Como se faz para a Galp pagar o calote?

Lisboa, 19/11/2014 - Esta tarde a Autoridade Tributária realizou buscas nas instalações da Galp, nas Laranjeiras em Lisboa. (Filipe Amorim / Global Imagens)

Diz a notícia que a Galp “voltará” a não pagar a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) em 2017. Quer isto dizer que, não só se recusa a cumprir com as suas obrigações fiscais deste ano, como no próximo não tenciona igualmente cumpri-las. Não sei se alguma vez a pagou, ou sequer se paga todos os impostos que são devidos, mas fico com vontade de embarcar nesta onda de desobediência civil e não pagar os meus também. Claro que, sendo eu um mero plebeu, não tenho como me esquivar. Aos plebeus, é sabido, retem-se na fonte. [Read more…]

Prémio de consolação

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Kristalina cumpriu os serviços mínimos. Convocada tarde e a más horas, foi a candidata possível para a derrota quase certa, perante um Guterres que acumulava vitórias e reunia consenso. Nem a aliança germano-soviética, perdão, germanorussa, soviéticos são os governos português, grego, o Corbyn, o Renzi e o Iglésias, deu conta do recado. A búlgara foi à luta, com a bênção do PPE, apesar do aparente espanto e indignação dos seus representantes locais, mas saiu pela porta pequena, apenas para dar de caras com os portões do Banco Mundial, onde será directora executiva. Já vi prémios de consolação piores. Até a senhora ficou boquiaberta.

 

Lettres de Paris #4

Hollande: peut-il y aller? Ou la ‘jungle’ à Paris

Vejo na televisão (que só tem canais em francês) que se as eleições presidenciais em França fossem hoje, Marine Le Pen teria 28% dos votos. Alain Juppé a mesma percentagem. Aflige-me que Le Pen esteja em primeiro nas intenções de voto. Como me aflige, malgré tout, que apenas 9% dos franceses declarem que votariam em Hollande. Não é que tenha especial simpatia por ele, mas tenho seguramente menos por Le Pen e por Juppé. De facto anunciam agora mesmo na tv, enquanto em rodapé passa a notícia de um novo desmantelamento da ‘jungle’ de Calais*, a insatisfação dos franceses com Hollande. Não é à toa que a direita sobe nas intenções de voto, quando na televisão, nos canais de notícias, aparecem constantemente as imagens da dita ‘jungle’. Aliás, só o nome é já todo um programa ideológico.
Em Paris há muitos sem-abrigo e pedintes. Hoje, por exemplo, vi um homem deitado ao comprido no cruzamento da Rue Danton com o Boulevard Saint-Germain. Ali, estendido, descalço, enquanto à sua volta a cidade se movimentava indiferente. Olhei para o homem e baixei-me, mas parecia estar a dormir, talvez bêbedo, talvez apenas cansado da selva que podem ser as cidades. Sendo que Paris, apesar de toda a sua beleza, não é uma exceção. À saída do supermercado, um homem disse ‘Madame, vous n’avez pas un euro?’. Não lhe dei o euro, mas agora penso que talvez devesse ter-lho dado. Afinal o que é um euro, numa cidade onde um café, de qualidade muito duvidosa, custa, no mínimo, 2,5 euros ou uma água de 50 cl custa mais de 4? Não lhe dei o euro porque vinha carregada de sacos de compras, que com dificuldade transportei até casa. Podia ter-lhe dado uma maçã, mas talvez a não quisesse.

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A desinformação, o esquecimento e a mentira

É sempre bonito vê-los meter os pés pelas mãos. De há uns tempos para, cá não tem dado para mais. Resta-nos rir.

Vídeo: Luís Vargas@Geringonça

Concurso dos blogues

O autoproclamado Estado Sentido abandonou o Concurso de Blogues da TVI, em devido tempo, pelo facto de ter sido nomeado para a fase final um site chamado Poupadinhos.
E afinal, depois de tudo ter acabado, foi a melhor decisão. E por isso mesmo são eles, pelo menos para mim, os grandes vencedores desta espécie de concurso.

Acabou

Antes de terminar o concurso escrevemos o que tínhamos a dizer sobre o Prémio Blogs do Ano. Obrigado aos que apoiaram o Aventar e parabéns aos vencedores.

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Gala Blogs do Ano

Deputado do PSD, autor do artigo sobre a “peste grisalha”, vai receber 3 mil euros de septuagenário que lhe respondeu à letra

Em 2013, num artigo de opinião publicado no jornal i, referindo-se ao aumento da população idosa, Carlos Peixoto, deputado pelo PSD,  afirmou que “a nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha“.

Apesar não se ter poupado ao insulto óbvio a todos os visados, o deputado Peixoto sentiu-se insultado pela devolução do trato que António Figueiredo e Silva lhe deu num artigo publicado no seu blog e em carta enviada à Assembleia da República.  Com efeito, Carlos Peixoto processou o septuagenário António Figueiredo e Silva, tendo este sido condenado por crime de difamação.

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Carlos Peixoto

O deputado Peixoto irá receber três mil euros de indemnização, em vez dos  dez mil cento e dois euros que havia pedido ( €10.000,00 a título de danos não patrimoniais e €102,00 por danos patrimoniais).

As diferenças entre acusado e acusador são abissais. O primeiro vive de uma parca reforma e tem que ter cuidado com o que diz. O segundo aufere bom salário, complementado com ajudas de custo, e pode livremente lançar adjectivação sobre terceiros. O juiz do Tribunal de Gouveia decidiu, o Tribunal da Relação de Coimbra (TRC) confirmou a decisão e você pode fazer o seu próprio juízo nos textos que se seguem (a carta em causa, a decisão do TRC e o artigo do deputado).

Nota: cuidado com o uso de literatura ao responder aos deputadospeixotos deste mundo. A citação de Oscar Wilde parece ser um elemento central na acusação.

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Lettres de Paris #3

Le monde est tout petit

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Esta é uma carta curta, como ontem prometi que vão ser a maior parte das cartas de Paris. Fui hoje ao centro de investigação onde terei um lugar e uma secretária. A minha colega trabalha sobretudo a partir de casa, como a maior parte dos outros colegas, mas eu creio que preferirei trabalhar lá, mesmo porque a minha ligação vpn à universidade de Aveiro não quer funcionar no meu computador e, bem, a partir de lá tudo será – espero – mais fácil. Digo espero porque hoje apenas reuni com a Aline. Ideias há bastantes, não sei se haverá tempo para as concretizar. Mais tempo dela, quero dizer, que anda muito atarefada com o trabalho de campo.
Fui, então, à hora combinada à Rue Vallete. Fui devagar, chovia, eu tinha tempo. Parei no café ao fundo da rua – Le Metro – e comi un croque madame. Depois subi a rue des Carmes e a seguir, já na Rue Valette entrei no LADYSS. As pessoas parecem-me todas simpáticas. Parece-me que apreciam igualmente o meu esforço para falar francês, mesmo se falo com imensos erros, sobretudo dos tempos verbais. Acho que acabarei por melhorar isso. A reunião com a Aline foi toda em francês, mesmo porque ela deixou bem claro, desde o início que se recusava a submeter-se à ditadura do inglês. De facto, publica – como atualmente a maioria dos franceses – sobretudo em francês. Podia ter começado um debate com ela sobre a importância de haver uma língua comum, na qual possamos entender-nos, mas depressa compreendi que não valia a pena.

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João Lobo Antunes

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© Pedro Cunha/Público

Luís Novais

Tinha consultório numa clínica privada de Lisboa. Um dia apareci-lhe lá, com o meu filho de 7 anos por uma mão e umas placas na outra. Viu-as e confirmou que sim, que tinha de ser operado. E disse que o operava, “mas não aqui na clínica, no Santa Maria”. Desde esse dia que entendi o significado deste título: “O neurocirurgião da tradição humanista”. Obrigado e bom descanso, somos dos que não o esqueceremos.

Nos 160 Anos do Caminho de Ferro em Portugal

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“Perto do meio dia chegaram SS.MM. em pequeno estado, e tendo-se procedido às bençãos das locomotivas, que foram feitas pelo cardeal patriarcha, e a todo o mais cerimonial, como se determinava no programa, e de que já aí haverá conhecimento, partiu para o Carregado o comboyo real puxado pelas locomotivas Coimbra e Santarém” (…) – 28 de Outubro de 1856.

A Terra revolveu já o Sol 160 vezes desde a primeira viagem de comboio em Portugal.
Era Terça-feira e principiava uma nova forma de viação, para já até ao Carregado; depois, sobretudo enquanto durasse monarquia, e sobretudo até 1949, o comboio haveria também de chegar a Monção (não chegou a Melgaço), a Braga (não chegou ao Gerês), à Póvoa de Varzim (e dali não mais para Norte), a Fafe (não continuaria até Chaves), ao Arco de Baúlhe (40 anos depois de derivar da Linha do Douro), a Chaves (não chegaria à fronteira), a Bragança (também não chegaria à fronteira), a Duas Igrejas (não chegaria, afinal, a Miranda do Douro), a Barca d’Alva (por onde passaram muitos comboios para Madrid e outras partes do mundo). Chegaria também à Régua mas, para sul, não subiria nunca a Lamego ou a Viseu (a Viseu chegaria desde Santa Comba-Dão ou Espinho e Aveiro). Nem do Pocinho subiria, afinal, a Foz-Côa ou Vila Franca das Naves.
Da Figueira da Foz chegaria à Guarda-Gare e Vilar Formoso (um povoado insignificante à época). Chegou à Lousã e a Serpins (Arganil é que não). Chegou a Tomar, não chegou a Seia. Chegou a Sintra e a Cascais (até criou “a linha”).
Chegou à Beirã, a quilómetros escassos de Marvão. A Elvas e a Badajoz.
A Beja, a Évora, a Moura, a Mora (e dali não chegou ao Ribatejo), a Reguengos de Monsaraz, a Vila Viçosa desde Estremoz. À Funcheira. A Alvalade do Sado e Sines, Aljustrel, a Faro, à foz do Guadiana em Vila Real de Santo António, a Lagos, depois de passar também na Baixa da Banheira, Valdera, Grândola e Canal Caveira.

E em 1875 chegou a Nine, no caminho para Braga. Em Couto de Cambeses começaria a parar lá por volta de 1915, dizia o meu avô materno cujo pai fora contemporâneo da chegada da “máquina preta” que, dizia o povo, “matava o povo até certa distância“.
Entre Nine e Couto de Cambeses havia raposas que atravessavam a linha, lembro-me eu.
Havia também a casa dos avós paternos. Era tudo junto à linha.

Meu pai surge naquela fotografia que um japonês captou na Avenida da França (no Porto) em 1975, no ano em que o meu pai entrou para a CP, e 100 anos depois de o comboio começar a circular a norte do rio Douro. Seria assim nos próximos 35 anos, o meu pai em cima dos carris, ele e muitas pessoas.
Também por isto, o 28 de Outubro deveria ser o Dia do Ferroviário e do Caminho de Ferro.
Obrigado.

Hoje Maria Leal, aqui só para ti

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Gosto pouco que me digam o que é sério ou o que não é. O que deve ser publicado num blogue ou o que não deve ser.
E Maria Leal, que descobri ontem graças ao post do Fernando Moreira de Sá, é tão séria como toda essa tropa-fandanga que comanda os destinos do país há décadas. Entretém o pessoal, como os outros, e finge que canta, como os outros fingem que querem saber do país.
Criticam a Maria Leal? Sim, como também criticam o Cristiano Ronaldo. São todos uns invejosos e o Tiago Ginga é o maior deles.
No fundo, Maria Leal é Portugal!.
Só não perdoo uma coisa a Maria Leal: ter adoptado o AO/90. Porque, tirando isso, a novel cantora seria o tributo perfeito da música para o ano de 2016 que está a terminar.

Dialetos de Ternura – Lyrics

Dialetos de ternura

Foram mais que para mim

Onze minutos de história

Interminável e sem fim

Extravagância nos teus olhos

O meu olho pra pintar

Porta fechada numa tela

Sem azul e sem mar

REFRÃO

Ohuô…. Ohuô…..
Hoje Maria Leal aqui, só pra ti (bis)
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Morreu de cancro

Doença prolongada não existe, senhores jornalistas. Cancro, chama-se cancro! Deixem de ter medo das palavras.

Foi bonita a festa mas muito curta, pá…

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Não tenham medo, eles não mordem! TTIP, CETA, TISA

Pronto, Magnette cedeu, a Bélgica pode assinar o CETA. Mas Magnette saiu de cabeça levantada e merece os parabéns, mais a nossa gratidão.

– Primeiro, porque mostrou à comissão e ao conselho que não fazem o que lhes apraz por cima de tudo e todos (gracioso foi ver a ausência total de declarações pela tão eloquente comissária para o comércio, Malmström).

– Segundo, porque colocou em cima da mesa as preocupações que vinham sendo expressas pelo movimento europeu de protesto, dando-lhe voz e obrigando a uma divulgação do assunto pelos meios de comunicação, até mesmo em Portugal; muitos portugueses terão ouvido agora pela primeira vez falar deste tratado que Portugal já acha o máximo, e vai subscrever.

– Terceiro e o mais importante, porque, tanto quanto se sabe, conseguiu que o texto a acrescentar ao tratado contenha coisas fundamentais. Uma, em prol da sua valente mas tão pobre região: Caso, posteriormente, a Valónia verificar que o CETA é mau para os agricultores locais, poderá sair do tratado com um xauzinho; outra, e esta é uma verdadeira vitória para todos nós, os tribunais arbitrais privados que protegem os investidores colocando-os acima dos cidadãos não poderão entrar em vigor na fase de aplicação provisória do CETA e, a médio prazo, devem ser substituídos por um tribunal público. E conseguiu ainda reforçar a protecção dos serviços públicos e colocar uns pozinhos do princípio da precaução. [Read more…]

A Esquerda refém do PS

Parece-me óbvio que os Partidos de Esquerda que suportam o Governo, PCP e Bloco (os Verdes só lá estão para fazer número e para a Heloísa Apolónia descansar a garganta), estão reféns do PS e do compromisso a que chegaram para a Legislatura. Tanto um como o outro sabem perfeitamente que, se tirarem o tapete a António Costa, os votos futuros vão direitinhos para ele. E lá se vai a Geringonça e o condicionamento das opções do Governo.
É por isso que, muito provavelmente, vamos ver até 2019 sucessivos Orçamentos que não são mesmo de Esquerda a serem viabilizados pela Esquerda mesmo. Só espero que António Costa não caia na tentação de, lá mais para a frente, armadilhar o caminho ao PCP e Bloco para se vitimizar, indo a eleições antecipadas e ganhando com maioria.
Como é óbvio, não vou ser injusto ao ponto de esquecer as limitações que continuam a ser impostas ao Governo por Bruxelas. E também não vou comparar com os Orçamentos de Passos / Portas, porque não há comparação possível. Só os comentadores de Direita é que acham que subir o IRS ou baixar as pensões é a mesma coisa que subir o imposto do álcool ou do tabaco.
Mas apesar dos progressos registados com a reversão das anteriores medidas de austeridade, dava para ir muito mais longe e para fazer um Orçamento realmente de Esquerda. A medida que parecia indicar o trilho que ia ser seguido – o fim dos contratos de associação – não teve afinal qualquer continuidade. Foi uma vez sem exemplo. [Read more…]

Eduardo Vítor Rodrigues, uma escolha oportuna da SAD do FC Porto

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Eu nem queria muito regressar ao tema do futebol, depois dos puxões de orelhas que levei no outro dia a propósito de uma brincadeira com um vídeo dos adeptos do Vasteras, clube sueco que exige 250 mil euros ao Benfica pela transferência do central Lindelöf, mas como desta vez o assunto até diz respeito ao meu clube, acho que consigo um desconto e talvez me safe de igual destino.

Com a saída Antero Henrique, abriu-se uma vaga no conselho de administração do Futebol Clube do Porto. E quem propôs a SAD para o lugar? Eduardo Vítor Rodrigues, o presidente da CM da Gaia que distinguiu o benemérito Marco António Costa. Parece-me uma escolha oportuna, até porque o meu clube até tem ali o seu centro de treinos, mas faz-me sempre alguma confusão ver a política misturar-se com o futebol a céu aberto. Que é feito da hipocrisia dissimulada, que nos fazia acreditar que estas coisas não passavam de conspirações orquestradas numa qualquer taberna de Carnide? [Read more…]

Pessoas, essas distraídas

Eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – Luís Montenegro, enquanto líder da bancada parlamentar do PSD, em Fevereiro de 2014.

Hoje podemos dizer que o país está pior, embora as pessoas não estejam bem conscientes disso” – Pedro Passos Coelho, enquanto líder do PSD, acumulando com primeiro-ministro no exílio, em Outubro de 2016.

O primeiro baseava-se na baixa dos juros da dívida e do défice para se justificar, optando por ignorar o brutal aumento de impostos, a crescente injustiça social, os corte nos salários e nas pensões e os orçamentos inconstitucionais.

O segundo argumenta que existe aumento de impostos e injustiça social, que o orçamento não é transparente e que as pessoas estão mais pobres, escolhendo desvalorizar a baixa do défice, algo onde ele havia falhado, fazendo tábua raza da baixa de juros e pretendendo repôr salários e pensões não tem impacto na qualidade da vida das pessoas.

A hipócritas e cínicos, como estes dois, o que lhes desejo é que sofram pessoalmente na pele os problemas que causaram com os cortes e impostos que fizeram aplicar cegamente aos que já viviam no limiar do suportável. Apenas isto.

OBRIGADA Valónia!

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Cancelada a Cimeira Canadá-UE prevista para hoje, onde iria ser assinado o CETA!

Apesar de ambas as partes continuarem a declarar que estão preparadas para assinar o CETA assim que haja consenso,

HOJE É,

cidadãos da Europa e do Canadá,

UM DIA DE FESTA!!!

De acordo com alguém que adopta o Acordo Ortográfico de 1990,

a NATO critica a base IX e a Rússia aceita a crítica — ou seja, provavelmente (estamos no pântano ortográfico, por isso, cum grano salis), a frota não para em Ceuta, mas pára em Ceuta. Cuidado. Efectivamente.

Lettres de Paris #2

Mon coeur qui bat

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Vou passar a escrever cartas pequenas, sobretudo porque estou aqui para trabalhar, embora Paris tenha distrações para me entreter para o resto da vida. A própria cidade, com os seus recantos, cafés, esplanadas, fontes, pontes, monumentos e o Sena. Devia dizer A Sena, visto que em francês o Sena é feminino e compreende-se.
Saio da Maison Suger já passa bastante do meio dia. Dormi mal e pouco. Quando me levanto e abro a janela, vejo o sol e o céu azul e animo-me, apesar do cansaço. Percorro a Rue Suger até encontrar a Place Saint-André des Arts e logo depois a Place Saint-Michel. Fico um bocadinho a admirar este domingo nas duas praças e atravesso a estrada para a Pont Saint-Michel. Ali está A Sena e ali está a Catedral de Notre Dame e ali está esta paisagem tão familiar de quase todos, mesmo daqueles que nunca aqui vieram. Peço a uma rapariga loira que me tire uma fotografia. Ela tira mas aconselha-me (deve ter sido por causa da máquina) a ‘faire attention aux pickpockets’. Rio-me e digo-lhe que sim, farei. Não é que faça, na verdade, quero dizer, não ando na rua a pensar que vou ser assaltada. Até hoje só fui assaltada uma vez e foi na minha própria cidade, dentro de um supermercado.
Deixo a rapariga e os seus conselhos e atravesso a ponte. Percorro os poucos metros que me separam da Notre Dame e constato que não há muitos turistas. Quase nenhuns, o que me agrada. Volto a atravessar para o outro lado, na Petit Pont, mesmo em frente à belíssima livraria Shakespeare & Company. Entro um bocadinho e ponho-me a folhear A Moveable Feast (em português Paris é uma Festa) do Hemingway, numa versão supostamente revista. Talvez o compre e o releia na língua em que foi escrito. Mas hoje não comprei nada, a não ser comida e um bilhete de cinema. Da livraria vou pela Rue Saint-Julien Le Pauvre, passo a igrejinha onde se concentram, à entrada, as pessoas que saem da missa e aprecio a calma de Paris, neste domingo com sol e céu azul. Mais à frente bebo um café na esplanada do San Severin, mesmo diante da igreja com o mesmo nome, e tenho mesmo que tirar o casaco, por causa do sol que me bate em cheio.

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Bilhete do Canadá – Que saudades que ele já tinha

Da sua submissa Luizinha, do seu lambe-botas Gaspar, do seu invertebrado Passos, do governo afinal manipulado pelo Portas salta-pocinhas. É o que se deduz das parangonas do jornal:

Schäuble diz que Portugal “estava a ser bem sucedido até entrar um novo governo” – Público

O homem que, em cadeira de rodas, vai a caminho duma derrota eleitoral no ano que vem, maila parceira Merkel, não podia dizer menos porque lhe está na massa do sangue o desejo desenfreado de mandar na casa dos outros, de espezinhar os povos dos outros países. Heil estafermo!

Resumidamente, uma besta será sempre uma besta

“Portugal estava a ser muito bem sucedido até entrar um novo governo, depois das eleições”, afirmou Wolfgang Schäuble, de acordo com a agência Bloomberg, citada pelo Observador. A falha do Governo foi desde logo, segundo o ministro alemão, “declarar que não iria respeitar os compromissos assumidos pelo anterior Governo”. [P]

Dado que o anterior governo não conseguiu colocar o défice nas metas a que se tinha proposto, tendo, na verdade, sucessivamente reescrito essas metas para parecer que as cumpria, só podemos concluir que sair do procedimento por défice excessivo, tal como, aparentemente, o governo de Costa vai conseguir, não é o caminho a seguir. [Read more…]

Camilo Lourenço ainda é levado a sério? O debate moderado por David Dinis.

camilo lourenço e david dinis

O Aventar soube, de fonte segura, que se aproxima um confronto mediático entre dois vultos do jornalismo económico nacional. Em causa estão as respectivas declarações, antagónicas, sobre a capacidade da DBRS ler correctamente a situação económico-financeira nacional, bem como a respectiva credibilidade como agência de rating. [Read more…]

Passos Coelho school of economics

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Em Abril, a propósito da intenção do governo de criar um veículo para lidar com o problema do crédito malparado, Pedro Passos Coelho reagiu assim:

A questão do crédito malparado não é uma questão urgente quando nós olhamos para a capacidade do sistema financeiro poder emprestar dinheiro à economia. Não há um problema do lado do financiamento à economia. Desse ponto de vista não é uma questão que seja maior e que nos imponha ações urgentes.

Portanto, no entender de Passos Coelho, o crédito malparado não é um problema urgente, o sistema financeiro tem dinheiro para emprestar e não existe qualquer necessidade de acções urgentes. [Read more…]

CETA Showdown

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Continuam a todo o vapor as negociações em Bruxelas para produzir “uma solução” de última hora para o CETA. Paul Magnette esteve ontem numa reunião de emergência com os Premiers das outras regiões e do governo central belga. Antes do início da mesma, Magnette afirmou que não toleraria um quarto ultimato, dizendo: “Já nos fizeram três ultimatos. Não toleraremos um quarto, venha ele de onde vier; caso isso aconteça, suspenderemos as negociações (…)”. E, desta vez, um porta-voz da comissão anunciou que as conversações decorrem sem ultimatos nem prazos, pois “a Bélgica está a procurar a sua posição, o que a comissão respeita”.

Após as seis horas de ontem, as conversações continuam hoje, quarta-feira, a partir das 8 horas da manhã. Entretanto, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou ter muitas dúvidas quanto à possibilidade de assinatura do CETA na próxima quinta-feira, mas afirmou estar convicto de que isso acontecerá dentro de duas semanas. E Justin Trudeau não vai, como era previsto, discursar hoje no parlamento europeu em Estrasburgo.

Nestes últimos dias, parecemos coelhos estáticos, encandeados pelos holofotes de um espectáculo que tem tudo, mas tudo, a ver connosco.

Gozar Portugal a sério

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Primeiro pensei que fosse uma brincadeira da Uma Página Numa Rede Social. Um gráfico destes só podia ser gozo. Depois li o texto até ao fim e descobri que este gráfico não só existia como até figurava no Documento de Estratégia Orçamental do governo PSD/CDS-PP. Entre um delírio destes e a previsão de colocar Portugal entre as 10 economias mais competitivas do mundo, venha o Diabo – ele bem avisou que o gajo ia andar aí – e escolha.

#gozarPortugalaserio

A estratégia de um perdedor

Rui Naldinho

Se o domínio presencial do PSD no comentário político das televisões em sinal aberto me faz alguma confusão, pela intoxicação permanente do público sem qualquer contraditório da outra parte, no caso da blogosfera, onde existe o “livre arbítrio”, não vejo que perigo possa existir em veicularem-se opiniões de forma sistemática, a favor ou contra uma ou mais entidades, desde que elas não promovam o terrorismo, o tráfico sexual, pedofilia, tudo coisas condenadas pela Lei.

Há dezenas de blogs para todos os gostos e feitios! Cada um lê o que quer, e interage como quiser. Criar um blog não é assim uma tarefa que exija mundos e fundos. Além disso a direita tem vários blogs que não fazem outra coisa senão pura propaganda politica.

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Lettres de Paris #1

I guess this is my lucky day

Esta carta começa antes de Paris. Em Amsterdão, onde dormi até quase às 10 da manhã, tranquilamente, junto ao Amstel e à Magere Brug. As senhoras da receção hoje parecem-me mais simpáticas, sobretudo depois do pequeno almoço, quando me dizem que arranjaram um homem forte para me carregar a mala. De facto, o rapaz era gigante e louro e carregou-me a mala pelas escadas abaixo sem um ai nem um ui. Deduzi, portanto, que as senhoras da receção teriam razão. Apanhei um táxi para a estação, mas afinal fui até ao aeroporto de Schiphol com ele. Fez-me um preço camarada, um pouco mais caro do que custaria o bilhete de comboio e a corrida até Amsterdam Centraal.
 
Cheguei ao aeroporto, apesar de ter já feito o check in online com bastante antecedência. O peso da mala preocupava-me. Efetivamente, os mesmos 25 quilos com que saí de Lisboa. A menina do drop off informou-me que teria de pagar uma exorbitância (nem vos digo quanto, por vergonha) pelos dois quilos a mais. Disse-me que fosse ao cashier da KLM pagar a exorbitância. A mala ficou com ela, para meu alívio. Quando cheguei ao balcão do cashier, ia danada comigo mesma e com os dois quilos a mais e com a exorbitância. O homem estende-me um novo cartão de embarque e diz que não tenho de pagar nada. Surpreendo-me. E ele diz que no ‘sistema’ (whatever that means) estão registados ‘apenas’ 23 quilos. Eu digo que não é possível, que a menina do drop off me mandou ir ali pagar. Ele insiste que está tudo em ordem. Eu repito que tenho de regressar à menina com o comprovativo do pagamento. O homem consulta uma senhora alta e loira que deve ser a chefe. Ela diz que não me preocupe, que o que está registado no ‘sistema’ é que conta. Acompanha-me à menina do drop off. Confirma-se que apenas registou 23 quilos. Diz que o erro foi dela. A chefe diz-me que vá para as portas de embarque e não me preocupe. Eu agradeço-lhe e digo ‘I guess it is my lucky day’. Ela ri-se e deseja-me boa viagem. Eu penso ‘bendito sistema’ que me fez poupar uma exorbitância.
 

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Miguel Abrantes? Bloggers da corda? Tudo amadores. Sejam bem-vindos à Trofa!

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O concelho da Trofa celebra a sua maioridade a 19 de Novembro. Apesar da sua curta existência, é já um dos concelhos mais endividados do país, algo que decorre de 11 anos de gestão do PSD local, que até arranjou umas estradas e fez chegar saneamento a grande parte do concelho, mas que destruiu por completo a contas do jovem concelho, enquanto protagonizava episódios bizarros, de onde destaco as várias obras cujos concursos públicos foram abertos com a obra já concluída. Este caso até chegou a tribunal mas, como é habitual, não se passou nada. Quem nunca abriu um concurso público para uma obra que já estava feita, que atire a primeira pedra. [Read more…]

Crónica do Rochedo IX – De Maria Leal a Umberto Eco

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Um dos humoristas que mais aprecio é o Rui Unas. O seu último projecto chama-se “Maluco Beleza”. Sempre que posso passo pelo seu canal na net ou pelo facebook para assistir às entrevistas (gostei especialmente da entrevista ao Luís Franco Basto). Ontem, tropecei na da Maria Leal.

Obviamente, vi no facebook a sua famosa actuação no programa do Goucha e da Cristina. Como muitos outros, fui invadido pelo mais puro espanto, seguida da mais franca sessão de gargalhadas e terminando num genuíno sentimento de vergonha alheia. E por aqui me fiquei. Fui assistindo, já sem grande espanto e com a possível saudável distância ao histerismo das redes sobre o tema. Até ontem.

O ódio destilado sem qualquer freio por boa parte dos internautas que participavam em directo nas redes ao programa é inenarrável. Desde insultos, passando por desejos que a senhora morra e terminando em tentativas de enxovalho pelo facto da senhora dar calinadas de português ao mesmo tempo que esses mesmos escreviam num português de fugir. Porquê? A sério, porquê?

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Afinal, parece que o Governo vai repor as consoantes em falta no OE2017

Segundo o Público, «Governo, afinal, entregará mais tarde a informação em falta no OE». Óptimo: convém melhorar o OE2017.