Para horror meu, os actores, quando presentes, sempre me convenceram de que quase tudo o que até agora tenho escrito sobre eles é falso. E é falso porque escrevo sobre eles com amor inalterável (mesmo neste momento, enquanto escrevo, também isto se torna falso), mas com talento variável, e este talento variável não define com eloquência e correcção os verdadeiros actores, antes se perde toscamente neste amor que nunca se poderá satisfazer com o talento e, por isso, pensa que a maneira mais adequada de proteger os actores é impedir que este talento se exerça.
J. D. Salinger, Seymour, Uma introdução, trad. Salvato Telles de Menezes
Jerome David Salinger morreu. E agora o que se faz, quando morre um escritor de quem gostamos? Lê-se, ou relê-se, conforme as leituras de cada um. Tenho sorte, ainda me faltam uns livros, e os prazeres convenientemente adiados são os que mais gozo dão na hora em que se concretizam.





























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