Politicamente correcto, os talibãs do sec. XXI…

Agora que se aproxima o fim do mundial da Rússia, decidiu a FIFA ceder à insidiosa agenda do politicamente correcto e proibir grandes planos de miúdas giras. Muito provavelmente agora só teremos direito a ver nas transmissões gajos de copo na mão e claques de apoio mais ou menos carnavalescas.
A FIFA vai por mau caminho, se quer promover o respeito pelas mulheres poderia começar por obrigar a que todas as federações filiadas permitam a entrada de mulheres nos estádios e promovam a prática de futebol feminino sem uso obrigatório de véu ou burka… Quanto a questões de género, que filmem tudo e cada um coma o que gosta. Já não há mais paciência para proibições, restrições ou recomendações desta gente…

Stanley Kubrick dá inesperada explicação para o final de “2001: Odisseia no Espaço”

Via Esquire:

Quando foi originalmente lançado em 1968, o público não fazia ideia do que pensar de “2001: Odisseia no Espaço”. Com efeito, 250 críticos de cinema saíram da estreia, em Nova York, literalmente perguntando em voz alta: “Que porcaria é esta?”

Ao ver este filme pela primeira vez, era eu adolescente nessa altura, senti a falta das estrondosas explosões de Galáctica e de Star Wars. E, também eu, achei que aquele final seria um delírio psicotrópico induzido por algum LSD espaço-temporal.

Eu tentei evitar fazer isto desde que o filme estreou. Quando se verbalizam as ideias, elas parecem tolas, enquanto que, se dramatizadas, sentimos-las, mas vou tentar.

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A queda da Casa Golden

 

Sagas familiares são um tema comum na literatura. O declínio de uma família que acompanha o declínio de uma sociedade também não constitui novidade. Dos Maias aos Buddenbrook passando pelos Karamazov, cada geração tem a família que merece – e o respectivo declínio. A nossa, aparentemente, merece os Golden e felizmente fez algo de bom para merecer Salman Rushdie como cronista.

A Casa Golden (The Golden House em inglês) parte da narrativa de um aspirante a cineasta nova iorquino, nascido numa família de humanistas que simbolizam tudo aquilo que de bom havia no mundo pré 11 de Setembro. A tolerância, a fraternidade, o secularismo, a crença no progresso, valores que Rushdie considera basilares e universais. Sendo universais, todavia, são também – e especialmente – americanos. Foi nos Estados Unidos que Rushdie encontrou o apoio necessário na sua batalha contra o fanatismo e o ódio. Como gesto de agradecimento, tornou-se cidadão americano.

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A Senhora Árvore

arvores_inglaterraTenho a religião desta árvore.

Greve dos ferroviários para 90% dos comboios?

As Gut (2009: 253) notes, even though they are much more objective, “analyses of acoustic correlates of foreign accents are still rare.”
Agnieszka Bryła-Cruz

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Greve dos ferroviários para 90% dos comboios? Não! Greve dos ferroviários pára 90% dos comboios!

Como «Bloqueio nos fundos da UE pára projecto de milhões na área do regadio» ou «greve na CP pára comboios em todo o país» (efectivamente). É o acordo ortográfico à moda do Expresso.

No sítio do costume, tudo bem?

Tudo bem.

We’re alright.

Quanto a este «infeção por lentes de contato é algo possível de acontecer», devo admitir que a autora do texto, efectiva e auto-referencialmente, tem razão: «infeção por lentes de contato», de facto, aconteceu.

Exactamente, convém evitar os aspetos. No Brasil, por exemplo, não adoptam.

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France: douze points

A história é simples, a de um bebé chamado Mercy que nasce numa embarcação de refugiados a caminho da Europa. Depois troca-se por ali as voltas ao significado de Mercy em inglês e de Merci em francês. A música é bem esgalhada e com potencial para irritar os governos húngaro, polaco, britânico e todo o refugo xenófobo de Le Pen a Beppe Grillo. Só por isso, mereceria logo à cabeça douze points. Entre as minhas favoritas estão também a da Irlanda e da Albânia.

As várias mensagens políticas da Eurovisão ao longo das décadas são muito bem abordadas num documentário do canal ARTE, intitulado “Eurovisions” (não disponível), onde se refere a canção de Paulo Carvalho que serviu de senha do 25 de Abril, as vitórias de Dana International e Conchita Würst ou a canção anti-Putin de Verka Serduchka.

Pode-se pensar o que se quiser deste que é o espetáculo televisivo mais popular da Europa, mas comparado com o conservadorismo do Super Bowl americano onde uma simples maminha causou escândalo nacional, prefiro a Eurovisão onde as avozinhas e as netas dão a vitória a um grupo de Heavy Metal finlandês, a um travesti israelita ou a uma mulher de barba austríaca.

Rock in Rio, a Maria Leal dos festivais de Verão

O Rock in Rio não é um festival de Verão como os restantes. No início tentou ser, e ainda fazia jus ao nome, com dois dias de rock mais ou menos pesado, mas hoje não passa de um parque de diversões, atropelado por uma avalanche de publicidade, com um cartaz que, no essencial, é feito de nomes de música pop, quanto mais mainstream, melhor, preços altamente sobrevalorizados e cartazes cada vez piores e com menos diversidade. Claro que isto é apenas a minha opinião. E haverá por aí muito boa gente a defender a necessidade de existir um festival de música pop pastilha elástica com estas características. Mas hoje descobri que a Lili Caneças está no alinhamento de um dos palcos e tudo fez mais sentido. O Rock in Rio é a Maria Leal dos festivais de Verão: até pode ter alguma piada (os Muse vão lá), mas no geral é uma pimbalhada em avançado estado de parolização.

9 anos de Aventar

Em Março passado, no dia 9, o Aventar fez 9 anos. O blog deve estar a chegar àquela idade em que não se fala de aniversários, já que a data não passou de uma brisa, que se sente, mas sem merecer grande reparo. Talvez voltemos a falar no assunto quando chegar a data redonda, quiçá cunhada no livro de que falamos há anos.

Por hoje, fica este apontamento e uma nota sobre o dia 4 de Abril de 2014 onde, num único dia, o Aventar foi lido por mais de 133 mil visitantes. Aproveitando para para partilhar mais um pouco sobre a vida interna do blog, desde que estamos nesta plataforma, há 7 anos, foram publicados 32 mil posts, que trouxeram 16.6 milhões de visitas por parte de 6.4 milhões de visitantes.

Obrigado a todos os que fazem diariamente este espaço, leitores e autores.

És tu

Este é o primeiro vídeo do projecto musical que tenho em mãos.

Trata-se de uma mudança algo radical do que costuma (ou costumava) ser o âmbito das minhas publicações, mas, sinceramente, já estou cansado das agendas mediáticas e das conjunturas.

Feliz Dia da Mãe.

Shakespeare sem Acordo Ortográfico de 1990

Hamlet e Macbeth. Efectivamente, há esperança.

O Museu e as Descobertas

A polémica (aqui, ali e acolá) e um contributo de 1989: «Desde as Descobertas temos o vício de implantar/Dúvidas abertas».

Da boa crítica literária

Numa altura em que tantas críticas se fazem ao jornalismo, creio ser igualmente importante sublinhar o que há de bom na imprensa. Algo que tem vindo a melhorar nos últimos anos, inclusive pelo acesso aberto aos artigos, são as secções de literatura de alguns jornais portugueses, notavelmente as do Público e as do Observador.

Nas últimas semanas, tive a sorte de encontrar excelentes críticas a livros. Excelentes porque me convenceram a comprar os livros que não planeava ler e aos quais não prestei grande atenção. Excelentes também porque estão exceptionalmente bem escritas.

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Obama vai ou vem?

O Expresso, que é um jornal publicado num país estrangeiro qualquer, diz que Obama “vai ao Porto”. O Jornal de Notícias, que é um jornal publicado em Portugal, diz que Obama vem ao Porto, que é uma cidade portuguesa. Quem fala verdade?

Lucrando com a ignorância

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[Nelson Zagalo]

E depois venham dizer que está tudo no Google, não é preciso saber nada. É como a Bertrand, existe imenso conhecimento por detrás desta montra, mas aquilo que nos apresenta é apenas a Ignorância Disfarçada de Livro.

Bertrand Livreiros não paga mais a quem lá trabalha e, no entanto, cede a estas estratégias de marketing que nada têm que ver com literacia, cultura ou sequer livros. Porquê? Ganância? Desprezo por quem respeita a livraria e o seu legado secular? Se ainda há pouco dizia aqui que o que me fazia ir a um dos centros comerciais da cidade era a Livraria Bertrand, tenho de confessar que depois de ver esta imagem perdi muita dessa vontade.

Como é que se pode acreditar, ou confiar, numa livraria que, para comemorar o dia do livro, preenche a sua montra desta forma? É com estes livros que a Bertrand espera realizar a sua contribuição para uma sociedade mais formada? Ou a Bertrand quer lá bem saber se a sociedade tem falta de literacia e nem sequer consegue compreender a fraude dos discursos anti-vacinas, anti-alterações climáticas, anti-imigração, etc…, etc…?
Parece que à Bertrand interessa apenas, no final do mês, o pote bem cheio.

Fotografia: Montra da Livraria Bertrand, Coimbra. Por @Filipe Homem Fonseca.

Como destruir um sistema teatral

A Sarah Adamopoulos explica.

Interveio vs. Interviu – A um Presidente de Câmara

interviu

O desejo de escrever esta intervenção surgiu na sequência de uma outra publicada por um Presidente de Câmara Municipal, pessoa que respeito e por quem nutro algum afecto.

Todos nós – à excepção dos linguistas da casa e que todos conhecem – damos alguns «pontapés na gramática». Da mesma forma que eu gosto (ou melhor, não gosto, mas agradeço) de ser corrigida quando pontapeio a língua mater, que às vezes fica dolorosa, venho tentar aqui fazer um bocadinho de serviço público.

Vamos lá aos esclarecimentos:

Interviu não existe, uma vez que o verbo no infinitivo é Intervir. Como termina em «vir», aplica-se a conjugação daquele verbo (eu intervenho (Presente do Indicativo), ele interveio (Pretérito Perfeito), etc).

Tanto quanto sei, existe por vezes alguma confusão entre o verbo Intervir e o verbo Entrever. Neste último, sim, há a conjugação  terminada em «viu» no Pretérito Perfeito, já que se trata de um verbo formado com «ver» (eu entrevejo (Presente do Indicativo), ele entreviu (Pretérito Perfeito), etc).

E por aqui me fico, já que há quem fale – e escreva – em muito melhor Português. Se me alongar, corro o risco de cometer erros e ser, eu também, chamada à atenção.

 

International Portuguese Music Awards 2018

Estão a decorrer as votações para o  International Portuguese Music Awards 2018. Aproveite para votar no Fernando Marques Ensemble, ou noutro se esse gosto não estiver bem afinado 🙂

 

Páscoa subtil

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O Lidl Portugal deseja-lhe, subtilmente, uma Páscoa muito feliz.
O resto, tudo o resto é publicidade grátis.

O coreto mais correcto

Crows swoop down into the empty bandstand. I don’t know what they could be looking for.
— Sam Shepard

“Cow that went into them boots musta had the measles, huh? What kinda hide you call that?”
“That’s belly ostrich, sir.”
“Belly ostrich. I’ll be. Ostrich ain’t even a cow, is it?”
Sam Shepard

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Duvido que Ricardo Araújo Pereira tenha pronunciado o correspondente a correto, ou seja, [kuˈʀetu]. Muito provavelmente, pronunciou [kuˈʀɛtu], ou seja, correcto. Aliás, Araújo Pereira tem razões para estar irritado com o «politicamente correto», mas contente com Barreto [barrete+o], forreta, carbureto, jarreta, cloretocoreto e correto, perdão, correcto. Exactamente. Atenção aos ataques ramificados: porque o ‘coreto mais correcto’ funciona, mas o ‘coreto mais concreto’, variante do título, ou até «os teus segredos mais secretos», dos Rádio Macau, nem por isso. Porque, como os crows no coreto e a cow que não é avestruz, «there are more things in heauen and earth Horatio then are dream’t of in your philosophie».

O coreto mais correcto: o da minha infância (http://bit.ly/2G2EO9B). Foto via mapio.net: http://bit.ly/2FUZ0XX

No sítio do costume, já se sabe, não há problemas, é tudo facultativo:

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Brasil: licença para matar

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[Sotero]

A licença para matar negros foi dada desde a criação deste país. Os assassinos estão em vários monumentos espalhados pelo país. Cheios de honrarias e sangue. Na prática, a pena de morte já existe para o povo preto brasileiro e aqueles que ousam reivindicar justiça e liberdade, de Dandara a Marielle, são eliminados. Ser preto no Brasil é um perigo mortal. Na foto os cinco garotos metralhados no carro enquanto comemoravam o primeiro salário de um deles. MariellePresente

Brasil: irmãos só às vezes

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[Luís António Santos]

Somos todos CPLP”, mas só às vezes. Somos “países irmãos“, mas só de vez em quando.
O assassinato – com suspeitas de intervenção policial – de uma vereadora no RJ está a ter um enorme impacto na sociedade brasileira mas, por cá, não mereceu sequer uma chamadinha pequenina de primeira página em nenhum dos principais diários (um deles, curiosamente, transferiu há poucos anos para o Brasil um número significativo de jornalistas…precisamente para nos dar a conhecer de uma outra forma esse ‘país desconhecido’).

As crianças

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Sónia Valente Rodrigues

Enquanto professora, sempre me incomodou nos alunos entre os 6 e os 18 anos a tendência para se divertirem atacando outros (ver alguém sofrer causa divertimento). Enquanto diretora de turma, intervim muitas vezes junto de alunos que, com o ar mais sereno e com a atitude mais bem educada do mundo, me diziam: Mas era uma brincadeira! Nós só estávamos a brincar.
Continuo a ouvir essa justificação ou explicação: fizemos isto ou aquilo ao nosso colega mas era só a brincar (enquanto o colega chora ou sofre sozinho).
Não entendo. Nunca entendi. Qual é a explicação para este comportamento? Como se altera este comportamento?
Vem isto a propósito de um relato de experiência de um menino. Esse menino perdeu o pai aos 9 anos. Aos 11 anos, nos intervalos das aulas, ouvia dos colegas algo como isto:

– Olha, X! Olha ali o teu pai (apontando o dedo para o portão).
Ele olhava.
E os colegas riam-se à gargalhada:
– Ah, pois… Não é, tu não tens pai.

E a seguir: nós estávamos a brincar; não era a sério; estávamos todos na brincadeira.
Esta “brincadeira” foi repetida durante semanas e meses…
ilustração Arthur John Elsley

Há-de chegar o dia, Keith

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via Blitz

O dia em que uma overdose morrerá de Keith Richards. A malta do Grunge é que não percebe nada da vida de rockstar.

A sério que é à séria?

lingua_portuguesa_televisaoIsaac Pereira

É um erro habitual na forma de falar, sobretudo na região de Lisboa, e em especial, ali para os lados da Assembleia da República. Mas a forma de falar também já se transpôs para a escrita. Frequentemente faz a sua aparição nos jornais e nas têvês, e agora também nos sítios “on-line”.
Isto sim, é a língua no seu esplendor mais virulento.

A expressão “à séria“, possui requintes de modo “chique-burlesco”, e é tão risivelmente paroquial e provincial que até faz um asno cantarolar. É uma espécie de modinha ou coisa que o não valha, assim, como dizer, tão “fin de siécle”, não achas ó Ramalho Ortigão?

Só escrevo isto para que te previnas. Quando leres ou ouvires alguém dizer que “isto” ou “aquilo” é uma coisa “à séria“, passa um raspanete à senhora membrana auricular e, para não chorares, esfrega a retina dos teus meninos olhinhos.

Portugal. The Man

Muito bom som nascido no Alaska (EUA).
Vale a pena clicar no play? – sim, vale.

Obviamente, tusaanngitsuusaartuaannarsiinnaanngivipputit

And I don’t dig what you gotta say
So come on and say it
Come on and tell me twice
Happy Mondays

The story I heard was: that tune, the lyric was ‘it’s there‘. “And when you were in the studio, you were like ‘it’s dare.” And they’re like: ‘it’s… it’s /ðɛː/. And you go ‘it’s /dɛː/’. And so they went: ‘and you know what? – just call it dare‘.
—  Chris Moyles

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Dana Frame Plant #1 Thorold, Ontario, Canada, 2010 © Edward Burtynsky, All Rights Reserved (http://bit.ly/2EjM1RW)

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Esta história contada por Moyles – mas desmentida, sem grande convicção, por Shaun Ryder –, sobre uma canção (de 2005) dos Gorillaz, é uma exemplar ironia, tendo em conta que a canção (de 1990) dos Happy Mondays citada na epígrafe começa justamente com o jogo /ˈθəːti/ (30 )-/ˈdəːti/ (dirty) . Enfim, com 24 Hour Party People, tudo é possível.

Adiante.

Pelos vistos, Luís Fazenda disse recentemente que o Bloco de Esquerda «está a reflectir sobre lei que impeça candidatura de condenados por determinados crimes». Curiosamente, [Read more…]

O fato do senhor deputado

No JN de hoje, o deputado social-democrata (ou do PSD) Paulo Rios de Oliveira escreve sobre os CTT. Aquém do conteúdo, está a forma. Como deputado de um dos partidos que impuseram o chamado acordo ortográfico (AO90), é natural que o use.

Não sei se Paulo Rios de Oliveira terá sido apoiante de Santana Lopes nas últimas eleições internas, mas é, em termos ortográficos, um seguidor fiel do candidato derrotado por Rui Rio. Na realidade, foi Santana Lopes que declarou “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa).” [Read more…]

Metallica homenageiam Zé Pedro

À atenção do morador do modesto primeiro andar, a contar vindo do céu.

Por esse fato

«I’m a determinist: “que sera, sera”». You can’t do that.
— John Searle [26:23]

I want to deny flat out a premise that you started with, that you mentioned yourself just a minute ago, you said: “The future is inevitable, if determinism is true”. First of all, I want to say, that phrase, “the future is inevitable”, well just doesn’t mean anything. The future’s going to happen, whatever it is.
Daniel Dennett

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Onde? No sítio do costume.

Como estamos no último dia de Janeiro de 2018, convém recordar a garantia dada pelo ILTEC em meados de Março de 2013:

o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior

Continuação de uma óptima semana.

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Ursula K. Le Guin (1929-2018)

Todos temos, penso, escritores pelos quais, independentemente de considerações críticas, sentimos uma especial empatia, mesmo ternura. Às vezes, nem sabemos bem porquê. Para mim, uma destas figuras é Ursula K. Le Guin, em cuja fantasia me iniciei há muitos anos. Morreu ontem. Honro-a sugerindo, a quem não conhece, a descoberta das suas obras. Talvez começando por viajar no mundo mágico de Terramar.