Autarca condenado em perda de mandato nomeado pela AMP para Administrador da Metro do Porto

António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, foi condenado em perda de mandato autárquico, no passado mês de Abril, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. Tal condenação não impediu, porém, que tivesse sido hoje indicado pelo presidente da Área Metropolitana do Porto para os órgãos sociais da Metro do Porto, como administrador não executivo.

Tal como aqui foi escrito há cerca de um mês, o presidente da empresa Metro do Porto será Tiago Braga, engenheiro cuja maior proeza curricular foi ter sido chefe de gabinete do actual presidente da Câmara de Gaia.

 

 

A Morte da Floresta Amazônica

Mais um indicador da péssima escolha de brasileiros que votaram 17 na ultima eleição (e também dos que se abstiveram); conforme divulgado pelo Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter) e Jornal Folha de São Paulo, a grande floresta amazônica está sob ataque.  Dados apontam que 19 hectares são desmatados por hora – o dobro do registrado no mesmo período em 2018.

Pelo histórico do presidente e sua atuação a favor da frente ruralista (que é a principal devastadora dos biomas) a preservação do meio ambiente não é prioridade.  Em 2012 Jair Bolsonaro foi multado por pescar em área de preservação em Angra dos Reis. Assim que assumiu o governo passou a atacar orgãos que multam e regulam a atividade predatória. Mês passado alterou um decreto de 2008 que dispunha sobre crimes ambientais e forçou o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) reduzir em 35% o volume de multas aplicadas no primeiro trimestre de 2019 .

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A Amazônia, “o pulmão do mundo”, está sendo sacrificada aos interesses dos lobbies da agroindústria (Reuters/Reuters)

Tudo isso com ajuda do atual ministro do Meio Ambiente (MMA) Ricardo Salles, que já começou a implementar um politica anti-preservação com licenciamentos flexíveis, menor controle de agrotóxicos e leniência com punições. O jornalista Vinicius Lousada escreveu na Revista Fórum  os estragos desse governo em 100 dias.  No meio ambiente as 10 medidas que integram o artigo são:

1) Menos fiscalização

Militantes da causa ambiental apontam o desmonte de equipes de fiscalização. O ministro Ricardo Salles demitiu 21 dos 27 superintendentes regionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), promovendo exoneração coletiva inédita em 30 anos.

2) Clima

Ainda em janeiro, o governo acabou com a Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas. O esvaziamento da pauta é claro entre ministros de Bolsonaro, o que pode resultar na perda de recursos e no não cumprimento de metas firmadas em compromissos internacionais. No Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a, até 2025, reduzir em 37% suas emissões de gases de efeito estufa. O País também havia se comprometido a acabar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

3) Raposa no galinheiro

O governo transferiu o Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura e escalou para chefiá-lo o ex-deputado Valdir Colatto (MDB-SC), que integrou a bancada ruralista e apresentou projeto para liberar a caça de animais silvestres. O órgão é responsável pela gestão das florestas públicas e, antes de Bolsonaro, estava vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

4) Paralisação de projetos

Ricardo Salles congelou a aplicação de R$ 1 bilhão, oriundo de multas aplicadas pelo Ibama, que seriam utilizados em 34 projetos de recuperação das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba – apenas porque não quer mais a participação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) em ações federais.

5) Sem participação social

O governo age para desmontar as estruturas de participação social no ministério, em especial o Conselho Nacional do Meio Ambiente.

6) Fundo da Amazônia

A partir de tentativa de devassas nas contas, o governo tem paralisado e atrapalhado o funcionamento do Fundo Amazônia, por ser contra a participação de ONGs e negar as mudanças climáticas.

7) Mais veneno

O Meio Ambiente atuou em conjunto com o Ministério da Agricultura na liberação de 86 agrotóxicos, incluindo substâncias proibidas em muitos países por serem cancerígenas e responsáveis pela morte de abelhas.

8) Caça com cão

O Ibama flexibilizou as regras para a caça de javalis, permitindo também o uso de armadilhas e cães, o que, para muitos, configura maus tratos.

9) Ameaça a garantias

O Ministério do Meio Ambiente está revendo regras para o licenciamento ambiental, sob o pretexto de agilizar a liberação de empreendimentos – o que pode significar grandes retrocessos em garantias socioambientais.

10) Avanço de transgênicos e mineração

O governo estuda a liberação do plantio de transgênicos e da mineração, inclusive em terras indígenas. De acordo com o governo, os povos originais até serão ouvidos, mas não terão autonomia para vetar projetos.

Pelo ritmo de ataques aos santuários ecológicos o legado desse governo será apenas destruição.  Precisamos Salvar a Amazônia.

 

 

Universidade do Porto abre Instituto Confúcio

Foto: Universidade do Porto

 

É um momento de particular e profunda satisfação e, certamente, um ponto alto nas relações entre Portugal e a República Popular da China. Votos de grande prosperidade e sucesso ao Instituto Confúcio da Universidade do Porto. Que contribua para o fortalecimento das relações de amizade e benefício mútuo entre os dois povos.

Foi inaugurado esta sexta-feira o primeiro Instituto Confúcio da Universidade do Porto. O projeto, desenvolvido numa parceria entre a Universidade do Porto e a Guangdong University of Foreign Studies, tem como objetivo alargar os horizontes culturais dos estudantes, estreitar as relações entre a Universidade e a cidade à China, fortalecendo, desta forma, a cooperação entre os dois países.

Seria o cúmulo da pouca vergonha…

Há uns meses o país ficou indignado com um juíz. Quer-me parecer que se prepara algo pior, diria mesmo, sinistro

“Uma cerimónia Kafkiana”

O dia a seguir de Luís Filipe Menezes

 

Leituras instrutivas e esclarecedoras: “O dia a seguir. Nunca é tarde demais”, de Luís Filipe Menezes:

“Tão mais surpreso fiquei quando o candidato, agora presidente [Eduardo Vítor Rodrigues], tivera quatro anos de servilismo oposicionista patético, estilo lambe botas permanente, e até fizera uma campanha baseada na afirmação, “Eu sou o legítimo sucessor de Menezes”!

(…)

Os novos autarcas de Gaia desdobraram-se então em conferências, declarações pomposas, até terminarem naquela cena do mais puro “erotismo político” em que Rui Rio foi convidado especial.
Uma cerimónia kafkiana!

Nessa festança, no Auditório Municipal de Gaia, assistiu-se à afirmação, feita pelo supremo dirigente socialista gaiense, de que Rio seria o seu ideal candidato presidencial em 2016. Gostava de o ouvir fazer essa afirmação de novo este ano quando das eleições legislativas e, porque não, em 2021 ou até em 2026. Mas o essencial da cerimónia, qual missa negra, visava a entronização de Marco António Costa com a medalha de mérito municipal! Surreal!

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Declaração de voto

Há vários anos que ninguém me vê por perto de qualquer assembleia de voto em dia de eleições, pura e simplesmente porque me é indiferente saber quem governa, seja autarquia, Assembleia da República, Presidente da República ou eleger deputados para o parlamento europeu, tenho os políticos em muito baixa consideração e ainda menos estima. Antes de me tornar abstencionista, durante anos votei PSD ou CDS, numa lógica de voto útil, mas a verdade é que a utilidade apenas serviu para eles, porque eu não recebi rigorosamente nada. Aliás, constatei ao longo da vida que foi para mim absolutamente igual ter um governo liderado pelo PSD ou PS. No poder local ainda foi pior, porque de perto vi que são mesmo todos iguais no que toca a favorecimento, compadrio, negócios menos claros, nepotismo, práticas que só ultimamente têm sido denunciadas, mas que há muito estão enraizadas.
Nos últimos anos foram legalizados novos partidos, que agora pela primeira vez se apresentam aos eleitores. Decidi votar na Iniciativa Liberal no próximo domingo, porque me agrada a ideia de ter menos Estado no bolso e nos costumes. Não sou dos que defendem a diminuição do Estado na economia, para depois querer decidir, regular a vida dos outros, prática corrente dos conservadores ou liberais beatos. Sei que não será fácil eleger Ricardo Arroja como deputado ao Parlamento Europeu, mas prefiro entregar o meu voto a alguém coerente, que não está dentro do sistema nem dele vive, aos que estão sempre dispostos a trair os eleitores para sobreviverem politicamente. O espaço político à direita do PS não pode ficar confinado às duas opções históricas, precisa ser renovado, por essa razão domingo voltarei a exercer um direito do qual nunca abdiquei, apenas não o exerci, o que também não deixa de ser um direito.

Dizem que teremos eleições europeias

Tenho acompanhado menos a campanha eleitoral para as eleições europeias e os ecos mediáticos dizem-me que não tenho perdido coisa alguma.

Na verdade, o pouco a que acabo exposto recorda-me Chernobyl. As radiações acabam por chegar e causam náusea.

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Marinho e Pinto sabe do que fala

 

Há centenas de debates no Parlamento Europeu que são verdadeiros faz-de-conta“, diz Marinho e Pinto. E ele sabe do que fala, pois foi protagonista em vários deles quando se discutiram temas como a reforma dos direitos de “autor” levada a cabo pelo Parlamento Europeu (PE). Afirmou em certa altura que não viu nenhuma das cartas abertas que tinham sido divulgadas então, as quais explicavam porque eram erradas as medidas que o PE estava a preparar. O Sr. Eurodeputado tinha, certamente, mais que fazer do que informar-se e contribuir para que este debate não fosse um verdadeiro faz-de-conta. Fez-se de conta que se estavam a defender os direitos de autor, quando, na verdade, foram os interesses dos grupos editoriais que saíram reforçados.

A propósito, no domingo este senhor vai a votos.

Como manter viva uma ideia

Impondo-lhe dificuldades.

Problema de expressão: Open Conventos

Devia ser como no cinema
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém

Carlos Tê

 

Há uns tempos, escrevi sobre o Pordata Kids. Recentemente, descobri que uma outra iniciativa igualmente meritória foi baptizada e lançada no mundo com o nome Open Conventos.

Se o objectivo é chamar o turista estrangeiro, o que está ali a fazer, desavergonhada, uma palavra portuguesa? Se o alvo é o português, para quê uma palavra inglesa? “Conventos abertos” ou “Abrir os conventos” ou “Conventos desconhecidos” seriam disparates? Tu, leitor, sentir-te-ias menos cosmopolita e, ao mesmo tempo, menos português?

Enquanto se conhece o magnífico património arquitectónico, por que razão se desconsidera o linguístico? Será que somos tão saloios que não podemos participar em iniciativas anunciadas exclusivamente em português? Em vez de uma expressão que não está em nenhuma língua, não seria melhor publicar um anúncio com a mesma expressão em duas línguas, apelando ao indígena e chamando o estrangeiro?

Não sei, talvez já não seja o timing certo para fazer estas perguntas. Fico a aguardar o vosso feedback.

 

Morreu uma lenda


R.I.P. Niki.

Acordo Ortográfico de 1990: os contatos estão assegurados

SUMO
SUMPTUOSO
SUBIDO
ESPLÊNDIDO
ERGUIDO
SUBLIMADO
TRANSCENDENTE

o casamento de adjectivos a que assisti

— Paulo Pego

***

Efectivamente, depois do desastre da semana passada e de um fim-de-semana glorioso (sem Diário da República e com o Benfica campeão), regressamos ao mesmo, no sítio do costume:

Exactamente: “que não fique por fazer o que podia ter sido feito”.

© Global Imagens [https://bit.ly/2TrZPkT]

***

EUA contra Huawei, a batalha do monopólio

A administração norte-americana baniu a Huawei dos EUA, interditando simultaneamente as empresas norte-americanas de exportarem tecnologia para esta empresa.

Além do bloqueio no território americano, a medida tem impacto global e os efeitos sentir-se-ão em breve. A Google anunciou que as suas aplicações e serviços, tais como Gmail, Maps, YouTube e outros, não poderão ser usados em futuros modelos dos telemóveis Huawei. Idem para actualizações de segurança. A Intel também anunciou restrições às suas tecnologias. E o mesmo se passará com todas as empresas americanas que exportem bens e serviços.

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Os dois Presidentes

 

 

[clique no vídeo para assistir] O presidente de uma das maiores Câmaras Municipais do país – Vila Nova de Gaia – assina, em nome do Município que representa, um contrato de financiamento de centenas de milhares de euros com um clube de futebol, na mesma cerimónia em que toma posse como presidente do Conselho Fiscal desse mesmo clube.

Por que motivo terão apagado o vídeo do Youtube ?

Glória ao vencedor

O Povo que o tal Comendador alegadamente gozou está em festa no Marquês. A Comissão celebra com malte e um robusto no Bairro Alto. O Infante, na Ribeira, está sujo de vermelho.

Abuso e exploração infantil

Hoje 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil no Brasil (Lei 9.970/00). Esta data foi escolhida em virtude do crime cometido contra Araceli, uma menina de apenas 8 anos de idade, torturada, estuprada e brutalmente assassinada em 18 de maio de 1973 em Vitória/Serra ES. O caso chocou mas era Ditadura né? Os criminosos foram absolvidos. Toda semana vejo notícias de meninas assassinadas nas mesmas condições. Dados do Ministério da Saúde apontam aumento de mais de 130% de registros de casos de violência sexual a crianças e adolescentes no país. 

E ainda elegem um presidente que oferece todas as brasileiras ao turismo sexual. Fico pensando em Araceli. Todos os sonhos destruídos por ter nascido menina. Era somente uma criança. 

Penso nos antepassados indígenas. Este país tem uma brutalidade ancestral que se perpetua de várias formas. 

Ao cuidado dos donos de gatos:

«Os gatos vão ser obrigados a usar microchip de identificação, prevê um projecto de decreto-lei do Ministério da Agricultura

O capitalismo do calote

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Fotografia: Lusa

Joe Berardo não fez um favor aos bancos. Fez um favor ao país. Demonstrou bondade e compaixão por todos nós, pobres portugueses, ao apresentar-se perante a comissão de inquérito sem máscara, o que lhe permitiu gozar, abertamente e sem rodeios, com a cara dos deputados, do Parlamento e dos portugueses, deixando a nu a verdadeira face de uma certa elite parasitária, famosa por manobrar políticos sem espinha e viver à custa do erário publico. [Read more…]

Ensinar ou preparar para os exames?

João Costa é secretário de Estado da Educação desde 26 de Novembro de 2015. Está, portanto, prestes a perfazer uma legislatura.

A equipa de que faz parte acabou com os exames nacionais de quarto e de sexto ano, inventando umas provas de aferição inúteis no quinto e no oitavo. Os argumentos para acabar com os primeiros foram tão profundos como os de Nuno Crato para os manter ou impor; as razões para justificar a criação das provas de aferição são igualmente inexistentes.

João Costa, aliás, como muitos que passaram pelo Ministério da Educação, tem funções tão decorativas que acaba por se dedicar a inutilidades folclóricas. Sendo o ideólogo de serviço, limitou-se a impor ideias vagas acerca da flexibilidade e da inclusão, o ai-jesus de muitas sessões de formação, a fazer lembrar o entusiasmo dos pregadores e pastores de seitas religiosas.

Recentemente, João Costa declarou que “as escolas devem preocupar-se em ensinar em vez de se inquietarem com a preparação dos alunos para os exames nacionais, argumentando que desta forma os estudantes terão melhores resultados académicos.”

Em primeiro lugar, os exames existem e têm uma importância enorme no percurso que leva os alunos a entrar no Ensino Superior. Se um professor se preocupar com os alunos, deve, portanto, preocupar-se com a preparação para o exame, o que não é incompatível, imagine-se!, com ensinar. [Read more…]

A união de fato e o pára-raios: hábitos e recaídas

Kein Mensch kann wirklich leben, wenn nicht noch ein Funken von Hoffnung in ihm ist. Und das sollten die Massenmedien nie vergessen.

Hans-Georg Gadamer

A marcha era lenta, iam velhos entre eles e mesmo os moços estavam no limite da fadiga, não podiam mais. Alguns quase se arrastavam, sustentados apenas pela esperança.

Jorge Amado

***

Esta semana tem sido extremamente produtiva. Tivemos alguns exemplos do sítio do costume, como o contato de 13 de Maio ou os contatos de anteontem, aos quais se juntam os fatos de ontem:

 

Exactamente: fatos.

No Expresso. tem havido recaídas. Como se sabe, não há três sem quatro.

Ei-la:

Efectivamente: pára-raios.

E hoje?

Hoje, dedicaremos a nossa atenção ao sítio do costume e a outro aspecto da adopção do AO90 :

Exacta e efectivamente: coletivo, colectiva e colectivamente.

E amanhã?

Amanhã, felizmente, não há Diário da República.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

***

«João Ferreira faz rescaldo dos fogos do verão passado»

Salvo melhor opinião, ‘verão‘ não é passado: verei, verás, verá, veremos, vereis, verão. Efectivamente.

As Comendas, os que vão comendo e os que comem tudo

Vai, pelos vistos, séria e profunda a reflexão na Assembleia sobre os “deveres e obrigações” dos titulares de graus honoríficos, matéria em que releva actualmente a alegada dislexia do Comendador patriarca do Budismo do Bombarral ao qual, imagine-se, se dirige agora um “processo disciplinar” que visa retirar-lhe a comenda e a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, este último às voltas no túmulo ante tanto escândalo institucional, tanta cruz, tanta comenda e tão pouco que comer.
Instrua-se, com a coerência que reste, igual e competente “processo disciplinar” aos que distribuem comendas, sempre às custas dos que são comidos, pelos que comem tudo e nada deixam a não ser esta República em feitio de comissão de garagem. Uma comissão de garagem que pensa poder disfarçar a sua falta de vergonha com tardios e artificiais “processos disciplinares” para retirar comendas a quem não apenas já comeu tudo, mas, acima de tudo, deu de comer a muitos dos falsos indignados de circunstância.

Aquele Chagall diz-me muito

De repente, a colecção de quadros do Comendador transformou-se numa espécie de Cova da Iria estética do republicano e indigente protectorado. É melhor ouvir um fado do Alfredo Marceneiro e comer dois bolinhos de bacalhau.

Pontas soltas

Berardo, no pico da crise acionista do BCP, chegou mesmo a ser considerado pelo comentador Marcelo Rebelo de Sousa a figura empresarial do ano.

 

A Palestina na Eurovisão

Através de Conan Osíris.

A ideologia da decência

A decência – a mera decência – não é característica que exija santidade, que faça andar o paralítico ou o cego ver. A decência não é um milagre nem viaja até junto de nós num raio cósmico vindo de outros sistemas ou galáxias. A decência é um módico atributo da simples humanidade, um asseio que a separa das bestas, as quais, porém, manifestam amiúde graus de decência que uma boa parte dos homens não alcança.

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“A verdade e nada mais que a verdade”

Comentários ao Manifesto – Pela Verdade dos Factos e à vergonhosa decisão do Parlamento no Educare.pt. Num país em que o poder político é inimigo dos professores e da Escola.

As recaídas do Expresso e os «contatos posteriores»

Rogava aos santos que lhe permitissem morrer. Ah! para não ver cumprir-se o inelutável destino, acontecer a inexorável desgraça.

Jorge Amado

Tu já sabes o que é que vai acontecer

— Conan Osíris

All this was real, it was really happening, but with a quality of the unreal; it was reality happening in quite a different way.

— Anna Kavan, “Ice”

***

Escreve o Expresso:

Queda de betão da parte inferior do tabuleiro da ponte da Arrábida origina inspeção.

Felizmente, o caso está a ser acompanhado pela Protecção Civil.

Efectivamente: Protecção.

Como é sabido, não há nem uma recaída sem duas, nem duas sem três, nem três sem quatro — e assim sucessivamente.

Quanto ao Diário da República, não há surpresas.

Aliás, quando se menciona Diário da República, todos sabemos, como cantava ontem Conan Osíris, “o que é que vai acontecer”:

Exactamente: a grafia habitual, no sítio do costume.

***

L’État c’est Costa!

Santana Castilho*

É deplorável o que acabamos de viver. PSD ofereceu, sem dar. CDS dava um se tirasse quatro. PCP e BE confirmaram o que sabiam desde sempre: o tempo político para fazerem justiça aos professores esgotou-se quando aprovaram o OE 2019, nas condições em que foi votado. No balde dos despejos desta crise política de baixo nível ficou uma classe profissional maltratada por todos os partidos, com mais ou menos responsabilidades, consoante as cambalhotas que foram dando. Tudo aconteceu com Marcelo ausente, certamente à procura do urso pardo para fazer uma selfie, enquanto aqueles que qualificou como os melhores professores do mundo eram sacrificados na fogueira das mentiras.

António Costa não denunciou a mínima intenção de se demitir quando morreram mais de 100 cidadãos nos incêndios de 2017. Resistiu quando um bando de pilha-galinhas protagonizou o escândalo de Tancos. Ficou, quando a incúria sem responsáveis deitou abaixo a estrada de Borba e ceifou mais umas vidas. Não deu sinal de querer partir quando o presidente do seu partido fez do Estado a residência da família e a moda contaminou outros do seu Governo. Tendo acordos firmados com o PCP e BE, nunca se sentiu constrangido a não estabelecer vários pactos com o PSD para fazer vingar políticas a que se opunham os seus parceiros da “geringonça”. Mas rasgou as vestes, qual vestal profanada, quando o parlamento se “coligou negativamente” para lhe contrariar a tendência continuada para instilar na opinião pública ódio social aos professores. O mesmo parlamento que se “coligou positivamente” para lhe oferecer o lugar que perdeu nas urnas. Como se os outros partidos políticos estivessem proibidos de se entenderem sobre os efeitos futuros do descongelamento da carreira dos professores. [Read more…]

E vão três – o chimbalau na Bayer

É o terceiro caso em que um júri dos EUA pronuncia uma pesada sentença contra a Monsanto, colocando de rastos a Bayer, que há apenas uns meses a comprou por 54 mil milhões de euros.

Mais uma vez cancro, mais uma vez o herbicida Roundup e o seu funesto glifosato.

A primeira condenação em 81 milhões de dólares, a segunda em 290 milhões e agora em mais de dois mil milhões de dólares. A Bayer anunciou que irá recorrer da decisão e espera que os veredictos sejam anulados em segunda instância – o que é pouco provável; mais provável será uma redução dos valores. Seja como for, os custos dos processos são substanciais e entretanto, o seu número nos EUA disparou para 13.400, com tendência crescente. [Read more…]