Ministro Cavaco aos deslumbramentos parolos do último mentiroso supremo e absoluto. Se querem odiar alguma coisa, odeiem isto, o estado a que chegamos. [Read more…]

O relato do funeral de Tatcher

O funeral de Tatcher já entrou na Catedral de S. Paulo. Gooolo!

Uma ideia!

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No Público em árvore morta de hoje.

Ainda os Paulitos

Levem os Paulitos todos e deixem-nos lá. Ouviram? Todos!

Pensava que gostavam de mini saias e decotes pronunciados

Mas afinal, querem é animá-los com Paulitos e Gaitas.

Votos de boa viagem e bom desempenho aos nossos manobradores de pau e tocadores de gaita.

Política epistolar

Ninguém escreve ao Paulo Portas?

Tenham vergonha!

Fotografia: Ministério da Verdade - Lisboa, 16.04.2013 Tirada do Facebook

Fotografia: Ministério da Verdade – Lisboa, 16.04.2013
Tirada do Facebook


Chama-se Fernanda Policarpo. É a mais recente vítima do terrorismo político em Portugal.
Enquanto muitos partilham velinhas e preces pelos caídos em Boston, poucos vejo fazer alguma coisa pelos nossos que também tombam. De fome, de sede, de desespero…
Esta senhora tombou por lutar, por se manifestar contra a Troika que está luxuosamente acomodada no Ritz para, sabemo-lo bem, nos esmifrar ainda mais.
Foi vítima de violência policial. Diz que agrediu um agente policial durante a acção-relâmpago convocada pelo movimento Que se Lixe a Troika.
É mulher e tem 49 anos. Alguém acredita que era necessária esta força para dominar tão perigosa meliante? Que ela constituía qualquer perigo para os polícias?
Ao que se sabe, estará presente esta manhã no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa.
Calemo-nos todos e partilhemos velinhas e preces vazias de sentido pelos que sofrem noutros países. Os Portugueses não são importantes.
A menos que morram.
Talvez nem assim.

Destruição pela política

O estado que destrói a educação com um frenético ritmo de nova legislação é o mesmo que destrói a justiça por completa inacção quanto a legislação que meta a justiça a funcionar.

Tenham Medo (2): Outubro

Também se fazem revoluções no Outono. O clássico dirigido por Sergei  Eisenstein na comemoração do 10º aniversário da revolução bolchevique.

Ficha IMDB. Legendado em castelhano.

Concursos de Professores começam a 22

Sendo que para a maioria serão um exercício de retórica

Novo programa de matemática revogado por Crato

Confesso que não sei se me apetece rir, se me apetece chorar…

Há coisas que nos acontecem e que temos dificuldade em acreditar. Juro por todos os santinhos que comecei por pensar que se tratava de uma brincadeira, mas vejo que está longe de o ser. Quer dizer, é capaz de ser uma anedota, mas com muito pouca piada. Reparem:

– o programa de matemática é de 2007. Foi colocado no terreno aos pouquinhos, uns anos atrás dos outros e no primeiro ciclo ainda não houve uma série contínua de 4 anos, só para perceber, caro leitor, como estamos a falar de uma novidade.

– nós, os professores de matemática, estamos agora a começar a conhecer o programa em profundidade, a identificar soluções, caminhos, coisas melhores e outras menos positivas.

– podia até pensar nas mais de 300 horas de formação que tive, as aulas assistidas por colegas das faculdades, as horas perdidas em viagens pelas terras de Santa Maria da Feira para reuniões e mais reuniões… Podia citar isso tudo, mas só me lembro da cara dos meus putos quando arranquei com esta coisa dos novos programas, das dificuldades que os olhos deles me mostravam e das tentativas de construir caminhos que todos os professores foram conseguindo trilhar, para agora virem estes incompetentes…

E hoje:

5 – Em consequência, o Programa de Matemática para o Ensino Básico de 2007, que, de acordo com a sua própria introdução, constituía ainda “um reajustamento do Programa de Matemática para o ensino básico, datado do início dos anos noventa”, fica revogado a partir do ano lectivo de 2013-2014, passando a constituir-se como documento de referência auxiliar, de acordo com normas de transição a serem concretizadas”

Não consigo dizer mais do que isto – estou COMPLETAMENTE sem palavras!

Como diz o meu amigo Nabais, vão brincar com o CARALHO!