«Se pudessem, já me tinham eliminado de várias maneiras»

Em ano de conquista de direitos sem precedentes para os cidadãos LGBT em Portugal, o dezanove entrevista António Serzedelo, figura histórica do activismo LGBT, presidente da Opus Gay e autor do programa de rádio Vidas Alternativas:

dezanove: Muitos consideram António Serzedelo uma figura incontornável do activismo português. Que balanço político faz da sociedade portuguesa entre 1974, quando foi publicado na imprensa o primeiro manifesto sobre a “Liberdade para as Minorias Sexuais” 17 dias após a revolução, e 2010, quando foi convidado para almoçar com o primeiro-ministro no dia da publicação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo? [Read more…]

Os pobres que paguem a crise

A propósito das taxas moderadoras e não só, gostaria de começar por secundar o repto feito aqui pelo Carlos Fonseca.

Ora, os meninos que estão no governo, desde que decidiram fingir combater a crise, passaram, igualmente, a fingir que descobriram o rigor e a equidade, factores que, pelos vistos, não eram tidos em conta na governação que conduziram até aqui. A partir de 1 de Janeiro, decidiram cobrar taxas moderadoras a qualquer pensionista ou desempregado com rendimentos superiores a 485 euros. Sem se rir, Manuel Pizarro, secretário de Estado adjunto e da Saúde explicou a medida: “A razão para esta alteração não é estritamente financeira, é de equidade e justiça social. É estarmos convencidos que não faz sentido manter esse benefício a pessoas que em função dos seus rendimentos ou património não precisam desse benefício do Estado.” Finalmente, o governo tem a coragem de pôr na ordem todos esses ricaços que ganham à volta de 500 euros por mês. É o Estado Social no auge da sua glória!

Entretanto, o JN escolhe para esta mesma notícia o seguinte título: “Desempregados e pensionistas com mais rendimentos passam a pagar taxas na saúde” Com mais rendimentos? Lá está, gente privilegiada. É mais um exemplo do jornalista-velejador: sabe sempre de que lado sopra o vento.  

Ano velho, ano novo

velho ano - novo ano

Eliminar taxas moderadoras – O que fazer a José Sócrates?

O governo “socialista” de José Sócrates acaba de consumar mais um acto de injustiça social, como é reconhecido por António Arnaut, co-fundador do Partido Socialista, em 1973, a quem é atribuída  a criação do SNS – Serviço Nacional de Saúde.

Através de portaria do Ministério da Saúde, a partir de 1 de Janeiro de 2011, os desempregados e pensionistas com rendimentos superiores a 485 euros, incluindo os rendimentos de juros de poupanças, elevadas ou limitadas, depositadas a prazo, perdem o direito ao benefício de taxas moderadoras. Portanto, terão aumentados os gastos em medicamentos e serviços médicos prestados no âmbito do SNS.

Segundo o jornal Público, cerca de 60 mil desempregados beneficiam de subsídio superior a 685 euros.  Todos estes serão, portanto, alvo da injusta medida. Todavia, o número de vítimas é significativamente ampliado por outros desempregados e, em especial, pela população de pensionistas. É conveniente lembrar que, entre estes últimos, existem inúmeros doentes crónicos com dificuldades financeiras que, a despeito das taxas moderadoras de que beneficiavam, já se confrontavam com avultadas despesas regulares em medicamentos. Segundo testemunho, ao alcance de qualquer cidadão,  é comum assistir em farmácias ao lamento de quem não dispõe de dinheiro para a totalidade da receita: “Uma vez que só tenho 20 euros, quais os medicamentos da receita que acha indispensáveis comprar?”. Enfim, histórias tristes de uma pobreza que, em vez de ser combatida, se expande.

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Vidas por um fio

(Opistótono, óleo sobre tela, de Charles Bell, 1809)

Eu acabara de comer a canja. Na minha juventude, os casamentos da minha aldeia tinham canja, frango estufado com ervilhas e vitela assada. Mas nem ao frango eu cheguei. Alguém me veio chamar para ir ver uma mulher que estava muito mal, lá para os confins da Serra da Gralheira.

Enfiei-me no meu velho Hillman Minx e fui até Junqueira, no alto da serra, onde um homem me esperava. Daí em diante o trajecto seria feito a pé por montes e vales. Quase uma hora depois chegámos a um casebre, em cima uma humilde habitação e em baixo o curral da vaca. [Read more…]

TVI: sondagens com o voto pré-marcado

tviAs sondagens online valem o que valem, ou seja nada. Mas abrir uma em que um dos candidatos já tem o voto marcado é ligeiramente exagerado. Não havia necessidade.

O presidente de todos os seus netos

Viva a Ensitel…

Uma cliente reclamou. A Ensitel não gostou que a cliente contasse a estória. A Ensitel processou a cliente. A Ensitel é uma besta fascista mas curtida!…

Senhor Ministro das Finanças mantenha os ‘boys’, mas agradeça ao Tribunal de Contas, por favor

Uma vez mais, o Tribunal de Contas, sem poder sancionatório, denuncia irregularidades no uso de dinheiros públicos. Várias sociedades do Sector Empresarial do Estado, em particular do sector dos transportes, não cumpriram o legislado pelo DL 191/99 de 5 de Junho; ou seja, em vez de fazerem depósitos e aplicações financeiras no IGCP – Instituto de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público, como lhes competia, utilizaram a banca comercial. A CP, com 235 milhões, está no topo das empresas faltosas.

Parte da imprensa noticiava justificação para a demissão legal dos administradores dessas empresas, certamente induzida pelo Relatório do TC sobre a Conta Geral do Estado de 2009 e pelo nº 1 e alínea b) do artigo 25º – Demissão do DL 71/2007, a seguir reproduzidos:

   1 – O gestor público pode ser demitido quando lhe seja individualmente imputável uma das seguintes situações:

b) A violação grave, por acção ou por omissão, da lei ou dos estatutos da empresa.

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"Amigos para siempre"


Os candidatos são sempre objecto de qualquer inesperada desventura. Sedes vazias, pouca audiência nos debates televisivos – sejam quais forem os pretendentes em liça de meia hora -, nada de comícios. Enfim, uma tristeza. Apesar de todas as contrariedades, a maior será a falta dos amigos de sempre, de quase meia vida. O que terá sucedido à República, tão sozinha, a penar por aí?

Por que no te callas?

Cavaco, mastigando explicações sincopadas, como qualquer mau professor, vem abençoar as palavras de seu discípulo, Durão, apodando-as de sensatas. Se bem se lembram, o senhor comissário, do alto de Bruxelas, pediu aos líderes que se calassem. O que fez Cavaco? Falou.

Graças ao verbo presidencial, ficámos a saber quem são os nossos credores: “as companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos soberanos, os bancos internacionais e os cidadãos espalhados por esse mundo fora”. Fomos aconselhados a não dirigir a toda essa gente “palavras de insulto” (será o mesmo que insultos?), porque daí pode derivar “mais desemprego”. No fundo, é algo comparável ao conselho de que não se deve cuspir para o ar. Realmente, não há nada como um economista ilustre para explicar os mecanismos do emprego e da economia em geral.

Contos Proibidos: A remodelação do I Governo Constitucional

continuação daqui

«Os três grandes problemas do I Governo Constitucional seriam, em primeiro lugar, a ausência de apoio maioritário na Assembleia da República, que não foi procurado pela convicção de que Ramalho Eanes estaria sempre submetido à vontade do Partido Socialista e de que, à sua direita, ninguém se atreveria a assumir a responsabilidade pela queda do I Governo; em segundo lugar, a absoluta necessidade de encontrar meios financeiros internacionais que ajudassem Portugal a resolver os gravíssimos problemas resultantes do défice da sua balança de pagamentos e, finalmente, a preparação da candidatura à Comunidade Económica Europeia. Depois, existiam todas as questões inerentes às deficiências da equipa ministerial escolhida e a algumas das políticas que o Governo se propunha desenvolver.
É verdade que passados seis meses já todo o País estava farto do I Governo Constitucional. [Read more…]

Quando os blogs são notícia

Audição de Pinto Monteiro na AR, em 16-01-2007

Volta e meia diz-se por aí que os blogs dependem mais dos media tradicionais do que o contrário mas temos assistido nos últimos tempos a consideráveis marcações de terreno – chamemos-lhes assim. Já houve o caso do blog O Jumento, com a identidade do autor revelada por um jornalista de uma forma pouco elegante; há o caso do blog dos assessores do governo, onde estes procuram dar linhas de orientação ao povo blogosférico pró-governo; há os diversos casos de intimidação a bloggers, de onde as ameaças da CONFAP ao Paulo Guinote e ao blog Ensinar na Escola são notórias e onde o processo movido ao autor blog Do Portugal Profundo por causa da licenciatura ao domingo de Sócrates fez correr muita tinta (curiosamente, esses posts já não existem no blog em causa…)

E agora há o caso Jonas/Ensitel, onde a Maria João Nogueira (Jonas), responsável pelos serviços de comunidade Sapo e autora do blog Jonasnuts está em vias de ser processada pela Ensitel.

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Presidenciais: Querem votar nesta gente?

Votar em Manuel Alegre é votar em quem mais não tem feito, à excepção de uns livros de poesia, senão mamar na teta do Estado. Em 30 anos de democracia, não passou de um Secretário de Estado sofrível e de um Deputado inconsequente, cujas intervenções e movimentações em sentido contrário ao seu Partido mais não foram do que formas de ir realizando o seu próprio caminho político. Aquele mesmo caminho que fez «contra os Partidos» há 4 anos atrás – um caminho que agora o escandaliza.
Mais: votar em Manuel Alegre é votar na gente pouco recomendável que vemos acima (desbotado exemplo) e que constitui o que de pior tem e teve a democracia portuguesa. Querem votar nesta gente?

a crise de Portugal é a da humanidade

crise financeira, homofóbica, dos direitos humanos, não apenas da economia

Não há fim de ano que não acabe com festas e pantomimas, muto comer, entrega de presentes, gastos supérfluos em roupas novas para passar a consoada, dançar para o Ano Novo, festividades que, enquanto acontecem, parecem não ser gastos, mas sim, investimentos em relações familiares, de amigos e vizinhos. Para mal dos meus pecados, calhou passar os meus primeiros vinte e anos de vida en terras nossas, que ofereciam presentes à nossa família: pais, irmãos e até a servidumbre que realizava o trabalho doméstico. Éramos poucos para tanta euforia, que devia ser devolvida. Não era um investimento de capital, era um gasto sem objectivo, excepto esse de manter contente ao patrão e a sua família e assegurar o posto de trabalho. Era um investimento inútil. O trabalho estava assegurado pela lei, pelos sindicatos e pelos compromissos políticos dos que prometiam muito para ser eleitos para os sítios de poder que pretendiam. Essas festas e ofertas eram um desperdício de dinheiro retirado do fundo doméstico do que todos viviam. O desperdício era a loucura das loucuras. Não apenas mo havia investimento nem poupança, era um louvor às festas de fim de ano e ao patronato dos proprietários. Hábito aprendido desde a revolução industrial do Século

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Candidatos presidenciais 2011 – Francisco Lopes

candidatos presidenciais - Francisco Lopes

Anterior:  Candidatos presidenciais 2011 – Cavaco Silva

ainda não se confirmou a suspeita

desaparecida A miúda fugiu de casa na noite de natal, “de madrugada, e deixou uma carta à mãe a dizer que ia seguir o seu sonho: ser cantora e aparecer na televisão, no programa ‘Ídolos’. Sara Filipa Marques, de apenas 13 anos, nunca mais foi vista, desde que deixou a casa onde vive com os pais e mais quatro irmãos em Tabuaço, concelho de Vagos.
Na carta de despedida, que deixou escrita no caderno da escola e ficou largada em cima da cama, disse que um homem, chamado ‘Manel’, ia ajudá-la e levá-la à televisão. Pagava a sua estadia e ajudava-a com a carreira em Lisboa”
. O Correio da Manha esfregou a língua nos lábios, babou-se e avançou no combate aos perigos da internet devoradora de criancinhas.

Sou muito pacifista nesta guerra, também porque vivo com pais que não querem net lá em casa pode por ali perder-se uma filha, e é uma guerra não só dos jornais em papel mas do mundo na parte do mundo que tem de ter medo, lugar do pânico. Um computador vale pelo velho perigo de ir sozinha à fonte, às romarias, aos bailes, rondar os becos escuros  da cidade, depois os cafés, as discotecas, os festivais, agora a rede. Sempre o medo do medo, do novo. quando há um novo, vem um novo medo.

Azar. A miúda tinha fugido  com “o namorado, um pouco mais velho, que também estava desaparecido”, um pouco mais velho por sorte são 15 anos, idade em que fugir de casa numa noite de natal pode ser amor, com 16 já era pedofilia.

O Correio da Manha não aguenta e suspeita:

Apesar de a menina já se encontrar em casa, ainda não se confirmou a suspeita levantada pelos pais da jovem, que acreditavam que esta tivesse sido seduzida por alguém através da Internet.

Como ainda não se confirmou a suspeita podemos estar descansados. Agora se ela se confirma, estão a ver os riscos que as crianças correm, mesmo quando nem têm computador e internet em casa, como é o caso.

O Norte precisa de uma bússola

“No 3º trimestre de 2010, voltou a atenuar-se a tendência negativa do emprego na Região do Norte. Face ao trimestre homólogo do ano anterior, o número de empregados residentes na Região do Norte registou uma queda de 0,4% (equivalente a menos sete mil indivíduos empregados). No trimestre anterior, a variação homóloga  tinha sido de – 0,9%. A taxa de emprego (dos 15 aos 64 anos) atingiu novo mínimo histórico, fixando-se em 63,0%”.

Destaque para “novo mínimo histórico”.

Está no relatório de conjuntura divulgado esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

A cáfila…


O sr. Cavaco Silva anda em não-campanha eleitoral, isto é, continua a ter a sua agenda presidencial cheia de iniciativas que substituem facilmente os famosos outdoors, tarjas ou autocolantes.

Há uns tempos, depositou uma coroa de flores – que mania, esta republicanagem tem em depositar coroas, preferindo-as aos barretes! – no monumento de Salgueiro Maia. Bem vistas as coisas, deve-lhe o cargo. Ele e todos os outros “tacheiros” que por aí (ainda) andam. Seria interessante sabermos o que diria o capitão, acerca de todos os ataques que as Forças Armadas têm sofrido às mãos da cáfila que nos arranjaram.

O presidente de todas as mensagens

SCUTS – entrevistas de alunos de Escola de Matosinhos

1. É a favor do pagamento das SCUT nas auto-estradas da Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral?

Seria a favor se cumulativamente: [Read more…]

A China, a Europa e já agora o PCP

          Negócio da China!

negócio da chinaO comissário europeu para a Indústria e vice-presidente da CE, Antonio Tajani, acaba de alertar para o perigo das aquisições de empresas europeias pela China. Considera tratar-se de ofensiva de estratégia política dos chineses, contra os interesses europeus.

A que interesses se referirá o político, oriundo da Força Itália, de Berlusconi? Obviamente aos do poder do capital financeiro europeu. Nem dele, nem de outro comissário, nem do Presidente da CE e ex-MRPP, Barroso, ouvíramos antes observação semelhante; breve que fosse, se atingidos interesses e  direitos sociais legítimos de milhões de europeus. Perante os efeitos da deslocalização para a China de inúmeras actividades industriais de multinacionais europeias, a CE mostrou-se capciosamente indiferente. É o mercado a funcionar, diziam.

Com a Índia como companheira, a China, controlada pela oligarquia  do PC chinês, é a  pátria preferida pelas multinacionais. Motivo? Os benefícios do “dumping” social de mais amplas proporções e desigualdades do universo. Um única empresa, Foxcoon, ilustra com clareza o que é o trabalho de semi-escravidão naquele país:  12 horas diárias de trabalho, 6 dias por semana e salários mensais entre 90 e 120 euros. Contra estas ignominiosas condições de trabalho, fortemente responsáveis pela crise económica, social e de emprego a que os países da UE estão submetidos, o silêncio da CE tem sido a regra, de facto. Agora, porém, outro galo canta. Está em causa a ‘Volvo’ e, acima de tudo, um conjunto de interesses da Alemanha e França na indústria automóvel. [Read more…]

Contos Proibidos: O apoio de Kadhafi ao PS e as relações com Israel

continuação daqui

Uma outra questão essencial da política externa do PS foi o empenho com que «forçámos» o Governo Português a normalizar as relações diplomáticas com Israel, encontrando eu em Salgado Zenha o principal protagonista desta normalização. A quase totalidade da direcção socialista saída do II Congresso tinha laços antigos com os argelinos.
O apoio financeiro do coronel Kadhafi, em 1974, era uma outra importante condicionante ao reconhecimento de Israel. O que, a meu ver, era um autêntico disparate. Não só porque o país existe e era (e continua a ser) a única democracia do Médio Oriente, mas porque esse não reconhecimento tinha repercussões político-económicas em todo o mundo ocidental. Havia também que contar com o facto de existir em Israel um partido que fazia parte da IS.
A resistência do Governo, à semelhança do que se passara com os Governos Provisórios, dava lugar a rumores de que Portugal cedia às pressões do mundo Árabe, ao passo que era do conhecimento geral de que seríamos mais respeitados pelos árabes reconhecendo Israel, do que o não fazendo. Um outro fundador do PS e da chamada ala moderada do partido, Bernardino Gomes, que Soares tinha designado para certos contactos com a CIA, desenvolvia então em Lisboa uma espécie de lobby pró-israelita. Era seu assessor em S. Bento e muito diligente para com a família Soares. [Read more…]

Os mercados são como as paredes

“Apelo aos líderes políticos para estarem mais calados e deixarem os comentários para os comentadores, e perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir”.

 

José Barroso, o mordomo dos líderes europeus, uma espécie de Alfred dos Batmans todos que mandam no Velho Continente, pede aos seus patrões que estejam “mais calados”, o que, em termos de Física Acústica, será, com certeza, um achado, porque perceber a diferença entre estar mais ou menos calado é algo que só pode pode estar ao alcance de um homem de espírito agudo e durão de ouvido.  

Passando da Física para a Biologia, penso que será urgente investigar os mercados, esses seres misteriosos que, ao que tudo indica, estão dotados de um sistema auditivo tão apurado que os leva a um comportamento assustadiço. Até vou escrever mais baixinho, que me pareceu ver um na cozinha.

Gambas à guilho/ao alhito

gambas à guilho
(clicar para aumentar)

A tempo para a passagem de ano, aqui fica uma espécie de receita.

Gambas à guilho (numa espécie de tradução do espanhol  Gambas al ajillo) ou gambas ao alhito (em tradução directa)

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A religião é a lógica da cultura

A caridade da Eurest e a hipocrisia da campanha “Direito à Alimentação”

eurest488004462 Maria foi despedida da cantina de uma escola em Vila Nova de Gaia por ter levado para casa comida que iria para o lixo. A funcionária, com poucos recursos, aproveitava as sobras do dia para dar de comer aos cinco filhos.

Filomena Martins, que trabalha na Escola Alcaides de Faria, em Barcelos, tinha pão e sopa no cacifo e está suspensa de funções, com um processo disciplinar em curso.

Na cantina da Portucel, em Setúbal, uma das trabalhadoras foi revistada na segunda-feira, à saída, e como tinha sobras na carteira, está também suspensa e ameaçada de despedimento.

Estes casos, divulgados pelo Correio da Manhã, têm em comum a Eurest, empresa que diariamente fornece o almoço a 200 mil portugueses, em 1200 restaurantes e cantinas de hospitais, escolas, prisões, áreas de serviço, autarquias e empresas e vieram a público porque esta vai participar na campanha “Direito à Alimentação”, lançada com pompa e circunstância pelo Presidente de todas as caridadezinhas, a começar pelas hipócritas. Vejamos como: [Read more…]

João Salgueiro e o elefante no meio da sala

João Salgueiro é um dos suspeitos do costume. Teve o dom de contruir uma boa carreira profissional de braço dado com a política e a banca, logo os dois principais sectores artíficies da crise mundial – e interna – que enfrentamos.

Numa entrevista sauve que concedeu ao jornal Público deixou conselhos para ultrapssar a crise. Os conselhos do costume.

Com profundos laços que o mantém emaranhado no mundo da política e da alta finança, não se lhe ouviu uma palavra sobre o seus gananciosos confrades do mundo da banca. Nem um simples ‘mea culpa’, nem um reconhecimento de erros, de falhas de avaliação, de caminhos enviesados. Nada. Um imenso nada.

Até na estrondosa queda do comunismo, os dirigentes dos países do leste foram mais humildes.

O presidente de todas as vaquinhas umas atrás das outras

Sermos Avós

metáfora de sermos avós queridos e simpáticos

…para os meus netos Tomas e Maira Rose filhos de Cristan Van Emdem e Paula (née Iturra) e May Malen e Bem and forthcoming kids, filhos de Felis Isley e Camila (née Iturra)…

Foi um telefonema longínquo. Da nossa filha mais velha. Disse-me: – nasceu! Era o dia em que eu apresentava mais um livro sobre crianças, na Cidade da Guarda, com Daniel Sampaio. Fiquei sem palavras. Como era evidente, tinha estudado crianças ao longo de dezenas de anos. Com amor e paciência, em silêncio e com orgulho paternal. Como me era habitual, tinha solicitado aos mais novos, desde o primeiro dia, detalhes sobre a sua genealogia. Fomos construindo esse precioso documento entre os [Read more…]