Querem ver que (não) andam a tomar banho?! Não faltava mais nada, já agora.
A infame Lagarde

Só a Espanha??? Então e Portugal Lagarde? Já viste bem a competitividade que para aqui vai? Andas feita com os com os gajos da esquerda, só pode. Vê lá se queres que chame o Poiares Maduro para ele te dizer das boas…
O regresso do socretinismo
Voltaram com a sentença do caso do gangue que roubou o estado e ficou conhecido como Face Oculta. A face escondida mas que todos sabem que existe e trafica tudo e mais alguma coisa, chamem-lhe influências mas vai do tacho ao concurso público, da negociata suja ao que seja e dê poder e dinheiro, tem como corpo PS, PSD e CDS, os partidos do alterne, aprende a caminhar nas respectivas jotas, saqueia Portugal há décadas.
A versão socretina tem uma característica própria, vive da paixão por um tipo que sempre viveu da política, adora-o na plenitude do seu governo que se limitou a antecipar em doses nalguns casos homeopáticas mas doses o que Passos Coelho faz hoje. Na saúde, na educação, nas privatizações (um dos condenados gabava-se de abrir uma garrafa de champanhe cada vez que terminava mais um saque), nos cortes sociais. É um amor cego, todos o são, e não hesitam em vomitar sobre a sentença.
Simbólico que isto suceda a semanas das eleições no PS onde, a menos que o PSD e os partidos de esquerda tenham inscrito muitos milhares como simpatizantes do PS, António Costa com esta mesma tralha atrás será vencedor incontestado, até porque concorre com o Pato Donald.
Têm dúvidas? acham que o PS vai virar à esquerda? sigam esta ligação, se for preciso arranjam-se mais.
Obrigado Paulo Bento, e parabéns
Um tipo que olha para a selecção da Albânia, malta que joga nas segundas e terceiras divisões europeias, e vai buscar jogadores portugueses que fazem o mesmo, é um génio, contra a Arménia iremos mais longe, eu sei que andas a ver os jogos da Liga de Honra para encontrar o suplente perfeito para o CR7, um que não seja cigano.
E depois conseguiste este momento histórico: ando há 40 anos a ouvir a direita arrotando no final de qualquer refeição “vocês queriam era Portugal pior que a Albânia…” Conseguiste, ainda ninguém passou mais fome do que ontem, o estado social sobrevive, já podemos reestruturar a dívida.
Eu confesso que torci pelos albaneses, e não foi em memória do defunto camarada Enver Hodja. Tinha uma esperança, vaga, de que um empate, já para não falar no que aconteceu, te colocaria tranquilamente no olho da rua onde deverias estar a scolarizar desde Julho. Mas não, vejo-te de pedra e cal, até jogámos bem, dizes tu para um microfone patrocinado pelo Novo Banco, e desconfio que ainda aí ficas. És o Passos Coelho da bola, vês a retoma, o crescimento, a queda do desemprego onde todos vimos 0-1.
Portugal tem um caminho, uma solução, um rumo: vai o governo para a equipa técnica da selecção, e tu vais para o governo. Haja alternância democrática, carago.
A ferramenta de Paulo Bento
Diziam os comentadores da TV que a selecção esteve muito abaixo das suas possibilidades. Que pleonasmo! Possibilidade é, por definição, aquilo que pode acontecer. Podiam ter ganho mas perderam, logo estiveram abaixo das suas possibilidades. Mas isto é apenas um dos imensos mistérios da semiótica futebolística.
Mas Paulo Bento, que não se demite nem é demitido face à ausência de resultados, tem do seu lado uma imbatível ferramenta. A calculadora, Modelo Paulo Bento, que lhe permite ir fazendo as contas do apuramento.
Terra rasa

Há tempos, cansada das paragens do costume, rumei a sul. Parei no Alentejo. Como a maioria dos portugueses, gosto muito do Alentejo. Tenho uma capacidade razoável para mimetizar sotaques e ao fim de dois dias falava aquilo que eu achava que era um alentejano excelente e que aos alentejanos deveria parecer uma anedota, que só não chegava a ser insultuosa porque desenvolveram uma saudável capacidade de não levar a mal o que outros achariam uma afronta, encolhendo os ombros e fazendo de conta que não perceberam.
Gosto do Alentejo, como a maioria dos portugueses, pela simpatia amavelmente prudente das pessoas, pelo despojamento das paisagens, limpas da mancha verde no Inverno e chamuscada no Verão a que o norte nos habitua, porque a comida e o vinho são excelentes, porque os dias trazem uma agradavelmente monótona sucessão de calor e sol sem nuvens, e as povoações têm ainda lugares de silêncio e sombra que convidam a meditações erráticas e especulações irrealistas.
Tenho o hábito já sem emenda de não preparar viagem alguma, e de partir sem saber o que vou encontrar. Cheguei a uma localidade com pouca graça, não direi qual, e no dia seguinte, de manhã, fui ao posto de turismo. [Read more…]
oh não, mais um blog sobre futebol!
Os meninos querem brincar às guerras
Carlos Zorrinho fez hoje a mais miserável das declarações sobre as vantagens do aumento do esforço militar na Europa – com correspondente agravamento orçamental em cada país -, considerando que tal situação fará esquecer a crise, com sempre acontece quando tem de se defender “um bem maior”.
Isto, a que se podem juntar os entusiasmos belicistas tão frequentes em quem nunca ouviu um tiro e se sente, por assim dizer, entediado com tanta paz, faz-me corar de raiva e lembra-me uma velha canção de caserna dos tempos da guerra colonial, dedicada aos que, no conforto do ar condicionado, davam ordens imbecis aos que estavam no terreno: “ora vai p’rá mata, ó meu malandro, por tua causa é que eu aqui ando…”.
Isto faz-me sonhar com a cena de uma fileira de engravatadinhos e sortidos entusiastas na prosteridade das industrias militares – encabeçados por Barroso, o gangster sec. da NATO, Obama, Cameron, Coelho… enfim, todos esses broncos, prontos para o combate à cabeça das suas tropas – ou “à cabeça da manada”, como canta o fado. A imaginação não tem limites. Aparentemente, a estupidez também não. Por isso, estes crápulas terão quem os apoie. É fatal.
Terrorismo, medo e manipulação
(Tão provável como encontrar armas de destruição maciça no Iraque. Ou no que sobrar dele…)
Por estes dias, os líderes terroristas Barack Obama e David Cameron afirmaram, em artigo conjunto, que não se deixam intimidar por assassinos. Pudera! Seria a mesma coisa que o líder dos Crips se sentir intimidado por um carteirista amador de LA. Obama e Cameron não têm motivos para temer um pequeno grupo de rebeldes fanáticos com recursos praticamente inexistentes quando comparados aos seus. Querendo, lançariam imediatamente uma esmagadora ofensiva e limpavam-lhes o sebo a todos. Mas essa talvez não seja a solução que lhes interessa. Os conflitos são tão mais rentáveis quanto mais se prolongam no tempo. E quantos mais holofotes para ali apontarem, menos haverão que apontem noutras direcções mais incómodas.
“L’état c’est moi”
A ministra das finanças (porque será que resistimos tanto a gastar maiúsculas com esta gente?) veio hoje anunciar, depois de intimar o ensino superior (não aquele que ela frequentou; o outro, o propriamente dito) a “fazer mais e melhor com menos”, resolveu estender esta determinação a todas as áreas do estado e da governação e, entusiasmada com a sua própria ousadia, intimou todos os ministros a seguir o rumo por ela estabelecido.
Até disse umas gracinhas, o que convém nestas alturas, não vá o pagode pensar que a mulher não é humana e sim uma espécie de bruxa má do Oeste.
Das histórias e das memórias
Caro Nuno Feijão
Não se surpreenda com a informalidade do trato: a minha provecta idade tende a considerar jovens todos os que me rodeiam. A juventude é um estado de espírito, mesmo quando as articulações refilam, e o seu livro bem o demonstra. Há nele a espontaneidade, a frescura saudável, a ingénua esperança de quem ainda tem muita estrada à sua frente.
Venho agradecer-lhe o envio de um exemplar, com carinhosa dedicatória, e faço-o publicamente porque é para mim uma alegria imensa ver que, na nossa terra, há cada vez mais pessoas a escreverem com a sinceridade e a modéstia de quem sabe que não nascemos todos Eça de Queiroz. Grande alegria, também, saber que o Nuno é membro da Universidade Sénior de Tomar – uma ideia feliz que defendia e praticava Agostinho da Silva numa garagem perto de sua casa, ao Príncipe Real, sempre apinhada de operários, vendedeiras, caixeiros, funcionários públicos, que ali acorriam com sede de saber. Maravilhoso é o conhecimento, seja qual for a idade. Uma sociedade justa e forte é aquela que garante educação e conhecimento dos 3 aos 100 anos. Muito saboroso o seu livro MEMÓRIAS E HISTÓRIAS. Ninguém devia sair da vida sem deixar escrito o que viveu e sentiu, como viu o mundo à sua volta, assim legando as pedras e as escoras com que se aguenta uma Nação em tempos de perda de identidade e de soberania. Sobre isso, o Nuno pertence às Curvaceiras, a terra do Padre Jerónimo E aqui sou eu a relatar-lhe uma memória bem disposta. [Read more…]
Garganta funda
Confesso: quando ouço as “análises” de Marques Mendes, eivadas da sua irreprimível vocação de bufo, nasce em mim uma náusea que, tenho a certeza, é tão ampla que se deixa partilhar por gente muito diversa, podendo chegar a incluir os próprios governantes. Uma bosta é uma bosta, seja quem for que a olhe e cheire. As declarações sobre a venda do Novo Banco ( “ao que pude apurar”, como costuma bolsar a criatura enquanto agita a breve pata, de dedos abertos, sobre a mesa) fazem-me lembrar as possibilidades pedagógicas de umas boas e camilianas bengaladas. Pensar isto eu, que sou um homem de paz!…
“Há partes da nossa vida que que o mercado não pode preencher”
Afirmação retirada do artigo Suecos decepcionados com sistema de educação.
“O PSD é um partido de justiça social”
– afirmou, na “Universidade” de Verão do dito partido, Leonor Beleza. Gostava de ter alguma coisa a dizer sobre esta declaração, mas fiquei ágrafo e mudo de espanto. Assim, humildemente, aqui a deixo para que brilhe em todo o seu esplendor.
Mais valia robalo

Afinal, há que reescrever o preço da caixa de robalos. Custa 5 anos cada. Estou chocado.
I rest my case, serenamente
José Xavier Ezequiel

Alegadamente, hoje fez-se alguma justiça em Portugal. De uma penada foram oficialmente arrecadados alguns ‘cães grandes’, como diz o povo. A saber, por ordem de grandeza da pena de prisão efectiva, em 1ª instância:
— um ex-padrinho-do-ferro-velho-de-Aveiro-tipo-Camorra-Napolitana (por comparação como o queijo-Limiano-tipo-Flamengo);
— um ex-secretário de estado do bondoso engº Guterres (duas vezes), ex-ministro (outras duas), ex-banqueiro público-privado e, até ver, Grão-Cruz-da-Ordem-do-Infante, classe 2005;
— um ex-secretário de estado sempre sorridente;
— um filho anafado do ex-secretário de estado sempre sorridente;
— etc.
Permitam-me, apesar desta fabulosa novidade democrática, densificar o conceito — ALEGADAMENTE.
Até ver, só vejo xuxas. Sim, todos nós já sabíamos que os pedófilos e/ou corruptos são, por definição, do PS. Não é que a tralha guterrista e a tralha socrática não tenham, alegadamente, culpas no cartório. Contudo, seria a sua condenação pública mais credível se, entretanto, o caso BPN também produzisse penas de prisão. E nem sequer havia necessidade de serem efectivas. Bastava que suspensas até ao limbo do próximo governo xuxa, como tudo parece levar a crer que voltará a acontecer muito em breve.
Não é por nada, mas a laranjada BPN é cronologicamente menos hodierna que a arosada Face Oculta.
Dão-se alvíssaras. Morigeradamente, é claro (como diria o Mário-Henrique Leiria).
Num país onde houvesse oposição…
Num país onde houvesse oposição, a ministra da justiça não o era há tempo, graças à absoluta incompetência como o novo mapa judiciário e respectivo apoio informático foi gerido. Processos com mais do que uma morada e que impedem o sistema informático de funcionar? Sistema que funciona mas não tem os processos carregados? Funcionários a saltitar de sítio em sítio? Não era preciso muito, bastaria que começassem por pedir a cabeça da ministra e, que se note, tal não está a acontecer.
Conselho de administração do BES
“Entrava mudo e saía calado”, percebia tanto de bancos “como de calceteiro”, ganhava 2400 euros por reunião.
Feira do Livro do Porto: o regresso
Organizada pela Câmara Municipal do Porto. O programa de actividades é variado.
As consoantes e as vogais
Tendo Daniel Bessa como objetivo “falar sobre economia”, é natural que Carvalho da Silva seja um político *portugês. Dir-me-ão que *portugês, como *Portigal e *seretário-geral, é gralha. Responder-vos-ei: efectivamente, tendes razão; de facto, *portugês é gralha (entretanto corrigida). Mas deverei acrescentar: objetivo também é gralha e, como *portugês, merece correcção. Sendo o ‘u’ necessário para que se leia [puɾtuˈɡeʃ] em vez de [puɾtuˈʒeʃ], é inaceitável este desprezo pelo ‘c’, importante para que, em vez de [obʒɨˈtivu], se leia [obʒɛˈtivu]. Esta discriminação das consoantes em relação às vogais é pura e simplesmente inadmissível. Corrijam, sff. Obrigado.
Hospitais da luz vermelha
Daniel Bessa teve medo de assumir, frontalmente, as consequências das suas declarações. Na Universidade de Verão de um dos seus partidos, o ex-ministro da Economia explicou que há demasiadas semelhanças entre um hospital e um hotel para que o primeiro não possa ser, também, o segundo, porque, segundo Bessa, “na saúde, há muito de hotelaria.” E acrescentou: “O que é um hospital? São camas, como um hotel. Tem uma cozinha, como um hotel. Muito do que se passa num hospital é equivalente ao que se passa no turismo.”
Nunca tinha pensado nisso, mas, na realidade, não há nada mais parecido com um turista do que um paciente que passeia, com vagares ociosos, a sua garrafinha de soro, que, conforme as posses, poderá passar a ser gourmet. E haverá turista mais privilegiado do que alguém que, por exemplo, tenha ficado incapaz de comer pelas próprias mãos, podendo, agora, ser alimentado sem se cansar?
Mas Daniel Bessa deveria ter ido mais longe e não soube ver mais além. E se, em vez de “O que é um hospital? São camas, como um hotel!”, saltássemos para fora do quadrado e disséssemos “O que é um hospital? São camas, como um bordel.” [Read more…]
Contatos → Contactos
Os contatos passaram a contactos. No entanto, o algodão não engana.
O futuro governo PS desrespeitará a Constituição
Carta muito aberta à srª ministra da Justiça e militante do PPD agora PSD
Isto quem nasce para o que é, não tem remédio, já dizia um tal de Calvino e a vida demonstra como é verdade. Por isso, srª ministra, estou consigo, pedófilos é base de dados pública com eles, enquanto não se pode meter um ferro em brasa na testa com um P bem visível, que aquilo não é gente, é gado.
Esta coisa do P de pedófilos avivou-me a memória, como o tempo muda e tanta novidade se alcança. Veja lá, srª ministra, que a palavra se existia no meu tempo não era usada. Mas agora acorda-me outras recordações.
Ao final da tarde, à saída das aulas, era limpinho, lá estava na sua carrinha o Amadeu Paneleiro estacionado à porta do Liceu, ostentando a sua obesidade, como agora se diz, que naquele tempo era só gordo.
No circuito do currículo oculto, esta também só aprendi mais tarde, depressa e entre colegas nós os mais putos ficámos sabedores do negócio, tempo dos primeiros cigarros comprados avulso e estranheza por um dia aparecer um colega dos mais tesos com um maço cheio: [Read more…]
















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