Garcia Pereira e o PCTP/MRPP

A reacção de Garcia Pereira à sua saída do PCTP/MRPP depois das declarações e actos por parte daquele que ele considerava como “um verdadeiro Amigo e até como um Pai”.

“Dezoito meses e milhentas calúnias depois de me ter visto forçado a apresentar a demissão do Partido onde militei durante mais de 40 anos, entendi ter chegado o momento de quebrar o silêncio que, desde então, impusera a mim próprio.” (António Garcia Pereira)

O meu silêncio

CDS-PP: não se passa nada.

 

Submarinos, Paulo Portas, Escom, contrapartidas, Jacinto Leite Capelo Rego e BES. Não se passa nada.

Portucale, Telmo Correia, Herdade da Comporta, despacho de última hora, abate de sobreiros, Abel Pinheiro e BES. Não se passa nada.

Casino de Lisboa, Telmo Correia, Estoril-Sol, despacho de última hora, Abel Pinheiro, Paulo Portas e uma tal de “coisa”. Não se passa nada.

Helicópteros, Paulo Portas, 60 mil cópias de documentos, contrato tóxico e BES. Não se passa nada.

Apesar da presença assídua de Telmo Correia, Abel Pinheiro e dos famosos despachos de última hora, dois nomes sobressaem entre os restantes: Paulo Portas e BES. E era isto que vos vinha cá dizer. Não admira que este vídeo incomode tanta gente no Largo do Caldas. E na Comporta. Mas não se passa nada.

via Uma Página Numa Rede Social

 

Parolos pos-modernaços

Exposição de carros no Museu dos Coches! Prafrentex, man ! Bué radical etc e tal. Para sensibilizar a malta, afirmam.
O que se segue? Exposição de molduras digitais – em 4k! – no Museu de Arte Antiga? E que tal uma mostra de cozinha gourmet no Museu de Arte Moderna? Ou talvez uma versão de disc-jockey da Traviata no S. Carlos. Não faltam possibilidades. Até que alguém vos pare, parolos pos-modernaços.

Social media’s Black Mirror

Caso prefira uma série de ficção, sugiro esta.

Ri-te agora, Passos

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa@Expresso

Este é Pedro Passos Coelho, o deputado que, segundo o Expresso, chorou de rir na estreia de Mário Centeno. Na imagem, também do Expresso, podem efectivamente vê-lo a rir, com aquele ar maroto de Diácono Remédios, secundado por dois outros deputados, também eles a esboçar um sorriso, que o Centeno era (e é) um tipo extremamente engraçado.

Suspeito, porém, que os motivos para sorrir comecem a ser cada vez menos. Disseram-nos que o fim só não estava próximo porque a experiência não duraria um mês, depois dois, meio ano, um Orçamento de Estado, mas o tempo passou e a profecia não se cumpriu. Afinal o fim estava mesmo próximo e o destino que nos esperava estava algures entre a Venezuela e a Coreia do Norte, controlado por perigosos comunistas e bloquistas que afugentariam todo e qualquer investidor. Que fariam o desemprego disparar. Que fariam o défice disparar. Que deixariam a economia de tal forma arrasada que o único cenário possível seria um novo resgate. [Read more…]

Já não se fazem palestinianos como antigamente

Longe vão os tempos em que tudo o que era americano era para abater. Ontem, Donald Trump conseguiu a proeza de ter uma tarja de boas-vindas à entrada da Cisjordânia, a referir-se ao troglodita como um homem de paz. Está tudo doido.

Foto: Mandel Ngan/AFP

Francisco não merecia

Parece uma família a caminho de um funeral, que leva consigo um pateta alegre, e sem querer acaba no Vaticano. Na verdade é uma família de trafulhas, Nepotismo é o seu nome do meio, e representam grande parte daquilo que este Papa vem combatendo. Francisco é boa pessoa e não merecia isto. A cara dele diz tudo.

Frase do dia (de ontem)

Por uma vez, não pensou mal” (Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o elogio de Schaüble a Mário Centeno)

Quando os papéis se invertem

via Uma Página Numa Rede Social

Para acabar o dia, e a propósito da troca de presentes entre o Papa Francisco e Trump.
Durante séculos, a Igreja foi considerada um dos maiores entraves à evolução da Ciência. Há mesmo quem diga que o estado actual da ciência poderia estar cerca de cem anos mais avançado, se não tivesse existido a repressão que a Igreja Católica aplicou, na Idade Média, sobre cientistas cujas descobertas contestavam os dogmas teológicos.
Pois bem, avançamos até ao presente e estamos no século XXI. Hoje, vimos a Igreja a posicionar-se ao lado da ciência, quando o Papa Francisco entregou a Trump uma carta de consciencialização para as alterações climáticas resultantes da poluição humana.
Reparem bem no insólito: o líder de um dos países mais avançados do planeta Terra, uma pessoa que deveria ter a capacidade intelectual para compreender a importância deste tema e que tem ao seu dispor recursos científicos quase infinitos, este homem teve de ser chamado à razão por um líder religioso, precisamente, num tema de natureza exclusivamente científica.
Hoje, um sacerdote indicou a um governante que a nossa existência neste planeta está em risco, não por intervenção divina, mas por irresponsabilidade grosseira e ignorância humana.
Dá que pensar, não dá?

Imagem via Osservatore Romano/Handout/Reuters@Exame.com

A propósito dos dias de hoje 

E do dia de hoje, em particular, uma história com alto patrocínio no domínio das recomendações.

Say ‘cheese!’

© Evan Vucci / AFP – Getty Images

Menos carruagens nos comboios da linha de Sintra

O número de comboios mantém-se, já que os horários não foram alterados. Mas os comboios parecem “mais curtos”, o que deverá estar relacionando com o encostar de carruagens que deviam ter feito a revisão de meia vida e não a fizeram. É um problema que este governo tem que resolver, nomeadamente pela reversão dos cortes introduzidos por Sérgio Monteiro, secretário de Estado da tutela no anterior governo.

A CP, actualmente liderada por Manuel Queiró, porém, decidiu “encostá-las” (expressão usada na gira ferroviária) porque tal implicaria um investimento de um milhão de euros para cada uma. Dois anos antes, o PET (Plano Estratégico dos Transportes) apresentado pelo então secretário de Estado da tutela, Sérgio Monteiro, reduzira a oferta de transportes públicos no âmbito do processo de ajustamento da troika, pelo que parte do material circulante deixou de ser necessário. [Público]

Fica a nota para os saudosos do anterior governo e para os entusiastas do presente executivo.

Quanto aos comboios compostos por carruagens de dois pisos, que também fazem serviço suburbano na linha de Sintra, estão sempre mais lotados do que os correspondentes compostos por carruagens de um piso. Possivelmente, terão menos capacidade. Mas, mesmo que não seja o caso, há uma enorme diferença entre os dois tipos de carruagens. Nas de dois pisos, os passageiros viajam em pé nas escadas, onde não existem suportes para se segurarem. É uma questão de tempo até alguém cair devido a uma redução de velocidade.

A prepotência da Comissão Europeia à vista

A Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) é o único mecanismo que abre aos cidadão europeus uma frincha para uma ligeiríssima intervenção directa nas políticas europeias. Ligeiríssima porque a Comissão Europeia (o órgão executor da UE) não é obrigada a seguir as reivindicações dos cidadãos, podendo decidir o que a sua excelsa vontade por bem achar. Mas enfim, tem de se dar ao trabalho de dar uma resposta mais ou menos cabal; e o Parlamento Europeu sente-se um bocadinho pressionado. O reconhecimento de uma ICE requer o cumprimento de vários requisitos, o primeiro dos quais é a aceitação, pela Comissão, do registo da dita ICE.

Em Julho de 2014, a Plataforma Europeia STOP TTIP (reunindo mais de 500 associações de todos os estados-membros) solicitou à Comissão Europeia (CE) o registo de uma ICE intitulada “Stop TTIP”. Nessa proposta, os cidadãos pediam à CE que recomendasse ao Conselho a revogação do mandato que este lhe tinha outorgado para negociar o TTIP (acordo de comércio e investimento com os EUA) e que se abstivesse de celebrar o CETA (idêntico acordo com o Canadá).

Inesperadamente, em Setembro de 2014, a CE sai-se com uma justificação formal e dúbia para negar liminarmente o registo da ICE: um mandato de negociação não é um “acto legal” que possa ser objecto de uma ICE. [Read more…]

O eixo do mal

Não confundir com o (excelente) Eixo do Mal da SIC Notícias. Este é literalmente um eixo do mal. Até uma espécie de bola de cristal os gajos têm. Aposto que a seguir foram dar umas chicotadas juntos, para celebrar a assinatura de mais um contrato de armamento, desta feita no valor de 110 mil milhões de dólares. Os carniceiros não são todos iguais e alguns a malta vai tolerando. Pelo menos enquanto houver petróleo, e estes têm que se fartam.

America first, Saudi Arabia second. It’s gonna be huuuuuge.

Hoje é lida a sentença do julgamento BPN

O caso BPN surge no âmbito da Operação Furacão.

A Operação Furacão investigou instituições financeiras e empresas de vários sectores da actividade económica por práticas de evasão fiscal entre 2003 e 2005, práticas essas que terão lesado o Estado em mais de 200 milhões de euros. Esta investigação terá tido início em Março de 2004, incidindo especialmente na banca, na construção civil e nos casinos, tendo mais tarde sido alargada a outros sectores.

As primeiras buscas no âmbito da operação foram realizadas a bancos e escritórios de advogados a 17 Outubro de 2005.

Em finais de 2006 surgem rumores que os bancos BES, BCP, Finibanco e BPN foram alvo da investigação.

Em 2008, após a renúncia do presidente do BPN José Oliveira e Costa, começaram a surgiu acusações de gestão danosa e fraude fiscal.

Tendo o Banco de Portugal aconselhado a nacionalização do BPN sem uma estimativa apurada dos custos, no final de 2008 obanco é nacionalizado, cabendo à Caixa Geral de Depósitos a gestão do mesmo até à sua reprivatização. Foi posteriormente constituída uma comissão de inquérito parlamentar à nacionalização.

Com um custo previsto inicial a rondar os 700 milhões de euros, até à data os financiamentos de tesouraria já ultrapassaram os 4 mil milhões de euros tendo o Estado concedido garantia às emissões de papel comercial deste valor. [tretas.org /dossier BPN]

Ide ler a excelente cronologia mantida pelo Hélder no seu tretas.org para recordar uma coisa muito simples. 

Hoje, se não houver adiamento, será lida a sentença de um julgamento que durou 6 anos e que se refere a factos que começaram a ser investigados há cerca de 13 anos.

Eis o Estado de negação de Justiça onde vivemos. Esta sim, e não essa treta de viver acima das possibilidades, é a causa do estado de ruína do país.

Trump a tirar medidas

“Então é isto que os mexicanos vêem”, terá dito Trump enquanto puxava da fita-métrica. 

Reflictamos acerca «do que se exige e espera das instituições públicas»

Now, promise you’ll stay right there… I shan’t be long.

— Bond, James Bond

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Pelo menos, escrevem ‘inserção’, ao contrário dos autores do AO90.

Quanto a esta ocorrência na primeira página do jornal que em tempos de liberdade de expressão prefere resistir silenciosamente, os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar.

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(Roger Moore, 1927-2017).

Morreu Roger Moore

roger_moore_007James Bond, 007.

Corrupção e tráfico de influências: o cancro autárquico que corrói o país por dentro

Ouvimos vezes demais dizer que vivemos acima das nossas possibilidades, que somos irresponsáveis e maus gestores do nosso dinheiro. Esta pulhice, alimentada pela imprensa arregimentada e pelo discurso paternalista do regime, levam uma grande parte da população a crer que a economia não sai da cepa torta por sermos todos uma cambada de chicos-espertos. Todos não, que o problema nunca somos nós. São sempre os outros, os subsídio-dependentes, a esquerdalhada dos sindicatos ou os funcionários públicos, esses nababos. [Read more…]

“Uma fossa séptica a que deram a alcunha de arquitecto Saraiva”

 

O expediente específico

Ensuma l’essència, recula cap a la natura salvatge i frondosa, cap als boscos de fusta olorosa nodrits amb romanís, farigoles i espígols i regats amb ungüents de pluja, amb colònia de llac i salt de riu, que han acabat impregnant en les planes que ara gaudeixes les olors d’una vida escapçada.

— Anna Ortiz i Huguet, “Llibre objecte/Libro objecto (L’olfacte)”

Uma vergonha.

— Rodolfo Reis, 21/5/2017

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Sobre o comunicado da Administradora Não Executiva da Arrow Global

“A autossatisfação com alguns resultados alcançados, ignorando o que os permitiu e desprezando o que devia ser feito para os manter, é a receita infalível para voltarmos, mais dia menos dia, aos problemas do passado.” Maria Luís Albuquerque 

Em 2016 o crescimento era fraco porque a Geringonça só fazia reversões. Agora, o crescimento deve-se ao que veio de trás, apesar de ter sido revertido. A tese do PSD resume-se a isto.

Este crescimento deve-se à conjuntura externa e aconteceria independentemente do governo que estivesse em funções. Maria Luís Albuquerque é apenas mais uma demagoga que não preza a honestidade intelectual. 

Com uma pequena diferença. Estivessem o PSD e o CDS agora no governo e ninguém calaria as suas teses de que a austeridade estava a funcionar. Por isso é que Maria Luís tenta demonstrar, sem o conseguir, que a austeridade se manteve igual. 

E, no entanto, aí está o crescimento,  sem o constante matraquear miserabilista do viver acima das possibilidades para continuar a fazer a única coisa que PSD e CDS fizeram: baixar salários,  pensões e reformas.

É um crescimento efémero? Pois é. E o segredo está em aproveitar as oportunidades, em vez de insistir na auto-flagelação. 

Quando uma autarquia portuguesa intervencionou Abbey Road

A rotunda, o multi-usos, a estátua da rotunda, a passadeira com lomba e, última moda, o semáforo com temporizador. Anos de obra pela obra materializados em Abbey Road. Se não aconteceu, poderia ter acontecido.

Obrigado, Jornal Económico

Pela ortografia que por vezes aparece no Expresso.

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Quando um simples número os deixa deprimidos!

[Rui Naldinho]

Esta semana tivemos a notícia de que no último trimestre, o país teve um crescimento económico de 2,8% em termos homólogos, em comparação com o ano anterior.
Sem querer embandeirar em arco estes resultados, até porque estas notícias, sendo boas, são sempre muito voláteis, registo no entanto a estupefacção de muita gente que nos ameaçou com inferno. Será que é natural? Tenho as minhas reservas! O número não sendo grande, pode ainda assim provocar algum arrepio a uma certa classe politica que profetizou o inverso daquilo que nos está a acontecer.

Este crescimento é conjuntural e não estrutural, dirão alguns.

E antes, era o quê? [Read more…]

O Brasil e a direita portuguesa

O óbvio passou a ter prova. Apanhado no esquema dos subornos, constata-se que o presidente Temer e respectivo séquito é, pelo menos, tão corrupto como o poder deposto pelo golpe do impeachment. Com a particularidade de Dilma, ao que se sabe neste momento, não estar a contas com a justiça.

Durante o período que culminou com a destituição de Dilma, a bloga nacional de direita vibrou com o clima brasileiro. Um chavão recorrente incidiu no suposto facciosismo da esquerda portuguesa, ligada afectivamente ao PT e, portanto, incapaz de autocrítica.

Foi, portanto, com particular satisfação que registei a forma implacável como esses bloggers se atiraram a Temer e restante turma. Reconheceram o traste que o homem é, um corrupto e oportunista que deu o golpe graças à Globo, que estava ao seu serviço. Grandeza também é isto, reconhecer o erro!

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Uma piada recauchutada

Sabem porque é que algumas pessoas estacionam mal? Porque sempre lhes disseram que 20cm é quanto se cresce numa noite.

Noite escaldante no Porto

Entendeu a Liga Portuguesa de Futebol não realizar os jogos da última jornada do Porto e do Benfica no mesmo dia e à mesma hora, talvez porque a vitória no campeonato esteja decidida, permitindo assim um maior encaixe financeiro com a transmissão directa dos 2 jogos.
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Acontece que, nestas coisas da bola, há cada vez menos bola, em detrimento de mais programas de fanáticos do seu clube, mais gente que não quer saber de bola sequer e, no caso, uma claque de doidos, como todas as outras, que, em vez de estar num estádio a ver o jogo do seu clube, poderá estar à solta noutro local da cidade do seu clube, quiçá ali mais para as bandas do Estádio do Bessa, à hora do Boavista vs. Benfica!
Está o “balh’ armado”, pelos vistos, com incúria e sem precaução nenhuma.

Pedras Salgadas

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Sucesso escolar, pólvora, fogo, roda

Há alguns dias, o Ministério da Educação voltou a descobrir o fogo, a inventar a pólvora e a criar a roda ou vice-versa. Graças a um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas, conclui-se aquilo que já se sabe há muito tempo sobre os factores que influenciam o sucesso escolar: “o contexto socioeconómico continua a ser determinante.” Relativamente a um estudo anterior, relativo ao terceiro ciclo, já o ministério tinha reconhecido o mesmo.

É certo que, nos últimos anos, a mesma entidade, com outros ministros, tem tentado refutar a realidade. Nos finais do consulado socrático, chegou a publicar-se uma espécie de estudo cujas conclusões chocavam de frente com a realidade: com a coordenação de Cláudia Sarrico, afirmava-se que o sucesso dos alunos dependia pouco dos pais, ou seja, que o contexto socioeconómico era factor de pouca importância. Aqui pelo Aventar, o tema foi abordado várias vezes, não sendo difícil, na rede global, descobrir gente que trata o assunto com seriedade.

Com a chegada de Passos Coelho, Nuno Crato, aludindo à existência de estudos com títulos desconhecidos (técnica muito utilizada pelos políticos), insistiu na ideia de que os problemas dos alunos seriam resolvidos desde que os professores fossem bons. Logicamente, o insucesso dos alunos seria sempre da responsabilidade dos professores. Estas afirmações e outras tornaram fácil tomar medidas como, por exemplo, a de aumentar o número de alunos por turma: se a qualidade do professor fosse um factor determinante, a quantidade de alunos dentro da sala perderia importância.

A (re)descoberta da importância do contexto socioeconómico deveria obrigar qualquer governo a perceber que o sucesso escolar é uma questão social que não pode ser resolvida apenas pela escola. A esperança de que esta redescoberta tenha efeitos nas políticas, no entanto, é ténue, porque o que é preciso é evitar reprovações a qualquer preço, sem, na realidade, se perder tempo a pensar nos problemas sociais e educativos. O que vale é que, qualquer dia, volta um ministro que desvalorizará a importância do meio socioeconómico a quem sucederá um outro de sinal contrário, de adiamento em adiamento até à indecisão contínua.