A globalização do pastel de nata – o Álvaro merece o Nobel!

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Passos Coelho, quando sondou individualidades para o governo e escolheu  conselheiros, recorreu de certeza a uma das melhores sociedades portuguesas de “headhunters”. Ao ler nas entrelinhas os derradeiros relatos e artigos da Mozart49, não me espantaria que a preferida tenha sido a Heidrick & Struggles (Dr. Nuno Vasconcellos, a publicidade aqui no ‘Aventar’, por enquanto, é gratuita; depois compensa-nos com uns tempos de antena no novo canal privado da TV).

Apenas uma sociedade do género da Heidrick & Struggles, mais ou menos filial da Mozart49, teria capacidade, ‘know-how’ e sagacidade de descobrir o Prof. Álvaro Santos Pereira  na longínqua Vancouver, para Ministro da Economia e do Emprego.

O ministro Álvaro nasceu com o privilégio de uma mente brilhante. De invulgar visão. Jamais houve outro estratega português dotado de tão sábia inteligência, há dois séculos. Bastará referir que os ‘pastéis de Belém’ existem desde os princípios do Século XIX e, de então para cá, nem uma personalidade  sequer tirou da cartola a ideia de que, para equilibrar a Balança Comercial, uma das soluções é globalizar, vender pastéis de nata por esse mundo fora. Somos uns doces, governo incluído

O ministro Álvaro merece o Nobel!

A Segurança Social lesa contribuintes (2)

segurança socialSei que, por vezes, sou demasiado intolerante e rude com os governantes, os actuais e os passados. Em síntese, aqueles que há 35 anos conduziram o País ao caldo intragável que nos azeda a vida. De facto, não tolero a incompetência, o clientelismo político e toda um conjunto de cabotinos a desempenhar funções governativas. É o caso de Mota Soares e Marco António Costa.

No espaço da blogosfera, e sem me entrincheirar em anonimatos, ontem dei-lhes forte e feio. Razão? São os primeiros responsáveis por um erro grosseiro que está a afectar milhares de pensionistas: a omissão dos valores pagos a título de Taxa Extraordinária, incidente sobre o 14.º mês de 2011, nas declarações do Centro Nacional de Pensões (CNP).

Passadas cerca de 5 horas de espera, hoje vi atendida a minha reclamação no citado CNP, com o seguinte esclarecimento da parte de uma simpática funcionária:

“O senhor tem razão e aqui tem uma nova declaração corrigida. Informou-me a minha chefe que, facto, estão a chegar ao serviço um considerável número de pensionistas com declarações erradas, em prejuízo dos próprios, e entretanto os serviços informáticos já criaram uma solução para emitir novas declarações…”

Os problemas deste género gravitam em infindável órbita impulsionada por uma causa comum. Mudam os governos, mudam as empresas informáticas – na Saúde foi desde a ‘Novabase’ à ‘Alert’, passando por não sei quantos mais – e as soluções tecnológicas, quando atingem a maturidade a nível funcional, acabam por ser abandonadas ou transformadas pelas equipas de confiança do novo elenco governativo. Será este o caso ou tão só incompetência?

Repito o aviso:

Leiam atentamente as declarações recepcionadas do Centro Nacional de Pensões, a fim de não serem penalizados nas contas finais do IRS de 2011.

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 5 – Pedro Homem de Mello


«Que diz além, além entre montanhas,
O rio Doiro à tarde, quando passa?
Não há canções mais fundas, mais estranhas,
Que as desse rio estreito de água baça!…
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade?
Ó ruas torturadas e compridas,
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade
Onde as veias são ruas com mil vidas?…
Em seus olhos de pedra tão escuros
Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?
E a tão negra muralha à luz do dia?
E as ameias partidas sobre os muros?
Vergam-se os arcos gastos da Ribeira…
Que triste e rouca a voz dos mercadores!…
Chegam barcos exaustos da fronteira
De velas velhas, já multicolores…
Sinos, caixões, mendigos, regimentos,
Mancham de luto o vulto da cidade…
Que diz o rio além? Por que não há-de
Trazer ao burgo novos pensamentos?
Que diz o rio além? Ávido, um grito
Surge, por trás das aparências calmas…
E o rio passa torturado, aflito,
Sulcando sempre o seu perfil nas almas!…»

Pedro Homem de Mello, Poesias Escolhidas

Outros textos:
1 – Francisco José Viegas
2 – Guilherme Felgueiras
3 – Eça de Queirós
4 – Miguel Torga

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«Esperança» com um ótimo resultado

 

A Porto Editora organizou uma votação intitulada “Palavra do ano 2011” que determinou o seguinte: «Austeridade» é a palavra do referido ano; «Esperança », a segunda; e «troika» em 3º lugar. Austeridade: palavra repetida, insistida e ouvida mais vezes ao longo do ano passado. Mas ainda neste início de 2012, como já se esperava: o governo prepara novas medidas de austeridade… Palavra nº 1, é, porém, indesejada, odiada, desencadeando arrepios. Mas esta insistência do governo na “via da austeridade” poderá ser, segundo o Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, “uma aposta falhada”. “Sem crescimento, os níveis de dívida não serão sustentáveis”.

Tanta austeridade poderá não ser o melhor caminho. Talvez não seja a palavra do ano 2012.  Esperemos que venha a ser destronada pela «Esperança» que esteve lá perto…

Quem não sabe é como quem não vê

Deixando de lado a questão de fundo com que já se entreteve o Paulo Guinote, há no artigo do Daniel Oliveira agora republicado no Arrastão um detalhe de somais importância, este:

O fim da Formação Cívica bate certo com tudo o resto. A escola não forma cidadãos, forma amanuenses. E nada como cidadãos ignorantes dos seus direitos e deveres para continuarem a aceitar tudo de braços cruzados.

que me toca profissionalmente. Tento não escrever sobre educação no Aventar, onde no activo estamos quatro professores (bem regressado sejas João Paulo, espero que não te eclipses outra vez quando o teu Sport Lisboa chegar à páscoa), mas há limites.

A dita Formação Cívica começou por ser uma Formação Pessoal e Social  alternativa para os alunos que não tinham Religião e Moral, à mesma hora, como era de bom tom. Caiu o Carmo, a Trindade e deve ter ajudado a cair alguém no governo, íamos na década de 90.

Quando entrou em vigor, leccionada por quem estivesse mais à mão, acompanhou a genial ideia de cortar tempos e tempos lectivos à Geografia e à História. Como era previsível transformou-se num passatempo entre a prevenção rodoviária e o complexo mundo do civismo, que dá para tudo e não serve efectivamente para nada.

Os cidadãos, Daniel Oliveira, como deves ter percebido quando andaste na escola, formam-se enquanto tal aprendendo História e Geografia, que foram as vítimas de serviço ao anabenaventismo que tanto te comove. No caso da História ficámos com a mesma História da Humanidade para ensinar, mas com menos umas 70 aulas no 3º ciclo o que naturalmente se traduz em mais memorização e muito menos importância dada ao perceber porquê.

Que isto tenha tido uma maternidade supostamente de esquerda (e nem estou a pôr em causa que os seus responsáveis o sejam na sua vida quotidiana), tem de ser visto à luz do papel dos mestrados da bosta (calão docente da década de 80), vulgo Boston, e das ESE’s  onde inventaram o eduquês, a cretinização do ensino que ainda sobrava de Magalhães Godinho.

A Formação Cívica serviu para formar amanuenses, à conta da ignorância no saber social e humano das disciplinas fundamentais. Esta é a realidade, sobre a qual podia recolher várias anedotas, mas nisso sou muito corporativo e fico muito caladinho.

Deixem-me falar-lhes sobre o clientelismo.

Clientelismo é, segundo os dicionários: maneira de agir que consiste numa troca de favores, benefícios ou serviços políticos ou relacionados com a vida política. Ora todas as discussões, em Portugal, sobre a vida política, deviam começar por esta definição. É claro que generalizaríamos se enfiássemos o Carmo na Betesga, ou seja, Portugal no clube exclusivo de países onde o clientelismo impera. Não é assim, mas é certo que o nosso país integra o pelotão dos países onde a corrupção é maior, sendo o clientelismo uma expressão da corrupção.
Quando há meses se formaram movimentos de cidadãos indignados, precários e acampados, todos eles se esqueceram deste pequeno pormenor: não é o voto que manda, é o clientelismo que tem última palavra. Percebê-lo é o primeiro passo para mudar as coisas que alguns queriam mudar, embora muitos quisessem apenas… mudar. O quê, era irrelevante.
Durante os últimos séculos os portugueses viram com bons olhos o clientelismo, cultivaram-no com gosto. Desde o jeitinho à cunha, passando pela manutenção de vínculos familiares como força de manter certos feudos (mesmo apesar do republicanismo primário), o português, qual feitor analfabeto, sempre se sujeitou a ir de chapéu na mão à caso do doutor, pedir emprego para a filha ou filho. O facto de os colocar na universidade não mudou nada esta mentalidade. Se não era, agora, o pai a pedir emprego, era o filho que conhece bem o valor do factor C [vulgo para cunha].

E há pessoas que depois dos 70 anos deviam tapar a cara…


já que não conseguem tapar a boca

Os benefícios do tabaco

Fátima Reis, uma investigadora dos malefícios do tabaco, constatou em restaurantes que “havia pessoas a fumar a cerca de um metro de distância da porta e foi observada entrada de fumo no estabelecimento.” Fátima Reis suponho que também deve ter visto automóveis a um metro de distância de algumas dessas portas mas não nos conta se observou o fumo dos escapes a caminho da cozinha.

Emília Nunes, da Direcção-Geral de Saúde, tem um ideal: “que as pessoas não fumassem em casa ou quando vão no carro com terceiros, mas isso são questões que não podemos legislar”.

Podia argumentar contra a nova lei do tabaco que se avizinha. Podia demonstrar que o verdadeiro sonho de Francisco George é proibir o tabaco e provavelmente todos os vícios. Quer ele que eu viva mais anos, não tenho a pretensão de lhe explicar que um ano da minha de fumador me pode ter dado mais pequenos prazeres que dez da sua ocupados a preocupar-se com a minha saúde. Podia escrever os insultos que me inspiram, e merecem, estes purificadores da existência humana,

Não vale a pena, neste caso confio em dois ministros, o das Finanças e o da Saúde. Ambos sabem que os impostos pagos pelos fumadores pagam os tratamentos de todos os cancros pulmonares e mais uns tantos, e acreditam na poupança que a estatística que nos dá menos anos de vida provoca na Segurança Social.

Quando aterramos no reino da imbecilidade nada como invocar o vil metal: resulta quase sempre.

na fotografia Oscar Niemeyer, nascido em 1907, fumador, retirada do excelente Volúpia na Tabacaria onde podem apreciar centenas de imagens de fumadores muito pouco anónimos

Televisões e futebol

Alguma coisa se passa no mundo da bolaTV ou da TVbola. E não estou só a falar da concorrência que a Sport TV faz à pirataria.

Reparem: a SIC inimiga de estimação de qualquer portista, consegue entrevistas exclusivas de Pinto da Costa, pasme-se, com o Nuno Luz a entrevistar. O mesmo operador, a SIC, em dia de Sporting – Porto viaja no autocarro dos Super – Dragões para Lisboa e até entrevista o seu líder.

Mais a sul, vemos também, para surpresa minha, a direcção do BENFICA num discurso de aproximação à Olivedesportos – na entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A bola, Vieira deixa cair o discurso anti Olivedesportos e até se refere à ajuda que a empresa deu ao Benfica em tempos idos.

Os dois, Porto e Benfica, são hoje detentores de canais de televisão – de que forma isso está a mexer com a Olivedesportos?

Para baralhar mais as coisas, aparece o Oliveirinha a atirar-se ao irmão

Alguém explica esta confusão?

Só faltava agora a A Bola dar a notícia que o PC ganhou um prémio mundial ou o Jogo informar da renovação do Aimar…

Hoje dá na net: Quando éramos ricos

Quando éramos ricos, quando o dinheiro parecia que não ia acabar, quando pensávamos que tudo era para sempre, fizemos as melhores escolhas? Gastámos bem o dinheiro? Fomos prudentes? Inteligentes? Cautelosos? Ou delapidámos e acrescentámos problemas aos problemas por vir, despesa futura à despesa passada?

Quando éramos ricos passa-se aqui ao lado, em Espanha. E cá? À nossa escala, fomos diferentes quando pensavamos que éramos ricos?

Manuela Ferreira Leite:

Da próxima vez que abrir a boca, não se esqueça do que vai dizer e também: o Serviço Nacional de Saúde não é “gratuito”, como insinua – é pago com o dinheiro dos contribuintes portugueses, mesmo por aqueles que, aos 70 anos, possam não conseguir pagar a vital hemodiálise

Pessoas a quem desejo que precisem de hemodiálise e não tenham dinheiro para a pagar

Manuela Ferreira Leite, Helena MatosElisabete Joaquim e A.A.A. (estes últimos com uma vaga atenuante pelo pudor demonstrado, que fiquem só falidos quando chegarem aos 70 anos).

Esta praga que aqui rogo é um nojo? é. Mas, além de as pragas não surtirem efeito, repelente é haver gente que ataca o princípio de todos termos direito à saúde independentemente da conta bancária. Porque quem o faz, do alto do seu seguro e imaginando que nunca ficará sem ele, vendo o mundo da mesma forma como sempre o encarou a aristocracia (a bem dizer nem a burguesia clássica desce tão baixo) e achando que por alguém ser pobre tem menos direito à vida porque ninguém o mandou ser pobre, não tem um mínimo de humanidade, não passa de um crápula abjecto, uma imitação grotesca de um ser humano. Para mais fazem-no em nome da mentira, aceitando a fuga aos impostos e a acumulação de capital à pala do estado, que é o país onde vivemos e que desta forma efectivamente será incapaz de sustentar o SNS.

Além disso de boas maneiras e tratos de cavalheirismo estaria o inferno cheio se existisse. Para esse peditório, enquanto não acabarmos de vez com os pobres, nunca darei.

imagem da gui

Errata: parece que me tinha enganado num nome. Que horror. Fica a abreviatura. Desconfio que trará boas memórias ao destinatário.

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 4 – Miguel Torga


«S. Leonardo de Galafura, 8 de Abril de 1977

O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta».
Miguel Torga, Diário XII

Outros textos:
1 – Francisco José Viegas
2 – Guilherme Felgueiras
3 – Eça de Queirós
 

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A Segurança Social lesa contribuintes

segurança socialNesse pseudo-intelectual e narcisista ‘Clube de Pensadores’, onde participam, na maior parte das ocasiões, políticos de pensamentos vácuos e/ou erráticos, Marco António Costa, essa insignificância mental ou idiota útil – escolham! – afirmou:

“A primeira das justiças sociais é obrigar quem recebeu indevidamente a devolver o dinheiro ao Estado, para que o este o possa canalizar e entregar a quem precisa efetivamente”

Em respeito pelos princípios da justiça e equidade social, até poderemos reconhecer, desta vez, razão ao impreparado Marco António, bem como ao seu Ministro, o tal  “Audi” ou Mota Soares, que ratificou a declaração do seu Secretário de Estado, tendo estabelecido que “os beneficiários da Segurança Social têm 30 dias para devolver verbas e 10 para reclamar”.

Todavia, independentemente da razão que lhes possa assitir neste caso, e duvido de que a tenham globalmente!, eu replico:

“A primeira das justiças sociais é obrigar o Estado a declarar devidamente que recebeu a sobretaxa extraordinária sobre o subsídio de Natal de 2011 de contribuintes, nomeadamente de pensionistas do sector privado”

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Eduardo Catroga wiki-hackado

Clique na imagem para ler, ou vá lá enquanto não é reeditada.

Deja-vu

Cresce aqui todos os dias a preocupação pelas consequências do implante de próteses mamárias de baixa qualidade : No Reino Unido são já cerca de 50.000 as mulheres que vão ter de arranjar meios para as remover e estima-se que no resto do mundo sejam mais de 300.000.

Começa compreensivelmente na Imprensa o clamor para que o fabrico desses implantes   passe a ser severamente regulado : Prova-se mais uma vez que confiar em que os escrúpulos morais se sobreponham à ganância pelo lucro  pode ter efeitos dramáticos para tantas vidas.

A empresa fabricante desses implantes , a francesa PIP , é um novo Lehman Brothers ,   mas agora num campo que se julgava ainda sagrado : Um roubou as carteiras , esta sem qualquer pejo arriscou a saúde de tantas mulheres para no final do ano apresentar cada vez melhores resultados financeiros .

E se a miragem do crédito fácil arruinou povos e estados , vê-se agora que a procura a qualquer preço da beleza física pode ter efeitos não menos devastadores mas , quer num caso quer noutro , é na falta de valores da Sociedade que devemos procurar a última responsabilidade.

A medicina estética tornou-se uma poderosa industria e muitos médicos a servem  e dela se servem  . Retocar , cortar ou aumentar o corpo , tornou-se mais do que uma moda , tornou-se uma mania colectiva . Em certos círculos o não ter feito várias plásticas é para as mulheres um motivo de embaraço . Eu conheço algumas que mudam de visual de tal maneira e com tal rapidez que , se não fosse a minha idade me  desculpar pela falta de memória , passaria pelo constrangimento de não  as reconhecer . [Read more…]

Sábado, 14 de Janeiro, Braga 2012

A cerimónia de abertura de Braga 2012:Capital Europeia da Juventude é no próximo Sábado, 14 de Janeiro, pelas 19h, no centro histórico da cidade, Espetáculo Inaugural com os Drumatical Theatre:

Durante todo o dia, entre as 09h e as 21h, o centro histórico de Braga vai ser animado com dança, música e imensas actividades a cargo de várias associações juvenis.

Estão todos convidados!

As minhas memórias: Queira saber, senhor professor

socrates

O profesor dos professores: Sócrates, ensina. Sócrates professor de professores, ensina, criando a dialéctica: eram debates de mestre e discípulos

Para a equipa do projeto da Página, liderada nesses tempos pelo sindicalista José Paulo Serraheiro: E agora, Senhor Professor? Um repto aos escritores da Página da Educação, que eu respondi assim: [Read more…]

15 minutos

Há quase um ano foi publicado um livro cujo título me deixou estupefacta: 15 Minutos Com o Seu Filho do psicólogo Quintino Aires. Pensei: «Só?»

Mas a verdade é que nos dias que correm, 15 minutos dedicados exclusivamente a cada filho é uma marca admirável.

Desligar de tudo e estar com eles. Com a devida concentração. É fácil?

15 minutos, numa tentativa de torná-los um tempo de qualidade: um dos Objetivos do Milénio para nós pais.

A Opinião de Manuela Ferreira Leite sobre a hemodiálise

Quem tem mais de setenta anos tem direito a fazer hemodiálise, se pagar

Disse Manuela Ferreira Leite num debate de (pasmem) “senadores”, na SIC Notícias. Veja e ouça o leitor com os seus olhos e ouvidos porque até parece que eu estou a mentir:

Paco Bandeira e o ódio dos 40

É conhecida aquela anedota, já bem antiga, que desvenda a verdadeira razão de ser do pseudónimo Paco Bandeira. Ao que parece, o pai dele chamava-se Mário Ninha e a mãe Isabel Nassa. Se adoptasse o nome do pai ficaria Paco Ninha, se adoptasse o nome da mãe ficaria Paco Nassa. Assim, preferiu escolher Paco Bandeira.
Lembrei-me desta anedota quando veio a público, nos jornais, o julgamento do cantor por violência doméstica. A ex-mulher acusa-o de maus-tratos constantes enquanto estiveram casados e mesmo de lhe apontar uma arma à cabeça. A mesma arma que vitimou a primeira mulher de Paco Bandeira, que apareceu morta na casa do casal e que, na altura, a Polícia interpretou como tendo sido um caso de suicídio. O irmão da falecida, à luz dos novos acontecimentos, exige a reabertura do processo.
É extraordinário como a violência doméstica é uma praga transversal a toda a sociedade portuguesa e que não escolhe idades, profissões ou grupos sociais. Casos incríveis, que conheço directamente, como o de uma Juiza que é alvo de violência doméstica, ou de uma advogada de um organismo do Estado que é ameaçada e perseguida diariamente pelo marido à frente de toda a gente. [Read more…]

O meu movimento, em cinzento pálido, foi chumbado pelo governo

O seu movimento não foi aprovado

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O governo respondeu-me hoje dizendo que o meu movimento não foi aprovado, que não estava conforme as regras. Estas dizem «Este Portal reserva-se o direito de validar os movimentos que forem propostos, e de excluir aqueles cuja linguagem ou conteúdo for: ofensivo, humorístico ou de alguma maneira não se enquadrem no objectivo da plataforma».

Às perguntas (bold e itálico), respondi (texto mais claro):

Causa Qual é o Movimento que quer criar? Cumpram o programa eleitoral
Descrição Apresente o seu Movimento em 160 caracteres. Chega de promessas vãs.
Tema Governo
Mensagem Apresente as razões pelas qual [sic] acredita neste Movimento e porque devem as pessoas segui-lo. E se, para variar, o programa eleitoral fosse de facto algo para cumprir? No fundo, isto http://aventadores.wpcomstaging.com/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011 é de evitar.
Apresentação Diga-nos em 160 caracteres porque deve o seu Movimento ter a atenção do Primeiro-Ministro. Porque o prometeu na campanha eleitoral.

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Cratinice, o neologismo da moda

A nomeação de Nuno Crato como Ministro da Educação chegou a ser saudada por uma boa parte dos professores, por ser alguém que, durante muito tempo, deu voz a alguns tópicos considerados fundamentais, como a exigência, o rigor. Pela parte que me toca, confesso que senti alguma esperança de que a Educação voltasse a ser olhada por um prisma que, pelo menos, permitisse beneficiar os alunos, mesmo desconfiando de que a situação dos professores não iria melhorar.

Tal como Francisco José Viegas, Nuno Crato transformou-se, muito depressa, num político como os outros e é, agora, mais um fantoche que se limita a executar um programa de austeridade, fingindo que se preocupa com a Educação e desprezando qualquer espécie de coerência.

Hoje, mostrou uma absoluta insensibilidade relativamente à situação de muitos professores contratados, ao afirmar que não sabe quantos serão dispensados em consequência daquilo a que chama revisão curricular. Mesmo que fizesse sentido dispensar professores, num país subdesenvolvido, esta atitude revela a mesma desumanidade que pauta todo o comportamento dos maníacos do défice que fazem de conta que nos governam.

Como se isso não bastasse, e de acordo com declarações de Heloísa Apolónia no seu facebook, Nuno Crato, a propósito do aumento do número de alunos por turma, do fim do desdobramento em ciências e do fim do par pedagógico em EVT, terá dito que “um maior nº de alunos por turma cria melhores condições de aprendizagem!”, o que deve ter origem num estudo feito por alguém enquanto estava em coma alcoólico.

Nuno Crato, com o seu ar delicodoce, como se fosse uma Isabel Alçada inteligente, começa a acumular uma quantidade de afirmações cretinas que deverão passar a merecer uma classificação própria a meio caminho entre Crato e cretinice: cratinices.

Hoje dá na net: Charlot prestamista

The Pawnshop é uma curta-metragem de 1916, com um Chaplin em grande forma. Foi o sexto filme que realizou para a Mutual Film Company e é um exemplar puro do splastick, a comédia física que caracterizou os primeiros tempos da sua carreira.

O valor de Catroga no mercado nacional é um grande pintelho

Diz Eduardo Catroga que tem seu valor no mercado. Ora deixa cá ver uns apontamentos

No Luxemburgo (grupo Sapec), nas ilhas Caimão (Sofinloc)…

Já fazia parte do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, ou seja um pintelho, tal como a Nutrinveste (onde é que estes pagam impostos?).

Um grande pintelho exportador de lucros por aqui obtidos, um grande maratonista de empresas, corre fundo e ganha a fundo, acima de tudo um homem sério, patriota empenhado, grande gestor… não vamos falar do seu contributo para o défice num governo de Cavaco Silva, pois não?

O Porto Canal e o Norte

Foi hoje apresentado o novo Director-geral do Porto Canal, o jornalista Júlio Magalhães, antigo Director da TVI.

O Forte Apache e o Aventar foram dos primeiros blogs a avançar com essa possibilidade que agora se concretizou. Mesmo assim, o Júlio Magalhães vai continuar a “conversar” com Marcelo Rebelo de Sousa, ao Domingo, na TVI até ao final do contrato de Marcelo Rebelo de Sousa (Maio) e, quem sabe, “as conversas” continuarão, depois, no Porto Canal. Quem sabe…

Neste primeiro dia do Júlio Magalhães no Porto Canal destaco duas frases: “é um sonho estar aqui” e, meio a sério, meio a brincar, “estou sentado na minha cadeira de sonho“. Quando se dirigiu aos seus novos colegas, fiquei positivamente surpreendido quando afirmou, “não venho ensinar nada a ninguém, venho trabalhar com excelentes profissionais“. Um gesto de modéstia que só lhe ficou bem e que diz muito sobre quem é Júlio Magalhães.

Desde que o F.C. Porto chegou ao canal, as audiências dobraram e o prime-time da cabo no Grande Porto passou a ser disputado taco a taco. A liderança já não é uma miragem. Conquistado o Grande Porto, é hora de avançar para toda a Região Norte. Por isso mesmo, não foi por acaso que Jorge Nuno Pinto da Costa aproveitou para anunciar a nova delegação do Porto Canal em Braga. Uma aposta forte do canal que, também ele, acreditou na força de Braga 2012:Capital Europeia da Juventude e em Braga enquanto motor do Minho.

(igualmente publicado AQUI)

Cromo do dia: Uma tipa qualquer

Uma tipa qualquer, a quem deu para estudar uma coisa sobre os malefícios do tabaco, encomendada sabe-se lá por que gabiru e financiada pelo dinheiro público, vem dizer que a proibição de fumar

deve estender-se às áreas circundantes de bares, restaurantes, cafés e discotecas

“Basta estar uma pessoa a fumar do lado de fora, junto à porta de um bar, para aumentar o nível de exposição ao fumo de quem está no interior”, explica a coordenadora da equipa de investigação

Acho bem, mas não percebo porquê restaurantes, cafés e discotecas. E se for uma loja, um escritório, a casa dela, já não aumenta? Acho bem, repito, mas com coerência: reposição da pena de morte, proibição de reunião, fim da liberdade de expressão, controlo de circulação, relatório diário às autoridades a contar tintim por tintim as actividades de cada cidadão e taxa de isqueiro. Mania de deixar as coisas a meio…

falta de decoro? pornografia mesmo!

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Já vos ocorreu…

…que todo este banzé maçónico seja apenas isso mesmo, ou por outras palavras, uma altercação entre regateiras? É que o hermeticismo da coisa já tem duzentos anos e os resultados, de tão ofuscantes para o bem estar de Portugal, estão à vista de todos. Já liquidaram o seu regime da Monarquia Constitucional, já dissolveram o seu regime da iª República, já fizeram cair o também mais que seu regime da 2ª República – até o venerando Carmona era irmão, assim como o Presidente da Assembleia Nacional – e pelos vistos, preparam-se para mais um “render da guarda”.

As canastronas são agora os senhores Balsemão/Bilderberg e Vasconcelos/lojinha Ongoing, pois o que está mesmo em causa, mais não é senão o mesmo móbil de sempre: d-i-n-h-e-i-r-o.

Quais “trilogias”, quais “grandes princípios”, qual carapuça…

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 3 – Eça de Queirós


«Em 1880, em Fevereiro, n’uma cinzenta e arripiada manhã de chuva, recebi uma carta de meu bom tio Affonso Fernandes, em que, depois de lamentações sobre os seus setenta annos, os seus males hemorroidaes, e a pesada gerencia dos seus bens «que pedia homem mais novo, com pernas mais rijas»―me ordenava que recolhesse á nossa casa de Guiães, no Douro! Encostado ao marmore partido do fogão, onde na véspera a minha Nini deixára um espartilho embrulhado no Jornal dos Debates, censurei severamente meu tio que assim cortava em botão, antes de desabrochar, a flôr do meu Saber Juridico. Depois n’um Post-Scriptum elle accrescentava―«O tempo aqui está lindo, o que se póde chamar de rosas, e tua santa tia muito se recommenda, que anda lá pela cozinha, porque vai hoje em trinta e seis [20]annos que casámos, temos cá o abbade e o Quintaes a jantar, e ella quiz fazer uma sopa dourada».

Deitando uma acha ao lume, pensei como devia estar boa a sopa dourada da tia Vicencia. Ha quantos annos não a provava, nem o leitão assado, nem o arroz de fôrno da nossa casa! Com o tempo assim tão lindo, já as mimosas do nosso pateo vergariam sob os seus grandes cachos amarellos. Um pedaço de céo azul, do azul de Guiães, que outro não ha tão lustroso e macio, entrou pelo quarto, alumiou, sobre a poida tristeza do tapete, relvas, ribeirinhos, malmequeres e flôres de trevo de que meus olhos andavam agoados. E, por entre as bambinellas de sarja, passou um ar fino e forte e cheiroso de serra e de pinheiral. [Read more…]