
Barraca da Apple no sul da Irlanda Imagem: Spiegel
Num paraíso fiscal chamado Irlanda, a Apple pagou uma taxa efectiva de imposto que baixou de 1% em 2003 para 0,005% em 2014 (quer dizer, 50 euros de imposto por um milhão de lucro); já os privilegiados dos contribuintes médios europeus têm direito a qualquer coisa entre 20% e 30% ou mais. É que a Apple estava mesmo a precisar de um “auxílio estatal” especial para ela, pobrezinha!
E como isto é uma grande injustiça, valorosamente, a Apple vai apresentar recurso da decisão da Comissão Europeia, para não ter de pagar os 13 mil milhões adicionais que deve (vá lá, convenhamos que desta a Comissão fez um bonito, só falta não se esquecer agora da Starbucks e co.). E o mais provável é conseguir, pelo menos, uma forte redução desse valor, ameaçando que esta decisão “vai ter profundas consequências negativas para o investimento e para a criação de postos de trabalho na Europa”. Tanto mais que o ministério das finanças americano já criticou aberta e duramente o procedimento de Bruxelas na determinação de impostos, acusando a Comissão de querer agir como uma espécie de autoridade fiscal supranacional e prejudicar as empresas americanas. E como os americanos não se deixam ficar para trás nunca, já ameaçaram a Europa com uma guerra de impostos. Äh…, alguém disse TTIP?












Ontem, numa hora, para mim, matinal, saí de casa, a fim de tomar o primeiro café do dia. A minha única preocupação era saber que teria de disputar o jornal “da casa” com os quatro ou cinco reformados que passam por cada página com uma calma enervante, incluindo a necrologia e os anúncios das meninas que prometem dar vida a mortos. Ao passar pela caixa de correio, verifiquei que já lá estava o habitual prospecto de uma imobiliária. Na frente e no verso, podia ler-se “Contate [sic] hoje mesmo!”, como poderão confirmar na imagem que simpaticamente compartilho. A urgência do primeiro café tornou-se ainda mais urgente. É nestes momentos que admiro a fleuma do 
Chegamos a Viana já noite cerrada, com o plano de visitar a cidade durante o dia seguinte e à noite seguir para Braga, onde já temos hotel reservado. Manhã cedo, saímos para a rua e começamos a cirandar. E, cirandando, sem dar por isso vamos ficando enredados em cada esquina que percorremos. Mais e mais aprisionados, a rendição total ao encanto ocorre no início da tarde. Anulamos a reserva em Braga, procuramos um local de pernoita nos arredores (na cidade está tudo esgotado) e dedicamos os 3 dias livres de que dispomos a Viana do Castelo e arredores.










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