O riso, quando tudo à nossa volta parece desmoronar, é um sinal de coragem e resistência. Nós, portugueses, inventamos anedotas, trocadilhos, malandrices, acerca de tudo o que outros inventam para nos oprimir e fazer sofrer, como quem com o riso carrega as baterias de resistir e lutar. Foi assim durante a ditadura imposta pelo 28 de Maio de 1926, foi assim durante a tentativa de ditadura comunista em 1975, está a ser agora com as imposições da Alemanha que, como é costume, leva a França conservadora pela arreata, porque esse lado da França acorda sempre tarde e mal, é um lado burro que não aprende nada e que, quando chega a hora da verdade, berra e grita até chegarem os ingleses, os americanos, os australianos e os canadianos para a libertar. Mas depois esquece tudo. No seu ADN não estão registados a gratidão, a solidariedade e o bom senso.
Até o primeiro ministro do Canadá, que é conservador e com pouca graça, sabe que é assim a avaliar pelo que se passou na última Cimeira do G-20. Primeiro, de cara estanhada, disse que a União Europeia tem meios suficientes para resolver os seus problemas sem precisar de pedir ajuda. Depois, quando um francês ressabiado lhe atirou à cara que o Canadá participou da 2ª Guerra Mundial por ser “imperialista”, saíu-se com este par de bandarihas: “No final da guerra a terra que reclamámos foi a necessária e suficiente para sepultar os milhares de canadianos que deram a vida para vos ajudar”. Por este domingo tire o leitor os dias santos do que por cá se pensa. [Read more…]




















Recent Comments