Afinal era um fardo para os contribuintes

Serão os accionistas dos bancos e os credores a pagar por futuras crises bancárias, e não os contribuintes como tem acontecido

Desta notícia do Público.

No mundo bizarro do sistema bancário isto é uma novidade. Os responsáveis europeus, depois de anos a salvar bancos falidos, muitas vezes vítimas de crimes cometidos pelos seus próprios administradores, chegaram à conclusão que os cidadãos têm, de alguma forma, ser protegidos. Óptimo!

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Calendário Escolar 2013/2014

já é conhecido.

A Acta dos Professores (iv): quem perde

O tempo vai passando e os olhares que se cruzam são de satisfação, são de dever cumprido. Claro que também se juntavilareal6 uma sensação de alívio porque não era fácil continuar a GREVE às avaliações que se manteve muito perto dos 100% até terça-feira.

Do que tenho lido e ouvido há algumas questões colocadas em cima da mesa que nunca estiveram em discussão, pelo menos no âmbito da luta do mês que agora termina.

Da parte dos docentes contratados até se conseguem queixar do facto da palavra contratados não aparecer na acta. Pergunto:

– quando se consegue que a DT  continue na componente lectiva, estamos a garantir o quê?

– quando se consegue que as cinco horas entrem apenas na componente individual, estamos a defender o emprego de quem?

No caso dos docentes que pertencem aos Quadros de Zona Pedagógica existe uma outra questão, bem complicada. [Read more…]

Crato: com ou sem polícia?

Vai ou não entregar a gravação audio da reunião com a FENPROF?

Exames de Matemática e de Português

Podem ser consultados no site do GAVE (6º e 9º).

 

Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro

Greve Geral

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Estou neste momento no piquete dos STCP, em Francos, no Porto, a contribuir para o sucesso de uma Greve Geral que se quer enorme. Estamos cerca de 150 pessoas, não saiu qualquer autocarro, mas os motoristas com quem falei afirmam que a pressão é enorme dentro da empresa.

Estamos cá desde as 23:50 e os trabalhadores são unânimes ao queixarem-se dos motoristas escolhidos para cumprir os serviços mínimos: os contratados.
O elo mais fraco, pois claro. Uma noite longa pela frente de nós todos e de outros que queiram juntar-se. Até agora, não saiu qualquer autocarro.

A greve hoje é geral

crato, reagan, theacher, coelho

Depois do Crato, o Coelho.

701 Insultos. Tenha um sempre à mão


Vários amigos têm-se queixado de que começam a faltar-lhes os adjectivos para qualificar os titulares de cargos públicos e as suas acções. Tendo tomado conhecimento do facto, e no sentido de procurar ajudar quem se encontra nesta condição, através de mão amiga (Carlos Robalo), cheguei a um blog onde isto está listado e a crescer: O imponente coiso.

Afinal, amanhã é a Greve Geral e não queremos que ninguém se sinta embaraçado por lhe faltar a palavra certa. Sublinho que nenhum dos termos utilizados tem qualquer conteúdo homofóbico, xenófobo, racista, sexista ou whatever. São mesmo só insultos, despidos destas semânticas. Ok?

É só escolher e insultar à vontade:

  • Aabafa-a-palhinha, abécula, abelhudo, abichanado, abutre, agarrado, agiota, agressivo, alarve, alcouceira, alcoviteira, aldrabão, aleivoso, amalucado, amarelo, amaneirado, amaricado, amigo-da-onça, analfabeto, analfabruto, animal, anjinho, anormal, apanhado do clima, aparvalhada, apóstata, arrelampado, arrogante, artolas, arruaceiro, aselha, asno, asqueroso, assassino, atarantada, atrasado mental, atraso de vida, avarento, avaro, ave rara, aventesma, azeiteiro [Read more…]

Parabéns, Michelle! Sim, outra vez. Agora, com vídeo.

via João Pedro Graça

Esta é a execução orçamental do governo, sem torpezas nem cunhas

As contas curtas e cunhadas:

  • Balança de Bens e Serviços: 432.000.000 € (+)
  • Balança Corrente e Capital = 868.000.000 € (+)
  • Balança Corrente = 162.000.000 € (+)

As contas do Relatório de  Execução Orçamental de Maio 2013 do governo:

Página 49

0001(3)

A análise e interpretação deste quadro são morosas e trabalhosas. São tarefas incompatíveis com actos de propaganda de feirante, destinada a influenciar os menos atentos.

Ser competente e honesto é indispensável, sendo também necessário estar de boa-fé. Segundo Vítor Gaspar afirmou ontem na AR, não estão considerados nestas contas a recapitalização do Banif, 1,1 milhões de euros; a ser considerada pelo Eurostat, a elevação do défice do 1.º trimestre atingirá 10%.

Para agravar as frustrações dos governantes, a que estamos sujeitos, e indefectíveis apoiantes, a CE acaba de sair-se com esta:

Bruxelas já vê mais riscos no cenário macroeconómico do Governo

Eu diria mesmo que Portugal é país completamente riscado e há muito.

Parabéns, Michelle!

Michelle Brito afasta Sharapova na segunda ronda de Wimbledon

Prà frente, Portugal

actual RTP

A propósito da base IX, 9.º, do AO90, lembrei-me das eleições presidenciais de 1986.

Durante a campanha, alguém terá dispensado a leitura do imprescindível Tratado de Rebelo Gonçalves:

A exemplo de ‘à’ e ‘às’ ou de ‘ò’ e ‘òs’, recebem o acento grave certas formas que representam contracções de palavras inflexivas terminadas em ‘a’ com as formas articuladas ou pronominais ‘o’, ‘a’, ‘os’, ‘as’ (Bases Analíticas, XXIV). Estão neste número (…) ‘prò’, ‘prà‘, ‘pròs’ e ‘pràs’, contracções cujo primeiro elemento é ‘pra’, redução da preposição ‘para’

(1947: 185)

e

— Prà rua, que é sala de cães! — gritava ele…

(Aquilino Ribeiro, “Terras do Demo”, 1.ª parte, cap. VIII)

(apud 1947: 282).

***

Isto é, em vez de “Prà Frente, Portugal”, adoptou-se

A Acta dos Professores (iii): os contratados

Quando escrevo contratados no título do post estou a pensar na questão do emprego e não na condição A ou B porque, em abono da verdade, o que fez mexer a classe foi o receio pelo emprego, foi o medo de ter ou não ter trabalho. E, por isso, qualquer análise, mais ou menos apaixonada deve ter como base esta questão – o emprego.

Pergunto: a acta assinada garante ou não o mesmo nível de emprego hoje existente na profissão?

Sim e talvez até aumente o número de contratados. Como?

Simples:

– a Direcção de Turma que o MEC tinha tirado da Componente Lectiva regressa à casa de partida (3 mil horários que continuam);

– há actividades até agora por regulamentar que passam directamente para a componente lectiva, o que significa mais horários;

– 6 mil docentes com a aposentação pedida não irão ter serviço a 1 de Setembro. São mais 3 mil horários;

– a componente lectiva fica como está, ou seja, não aumenta o nosso tempo de aulas. Falava-se em 3 horas a mais na componente lectiva. Se fossem 3h por cada um dos 100 mil professores no sistema…

– a redução por idade na componente lectiva não sofre qualquer alteração.

– a componente individual fica claramente definida, algo até agora mutável ao sabor de cada Director.

– um professor só será enviado para horário zero se não tiver mesmo qualquer hora na sua escola.

Podia ser mais e melhor?

Claro. Poderia até haver um ponto sobre o aquecimento global e a caça às baleias, mas num país ditatorialmente gerido pela TROIKA, num país onde mais ninguém se levanta para dizer não, o que se conseguiu é, pelo menos, positivo. E, em termos de emprego docente, é brutal!

E, mais uma vez, os Professores foram exemplares na forma como lutaram!

A Acta dos Professores (ii): balanço

A ata negocial entre a FENPROF e o MEC não pode ser vista como uma vitória ou como uma derrota dos Professores, sendo que, pelo que escrevi antes, poderemos dizer que ela responde, em larga medida, às nossas exigências: mobilidade, componente não lectiva e direcção de turma.

Mas, esta leitura simplista exige um comentário mais detalhado, talvez um pouco chinês para quem não é prof, mas às vezes até o Aventar tem que dar um pouquinho de atenção aos stores: [Read more…]

Calendário Escolar 2013/2014

Está publicado em Diário da República.

A Acta dos Professores (i)

No sábado escrevi sobre a Greve às avaliações:

E as exigências são simples:

– a mobilidade especial (requalificação ou despedimento) não pode ser regulamentada;

– o aumento do horário de trabalho, a acontecer, deverá ser exclusivamente na componente individual (“trabalho de casa”);

– a direcção de turma tem que continuar a ser considerado serviço lectivo.

Mário Nogueira, em nome da FENPROF, assinou uma acta que resulta do processo negocial com o MEC. Nessa acta:

– a mobilidade é atirada para 2015,

– o aumento do horário de trabalho é colocado apenas na componente não lectiva individual, isto é, conta apenas para o trabalho de casa dos professores,

– a direcção de turma continua a ser serviço lectivo.

Creio que não haverá muito mais para comentar?
Ou há?
Se conseguisse acertar assim nos números do euromilhões!

Gaspar: Défice pode ficar acima de 10% no primeiro trimestre

BANIF… (Aquele banco que comprámos, quase, quase, às escondidas.)

Pela suspensão imediata do Acordo Ortográfico

Há dois anos, João Roque Dias, António Emiliano, eu próprio e Maria do Carmo Vieira escrevemos uma carta aberta – que pode ser lida quer na Biblioteca do Desacordo Ortográfico, quer na página da ILC contra o Acordo Ortográfico – que instava o primeiro-ministro, o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Educação a corrigirem um erro monstruoso e propunha uma solução simples e eficaz: suspender a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

Há três anos – celebremos, por fim e com a devida pompa e a respectiva circunstância – o Expresso começou a adoptar o AO90… A adoptar. Pois… Na carta aberta, indicávamos que o AO90 “não foi objecto de discussão pública”. Se tivesse havido uma discussão pública, serena e esclarecedora, o AO90 teria, provavelmente, regressado definitivamente à gaveta de onde nunca deveria ter saído ou, no pior dos casos, suspendendo-se a aplicação, ter-se-ia evitado esta balbúrdia, da qual *contatos é uma das figuras emblemáticas, quer no Diário da República, quer no Expresso, quer alhures. Na carta aberta, referíamos que «[a] Nota Explicativa do AO (…) “explica” de forma confusa os aspectos mais controversos da reforma, p. ex. a consagração, como expediente de “unificação ortográfica”, de divergências luso-brasileiras inultrapassáveis com o estatuto de grafias facultativas”. Essa explicação “de forma confusa” será porventura a causa de, passados três anos, o Expresso se manter incontactável.

Sim, porque, para se contactar o Expresso, só através dos *contatos — e razão tinha o António Fernando Nabais, quando me dizia: “o Expresso emigrou para o Brasil”.

Depois, os *contatos conduzem-nos através de “contactos” que são “directos”, com o endereço electrónico do “director” e a referência a uma “Direcção Comercial”. O problema do Expresso – e não só – é que, como “poupa letras” onde não deve, depois gasta-as onde não pode. Mas até se percebe que, de vez em quando, as mantém. Enfim, é muito confuso.

Tirar o dinheiro do rabo


Não foi o Rabo Bank, de Dublin, foi outro igualmente sujo…
Por cá, também houve quem se risse com o BPN e quejandos. Porque eles – nós! – aguentam…

Greve às avaliações suspensa

por isto! (pdf)

Do ‘Último Tango em Paris’ ao ‘Último Concerto no Vaticano’

A música, como outras artes, tem momentos efémeros e decora argumentos de contos, filmes ou mesmo de eventos socialmente relevantes. Representa um cenário sonoro de diversificadas narrativas, diria José Sócrates.

Todavia, à efemeridade do espectáculo junta-se, às vezes, a condição de última execução de determinada exibição musical. Sirvo-me de dois exemplos: o ‘Ultimo Tango em Paris’ e o ‘Último Concerto no Vaticano’.

“Último Tango em Paris”

A película de Bertolucci é um drama erótico franco-italiano, em que Marlon Brando e Maria Schneider foram estrelas. A censura salazarista proibiu a exibição em cinemas portugueses. Assisti, no pós-25 de Abril, ao filme no S. Jorge na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Trabalhava, então, na referida artéria, diante daquela sala. O corrupio, na altura, era enorme. De depravados, acusavam os mais conservadores.

“Último Concerto no Vaticano”

No caso deste concerto, o argumento nuclear é constituído pela ausência do convidado de honra do evento, Papa Francisco, como a fotografia o demonstra:

Papa FranciscoCadeira vazia do Papa Francisco

O alto clero do Vaticano, outros prelados eminentes e uma vasta plateia de distintos crentes aristocráticos foram esclarecidos da ausência do Papa Francisco por um arcebispo, com a justificação:

um compromisso urgente que não podia ser adiado

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Eu próprio tenho vergonha de ser da mesma nacionalidade

Escondeu ter trabalhado com Relvas

Jovens folhas

Se a tivessem conhecido, a primeira pergunta que ela vos teria feito, aposto convosco, seria:

– Quantos anos me dá?

E enquanto vocês atiravam números errados – 70, 73, 77, 80 – ela ficaria a olhar-vos com olhinhos matreiros, antegozando a vossa surpresa quando ela vos dissesse a verdade.

– Pois tenho 86, feitos em Janeiro.

E percebendo a alegria que lhe davam, vocês haveriam de exagerar o vosso espanto, que, não sendo pequeno, porque ela sempre aparentou menos idade, podia bem ser aumentado para alegria e orgulho da D. Carmen.

Assim foi a primeira conversa com a nova vizinha, quando há anos mudei de casa. Passei as semanas seguintes a vê-la saltar pequenos muros, a passear-se pelo bairro com grandes passadas e o andar sacudido de um basquetebolista, um caminhar de rapaz reguila que contrastava de forma bizarra com as ondinhas brancas do seu cabelo e os travessões de menina. Via-a nua muitas vezes, ou não gostasse ela de saudar o sol pondo-se em pelota à janela a cada manhã, ou porque achava que ninguém a via ou porque tanto lhe dava. [Read more…]

CGD, um dos locais dos crimes do Governo

João Coutinho recebeu de 500 a 800 mil euros para sair da CGD em 2004. Alega não se lembrar exactamente do valor. Agora,  Passos Coelho, sem vergonha, convida-o a regressar à administração do banco público. Brasil? Convém também olhar e agir em Portugal.

Conselho de Ministros

conselho de ministros
Entraram na sala. Estavam todos. Os seus computadores, ligados em rede, esperavam pela palavra-passe que cabia ao primeiro ministro introduzir. Este, movimentou os dedos como quem os aquece e,fazendo o seu sorriso mais inteligente, digitou: ABRE-TE SÉSAMO.

Cavaco Silva, um nada em política

Com falta de chá.

(não sei o que se passa com este vídeo, mas podem tentá-lo ver no próprio youtube)

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

Esta fotografia (que está no 31 da Armada) seria uma fotografia gira, se não fosse uma montagem.

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É que ontem foi dia mundial de fotografar a lua, também brinquei mas a minha foto não é para aqui chamada, foi para quem não podia estar a ver a lua comigo, Coimbra & amores, e também brincou o Paulo Abrantes, que fez esta sequência:

Brincar ao postalinho falso é batota, e utilizando uma imagem velha da alcáçova universitária (a sua iluminação já não é, e ainda bem, esta), é foleirada.

Correcção:

Esclarecido através de um amigo comum o local onde a fotografia foi tirada, resta-me pedir publicamente desculpa ao visado: a imagem é autêntica, é tudo uma questão de ângulo.

Ouvi dizer

Que a coisa continua amanhã porque não havia dinheiro para pizzas.

O MEC quer manter a Mobilidade Especial ou requalificação, mais conhecida por despedimento – parece que será só para entrar em 2015, mas é a maior das divergências neste momento.

O horário de trabalho aumenta para 40h, mas as cinco a mais entrariam totalmente na componente não lectiva individual. Por outro lado o MEC mostrou abertura para regular o que é ou não componente lectiva.

Dito isto, será de realçar a ENORME GREVE que temos vindo a fazer – mais de duas semanas depois dos fim das aulas e as reuniões continuam a zero – e ter bem presente uma certeza: foi a GREVE que trouxe o MEC à negociação.

Da nossa parte, só podemos continuar a fazer uma coisa: GREVE TOTAL às reuniões de avaliação. A começar já esta terça-feira!

Negociações com o Ministério da Educação

Enquanto decorrem as negociações entre o Ministério da Educação e os Sindicatos, há algumas preocupações nas redes sociais.

Anda a circular a notícia de que os professores do quadro que venham a ser sujeitos à mobilidade especial não possam ser colocados a mais de 60 quilómetros da sua escola. Há quem pergunte por que razão os professores de quadro de zona pedagógica e os professores contratados não estão abrangidos pela mesma regra.

O alargamento do horário semanal de trabalho para 40 horas será considerado inaceitável, a não ser que recaia exclusivamente sobre o tempo individual de trabalho.

Para além disso, a promessa de que o referido alargamento não incidirá sobre a componente lectiva dos professores já está posta em causa a partir do momento em que o tempo reservado para a direcção de turma deixe de estar integrada nessa componente.

Uma outra preocupação mais ou menos silenciosa reside, no entanto, no facto de estarmos a lidar com um governo que está sempre disposto a cometer ilegalidades e a quebrar promessas.