Conservadores e radicais

Duda Orban

O que é o Bloco de Esquerda? Um partido radical. O PCP? Um partido radical. E o Podemos? Um partido radical ep perigoso que isso é malta amiga do Chávez! O Syriza? O radicalismo em todo o seu esplendor. Jeremy Corbyn? Um radical que se apoderou do Partido Trabalhista. A lista poderia continuar. Quem afronta o regime que comanda a política europeia é, regra geral, apelidado de radical. São radicais porque se opõem à austeridade cega, radicais porque denunciam as centrais de negócios travestidas de partidos políticos que gerem orçamentos de Estado em benefício das suas clientelas, radicais porque se opõem à ditadura da alta finança, radicais porque querem regulação e um Estado forte que contenha a voracidade do liberalismo sem freio. Tudo radicais. Uma ameaça à admirável democracia das elites que impera no continente europeu. [Read more…]

Morte aos portugueses

Morte

Com a pátria da liberdade refém do medo, a extrema-direita soma e segue e alguns grunhos fascistas, cobardes e violentos como só eles sabem ser, vandalizaram uma associação portuguesa na localidade de Brie-Comte-Robert e a mensagem não podia ser mais clara. Parece – quem diria – que os gajos não vão muito à bola com os mais de 1 milhão de portugueses a residir em solo francês, apesar dos palermas com aspecto sinistro que vão reforçando as suas fileiras. A xenofobia e a fragmentação da União Europeia seguem dentro de momentos.

A fragmentação da União Europeia segue dentro de momentos

Le Pen

Xenofobia, eurocepticismo, populismo, anti-emigração e pró-pena de morte. Parabéns União Europeia! Depois de anos de ditadura dos mercados, austeridade fanática, corrupção generalizada, apoio e participação em guerras e invasões ilegítimas que nada têm que ver connosco e muito medo à mistura, eis o teu primeiro conseguimento: uma França de extrema-direita. Se achavas o Tsipras radical, prepara-te para o que aí vem. Pode ser que aprendas, tal como os peões da direita ressabiada portuguesa, o verdadeiro sentido da palavra.

A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

E que tal reactivar a Rede Bombista?

RB

Cónego Melo e Ramiro Moreira: o líder espiritual e o terrorista

Isto não está nada fácil para o recém-formado Tea Party português. O investimento financeiro é brutal, dos jornais de campanha às redes de clones no espaço virtual – aproveito para deixar as minhas condolências à família e amigos babões de Maria Luz, o mundo da prostituição política ficou por estes dias mais pobre, uma verdadeira tragédia – os comentadores de serviço têm sido incansáveis a espalhar a mensagem de medo e a demonizar a possibilidade de uma alternativa de esquerda, a narrativa atingiu níveis inimagináveis, onde a obscenidade e o absurdo andam de mãos dadas, até o Assis fez o frete deu o ar da sua graça e o melhor que conseguem é subir 2% numa sondagem que apenas vem comprovar que, se as eleições fossem hoje, PS, BE e CDU continuariam com maioria parlamentar. Deve doer. [Read more…]

Em defesa da extrema-direita neonazi que apregoa a pureza racial

uma salva de pelmas para Helena Matos.

Heil Orban!

orban

Governantes radicais na Europa, como sabemos, só existem na Grécia. Aquela malta do Tsipras é uma ameaça qualquer que ainda não sabemos bem em que consiste mas é gente perigosa, não tenhamos dúvidas.

Já Viktor Orbán é gente boa e lidera um partido conservador que até faz parte do Partido Popular Europeu, o mesmo de PSD e CDS-PP. Por falar em PP, aposto que o ditador primeiro-ministro húngaro já deve ter tido a oportunidade de saudar Paulo Portas pela sua intervenção sobre o papel procriador e doméstico das mulheres. Haja quem defenda o respeitinho, a moral e os bons costumes. [Read more…]

Repórter agride refugiados. Vamos generalizar?

Não, esta idiota não representa nem os repórteres nem os húngaros. Representa apenas o preconceito, o ódio, a xenofobia e o racismo. Representa também a crueldade e a mentalidade fascista instigada pelo ditador Viktor Órban, o radical de extrema-direita que, por ser do PPE, a mesma família política europeia onde têm assento PSD e CDS-PP, é referido pela imprensa europeia como sendo um “conservador”, por oposição, por exemplo, a Alexis Tsipras que é, para a esmagadora maioria das mesmas entidades, um radical. Talvez se Tsipras sugerir a criação de campos de trabalho forçado ou regresso da pena de morte na Europa o discurso amacie.

A idiota, essa, foi imediatamente despedida pelo N1TV, o que demonstra que, apesar da forte presença fascista, ainda existe bom senso naquele país. Por falar em bom senso, quem é que soltou esta malta recém-radicalizada, que tem usado casos isolados ou pontuais para fazer generalizações estúpidas? Alguém se lembra de semelhante onda de preocupação com os sem-abrigo? Será desta que o PNR elege um deputado para defender a supremacia da raça ariana no Parlamento?

Uma Europa cada vez mais unida

O governo húngaro prepara-se para levantar um muro na fronteira com a Sérvia. O fascista Orbán, membro do PPE e amigo de palmada nas costas de Juncker continua a não integrar o lote dos radicais na narrativa do pensamento único. A pena de morte é já ao virar da esquina.

Custou mas foi

Há anos que designo os neoliberais que tomaram conta do PSD/CDS como extrema-direita. Tenho levado como reacção que é um exagero, onde meto o (inexistente) PNR, etc, etc.

Há anos que coloco o PS na direita, vá lá, centro-direita, como o social-liberalismo à moda de Blair que representa. Insulto, queixam-se uns, é de centro-esquerda, és um exagerado, levei como resposta.

Até que um dia os insuspeitos Abrantes falam de erro de paralaxe: “O que já vinha a acontecer na década anterior, e se aprofundou nestes últimos quatro anos, foi uma transformação do PSD num partido da direita radical, abdicando até de se reclamar da «social-democracia».” E segue-se que, depois de lido o documento macro-neoliberal do PS (austeridade com vaselina, submissão ao euro e à ortodoxia europeia), a extrema-direita lá chega, basta ler o Pedro Romano:

Francisco Louçã tem um excelente texto no Público, que toca mais ou menos nos mesmos pontos, embora de forma detalhada. Lido do princípio ao fim, penso que só divergimos na forma como encaramos a essência do programa do PS: Louçã com repulsa, eu com alívio.

O texto de Louçã realmente desmonta como o PS se prepara para mais do mesmo, pasokismo que o há-de partir ao meio; deixemos o governo grego sair do euro e demonstrar como algum tempo de sacrifício prova  haver alternativa, e valer a pena. A dívida é impagável, o euro é uma moeda alemã, o resto é conversa de treta.

Finalmente, obrigado António Costa, por outras razões, é certo, também fiquei  aliviado.

Squealers

Vassalos

Montados nos seus unicórnios cor-de-rosa e financiados pelos interesses que sustentam o regime através dos vários meios que usam para disseminar propaganda orientada para a promoção do liberalismo selvagem e da extrema-direita disfarçada de conservadorismo responsável, onde governos desonestos como o actual vão recrutando mercenários como forma de pagar os serviços prestados na área da “corda” e da manipulação de fóruns da TSF, os ideólogos do regime congratularam-se pela decisão do social-democrata que exerce funções de Provedor do Telespectador da RTP e que saiu em defesa do fundamentalismo jornalístico de José Rodrigues dos Santos e da sua anedótica cobertura das eleições gregas, tão conveniente para com os interesses do seu próprio partido e das pessoas que o colocaram lá. [Read more…]

O fascismo da intolerância

islamCarlos Roque,
Maio de 2014

E eis que a Europa está a ser engolida pela extrema-direita…
O que é peculiar no fenómeno é que as análises que se fazem por aí só vão buscar a figura do nazismo para o justificar, quando, na verdade, o Hitler está morto e enterrado e é um outro facto que está a detonar tudo isto: a imigração islâmica.
Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas. O que eles realmente fazem é tentar desenvolver comunidades autónomas em território europeu, com os seus micro-souks e pequeno comércio que não se mistura no resto da actividade económica europeia. As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).
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Sou Chalie Hebdo e também sou Ana Gomes, consequentemente

ana gomes
A extrema-direita portuguesa não está minimamente preocupada com um atentado à liberdade de expressão, que vitimou hoje vários dos seus heróis. É uma guerra que não lhes assiste, a deles é económica e santa.

Assim a indignação virou-se contra esta afirmação de Ana Gomes, que num país ocupado por línguas bárbaras sou obrigado a traduzir:

#CharlieHebdo – Horror! Também o resultado de políticas anti-europeias de austeritarismo: desemprego, xenofobia, injustiça, extremismo, terrorismo.

(Na Lusa, citada pelo órgão central da extrema-direita neoliberal, parece que traduziram austerisme por políticas de anti-austeridade, o que já ultrapassa ligeiramente a simples ignorância da língua de Rimbaud).

Para o perfeito neoliberal tudo se explica pela moral, na velha lógica religiosa: há os bons, e os maus. Os maus são maus porque são maus, e neste caso porque são maometanos. Cavalgando na sua guerra santa, não podem compreender que os praticantes do mal, e concordamos embora por razões diferentes que desses se trata, existem não por inspiração demoníaca mas uma qualquer razão, lógica, causa. [Read more…]

Em louvor e glória dos egrégios avós

antonio mattoso

Anda pela nossa extrema-direita dita liberal uma vaga de revisionismo histórico (ou de regresso à historiografia à moda do séc. XIX, mas essa deixo para outro dia).

Agora é o Ferreira, putativo candidato a salazarinho que quer fazer “fazer uma carta aberta aos portugueses a explicar porque é que a história é muito maior do que se diz. Escrever uma carta aos portugueses sobre “A tua história foi muito maior do que te dizem”, por exemplo. É que nós somos mesmo bons.” Modéstia e ignorância.

Já o ex-maoísta, ex-pioneiro do eduquês de Boston, ex-formador de professores mal formados, ex-autor de um blogue que apagou porque ali defendeu a escola pública contra os ataques da dupla Valter/ Rodrigues, aliás também ex-apagador de calúnias sobre um conhecido cronista que se lixe a colega que as reproduziu e deu com os costados em tribunal, e actual e único grande defensor do Crato e do “ensino” vocacionado para a mão-de-obra desqualificada e barata, Ramiro Marques, vem em defesa, imaginem, de Putin, e proclama que o Ocidente tem motivos para se orgulhar do seu passado e para celebrar os seus valores comuns. Não há sítio melhor para fazer isso do que as escolas. [Read more…]

Evidência

É possível explicar à extrema–direita a diferença entre um Presidente eleito e um nomeado por Salazar? Não.  Na melhor das hipóteses são monárquicos.

Imigrantes a mais?

Um dos blogues associados ao diário espanhol El País, o Café Steiner, destaca hoje um gráfico publicado no estudo anual sobre a opinião pública “Transatlantic Trends” (edição de 2014), particularmente interessante no que diz respeito à questão da imigração. O gráfico mostra a resposta obtida em vários países da União Europeia, na Rússia e nos EUA à pergunta: “Acha que há demasiados imigrantes no seu país?”.

O que torna as respostas ainda mais interessantes é o facto de surgirem divididas em dois grupos. Um primeiro grupo, assinalado a cinzento claro, a quem foram indicados os números reais da imigração antes de serem convidados a responder, e um segundo grupo, a cinzento escuro, a quem não foi dada nenhuma informação. Isto é, enquanto o primeiro grupo avalia dados reais, o segundo pronuncia-se sobre uma percepção. E as diferenças são flagrantes.

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Casa roubada, trancas à porta

EUR

Esmiuçados os resultados das eleições europeias e constatado o crescimento exponencial dos partidos eurocépticos, vários líderes do pote burocrata europeu correram a alertar para o perigo que tal representa para o projecto europeu. Destacadas personalidades como Angela Merkel, Durão Barroso, Jeroen Djisselbloem, David Cameron ou François Hollande, vieram imediatamente a terreiro falar no problema do emprego e no seu compromisso para o combater. Não sei o que será mais idiota: se esta lógica de “casa roubada, trancas à porta“, se o simples facto de só se terem lembrado desse problema quando sentiram a sua posição ameaçada pelos radicais democraticamente eleitos.

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It’s The End of The World as we Know it….

….mas eu não fico satisfeito, ao contrário do que diz a música dos REM.

Não fico satisfeito (nem surpreendido) com a vitória da extrema-direita (e extrema-esquerda, as quais não distingo em nada) por essa Europa fora. É alarmante. Assustador.

Representa o princípio do fim do sonho europeu. E nestes momentos o melhor é não esconder os culpados: o centro direita e o centro esquerda europeus. Todos sem excepção. Porque levaram o eleitorado a ter de fazer estas escolhas. Porém, o eleitorado não pode fazer de conta que não é nada com ele.

Quando amanhã regressarem as fronteiras, as pesetas/escudos/francos e o retrocesso da liberdade, talvez se lembrem do dia 25 de Maio de 2014. Ou talvez não.

Observando a extrema-direita

Battle_of_britain_air_observer A vida não corria lá muito bem no Blasfémias: por um lado deixou de ser o blogue de política em Portugal com maior audiência, por outro a credibilidade, se algum dia a houve, descamba quando um Cunha emerge. Vai daí, reaparece agora com um novo template (excelente e de fabrico nacional), alguns reforços (do revisionista Rui Ramos ao André Azevedo Alves que é mesmo liberal) e a designação de jornal online. O antigo editor da Voz do Povo, José Manuel Fernandes o homem das inventonas, anda ali como peixe na água, só falta mesmo o Espada para o Observador estar completo.

Como recordou o Rui Bebiano no Facebook “retoma o título de um semanário, crítico do marcelismo à sua direita, publicado naqueles anos em que o regime da velha senhora disparava os derradeiros tiros de mosquete” e apresenta-se, acrescento, com uma boa dose de humor: sem “qualquer programa político” mas assumindo “os princípios fundadores da Civilização Ocidental, derivados da antiguidade greco-romana do Cristianismo (sic) e do Iluminismo.”  Perante isto Rousseau deu um salto, Montesquieu pulou e Voltaire deve ter soltado uma brutal gargalhada. [Read more…]

A extrema-direita

Em dia de mentiras, vou-vos contar umas verdades. A extrema direita vai-se instalando pela Europa, trazendo, das ruínas do século passado, os males que se julgavam enterrados. Le Pen em França, uns populistas na Áustria e na Alemanha, Turquia e a censura.

O que é que define estes movimentos? Alimentam nas pessoas a ilusão de poderem ficar em porto seguro se alguns grupos de pessoas desaparecerem. Mentem, manipulam, procuram bodes expiatórios. Apontam soluções fáceis e falsas. Praticam o culto do líder E assolapam-se no poder.

Proponho-vos agora o seguinte exercício: relerem o anterior parágrafo mas como se estivessem a ler sobre Portugal.

espera

Já está? Continuemos.

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Ayn Rand, ou o neo-nazismo revisitado

Any Rand é a musa da extrema-direita contemporânea. Com o seu tradicional horror às artes e cultura até uma escritora de 5ª categoria serve, o que se exigem é que seja clara nos objectivos, armada em filósofa e com uma brilhante biografia.

A essência da coisa é a do costume: a afirmação do individual contra o social, algo que já tinha sido a luta de Adolfo Hitler, mas esse queimou-se. É ouvi-la:

E está certo, assumem-se ao que vêm: passar por cima de tudo e de todos para alcançar o sucessom capitalismo em estado selvaticamente puro, portanto, outra coisa não se espera de alimárias.

Que um apanhado pelo clima venha aqui vender tal peixe não me espanta: é a sua natureza, o Mein Kampf vem já a seguir.

Enquanto a Europa dorme

A extrema-direita valsa, em Viena. 

Novas da Extrema-Direita Gaulesa

A sociedade portuguesa tem problemas angustiantes. Mas um deles não é a estúpida deriva provocatória e o ascendente cultural da Extrema-Direita, capaz de ousadias gravíssimas, muito mais graves que a erecção de uma estátua fria e morta a um santo mafioso, suposto arqueológico instigador bombista anti-comunista.

Em França, pelo contrário, passa pela cabeça de um pasquim formular parangonas com alusões e associações xenofobizantes de um profundo mau-gosto: «Esperta como um macaco» ou «Um sorriso em forma de banana»., por acaso alusivas a uma ministra. Daí que o ministério público francês tenha aberto uma investigação preliminar por «injúria pública» ao semanário «Minute» por ter feito como manchete «Maligne comme um singe, Taubira retrouve la banane», com uma foto da ministra da Justiça, Christiane Taubira, que não vai apresentar queixa: «As pessoas que são alvo de comentários racistas, antissemitas ou xenofóbicos não são atacadas apenas pessoalmente, mas também por aquilo que são e que aparentam ser. E há que relembrar que não se trata apenas de uma opinião, mas de um delito a sancionar.»

Disse a ministra e disse muito bem.

Mulher admirável

É grande e admirável a MULHER que reage assim à estupidez.

Os verdadeiros problemas da nação

a teia legislativa dos últimos seis anos de governação, destruidora dos pilares estruturantes da Sociedade

A reforma da Sociedade não deve ser realizada apenas na área económica e fiscal. Carece de uma intervenção mais profunda, designadamente no que diz respeito à Dignidade da Pessoa, em todas as etapas da sua vida, desde a concepção até à morte natural, à cultura da Responsabilidade, do compromisso no Casamento e na Família

Estas medidas são também instrumentos indispensáveis para saldar o défice e a dívida, assegurar a sustentabilidade do Estado Social e sair da crise em que o Governo anterior nos deixou e assim DEFENDER O FUTURO

A estupidez da extrema-direita é um abismo infinito.

Passos trocados

Diz a sabedoria popular que é preciso saber dançar consoante a música. Todavia, o que é popular causa enorme engulho à Extrema-Direita que está no poder. Sim, digo Extrema-Direita porque esta Direita não aceita a crítica nem a contestação, e mesmo quando recua, como na TSU, faz em amuo e com insulto, mimando os empresários de medrosos e de ignorantes. Numa exercitada arrogância, este Governo insiste em fazer o que não resulta, porque entende que não é ele quem está mal, é todo o resto do país. Para este Governo não há opiniões, pontos de vista ou alternativas: há aliados ou inimigos. E se o povo não se alia ao Governo, então é inimigo. Quem não está com o Governo está contra ele. E quem está contra o Governo não merece mais do que ser tratado de medroso ou ignorante, ou da sua condição de desempregado ser considerada como zona de conforto, ou de lhe ser apontada a emigração como futuro. Porque o Governo teima em querer dançar contra a banda, em ignorar a música da orquestra e insiste numa desconcertante coreografia de má execução orçamental, de falhanço retumbante de combate ao défice, de ausência de modelo económico adequado à realidade do país, de total ausência de medidas criadoras de emprego, de empobrecimento da classe média, etc. E faz tudo isto com passos de quem quer crescimento económico, com uma população com cada vez menos dinheiro para gastar; de quem quer a reconversão das empresas para a exportação sem apresentar caminhos, como se, por exemplo, a construção civil – grande base de emprego em Portugal – passasse, por magia, a produzir caravanas, rulotes, atrelados ou tendas de campismo ao invés de apartamentos ou moradias; de quem quer que as empresas sejam financiadas, mas sem obrigar a banca retirá-las da asfixia de falta de liquidez em que a esmagadora maioria se encontra, antes pondo os trabalhadores a financiar os patrões. Esta Direita de passos trocados, insiste na sua dança porque acha que a orquestra toda é que está errada e que os demais que dançam no baile e com quem colide, também. Todos estão errados, menos ela. E o pior é que não pensa nem age assim por mero capricho, é mesmo por convicção. E é isso que a torna verdadeiramente perigosa.

Para a direita, as pessoas são números de circo

Na segunda-feira, um homem morreu à porta do Centro de Saúde de Castanheira de Pêra. Pode ler-se aqui um resumo da notícia do Público. Num país governado por gente responsável, mortes como esta seriam, no mínimo, menos prováveis. Em Portugal, os contabilistóides que querem criar uma nação sem Estado limitam-se a “reduzir custos”, a “racionalizar recursos”, contribuindo para uma economia florescente e para a diminuição da qualidade de vida das pessoas, que é outro nome para números. Percentualmente, que significado terá a morte de Albertino Pires Henriques? Se se tiver em conta que não chegou a ser atendido por um médico, o país terá poupado em mão-de-obra, o que será, com certeza, a alegria de um burocrata. [Read more…]

O direito ao esclavagismo e à ignorância

Lembrou-se o Daniel Oliveira desta banalidade:

Ir de férias não é um luxo. Sair de casa e da cidade onde se vive, estar com a família e recarregar baterias é, na sociedade que julgávamos estar a construir, um direito.

A extrema-direita não gostou. Vamos por partes: se as férias pagas são uma conquista lançada pela Frente Popular em 1936, e portanto um direito conquistado, qualquer não mentecapto com conhecimentos mínimos de gestão empresarial sabe que hoje são mais um dever: os trabalhadores descansando aumentam a sua produtividade, coisa a que recarregar baterias dá muito jeito.

Claro que vivemos em Portugal,  onde até os homens do FMI afirmam isto: [Read more…]

Quem escreve assim é jornalista

Extrema-esquerda grega diz que acordo com a troika é nulo.

Não é que me ofenda, temos as costas largas, mas depois admirem-se que designe o CDS como um partido de extrema-direita.

A cantiga da rua, hoje na Noruega

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Milhares de noruegueses saíram à rua para cantar a canção que Breivik odeia

O multiculturalismo (vejam lá: uma canção norueguesa inspirada noutra do comuna Pete Seeger) juntou 40 000 cidadãos na rua, só porque Anders Behring Breivik declarou em tribunal que a cantiga lhe provoca os suores frios que nossa querida extrema-direita sente nos passos de uma Grândola Vila Morena.

Aguardemos até a blasfema insurgência nacional descobrir aqui a perdição da raça e o princípio do fim da superioridade da civilização cristã ocidental.