Os juízes também não correm risco irremediável de desemprego

Podem sempre desenvolver outras actividades. Ir dar o cu, por exemplo.

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O país está melhor

As pessoas é que se lixaram (era para escrever com f…)

Um abraço

Sábado passado uma mulher tentou suicidar-se na Ponte 25 de Abril. Parou o carro, pôs os 4 piscas, deixou um papel a despedir-se dentro do carro e saiu para ir saltar da ponte abaixo. Depois de muitos, de muitos carros não pararem, alguém parou, e quase depois disso também um segundo carro, com um GNR lá dentro, que conseguiu impedir o salto enquanto uma pessoa do primeiro carro que parou pedia à mulher suicida que lhe desse um abraço.

Mas nas notícias nem pevas, nem desta história nem de todas as outras que têm vindo a acontecer diariamente – gente a perder o amor à vida, naquela que ficará para a memória recente da sociedade portuguesa como um dos períodos mais absurdamente difíceis de sempre. Mas nas notícias nada, jornalismo nenhum que mostre o que está verdadeiramente a acontecer, que diga que há corpos de pessoas que todos os dias dão à costa nas margens do Tejo, que diga que há muitas pessoas que se matam porque não conseguem viver sem trabalho, com dívidas, e sem esperança alguma de que algo mude no tempo útil das suas vidas breves – enquanto Pedro Passos Coelho e Paulo Portas constroem (pela destruição das vidas da maioria esmagadora dos vivos, incluída uma classe média patrimonial tão recente em Portugal) um país para pessoas que ainda não nasceram.

A confrangedora ingenuidade dos revisionistas

mulheres policia 1972

Há na Helena Matos historiadora (tomo aqui a palavra no sentido amplo, de quem investiga mas também daquele que divulga) uma candura e uma habilidade que me encantam. Ouço-a ainda ensonado na Antena 1 nos Sons de Abril, que nas metáforas mais poéticas dos meses tresanda a Sons de Dezembro, e apetece-me voltar para a cama, readormecido nos sonhos de uma realidade imaginada.

Talentosa, não se lhe escuta um erro, antes qual discípula do cientista político Rui Ramos nos enreda com palpitantes omissões, e o que não se conta é como se nunca tivesse acontecido.

Ouça-se a croniqueta  de hoje sobre as primeiras mulheres na PSP.  Saltita sobre a fonte (onde se disse que algumas tinham o actual ensino secundário brotam miraculosamente licenciadas) e explica tudo nada explicando: “como praticamente não havia desemprego…

Ah que saudades do Marcelo Caetano e seu  presidente de Deus Rodrigues Thomas. Bons tempos, os do anterior milagre económico ainda mais beato que o actual, faltou apenas reforçar que desemprego jovem, desse nem vestígios. A mobilização obrigatória para a guerra, a deserção e o emigrar massivo e maciço (em recorde que pouco falta para alcançarmos) são meros detalhes, uma vaga poeira que não pode estragar o retrato. Estava tudo tão bem como estava e só poderia ter ficado pior, era, não foi?

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O rosto da pobreza em Portugal

Mulher, meia-idade, desempregada, baixa escolaridade, rendimento abaixo dos 150 euros. “Amedrontada, sempre com uma forte vontade de ajudar quem está pior que ela”.

O desemprego na Europa e a emigração em Portugal

A Europa

Deixo agora de parte o ‘sistema financeiro internacional’, a desregulação da banca, os paraísos fiscais, o funcionamento bolsista e todas as estruturas e agentes promotores da profunda crise que se derramou pelo chamado mundo ocidental (Europa e EUA).

O Eurostat acaba de divulgar números do desemprego na UE28 e, especificamente, na Zona Euro; esta, sabe-se, é parte da primeira, distinguindo-se pelo uso de moeda única, euro, pelos Estados-Membros que a integram – caso de Portugal.

Uma súmula de dados transmite com clareza a ideia do desastre socioeconómico europeu, o qual nem mesmo o sucesso alemão consegue esbater. Atente-se nesses dados, reportados a Novembro de 2013:

  1. Estimativas de desemprego na UE28: 26.553 milhões de cidadãos, dos quais a maior parte (19.241 milhões, i.e., 72,4%) pertence à Zona Euro.
  2. Comparado com Novembro de 2012, o desemprego aumentou de 278.000 cidadãos na UE28 e 452.000 na Zona Euro. [Read more…]

A verdadeira Troika da direita

O grupo de boys incompetentes que nos tem roubado nos últimos anos procura vender a ideia que a salvação está mesmo a chegar e que, ali ao virar da esquina, está a luz.Só não dizem que a luz ao fundo do túnel é ainda a luz da frente do comboio que nos vai trucidar

Podiam ser sinceros e apresentar a verdade toda. Confesso que, pessoalmente, teria o mesmo comportamento, mas pelo menos tinha a certeza que lutava contra alguém que tinha apenas ideias diferentes das minhas. Mas, não. Esta gente não se dá a esse respeito.

As verdadeiras intenções deles podem ser arrumadinhas em três pacotes: [Read more…]

Cristiano Ronaldo: pelo teu país

Pelo TEU povo, Recusa receber esta condecoração.

(carta aberta disponível no facebook) [Read more…]

Talvez a malta de direita

possa explicar melhor

bitter pillow # 2

ALmofadas da Amargura # 2.

A prova para ser professor

Ao que isto chegou – Nuno Crato pretende roubar dinheiro aos contratados e / ou desempregados para pagar aos carrascos que aceitem tal vergonha: 3 euritos por questão!

Confesso que não irei ficar surpreendido com o que vai acontecer, mas saberei tirar daí as devidas consequências, mas antes que tal aconteça, permita-me que insulte todos os PROFESSORES CHULOS que aceitam tal coisa!

A nossa dignidade não está à venda! A minha, pelo menos, não está!

Vão brincar com o …!

O desemprego visto pelo jotinha

De toda a estupidez, servilidade e desonestidade que poluem violentamente a quase totalidade da nossa Assembleia da República, nada me irrita mais do que os jotinhas pró-austeridade que fazem o papel de caixinha patética de ressonância dos patrões dos seus patrões. Irrita-me porque são jovens, irrita-me porque acham que falam em nome dos jovens e irrita-me sobretudo porque são a prova de que a classe política insiste na incapacidade de se renovar e continua a produzir lixo, carreiristas e lambedores de botas à custa do erário público. Estranho conceito de mérito.

Dei com o chefe das camadas jovens laranjas, um rapaz caro de manter num pais sem dinheiro para pagar salários, a falar sobre o desemprego em Portugal. Ver um jotinha, principalmente um que exerce funções de deputado, a falar sobre desemprego, causa-me sempre alguma confusão. Fica no ar a sensação de não saber muito bem do que está a falar. Não só porque nunca esteve desempregado, mas principalmente porque joga num campeonato diferente no que toca ao acesso ao emprego, já que fez a sua carreira nos corredores da jota, serviu as pessoas certas e agora é mais um deputado sem experiência nenhuma para o ser apenas e só porque a meia-dúzia que manda no PSD o escolheu para o lote de “seleccionáveis” no qual os partidos políticos nos permitem votar.

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Números do emprego e fraude intelectual

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Por qualquer razão tinha Pedro Romano em conta de alguém com alguma honestidade intelectual. Tinha. Escrever um relambório, para não lhe chamar vomitório, sobre uma anunciada descida do desemprego está ao nível do milagre económico de S. Pires de Lima.

No 3º trimestre de 2012 tínhamos, segundo as estimativas do INE, 4 656 300 empregados. Em 2013 e para o mesmo período são 4 505 600, menos 2,2%. Claro que entretanto a taxa de desemprego baixou porque a emigração cresceu, num país onde a economia tem sido meticulosamente destruída por devotos do deus mercado, uma religião que tem por prática a crucificação dos outros. Pior ainda: subiu o emprego em 9,4 % numa categoria que diz tudo: trabalhadores familiares não remunerados e noutra, subemprego de trabalhadores a tempo parcial cresceu 5,5%. Estamos no bom caminho, temos mais escravos e donas de casa. [Read more…]

É a emigração, estúpidos

Desce a taxa de desemprego, diminui o número de empregados. Assim se arrasa a economia.

Novas de um Reino Despovoado

No terceiro trimestre de 2013, a taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 15,6%.

Dia de Todos os Santos em S. Bartolomeu do Mar

Anabela Laranjeira

Sou Comunista e, como alguns dos meus camaradas, não acredito na existência de nenhum Deus. Tenho, como muitos outros, uma família que não deixa de participar em várias cerimónias, missas, rezas e procissões… Normalmente vou também, em grande medida porque gosto dos sons, dos gestos e das cores, e em grande medida porque acho que não faz sentido deixar de ir, de ver as pessoas que lá encontro e que não vejo, às vezes, em mais lado nenhum. Faz-me mais bem que mal.

Este Domingo foi a visita ao cemitério, no dia de todos os Santos.
Em S. Bartolomeu do Mar (Esposende), como noutros sítios do país, o cemitério, alargado há poucos anos, numa das poucas obras que ainda se fazem nesta terra, encheu-se até ao portão.

Estavam lá os que vivem (sobrevivem) na terra, e os outros (a maioria) dos que trabalham e estudam fora. Faltaram os que já não têm dinheiro para vir ao fim de semana, os que, mesmo fora da freguesia, estão desempregados, os que só podem vir no Natal e no mês de Agosto… e os outros que já se esqueceram que nasceram noutro sítio diferente do sítio onde dormem, comem, acordam e trabalham. [Read more…]

Por baixo da mesa

Segundo resgate “não está em cima da mesa”, diz Durão

Espanha: um exemplo para o Mundo, diz Rajoy

Milhões de postos de trabalho destruídos e a correspondente queda nas cotizações para a Segurança Social espanhola desde a sua subida ao poder: eram 19,4 milhões de contribuintes em 2008, desceram aos 16,2 já em 2013. Olé!

Professores em Sofrimento

O nosso sofrimento é duro. O modo como nos dois últimos anos o Sistema Cratoniano comprimiu as condições na sala de aula e inventou desemprego docente em larga escala ficará nos anais do maquiavelismo moderno, em estados particularmente falidos. Em todo o caso, o Estado Português tem de sobreviver e seguir adiante, der por onde der. Por isso atira borda fora lastro, víveres, alma, cérebros, doentes e especiais. A Barca Nacional navega à bolina e é uma casca de noz perante a procela da dívida. Não há muito a fazer senão cada qual inventar um caminho nunca dantes percorrido, ter uma bóia e agarrar-se a ela. Hoje, os desempregados do Ensino amargamente pedem meças ao impotente Ministério. Amanhã cotizar-se-ão para um bilhete dos One Direction e procurarão esquecer esta sina triste de ser utilizados e deitados ao lixo, sobretudo professores que escrevem de mais em blogues e não poupam aselhas sejam eles do PS, do PSD, do CDS-PP, do BE ou do PCP. Ser franco-atirador da palavra vale a pena. É pena esta fome, este desperdício humano, esta sensação de não-pertença, de não-inscrição. É no que dá ter-se governado com os pés. É no que dá aceitar a corrupção enraizada e transversal no Regime dos soares e dos cavacos, dos sócrates e dos passos.

Professores desempregados ocupam Ministério da Educação

Parece que a coisa está complicada. O 5 dias fala no assunto e o face do SPGL tem imagens. (em actualização).

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Precários confirmam a ocupação. TVI informa que os Professores pretendem chegar à fala com o Ministro. Agora com vídeo. Também na RTP e no Público.

Cratilinárias

CatilináriasRecentemente, Passos Coelho, licenciado em Economia, descobriu que as pessoas, por ganharem menos, gastam menos. Já Vilaça, personagem de Os Maias, comentava a formatura de Carlos, dizendo a si mesmo: “Grande coisa, ter um curso!” Grande coisa Passos Coelho ser economista, que, mais tarde ou mais cedo, chega quase a perceber o que se passa com os cidadãos. [Read more…]

Contratados

Aqui têm uma excelente questão!

Saiu a reserva de recrutamento 2

apesar de Nuno Crato continuar a dizer que está tudo colocado. Afinal havia outra verdade

Pode começar o fogo

Não sei de que lado do rio. Mas tem que haver fogo! Aí está o regresso aos mercados!!!

Daqui a dois dias

Estamos de volta. Será que o Marco António sabe disto?

Governo Sombra acaba de lembrar

Que faltam 3 dias para o regresso aos mercados.

 

33218

Poderiam ser as medidas de combate ao desemprego em Gaia – uma por cada um dos desempregados que a Gestão de LFM piropoajudou a consolidar e, nisso, Gaia continua na FRENTE.

Mas, ao pensar no candidato forte à Junta de Campanhã, confirmo a apetência forte para resolverem problemas de desemprego. Aliás, quase conseguia resolver um problema semelhante a um vereador de matosinhos, não fosse terem aparecido umas trapalhadas pelo meio.

E assim continua a democracia a norte.

Sexta, 13

Deve ser por isso que não temos Professor de matemática na turma.

Só pode. É normal.

O vídeo Pornográfico da Professora na sala de aula

Nas escolas o ano lectivo já vai longo, considerando o trabalho já desenvolvido e que basicamente se divide em duas grandes dimensões:mirandela

 – a administrativa que é da responsabilidade do Director e que passa pela definição dos cursos que vão funcionar, da constituição de turmas, da distribuição de serviço e da elaboração dos horários; infelizmente, nos últimos anos estas funções, que deveriam ser geridas no âmbito da autonomia de cada projecto educativo, são cada vez mais comandadas pelo poder central numa lógica que faz cada vez menos sentido. Continuo sem perceber como é que alguém, sentado num gabinete de Lisboa consegue definir que cursos poderão existir, por exemplo, na minha freguesia.

– a pedagógica que é dinamizada, em primeira linha pelos docentes e que passa por recolher e analisar informação sobre os alunos, bem como preparar, geralmente em equipa, as aulas para todo o ano lectivo (as chamadas planificações). É também o momento de aferir critérios de actuação, por exemplo, ao nível da gestão da indisciplina.

E, obviamente, uma parte muito significativa do sucesso ao longo do ano lectivo depende em grande parte do trabalho desenvolvido neste mês. Há tempo para emendar a mão, mas é quase impossível mudar algumas coisas com o ano lectivo em andamento. [Read more…]

Privatizem também a nuvem que passa

Santana Castilho*

O ano lectivo que agora se inicia está marcado, pobremente marcado: pelo afastamento da profissão de muitos e dedicados professores; pela redução, a régua e esquadro, sem critério, de funcionários indispensáveis; pela amputação autocrática da oferta educativa das escolas públicas, para benefício das privadas; pela generalização do chamado ensino vocacional, sem que se conheça qualquer avaliação da anterior experiência limitada a 13 escolas e agora estendida a 300, via verde de facilitismo (pode-se concluir o 3º ciclo num ano ou dois, em lugar dos três habituais) e modo expedito de limpar o sistema de repetentes problemáticos; pela imposição arbitrária de decisões conjunturais de quem não conhece a vida das escolas, de que as metas curriculares, a eliminação de disciplinas, o brutal aumento do número de alunos por turma e as alterações de programas são exemplos; pelo medo do poder sem controlo, que apaga ao dobrar de qualquer esquina contratos de décadas e compromissos de sempre; pela selva que tomou conta da convivência entre docentes; pelo utilitarismo e imediatismo que afastou a modelação do carácter e a formação cívica dos alunos; pela paranóia de tudo medir, registar e reportar, para cima, para baixo, para o lado, uma e outra vez, e cujo destino é o lixo, onde termina toda a burocracia sem sentido; pelo retrocesso inimaginável, a que só falta a recuperação do estrado e do crucifixo.

Providencialmente no tempo (imediatamente antes de se concretizar mais um despedimento colectivo de professores, que marca o ano lectivo) vieram a público dados estatísticos oficiais. Primeiro disseram-nos que em 2011/2012 tivemos nos ensinos básico e secundário menos 13.000 alunos que no ano anterior. Depois, projectando o futuro, prepararam-nos para perdermos 40.000 até 2017. Providencialmente, no momento, omitiram que, de Janeiro de 2011 a Junho deste ano, desapareceram 47.000 horários docentes. Políticos sérios não insinuam que esta redução de docentes se deve à quebra da natalidade. Trapaceiros, sim. [Read more…]