Duas mulheres na casa dos quarenta anos a conversar na rua sobre as respectivas facturas da EDP. Uma: Eles fazem o que querem com o nosso dinheiro. A outra: É para isso que eles usam as estigmativas. A outra: É tudo uma roubalheira. E ainda querem eles que a gente vote. Abeirei-me delas e meti-me na conversa para dizer que a contagem que vem numa factura serve para ser confrontada com aquela que o contador exibe. E assim vamos, com esta gente que não conhece as palavras da Língua que fala, nem é capaz de interpretar o que está escrito numa factura de consumo eléctrico doméstico. São eles os que não votam, acreditando ser esse o procedimento virtuoso do cidadão que não quer participar da ruina do sistema democrático – paradoxalmente contribuindo para a eleição dos governantes que não nos representam. Ou será que representam, e andamos aqui a falar de um país prevalecente imaginário? Sempre essa dúvida.
Abraçar a Casa da Música
Esperemos que o abraço agendado para hoje às 15.30h, possa salvar a Casa da Música dos cortes anunciados para 2013.Academia do Bacalhau de Lisboa e International Club of Portugal
Aceitaram pedido de demissão do homem que se diz “vitima de ataques mediáticos“.
Ligado ao PS, não consta que tenha pedido a demissão do partido.
Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro
RTP Porto #6
Vocês sabiam que a RTP Porto significa a criação e manutenção, a Norte, de trabalho qualificado em áreas tão díspares como a electrónica e as telecomunicações, a informática, a cenografia, o teatro, o cinema, a produção de televisão, a comunicação audiovisual ou o design de comunicação?
Porto, Lisboa e Setúbal são os distritos com mais Centros Comerciais
E assim, a par da crise, se vai destruindo o Comércio Tradicional
Comboios de Novo Parados no dia 1
Os islandeses começaram a prender banqueiros?

Parece que sim! (Tradução automática.) Guðmundi Hjaltasyni e Lárus Welding foram condenados a 9 meses de prisão por um negócio de 100 milhões. É certamente pouco tempo, mas é também um começo.
O crime destes senhores foi um crime contra a economia da Islândia, autorizaram empréstimos sem garantias, ignorando a opinião dos avaliadores de risco do próprio banco. Tão simples quanto isto.
Se transpusermos este caso para Portugal, teríamos de prender quase todos os banqueiros nacionais. Os banqueiros nacionais envolveram-se em práticas estéreis para a economia. Guiados pela ganância, pelo amiguismo e pelo lucro rápido e abundante.
Foi prática comum os bancos nacionais emprestarem dinheiro a certos “empresários” para comprarem acções dos próprios bancos por motivos muitas vezes interesseiros (ver o caso de Manuel Fino com a CGD, de Joe Berardo com o BCP, etc) . Os banqueiros usaram estas tácticas para obterem maiores bónus para si próprios, para obterem vantagens tácticas dentro dos próprios bancos, que facilitassem a ascensão ao poder de certos grupos ou interesses, ou então, nas lutas entre bancos. Outra prática comum foi a forma como os pequenos investidores foram pressionados a investir nos próprios bancos, mais uma vez por motivos interesseiros, muitas vezes por gestores de conta apenas interessados em cumprirem objectivos irrealistas.
Paulo Rocha (1935-2012) – Os Verdes Anos
Com Rui Gomes, Isabel Ruth e Ruy Furtado. Argumento de Nuno Bragança e Paulo Rocha
Ficha IMDB
Gaspar & Coelho já pediram a nacionalidade francesa
Tribunal Constitucional francês chumba imposto sobre milionários por não respeitar princípios de igualdade.
Quando a realidade supera as minhas piores fantasias

Ontem comparei Passos Coelho a Salazar. E depois fotografaram isto.
Fotografia Luís Carregã / As Beiras
Uma puta é uma puta mas é uma puta
Vender o corpo incluindo o uso sexual do mesmo chama-se prostituição. Trabalhadora sexual, diz-se agora.
No meu dicionário, é assim.

Puta é outra coisa. Ao contrário de uma prostituta, que vende o que lhe resta ou porque não a deixam vender menos ou porque lhe apetece, as putas, e os cabrões, concorrem a sufrágios, até os vencem, chegam ao poder e deixam morrer pessoas por falta de assistência médica em hospitais arruinados para abrir o mercado ao livre empreendedorismo das companhias de seguros.
Faz uma certa diferença.
E já agora: os cabrões também não são necessariamente homens traídos, mas são sempre filhos da puta.
É o dicionário que uso, tal e qual como se fala na minha rua, bem perto de um largo onde trabalham prostitutas. Fica esta nota semântica a propósito de dúvidas geradas por causa de uma frase onde incluí a puta da Maggie, e posso acrescentar cabrões como o Ronaldo, o George e o Augusto, aquele amigo da puta Thatcher de apelido Pinochet.
Pintura: Bois de Ole Ahberg
Mensagem de retribuição ao Pedro e à Laura
Nuno Barradas
Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos natais.
Retrataste com a clarividência de poucos a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa.
Gostava também de ser interlocutor de alguém que queria aproveitar o espírito de boa vontade que a quadra proporciona para te pedir sinceras desculpas… a minha mãe.
A minha mãe é uma senhora de 70 anos, que usufruindo de uma escandalosa pensão de mil e poucos euros, se sente responsável pelo miserável natal de todos os seus concidadãos. Ela não consegue compreender onde falhou, mas está convicta de que o fez… doutra forma não terias afirmado o que afirmaste. Tentarei resumir o seu percurso de vida para que nos ajudes a identificar a mácula. [Read more…]
A um Felino
Estás idoso, muito idoso. Os teus 17 anos de vida, equivalentes à juventude nos humanos, pesam-te já muito nas pernas. É verdade, os teus desvarios da mocidade, as tuas noites passadas na rua, todas as loucuras que cometeste, reflectem-se agora em alguns problemas de locomoção.
Estás connosco desde o regresso da lua de mel.
Casei sabendo que irias partilhar a minha vida. Não te conhecia, esperei pelo momento de regressar para te conhecer.
Não gosto de escolher animais. Normalmente, e tem sido assim durante quase toda a minha vida, os animais é que me escolhem. Trazidos por não sei que instinto, não sei que odor, são eles que param a meio do seu caminho, desviam a sua rota e me seguem. Ou me entram pela porta dentro. Ou chamam à minha passagem. Ou simplesmente se sentam no meu colo, onde quer que eu esteja. [Read more…]
Casa da Música – Todos Convocados
Quem não gosta de abraços? Este é já amanhã, às 15h30. Vamos?
Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro
“Não sou a favor de mais impostos. Acho que o Estado tem que dar o exemplo. Nós não devemos aumentar os impostos. O orçamento que foi apresentado na AR este ano, de alguma maneira, vai buscar a quem não pode fugir. E portanto precisamos de um Governo não socialista em Portugal.”
Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.
(continua)
Nos Dias do Fim a Espanha
Enquanto cá o Orçamento de Estado serve para levar “velhinhos” aos comícios partidários, em Espanha acabou-se a mama (ou não).
Somos todos Artur Baptista da Silva

Ainda não percebi por que razão tantos pinguços andam praí a vociferar contra Artur Baptista da Silva. Um homem que andou a gozar durante um mês com as empresas de Pinto Balsemão e Joaquim Oliveira, com Nicolau Santos e Paulo Baldaia, é digno da maior consideração. Há gente bem mais maligna que anda por aí impune, mas de Artur Baptista da Silva só falta dizerem-nos de que cor são as cuecas. É pena que a nossa Comunicação Social, só para dar um exemplo, não dedique a Dias Loureiro 10% do tempo que tem dedicado a Artur Baptista da Silva.
Artur Baptista da Silva é o típico tuga – pequeno vigarista, manhoso, chico-esperto, mentiroso, treteiro, com sentido de humor. Há outros tugas típicos bem mais conhecidos com as mesmas características – Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas são os melhores exemplos, mas ao contrário daquele, não têm piada nenhuma.
Artur Baptista da Silva, vistas bem as coisas, tinha tudo para ser candidato a Presidente da República. Tenho pena que não seja. Eu votava nele.
A opção europeia – uma questão de fé

11 de Abril de 1985 (Arquivo RTP)
Fonte: Centre d’études européennes
S. Bento, Lisboa, Abril de 1985. No Parlamento fumava-se, e a então deputada comunista Zita Seabra comia, enquanto Carlos Carvalhas, à sua frente nesse plano televisivo, discursava interpelando um ministro do PS (quem seria?) que chamara aos estudos então realizados pelo PCP sobre as vantagens e desvantagens da adesão de Portugal à União Económica Europeia “uma cortina de fumo cujas opções se radicavam em razões ideológicas” – o velho argumento que é pau para toda a obra quando o objectivo é tergiversar. Respondendo a esse ministro, Carlos Carvalhas lembrava que “a Europa não [era] a CEE – a CEE [era] a Europa dos monopólios e não a dos trabalhadores [hoje chamamos-lhes cidadãos] – e nem sequer um clube, e muito menos um clube caritativo”, pois seria nalgum ponto necessário começar a contribuir – pagando como os outros. [Read more…]
www.donanza.com
Encontrei o Paulo esta semana à porta da festa de Natal da minha filha. Já não o via há mais de um ano desde quando Dias Ferreira apresentou a candidatura a presidente do Sporting em Coimbra e ele me assistiu nas coordenadas cénicas do evento.
Convivi com ele sempre por assuntos de espétaculo. Desde os tempos da Associação Académica, nos anos 90; ele, no Centro de Estudos Fotográficos sofria com as tiranias do Albano enquanto eu, na Rádio Universidade, sofria com as democracias de todos os sócios.
O Paulo é uma espécie de trendy descuidado que alterna brilho com diletância visando um único objetivo: viver o melhor possível com o menor esforço. Confesso que quanto mais o tempo passa mais me agrada essa ideia.
Foi a propósito deste rendez vouz natalício, à porta do Teatro Gil Vicente, outrora palco de muitas noites de boémia e agora transformado em altar da responsabilidade parental que a conversa apareceu.
Como é que vais? O pá! O governo isto e aquilo! Enganam a malta. Incompetentes mentirosos, e os impostos e as dívidas e o camandro e vai daí, atiro com um cliché dos tempos da troika: vamos acabar todos a emigrar! Surpresa. O Paulo, no desengonço feliz de sempre, responde. Não é preciso! Eu emigrei cá dentro. Neste país só não trabalha quem não quer.
Eh pá explica-te lá melhor. Isto não batia certo. Adianta-se: Portugal tem uma estrutura física de internet do melhor que há no mundo e os empregos estão em toda a parte. Com a vantagem de levarmos horas de vantagem em fuso horário. [Read more…]
Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro
“Não podemos aumentar esta receita aumentando mais os impostos, porque de cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal, a receita foi sempre a mesma: foi a de pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos.”
Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.
(continua)
O Esteves Coelho
Salazar, depois do atentado infelizmente falhado, deixou de ter agenda, nas poucas visitas governamentais que lá tinha de ir fazendo. Ganhou com isso a alcunha de o Esteves, já que os jornais noticiavam que o chefe do governo (como se dizia e desde Cavaco se voltou a dizer) esteve ontem aqui ou esteve ontem a inaugurar acolá.
Passos Coelho, ao visitar a cidade onde nasceu em quase clandestinidade como hoje faz, começa a merecer o mesmo epíteto, o Esteves Coelho.
Salazar sobreviveu muitos anos assim, as ditaduras conseguem manter no poder alguém que teme o seu próprio povo. Quanto a este seu herdeiro, chegado a este ponto, assunto encerrado: é um fantasma do seu próprio cadáver político quem ainda nos governa. Em democracia não precisaremos de esperar por uma abençoada cadeira para nos livrarmos deste emplastro.
Há 27 anos
Adília Lopes
Ontem, enquanto fazia umas pesquisas na internet para algo que queria escrever no Facebook (sim, eu sou uma daquelas que usam o Facebook com bastante assiduidade, sendo até frequentemente o alvo das graçolas dos amigos LOL, :-), <3), cruzei-me com uma tese brasileira interessantíssima (estes estudos são sempre brasileiros, só os brasileiros publicam tanto na net, sem receios de roubos ou apropriações) onde se fala de Adília Lopes e da sua escrita. Claro que pesquisa leva a pesquisa, que isto de surfar na net para pesquisas é viciante, e acabei por encontrar vários poemas conhecidos e outros desconhecidos. [Read more…]















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