via Der Terrorist.
A estratégia do PSD vive da possibilidade de o país falhar
Não é por acaso que a direita amplifica todos os sinais negativos para o país, ignorando os que sejam positivos. Por exemplo, quando os juros sobem parecem gralhas, mas quando descem calam-se que nem ratos. Ou ainda, veja-se o triste espectáculo que foi a actuação do PSD na votação do orçamento, só na esperança de que o orçamento não fosse aprovado.
Toda esta actuação, contrária ao interesse nacional, tem como único objectivo permitir o regresso rápido ao poder e, em última análise, permitir a sobrevivência política de Passos Coelho e da sua clique. Por isso, desejam ardentemente um novo resgate, mesmo que isso rebente com o país. Em 2011 não o tinha percebido, mas agora, olhando para o modo de actuação da direita, torna-se claro. O PSD, na altura, chumbou o PEC IV para aceder ao poder imediatamente, com um contexto político disruptivo que lhe deu a possibilidade de mudar as regras do jogo praticamente sem contraditório (só o Tribunal Constitucional o abrandou, mas sem o parar).
Grandes feitos do governo PSD/CDS
Estado chinês ganha quase €400 mil por dia na EDP. A este ritmo, quanto falta para se acabar o dinheirito da venda? Portugal à frente, sempre.
Como se faz uma escola?
Apesar de o ponto de partida poder induzir em erro, a reportagem sobre a Escola Básica 123 do Curral das Freiras deve ser lida com muita atenção, porque proporciona ensinamentos acerca do modo como as escolas se devem organizar para ajudar os alunos provenientes de meios desfavorecidos. Proporciona ensinamentos a quem queira aprender, entenda-se.
Explico-me, antes de mais, acerca do ponto de partida: a reportagem só acontece por causa dos resultados dos exames, insistindo, portanto, na ideia de que estes servem para avaliar a qualidade do trabalho das escolas (o próprio título da peça é indicador desse tique: “Escola da vila mais pobre da Madeira é uma das melhores do país”). [Read more…]
Brasil: golpe (de Estado) mediático em curso?
Perante a cobertura mediática da crise política no Brasil, que não se tem pautado pela isenção e que insiste em tratar de forma diferente aquilo que é igual, a televisão Al-Jazeera apresenta-nos uma nova perspectiva sobre os acontecimentos que tem marcado o Brasil, com o foco na cobertura mediática da imprensa brasileira, cujos principais órgãos de comunicação social são controlados por famílias ligadas ao regime ditatorial e, actualmente, à direita brasileira. O caso da Rede Globo e da família Marinho, que ergueu o seu gigantesco império de comunicação social com o apoio da ditadura, ilustra bem o seu posicionamento e a forma sectária como tem acompanhado a crise brasileira. [Read more…]
Angola e Brasil: dois pesos, duas medidas

A crise política no Brasil prolongar-se-á durante semanas, vários meses talvez. Por motivos óbvios, a cobertura mediática e o ímpeto opinativo a que vimos assistindo no nosso país tenderá igualmente para se prolongar no tempo. Cá como lá, existem aqueles que alinham no discurso do golpe de Estado fabricado, orquestrado pela direita brasileira e pelos saudosistas do regime militar, descontentes com os avanços sociais operados no Brasil nos últimos anos, ao passo que outros procuram argumentar que os casos que envolvem Lula da Silva e outros altos dignatários do PT são o espelho de uma esquerda corrupta que deve ser imediatamente apeada do poder. O debate é intenso, gerador de ódios e ninguém é poupado. Ou não fosse a corrupção transversal à política brasileira. [Read more…]
Sport TV, esse canal anti-Benfica
dizem os Pedros Guerra desta vida. Agora imaginem que este lapso do comentador era ao contrário.
Brasil, o fim da linha para Dilma e Lula da Silva?
Os acontecimentos no Brasil dominaram a semana política em Portugal, o que não aconteceu em nenhum outro país, à excepção do Brasil é claro. E começando precisamente por aqui, subsistem ainda resquícios de paternalismo colonial, não por acaso partilhado com outros países e cidadãos europeus em assuntos relativos às suas antigas colónias. O primeiro erro dos europeus é arrogarem-se insuportavelmente como civilizacionalmente superiores, julgando os povos dos outros continentes à luz dos seus valores políticos e filosóficos. Apesar de séculos como colonizadores, raramente compreendem os povos árabes, asiáticos, africanos, ou latino-americanos, resultado da incapacidade de verem para além do seu umbigo, que levaram em meados do sec XX os povos colonizados a inúmeras revoltas e lutas pela independência no mundo inteiro, para se libertarem de governos europeus e colonos que tratavam nativos como servos e ainda consideravam estar a praticar o bem. Após desastrosas intervenções no exterior, o velho continente está a braços com tragédias humanitárias que mais não são que consequências da sua desastrosa política de tentar levar a democracia a quem não a quer, deseja ou compreende. [Read more…]
Breve sumário da crise política brasileira
A era da informação trouxe-nos um obstáculo de maior quando nos debruçamos perante este tipo de acontecimentos: a cada hora que passa, o rol de informações e contra-informações que os órgãos de comunicação social nos dão a conhecer a uma velocidade, diria, de torpedo, fazem com que por vezes, o nosso discernimento sobre o ponto de situação seja cada vez mais difícil e confuso. Grande valia no mundo actual é conseguir, no meio do cataclismo informativo que nos injectam, conseguir criar uma âncora que nos permita fundar uma opinião limpa e isenta.
Sobre a actual crise brasileira, resumidamente, chego a 4 conclusões e 3 dúvidas:
Banca, negócios e esquemas
A edição de hoje do Público traz um exemplo do que poderia ser o jornalismo com mais frequência. Uma investigação sobre negócios envolvendo a banca, prejuízo para o Estado e olhos fechados da CMVM e BdP.
O Ministério Público abriu em Fevereiro um inquérito a um negócio imobiliário de 32,4 milhões de euros, firmado entre ex-banqueiros, gestores e empresários ligados ao Finibanco e que foi fechado em 2013, no Montepio. Apesar de decorrer em paralelo à OPA, Banco de Portugal e CMVM não o detectaram. [Público, 20/03/2016, Cristina Ferreira]
É a história de um esquema continuado ao longo do tempo, perante a conivência de instituições de fachada, com os resultados que temos vindo a conhecer. Por vezes ouvimos falar dos empresários e das virtudes das suas iniciativas. Depois vemos os grandes negócios sustentados pela fraude e, sendo tantos os exemplos e tal a extensão do ataque ao Estado, pergunto-me se será disto que estarão a falar.
Missa e escola
O presidente da Confederação de Pais e Encarregados de Educação defendeu a realização de missas na Escola Pública. Há mesmo escolas no Norte que já o fazem, e em horário lectivo, relegando os alunos que não participam para salas de espera. Tal é ilegal, inconstitucional. A liberdade de culto só pode ser garantida por um Estado laico. Forçar as situações nesta questão é abusivo, provocador e imprudente. Não faltam os templos – grande parte deles propriedade do Estado, que os cede benevolamente – onde os cultos naturalmente ocorrem. Forçar o culto religioso nas Escolas Públicas é ostentar um abuso de posição, saudade de uma hegemonia há muito e em boa hora perdida. Não forcem, pois, não joguem em conflitos há muito ultrapassados e que nada trazem de bom Já basta o que basta.
Respostas para a crise no Brasil?

Escrevi, há dias, um post sobre a crise no Brasil que, mais do que respostas, fornecia perguntas. A minha ignorância, a distância, o desconhecimento de muitos dos protagonistas e dos seus interesses e ligações, a não verificação da verdade ou da mentira nos “factos” mediáticos, a velocidade dos acontecimentos e a minha própria estupefacção, tudo isso me aconselhava a ter mais dúvidas do que certezas.
Nestes dias vertiginosos fui procurando entender melhor a situação. Avancei pouco e, separado o joio, quase não me sobra trigo.
Duas ou três certezas, tenho: o país está divido, a Política e a Justiça não estão devidamente separadas (e ambas albergam muita gente pouco recomendável), o regime (não me refiro ao governo) precisa de refundar-se, a corrupção é transversal e endémica – chegando-se ao ponto de indiciados e pronunciados por corrupção se atreverem, sem um pingo de vergonha ou de oposição no interior dos seus próprios partidos, a acusar, apreciar, votar e pertencer a comissões de investigação de corrupção (aqui chegados, estamos no grau zero da credibilidade)-, a democracia corre riscos evidentes de sequestro. [Read more…]
O Sporting Clube de Portugal defende Fação

© Álvaro Isidoro/Global Imagens (http://bit.ly/1Rbh3ao) & © AFP/Getty Images (http://uefa.to/22uGWJE)
O Sporting decidiu fazer «uma campanha contra a contrafação [?]», alinhando com Patríssio, Squeloto, R. Smedo, Couts, Bruno Cézar, Williams, J. Dário, Adriano S., Brian, Guterres e Eslimani. Como sabemos, há quem seja acusado de contra Fação. Contudo, o Sporting defende Fação. Exactamente: Fação.
Hotel Lisboa

Pedro Guimarães *
Anda tudo doido com as lojas históricas a dar lugar a hotéis e a McDonalds. E mais a polémica Uber x Taxi e mais uma série de perigos do velho Capitalismo e da nova economia digital. No entanto, pela calada, e sem que ninguém tenha ainda verdadeiramente percebido, o anterior governo conseguiu ir ainda mais longe do que esta gente toda ao abrir a caixinha de pandora que, essa sim, vai provocar as mais imprevisíveis alterações aos tecidos sociais e culturais de Lisboa e Porto. A menos que se dê um passo atrás, claro. Falo da liberalização praticamente sem restrições da exploração de apartamentos para fins turísticos através do Airb’n’b e Booking.com.
Preços das casas a disparar para níveis Londres/Paris/Madrid (não é exagero), mercado cruel, expulsões com indemnizações mais do que rentáveis face ao lucro garantido por uma “nova clientela” estrangeira que vem de passagem apanhar uma piela very typical. Esperem só até os velhotes de Alfama perceberem que a sua casita de 50m2 já vale, por baixo, uns bons 200.000€: êxodo para arrabaldes no dia a seguir. É que uma cidade sem lojas históricas é mau, mas uma cidade sem cidadãos, históricos ou não, é algo insuportável.
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O peixismo-aranhismo
Ora bem, vamos lá botar sentença politológica: tínhamos os partidos parlamentaristas, os semi-parlamentaristas e até os anti-parlamentaristas. Graças ao PSD temos uma nova categoria: os a-parlamentaristas. Estão lá, mas é como se não estivessem. São e não são. Como o gato de Schrodinger, está vivo e está morto. Os outros agem, eles esperam. Para, no melhor estilo cavaquista, se pronunciarem sobre os resultados do trabalho alheio e poderem dizer, seja qual for o resultado: nós bem avisamos. E ferrar.
É uma espécie de partido peixe-aranha. Fica quietinho, escondido na sua areia e, quando um incauto que está a fazer qualquer coisa da vida o pisa, sabe-se o resultado.
Jornal ao fundo
Ontem, fechou mais um jornal ou, pelo menos, a sua edição em papel. Não faltarão justificações e teorizações sobre este facto e, de caminho, sobre as raquíticas tiragens dos auto-proclamados jornais de referência. Claro que a culpa vai ser atribuída aos potenciais leitores. Ora permitam-me que contribua com um singelo argumento: os jornais não se vendem, não porque os portugueses não gostem de ler e não gostem, sobretudo, de ler jornais, mas porque os jornais não são feitos para os leitores; são feitos para os “outros”. E de tanto tentar manipular ingénuos e iletrados – ou reduzir o máximo de pessoas a essas condições -, esquecem que estes não são leitores lá muito fiéis ou consistentes. Assim, os jornais vão deixando de o ser para se transformarem em entidades que designaremos por “correio da manhã”. E à medida em que se vão aproximando desta execrável condição, vão perdendo os leitores que…lêem.
O verdadeiro triunfo dos porcos
Miguel Szymanski
Acabei de falar para a fábrica Triumph, em Sacavém, que produz roupa interior para a marca e multinacional alemã de mesmo nome. Telefonei, porque a última notícia que vi online já tinha quatro meses e porque queria saber da sorte das 500 famílias, da zona da Grande Lisboa, que dependem da actividade daquela empresa.
Contaram-me a mesma história que se repete por todo o lado no país: toda a gente vai perder o emprego se não se encontrar rapidamente um comprador. O problema da fábrica têxtil Triumph, da fábrica de bolachas Triunfo há quatro meses ou do jornal Económico esta semana é que esse comprador nunca aparece. O comprador está a comprar imóveis na Alemanha, francos na Suíça ou a investir em produtos financeiros em Frankfurt e Londres.
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Diminua o seu QI
Fantástico produto para aqueles que, como eu, têm dificuldade em suportar a corrupção, os permanentes enganos, os talibans da política de caminho único, a ausência e incapacidade de debate, a intolerância face à diferença, a ausência de solidariedade, a ausência de responsabilidade e responsabilização, o amiguismo, a falta de seriedade e de princípios, etc. Estamos em minoria e a única forma de não criar problemas e viver feliz é o MinusIQ.
MinusIQ – “The world’s a much brighter place when you’re not too bright for it.”
Dilma tinha que nascer duas vezes para perceber tanto destes esquemas como Cavaco

Anda por aí muito moralista de direita nacional indignado com o esquema engendrado por Dilma Roussef para proteger Lula da Silva da justiça brasileira. Questiono-me sobre onde estavam eles em 2008, quando o caso BPN rebentou e Dias Loureiro, antigo ministro de Cavaco Silva e referência de Pedro Passos Coelho, gozava da imunidade de conselheiro de Estado que o manteve protegido da investigação em curso durante mais de um ano. Apesar dos factos e do escândalo, Cavaco recusou-se a destituí-lo do cargo e deu ao seu amigo 15 meses para se preparar para o que aí vinha. Claro que, como estamos em Portugal, a culpa morreu solteira. Portanto se alguém achava que Dilma foi particularmente original com a nomeação de Lula da Silva para a sua Casa Civil, Cavaco está cá para provar à lusofonia que usar o poder para proteger amigos da justiça não é novidade nenhuma. Dilma tinha que nascer duas vezes para perceber tanto destes esquemas como Cavaco.
A imparcialidade de Itagiba Catta Preta Neto

Um juiz não deixa de ser um cidadão de pleno direito pelas funções que exerce. Mas é expectável que assuma uma postura de imparcialidade. Não parece ser o caso de Itagiba Catta Preta Neto, o juiz que ontem suspendeu a nomeação da Lula da Silva para a Casa Civil de Dilma Roussef, assumido apoiante de Aécio Neves, principal opositor de Dilma Roussef nas últimas eleições brasileiras, e autor de inúmeras publicações contra o governo brasileiro nas redes sociais. O apelo à queda de Dilma para que os brasileiros, perdão, as elites dos helicópteros possam voltar a viajar para Miami e Orlando porque a queda da presidente levaria à queda do dólar é absolutamente notável. Já o embaraço causado é tal que este juiz se viu forçado a desactivar a conta no Facebook. A internet, porém, não perdoa.
Decepcionado ou dececionado?
Depende: «decepcionado com a grande imprensa», mas «dececionado com a arbitragem». Como sabemos, agora existe uma “ortografia comum”, por isso, há diversas hipóteses.
Por falar em “ortografia comum”, vejamos aquilo que se passa actualmente no sítio do costume.

Efectivamente, actualmente:
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Frank Sinatra Jr. (1944-2016)
Curiosamente, o novo equipamento da selecção do Brasil
(«novo equipamento da seleção nacional») é muito parecido com o da selecção portuguesa. Efectivamente, como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. Exactamente.
Carta do Canadá – Um pequeno esclarecimento

Georges Chikoti
Há dias apareceu na televisão um angolano importante, um angolano visivelmente ligado ao regime de Angola, que parecia muito zangado com Portugal e os portugueses. Barafustou contra o facto de haver políticos e outras figuras importantes de Angola que estão a ser investigadas pela justiça portuguesa por se ter verificado que estão metidos em negócios pouco claros com portugueses pouco sérios. O sujeito não estava contra os suspeitos, estava fulo com a justiça lusa. É uma posição interessante, não há dúvida.
O zangado homem angolano deixou um aviso solene: ou a justiça portuguesa deixa em paz os tais suspeitos, e a imprensa portuguesa deixa de dar notícias sobre o assunto, ou então Angola deixa de comprar o que precisa a Portugal, assim apanhando um grande rombo nas exportações. Coisa séria. E eu a julgar que Angola deixou de importar em grande quantidade a Portugal porque está a braços com uma crise económico-financeira brava, causada pela queda do preço do petróleo e porque os dirigentes desse país puseram todos os ovos na cesta do petróleo.
Ministério da Educação: mais uma volta, mais uma viagem!
Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) deu início à estafeta da prova de Dez anos para destruir a Escola. Isabel Alçada ainda ajudou um bocadinho. Nuno Crato (NC) recebeu o testemunho e conseguiu piorar o péssimo. É caso para dizer que, desde 2005, na Educação, os ministros fazem como os santos: ajudam nas descidas.
Quando Tiago Brandão Rodrigues chegou ao Ministério, houve críticas, porque não se lhe conhecia opiniões sobre Educação. Nada que impedisse MLR de ter completado uma legislatura desastrosa, sendo hoje uma senadora com obra publicada, como muitos ignorantes atrevidos. Por outro lado, o facto de NC ter perorado tanto sobre Educação não o impediu de ser um dos maiores desastres da área. [Read more…]
O mérito de saber ouvir

Há uns tempos escrevi que
“Há de facto um tempo diferente, há alguém que é verdadeiramente Ministro da EDUCAÇÃO e não apenas um secretário do Ministro das Finanças e com uma visão salazarenta da escola. A Avaliação serve para melhorar as aprendizagens e não para encostar a um canto (cursos vocacionais) alguns alunos. Feliz por este sinal.”
E também não deixo de afirmar, sempre, que prefiro aferição a exames.
Hoje, o Ministério da Educação publicou uma nota informativa (pdf) que vem esclarecer algumas dúvidas que se tinham instalado: [Read more…]
Telenovela brasileira
Esta não tem o selo da Globo e qualquer semelhança com pessoas reais não será mera coincidência…



Todas as crianças deviam ter uma infância feliz.







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