From Russia, with love #9 (Saint-Petersburg)

São Petersburgo é o lugar menos turístico do mundo,

se apanharmos, na Admiralteyskiy, o autocarro número 10 para Troitskiy pr. É aqui que fica, no cruzamento com o Izmailovskiy pr. a catedral da Trindade. A mesma que vi ontem do alto da ‘colonnade’ da Catedral de Santo Isaac, com as enormes cúpulas azuis, com estrelas douradas a destacarem-se belíssimas no horizonte. Quando saí quase em fren

 

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te da igreja, despertou-me a atenção a enorme coluna com um anjo em cima, rodeada de canhões. Parece que é uma homenagem aos soldados russos. Atrás dela a Catedral da Trindade, linda e branca, com as suas enormes cúpulas azuis e douradas. Fotografo as cúpulas de vários ângulos. Depois entro. Há senhoras a pedir à entrada da igreja. Não se vê um turista nas redondezas. A não ser eu.

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Inês Henriques


Grande Inês Henriques! Finalmente temos a campeã e recordista mundial do único desporto mencionado no Hino Nacional!

Resumidamente…

O acidente genético humanóide que governa a Coreia do Norte está a tornar-se no maior aliado do alienado que governa os EUA. Kim versus Donald, alimentando-se mutuamente de delírio: milhões de anos de evolução para chegarmos a isto!

Trump e a extrema-direita

Recorte: The Guardian

O presidente disse que condenou o “ódio, fanatismo e violência em muitos lados” no sábado. E repetiu a frase “em muitos lados” para enfatizar. Um porta-voz da Casa Branca amplificou mais tarde as declarações do presidente, dizendo ao The Guardian: “O presidente estava condenando o ódio, fanatismo e violência de todas as fontes e de todos os lados. Houve violência entre manifestantes e contra-manifestantes hoje “.

Mas houve uma forte reacção à recusa de Trump em denunciar os radicais de extrema-direita que atravessaram as ruas carregando tochas flamejantes, gritando epítetos raciais e atacando os seus oponentes.

Os confrontos começaram depois dos nacionalistas brancos terem organizado uma reunião em torno de uma estátua do general confederado Robert E Lee, a ser futuramente removida, e culminou com um carro sendo deliberadamente conduzido contra um grupo de pessoas que protestavam pacificamente contra a manifestação da extrema-direita, matando uma pessoa e ferindo pelo menos 19. [The Guardian]

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Fom Russia, with love #8 (Saint-Petersburg)

‘What’s left when everything’s gone?’

 

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Suponho que as memórias. O registo dos momentos que inexoravelmente se transformam em passado. O que é que temos a não ser esses momentos? O que é que fica quando tudo acaba, ou se vai embora, ou deixa de ser?
Hoje visitei um museu extraordinário e tive uma experiência fora do comum. O museu chama-se Erarta*, descobri-o quando pesquisei ‘museus de arte contemporânea em São Petersburgo’. Fica na ‘ilha’ Vasileostrovsky, do lado de lá do Neva, a 5,3 quilómetros do sítio onde me encontro. Apanhei o trolley nº 10 (mas também podia ser o 11 ou o 7) e lá fui eu. Em cerca de 20 minutos e por 40 rublos parei quase à porta deste belíssimo museu, o maior de arte contemporânea da Rússia.

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Mapa de incêndios – Protecção Civil

Página da Protecção Civil: www.prociv.pt/pt-pt/SITUACAOOPERACIONAL

É um panorama desolador. À hora de escrita deste post, existem 90 incêndios, envolvendo 3999 operacionais, 1164 meios terrestres e 23 meios aéreos. É o calor? A ausência de prevenção? Operacionais pouco preparados? Os eucaliptos e os pinheiros? Crime? De tudo um pouco será, certamente. Mas algo de muito errado se passa no país. Basta um ar quente para tudo arder. Um dia sobrarão as cinzas e, então, teremos um Verão calmo.

From Russia, with love #7 (Saint-Petersburg)

É outono em São Petersburgo e um gato apanha uma réstia de sol numa janela do Museu Russo

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Em muitas cidades tenho encontrado gatos nos museus. Gatos vivos, quero dizer, embora também alguns pintados. Estava um gato no beiral de uma janela do Museu Russo, a apanhar restos de sol, que chegaram depois da chuva torrencial. O gato estava seco, no entanto. Bati no vidro para lhe chamar a atenção, mas ignorou-me absolutamente, como se não houvesse mais nada entre ele e os raiozinhos tímidos de sol. E talvez não haja.

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O trigo e o joio…

O cidadão Isaltino de Morais foi acusado, julgado e condenado. Cumpriu pena. Não está limitado nos direitos políticos ou outros, pelo que tem todo o direito a concorrer à presidência da Câmara Municipal de Oeiras, ou qualquer outro cargo a que entenda candidatar-se. Terá obviamente que cumprir as formalidades prévias, às quais todos estão sujeitos, que poderão passar pelo processo de escolha e indigitação partidário ou recolha de assinaturas caso opte por uma candidatura de cidadãos independentes. [Read more…]

Pode um deputado eleito, não intervir no Plenário, durante duas sessões legislativas consecutivas?

[Rui Naldinho]

Claro que pode!

Quando um destes dias abri um jornal de referência na comunicação social e li: “dez deputados não tiveram nenhuma intervenção no plenário da AR durante toda esta sessão legislativa”, eu fiquei curioso. Não é a primeira vez que isto acontece, mas há casos e casos! E alguns são de difícil compreensão.

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Ponderação versus aventureirismo

Santana Castilho*

As intervenções do PS em Educação permitem identificar um padrão de tendências notórias: para o facilitismo “eduquês”, para o experimentalismo pedagógico irresponsável e para falíveis modernismos tecnológicos. Se acrescentarmos o ódio aos professores do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, fica feita a ecografia às partes moles dos governos do PS dos últimos tempos.

O vazio de ideias do ministro Tiago Rodrigues foi preenchido pela torrente de iniciativas desastradas do secretário de Estado João Costa: o espectáculo degradante em matéria de avaliação, com três modelos vigentes num mesmo ano, com a recuperação de provas outrora abandonadas por inúteis, com o ministro a desmentir o primeiro-ministro e vice-versa e os deputados do PS a votarem contra o programa do seu próprio governo; um perfil de alunos para o século XXI, repositório de conceitos banais copiados de publicações não citadas, que endeusou as “aprendizagens essenciais” ao mesmo tempo que o ministro decretou o fim dos “saberes essenciais”; um pomposo Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, rapidamente afirmado como desilusão maior que a ilusão que o promoveu, e uma miserável flexibilidade curricular, instrumento de desconstrução curricular e imposição de transdisciplinaridade boba.

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From Russia, with love #6 (Moscow – Saint-Petersburg)

Cheguei a Leninegrado,

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ou Petrogrado ou São Petersburgo, como lhe queiram chamar. Eram cinco e meia da tarde quando o Sapsan, ou ‘falcão peregrino’ parou na estação Moscovo. Mal saio da estação, onde contei com a boa vontade de estranhos, como sempre, para descer as escadas com as malas, vejo um reclame no alto de um prédio: город горой Ленинрадюю. Qualquer coisa como ‘cidade heroica Leninegrado’. Pareceu-me um bom prenúncio.
 

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Melhor investir longe…

Se isto acontecesse em Portugal, o mais certo era ter o Arménio à porta…

Carta aberta à deputada do PSD, Maria Germana Rocha

Senhora deputada,

Acabo de visualizar o vídeo em que a senhora deputada apela ao voto no seu colega de partido e presidente da autarquia onde que resido, a Trofa, onde afirma conhecer bem o edil há mais de 20 anos, bem como o seu percurso político. Pois bem, uma vez que conhece e que acompanha o percurso deste indivíduo, aproveito a oportunidade para lhe dar a conhecer alguns aspectos da sua governação, que com certeza não serão do seu conhecimento, ou não fosse a senhora membro suplente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas. Caso fossem, estou certo que já teria agido.

Começando pela questão do reforço da transparência no exercício de funções públicas, saiba a senhora deputada que, na antecâmara das Autárquicas de 2013, a campanha eleitoral do seu amigo Sérgio Humberto decidiu criar um jornal de propaganda, de seu nome Correio da Trofa, dedicado a promover a sua campanha e a atacar os seus opositores, com recurso a um editorial não assinado, dedicado, não raras vezes, a explorar a vida pessoal da sua opositora. Um detalhe: o seu amigo, tal como a sua entourage, nunca assumiu a paternidade de um jornal que, dias depois da vitória eleitoral, se mudou de armas e bagagens para a até então sede de campanha do PSD/CDS-PP.  [Read more…]

From Russia, with love #5 (Moscow)

‘Yo soy comunista’…

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disse-me um senhor basco que encontrei junto à estátua de Marx, esta tarde, pondo-me a mão sobre o ombro, erguendo o punho esquerdo e começando a cantar, em castelhano, a Internacional. Tive de lhe dizer que se erguia o punho direito, ‘mas em Espanha, erguemos o esquerdo’, e fez-me a vontade. Ergui eu também o punho, e fui cantando em português. A filha, uma miúda anarquista, segundo o pai, tirava fotografias e ria-se. Eu também me ri, como é evidente. Coisa mais inusitada, cantar em ‘portunhol’ a Internacional, diante da estátua de Karl Marx, ali ao lado da Praça Revolução, em Moscovo, às 5 da tarde.

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8,8%

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

é o valor em que se fixou a taxa de desemprego no 2º trimestre de 2017. Falamos de um recuo na casa dos 19% face a período homólogo (10,8%), 13% quando comparado com o primeiro trimestre do ano (10,1%). A catástrofe é tal que, para atenuar a carga negativa desta posta, citarei esse jornal esquerdalho que é o Expresso:

Estes números significam que o crescimento do emprego líquido ultrapassou a redução do desemprego, indicando que se está a ir buscar pessoas à emigração (regresso de emigrantes portugueses ao país) ou à inatividade.

E pronto, agora é esperar pela chegada do Diabo, que segundo informações avançadas pelos papagaios do líder da oposição deve estar mesmo mesmo para chegar. E ter medo, que isto não vai lá com gente de tomates.

Excelência cívica

Na disciplina de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e abuso de poder os alunos só podem ter razão para obterem as melhores as notas…

Esta desfaçatez é apenas suplantada pela falta de exigência cívica dos seus eleitores. Cada autarquia tem os mestres que merece.

From Russia, with love #4 (Moscow)

 Visitei hoje o Camarada Lenine…

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… e encontrei-o com bom aspeto e boas cores, sobretudo para quem está morto há 93 longos anos. O Camarada Lenine repousa num feíssimo, escuro e frio mausoléu no centro da Praça Vermelha. Quero dizer, aquilo que resta do Camarada Lenine, praticamente pele e ossos, repousa no mausoléu bem no centro da Praça Vermelha. Não tem sangue, nem cérebro, nem vísceras, mas suponho que não lhe façam falta nenhuma, assim como assim. De 18 em 18 meses o corpo é retirado do mausoléu e submetido a diversas operações de conservação*. Li algures que lhe limpam e passam o fato também nessa altura e que de três em três anos lhe compram um novo. Parece que custa muito dinheiro à Federação Russa manter o corpo de Lenine.

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O Sam Shepard era o maior

-— Ecco l’America — disse il signor Melfa.
— Leonardo Sciascia, “Il lungo viaggio

… down to Tucumcari, picking up 40 West, paralleling the fabled and long-abandoned Route 66—the highway he grew up on. The highway that shaped his youth.
— Sam Shepard, “Williams, Arizona (Highway 40 West)

On the sixth take, I burst in the door; discover the corpse; pause for a second; cross to the radio; pause again; then I smash the radio to the floor with my fist. I just cold-cock the sonofabitch.
— Sam Shepard, “Winging It” (*1)

There is a little handmade cardboard sign hanging over the steaming chicken wings that reads: LIFE IS WHAT’S HAPPENING TO YOU WHILE YOU’RE MAKING PLANS FOR SOMETHING ELSE.
— Sam Shepard, “Living the Sign” (*2)

***

A decisão sobre o aspecto deste texto começou a ganhar forma durante a semana passada, algures na strada provinziale 66, ao volante de um Fiat Panda, na direcção de Putzu Idu, a caminho dos arredores de Sa Rocca Tunda.

Dois dias antes, ao chegar ao hotel, ligara o telemóvel e respondera ao Dario: estava sem condições técnicas para escrever e publicar sobre Passchendaele, ele que tratasse disso. De repente, algures nas notificações, a notícia do Público. Dois dias antes, ligado ao Feicebuque, precipitara-me e prometera um texto para o fim-de-semana. Dois dias antes de este texto começar a ganhar forma, algures na strada provinziale 66, ao volante de um Fiat Panda, na direcção de Putzu Idu, a caminho dos arredores de Sa Rocca Tunda. Acabou por ser adiado para terça-feira. Exactamente: para hoje. There were more urgent emergencies than mine (*3), citando o Shepard.

© Bruce Weber (http://bit.ly/2wyXcia) Sam Shepard with his Hermes typewriter, in New York City

Para o Shepard, tudo começou aos 19 anos em NYC. Para mim, começou também mais ou menos por essa idade, na mesma latitude, mais coisa menos coisa, mas num consultório médico, no Porto, mais concretamente, na rua Arquitecto Marques da Silva.

— Boa tarde, consultório médico. Com certeza, dê-me só um minutinho — disse a Fernanda, que conhece a minha familia desde que o Dr. Mena Matos tratou a minha bisavó — Sim, sim, só um bocadinho, não desligue — virando-se para mim — Miguel, hoje, o senhor doutor tem muitos doentes e isto é capaz de demorar. Se calhar, em vez de ficar aqui a apanhar seca, ia ali abaixo, tomava um cafezinho… [Read more…]

Sobre imigração

Estarei sempre de acordo com a eliminação das restrições à entrada de quem pretende viver ou trabalhar em Portugal, desde que cumpra as Leis do país e tenha meios para assegurar a subsistência. Por isso considero positivo não ser necessário um contrato de trabalho para conseguir uma autorização de residência. Mas não seria aceitável ou sequer tolerável, ver pessoas que nunca contribuíram a usufruir daquilo a que chamam Estado social, ou seja, na prática aumentar a despesa à custa dos que contribuem. Sabemos que há quem procure a Europa em busca de trabalho, mas também infelizmente quem apenas procure viver do assistencialismo, seguindo o triste e lamentável exemplo de alguns nativos, graças à permissividade dos políticos, sempre interessados nos votos… [Read more…]

Confusão no Paralelo

O Kim anda para lá maluco, a disparar mísseis para o mar, atreveu-se mesmo a disparar um que atingiu águas japonesas, e a malta fica toda extasiada, a ver se é desta. Mas ainda não foi. Provavelmente nunca será e, a ser, será muito provavelmente interceptado pelo sistema de defesa norte-americano. O Kim é uma besta, todos sabemos, mas não quererá perder a sua casa dos horrores, para poder continuar a brincar aos ditadores lá dentro, uma vez que cá fora não é ninguém. Atacar o vizinho do sul, o Japão ou os EUA colocará um ponto final na brincadeira, e o Kim não quer apodrecer numa prisão ou ter o mesmo destino de Saddam ou Khadafi. São tiros de pólvora seca, para incendiar as multidões em comícios do partido do Kim e dos amigos dele. [Read more…]

From Russia, with love #3 (Moscow)

Dos heróis caídos…

 

 

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assim chamam à parte do Parque-Museu das Artes, que ocupa a parte norte do Parque Gorki. Há quem lhe chame parque, mas a maior parte das pessoas refere-se-lhe como ‘cemitério dos monumentos caídos. Além de uma impressionante coleção de estátuas, nem todas dos heróis soviéticos derrubados, esta parte do grande espaço verde que é o parque Gorki, é ocupada pela Moderna Galeria Tretyakov e também pela casa dos artistas.
Antes de ir visitar o parque, fui à galeria Tetryakov, a antiga, ou a clássica, como quiserem que apresenta uma coleção magnífica de quadros de pintores russos do século 11 ao início do século 21. Se me conhecem sabem que sou pouco apreciadora de arte que não a moderna e contemporânea, mas lá fui. Acordei tarde e achei que era um bom plano. Perdi o pequeno almoço no hotel e era meio dia e meia quando bebi um sumo de laranja e um croissant e um expresso, no café da esquina. Depois, tendo aprendido a lição breve que um rapaz me deu sobre os anéis de Moscovo e as linhas de autocarro, assim como a das imensas e rapidíssimas escadas rolantes do metro de Moscovo (de que tenciono afastar-me),apenhei o M5 para Tretyakovskaya.

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Autopsicografia de um homem de esquerda

João Valentim André

A pergunta ressoa no mais fundo do corpo ético do homem de esquerda: “como posso eu aceitar, sem forçar todo o meu ser à dissolução, que a sociedade de que participo condene mil homens à pobreza para que possa criar um que seja rico?”

A pergunta é labiríntica. A resposta reside no seu centro mental, um ponto cósmico, guardada por um temível animal mítico. Mas uma vez chegado a esse centro, não tem, o homem de esquerda, como evitar o confronto. E ele dá-se precisamente no lugar do eixo, no axis mundi, na base da árvore da vida pela qual se ascende à resposta.

Para que o mistério não viesse a ser simplesmente um maneirismo literário, o demiurgo achou por bem fazer depender a vitória sobre a besta mítica da resposta a uma outra pergunta: desses mil homens condenados à pobreza, quantos não sacrificariam outros cem mil ao mesmo mísero destino para que a fortuna lhes sorrisse a eles?

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E na Educação?

Nada se transforma, tudo se mantém. 

Nacional-Capitalismo

Alex Jones é um conspirador norte-americano com obra publicada sobre quase todos os grandes temas da área, da Nova Ordem Mundial aos mais variados inside jobs governamentais. Estranhamente, tal não o impede de ser um dos mais acérrimos defensores de Donald Trump, um dos mais representativos exemplos da elite sem escrúpulos que comanda o planeta, que de resto já o elogiou publicamente e esteve presente no seu programa, o Infowars. Um amor recíproco e, digamos, proveitoso. Um bom negócio, porque é de negócios que esta relação se trata.

Tal como Trump, Alex Jones representa as cores da extrema-direita. Discurso violento ou incitador de violência e da discórdia, populismo e xenofobia são algumas das causas que os unem. Une-os também o espírito empreendedor, que com a bênção da Mão Invisível e dos profetas do neoliberalismo que levam mais branco lhes permite diversificar a sua actividade económica. Veja-se o exemplo de Trump, que herdou uns quantos milhões, fez uns negócios e agora é presidente da superpotência mundial, acumulando a gestão da Sala Oval com a dos seus muitos ramos de actividade, aproveitando a oportunidade para integrar as filhas e os genros nos quadros da Casa Branca, acrescentando o nepotismo às muitas virtudes do seu “novo” regime. [Read more…]

Verão


Termas do Bicanho. Foto: jmc

Espécies

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Os telejornais, arautos de tudo o que se passa de importante, informaram: apareceram moscas na Herdade da Comporta! Os habitantes e os turistas, dizem, estão indignados.

Tomando chá com as suas amigas à sombra do alpendre da sua luxuosa vivenda, a Tia Batata sacudia, desesperada, umas moscas que tinham ousado poisar na mesa. Depois de sublinhar que poucas das tragédias que atingem a humanidade se podem comparar a uma praga de moscas, a Tia, enxotando a última mosca, bradava, virada para as suas companheiras, de anelado dedo em riste apontando aqueles insectos daninhos:
– “Seres horrorosos! Porque criou Deus bichos tão inúteis e repugnantes”?!

A mosca, pousada numa viga do tecto, afagava as asas com as patas e, fixando os seus caleidoscópicos olhos nas humanas que se sentavam à mesa, bradava, apontando-as às suas companheiras com a primeira pata anterior direita:
– “Serezz horrorosozzzz! Porque criou Deuzzz bichozz tão inúteizzz e repugnantezz”?!

From Russia, with love #2 (Moscow)

‘May God be always with you’…

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… foi o que me disse a senhora, abraçando-me suavemente para minha surpresa, à entrada da praça vermelha, junto ao ‘quilómetro zero’, o ponto a partir do qual se medem todas as distâncias desde Moscovo. Estava a admirar o que faziam as pessoas no ‘quilómetro zero’. Basicamente colocavam-se no centro e atiravam uma moeda para trás das costas. Perguntei ao rapazinho que estava ao meu lado o que era aquilo, que significava. Ele disse que não falava bem inglês, mas percebi perfeitamente quando me explicou que era o ‘quiómetro zero’. A conversa continuou de uma forma estapafúrdia. Ele falava sobretudo em russo, tal como a mãe, e eu em inglês. Seja como for entendemos-nos e eu percebi que as pessoas faziam aquilo para dar sorte.

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From Russia, with love #1 (Moscow)

‘Good luck’ disse-me o homem, enquanto fechava a porta do táxi

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… entendi aquilo como uma ameaça qualquer, não sei explicar porquê. Talvez fosse apenas por serem duas da manhã em Moscovo, mais uma que em Cracóvia, de onde chegava e mais duas que em Portugal de onde saí há sete dias. Talvez fosse apenas porque estava muito cansada de levantar voo e aterrar e esperar em aeroportos horas infinitas por aviões atrasados. Talvez fosse porque, mal aterrei, me propuseram um táxi para a cidade ao preço de 5000 rublos (75 euros) e ainda talvez fosse porque ninguém falava inglês convenientemente, mesmo no aeroporto. Talvez fosse também porque, quando saí do aeroporto, depois de ter encontrado uma companhia de táxis que me pediu 1700 rublos (25 ou 26 euros), chovia.
 
Tive de esperar, com outras pessoas, debaixo de uma chuva ainda miudinha, mas que haveria de se tornar mais copiosa, pelo táxi que demorou uns bons minutos a aparecer. O rapaz da companhia deu o endereço ao rapaz do táxi que pareceu (talvez fosse de tudo o que descrevi acima) não saber onde era. Eram duas e qualquer coisa da manhã e o aparente desnorte do condutor preocupou-me. O rapaz da companhia fecha-me a porta do táxi e atira-me ‘good luck and enjoy the streets of Moscow’. Podia ter achado simpático – provavelmente foi – mas achei apenas ameaçador.

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Mobbing: a forma moderna de Tortura

Nuno Gomes Oliveira*

Longe vai o tempo da escravatura, do feudalismo ou da inquisição, quando a tortura era genericamente aceite como método de obter confissões ou punir delitos ou simples suspeitas.
É certo que a Inquisição persistiu até 1904 e que de 1540 a 1794 os tribunais portugueses mandaram queimar vivas 1.175 pessoas e impuseram castigos a 29.590.
Em Portugal o último condenado à morte pela Inquisição foi o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, Missionário no Brasil e pregador em Lisboa, que foi queimado no Rossio de Lisboa no dia 21 de Setembro de 1761 (80 anos antes da abolição definitiva, em 31/03/1821, há menos de 200 anos.)
A Revolução Francesa (1789-1799) trouxe significativos avanços no tratamento da questão, impondo às autoridades o respeito pela integridade física dos detidos e proibindo a tortura.

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Maria Luís Albuquerque não leva Portugal a sério

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

e como tal está-se um bocado nas tintas para o cargo para que foi eleita, tendo ficado, na última sessão legislativa, a apenas uma falta de perder o mandato de deputada. Ainda tive esperança que fosse desta, que ter que pagar ordenado e mordomias a uma indivídua que torrou milhões em swaps e nos Banifs desta vida, que ajudou a varrer para debaixo do tapete para nos aldrabar com a fraude da saída limpa, é uma maçada, mas a senhora lá se safou e, para grande tristeza minha e de uma quantidade significativa de portugueses, continua a acumular o cargo com as funções exercidas no sector da pirataria especulativa. A parte boa no meio disto tudo é saber que, enquanto o laranjal for liderado por gente desta, que não leva nem é para ser levada a sério, estaremos a salvo de novas aventuras além-Troika. A parte má é que convinha termos uma oposição útil e responsável no Parlamento. Esta já praticamente só serve para envergonhar diariamente a direita.