Zé Diogo Quintela perde uma grande oportunidade para ficar calado

Quando satirizavas até ao osso os patrões, tinhas mais piada. Como a fama já se foi, restou-te agir como eles!

Ortografia dentro das expectativas

expepectativHá tempos, descobri a mesma palavra escrita de duas maneiras diferentes no mesmo texto, cumprindo as instruções do AO90 e à vontade do freguês. Hoje, ao ler uma entrevista nessa instituição que é A Bola, acontece o mesmo à mesma palavra, com a vantagem de acontecer em poucas linhas. Acresce o facto de que essa mesma palavra, à luz do critério que norteia o AO90 e desnorteia a ortografia, deveria ter uma única grafia, como já tive oportunidade de notar. [Read more…]

Sobre padarias e não só…

Não faltou indignação perante as declarações menos conseguidas por parte do responsável da Padaria Portuguesa, entrevistado pela SIC-N. Até poderia começar por perguntar aos indignados quantos empregos já criaram, mas nem vou por aí, prefiro antes dizer que declarações medíocres, porque incapazes de explicar o que se pretendia, geraram reacções também elas medíocres. Estão bem uns para os outros…
Mais interessante foi ver invocada a velha luta de classes para vociferarem contra o capitalismo, misturando conceitos como liberalismo e capitalismo no mesmo saco, muitos sem a mínima noção do que dizem. Traduzindo a coisa às mentes menos esclarecidas eu diria que pode existir bom e mau capitalismo. O desejável é que exista sempre uma concorrência livre e saudável, porque muitos capitalistas instalados não querem concorrência, preferem a estagnação, o status quo, que lhes permita manter ganhos e privilégios sem grande esforço. No mesmo barco costumam estar os seus trabalhadores, principalmente os que se sentirem confortavelmente instalados, levando uma vidinha sem grandes sobressaltos, sem nunca correr o risco de desemprego que seria inevitável caso a empresa se torne obsoleta e encerre. [Read more…]

O frete 

“PS fica refém do BE e do PCP para manter a ‘geringonça'”.

Refém.

Vejamos. Quem viabilizou os orçamentos de estado? PCP e BE. Quem votou ao lado do governo no cancelamento dos cortes da direita? A esquerda. Quem é que assinou acordos parlamentares com o governo? Novamente, os partidos que o SOL apresenta como chantagistas. Este artigo é, obviamente, um frete deste jornal ao PSD.

Quanto a Passos Coelho, assistimos ao grito do zombie que manda a coerência às malvas para se manter no cargo. Portugal à frente, my ass. Gostava de saber o que têm a dizer Cavaco e respectivos admiradores sobre  esta aliança contra natura e unilateral.

São boas notícias para Costa, no entanto. Passos Coelho e a sua azia são o maior seguro de vida da geringonça.

Nuno Carvalho da Padaria Portuguesa não convive bem com a verdade dos factos

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Ontem, interroguei aqui, confesso que a título exploratório, o porquê do vídeo publicado aqui  neste post, e de outras versões dos mesmos conteúdos republicados no Youtube terem sido misteriosamente retirados ou terem misteriosamente desaparecido da vista humana no referido site de partilhas de vídeos.

A resposta está dada: as republicações no Youtube foram retirados graças a vários reports à administração do site, declarando que o vídeo em causa violava os direitos de propriedade intelectual? Propriedade intelectual? As declarações de Nuno Carvalho devem ser entendidas como propriedade intelectual? Os pais do liberalismo moderno ou neoliberalismo como Hayek, Milton Friedman ou Von Mises devem estar às voltas na tumba porque no fundo ninguém gosta de andar à roda anos e anos a estudar os fenómenos da vida social e económica para depois ser surripiado intelectualmente à má-fé por um simples padeiro, fazendo jus à profissão por si declarada publicamente aqui na entrevista que saiu hoje no Caderno do Expresso.

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Agradecimento público

– Obrigado, Pedro, por votares com a “extrema” esquerda – como tu dizes – contra a descida da TSU das empresas.
– Obrigado, Pedro, por ajudares a recompor um caminho de entendimento entre os partidos da maioria parlamentar que apoia o governo.
– Obrigado, Pedro, pela ajuda dada na redução – pena não ser extinção – do Pagamento Especial por Conta (PEC), tendo permitido que o PCP – e também o BE e os Verdes, cuja posição é idêntica – tivesse finalmente êxito numa luta que trava, desde o primeiro dia, contra este imposto.
– Obrigado, Pedro, por ajudares a proteger a Segurança Social do erro que se desenhava, votando ao lado da esquerda e da razão.
– Obrigado, Pedro, por teres traído tudo em que dizes acreditar por amor à esquerda e aos trabalhadores. [Read more…]

Ortografia: apocalipse agora

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Em mais uma volta, mais uma viagem, por um manual de Português de 10º ano, descubro a pergunta acima fotografada, relativa ao soneto “O dia em que eu nasci, moura e pereça”, essa variação talvez camoniana sobre o Livro de Job.

Graças ao chamado acordo ortográfico (AO90), ali está o adjectivo “apocalíticos”. Os autores do manual, para que os alunos não tenham dúvidas, explicam, entre parêntesis, que esta palavra significa “de grande desastre”. Talvez por falta de espaço, não indicam que o adjectivo é da família de ‘apocalipse’.

E, na verdade, como poderiam indicar tal coisa, se o AO90 obriga à separação de membros da mesma família?

Mais uma volta, mais uma viagem, por alguns instrumentos que, alegadamente, ajudam o escrevente a aplicar o AO90.

A Infopédia aceita “apocalítico”, embora, pela transcrição fonética, deixe claro que se pronuncia, por assim dizer, “apocalíptico”. Ora, uma pessoa estranha: mas não impõe o AO90 que se escreva como se pronuncia? Por outro lado, a Infopédia, também aceita que se escreva “apocalíptico”. [Read more…]

Braga e o jardim sem árvores

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O Jardim de Santa Bárbara com árvores. Imagem de arquivo, claro.

Jaime Manso

[Em Braga, vai-se tornando normal o abate de árvores sem nenhuma explicação prévia à população. A justificação para o abate de árvores do Jardim de Santa Bárbara vem, como é também habitual, depois – apenas depois – de os bracarenses se interrogarem sobre o desaparecimento integral de uma fileira de árvores no Fórum Cidadania Braga, um espaço virtual de debate sobre a cidade com cerca de 14.000 subscritores] 

1- Relativamente ao impacto imediato ambiental negativo desta acção, o município não esclarece.
2- o esclarecimento tardio acontece devido à indignação dos habitantes, e as outras zonas onde cortam árvores? Onde está o esclarecimento?
3- relativamente à biomassa perdida e substituição por árvores infantis, o município escusa-se, convenientemente, a esclarecer que demorará décadas ao ecossistema repor os seus valores normais, que já de si eram fracos e se alguma vez forem atingidos.
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Destaque da semana

Há grandes sumidades académicas, das quais se aguarda ansiosamente que sumam, a escrever editoriais em folhetos de supermercado. É necessário lê-las para perceber o motivo do preço exorbitante do nabo.

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O ódio a outros seres vivos

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Depois de feito o convite para o convívio-caçada, eis a Natureza derrotada uma outra vez.
Sezures é das freguesias mais pequenas de Vila Nova de Famalicão.
Percebe-se porquê.
© Cidade Hoje

Australian Open: bons apontamentos de Grigor Dimitrov

Nas últimas duas semanas tenho acompanhado com alguma atenção dentro das minhas possibilidades o Australian Open. A eliminação precoce dos principais favoritos à vitória na prova pelos lugares cimeiros que ocupam no ranking mundial de Novak Djokovic e Andy Murray (apesar de estarmos no início da nova temporada e do Open Australiano ser a primeira confirmação do estado de forma dos tenistas para a presente temporada e do facto de alguns dos tenistas se darem algo mal com o caloroso e húmido clima austral) e as dúvidas existentes quanto ao estado de forma de Rafael Nadal e Roger Federer, este último regressado depois de meio ano de paragem que o impediram de prosseguir por exemplo o seu sonho olímpico no Rio, suscitam a possibilidade, pelas excelentes exibições que foi fazendo ao longo do seu percurso na prova, de termos em Grigor Dimitrov o habitual outsider ou até mesmo underdog que costuma marcar historicamente o grand slam australiano.

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António Costa visitou Bial

Reafirmando que a inovação transforma conhecimento em valor económico, após assinar um contrato de 37,4 milhões de euros com a empresa farmacêutica, destinado à investigação na área do sistema nervoso central e cardiovascular.

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O je acha o PSD um mínimo excessivo

Em causa está o pagamento de mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores.

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Esconde, esconde Nuno!

Já se aperceberam que depois de Nuno Carvalho, o repugnante sócio-gerente da Padaria Portuguesa ter dado um cravo na ferradura numa 2ª oportunidade concedida pelo Expresso, todos os vídeos do 1º acontecimento desapareceram do Youtube? 

O muro de Trump acabará pago pelo consumidor americano…

Empresas costumam tentar evitar custos, passando os mesmos, quando não conseguem restruturam-se.
Caso Donald Trump decida mesmo avançar com a taxa de 20% sobre importações do México para financiar a construção do muro, esse valor vai ser inteiramente cobrado nos bolsos do consumidor americano. Num cenário ideal, o negócio continuará business as usual, toda a cadeia incorpora a taxa que no final irá incidir no PVP do produto em causa. Eventualmente poderão existir produtos que sujeitos à taxa, deixam de ser concorrenciais no mercado norte-americano, mas não quer dizer que deixem de ser vendidos, os distribuidores irão procurar novas fontes de fornecimento. [Read more…]

Afinal, o Trump é nosso amigo!

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Propaganda do Partido Popular Europeu, o maior no PE

Um argumento tão dilecto como demagógico dos paladinos do acordo de “comércio livre” e investimento com o Canadá, o CETA, – que o Parlamento Europeu se prepara para votar no próximo dia 15 de Fevereiro, podendo desde logo entrar provisoriamente em vigor – é a descomunal afinidade de valores entre o Canadá e a Europa.

Essa intensa comunhão de valores não poderia pois deixar de ser invocada pela deputada Lara Martinho do PS, pelo deputado Mota Soares do CDS-PP e pelo deputado Carlos Costa Neves, do PSD, durante a apreciação da petição pelo debate do CETA na Assembleia da República, no passado dia 12 de Janeiro. Costa Neves, aliás, entusiasmou-se particularmente nessa parte, bradando contra os partidos que apresentaram projectos de resolução de rejeição do acordo (BE, PAN, PCP e PEV): “Com o Canadá, vejam bem! (…) Ou será exactamente por isso que essas esquerdas são contra este acordo, será exactamente por ser com o Canadá e por o Canadá ser como é?” [Read more…]

Quem elegeu Trump?

Foi a “Esquerda” que boicotou Sanders em favor de Clinton. Foi a “Esquerda” que, mais uma vez, escolheu a Direita. Foi a corrupção.

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A reacção de Carrillo ao 3º golo do Moreirense. Ai os mercenários, os mercenários…

A demagogia e o assédio laboral

Esta intervenção da deputada Isabel Moreira sobre o assédio no local de trabalho e sobre o projecto de lei de que é subscritora não é, certamente, uma brincadeira. Mas é perigosa propaganda. A Sra. deputada fala, entre outras coisas do mesmo calibre e eficácia, da criação de “e-mails” da IGF e da ACT para onde as vítimas podem escrever denunciando o assédio. A pergunta que fica é onde estará a Sra. deputada Isabel Moreira quando os patrões dessas vítimas descobrirem os autores da denúncia?

Estamos a brincar com coisas muito sérias, Sra. deputada.

Em sonhos, é sabido, não se morre

Há uma cabine pública no Japão cuja linha telefónica nunca foi ligada. Lá dentro há um telefone, isso sim, daqueles antigos, de disco, mas a cabine está inoperacional desde que ali foi posta, já lá vão uns anos. Isso não impede que milhares de pessoas (estima-se que mais de 10 mil) se tenham já deslocado ao lugar – na cidade costeira de Ōtsuchi – propositadamente para usá-la.

O homem que a construiu no jardim de casa chama-se Itaru Sasak. Também ele perdeu alguém muito próximo no grande sismo seguido de tsunami de 2011. Num único dia, 11 de Março de 2011, a cidade de Ōtsuchi perdeu mais de 1.400 pessoas, aproximadamente 10% da sua população. [Read more…]

Excessivo é ter que o ouvir

Ontem, na AR, Passos repetiu vezes sem conta no debate parlamentar e consequente votação da descida da TSU para as empresas: “O aumento do salário mínimo é excessivo”. Excessivo é ter que o ouvir. Causa lesões cerebrais irreversíveis.

A Comissão

Julgava não ser preciso, mas convém lembrar aqui que a Comissão Permanente de Concertação Social é só isso, uma comissão autónoma do Conselho Económico e Social. Pronuncia-se, dá pareceres, subscreve acordos sem carácter deliberativo. Tem a sua relativa importância como ensaio de amortecedor social. Mas não é um órgão de soberania. E de modo nenhum as suas funções se podem equiparar às da Assembleia da República, como parece estar na cabeça de alguns – ou nos querem pôr na cabeça a nós. E nem sequer é uma diferença quantitativa, mas sim qualitativa. De natureza, não de grau.
Se é que, sequer, tem sentido colocar esta questão. Mas pelo que ouvimos nestes últimos dias…

Por mim, não escravizas mais ó palerma

O mundo moderno está cheio destes palermas liberais. O estádio actual do capitalismo selvagem, estádio em que as classes e os interesses mais fortes conseguem por via das marionetes que instalam e vão puxando no poder, permitiu a uma classe diminuta, constituída por meia dúzia de seres parasitas não-produtivos controlar por A+ B as rédeas daqueles que diariamente os enriquecem. Ora pela celebração de tratados e acordos bilaterais ou multilaterais que censuramos, como é o caso do CETA ou do TTIP (remeto-vos para os posts da nossa especialista, a Ana Moreno) ora por via da legislação europeia que na maior parte dos casos, na sua parte laboral, não é mais do que o produto requerido à la carte pelos milhares de lobbistas pagos a peso de ouro pelas grandes multinacionais para pressionar os legisladores europeus em Bruxelas, ora pela criação e modificação de legislação nacional laboral ou pela revogação de direitos adquiridos pelos trabalhadores no passado, ora pela forma que considero ser a mais pródiga de controlo social que é o ordenado mínimo nacional.

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“Samir, o sudanês por Rafael Barbosa no JN

Rafael Barbosa, Editor Executivo do JN:

“Enquanto escrevo, as televisões dão em direto o debate parlamentar em que se discute se a TSU dos patrões deve ou não baixar, para compensar a subida do salário mínimo de 530 para 557 euros. Só os vejo, não os ouço. Os dedos em riste, as expressões faciais vincadas, os sorrisos irónicos ou cínicos, os aplausos entusiasmados aos chefes. O culminar de quatro semanas de troca de argumentos, de cambalhotas políticas e acrobacias retóricas. Os entendidos chamam a isto debate político. Olhando para as bancadas do Parlamento, assim, sem som, diria que é um teatro. Um teatro absurdo, se tivermos em conta que, na sua origem, está, afinal, se é ou não possível pagar mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores. Gente pobre e explorada que vai continuar a ser pobre e explorada.

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Make torture great again!

Sinto absolutamente que funciona” – Donald Trump

A Fatwa sobre Polanski ou as saudades que eu tenho do «Nobody Expects the Spanish Inquisition!»

Ana Cristina Pereira Leonardo

No meio da avalanche de notícias que têm tido Trump como hors d’oeuvre, entrée, main course e dessert – deixando de lado o chumbo doméstico da TSU e as bebidas – passou relativamente despercebida a renúncia de Roman Polanski a presidir à cerimónia de entrega dos César, o correspondente francês dos óscares de Hollywood. O cineasta havia sido escolhido pelos organizadores da cerimónia, que terá lugar em final de Fevereiro, mas o vendaval de indignados – e sobretudo, ao que parece, de indignadas – com a escolha teve como consequência que o mesmo acabasse por recusar o convite.

Polanski tem hoje 83 anos e quando tinha 43, em 1977, foi acusado de violar uma jovem modelo de 13, Samantha Geimer, então Samantha Gailey, crime pelo qual esteve 43 dias detido, saindo sob caução, após o que fugiu dos EUA onde tem até hoje a Justiça à perna e a cabeça a prémio, mesmo se Samantha Geimer há muito desistiu do processo (acordaria uma indemnização de 225 mil dólares com o cineasta, que acabou por reconhecer que não existira sexo consentido, e publica em 2013 o livro de memórias, The Girl: A Life in the Shadow of Roman Polanski, no qual não se coíbe de criticar a exploração do seu caso pelos meios de comunicação, juízes e advogados; na altura do lançamento queixou-se ao LA Times: «Não deviam poder tornar o que me aconteceu ainda pior, só porque é mais interessante. Fazem com que nos sintamos mal e sejamos uma vítima, de modo a poderem usar-nos como bem lhes aprouver»). [Read more…]

O Ministério da Verdade informa

lm

É melhor que obtenham as vossas notícias diretamente do Presidente. Na realidade, pode ser a única maneira de terem a verdade nua e crua.

Por Lamar Smith, congressista republicano e presidente da Comissão da Câmara dos Representantes para a Ciência. Longa vida aos factos alternativos!

Good morning, God bless you and may Trump grab them by the pussy!

Donald “the fraud” Trump

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Se ele o diz, quem sou eu para duvidar?

Montagem via Uma Página Numa Rede Social

Os “factos alternativos” do semanário SOL

uma cuidadosa selecção da informação mais rigorosa que se produz neste país. A não perder.

Scarfolk, o Diário da República e a suspensão dos factos

Minds have semantics. Programs are purely syntactical. The syntax of the program isn’t sufficient for the semantics. Therefore, the program is not a mind. It’s a very simple argument, I don’t know why it takes so much trouble to get people to understand it.

— John Searle

The government, together with local councils and public authorities, has scrapped the use of facts.

The Fact Ban (1976)

“Imaginary” universes are so much more beautiful than this stupidly constructed “real” one; and most of the finest products of an applied mathematician’s fancy must be rejected, as soon as they have been created, for the brutal but sufficient reason that they do not fit the facts.

G. H. Hardy (apud K. David Jackson, Adverse Genres in Fernando Pessoa, p. 9)

***

Hoje de manhã, ao reflectir acerca do melhor enquadramento para a ocorrência de hoje no sítio do costume, pensei em recorrer a José Maria Adrião e aos Retalhos de um Adagiário Nasceu em boa hora — diz-se de quem é ditoso e a sorte lhe corre bem», p. 50). Depois, admiti outras possiblilidades: o «“Fake news” is so yesterday. “Alternative facts” is where it’s at now», este excelente «it is a mistake to demand too strictly that new physical theories should fit some preconceived philosophical standard», do Weinberg, ou até a hipótese de Riemann confirmada pela teoria dos Factos Alternativos.

Contudo, felizmente, a história de Scarfolk, em boa hora aqui trazida pela Carla Romualdo, trocou-me as voltas.

Ao reparar neste cartaz, [Read more…]