Tese de Doutoramento de Sergio Denicoli está online

A tese de Doutoramento   de Sergio Denicoli (Universidade do Minho) acaba de ser integralmente publicada pelo Centro de Investigação em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho:

Este estudo doutoral analisa o processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, desde o início da sua introdução definitiva, a partir de 2007, até o fim das transmissões dos sinais analógicos, em 2012.

O Investigador Sergio Denicoli, autor do blogue TV DIGITAL, verificou “a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.”

Segundo a comunicação social a investigação terá levado a PT e a ANACOM a avançarem com uma acusação em tribunal contra Sergio Denicoli, que continua a dizer que não sabe de nada:

Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma ação judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.

Sergio Denicoli disse e reafirma que [Read more…]

RTP

A comunicação social em crise aproveita tudo o que mexe para se safar – no jornal I  fala-se da RTP Porto e de como esta é um problema, segundo eles, o maior dos problemas.

Há coisas que não são para explicar – a RTP tem que existir a Norte e não apenas no formato delegação. E tem que existir porque sim. A dimensão noticiosa de um país civilizado exige a presença do serviço público de informação (televisão e rádio, neste caso) de proximidade.

O jornalismo está longe de ser uma ciência exacta e por isso as vivências dos jornalistas, a sua existência enquanto pessoas junto da população é fundamental para perceber o pulsar do país e, com base nisso, construir informação de valor acrescentado. Reduzir a RTP a Lisboa ou, pior, reduzir a RTP à SIC e à TVI é um mau caminho que prejudica o país.

Quero que parte dos meus impostos continue a ser utilizado na RTP, no serviço público de informação e, claro, na sua produção no Porto e nas restantes delegações a norte.

A solução para o país não passa por fechar a paisagem e levar tudo para Lisboa.

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Actualização via face: Encontrei este texto da Jornalista Magda Rocha que não resisto a publicar: [Read more…]

As fotografias do Príncipe Harry nu

O tipo tem piada. Temos que reconhecer que ele dá alma à coisa.

Desta vez, de férias nos States, divertiu-se com os amigos. Ou antes, com as amigas e parece que há por aí fotos de Sua Alteza sem roupa.

Confesso que tenho muitas dúvidas sobre a publicação deste tipo de imagens, do foro privado, por jornais como o Público ou como o Diário de Notícias.

Não me parece que seja pública uma dimensão claramente privada da vida de alguém que é, sem dúvida, uma figura pública. Uma coisa é alguém, intencionalmente, mostrar algo mais do que a sua dimensão pública, como fez a Nicole Kidman. Outra coisa bem diferente é o uso deste tipo de imagens do Harry que se limita a viver a vida.

 

A TROIKA da Sporttv

Não há nada como o Estado para resolver o problema das empresas privadas.

Canal de Estória

Desde a sua entrega aos zelosos cuidados de Madrid, o antigo Canal de História foi resvalando para o âmbito daquela antiga colecção de livrinhos malucos que nos propunham a teoria da “Terra Oca”, os “Deuses Astronautas” e a “comprovação científica” das profecias cataclísmicas.

O que temos hoje como programação histórica? Além da escabrosa publicidade ao Nutela, Kinder Surpresa – eles dizem “churprecha” -, Audi, Mercedes e a uns tantos bancos e companhias de seguros estabelecidos no país vizinho, temos algo do mesmo estilo, mas com  …”intuitos formativos”. Os Illuminati, ou a benfazeja Maçonaria que mais não é senão a preciosa herdeira dos imprescrutáveis segredos e sortilégios dos Templários. Prosseguindo, com um bocadinho de azar seremos forçados a ver o novel e milésimo episódio de A Vida Depois de Nós – não, não é uma canção da Romama -, ou uns camionistas TIR a alta velocidade razando precipícios no Alasca. No entanto, o prato forte é reservado ao Efeito Nostradamus – com um desfiar ininterrupto de loucuras ajaezadas de excelsas parvoeiras -, logo seguido dos terrores das Profecias Maias ou a recentemente inaugurada temporada acerca da Vida Alienígena. Estes aliens …”sempre viveram entre nós” e de facto não descendemos de macacas, mas sim de seres que chegaram de Orion – está provado pelo alinhamento das pirâmides egípcias e centro-americanas -, sendo os nossos prováveis criadores, exímios manipuladores do ADN ancestral daquilo que seria a humanidade.

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Comentadores olimpícos

Em particular sobre o nosso homem do Ténis de Mesa, gostava de ter escrito isto.

Irritações

 

É tarde e na televisão passa a repetição de um programa de discussão política, emitido umas boas horas antes. Os personagens são conhecidos, demasiado conhecidos. Têm o seu passado de inutilidades e equívocos branqueado por isso mesmo, por ser passado. Ouço-os, e à natural falta de paciência causada pelo cansaço de quem precisa, mas não consegue dormir, junta-se uma estranha irritação. Os sorrisos sobranceiros que decoram as palavras, não ajudam. A discussão que esconde mal, mesmo muito mal, um pacto tácito entre todos, azeda-me o fígado. A sabujice de quem modera (?) revelada nas lambedelas que substituem as perguntas, é suficiente para tirar do sério o mais fleumático dos mortais. Mas há ali qualquer coisa mais. Qualquer coisa que eles tentam, mansamente, encobrir. Qualquer coisa que, a pouco e pouco, se vai tornando perceptível, quase palpável. E de repente, “voilá”. Finalmente percebo e também percebo que, afinal, a descoberta nada tem de notável. Aquelas aventesmas não vão para ali dizer o que pensam. Vão para ali dizer o que lhes dá jeito e apenas dizem o que serve os seus interesses pessoais.

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Dúvida liberal

Quanto ganhava o artista José Hermano Saraiva por programa de televisão, no seu  stand up fora os livros, vídeos e outros amendoins que vendia por conta, usando uma popularidade conquistada com os favores do estado?

Sempre na televisão pública, eternamente paga por todos nós.

Em Portugal? Impossível!

 

Por vezes somos levados a pensar que Portugal é um país de terceiro mundo. Que só aqui acontecem coisas inacreditáveis. É preciso estar com terceiros, com não portugueses e a nossa alma fica um pouco mais…alegre.

 

Um velho amigo de outras paragens esteve, por estes dias, de visita a Portugal. Entre algumas valentes patuscadas e a folia própria do S. João, contou-me uma história de bradar aos céus que lhe aconteceu no seu país.

 

Este meu amigo trabalha como Consultor de Comunicação. Nos finais da década de noventa, depois de muitos anos a virar frangos, criou uma empresa. Recentemente, um cliente seu, no final de uma palestra onde foi orador um importante administrador (ou director, não percebi bem) da televisão pública do seu país, virou-se para quem o convidou, o tal cliente do meu amigo, tecendo críticas ao facto da escolha de media partner ter recaído num concorrente privado de TV. Não satisfeito, atirou-lhe:

 

“Eu bem lhe disse para escolher outra empresa de consultoria, a que escolheu é uma merda. Devia ter escolhido a que lhe indiquei e sempre garantia um forte apoio da minha televisão”.

 

O inacreditável é que a tal empresa de comunicação a que se referia esse administrador (ou director) era…da mulher (ou amante, ainda ninguém percebeu bem).

No final só tive tempo para lhe explicar que, em Portugal, era impossível um administrador/director da RTP fazer coisa semelhante. Impossível, repeti. Onde já se viu semelhante? Imaginem um Administrador/Director da RTP criticar a um organizador de um determinado evento por ele escolher a SIC em detrimento da RTP e logo a seguir aproveitar para tentar vender os serviços de consultoria da sua mulher (ou amante) garantindo, pelo caminho, os seus bons ofícios no canal que administra/dirige. Nem consigo imaginar.

 

Realmente, não lembra a ninguém, pois não???

O asteróide Portugal

Morreu, ao início desta semana, o autor de Fahrenheit 451, Ray Bradbury.

O número 451 é a temperatura a que o papel arde (em graus Fahrenheit). Interessante. O que a gente aprende.

Bradbury declarou que Fahrenheit 451 não trata de censura, mas de como a televisão destrói o interesse pela leitura. Sendo uma obra de ficção científica, apresenta um mundo onde os livros são banidos.  

Mas, no nosso mundo, no Irão, Garcia Marquez ou Platão são livros censurados – isto não é ficção científica. As autoridades iranianas consideram-nos como drogas.  

Bradbury conta que “todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, numa máquina de escrever alugada”. B. quis, com este romance, mostrar o seu grande amor pelos livros e bibliotecas.

Há 20 anos, a comunidade científica prestou uma homenagem ao escritor,  “baptizando um asteróide com o nome 9766 Bradbury“, algo que o sensibilizou ainda mais que todos os prémios literários recebidos ao longo da sua vida.

Parece que já foram catalogados mais de 500 mil asteróides, mas existem ainda milhares deles por descobrir… Quem sabe um deles terá um nome português. Ou será que já existe??

Vou ver: Eureka! Existe  o asteróide 3933 Portugal!

P.s: inicialmente batizei este post como «o asteróide Bradbury» mas, depois desta descoberta, não resisti a chamar-lhe «o asteróide Portugal». Há muito que anseio que Portugal seja comparado a uma estrela… E não digo mais nada.

Hoje dá na net: Berlin Alexanderplatz de Rainer Werner Fassbinder

A monumental adaptação televisiva de Fassbinder do romance de Alfred Döblin.

Legendado em português (clicar em CC se necessário)

Lista de Reprodução dos restantes capítulos.

TDT, som e imagem perfeitos

TDT aos quadradinhos, a inovação depois dos livros aos quadradinhos

Há dias estive pelo Baixo Mondego onde vi in loco a nova televisão digital. Uma miséria. Com a TDT, todos nas aldeias para os lados do Pranto se queixam do mesmo: a imagem fica parada aos quadradinhos. Ainda bem que com a TDT, como diziam na publicidade, o som e a imagem ficam com maior qualidade. E posso confirmar. De cada vez que esses quadrados aparecem, posso comprovar que têm as arestas perfeitamente definidas. E a falta de som decorre maravilhosamente ausente de interferências. Viva o progresso.

Do outro lado…

               

De um recorte de jornal.

Há dias, revendo recortes velhos e amarelos, um deles chamou-me à atenção. Não propriamente pelo motivo pelo qual o guardei em 16 de junho de 2006 (David Mourão-Ferreira) mas, justamente, pelo que descobri nas costas do mesmo.

Havia retalhado um quadrado com referência ao documentário Duvidadávida dedicado ao poeta quando se completavam dez anos após a sua morte. Nessa sexta-feira, sublinhei na folha do jornal: “Que dúvida Que dívida Que dádiva/Que duvidadávida afinal a vida”. No documentário produzido pela RTP, podia ouvir-se a voz de Mourão-Ferreira numa das últimas entrevistas, já muito doente, a dizer-nos “o quão extraordinário é a vida e a maravilha que é estarmos vivos”.

Há poucos dias, como ia dizendo, vi, com outros olhos (ou efetivamente pela primeira vez), o outro lado: uma foto do actor João Castro encenando Na Morte de Marilyn, um poema de Ruy Belo. Tirei da estante o único livro que tenho de Ruy Belo (A Obra Poética) e ah! lá estava ele: [Read more…]

Hoje dá na net: Robin Williams live on Broadway

Excessivo, verboso, imparável, profundamente americano e anti-americano como só um americano pode ser. Robin Williams, em Nova Iorque, em 2001. Com legendas em Português do Brasil.

Fanny, Passos Coelho e o javali

Fanny é uma das muitas figuras públicas a quem chamam mediáticas. Alcançou esse estatuto ao manter uma distância doentia face a qualquer assomo de inteligência, equiparando-se, portanto, a Passos Coelho, concorrente de uma versão da Casa dos Segredos em que o objectivo é enganar os telespectadores com a colaboração dos restantes elementos da casa. [Read more…]

João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai… [Read more…]

Obras que se deviam estudar nas escolas: Twin Peaks

A melhor série de televisão de sempre, sendo sempre até ontem. O princípio do fim da literatura, essa coisa que se limitava a ser escrita. Não perdeste pela demora, Fernando, estava mesmo à mão de semear.

Salazar nunca morrerá

Acredito, intimamente, que isto de se ser democrata não está inscrito no ADN de nenhum animal e que, portanto, a solidariedade, o respeito pelo outro, a aceitação da opinião contrária faz parte do treino para que o homem seja diferente do resto dos animais. Dentro de cada um de nós, está o lobo do homem que pode chamar-se Salazar ou Hitler, mas que é sempre o mesmo animal.

Ser democrata é, portanto, uma aprendizagem e um homem será tanto mais humano quanto mais democrata conseguir ser. Julgo que não será muito arriscado dizer que foi a Europa que inventou a democracia e que a levou a patamares inimagináveis há menos de cem anos. É a mesma Europa que, comandada pelo instinto ditatorial, castiga jornalistas da TVI por divulgarem uma conversa sinistra entre um empregado português e o seu patrão, conversa essa que deveria ser do domínio público, porque diz respeito ao público.

Em Portugal, os homenzinhos que detêm poder não conseguem chegar a ser lobos, ficando-se pelo pior que há nas raposas, verdadeiros pilha-galinhas da liberdade de expressão, como se pode deduzir das decisões tomadas na RDP porque um cronista resolveu exprimir aquilo que pensa, atitude condenável pelos pequenos salazares que infestam administrações e chefias.

Hoje dá na net: Zeca Afonso – Maior que o pensamento

(1ª parte)

Produção: Nanook, Realização: Joaquim Vieira Tit. Original: «(ZECA AFONSO)»
Origem: Portugal – 2011

Série documental em três episódios sobre José Afonso com assinatura de Joaquim Vieira.

“Maior que o Pensamento” é o título de um documentário em três partes acerca da vida e da obra do poeta, compositor e intérprete José Afonso, o mais conhecido autor da chamada canção de intervenção portuguesa, movimento do qual se pode aliás dizer que foi fundador e líder (embora de maneira informal).

(…) O documentário recolhe muitas dezenas de testemunhos de pessoas que conheceram José Afonso e com ele colaboraram, desde familiares e amigos a músicos de várias nacionalidades. Imagens de atuações de José Afonso (algumas inéditas em Portugal, como na Alemanha em 1963) completam este exaustivo trabalho sobre um criador que suplantou em muito a estrita esfera do seu posicionamento ideológico, tornando-se num dos mais originais e destacados criadores do seu país no século XX. Ao longo do documentário, podem ser ouvidas algumas das mais significativas canções da autoria de José Afonso, interpretadas pelo próprio.

(…) “Maior que o Pensamento”, uma produção Nanook, é um documentário de Joaquim Vieira, com edição de Aníbal Carocinho, direção de produção de Lila Lacerda, consultoria histórica de Irene Flunser Pimentel e consultoria de Maria Helena Afonso dos Santos.

Ficha RTP completa

2ª e 3ª partes [Read more…]

TDT: Tirar Dinheiro a Todos

Em Alcácer, muitos perderam a companhia da televisão e um reformado de Setúbal considera um roubo a obrigação de comprar um descodificador.

Num ano em que os preços sobem, em que os salários continuam a diminuir, em que o desemprego aumenta, enfim, num ano em que os cidadãos vêem as despesas a aumentar e as receitas a diminuir, acrescentar a tudo isso a necessidade de comprar um descodificador para poder ver televisão é só mais um sinal da insensibilidade que caracteriza mais um governo que se limita a fazer o que lhe manda o poder económico. Seja como for, a decisão de não adiar a implantação da TDT, obrigando os cidadãos a pagar mais e garantindo lucros a empresas, é uma afirmação de coerência. Estranho seria que gente sinistra como Passos Coelho ou Miguel Relvas começasse, agora, a preocupar-se com os portugueses.

Televisões e futebol

Alguma coisa se passa no mundo da bolaTV ou da TVbola. E não estou só a falar da concorrência que a Sport TV faz à pirataria.

Reparem: a SIC inimiga de estimação de qualquer portista, consegue entrevistas exclusivas de Pinto da Costa, pasme-se, com o Nuno Luz a entrevistar. O mesmo operador, a SIC, em dia de Sporting – Porto viaja no autocarro dos Super – Dragões para Lisboa e até entrevista o seu líder.

Mais a sul, vemos também, para surpresa minha, a direcção do BENFICA num discurso de aproximação à Olivedesportos – na entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A bola, Vieira deixa cair o discurso anti Olivedesportos e até se refere à ajuda que a empresa deu ao Benfica em tempos idos.

Os dois, Porto e Benfica, são hoje detentores de canais de televisão – de que forma isso está a mexer com a Olivedesportos?

Para baralhar mais as coisas, aparece o Oliveirinha a atirar-se ao irmão

Alguém explica esta confusão?

Só faltava agora a A Bola dar a notícia que o PC ganhou um prémio mundial ou o Jogo informar da renovação do Aimar…

Francisco José Viegas

Porque reconheço em Francisco José Viegas uma enorme integridade, não posso deixar de reagir a alguns posts que aqui no Aventar têm sido publicados, nomeadamente, este escrito pelo Ricardo Santos Pinto.

Todos temos direito a opiniões próprias. E quase todas as opiniões devem ser respeitadas. Agora fazer extrapolações de alguns factos reais para, expressa e literalmente, se pôr em causa o carácter de um Homem bom, sério e competente, é algo que nos deve inquietar. Assim:

1.- No ajuste directo em causa, a empresa adjudicatária denomina-se “Ideias e Conteúdos – Produções em Comunicação – Sociedade Unipessoal, Lda”., que, como a própria firma diz, tem apenas um sócio que se chama Ana Paula de Sousa Bulhosa (informação pública disponibilizável em qualquer Conservatória do Registo Comercial).

2.- O montante do ajuste, obviamente, que não foi entregue a FJV, mas sim à empresa adjudicatária que, presumo, com ele deve ter pago os necessários custos de produção (estudos, projecto, deslocações, filmagens, staff, etc.), bem como, garantido a sua legítima margem de lucro.

3.- Sinceramente, não sei nem posso asseverar que 138.600,00€ são ou não exagerados para pagar a produção de 7 documentários (para TV e DVD) de aproximadamente 1 hora cada. O que sei é que, na minha confessada ignorância, o valor em causa não me sugere, sem mais, quaisquer suspeitas.

4.- FJV foi a pessoa escolhida para coordenar e apresentar os referidos documentários. Como não disponho de quaisquer informações privilegiadas, presumo, novamente, que deva ter recebido honorários por tais serviços. O que é natural, normal e legítimo.

5.- Em defesa da verdade, o ajuste foi efectuado pela Direcção Regional de Cultura do Norte e não pela Secretaria de Estado da Cultura ou pelo Ministério da Cultura de então.

6.- O pagamento do montante da adjudicação teve o co-financiamento do Programa Operacional Regional do Norte, da Fundação EDP, da RTPN e das autarquias de Mesão Frio, Peso da Régua, Lamego, Sabrosa, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tabuaço, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.

7.- A opinião dominante aponta no sentido dos referidos documentários além de possuírem qualidade, proporcionaram à região retorno económico (como resulta de breve procura na net).

8.- Por último, mas de maneira nenhuma menos importante, a decisão de fazer os documentários através da referida empresa estava tomada pela DRCN em Janeiro de 2009; Elísio Costa Santos Summavielle só se tornou Secretário de Estado da Cultura em 31 de Outubro desse ano.

O estripador de Lisboa e a Casa dos Segredos

Não sei se esta notícia terá algum fundo de verdade ou se não passa de especulação mediática feita para vender jornais. Por outro lado, não sou espectador de programas em que fecham uma dúzia de badamecos numa casa e ficamos a espreitar pelo buraco da fechadura a ver se têm relações sexuais entre si, se emagrecem ou não.

No entanto leio jornais e passo os olhos pelos títulos que falam desses exercícios de voyeurismo. Invariavelmente, ou quase, ressalta a estupidez, a falta de pudor, o desprezo pela privacidade, a baixeza de intenções e declarações. Uma coisa que me faz impressão é a disponibilidade desses concorrentes ( e suas famílias ) para a exposição da sua própria parvoíce, ignorância, vileza de sentimentos e falta de cultura, para não falar de outros valores que ultrapassem a vontade de brilho momentâneo, a necessidade de reconhecimento público por via da televisão apesar de, coitados, não haver nada para reconhecer.

Agora os jornais vêm dizer que a PJ terá descoberto o alegado estripador de Lisboa porque o filho queria participar num programa de televisão revelando – não à polícia, a um familiar, etc. – um segredo ao país que se pendura no buraco da fechadura: que o pai seria um assassino. Não é apenas estupidez e ânsia de protagonismo, não é apenas uma carinha laroca enfeitada de primitivismo e roupas de marca. É repulsivo, animalesco e não abona nada a favor da inteligência humana.

As três perguntas que Marcelo Rebelo de Sousa recusa responder

São das perguntas mais solicitadas nas ultimas semanas na divulgação da tvi 24 horas “faça uma pergunta a Marcelo…” têm sido sistematicamente ignoradas pelo mesmo no seu tempo de antena disponibilizado pela tvi ao domingo e que ainda lhe paga principescamente para não ser mais do que um comentado parcial, tendencioso, não isento sempre em total apoio a todas as iniciativas do PSD e porta voz das campanhas do presidente da republica e do governo durante as eleições na TVI. São estas as 3 perguntas:

1ª pergunta:
Diga  em directo aos portugueses na TVI ao domingo quanto ganha por mês e por ano e depois de o fazer, diga que moral tem para apoiar esta politica desastrosa deste governo que vai levar os portugueses à miséria, massacrando os portugueses nos seus discursos para que nos resignemos e aceitemos ser pobres

2ª pergunta:
Seria capaz de doar a sua fortuna, por exemplo a um dos seus colegas e/ou amigos do PSD que ainda não esteja milionário e viveria e sustentaria a sua família com mil euros por mes e desta forma continuaria a apoiar esta politica do governo PSD?

3ª pergunta:
Considera ser eticamente correcto e honesto dispor de um tempo de antena na TVI (órgão de comunicação pressupostamente isento…) E ainda ser pago principescamente para fazer campanha total e permanente pelo seu partido PSD???? Um comentador deve ser isento e imparcial e o senhor não cumpre nenhum destes dois princípios básicos.

Francisco Gomes

A Tragédia de um Jovem Pai – Khaled al-Hamedi -, só por ser Amigo de Saif Al Islam Kadhafi

ALBUM DE FAMÍLIA DE KHALED AL-HAMEDI 

O Secretário Geral da Nato congratulava-se, há dois dias, no twitter: “Historic. I’m first #NATO SecGen to visit #Libya. At midnight we end operation to protect #Libyans – one of most successful in NATO history”.

Trago-vos a história de Khaled al-Hamedi. É símbolo do tenebroso, assombroso y trágico que se abateu sobre as gentes da Líbia. No meu blog pessoal F-Se detive-me em alguns detalhes que não podemos ignorar. Especialmente o facto de Jornalistas de renome mundial, de agências noticiosas intocáveis na praça pública, de cadeias de televisão globalmente aferidas como imparciais Y credíveis, Y, como bem se lembram, todos insinuaram, sem contenção ou hesitação, que Saif Al-Islam forjara histórias de bombardeamentos a alvos civis, Y, que, afinal, tudo não passava de uma forma de alimentar as audiências internas da Líbia para justificar a determinação de Kadhafi em não se render à magnânima Força de Salvação Internacional, a NATO. 22 de Julho de 2011 assinala um desses muitos dias, [Read more…]

Gente Burra

Voz – Diga nomes de países da América do Sul.

Cátia – América do Sul não sei, voz, por acaso não sei.

Voz – Nem um?

Cátia – Hummm… (longa pausa)… áfrica? não sei.

Oh Cátia, qualquer dia acabas o 12º nas novas oportunidades…

Os netos dos que não foram à Índia:

Não serei a melhor pessoa para avaliar estas coisas. Tirando o Porto Canal, por razões óbvias (profissionais, sentimentais e de proximidade informativa) vejo pouca televisão. Tirando a informação, só cabo (e mesmo assim, pouco).

Nas redes sociais, em especial no facebook, vou-me apercebendo que os programas/concursos de novos talentos musicais existentes em Portugal são idênticos aos que existem noutras paragens. A produção é a mesma, o estilo dos apresentadores não é muito diferente e a qualidade geral não difere muito de cá para lá. Apenas num ponto as coisas são muito diferentes, assustadoramente diferentes e que nos devem obrigar a pensar. [Read more…]

O programa dos inventores

imageFoi exibido na RTP2  no passado sábado o melhor (para mim, claro) programa da RTP. “Wallace e Gromit, o mundo das invenções” é um programa sobre engenhocas e inventos, com uma secção “Faz tu mesmo”. Algo semelhante ao fantástico instructables. No programa que vi falaram de Sinclar e das suas diversas e marcantes invenções, como a calculadora electrónica, o relógio digital com segundos, o computador ZX Spectrum e o carro eléctrico. Também falaram das experiências em curso no Brasil com um disco voador (sim, isso mesmo) movido a propulsão laser (sim, como nos filmes) para lançamento de satélites (ver vídeo;  site da IEAv; reportagem).

Quando era pequeno queria ser inventor, daí este meu fascínio. [Read more…]

A direita tem medo da rua, nem percebe que por vezes lhe dá jeito

Como era óbvio, a primeira vítima dos Indignados das Praças do Sol foi o PSOE.

A nossa direita radical andou por aí a queixar-se que era tudo uma manobra orquestrada contra o PP. Choram muito antes de tempo, tipo Sócrates, tremem de medo quando as ruas são ocupadas, e ainda bem. Por cá chegarão a este ponto: uma TV assumidamente liberal aldraba completamente um directo, com um betinho a fingir que está lá:

E quando lá chegarmos, a esse ponto, tudo estará bem no resto da península.

Nota de rodapé: 25% dos eleitores do País Basco iam ficando sem partido onde votar. Os resultados demonstram que a democracia no estado espanhol não é nada real.