Saluto al Duce…

Já não existe qualquer dúvida. Sem o querer, os “mercados” alternam a compra das dívidas públicas e o abaixar dos ratings, com uma inconsciente aposta no fascismo.  Se a actual componente demo-liberal do ocidente acabar por ser responsabilizada – já está a sê-lo – por aquilo a que normalmente se chama de opinião pública, decerto subirão de tom, as vozes que clamam por uma solução forte que ponha cobro ás situações que quotidianamente são vividas pela outrora próspera Europa.

Ontem foi a vez da Alemanha ter sido desfeiteada na sua tentativa de venda de títulos, pois à usura não interessam lucros “marginais” de 1,98%. A avidez tem destas originalidades, preferindo-se espremer aquilo que já está seco, ao invés do jogo numa economia forte que ainda produz e é capaz de preencher os mais importantes mercados. De facto, a Alemanha está a sofrer uma evolução que já aponta para a futura prevalência daquilo que se designa por serviços, declinando o peso de uma indústria que fez a sua fortuna e a bem dizer, a sua desgraça no século XX.

Hoje vocifera-se abertamente contra a plutocracia, um termo retintamente fascista que  Mário Soares não hesita em utilizar. Não contem com paradas, uniformes, hinos e evocações de Césares. Não teremos um Hitler ou um Mussolini, mas sim um novo tipo de fascismo aceitável e que salva as aparências. Querem um nome?: Putin.

Sim e Não à Greve

Na minha opinião, é necessário protestar, reclamar, é fundamental que nos façamos ouvir. Não é possível ficar calado diante de tanta unanimidade podre, diante das soluções únicas, diante das mentiras e do descaramento de quem tem ocupado o poder. Se as pessoas decidirem que a greve é a melhor maneira de exprimir tudo isso, devem fazê-lo, em consciência, ignorando as vozes que, como de costume, consideram as greves desnecessárias, com os argumentos estafados dos prejuízos na produtividade ou da necessidade de “remarmos todos para o mesmo lado” (frase que ganha um sentido curioso, quando os que a proferem estão a empurrar tanta gente para fora do barco) ou que o exterior está a olhar para nós (e já há cassandras a relacionar a greve geral com a classificação da Fitch). Quando falar não chega, é preciso gritar.

Depois de muitas greves e de manifestações, com resultados nulos ou insignificantes, há quem se sinta desiludido, há quem não se reveja em movimentações que parecem ter-se transformado em rituais que têm como único resultado o anúncio épico de percentagens de adesão, a manutenção do que estava antes e a perda de um dia de salário, para não falar, no caso dos professores, da assinatura de acordos, no mínimo, dispensáveis. É pouco para me convencer a voltar a participar numa greve e, por isso, faltei à chamada e, enquanto sentir o mesmo, continuarei a faltar.

Por, na prática, ser amarelo e, no fundo, ser grevista, tenho consciência de que me arrisco a ser elogiado por aqueles de quem discordo absolutamente e a ser criticado por aqueles com quem concordo em grande parte, mas eu ser elogiado ou criticado não tem importância nenhuma. O que tem importância é saber que não sou o único, o que tem importância é perceber que parte do problema está na voz e que parte está no megafone.

eeheeeeheeeh…

Não à Greve Geral

Um Amigo meu contou-me uma história interessante: o seu Filho padecia de uma doença que apesar de não ser muito grave, o obrigava a fazer uma medicamentação que, comprovadamente, tinha um sabor terrivelmente mau. Sempre que a criança tinha de tomar o remédio, protestava ruidosa e energicamente. Normalmente, tentava recusar-se a fazer a medicamentação e ameaçava que, se o obrigassem, deixava de estudar, de fazer os trabalhos de casa ou de ir à escola. O Pai, tranquilamente, lá lhe explicou que o remédio era imprescindível porque se a criança não o tomasse o seu estado pioraria imenso e, no limite, poderia, mesmo, morrer. Também lhe explicou que já tinha falado com vários bons médicos e que não havia qualquer outro medicamento que o pudesse curar. E também lhe explicou que se deixasse de estudar, o primeiro prejudicado seria ele próprio. A criança que só tinha 10 anos, conseguiu compreender.

Mais uma do Henrique mentiroso, perdão, Raposo (editado)

Quer trocar 12 meses certíssimos por 14 meses incertos?

A divisão do salário anual por 14 prestações é de lei tanto em empresas como na função pública. Ou então o primo do Henrique Raposo trabalha numa daquelas empresas que não cumprem a lei, pormenor que não lhe deve interessar para nada a este devoto do patronato, uma forma terrena de deus a quem tudo é permitido.

O Henrique Raposo é um mentiroso dos compulsivos. Hoje levou com a greve na Autoeuropa em cima, para aprender a ser um bocadinho menos trafulha. A direita tem espasmos de prazer com a sua leitura (um destes dias li mesmo do teclado de um idiota mais inútil uma comparação com a prosa de Miguel Esteves Cardoso, algo ao nível de encontrar em José Rodrigues dos Santos um herdeiro de Camilo Castelo Branco). O tio Balsemão gosta e paga.  Está tudo bem. O neo-liberalismo instalou-se no Chile com as armas de Pinochet. Por cá vai-se implantando à custa da mentira como prática de propaganda diária. Por enquanto.

Adenda: ocorreu aqui uma dislexia minha, na leitura que fiz do texto de Henrique Raposo. Não era bem o que eu li que ele escreveu, como me alertou um leitor. Disparate feito e assumido, não mudo uma vírgula ao título: basta seguir as ligações  mentiroso e compulsivo, a que ainda posso acrescentar esta, sem sair do Aventar.

Economia da Felicidade: há mais mundos

Sempre me pareceu lógico que a qualidade de um país civilizado assentasse num equilíbrio entre produtividade e felicidade, o que acontece, por exemplo, nos países nórdicos, mesmo com a desvantagem do clima.

Gabriel Leite Mota doutorou-se, recentemente, em Economia da Felicidade, defendendo, entre outras ideias, que um dos factores que afecta negativamente a felicidade dos portugueses é a corrupção, acrescentando que a geração de riqueza não deve ser uma obsessão, ou seja, que há vida para além do défice.

Não posso deixar de me sentir reconfortado por saber que há vozes diferentes, mesmo que marginais. O discurso dominante limita-se a fazer o elogio da concorrência como um sucedâneo da predação, numa espécie de darwinismo social, em que o mais forte terá direito a eliminar o mais fraco. Para além disso, nunca deixará de me fazer confusão que o mesmo discurso dominante insista na ideia de que é possível melhorar a situação de um país à custa do prejuízo dos cidadãos, transformando a nação numa espécie de abelha-rainha que vive à custa dos sacrifícios cegos do resto da colmeia.

Ficam a seguir algumas sugestões de leituras adicionais, com argumentos que se afastam do pensamento único:

Why should happiness had a role in welfare economics?

Happiness,  economic well-being, social capital and the quality of institutions

Paulo Trigo Pereira: Sete propostas para um OE mais justo e realista

 

Vencimentos dos Políticos

Neste dia de luta dos trabalhadores portugueses, parece-me apropriado publicitar os vencimentos dos detentores de cargos políticos. Tendo em conta os valores auto atribuídos penso que teríamos muito por onde aplicar medidas de austeridade.

No tretas.org pode ler um artigo detalhado e a respectiva legislação que lhe dá suporte sobre os vencimentos auferidos pela nossa classe política, desde o Presidente da República, até ao Presidente da Junta.

A imagem foi feita utilizando os icons monocromáticos do projecto KDE/Trinity disponíveis sob licença GPL v.2.

Hoje dá na net: “A Greve”

Sergei M. Eisenstein  A greve (ficha IMBD). 

Greves

A greve é um direito. Mas de quem? Daqui a bocado, quando for à padaria antes de ir trabalhar, peço a opinião da empregada.

Nota: pela lista supra se comprova que o calendário de greves da CP nada tem a ver com essa espécie plano de transportes do Álvaro.

Frei Tomás Barroso

frei tomás barroso

Barroso exige “disciplina” na zona euro e quer vigilância reforçada sobre Portugal

Não à Greve Geral

Ó Álvaro, explica lá isso!

Álvaro santos Pereira afirma que acabou o tempo “dos subsídios e obras faraónicas”

  

Álvaro Santos Pereira e três secretários de Estado recebem subsídio de alojamento

Comparando as duas notícias, parece que, até ver, só acabaram as obras faraónicas, já que alguns subsídios continuam. Como funcionário público, e, portanto, colega do Álvaro, fico contente por ver que, neste caso, o Estado, afinal, pensa nos seus servidores, especialmente aqueles que são obrigados a trabalhar longe de casa. Só falta estender o mesmo direito a  todos os funcionários públicos que estejam nas mesmas circunstâncias. Mal posso esperar por esse anúncio!

Reforma hospitalar: ideias sem nexo

saudeLembro-me da falecida e insuspeita Maria José Nogueira Pinto, há uns anos, em conferência na Universidade Lusófona, ter afirmado: “O sector da saúde é muito atractivo para negócios e há muitos pretendentes a abocanhar as iguarias do SNS, esquecendo os direitos dos cidadãos”.  É justamente pela concepção inerente a esta frase que alinho o presente ‘post’. Nas reviravoltas governamentais para a saúde,  foi cometida a incumbência de um estudo, mais um, a um chamado ‘Grupo de Reforma Hospitalar’ ou coisa parecida, nomeado pelo ministro Paulo Macedo.

Do relatório de José Mendes Ribeiro, e de mais 8 companheiros, suponho, constam diversas imprecisões e falsas soluções. Mas, acima de todas, uma das recomendações é pura e simplesmente irracional: preconiza, então, o documento que os ‘serviços hospitalares de urgência’ reencaminhem, no pressuposto de atendimento no prazo de 12 horas,  todos os doentes classificados como “não urgentes” para os Centros de Saúde, ou seja, quem receba a senha azul na triagem de Manchester. Segundo os dados do relatório em causa, em 2010 situou-se à volta de 40% a percentagem de doentes “não urgentes”, significando que 2.560.000 doentes seriam referenciados a Centros de Saúde, para o tal atendimento em 12 horas. 

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O larápio volta a atacar


«Pedro Passos Coelho – Eu já ouvi o primeiro-ministro [José Sócrates] dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas, e também com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate. Está bem?
Aluna – Pois, nós também achamos isso.
Pedro Passos Coelho – Isso é um disparate. Obrigado.»

Mais disparates deste homem disparatado no Best of Pedro Passos Coelho 2010 – 2011

Cromo do Dia: Assembleia Regional da Madeira

Que o partido do Alberto João tem um entendimento peculiar da democracia, já sabíamos. Que a população se está a borrifar para esse entendimento ou qualquer outro, desde que dê túneis e subsídios, também sabíamos. Agora, que democracia é um deputado votar por todos, ainda não sabíamos. Lá se vai, de uma assentada, o conceito de representatividade por listas eleitas, o conceito de fiscalização por heterogeneidade, o voto de consciência, a liberdade de voto, a diversidade de ideias e argumentos, a necessidade de debate. Mas, por absurdo (e o absurdo cabe nestas cabecinhas), talvez fosse esta a forma de tornar o funcionamento da “democracia” mais barato: grupos parlamentares de um só elemento, quatro, vá lá cinco, deputados por parlamento e estava a coisa resolvida.

Mais um cromo raro.

parlamento regional

Reddit

O Reddit é um site que permite aos utilizadores colaborarem entre si com o objectivo de partilhar conteúdos disponíveis na Internet. Este site tem um aspecto profundamente democrático que consiste na possibilidade dos utilizadores votarem nos conteúdos, determinando-se desta forma quais as notícias, vídeos ou o que seja, que apareça na primeira página.

É certo, a ideia não é original, muitos outros sites exibiram similar comportamento antes do Reddit. No entanto, foi este o site que, a meu ver, conseguiu aperfeiçoar o sistema de forma a que este funcione sem serem visíveis grandes enviesamentos na ocupação dos lugares cimeiros. Ao contrário doutros sites similares, o Reddit nunca caiu na tentação de tirar o máximo de lucros possíveis do site, pelo contrário, tomou uma atitude muito cuidadosa na introdução de publicidade e de outras fontes de rendimento, certificando-se a cada passo se não feria a susceptibilidade dos utilizadores. Na minha opinião foi este um dos principais motivos que permitiram ao Reddit aumentar o número de visualizações até aos 1800 milhões no mês de Outubro deste ano, o que corresponde a cerca de 28 milhões de visitantes distintos no mês.

 
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Oportunismo político

As vozes não valem apenas pelo que dizem nas também pelo momento em que se fazem ouvir. Onde estava Mário Soares quando o BPN foi nacionalizado? E onde estava quando, em 2008, o primeiro-ministro e secretário-geral do seu partido decidiu ignorar a crise que aí vinha, lançando dinheiro a rodos em sumptuosas obras escolares, em mais estradas e num TGV-nado-morto até ao Poceirão apenas porque tinha uma eleição a ganhar, custasse o que custasse? Sabemos o que custou – está a custar.

E quando o programa de governo dos próximos anos, vulgo troika, foi assinado onde estavam tão ilustres signatários? Soares entretinha-se com o seu Nobre delfim, Pedro Adão e Silva brincava à escrita de programas eleitorais e quanto à maioria dos restantes militantes/simpatizantes socialistas, deles nada mais me ocorre para além do silêncio cala-consente.

Falam da terceira via. Porra, o que foram 6 anos de Sócrates? Haja decoro! E evocam a Primavera árabe, mas estarão a falar desse novel regime que também atira violência para cima dos que se manifestam? E, no meio de tanto palavreado que trataram de negar enquanto governo, mostram-se contra as privatizações e a austeridade. É certo que o memorando da troika não saiu no francês do agrado do sr. Soares nas o Aventar traduziu-o para a nossa língua.

Haja memória e coerência, que de oportunismo político estou farto.

Esperança?

O buraco da Madeira aumentou

Um deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira

Alberto João Jardim e os esbirros adjacentes escavaram mais um bocado do buraco onde, há muito, enterraram a Democracia na Madeira: agora, um deputado pode corresponder a todos os votos de uma bancada, o que, se não for inconstitucional, andará lá perto. Poderíamos perder tempo a usar adjectivos como “vergonhoso” ou “imoral”, mas, para Jardim, Tranquada e Jaime Ramos, são palavras estrangeiras.

Esta decisão vai permitir que os deputados da maioria se possam dedicar, calmamente, aos negócios que fazem à sombra dos dinheiros regionais. Num futuro próximo, nem será permitida a entrada de deputados da oposição e faltará pouco para que se acabe com as eleições, essa maçada.

Já se adivinham os comentários nulos de sua vacuidade, Cavaco Silva. Passos Coelho, se algum jornalista – filho da puta, em dialecto jardinês – for suficientemente insistente, deixará escapar um murmúrio qualquer sobre a necessidade de respeitar a autonomia das Regiões.

Offshore da Madeira, o porto de abrigo dos piratas

Sabe quem ganha com o offshore da Madeira? sabe que o director regional de impostos da Madeira está acusado pelo Ministério Público de evasão fiscal?  Sabe porque não recebe a Madeira 500 milhões de euros de fundos comunitários para combater a pobreza? Sabe que os nossos governos deixam estes vigaristas fugir aos impostos e branquear dinheiro sujo, incluindo criminosos internacionalmente perseguidos, porque isso inflaciona o nosso PIB? Mais de 2000 milhões de euros roubados a todos nós, ou seja: mais do que vai ser cortado nos ordenados da função pública  fazem parte das suas preocupações?

Ouça uma destas entrevistas com o autor de Suite 605. Vai ver que lhe dói, e não é pouco.

Antena 1 – Entrevista a João Pedro Martins

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via Andreia Peniche

“Bunga-bunga” governamental

Santana Castilho

Vão chegar mais oito mil milhões de euros. Para uns, são fruto do sucesso da execução do acordo com a troika. Para outros são um degrau na escada descendente da fatalidade que nos marca. Olhando para fora e para dentro, entendo melhor os segundos.

A austeridade fez implodir num ápice, pela via eleitoral, os governos de três países: Irlanda, Portugal e Espanha. E aliada à necessidade de tranquilizar os mercados, testou, poupando o tempo e a maçada da ida às urnas, sem protestos visíveis e com êxito, o caminho perigoso de substituir sem votos os de outros dois: Grécia e Itália. Papademos, o chefe do executivo grego, veio do Banco Central Europeu e da Comissão Trilateral, de David Rockefeller. Tem por isso a confiança dos mercados. Monti, que chefia o governo italiano, conquistou-a enquanto comissário europeu. Ambos passaram pelo Goldman Sachs, como convém. Passos, obedecendo à troika e bajulando Merkel, esforça-se por merecê-la. Nenhum dos três tem, porém, legitimidade democrática para governar. Os dois primeiros por construção. Passos, por acção. Porque tudo o que prometeu e usou para ser eleito pôs de lado e incumpriu. Porque a política, como forma de melhorar a vida dos cidadãos, não é paradigma que o entusiasme. [Read more…]

O terrorismo começa na infância

mizade

Vários conceitos são debatidos hoje em dia em relação à infância. Cronologia da vida que começa aos quatro meses da conceição do ser e acaba, no dizer dos meus santos padroeiros, por outras palavras os cientistas que leio e debato, pelos quatro ou cinco anos. Com a entrada da criança no entendimento da História, na racionalidade de não ser o único na terra, nem o mais amado entre todos os seus pares e/ou membros de família. Em síntese, no entendimento de ser mais um membro do grupo social que o acolhe, ama, forma e educa ou faz dele um membro da heterogeneidade social. [Read more…]

Hoje dá na net: Double Indemnity

Double Indemnity: Um vendedor de seguros deixa-se envolver num esquema de fraude e assassínio. Clássico filme noir, classificado em 54º lugar no top 250 do IMDB. Fantástico trabalho de Billy Wilder (realizador), Fred MacMurray, Barbara Stanwyck e Edward G. Robinson. Página no IMDB. (Em inglês, sem legendas.)

Assunção Cristas Imita a EDP

Bom aluno é aquele que aprende depressa; depois de a EDP ter encerrado, à pressa e com uma desculpa esfarrapada e caduca, a sua página no facebook, desta feita é a vez de Assunção Cristas “Político, ministra do Ambiente cancelar a escrita de posts por parte dos visitantes da sua página.

A desculpa? – “A agenda preenchida continua a impedir-me de vir ao Facebook tanto quanto gostaria“. Não falta, entretanto, quem se queixe de ter visto a sra. ministra apagar comentários prévios a propósito do calamitoso Plano Nacional de Barragens. Ainda há semanas foi a vez de o ministro Miguel Macedo sair de mansinho do facebook… Estou esclarecido.

Mais uma indecência

Estes intérpretes de gente que se arrogam em representantes de um país quase milenar, preparam-se para cometer uma desfaçatez que apenas os tipifica segundo o padrão há muito estabelecido: o de anormais, incompetentes, arrogantes na ignorância e sobretudo, malcriados ajuramentados.

Estava prevista uma espectacular inauguração da exposição comemorativa das relações entre Portugal e o Reino da Tailândia. Um catering cuidado e oferecido – ponto importante para esses ruminantes sempre à espera de pinga e de manjedoura -, na tradição daquilo que de melhor os tailandeses sabem fazer. Uma importante lista com centenas de convidados nacionais e estrangeiros, dando a necessária dignidade ao evento. Centenas de horas de preparativos, um primoroso catálogo executado após aturado estudo. Um staff preparado e bem ao contrário das “altas individualidades” semi-analfabetas, conhecedor desta realidade histórica que para nós e em termos de relações internacionais e de aliança, apenas se pode comparar à nossa ligação com a Grã-Bretanha. Tudo isto para nada!

 Não se sabe bem porquê e por apetite de não se sabe que batráquio decisor, a dita inauguração foi anulada. Nada de burros ajaezados de cavalos vindos de Belém, nada de gulosos beneditinos e pior ainda, nada de secretaria cultural sita na Ajuda. Nada, nada, nada! Os tais intérpretes de gente, “acharam” que era coisa de pouca monta, pois não se tratando de “Europas”, não podem perder tempo  com um banho e uma borrifadela de desodorizante, deslocando-se para mais uma maçada. No entanto, “acham” que vão lá dar um pulo no próximo dia 7 de Dezembro, talvez para verem as modas com que jamais sequer sonharam. Pois vão bater com o nariz na porta, ficando sós para a apetecida foto. Para eles, a Tailândia fica-se por umas férias de dez dias num resort qualquer, umas compritas em Patpong e uma visita ao Wat Phra Keaw.

Enfim, a ralé que aturamos. Isto é definitivamente, uma República de triste sina.

Das finanças à saúde, somos presas do BPN

A saúde não é negócio; o negócio è a doença…

Joshua Ruah, médico

Esta afirmação, a despeito de proferida a título de humor há cerca de 10 anos, reflecte uma verdade inquestionável: há acentuado mercantilismo no sector da saúde, sob diferentes formatos. Em geral, o favorecimento de grupos de pressão é coadjuvado por políticos do arco do poder, com propósitos duvidosos.

Há exemplos de diversos tipos. Nos últimos dias, a detenção de Duarte Lima, do filho e as investigações judiciais de um outro ex-deputado do PSD, Vítor Raposo, constituem nova prova de como o sector da saúde atrai interesses financeiros poderosos, incluindo a especulação imobiliária e imoral exploração de gente desinformada e ingénua.

No citado caso, é curioso referir-se a um projecto de transferência do IPO de Lisboa para Oeiras, por acaso concelho presidido pelo indomável Isaltino Morais. Também é interessante saber que a operação de avultado financiamento bancário foi executada pelo BPN, sob o aval Oliveira e Costa, o comediante conhecido do cidadão comum pelo mediático inquérito parlamentar, mas, acerca de quem, o sistema de justiça ainda não sabe o suficiente para o levar a tribunal, na companhia de outros famosos suspeitos. [Read more…]

Conversa de café

adão cruz

Estava eu no café e na mesa ao lado dois amigos conversavam. Um deles tinha o Jornal de Notícias aberto de par em par e dizia para o amigo:

-Já viste isto, pá, quatro ou cinco páginas sobre os pupilos do Cavaco? Este já foi dentro. Qualquer dia vai ele.

-Eh pá, não mandes bocas foleiras, porque o homem nem sequer foi acusado. [Read more…]

Vai ser um verdadeiro 31!

O 31 da Armada fez 5 anos. Resolveu festejar a 25 de Novembro no Campo Pequeno com a apresentação de uma curta-metragem (segundo sei já inscrita num festival internacional de curtas) chamada “O Jacaré” – A Vida e a Obra de José Pacheco Pereira.

Não lembra ao Diabo. Lembra a Deus! Aliás, só podia lembrar a Deus e aos seus companheiros do fabuloso 31 da Armada produzir e realizar uma curta metragem sobre Pacheco Pereira e lançar a dita num cinema, mais precisamente, numa das salas de cinema do Campo Pequeno em Lisboa (19h30 da próxima sexta-feira).

Se fico admirado? Não. É genial como só RMD sabe ser. Como é normal no 31 da Armada.

Meus caros(as), se vivem em Lisboa ou perto, não percam este momento histórico da blogosfera portuguesa.

FELICIDADE

Estou tão feliz que não caibo em mim. Silvio Berlusconi lançou um disco novo e eu ainda não o ouvi.

O vinho e o Direito do Consumo

O vinho, de harmonia com o Regulamento (CE) n° 1493/1999, do Conselho, de 17 de Maio de 1999, define-se como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos.

Cautelas peculiares se impõem no que tange ao consumo do vinho e demais bebidas alcoólicas por jovens, em natural processo de formação…

Já o DL 9/2002, de Janeiro, previne no seu preâmbulo: 

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