Elogio do carreirismo

José Xavier Ezequiel

Há meses que ouço na rádio, logo pela manhã, o anúncio da exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda. Dela diz o texto do anúncio que é  “a mais prestigiada artista portuguesa da actualidade.”

Ora, na minha opinião, este tipo de afirmação roça a publicidade enganosa (cf. Código da Publicidade, art° 11°), por não ser facilmente mensurável essa coisa do prestígio. Até porque ninguém me convence que Paula Rego, que por cá parece ter agora caído em desgraça, não continua a ser a mais prestigiada portuguesa, viva, no domínio das artes plásticas. Pelo menos nas paredes que contam, bem entendido. [Read more…]

Viva a meritocracia!

Secretário de Estado demitido devido aos “swaps” volta à Metro do Porto. A culpa de o país estar como está é dos funcionários públicos, pá!

As aulas acabaram há 17 dias

E continua sem haver notas para ninguém…

Acordo Ortográfico de 1990: alto e para o baile!

Hänninen

Peter Spinney/ Lat Photographic Archive (http://bit.ly/19vk417)

Dizem-nos que “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia” e garantem-nos que “a adoção [sic] do AO está em curso acelerado“.

Convém refrear o entusiasmo.

Segundo nos informam,  “[e]sta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico”. Parece que esta também. No Correio da Manhã, escrevem ‘pára’ e assumem. Hoje, no Diário da República, mais três ocorrências de ‘fato’ em vez de ‘facto’. Na TVI, “Tino comenta o fato [sic] de não ter ficado nomeado” e a FERLAP pronuncia-se sobre “o fato [sic] de o Ministério da Educação…”. N’A Bolao “curso” da “adoção [sic]” da “nova ortografia” é tão acelerado que até se despistam nas traduções (sem a elegância de Hänninen).

Efectivamente, está na altura de o baile parar.

Expresso e Visao 762013

[Brasil] Assembleia dos povos

promete prosseguir a luta nas ruas. Movimentos organizam-se “para transformar a [sua] grande pátria sul-americana” numa nação socialmente justa, sem excluídos dos sistemas públicos de protecção – saúde, educação, direito à mobilidade e à participação na vida cívica e política.

Mostruário dos tiques anti-professor (3)

Os professores não são diferentes dos outros trabalhadores

A claque anti-professor e alérgica aos funcionários públicos, de uma maneira geral, parte deste princípio para criticar qualquer reivindicação. Para a referida claque, se a maioria das pessoas tem 40 horas no contrato de trabalho, a que propósito é que outros reclamam contra a inclusão do mesmo número de horas no seu contrato.

É claro que os decisores políticos pretendem passar a ideia de que estão a realizar uma reforma do Estado, espalhando a ideia de que é preciso acabar com as diferenças entre privado e público. Os professores, essa manada de privilegiados, têm de aceitar que terão de ser iguais a outros, embora se descubram excepções com demasiada frequência, pelo que os professores vão perdendo direitos, à medida que outros os vão mantendo.

Em princípio, ainda assim, não custa concordar com a frase: os professores não são diferentes dos outros trabalhadores, porque são trabalhadores como os outros. É certo que há muitos elementos da claque que, na realidade, pensam que os professores não são sequer trabalhadores, pela simples razão de que aquilo que fazem é tão pouco ou tão insignificante que não pode ser considerado trabalho.

Por outro lado, também é verdade que os professores são diferentes dos outros trabalhadores, até porque, continuando a explorar truísmos, é fácil descobrir especificidades que tornam as profissões incomparáveis, no sentido mais neutro de que não é possível compará-las. [Read more…]

Internet: em velocidade, Portugal é o 20.º

Os pormenores e a notícia (via João Roque Dias).

Brasil – ouvir, ver, ler e interpretar

De acções censuráveis do mandato de Lula da Silva, da tremenda corrupção a obras faraónicas do Mundial de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016, creio ter expressado de forma transparente e sem tibiezas o meu pensamento, no que escrevi antes.

Do pesado legado deixado a Dilma Rousseff, dos desvios de políticas sociais, bem como do torvelinho de manifestações em que foi capturada, também exprimi opiniões claras.

Das motivações e legítimas reivindicações dos manifestantes do Movimento do Passe Social (MPT), não as crtiquei a não ser pelos objectivos limitados visados – outras causas, como a quebra da evolução económica, os juros em alta, a inflação, a fuga de capitais e a famigerada PEC 37,  ao estarem ausentes do discurso reivindicativo, fundamentaram a minha discordância explícita.

O que verdadeiramente me perturba – e a isso me leva assumido rancor contra a extrema direita – é o ignóbil aproveitamento e agressões perpetradas por ‘jovens neonazis’ a militantes de esquerda, nas manifestações em causa.

Para defesa da minha honra e do juízo formado, recorro a relatos credíveis de quem está no terreno e testemunha as ocorrências, como o conteúdo – não é opinião – da seguinte notícia:

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21/06 às 18h44 – Atualizada em 21/06 às 18h47

Com militantes feridos, PSTU acusa extrema direita de orquestrar agressões

A aversão de grande parte de manifestantes a partidos políticos gerou consequências mais graves no Rio de Janeiro. Dez integrantes do PSTU foram agredidos no protesto dessa quinta-feira, declarou o presidente regional do partido, Cyro Garcia. Segundo ele, as agressões foram orquestradas e executadas por grupos nazifascistas que estão sendo “pagos para reprimir a livre expressão dos partidos políticos”.

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Ontem, em Belo Horizonte,

manifestantes avançaram irados contra a polícia a cavalo.

A casa de Aristides de Sousa Mendes

casa do passal

foto daqui

Antes de mais, saúdo a decisão da Secretaria de Estado da Cultura. O não restauro da casa do cônsul de Bordéus que salvou mais de trinta mil pessoas, contra a vontade de Salazar, era um atestado de indiferença e desprezo pelos actos de um dos raros portugueses que, sozinho, se dispôs a pagar um elevado preço para fazer o que julgava estar certo.

Durante anos, quase nada se soube sobre Aristides de Sousa Mendes. Pouco a pouco, (especialmente após o lançamento da Lista de Schindler) fomos sabendo de como possibilitou a fuga de milhares de pessoas do pesadelo nazi, de como morreu na miséria, de como ele e a sua família foram penalizados e ostracizados pelos seus actos.

Há muito tempo que se falava na necessidade da recuperação da Casa do Passal sem que sucessivos governos, autoridades regionais ou mecenas privados mexessem uma palha para honrar esta página exemplar.

Foi necessário que descendentes dos fugitivos, radicados nos EUA, começassem pouco a pouco a organizar-se para que o cenário mudasse. Com as pesquisas facilitadas pela internet, a Sousa Mendes Foundation localizou cerca de três mil sobreviventes e seus descendentes, passando a palavra e recuperando a memória do cônsul português de Bordéus. Foi ainda necessário que um jovem arquitecto americano, igualmente descendente da “diáspora Sousa Mendes” decidisse montar frente às ruínas da Casa do Passal um “museu temporário” cuja iluminação contrastasse com o buraco negro da casa, para que a campainha soasse em Portugal e a decisão fosse anunciada. [Read more…]

As causas do povo [Brasil]

Saúde, Educação, “prisão de bandido corrupto”, respeito pelo povo, etc, etc.

Brasil 2013: a grandeza épica de um povo em protesto

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Um dos movimentos que se dedicou nos últimos dias a mobilizar os brasileiros para os protestos anunciou que iria deixar de convocar as pessoas – alegadamente por causa da violência que tem marcado a maioria dessas manifestações que têm acontecido no Brasil. Não sei com detalhe o que se passou, apenas compreendi que houve diálogo entre esse movimento e o Governo de Dilma Roussef, o que em si é uma boa notícia, pois nem sempre os governantes são capazes dessa negociação com o povo em protesto. No entanto, parece-me evidente que o discurso contra a violência é tão virtuoso como a generalidade dessas palavras que se dizem em política – arte difícil, de prática conforme inacessível à maioria dos que se abalançam a ela, por serem as mais das vezes movidos pelas piores razões. Pois a política é um exercício mais do que um discurso (mais do que uma narrativa, para replicar uma das palavras na ordem do dia político português). A política é uma prática, coisa que se faz com acções, tentando que sejam tanto quanto possível a tradução das necessidades e das expectativas daqueles em nome de quem se governa.

Vá, venham homens que apenas conhecem o pecado original e digam todos, e digam muitos, e digam alto e bom som [Read more…]

Krugman e o Speaker

A propósito deste texto de Krugman, convém recordar que ‘Speaker’ não significa ‘porta-voz’.

50 anos

A Ponte da Arrábida sobre o rio Douro no Porto foi inaugurada no dia 22 de Junho de 1963

Uma perguntinha

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Porque é que os funcionários públicos não podem ter o mesmo número de dias de férias e o mesmo número de horas de trabalho semanais que os outros trabalhadores?

Coimbra não é uma lição

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Mais emblemática e conhecida, a demolição de todo um bairro, incluindo diversos colégios universitários, para construir uma obra prima do mamarrachismo chamada universidade do Estado Novo, não é filha única de uma cidade cuja história se caracteriza por isso mesmo: demolir.

Tivemos uns séculos de presença árabe: não sobra um calhau. O espaço mais simbólico da fundação de Portugal, o Mosteiro de Santa Cruz, levou no século XVI com um camartelo que destruiu, por exemplo, o espaço onde o primeiro rei se quis sepultar. Outra torre, já no século XX, foi derrubada antes que caísse em cima de um passante.

Do castelo procuram-se vestígios entre o casario que levou em cima. Igrejas arrasadas, ou transformadas em mau gosto revivalista como S. Tiago, são ao pontapé.

A cidade que nasceu de uma ponte sobre o Mondego, e recebeu nome de um bispo foragido, é agora, em parte, património mundial, diz a Unesco. O nosso melhor edifício universitário, o Colégio da Sapiência, de S. Agostinho ou dos Órfãos não conta, o maneirismo deve ficar mal nas fotografias.*

A parte chama-se Universidade de Coimbra. Às vezes gosto de imaginar como seria um sossego a minha aldeia, sem a dita ter vindo para aqui de vez num dia em que João II se vingou sabe-se lá de quê.

Mas nada  iguala o Mondego, rio da minha aldeia, muito menos o Tejo, nem a aldeia chamada Coimbra. É a minha aldeia, e a partir de agora património mundial,  vai dar-lhes mais trabalho dar cabo dela. E sim, estou contente, parabéns a todos os que se esforçaram por isso, e vou fingir que não me lembro de todo o seu património destruído.


* Afinal dizem-me que está, embora não conste de um folheto distribuído à população.

Spam

«Governo passa a fazer ‘briefings’ diários à imprensa»: Governa igualmente mal mas com propaganda, eis a novidade.

Desci à cidade…

… e dei de caras com eles, os gigantones, em vésperas de São João.

ps

As consequências

São simples.

Não há reuniões de avaliação, não há notas e sem estas, as pautas não existem.

A primeira consequência é a inexistência de elementos que permitam tomar decisões sobre aprovações ou retenção, isto é, não vai ser possível saber quem passa ou não de ano. Sem esta informação não se poderão concretizar matrículas em novos anos ou até em novas escolas, tal como não será possível desenvolver o processo que levará à entrada na Faculdade.

Numa só expressão, se o ano lectivo 2012/2013 não termina, o que se segue não poderá começar e o arranque das aulas em Setembro começa a ficar realmente em causa.

O problema é sério, mas Nuno Crato e Passos Coelho parecem estar pouco preocupados com a situação que vai colocar em causa um sector vital da nossa economia – o turismo.

Pelo contrário, os Professores continuam muito preocupados e por isso estão disponíveis para continuar esta GREVE que já vai em 8 dias úteis. E as exigências são simples:

– a mobilidade especial (requalificação ou despedimento) não pode ser regulamentada;

– o aumento do horário de trabalho, a acontecer, deverá ser exclusivamente na componente individual (“trabalho de casa”);

– a direcção de turma tem que continuar a ser considerado serviço lectivo.

E, apesar dos números brutais da GREVE (sempre acima dos 90%), há ainda muitos professores que não fizeram qualquer dia de GREVE, ou seja, ainda temos muito caminho para andar. E, apesar da tradicional página em branco do Expresso ou dos posts de ocasião no Aventar, a gente vai continuar

Mostruário dos tiques anti-professor (2)

Greve sim mas e daí é melhor não

Fazendo jus à pluralidade do Aventar, já antes discordei do meu caríssimo Carlos Garcez Osório e volto agora a fazê-lo. Não será, muito provavelmente a última vez, o que será sempre bom sinal.

Parece-me que o Carlos revela um estranho conceito de democracia: é coisa boa, se servir para eleger os nossos, e é detestável por trazer agarrada a si excrescências como o direito à greve. O governo que o Carlos apoia tem, ainda, sonhos lúbricos em que o Tribunal Constitucional desaparece numa enxurrada, arrastando, na voragem, a Constituição, apontada como a única razão para a ingovernabilidade do país, em substituição do bode expiatório, com a vantagem de cheirar melhor.

Ora, tal como o Carlos, também eu tenho alguns problemas com a democracia. Chateia-me, por exemplo, que a maioria da população insista em votar nos partidos em que eu não voto, sabendo-se, para mais, que são os responsáveis pelos vários desmandos que colocaram o país nesta encosta perigosa, porque nem sequer temos dinheiro para comprar um abismo a sério. Tenho de confessar que, em sonhos enraivecidos, chego a pensar que, se fosse eu a mandar, só deixava votar os eleitores que elegessem deputados do mesmo partido em que voto.

O problema é que isso iria dar origem a um partido único na Assembleia, o que seria recuar aos tempos da União Nacional. Aos tempos, já agora, em que as greves eram proibidas. [Read more…]

Que péssimo serviço, Carlos Magno!

Sofia Galvão in blind date

Durante muito tempo ouvi Carlos Magno às sextas-feiras debater a actualidade política com os seus colegas de Contraditório (programa da Antena 1) – por entre as frequentes interrupções que ele fazia à Ana Sá Lopes, já agora. Quantas foram as vezes que ele usou o seu tempo de antena para criticar o jornalismo das parangonas, das fugas ao segredo de justiça e da falta de garra jornalística, no geral. [Read more…]

Meu Brasil brasileiro

O título – falta de imaginação – foi surripiado de ‘Aquarela do Brasil’ de João Gilberto. Gosto demais do Brasil. Se me é permitido o aviltamento antipatriótico, asseguro que não me causaria o menor desgosto ter nascido carioca, em vez de lisboeta… ah!, se no Rio morresse, me enterrassem na Lapinha.

As primeiras palavras deste escrito, a despeito do tom jocoso, devem ser interpretadas como sentimentos fraternos e solidários com o povo brasileiro, onde se contam alguns familiares próximos.

Ao longo de décadas, milhões de brasileiros têm vindo a sofrer dos efeitos do domínio de uma classe política corrupta, por vezes amparada em despóticos poderes militares. Antes Lula da Silva e agora Dilma Roussef pareciam ser finalmente a esperança para, ao ritmo do possível, propiciar aos brasileiros uma sociedade mais justa e equitativa na distribuição de rendimentos, criando um equilíbrio socioeconómico que jamais existiu.

Lula deu alguns passos nesse sentido, eliminando níveis de pobreza próximos da miséria. Todavia, o ‘mensalão’, onde pontificou José Alencar amigo chegado do nosso ex-ministro Relvas, acabou por ser fatal para ‘O Presidente Operário’. Inadmissível a corrupção registada.

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Durão Barroso retratou-se junto de Hollande?

Segundo o Diário de Notícias de anteontem,

DB FH 2

Durão Barroso retratou-se junto de Hollande? Será possível? Ter-se-ão enganado no DN? Estarão a brincar connosco?

Ah! Aparentemente, sim, é possível. Não, não se enganaram. Sim. parece que…

Então, as minhas sinceras desculpas. Não fazia a mínima ideia. Mesmo assim, confesso, não acredito…

DB FH

Original: GEORGES GOBET/AFP/Getty Images (http://bit.ly/12YBwfj)

Sem a ajuda de Francisco Belard e de Ricardo M. Santos, não teria chegado a este título do DN. Obrigado a ambos.

Greve: é para continuar

Ou seja, nada de reuniões, nada de notas, nada de avaliações… E o CAOS no país cada vez mais perto.

A Junta de Freguesia de Tadim Censura Comentários

fascismo-nunca-maisA página de facebook da Junta de Freguesia de Tadim (Braga) tem problemas em digerir comentários.
Talvez lhes fosse melhor fazer como a EDP e abandonar uma plataforma de comunicação que vive, essencialmente, de… comentários e partilhas…
É só uma ideia.

Circuito da Boavista: mais de 200 mil espe…

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Exactamente. Espe…

Dir-me-ão, defensores do Acordo Ortográfico de 1990, que o contexto – e não a consoante – é a chave que nos levará a decifrar correctamente aquele ‘e’ da palavra abruptamente interrompida. Aliás, convém sempre andarmos actualizados (se alguém conseguir descobrir a norma ortográfica seguida nesta notícia, chapeau!), para não perdermos o fio ao contexto.

Parece, à primeira vista, inegável: a imagem de um carro de competição e as referências a “motores” e a “circuito da Boavista” dar-nos-ão imediatamente a informação necessária para identificar o timbre da vogal encostada, naquele caso, às reticências, mas que poderia anteceder uma translineação

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É claro, pois, o contexto… Evidentemente, neste caso, num concerto de Amália, esperamos que haja espectadores e não espetadores — já estamos todos fartos da demagogia das bandarilhas nas touradas, mesmo que, lá no fundo, achemos não se tratar bem de demagogia, pois, mesmo assim, realmente, para quê aquela consoante, perfeitamente absurda, despropositada, inoportuna e desnecessária?

Com certeza, a coisa piaria mais fino se a translineação ocorresse na mudança de uma página ímpar para uma página par, isto é, se

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É evidente, não l-e-m-o-s-a-s-s-i-m, nem se–quer–des–ta–ma–nei–ra, lemos assim, desta forma, percebendo imediatamente, ao encontrar ‘-tadores’ na página 22, que se trata de esp[ɛ]tadores. Sim, perceberemos logo. Pois, sim. Provavelmente.

Um dos aspectos aqui em apreço, note-se, é o da maior probabilidade de aquele ‘e’, na ausência de, por exemplo, uma consoante que nos permita antecipar a posição do acento, ser lido como o de, passe a redundância, ‘de‘ e não como o de ‘pé’.

É evidente, tudo se resolveria se todos pronunciássemos a oclusiva a que pode corresponder aquele ‘c’, mas esse é outro aspecto e já por aqui foi discutido.

Ora, resumindo e concluindo, aquele ‘e’ lê-se como o ‘e’ de ‘de’. Sim, mantenho: aquele ‘e’ não se lê como o ‘e’ de pé. Não acreditam?

Então, leiam o título, sem interrupções [Read more…]

A chave desta greve está nas reuniões do 12.º ano

Já todos percebemos que o Ministério está pouco preocupado com a greve às avaliações porque sabe que mais cedo ou mais tarde nos cansamos. Nenhuma bolsa aguenta mais de 3 ou 4 semanas de greve.
Assim sendo, temos de ser mais inteligentes do que eles. Realmente, o adiamento das reuniões do 5.º ao 11.º ano não fazem grande mossa. Com maior ou menor atraso, as notas saem e o trabalho acumulado é despachado a seguir. Sobretudo nos anos não-terminais, as matrículas para o próximo ano até já estão feitas…
A chave da greve passa precisamente pelos Conselhos de Turma do 12.º ano. Porque aí jogam-se outras questões fundamentais, nomeadamente o acesso ao ensino superior. E enquanto não houver notas de 12.º ano, não há Universidade para ninguém. Já aconteceu isso em 1989, é verdade, mas aí os tempos eram outros. Neste momento, nenhum ministro aguentaria tal situação. Nuno Crato ruiria como um castelo de cartas.
E é neste contexto que os Fundos de Greve podem desempenhar um papel fundamental. Com o fim das greves do 5.º ao 11.º ano, todos esses professores ficam libertos do ponto de vista das tarefas profissionais e também do ponto de vista monetário. E com um pequeno esforço de cada um, podem contribuir para que a greve dos colegas do 12.º ano – ou melhor dizendo, de um único colega do 12.º ano em cada escola – se mantenha sem qualquer problema até ao fim de Julho e mesmo depois disso.
Em termos históricos, foi assim que se conseguiram muitas das grandes conquistas dos trabalhadores ao longo dos últimos séculos. Vamos a isso!

As aulas acabaram há 14 dias

E continua a não haver notas para ninguém…

Continua a 100%

Alguém viu por aí a FNE?

Sindicatos de Professores – o dinheiro

Mesmo dormindo bem tranquilo, não deixo de me preocupar com os tiques que alguns deputados do PSD têm vindo a apresentar em relação aos sindicatos e em especial à FENPROF, que, historicamente, é a única organização sindical de professores que tem conseguido incomodar os diferentes poderes.

Dizem os putos ignorantes que é preciso ir a correr ver quanto custam os sindicatos aos Portugueses e até se atrevem a questionar a permanência do Mário Nogueira à frente da FENPROF. Como já referimos, Mário Nogueira respondeu e bem ao menino, mas vale mesmo a pena esclarecer dois pontos: [Read more…]