Não compreendo a inexistência de uma auditoria externa às contas do Banif. Não me interpretem mal, não é a rejeição por parte do parlamento que eu não compreendo. O que não entendo é como um procedimento desses de auditoria não é automático e compulsivo, depois da resolução do banco em que se usou dinheiro dos contribuintes. Não sei o que é que uma decisão deste tipo serve, mas não serve o interesse público.
O que aconteceu no Banif é de tal forma sombrio que exige esclarecimento cabal e urgente. Não me interessa a politiquice, nem o tradicional sacudir de culpas entre partidos. Mas interessa-me saber exatamente o que aconteceu: se houve desleixo, se houve gestão política do dossier, como é que um banco não sistémico precisa de perto de 3000 milhões de euros, como pode esse banco ser vendido por 150 milhões de euros, qual o papel do anterior Governo, qual o papel do atual Governo, qual o papel do Banco de Portugal e da Comissão Europeia. Exige-se total transparência. Qualquer outra coisa é inaceitável.
Quando se usa dinheiro dos contribuintes o procedimento de auditoria externa e independente não deveria ser alvo de decisão política, mas antes deveria ser um procedimento obrigatório.


















Foto: AFP









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