To a god unknown


Joana Espadinha, do álbum Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come In The Form You’re Expecting (Sintoma Records, 2013)

Outras opiniões

Coloquei 3 questões ao professor José Manuel Faria, ex-militante do B.E. e actualmente próximo do Livre, blogger que costumo ler no Ruptura Vizela. As respostas são da sua inteira responsabilidade.

-Saiu do Bloco de Esquerda e aproximou-se no Livre de Rui Tavares. Muitas pessoas olham para Rui Tavares como alguém que à semelhança de Marinho e Pinto, usou um partido, neste caso o BE, onde o caro José Manuel militava, como barriga de aluguer, servindo como trampolim para voos mais altos, aparecendo agora como líder partidário. Isso não o incomoda?

-O Rui Tavares foi convidado pelo BE para integrar como independente a lista às europeias na posição 3. Nos lugares cimeiros, o Miguel e a Marisa, bons candidatos e, com forte possibilidade de eleição ( o BE estava em crescendo) eram as previsíveis apostas . A posição do Rui é daquelas que se oferecem a quem pode captar imensos votos (mais/valia) à espera de um “milagre” e foi o que aconteceu. Participou por convite do BE: atitude cívica sem filmes. [Read more…]

Viva a República

O Pedro Manuel:

«a encarnação do “último homem” de Nietzsche (…), um homem pós-histórico (…), homem anónimo (…) sem substância (…), representante perfeito da pequena burguesia planetária que herdou o Mundo» para levar a Humanidade «ao encontro da sua destruição». António Guerreiro, genial como sempre, no Ípsilon/Público de anteontem.

Negócios da China

Honk Kong

Numa altura em que ocidente democrático se insurge contra barbaridades variadas perpetradas por russos e árabes (só alguns claro, a Arábia Saudita, por exemplo, continua a ser uma excepção e um exemplo de respeito pelos direitos humanos), Portugal continua de portas escancaradas para o investimento dessa nação plural que é a República Popular da China. E se dúvidas restassem quanto ao grau de abertura e respeito pelos valores ocidentais que supostamente defendemos, a vice-ministra chinesa Xu Lin esclareceu-as por completo na sua recente visita a Portugal para integrar um painel da uma conferência organizada pela Associação Europeia de Estudos Chineses na Universidade do Minho. Foi um belo momento de convivência democrática.

[Read more…]

Liberdade e Capitalismo…

Nos tempos do maior criminoso da História da humanidade, capaz de suplantar em número de troféus vítimas, carniceiros como Joseph Stalin ou Adolf Hitler juntos, nasceu em Hangzhou, China, quando a revolução cultural estava no auge sob a liderança do pérfido Mao Tsé-Tung, um rapaz pobre, que actualmente conhecemos por Jack Ma.

A visita de Nixon à sua cidade natal levou hordas de turistas, atraídos pela rara beleza natural do lugar, com os quais o pequeno Jack (alcunha que um turista incapaz de pronunciar o seu nome, lhe atribuiu e que haveria de acompanhar Ma Yun até ao presente) conviveu, levando-o a aprender inglês o que mudaria a sua vida para sempre.
Vítima da política isolacionista, algo comum às ditaduras, não importa a ideologia, é manter o povo na ignorância, Jack Ma influenciado pela cultura ocidental, começou por fundar algo parecido com as páginas amarelas, com o apoio de colegas da faculdade, à qual apenas conseguiu entrar à 3ª tentativa, não é filho de dirigentes do Partido ou tem origem em famílias ricas tradicionais, fundou algo parecido com a Amazon, ou e-bay. Entrou recentemente na bolsa em Wall Street, com uma cotação inicial próxima do Facebook.
Pesquisem o que entenderem sobre a Alibaba, que não irão encontrar funcionários a trabalhar e dormir em turnos parecidos com submarinos em cenário de guerra, ou algo do género. Ao invés, irão encontrar instalações que nos habituámos a ver em Silicon Valley, com funcionários motivados. Para Jack Ma, os clientes estão em 1º lugar, os funcionários vêm em seguida e depois os accionistas, todos eles de grande importância, pois a falha em qualquer destes 3 vórtices implica o colapso.
A Alibaba também não é capitalizada pelo governo chinês, embora esteja obrigada a respeitar Leis e regulamentos, não muito diferentes de outros países no mundo, basta estar atento ao dossier Wikileaks, para perceber o envolvimento das agências governamentais na Google e outras empresa tecnológicas…
Aos detractores do capitalismo, crentes em economias planificadas, este exemplo mostra como é possível criar valor, melhorando a vida das pessoas, quando existe Liberdade. Empreendedores, pessoas visionárias, nascem em qualquer lugar, uns serão bem sucedidos, outros nem tanto. O que jamais terá sucesso será um burocrata financiado, obrigado a cumprir um qualquer obscuro caderno de encargos, apenas porque algures alguém decidiu que sim.
No fundamental, será isto que nos divide. E dividirá para sempre. Mesmo que algumas inovações estejam destinadas a fracassar, ou que o sucesso imediato de alguns não se confirme, serão sempre a busca do lucro e sucesso os motores do génio e criativiadade humanos…

Cratenstein

Nuno Crato, qual Victor Frankenstein em versão imbecil, não consegue enfrentar o monstro que criou. Mas também não quer. Em vez de ficar horrorizado com o resultado da sua obra, como aconteceu com o original, justifica-a, desculpa-a e, no cúmulo da estupidez, insiste em elogiá-la.

Mas ele que se cuide, não vá a “Criatura” virar-se contra o criador e, como acontece na história de Mary Shelley, atacar-lhe a amada que, no caso de Crato, é a sua posição, o seu cargo, a sua glória efémera junto dos patetas. E, finalmente, exterminar o seu próprio “pai”.

Mentir é feio

Lula da Silva costuma dizer que governar bem é fazer o óbvio e o processo de colocação de professores é um daqueles que é tão simples que não é fácil entender de onde vem tanta confusão.

Como já antes escrevi, enquanto o concurso é nacional, corre tudo bem. Quando o Governo resolve introduzir outras variáveis no concurso, então está o caldo entornado.

A explicação é simples: para os concursos dos professores dos quadros, nas escolas “normais” o MEC faz uma lista (de graduação) em que entram apenas dois factores – nota de curso e o tempo de serviço. Simples e eficaz. Completamente aceite por toda a classe como o mecanismo mais eficaz de criar uma lista ordenada.

Quando chega à fase de escolher os professores contratados, Passos Coelho resolve inventar e introduz outras variáveis, nomeadamente nas candidaturas às escolas TEIP (“mais complicadas”) e às escolas com Autonomia (uma coisa que não existe).

E a prova de que o erro está no concurso “especial” resulta deste facto – o concurso dos professores dos quadros não deu erro e o concurso que colocou docentes a contrato nas escolas “normais” está fechado também sem erros.

Só há erros onde Passos Coelho resolveu inventar.

Perante o erro, há duas semanas atrás no Parlamento, um personagem de quem me recuso a dizer o nome, pediu desculpas e acrescentou duas afirmações mais: vamos corrigir o erro e nenhum professor será prejudicado.

Pois, está visto como são sentidas e honestas as palavras dos homens de confiança de Passos Coelho.

E, se me permitem, esta reflexão vai direitinha para Pedro Passos Coelho uma vez que não há Ministro da Educação:

– a Joana é uma mulher com 30 anos. Tem um filho com 5 e vive em Espinho. Foi colocada na Amadora. Tirou o filho do Jardim de Infância aqui no Norte e rumou a sul, montou uma casa nova e começou a dar aulas na sua nova escola. O filhote teve que se adaptar a uma nova realidade. Hoje, a mãe do Pedro, a Joana, foi chamada à Direção: és o elo mais fraco. Estás despedida.

Sabe, senhor Primeiro Ministro, o que eu estimo é o que lhe desejo. Espero que os seus filhos ou os seus netos possam sentir o mesmo que está a sentir o Pedro. E, já agora, aos seus desejo o mesmo que o senhor desejou à Joana.

Dia Mundial do Animal

dia_mundial_animalMas não esqueçam: o mau trato a animais é crime!

Educação em estado de Citius

A justiça entrou no PC e não saiu?

Não há crise, suspende-se.

No caso dos Profs, saiu quem não devia?

Não há crise, anule-se!

A incompetência que ministra este governo

incompetencia

Houve uma altura em que pensei que este governo fosse maquiavélico ao ponto de nos querer lixar, fazendo-o com uma estratégia de aparente incompetência. Hoje tenho a certeza que nos quer lixar mas que, simultaneamente, é incompetente. Vejamos apenas três exemplos. [Read more…]

Estranha forma de afrontação do poder

Submarino

Pedro Passos Coelho, líder dos ministros coitadinhos que pedem desculpa e mais recente Calimero da política portuguesa, tem apostado no discurso do homem vertical que está debaixo de fogo porque afrontou interesses poderosos. À parte do banqueiro Salgado, e apenas após este ter caído em desgraça, não se conhecem ainda esses poderosos interesses que o rapaz da Tecnoforma afrontou. A menos que queiramos assumir como real o discurso de alguns radicais de direita que catalogam os sindicatos como interesses poderosos da sociedade portuguesa. Terão o seu poder mas, tanto quanto se sabe, ainda não chamam boys do PSD ou do PS para os seus conselhos de administração, não influenciam a legislação nem beneficiam de prescrições milionárias em regime de total impunidade.

Posto isto é interessante ver a postura dos partidos da maioria na aparente recta final do mediático e polémico caso dos submarinos. Há duas semanas, os deputados da maioria, na habitual defesa dos seus interesses pessoais e partidários, decidiram chumbar a vinda de Paulo Portas à comissão de inquérito por considerarem a sua presença “desnecessária”. Já na Quarta-feira ficamos a saber que, no entender de PSD e CDS, os trabalhos da comissão de inquérito que investiga a aquisição de equipamentos militares como os submarinos ou os blindados Pandur estão terminados. Isto apesar de, segundo revelou o jornal Público, se estar mais perto do que nunca de descobrir o destino final dos 30 milhões pagos pelos alemães à ESCOM. Sabemos pelos jornais que uma parte acabou dividida entre os pobrezinhos da Comporta. Mas diz-se por ai que houve mais alguém a receber uns milhões. Terá sido o irrevogável? [Read more…]

Sem sistema

Do famigerado Citius nem vale a pena falar (sobretudo depois da compilação de asneiras que o A. F. Nabais aqui deixou há dias), mas na última semana também encontrei um centro de saúde sem sistema informático e agora mesmo um arquivo de identificação civil que substituiu o sofisticado sistema de distribuição de senhas por uma artesanal folha A4 com um conselho de outros tempos: “Pergunte quem é o último.”

Antigamente os sinais do apocalipse poderiam ser pragas de insectos, água que se convertia em sangue, estranhos sinais nos céus. Hoje em dia é ouvir repetidamente, nos sítios mais insuspeitos, a resposta “não posso fazer nada, estou sem sistema”.

Lembram-se de quando se dizia (também) aos informáticos para saírem da sua zona de conforto? Pois é.

Rescrever a História? – II

-O assunto nem merece toda esta polémica que se levantou à volta dos bustos. Mas estão porque não retirar os quadros de todos os Presidentes da República que estão expostos no Palácio de Belém. Durante 40 anos ninguém levantou a questão. Nestes 40 anos em sucessivas audiencias aos diversos P.R. terão passado extremistas e radicais durante o PREC, enquanto líderes de oposição Álvaro Cunhal, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã entre outros. Quando este programa foi para o ar na RTP, ocupava o Palácio de Belém como chefe de Estado, Mário Soares. Será ele também um perigoso revisionista que pretende branquear o passado? Os quadros podem ficar expostos em Belém, mas os bustos em S.Bento já são intoleráveis? Porquê agora, passados 40 anos? Ou tem apenas a ver com o momento político e querem à força arranjar mais uma disputa ideológica?

Peninsulares

Iberian_peninsulaOnde, na Europa, um parlamento expõe bustos dos seus ditadores do séc. XX? na Alemanha ou em França, países com legislação anti-revisionista, que têm metido na cadeia os que tentam branquear a História?

Imaginam vária imprensa e imensos blogues a glorificarem um criminoso de guerra e terrorista confesso por altura do seu falecimento nesses dois países, ou numa Bélgica ou Holanda?

Estão a ver os partidos de um governo na defesa da “memória” de um Hitler (que até foi eleito), das estátuas de Estaline ou pregando por Petain?

Neste canto da Europa, o ibérico, também a desgraça nos une. O governo espanhol e o português juntam-se na mesma mistificação, são governos  sabonete, lavam e ainda perfumam. Somos o canto das ditaduras que não soubemos extirpar, uns trocaram a democracia pela desonra dos seus milhares de heróis assassinados pelo bárbaro Franco, nós deixámos que lentamente o Estado Novo seja visto com a brandura habitual proclamada pelos seus herdeiros.

Somos a vergonha da Europa.

Bustos

Já cá faltavam as boas almas a desancarem o PCP, os Verdes e o BE pela oposição que aqueles partidos manifestaram à presença dos bustos dos “presidentes” nomeados por Salazar na exposição da Assembleia da República. Pois eu subscrevo o protesto daqueles deputados. E isso não tem nada a ver com o “apagar da história” com que tanto se preocupam alguns.

Deixando de lado o facto de a exposição de bustos ter sempre associada a ideia de homenagem – dou de barato que não será esse o caso – a questão é de saber se o tempo que vivemos é a 2ª ou a 3ª República, ou seja, se o período fascista foi uma fase da República Portuguesa. Se esse regime se plasma numa “res-publica”, coisa do povo, coisa pública. Na minha modesta opinião, não. Logo, é totalmente desadequado classificar os três títeres fascistas como “presidentes da república”, já que tal república não existia. Não podemos ficar reféns da dicotomia república-monarquia. Diria mesmo, talvez para escândalo de alguns, que a monarquia constitucional em Portugal teve momentos mais próximos dos valores republicanos que o Salazarismo.

Intenção

Quem já pegou num livro de psicologia ou, mais simples ainda, quem teve um puto a jogar à bola dentro de casa sabe que as coisas se partem por obra e graça do espírito santo. “Partiu-se”, “Não fui eu”…

Tenho pensado muito nisto quando vejo no poder pessoas como Nuno Crato ou como a Paula Teixeira da Cruz. A existência de um erro isolado é algo absolutamente natural e, em alguma medida, compreensível. Mas, um olhar atento para a matriz desta governação permite perceber que estamos longe de encontrar um acto isolado. Até parece que há uma intenção deliberada de destruir tudo o que é serviço público.

São os concursos de professores, aliado ao aumento do número de alunos por turma e ao investimento no ensino privado.

É a Ministra Paula Teixeira da Cruz que resolveu meter um pilar da democracia e do estado de direito dentro de um computador avariado.

São os laranjinhas da UGT que assinaram um acordo com o governo que retira dinheiro à segurança social para pagar o aumento do salário mínimo.

Educação. Justiça. Segurança Social.

Podia trazer aqui outras dimensões, mas penso que estas referências são suficientes para que, pelo menos, se questione o governo: incompetência ou intenção?

 

Explicação aos Músicos

Hoje, no Dia Mundial da Música, acompanhamos as notícias que dão conta das políticas insensíveis e boçais de que são vítimas os Conservatórios deste país. E se a proximidade e os afectos me fazem lamentar, desde logo, a situação no Conservatório de Coimbra, o que vejo e ouço faz-me solidário com todos os que sofrem idênticos ataques. Um governo que, ostentando a perversidade dos estúpidos aliada à persistência bronca dos obcecados, nem sequer consegue fingir a ilustração com que outras direitas poliam os seus desvarios, levanta-nos a inevitável pergunta sobre as razões de tanta cegueira. O Vate, da lonjura dos tempos, explica-nos:

O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, conjuras e rapinas.
(William Shakespeare)

É o caso.

CITIUS – Lentius Parvius Debilius

A realidade é cruel, chega mesmo a ser sádica. CITIUS é o nome que designa o portal da Justiça em Portugal e tem-se tornado célebre pelas piores razões, que o mesmo é dizer pelas razões do costume: a incompetência de um governo incapaz de organizar um jantar de grupo que seja.

Curiosamente, ó coincidência cruel!, a mesma palavra faz parte do lema olímpico “Citius, Altius, Fortius”, ou seja, ‘Mais rápido, Mais Alto, Mais Forte’. Ora, é muito feio fazer publicidade enganosa, pelo que faria sentido alterar o nome do portal para “Lentius” ‘Mais lento’. Pensando melhor, talvez “Quietus” fosse mais rigoroso, como poderá perceber qualquer leitor, mesmo pouco versado em latim.

Paula Teixeira da Cruz, alegadamente ministra da Justiça, manifestou, recentemente, o orgulho por ter realizado a maior reforma dos últimos duzentos anos, o que é o mesmo que obrigar um idoso a subir uma grande escadaria de quatro em quatro degraus.

A dita reforma comemora hoje um mês, tal como o ano lectivo que, tal como há um ano, não pára de começar, com consequências negativas para os mexilhões, como é costume: entre novos e velhos, ninguém escapa.

A seguir, ficam algumas ligações que ilustram as virtudes da maior reforma dos últimos duzentos anos. Divirtam-se, se puderem. [Read more…]

Rescrever a História?

-O Estado Novo existiu. É um tempo Histórico que ninguém deseja ver repetido, mas também não deve ser esquecido. Muito menos apagado como se entre 1926 e 1974 ninguém tivesse exercido o cargo de Presidente da República em Portugal. Ou não se realizaria uma exposição e parece-me duvidoso que a presença de 3 personagens o justifique, ou se vamos pelo carácter provavelmente alguns dos políticos da 1ª república talvez merecessem um escrutínio mais apertado. Isto para não ir mais longe, porque se abrirmos a caixa de Pandora acabamos a retirar as estátuas do Marquês de Pombal. Tenham juízo. Apagar imagens e rescrever História é prática de regimes totalitários, não de Democracias.

À escolha do freguês

Acompanhar a abertura de cada um dos anos letivos deste governo é quase tão interessante como seguir a casa dos segredos ou as conferências de imprensa do Flopetegui. E, não fosse o pequeno detalhe de ainda estarem uns milhares de alunos sem aulas, até daria para rir.

O número de alunos por turma subiu até níveis completamente insuportáveis e com claro prejuízo para todos, em especial para os alunos com mais dificuldades, a quem se torna quase impossível dar qualquer tipo de ajuda extra.

E, o mais interessante é que no primeiro dia do mês de outubro os professores continuam sem saber o resultado de parte importante dos seus concursos. Houve imensas trapalhadas com a colocação dos docentes dos quadros, nomeadamente permitindo a gente com menor graduação obter uma colocação melhor, mas enfim…

Agora, no caso dos docentes contratados, o nó parece impossível de desfazer – duas semanas para corrigir uma fórmula matemática?

Nos últimos dias chegou à caixa de mail dos professores uma mensagem que ilustra a confusão do processo. Diz a administração que

nessa data, deverá (o professor) então exercer a sua preferência, aceitando o horário que melhor se ajustar à sua pretensão, sendo que ambos serão considerados horários anuais para todos os efeitos.

[Read more…]

A máquina do poder

bigcapa-maquina-poder

Interessante leitura, trazida pela Esfera dos Livros.

Imigrantes a mais?

Um dos blogues associados ao diário espanhol El País, o Café Steiner, destaca hoje um gráfico publicado no estudo anual sobre a opinião pública “Transatlantic Trends” (edição de 2014), particularmente interessante no que diz respeito à questão da imigração. O gráfico mostra a resposta obtida em vários países da União Europeia, na Rússia e nos EUA à pergunta: “Acha que há demasiados imigrantes no seu país?”.

O que torna as respostas ainda mais interessantes é o facto de surgirem divididas em dois grupos. Um primeiro grupo, assinalado a cinzento claro, a quem foram indicados os números reais da imigração antes de serem convidados a responder, e um segundo grupo, a cinzento escuro, a quem não foi dada nenhuma informação. Isto é, enquanto o primeiro grupo avalia dados reais, o segundo pronuncia-se sobre uma percepção. E as diferenças são flagrantes.

[Read more…]

FMI baralha e torna a dar

ponto2

O relatório de Outono do FMI, essa samaritana instituição que nos salvou das maleitas do socratismo destrutivo e que nos emprestou umas coroas a troco de uns “ajustamentos” temperados com austeridade em doses industriais, vem agora dizer-nos que o caminho para tirar a economia da crise passa por investimento estatal em infraestruturas públicas. Ou se preferirem, em português neoliberal, despesismo.

[Read more…]

Fatos, fatos, fatos: muitos, muitos fatos

 "Any minute now I’m expecting all hell to break loose"
Bob DylanThings Have Changed

António Costa aceitou o desafio do jornal Observador, respondeu às perguntas do Political Compass e, aparentemente, não terá pestanejado quando leu esta tradução de “It’s a sad reflection on our society that something as basic as drinking water is now a bottled, branded consumer product”:

O fato de a água que bebemos ser um produto de consumo de marca e engarrafado é um triste reflexo da sociedade em que vivemos.

Aliás, este “fato de a água” nem sequer é uma tradução: é o produto de uma deturpação da versão portuguesa, criada pelo Público:

O facto de a água que bebemos ser um produto de consumo de marca e engarrafado é um triste reflexo da sociedade em que vivemos.

Sim, o problema é grave. Efectivamente, este fato é um triste reflexo da sociedade em que vivemos. Considerando a gravidade do problema, prometo aos leitores do Aventar alguns meses de descanso sobre este assunto.

Em 21 de Março de 2013 (ou seja, há cerca de ano e meio), o ILTEC pronunciou-se nos seguintes termos [Read more…]

Sítios Onde Não Vais de Carro (III)

Tecnoforma: Passos “inocentado” em 48 horas

PGR terá averiguado e emitido despacho em apenas dois dias. Jornal Público prossegue a investigação.

“Como é que imaginas o funeral dos teus pais?”

Publicidade moderna é aqui:
fidelidade_seguros

Um povo com «os pés frios dentro da cabeça»

«Saiu-me um político nos corn-flakes. Um político que eu já tinha. Perguntei aos colegas lá na cantina se não tinham nenhum político repetido para a troca, mas descobri que todos eles já tinham governo formado. Cada governo dava direito a um povo. Havia colegas meus que até já tinham vários povos e estavam a formar confederações e uniões. Um tipo que trabalha no aprovisionamento ainda me propôs um presidente para a troca. Mas para que preciso eu de um presidente se quando me saír um militar os invado a todos?!»

– António Pocinho, «o mistério da defesa», in Os pés frios dentro da cabeça, Fenda 1999

Portugal reloaded

brigadaSob a égide dos antigos líderes Mário Soares, Almeida Santos, Jorge Sampaio, Ferro Rodrigues e José Socrates, ou figurões como Manuel Alegre, António Costa chegou ontem à liderança do PS.

De regresso ao palco mediático poderão estar canastrões ilustres políticos como Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Mário Lino, Jorge Lacão, José Lello, Alberto Costa ou Vieira da Silva, sem esquecer os paus para toda a obra promissores Marcos Perestrello ou o sempre voluntarioso keynesiano de serviço, que almejará ser um sucedâneo à altura de Carlos Moedas, João Galamba, verdadeira estrela em ascenção no partido desde que o ex-primeiro ministro e estudante em Paris o incluiu na lista de deputados ao abrigo de quotas, pelo desempenho demonstrado em blogues que distintamente bajularam o querido líder o serviram.

Perante tão valioso plantel e face ao descrédito que o actual governo almejou, é caso para pensar que o PS regressará em breve, a troika será um pouco mais tarde…