
Ouvimos dizer que vem aí a liberdade de escolha das escolas. E os nossos pais querem o melhor para nós. Ainda ontem ouvi a minha mãe a dizer: «A escola do meu filho sou eu que a escolho».
Com o cheque-ensino, já decidimos: vamos todos estudar no Colégio de S. João de Brito. Se não houver vagas, aceitamos o Colégio Mira-Rio ou, em alternativa, o Colégio Valsassina. Em algum deles deve haver vaga para nós, não?
É boa, a liberdade de escolha no ensino. Estamos muito gratos a quem tomou esta medida.
Pró ano, vamos estudar no Colégio de S. João de Brito
Ensino privado e de como o barato sai caro
O João Miranda veio aqui ler umas coisas (é sempre um prazer receber um liberal nesta casa) e tirou as suas conclusões. Por exemplo a de que o privado é mais barato que o público, constatação acertada tendo em conta os números que aqui publiquei.
É verdade, pelos vistos conseguem ser mais baratos e também, por isso têm lucro. Verdade se diga são números que acima de tudo denunciam como o estado tem sido assaltado através dos contratos de associação e dos favores de algumas direcções regionais, que pagam muito acima do custo do serviço prestado, em concorrência directa com o estado.
Como é possível fazer tão barato? Pagando menos (embora as carreiras docentes sejam vagamente equiparadas, há truques para isso), mas sobretudo fazendo trabalhar mais. Ora se a carga lectiva (não confundir com horário de trabalho) dos professores portugueses em geral já é superior às médias europeias, 27 ou 28 tempos lectivos não abona nada à qualidade de ensino. Como tenho dito não é uma questão de direitos do trabalhador (embora também seja), é um direito dos alunos terem professores com um máximo de 22 horas lectivas por semana. Quem experimentou (já me calharam 25h em tempos muito idos), sabe bem que é humanamente impossível trabalhar com qualidade nessas condições, a que acrescem turmas no limite máximo legal da sua lotação. [Read more…]
São burros, são extrema e irreversivelmente burros!

Haverá saída?
Estou-me a referir, neste caso aos elementos do nosso governo, governo esse que tutela a CP e que por inerência define os objectivos estratégicos e mantém em funções os administradores da empresa. Por favor notem que não vou fazer distinção entre as várias empresas que constituem o que em tempos foi simplesmente a CP. Diz a teoria que essa divisão serve para melhor administrar as empresas, na prática as operações foram mal estudadas e ainda pior executadas, entrando as empresas quase imediatamente em falência técnica. A única diferença palpável, parece ser haver muito mais lugares de administradores disponíveis, para distribuir ou acumular. Como convém.
Egipto, o que se pode passar a seguir?
Dando por quase certa a queda do regime de Mubarak, impõe-se a pergunta: e depois o quê?
Há quem recorde o caso iraniano e tema a implantação de um regime teocrático à imagem de Khomeini. É uma possibilidade e tem que ser considerada. Tal situação, do meu ponto de vista, equivaleria a um retrocesso civilizacional num país (região) que já ensinou História e Civilização ao resto mundo.
Existe ainda como possível – mas com menor probabilidade – a implantação de uma ditadura militar como consequência dos actuais motins. Seria uma releitura do mudar algo para ficar tudo na mesma, prolongando o regime e os interesses instalados até ao seu estertor final, agora de forma mais musculada. Não creio que esta via possa, neste momento, vingar.
Outra hipótese, aquela de que sou partidário, é a mudança de regime e a instauração de uma democracia que respeite os direitos de expressão, culto, associação e voto. Não vou aqui recorrer a ironias sobre a qualidade das democracias actuais, especialmente enquanto morrem pessoas nas ruas do Cairo e de outras cidades. [Read more…]
Os combustíveis low-cost e a estratégia de desviar a atenção
Da saída da refinaria até à bomba, os impostos fazem os preços da gasolina e do gasóleo aumentarem, respectivamente, 87% e 135%
Alguns deputados do PS estão muito preocupados com a concorrência no que toca a questão dos combustíveis. Em 2008 a preocupação foi de tal forma forte que até acabou por haver um extenso estudo por parte da Autoridade da Concorrência para se saber se as dúvidas repetidamente expressas pelo governo eram ou não fundamentadas. Suspeitava-se então que os preços dos combustíveis estavam inflacionados pela situação de monopólio que existe na refinação de combustíveis. Meses de investigações levaram a uma conclusão que se antecipava: os preços dos combustíveis, antes dos impostos, seguem o que se passa nos outros países.
Agora que estamos numa nova crise de preços, eis que, outra vez, as hostes socialistas se incomodam com os preços que andamos a pagar. Desta vez a ira não vai para os preços à saída da refinaria mas sim para o facto de não haver combustíveis low-cost em todas as esquinas. Bem, pode-se sempre fazer uma lei para isso. Para quem já não não tem mercado a funcionar sem o aval do governo, mais uma já pouco importa.
Prós e Contra – os Fretes da RTP
“Exma. Sra. Drª Fátima Ferreira,
Gostávamos de ver o S.O.S Movimento Educação e a APEPCCA (Associação de Professores do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação), no painel principal do debate do dia 31 de Janeiro.
Neste debate que se quer plural, falta a voz do Movimento que tem liderado a luta dos pais e encarregados de educação pela liberdade de escolha da escola e falta a voz dos professores, principais vítimas das medidas do Ministério da Educação.
Não entendemos a presença neste painel da Drª Isabel Soares, directora do estabelecimento de ensino que pratica a política mais discriminatória deste país no acesso à escola e que mais combate a inclusão e a igualdade de oportunidades.”
Contas do ensino privado
O Paulo Guinote publicou este interessante raciocínio de um seu leitor:
Tenho a minha filha num colégio particular, linha de Sintra, sem contrato de associação.
Pago 240,00 euros por mês, durante 11 meses.
A turma tem 28 alunos, logo……. por mês serão 6.720 euros. Logo por ano, serão… 73.920 euros.
O proprietário tem lucro e paga 14 meses aos funcionários e professores. Todos os anos, no final do ano lectivo ainda dá mais algum…
E estes senhores com contrato de associação dizem que 90.000 euros não dá…
E aqui fica também o preçário” de uma Escola Privada sem contratado de associação, que segundo os rankings se encontra entre as melhores do país, e em que o preço por turma não ultrapassa os 60 mil euros! Garanto-vos também que graças à boa gestão praticada neste estabelecimento de Ensino Particular o que sobra (lucro) dos 60 mil euros dar para fazer bastante pela instituição!”, como assegura o Nuno Domingues:
amar uma mulher
…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é
Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela. Ou se andamos a fugir de uma academia que não nos quer nem ver, ouvir ou resolver os nossos simples problemas. É ela a que nos salva…
Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.
A soberania e os seus descontentamentos
Voo às cegas.

a soberania é democrática quando o governo é do povo, pelo povo e para o povo. ...
Texto reiterado para arrebitar a memória pelos tempos que correm
O subtítulo tem dois significados. O primeiro, é simples: escrevo este texto no dia 24 de Setembro e a denominada eleição legislativa, é no Domingo a seguir, 27. Mas, o meu texto deve estar entregue ao jornal esta Quinta 25. Não sou bruxo, tenho palpites. Esse palpite diz-me que deve ganhar quem melhor se entenda com a crise financeira que se vive na Europa, essa praga de Portugal. Como no Chile. Em breve começa a corrida para a Presidência da República. Quando havia ditadura, todos os partidos democratas juntaram forças para derrubarem um ditador que faleceu réu de crimes de sangue, mas faleceu réu. Nas mãos da justiça. Com a democracia restabelecida, os partidos deram aos seus candidatos poderes muito pessoais e a Concertação Social começa a desaparecer, após ter elegido quatro excelentes Presidentes da República. Será que esta
Bibi lembra-se de ter sido um espermatozóide
O Aventar descobriu que, após ter abandonado a medicação e aumentado brutalmente a graduação dos óculos, Carlos Silvino, o célebre Bibi, começou a lembrar-se de toda a sua vida, incluindo o momento em que, ainda espermatozóide, percorreu o caminho até ao momento da fecundação, passando a correr pelo útero, transpondo as trompas de Falópio, até desembocar no óvulo: “Olhe, lembro-me tão bem! Mandei uma cabeçada tão grande naquilo que, até, às vezes, ainda sinto dores de cabeça!” Continuamente maravilhado com a recuperação de todas as suas memórias, Bibi afirmou que “até me lembro dos nomes e das caras daquela malta toda que ia comigo!” Devido à necessidade de respeitar a privacidade, o Aventar não transcreve aqui os nomes dos cerca de meio milhão de espermatozóides que acompanharam Carlos Silvino na sua viagem inaugural.
Sobre Direitos animais…
-Tornou-se politicamente correcto, moda até, defender os direitos dos animais. Muitos, para não dizer toda a sociedade, protestam contra o abandono de animais domésticos, provavelmente até mesmo aqueles que o praticam, encontrando é claro, uma qualquer justificação para explicar o seu próprio caso. Algumas associações promovem acções mediáticas contra a utilização de peles na indústria de vestuário, touradas ou criação e abate para utilização na indústria farmacêutica ou cosmética. [Read more…]
Eu também sou egípcio
Não sei o que se seguirá no Egipto, destestaria ver um regime fundamentalista religioso suceder ao actual.
Mas hoje sou egípcio. Estou ao lado destas pessoas.
Dicionário do futebolês – estamos a incomodar muita gente
Em Portugal, todos os clubes que ocupem qualquer lugar que não seja o primeiro da tabela classificativa (outra pérola do futebolês) são vítimas evidentes de uma conspiração que envolve árbitros, árbitros auxiliares, delegados ao jogo, dirigentes desportivos, polícias a cavalo, dois batalhões de artilharia, alguns deuses menores e pequenos crocodilos. Se não fosse toda uma série de acontecimentos, entidades e pessoas, todos os clubes que não estão em primeiro lugar, estariam, obviamente, em primeiro lugar. Por sua vez, o clube que está em primeiro lugar deve esse dúbio privilégio a uma série de “interesses instalados”, não havendo, nunca, a possibilidade de ocupar tal posição por mérito, mas apenas porque “está tudo comprado” e “está a ser levado ao colo”. É claro que este mesmo clube, mal perca o primeiro lugar, passará a integrar o coro dos roubados, injustiçados e espoliados. [Read more…]
A pedido de várias famílias:
A baía de Angra do Heroísmo é, do Mundo, a que maior densidade de naufrágios históricos apresenta – nela se encontram mais de noventa navios naufragados, desde caravelas portuguesas até vapores brasileiros, passando por galeões espanhóis e naus da Carreira da Índia portuguesa.
Estes naufrágios estão protegidos por várias leis, desde a Convenção da UNESCO que Portugal ratificou em 2008 até às mais variadas leis nacionais e regionais – a baía está classificada como Parque Arqueológico subaquático, onde é proibido construir o que seja.
Não obstante isto e não contente com o estrago que a construção da Marina de Angra causou já a este património único no Mundo, o Governo Regional dos Açores quer agora construir ainda mais outro mamarracho nesta acanhada baía: um cais Terminal de Cruzeiros.
Por entre Serras e Penedias, o Climax é Garantido
Ali no alto mora o espanto. A poesia transborda das fontes sob a forma de água engarrafada, aparece um bando de anjos fingindo ser de verdade, e povo, muito povo…
Deolinda que Parva que eu Sou
canto & letra de olinda. Quem disse que já não se faziam hinos?
E finalmente um hino tem a letra no feminino:
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
A Reacção Egípcia
Eis o motivo pelo qual não pudemos, nunca, apoiar ditadores, mesmo que sejam os nossos ditadores, o seguinte foi feito um pouco também em nosso nome, vejam por favor ao minuto e dez segundos:
Escolas com contrato de associação – uma espécie de ponto da situação
Separar o trigo do joio é do interesse do País e das escolas
Os textos acerca do Colégio Rainha Santa, em Coimbra, do Colégio Paulo VI, em Gondomar, ou do Grande Colégio Universal, no Porto, não tiveram como objectivo criticar a existência de escolas privadas com contrato de associação (e, se assim o pretendessem os seus autores, estariam no seu pleno direito). Limitaram-se a analisar casos específicos, tendo demonstrado que, nas três situações, as referidas escolas estão na proximidade de escolas públicas, para além de, ao que tudo indica, seleccionarem os alunos, quebrando, de uma penada, duas regras impostas pelo contrato de associação, tal como, aliás, está anunciado no site “Escolas com contrato de associação”. Situações como estas já deveriam ter sido analisadas, há vários anos, e deveriam estar mais que resolvidas.
No entanto, com a sensibilidade de um mamute numa loja das mais finas porcelanas, a Direcção-Geral das Finanças para os Assuntos Educativos, vulgo Ministério da Educação, recebeu ordens para reduzir as despesas relativamente a todas as escolas com contrato de associação, indiscriminadamente. Esta tendência taurina do governo para baixar a cabeça e ir em frente tem como inevitável consequência fazer pagar o mesmo a justos e pecadores. Não deixa, também, de ser verdade que as escolas com contrato de associação parecem estar a agir em bloco, certamente acreditando que a união faz a força, mas correndo o risco de se misturarem justos e pecadores.
É urgente separar o trigo do joio e descobrir quais são as escolas que merecem manter o contrato de associação e as que não merecem. Se isso não for feito, as que não merecem continuarão a receber dinheiro a que não têm direito, mesmo que com cortes, e as cumpridoras verão diminuído o orçamento. José Canavarro tem aqui uma proposta que me parece sensata. [Read more…]
Quando um gráfico vale mais que mil mentiras
Esta malta andava a subir na vida. E fica-me a dúvida: não fosse a crise, e não teria este gráfico seguido o seu percurso natural, aumentando o assalto às finanças públicas e sustentando os empresários chulos do estado?
gráfico via Câmara Corporativa
Actualização – Não quero que falte nada aos meus comentadores:
Destruição de obras de arte

Está confirmado. Tal como como era de prever, a CNN acaba de informar que a multidão atacou o Museu Egípcio no Cairo e destruiu obras de arte. Esta não é uma acção esporádica. A Irmandade Muçulmana vota um profundo desprezo a todo o tipo de arte “não islâmica”, na perfeita consonância com aquilo que os imãs exigem na Europa. Recordam-se dos dinamitados Budas de Bamian, no Afeganistão? Não se admirem se um dia destes virem as múmias dos faraós arrastadas pelas ruas do Cairo e as preciosidades do Antigo Egipto derretidas no cadinho. Qualquer semelhança com a antiga civilização, é uma mera coincidência no espaço territorial. Não tenham qualquer tipo de ilusões. Esta é uma “acção revolucionária” bem organizada e coordenada.
Não se trata de democracia. A sublevação poderá ter-se iniciado devido ao regime repressivo, mas o que aí vem, não é de bom augúrio. Trata-se de mais uma etapa na tomada do poder pelos radicais religiosos em todos os países muçulmanos. Qualquer entusiasmo com “vinte e cinco de Abris” norte-africanos, é apenas ilusionismo ou crendice bacoca.
Irmandades escondidas

Como reagiriam as potências ocidentais, a uma súbita irrupção de violência nas ruas de Lisboa ou de Atenas? Apelariam à contenção das forças de segurança? Declarariam haver “necessidade de reformas”?
Já crepita o fogo por todo o norte de África e no flanco sul da península arábica, o Iémen também entrou na corrente de sublevações que se generalizam. Nem mesmo o regime de Kaddafy parece seguro e apenas são respeitados os Chefes de Estado da Jordânia e do Marrocos, duas monarquias com forte apoio popular, dois países que têm merecido uma grande compreensão da sempre ansiosa diplomacia ocidental. Cremos que o verdadeiro alvo é outro, mais precisamente a Arábia Saudita. A queda do regime de Riade é um velho projecto dos extremistas muçulmanos, sabedores da total dependência europeia e americana, da boa vontade deste regime tacitamente seu aliado. A Irmandade Muçulmana (1) – que possui um programa claro – não deverá ser alheia a estas ocorrências. Há trinta anos caia baleado o general Anwar el-Sadat, vítima da aproximação aos EUA, da paz com Israel e da protecção concedida a outro alvo primordial, o Xá Mohamed Reza Pahlavi. O resultado está à vista e a “Europa” teima em contemporizar, temendo pelos seus negócios e refém dos seus medos. Querendo sempre acreditar em liberdade, os europeus acabam sempre por verificar resignados, a emergência de regimes muito mais repressivos que os derrubados. O júbilo bem depressa dá lugar ao silencioso comprometimento.
ser académico

insígnias
- de ser académico
- de ser académico
insígnias
Bem sei que tenho andado desaparecido. Peço desculpas aos meus leitores, especialmente aos que comentam os meus textos, poucos, mas bons.
Tenho andado desaparecido por boa causa, penso eu. Primeiro, ainda ontem acabei mais um novo livro: Yo, Maria de Botalcura, a psicanálise de uma senhora que viveu todas as tragédias da vida e acabou por sarar. Livro escrito em 2007 e reescrito esta semana. Entreguei a vós em excertos. Essa entrega estava cheia de gralhas e não tive nenhum comentário, como é natural: ou escrevo textos complexos, ou textos que ninguém acaba por entender e aceitam, agradecem, mas nenhuma palavra de apoio a minha escrita aparece. O livro, reescrito, ficou muito melhor e em castelhano, língua que todos os portugueses entendem, por ser castelhano chileno, castiço, que ainda guarda as palavras e formas de se exprimir do Século XVI. Assunto que acontece por ser o Chile um país isolado, uma faixa costeira no fim de mundo, entre o deserto de Atacama ao norte e a Antárctica, ao sul, sítio que tem seis meses de noite e outros seis de luz de dia. Mas, a temática era-me tão interessante, que não parei em detalhar esses doze mil quilómetro de cumprimento, entre a Cordilheira dos Andes e o mar, e esses
Revista de blogues
Da Espanha como exemplo
se é para seguir exemplos, por que carga de água é que não aumentam também o salário mínimo nacional lusitano dos actuais 485 € para os 640 € de Espanha? E, já agora, por que não elevam os salários médios dos trabalhadores portugueses dos actuais 894 € para os 1 538 € da vizinha Espanha ou para as remunerações médias na Europa? E, já agora, porque não harmonizam o IVA, na Espanha de 18% e em Portugal de 23%?
Henrique Sousa – Mais um prego no caixão da redução das relações de trabalho à lei da selva e do Estado Social a um Estado assistencial
Paneleirices
Eu cá não me punha com paneleirices como “renegociar contratos de associação”; eu, pura e simplesmente, eliminava-os até ao último cêntimo (ai a “escola é longe”? fique com a tia, como o meu pai ficou, filhos da puta); e depois rezava a cada uma das santas padroeiras destes colégios todos orgulhosos da sua moral cristã que me fizessem uma manifestação com caixões ainda mais grossos que desta última vez, para que o Corpo de Intervenção da PSP, devidamente instruido por mim, os enfiassem pelo cuzinho daqueles pais acima.
maradona – Com todo o indevido respeito
A frase
Como já disse, desta campanha – e agora desta eleição –, sobrará uma frase:
“Têm que nascer duas vezes para serem mais honestos do que eu!”.
Cavaco nunca mais será o mesmo. E com um par de botas para descalçar.
Packard em rodagem – autoridade e fé
Sócrates em jeito de olha para o que digo e não para o que faço
No Parlamento, José Sócrates indignou-se. As crianças, disse mais ou menos desta forma, não podem ser utilizadas como forma do protesto das escolas particulares contra a redução dos valores dos contratos de associação. Foi ontem. Tem razão, não deviam.
Já não sei é se é o mesmo José Sócrates que fez demonstrações do Magalhães com crianças contratadas a 30 euros.
Grande Colégio Universal: mais dúvidas acerca de uma escola com contrato de associação
Visitando o site das escolas com contrato de associação, é possível saber moradas, telefones, endereços electrónicos, tudo, o que é muito útil. Numa passagem recente, resolvi espreitar a cidade do Porto e descobri, por exemplo, que o Grande Colégio Universal fica na Rua da Boavista, na proximidade, portanto, de muitas escolas estatais. Como se justifica, então, para começar este contrato de associação?
Para além disso, é possível ler, na secção “Perguntas e Respostas” do site da associação, a seguinte informação:
• O que são contratos de associação?
São contratos assinados pelo ME com escolas de gestão privada, através dos quais o ME se compromete a pagar o serviço educativo que estas prestam – em montante equivalente ao custo por aluno no ensino estatal – de modo a que os alunos abrangidos pelo contrato possam frequentar a escola gratuitamente.
Depreende-se do sublinhado que uma escola com contrato de associação não possa cobrar mensalidades. No entanto, se entrarmos na ligação “Perguntas frequentes”, na página do Colégio Universal, descobrimos um preçário. [Read more…]
Estou vivo e não quero ter medo de ir a Coimbra-B
O Manuel Rocha, violonista da Brigada Victor Jara e director do Conservatório de Música de Coimbra, foi vítima de uma brutal agressão. No hospital onde se encontra internado escreveu este texto, contando como tudo se passou, com a dignidade de quem não confunde a árvore com as florestas. As melhoras Manuel, e roubo-te o texto do Facebook para servir de exemplo: outro qualquer já teria exigido uma caça ao cigano.
Queridos amigos!
Boletim clínico: fractura do perónio e lesão na articulação da perna direita; escoriações muito ligeiras; sem mais lesões físicas ou morais; sono profundo e descansado.
Descrição da ocorrência: abordagem por marginal à entrada da estação de Coimbra-B; impedimento, pelo dito, de fecho da porta do automóvel; reacção enérgica, minha, à prepotência do marginal; agressão primeira sob a forma de pontapé; reacção enérgica, minha, saindo do carro para desimpedir a via pública (revelando excesso de visionamento de séries norte-americanas nas quais o “bom” ganha sempre); confronto físico de exagerada proximidade; intervenção do resto da alcateia colocando-me em inferioridade numérica e física seguida de manobra de elemento feminino (demonstrativo de elevado profissionalismo) de inutilização do membro acima referido; pausa para retirar os feridos do campo de batalha (eu).
Análise de conteúdo: não se tratou de violência étnica – os bandidos são bandidos seja qual for a característica dos indivíduos. A atitude demissionária e de assobiar para o ar de quem presenciou a ocorrência, não pode ser justificada pelo medo (característica, como é sabido, de quem tem cú), ou não faria sentido evocar esse pilar da civilização ocidental que é o amor ao próximo.
Pela liberdade de escolher a Escola dos nossos filhos
O Aventar é um blogue plural e nem todos temos as mesmas opiniões acerca de tudo. E a verdade é que depois de tudo o que tenho lido e ouvido sobre os contratos de associação e sobre o ensino privado v ensino público, mudei um pouco de ideias. Confesso que passei a defender que todos os pais deviam poder escolher a escola para os seus filhos. Mais: exijo essa liberdade de escolha. Este post do João Miranda convenceu-me definitivamente.
Quero pagar para ver a nova realidade sócio-económica das escolas públicas e privadas e, se possível, num lugar de primeira fila. Onde poderei ver os putos do Bairro do Aleixo ou de Miragaia, no Porto, a entrarem pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário adentro, cumprimentando com educação as freiras e os padres; os miúdos do Ingote ou do Bairro da Rosa, em Coimbra, a invadirem de forma muito ordeira o Colégio Rainha Santa; a chavalada de Chelas e do Bairro da Quinta do Mocho, em Lisboa, a ocuparem os melhores lugares do Colégio de S. João de Brito.
Mas há uma condição: as escolas privadas não poderão escolher os alunos, terão de aceitar tudo o que lhes calhar em sorte.
Acreditem, vai ser divertido… e o melhor que podiam fazer à Escola Pública.
Venha a Montalegre de Janeiro a Janeiro…
O comboio de Braga a Chaves acabou por nunca acontecer; Chegar à Feira do Fumeiro de Montalegre só mesmo por estrada.
As medidas do debate quinzenal e a apresentação do programa eleitoral do PS
É um país incapaz de viver sem o Estado. E um Estado que, para responder a esse país, precisa de lhe sacar mais e mais recursos
No segundo debate quinzenal de 2011, ainda no rescaldo das eleições presidenciais, o primeiro ministro puxou da cartola uns números referentes a 2010 e, achando-os bons sinais, adicionou-lhes adubo qb em forma de injecção de dinheiro vindo dos impostos.










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