Bob Dylan – Must Be Santa
Os mistérios do Natal
Como já tive ocasião de aqui escrever a minha vida de criança foi de saltibanco. Nasci a Norte, cresci no Interior e acabei a estudar e a trabalhar em Lisboa. Para quem teve a felicidade de criar raízes, não sabe o que deve a Deus ou ao destino, ou aos pais que pensaram a tempo e horas, enfim, agradeçam.
Quando vim para Lisboa aos dezoito anos, andei um ano com uma dor de barriga e chorava baba e ranho nas noites solitárias, prenhes de saudade. Da minha rua, do sol da minha rua…
Num sábado cheio de sol, tínhamos um baile em casa de uma colega do ICL, actual ISCGL, e estavamos aprumadinhos como convem, fomos almoçar, bebemos uma cervejinha e toca a ir para a Praça do Chile.
Antes de entrarmos, alguem se lembrou de beber um “eduardinho” e cá o jovem foi na cantiga, fazia frio, estavamos próximo do Natal e havia que fazer “lastro”. Passada meia hora, dizem os meus amigos, eu estava com a maior bebedeira de que tinham memória, a ponto de teram pensado em levarem-me ao hospital.
A verdade é que eu era um puto num corpo grande, nunca tinha bebido e o “eduardinho” foi fulminante. Lá me deitaram numa cama num quarto escuro, lembro-me de ouvir as vozes do meu irmão e outras que não reconhecia e passei a tarde numa enorme lástima.
Quando comecei a acordar e os vapores do alcool se começaram a evaporar, dei comigo com a cabeça no colo de uma mulher que não conhecia de lado nenhum, e que com todo o carinho e grande perícia (depois contou-me a que se devia…) me dava pequenos goles de “Água das Pedras “.
Ainda atordoado, os meus amigos arrastaram-me com eles para a residência que partilhavamos e deixamos a conversa para o dia seguinte. A minha curiosidade ia toda para aquela mulher que me havia ajudado e queria agradecer-lhe. Passados uns tempos encontramo-nos. Era uma mulher de meia idade com duas filhas que tinham estado no baile e que eu não conhecia.
Essa mulher tornou-se avó do meu filho ! E nunca, mas mesmo nunca, me falou no assunto da “azia”. O Natal está cheio de mistérios, assim tenhamos a alma aberta para os encontrar…
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 9- Placebo:
Foi em Junho de 2009 que “Battle For The Sun” marcou o regresso dos Placebo com um novo álbum (e mais um concerto em Portugal). Mantiveram a superior qualidade a que nos habituaram. Os Placebo são uma das minhas bandas preferidas e, por isso mesmo, não podiam faltar nas escolhas de 2009.
Um belo Conto de Natal
S. José – O filofax
«1 de Março
Hoje comprei um martelo de duas pontas e uma esposa. Não sei nada para que servem as duas pontas, mas é alemão.
11 de Março
Há muitos judeus na rua. A Maria demorou-se imenso tempo no mercado. Voltou ofegante e contou uma história complicadíssima de incidentes entre as varinas e os romanos. O preço da madeira está a subir. Onde é que isto vai parar?
20 de Março
Tudo voltou à normalidade. Maria foi buscar água, mas depois em vez de água, trouxe um líquido preto, que suja tudo e que ela diz que é inflamável, que parece que os sumérios estão cheios dele, que ainda vai valer uma fortuna… Às vezes pergunto-me se não terá um parafuso a menos. O que faz sentido… ai os parafusos ainda não foram inventados.
1 de Abril
A Maria contou-me uma coisa que não percebo nada. Mete um pombo, um anjo, um tal de Gabriel, uma tal de Isabel, um tal de Espírito Santo… Não percebi. Só sei é que vou ser pai.
2 de Abril
Toda a gente da aldeia me felicita. Nunca pensei que gostassem tanto de mim. Cada vez que entro num café todo o mundo se atira ao chão de riso. Que gente boa!
(…)
28 de Maio
A Maria voltou. Está mais gordinha. Volto de novo aquela história do pombo e do anjo. Continuo a não perceber nada.
16 de Junho
Já percebi. Parece que afinal nem eu sou pai nem ela está grávida. A notícia abalou-me tanto que fiquei a martelar até tarde.
27 de Junho
Afinal não tinha percebido. O que é que se passa é que ela está grávida mas continua virgem. Eu sou o pai, mas não sou o pai biológico. Agora cada vez que vou ao café, perguntam-me se quero um whisky biológico ou legal. São uns brincalhões, estes nazarenos. É o humor judeu! [Read more…]
Sejamos directos: O Pai Natal não existe
Sejamos directos. É tempo de descer à terra. Cá vai: O Pai Natal não existe! Pronto, está dito. Da forma mais directa, simples e, vá lá, também da mais dura. Mas é melhor enfrentarmos a realidade.
Apesar da componente esotérica da questão, que poderá permitir uma leve – muito leve, e algo inútil discussão, basta uma simples análise matemática para mostrar o disparate que é a ideia de ter um senhor idoso, algo anafado, montado num veículo puxado por renas, percorrer todo o planeta com um saco de presentes, verificar a lista das crianças que se portaram bem ao longo do ano, descer a chaminé nas casas que as têm (como seria nas que não têm chaminé), depositar embrulhos junto de uma árvore, subir a chaminé, regressar ao trenó, passar para a casa seguinte e recomeçar todo o processo milhões de vezes. Pense dois segundos neste assunto e chega à mesma conclusão: não é possível. A existir, S. Nicolau terá de ser mais rápido que Usain Bolt, que Lucky Luke ou o Super-Homem.
Vamos directos ao assunto. Toda a história do trenó cai por terra por uma simples evidência: as renas não voam. Nenhuma espécie de rena voa. Pelo menos, até ao dia de hoje. O argumento não chega? Há mais e com argumentos imbatíveis. Matemáticos.
Premiar o Talento:
É um prazer ver jovens talentosos serem, paulatinamente, reconhecidos pela excelência do seu trabalho.
O Aventar sobre eles falou no começo desta aventura. Mais tarde foi a imprensa local. Agora foi a vez da nacional através do JN. Eles merecem.
Isto nos natais anda tudo ligado
Está visto que o Natal de 2009 ficará ligado à figura de José, o carpinteiro. Nem sempre boas notícias.
A cada um o seu Bolo!

Este post vai direitinho para o bonacheirão do Carlos Loures.
Uma das curiosidades consequentes de qualquer golpe de Estado, consiste sempre na apressada mudança dos nomes, sejam estes os das ruas, avenidas, praças e até cidades, ou noutros casos, a alarvice chega mesmo à pastelaria.
Pois bem, em Portugal somos peritos neste tipo de actividade e aqui deixo alguns exemplos:
1. A Av. Rainha Dª Amélia passou a chamar-se Av. Almirante Reis, o tal senhor que apenas se notabilizou por desfechar um tiro na própria cabeça. Fez bem, coitado. Como teria passado os anos a seguir à vitória da Rotunda? Aliás, esteja onde estiver, a rainha agradece. A Almirante Reis é frequentada por uma certa calibragem que não é passível de se coadunar com o vestido de cauda de Dª Amélia. É a ironia da justiça deste mundo.
2. Uma localidade. Lembram-se de Poço de Boliqueime? Pois… Quando Sua Excelência o Senhor Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva ascendeu a 1º ministro – já foi, já foi e não vale a pena “fazer de conta” que não -, o autarca lá do sítio logo mudou o nome à terra, promovendo-a a Fonte de Boliqueime. Mas, o problema é que o cavalheiro agora é o Supremo Magistrado, o Venerando Presidente da República! Então como é? Para o segundo mandato, há que adequar a vila à sua nova categoria, saltando de Fonte, para Termas de Boliqueime. No mínimo! Aqui fica a sugestão.
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 8- Fever Ray:
Para muitos será o melhor de 2009. Não creio mas aceito que seja dos melhores e por isso mesmo entra na minha escolha: Fever Ray. Foi um dos primeiros trabalhos do ano – publicado em Janeiro. É muito bom mas não é o melhor.
Memorial poético (1)
Confronto
O ódio é arma que mata,
O divórcio é a secura,
Os remorsos são a errata,
De um amor que é a cura.
Príncipe sem principado,
Soberano por quimera,
Amante sem ser amado,
Herói de uma outra era.
O Homem é poeta,
Sonhador sem igual,
Expulsou Cristo da Terra,
E recusa-se a ser mortal.
Viajante nas horas do tempo,
Ulisses no mundo do sonho,
Já fui guerreiro do Olimpo,
Dando a parte pelo todo.
(Porto, Dezembro de 1993)
Bukowski revisitado #2
Porque toda a gente tem direito a um Natal feliz, eis outro poema de Charles Bukowski, também simples e informalmente traduzido:
as putas de Hamburgo
as prostitutas de Akron estão em todo o lado.
vejo-as em todo o lado
nos filmes
nas outras cidades do mundo
mas vi as putas de
Hamburgo só uma vez.
.
estão lá como seres eternos
à espera.
.
A máquina do tempo: serões da província
Estava a melhorar da minha cleptomania. Não sei se têm reparado que já há muitos textos que não surripiava nenhum título. Mas porque um blogger não é de pau e o Júlio Dinis estava mesmo a pedi-las, tive uma recidiva. Assim, como habitualmente, sem que o conteúdo tenha a ver com o título do romance aqui estão estes «serões da província» que de bucólicos e de românticos pouco tinham. (e daí…). Bem, como agora se diz, então é assim:
Há quarenta anos estava-se no auge da luta antifascista. Salazar caíra da cadeira, Caetano prometera democratizar, mas tudo continuou na mesma – guerra colonial, polícia política, censura, partido único… ditadura, para tudo dizer numa palavra. Mudou os nomes às coisas, mas tudo ficou na mesma.
Uma boa parte da população conspirava, sobretudo nas camadas mais esclarecidas da pequena-burguesia – professores, profissionais liberais, oficiais do exército (geralmente de patente não superior a capitão), pequenos empresários, estudantes… E, sobretudo nas pequenas cidades, conspirava-se. Como? [Read more…]
O meu «reveillon» em tempos de crise
São tempos de dificuldades, aqueles que estamos a viver. Tempos de incerteza, em Portugal e no mundo, com a crise económica e financeira e o desemprego a um nível nunca visto. Como será o futuro? Isso ninguém sabe.
É por isso que este ano, por muito que me custe, vou limitar o orçamento das habituais férias de Inverno e «reveillon». Terei de me contentar com uma semana em Paris. Parto amanhã, dia de Natal, e regresso no dia 1 de Janeiro. É que, como sou professor, não posso sequer escolher as datas das minhas férias – algo que considero particularmente escandaloso e discriminatório!
Mas como terei acesso diário à internet, o Aventar não será esquecido. Conto enviar diariamente uma crónica da cidade-luz, que neste momento está coberta por um branco manto de neve. Estarei alojado no centro de Paris, perto da Bastilha, mas faço questão de visitar e fotografar todos os locais que tenham interesse para o Aventar, incluindo os locais onde me deleito com a deliciosa comida francesa. Pas de problème, tenho grande facilidade de circulação na cidade – praticamente só ando de táxi. [Read more…]
Como Se Fora Um Conto – O Pai Natal e o Menino Jesus
O PAI NATAL E O MENINO JESUS
Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.
Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.
Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.
Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.
O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.
O Casal Ventoso chegou a Alvalade
Poemas estoricônticos

(adao cruz)
Pobre de quem tem medo das esquinas da vida
e só caminha pelas ruas a direito
bem iluminadas!
Nunca tem sonhos nem surpresas.
Vive na pálida
insípida e mistificadora rotina da vida
que tu e eu bem conhecemos
porque somos exactamente sonhadores. [Read more…]
Mistérios do Natal – o véu desceu para sempre
São cada vez mais frequentes os toques da Zeca á minha porta altas horas da noite Com 92 anos, vive com uma amiga com 97 anos, nenhuma delas tem família, eu sou quem está mais à mão.
Esta noite o bater da Zeca foi mais cedo e mais persistente. Abri a porta e a Zeca estava a chorar, a amiga Esmeralda estava a morrer. Do primeiro ao terceiro não são precisos elevadores, num ápice entrava na casa onde uma pobre mulher dava os últimos suspiros.
Abracei-a e morreu assim, sem um suspiro, sem um ai, sem um adeus…
Chegaram os jovens médicos do INEM, a polícia, o médico civil, o cangalheiro. Verificaram a morte e preparam tudo para a última viagem.
Naqueles vinte minutos em que estive sozinho com aquelas duas mulheres, onde estive tantas vezes, sempre em momentos críticos, lembrei-me que a única coisa que nos alívia é sermos úteis. Uma paz serena e raramente sentida apoderou-se de mim. Não há medos, nem frustações, nem ódios, tudo isso faz parte da vida que perdemos, quando vivos, no turbilhão da angústia, da ambição e da inveja.
“Tudo vale a pena se a alma não é pequena” diz Pessoa, mas não é verdade.
Eu odiei grande parte da minha vida e dava tudo para voltar atrás e perdoar!
Bike 2.0 – a minha prenda aventadora
Com uma espécie de motor na roda traseira que recupera e armazena a energia que se liberta do atrito entre o piso e as rodas provocado pelo travão, aqui está a prenda que vou pedir ao Menino Jesus e distribuir pelos aventadores.
Quanto mais trava mais energia se tem, acumulada, pelo que no limite, quem não pedala mas trava, está sempre cheio de energia. Isto para certos aventadores que conheço é a prenda ideal.
Agora ,vejam, vou escrever mas não traduzo porque tudo isto nos é familiar: Bluetooth, iPHone e motor de recuperação energética, que acrescentam uma “explosão de velocidade” em situações de trafego intenso.
A roda especial acompanha a velocidade com a ajuda preciosa do sistema Bluetooth. É uma tecnologia semelhante à HERS ( Kinetic Energie Recovery System ) que mudou radicalmente a Fórmula 1.
Ora, Fórmula 1, Bluetooth e energia acumulada são, características que usamos e abusamos aqui no Aventar, pelo que ninguem mais preparado para receber esta prenda. Já encomendei ao Pai Natal e amanhã vou passar pelo Largo do Rato, onde distribuem em mão.
Espero que os meus confrades aventadores percebam a enorme canseira que tudo isto dá, a começar por, para lá, ter que ir a pé, e para cá, a energia de tão acumulada não haver travão que a segure. Acresce, que o mais certo é apanhar com dois beijos da Edite e/ou da Ana e um forte abraço do Santos Silva!
O Pai Natal sofre muito e ainda tem que ouvir que não existe! Aliás, (e esta é muito má ) ainda estou a pensar se dou ou não a prenda, aos aventadores que dizem não acreditar no Menino Jesus.
Aceitam-se sugestões ! Para todos ?
E Jesus Cristo não nasceu a 25 de Dezembro – De onde se justifica que o Natal pode ser quando o Homem quiser
Não. Pelo menos segundo diversos investigadores e estudiosos. É certo que o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo mas é também certo que não foi a 25 de Dezembro que o “Menino Jesus” nasceu. Pelo menos em Belém.
A Igreja acabou por “adoptar”, não sem alguns problemas, o 25 de Dezembro para o Natal, de forma oficial, a partir do ano 354, por determinação do Papa Libério.
Há dados que apontam para o facto de os primeiros cristãos valorizarem cada momento da vida de Jesus, em especial a Paixão e Morte na Cruz. Mas não era, na altura, costume comemorar o aniversário e, portanto, não havia elementos suficientes para datar o nascimento. Há, aliás, datas muito variadas.
O dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja na sequência da missão de cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. Eram festividades assinaladas por inúmeros povos europeus e foram adoptadas no Império Romano, através da Saturnália, festa em honra ao deus Saturno, que era comemorada entre 17 a 22 de Dezembro. Era um período de alegria e troca de presentes.
As minhas memórias do ISCTE, hoje IUL
AS MINHAS MEMÓRIAS DO ISCTE, HOJE IUL

Convidado pelo Instituto de Ciências da Fundação Gulbenkian, apareci em Portugal, pela primeira vez na minha vida, em Dezembro de 1980. Vinha da Universidade de Cambridge, onde fiz os meus graus, até ser Doutor e Agregado. Ainda sou membro do Senado dessa Britânica Universidade, na qual, actualmente, trabalham a minha filha mais nova e o seu marido. Não sabia Português, mas conhecia profundamente o Galego. Tentei falar em língua luso-galaica, mal entendida entre luso – portugueses. Mudei de imediato para o inglês, a minha melhor língua, por estar relacionado com a Grã-bretanha desde os meus vinte anos (sou casado com uma inglesa e as minhas filhas são britânicas). [Read more…]
A insistência que insulta

Aterradas pelo desagregador processo de autonomias, as autoridades espanholas procuram convencer a sua opinião pública, da inevitabilidade de um futuro Estado unificado peninsular, ainda que para tal procure novas soluções integracionistas. Uma delas, consiste no acenar da cooperação transfronteiriça e os exemplos mais marcantes residem na Extremadura-Alentejo e Galiza-Minho-Trás os Montes. Os governos autónomos das províncias limítrofes, têm desenvolvido intensa actividade aliciadora nas franjas da fronteira portuguesa, desde o sector empresarial, até à saúde, educação, etc.
O plano é conhecido e oferece uma miríade de possibilidades de condicionamento da vontade de resistir das autoridades portuguesas, geralmente radicadas nos centros de decisão longe da fronteira. A questão das águas, os portos de escoamento ou entrada de mercadorias, as vias de comunicação e agora, as universidades, são alguns dos aspectos que têm merecido uma especial atenção por parte dos espanhóis. No meio de uma tremenda crise económica e financeira, as autoridades de Lisboa têm contemporizado, vendo logicamente em Espanha, um motor da nossa debilitada economia que no país vizinho, tem agora o seu maior parceiro. Um erro de mais de duas décadas que ameaça a autonomia de Portugal.
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 7- Blue Roses:
Pois é, o ano e a década estão a terminar e eu tenho de dar à perna (ainda faltam nove escolhas do ano). Por isso, hoje, coloco duas. Depois dos Beirut, mais um projecto recente, de seu nome Blue Roses e que surgiu em Abril.
Bukowski revisitado
Dei com um livro de Charles Bukowski esta manhã, acabado de acordar, quando me encontrava na casa de banho. Lugar adequado, pensei, com o sorriso semi-alarve e o preconceito de quem se habituou a olhar para a biografia e para a fama, mais do que para o escritor (apesar, claro, de todo o esforço deliberado que o escritor fez para que confundíssemos obra e biografia, até porque a sua escrita é, quase sempre, autobiográfica). Há anos que eu não lia Bukowski.
Avançando na leitura, libertando-me da ganga inicial, encontrei um poeta – não exactamente um poeta maldito – um poeta apenas, dos bons.
O livro estava em italiano, numa tradução do inglês de Luigi Schenoni. É a partir dessa versão que vos traduzo, de forma simples e rápida [Read more…]
Como Se Fora Um Conto – I've Got dreams to remember – A Senhora Margarida
I’VE GOT DREAMS TO REMEMBER
OS MEUS SONHOS DE NATAL – A SENHORA MARGARIDA
São sonhos velhos, os que tenho, com muitas saudades misturadas, de muitos Natais bem passados, com uma família enorme (sim, é verdade, pertenço aos felizardos que tiveram uma infância e adolescência felizes, e com uma família grande), com um avô paterno bonacheirão e amigo de comer bem, tias e tios e primos que enquanto o dinheiro não abundou, se mostraram sempre muito boas pessoas, e a felicidade de todos os anos, dormirmos (fomos durante muitos anos dezanove) de 24 para 25 em casa dos avós, todos juntos, numa alegria imensa.
A consoada, com toda a gente à mesma mesa, ou quase toda porque os mais pequenos ficavam numa mesa à parte por falta de espaço, era barulhenta, com todos a falar ao mesmo tempo, e muito alegre. Não havia espaço para o silêncio nem para a menos alegria. Ninguém abandonava a mesa sem autorização do meu avô, mas também ninguém queria, e o jantar durava muito tempo, sabendo todos nós de antemão, que no dia seguinte o almoço seria mais uma vez uma enorme festa. [Read more…]
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 6- Beirut:
Os Beirut são absolutamente geniais e em 2009, mais precisamente em Fevereiro, lançaram o seu “March of The Zapotec“, um dos mais brilhantes discos do ano. O vídeo que aqui vos trago pertence à música La Llorona e o desafio que vos deixo é pesquisar esta música nas suas versões latinas (pistas: Lilla Downs, Lhasa, etc). Uma obra-prima, mais uma para constar AQUI.
Representantes do Porto – Alberto Machado (PSD)
O terceiro programa da série Representantes do Porto foi com Alberto Machado actual presidente da JF de Paranhos.
O principal objectivo destas entrevistas é ir acompanhando o que se passa na Assembleia Municipal do Porto em que os presidentes de junta têm lugar por inerência mas naturalmente aproveitei também um pouco para falarmos da realidade da própria freguesia.
Motivações
Começamos pela motivação que leva uma pessoa de 31 anos a aceitar o desafio de se candidatar a uma Junta de Freguesia e a este propósito Alberto Machado apontou um pouco o seu próprio percurso na medida em que já fazia parte dos executivos anteriores mas também o desafia que se apresentou pelo facto de Miguel Seabra não se ter recandidatado. De qualquer forma mais interessante ainda é o facto de este ser um cargo que actua directamente no terreno por oposição a alguma da política de carácter mais nacional que consiste na definição de planos e estratégias cujo impacto depois não se consegue ter a percepção.
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