Deolinda, Que parva que eu sou – o mp3

Depois dos vídeos e da letra, já pode ouvir ou fazer o download da canção-hino Que parva que eu sou, interpretada ao vivo pelos Deolinda.

[audio:http://aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/02/deolinda-que-parva-que-eu-sou1.mp3%5D

Download: Deolinda – Que parva que eu sou

Apoiar boas causas:

O PR After Work Norte vai procurar juntar os diferentes “Comunicadores” dispostos a participar num evento informal. Nada como aproveitar este momento especial para divulgar e apoiar três diferentes Instituições/Associações cujo trabalho merece todo o nosso apoio e que melhor local para o fazer do que este?

Já foi divulgada a primeira Associação, a “Animais de Rua“. Nos próximos dias serão divulgadas as restantes. Não se esqueçam de aparecer por lá.

PS ou PSD, qual a diferença?

O dois principais partidos portugueses, PS e PSD,  revelam poucas ou nenhumas dissonâncias em matéria de políticas e medidas de transformação do sistema que ambos desenvolveram e sustentam. Com a habitual sintonia,  e para salvaguarda dos interesses dos respectivos “boys”, chumbaram os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que visavam a limitação das remunerações dos gestores públicos. Isto, acentue-se, no mesmo ano em que fizeram vigorar um Orçamento Geral do Estado pautado pela austeridade, decretando o corte de remunerações dos funcionários públicos e trabalhadores de algumas – repito, de algumas – unidades do Sector Empresarial do Estado.

Uma vez mais, e nem mesmo com os imperativos da crise,  se vislumbram diferenças de vulto entre a escolha da “rosa” ou da “laranja”. Manuel Brito Camacho, um dos políticos da I República que os monárquicos mais detestam, celebrizou-se como autor da frase: “Só mudam as moscas, a merda continua a mesma”. De facto, enquanto os dois principais partidos permanecerem geminados, no tipo de liderança e orientação política, o País e os portugueses continuam subordinados a triste sina. Ainda assim, mantenhamos a esperança de que as moscas e a merda um dia, oxalá breve, sejam removidas de vez.

Avaliação de professores – a treta das quotas

O problema da chamada avaliação dos professores vai, lentamente, voltando a ser tema de debate e de discórdia, como se pode verificar aqui, aqui e aqui. Quando as pessoas que, em Portugal, se interessam, verdadeiramente, por Educação (uma minoria, digo eu), se aperceberem de que esta é uma questão muito mais do que corporativa, com reflexos terríveis na qualidade do ensino, talvez a Avenida da Liberdade venha a ser pequena para tanto descontentamento.

Entre os muitos disparates contidos neste imbróglio está a manutenção das quotas, erigidas por muitos ignorantes em condição sine qua non para que haja uma efectiva avaliação de mérito. A propósito disso, republico aqui um texto e uma adenda (ambos de Janeiro de 2010): [Read more…]

Bansky espalha provocações por Hollywood

O mais famoso graffiter do mundo, Banksy, está nomeado para o Oscars de melhor documentário por “Exit Through the Gift Shop”. O anúncio dos vencedores é no dia 27 mas consta que o desconhecido britânico que dá pelo nome artístico de Bansky já anda por Los Angeles.

Nos últimos dias surgiram nas ruas da cidade desenhos que são a imagem de marca do artista. Subversivos, divertidos, agitadores de consciências e provocadores. Charlie Brown com um cigarro e um garrafão de gasolina, uma criança a disparar lápis de cor, um rato a perguntar onde fica Hollywood e o Mickey a… o melhor é ver a imagem abaixo.

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Tentou adicionar Deus e usava o chat para falar com Jesus

 

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

Ao que o Aventar conseguiu apurar, a irmã Maria Jesús Galán terá sido expulsa do convento por ter insistido em adicionar Deus como amigo no Facebook, sem ter pedido autorização ao Bispo. Para além disso, terá sido acusada de usar o chat para falar com Jesus. A freira toledana admitiu a primeira acusação, reconhecendo que se terá deixado arrastar pelo fervor religioso. De qualquer modo, segundo se sabe, Deus já terá ultrapassado o número limite de amigos permitido. No que respeita às conversas com Jesus, o Aventar soube que, afinal, se tratava do actual treinador do Benfica, que terá procurado que a religiosa intercedesse para impedir que Hulk voltasse a humilhar o clube da Luz.

Banalização "à Ben Ali"

Segundo diz Vasco Pulido Valente, o dr. Mário Soares vai à Tunísia. Não, desta vez não parte em turismo seichélico, nem leva comitiva de cento e tal convivas. Basta-lhe a companhia dos senhores António Vitorino e Cravinho, garantindo copiosa ora em conferências conselheiras acerca da “desejável transição ” da Tunísia para a democracia. Sim, leram bem: vão aconselhar os tunisinos acerca da construção de uma “democracia de sucesso! É claro que terão rivais de peso, nas pessoas de enviados espanhóis.

Dada a evolução de Portugal e de Espanha, sugerimos aos locais, a atenta escuta da algaraviada que será pronunciada em castelhano, pois as razões de sucesso estão mais do lado de lá da fronteira. Para não perderem muito tempo com discussões de “poleiro”, até podem recorrer aos descendentes do Bei de Tunes, ainda residentes junto a Cartago. Foi a deposição de Muhamad Lamine, o facto que elevou o safardanismo de Bourguiba, aos píncaros de detentor absoluto do Estado. Ben Ali não passou de um “caçador-recolector” de serviço e o Museu de Tunes sabe-o bem.

Esperemos que o dr. Soares e os seus convivas, aproveitem para gozar as delícias de antecipado veraneio e informem os atentos tunisinos, acerca da sua profunda e pretérita amizade para com o deposto sr. Ben Ali e manifestem pétrea solidariedade ao Partido do referido cavalheiro. Convém recordar-lhes que tal como o PS e o Partido Nacional Democrático do marechal Mubarak, a agremiação tunisina é membro da Internacional Socialista.

Como corolário do roteiro turístico, recomenda-se uma homenagem na tumba do colega Bettino Craxi, esse imortal vulto do heroísmo de típico recorte siciliano.

Discurso de um deputado rosalaranjado

Tectos, só para os milionários que ganhem mais do que 486 euros, essa malandragem que só pensa em passear de ambulância e achava que a saúde era de graça! Limitações, só para os funcionários públicos, essas sanguessugas que contribuíram, evidentemente, para o descalabro das contas públicas!

Impor limitações às remunerações dos gestores públicos é que não pode ser, senhores! Então e os meus amigos que tiveram de perder anos de vida a colar cartazes, a sujar as mãos nas juventudes partidárias e que agora, graças à competência aí revelada, estão nas empresas públicas? E a rapaziada que anda há anos a dizer que sim e que também ao chefe da concelhia, ao mandante da distrital, ao presidente da comissão nacional, rapaziada que já disse que sim tantas vezes que até tem lesões cervicais gravíssimas? E os companheiros que aparecem, na televisão, em segundo plano, sempre a sorrir para fazer de conta que o nosso chefe é muito engraçado e inteligente? Já alguém pensou nos danos irreversíveis que as cãibras nos maxilares provocadas por tanto sorriso provocam? Não é justo que o dinheiro do Estado sirva para compensar todos estes heróis?

educação cívica

…para o meu próximo neto, filho de Felix e Camila Isley (nascida Iturra), irmão de May Malen I. Isley

a educação cívica devia ensinar as felonias dos governantes, baseados na lei que eles criam para o seu lucro

Defendo, como sabem, uma educação pública, sem colégios privados, gratuita e com textos fornecidos pelo Estado, para formar bons cidadãos, cientistas, gente de bem, saibam ou não as mais recentes descobertas no campo da investigação. O mais importante, além de saberem, é que sejam bons cidadãos, pacíficos, solidários e recíprocos. Pensava continuar por essas avenidas, mas uma entrevista feita por Ricardo Costa às Editoras sobre se os livros de estudo deviam ser grátis, levantou um coro de protestos entre as editoras. Donde, vamos falar do bom cidadão e não do comerciante que vende manuais diferentes todos os anos, porque o comércio governamental muda os programas para vender os seus novos livros e ganhar direitos de autor.

Vamos, pois, ao que é formar um bom cidadão. Por falar para as crianças e seus progenitores, vou-me endereçar na segunda pessoa, não por falta de respeito, mas sim, para ganhar a sua confiança.

Bem sabes que incutir simpatia e disciplina, é uma das tarefas mais difíceis entre os seres humanos, seja entre adultos, seja entre crianças. Nos lares existem dois conceitos que parecem contraditórios: gritos e colaboração. Todavia, são conceitos derivados do mesmo sentimento: a necessidade de amarmos e de sermos amados, ao procurarmos justiça para nós e assumirmos (por vezes) a nossa injustiça no tratamento com os outros. É o que em casa te querem ensinar, especialmente ao teres que confrontar seres humanos que nada têm a ver com a nossa relação familiar, mas sim com esse vai e vem que o povo usa para criticar, obedecer à ordem social e à disciplina no tratamento simpático entre vizinhos. É o que se quer ensinar no 2º e 3º ciclo das escolas e se denomina de análise de Gestão Política nas Faculdades da Ciência do Direito. [Read more…]

É proibido respirar, que produz CO2

the brain wash Depois dos nova-iorquinos terem proibido fumar em locais públicos  ao ar livre como praças, jardins ou praias, eis que é a vez dos espanhóis se saírem também com uma tirada fundamentalista: «em Espanha é proibido fumar em casa se houver uma empregada a trabalhar».

Fico com com a dúvida se estes legisladores se vão lembrar a seguir de fazer uma lei que proíba as pessoas de entrar em parques de estacionamento e de andarem em ruas onde circulem automóveis. Ou se, por outro lado, não irão proibir a circulação de automóveis onde caminhem pessoas. É que bem vistas as coisas, a poluição automóvel é reconhecidamente nociva à saúde. Ou será que a parvoíce é só para algumas coisas?

Mais impressionante ainda é a justificação espanhola para a proibição.

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"Aquilo" *

Deve estar radioso António Mexia; hoje, acolitado pelos prestimosos ministérios do Ambiente e Cultura, várias autarcas locais (em estado de euforia), e vária outra dessa gente progressista que nos governa (a nós, não a eles), foi iniciar a construção de uma barragem inútil para, dizem, produzir electricidade!…

O Vale do Tua perece assim face aos interesses da Nação que, esses mesmos interesses, tornaram os municípios do Douro os mais pobres de todo o Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes, precisamente desde que as salvadoras barragens começaram a chegar;

Depois a salvação de Trás-os-Montes era o IP4, essa desastrosa estrada pejada de cadáveres lançada por Cavaco, o mesmo que, falando ainda recentemente de comboios, se manifestou seu adepto mas que, entre 1988 e 1992 tratou da tosse a cerca de 25% da rede ferroviária.

Tudo isto acontece num pequeno país que gasta o dobro do petróleo** per capita da Dinamarca, que tem o maior rácio de km de auto-estrada por habitante, o único em que a rede de auto-estradas é mais extensa que a rede de vias férreas, e com das piores taxas de salário e mobilidade da Europa.

Portugueses, se morrerdes todos embrenhados numa bola de petróleo em fogo, electrocutados e afogados logo a seguir, será pequeno castigo… aplaudirei de pé.

* sou imparável…

** o nosso problema – diriam iluminados tudólogos lisboetas – é mesmo esse, a falta de produção energética, não o excesso de consumo…

as minhas memórias-12-o dia do amor

Ode à Alegria!

Em frente de mim, dentro do meu grupo social, tenho várias alternativas para cumprimentar no designado dia do amor. Antes de ir mais em frente, pergunto-me o que é o dia do amor? Porquê um dia apenas e não todos os dias do ano? Como diz um jornalista do Diário de Notícias, de hoje, 14 de Fevereiro de 2011: O dia de São Valentim, como o Natal, é quando o homem quiser. Certamente, refere-se ao homem e à mulher, ao companheiro e à companheira, ao casal. No entanto, com a nova lei do matrimónio, ao mudar as possibilidades do tipo de acasalamento, os cumprimentos de amor podem, finalmente, ser endereçados por todos e a todos, respeitando-se, assim, as opções emotivas, as formas de amar. [Read more…]

Geração da Casinha e Carrinho dos Pais…

Às portuguesas e portugueses que vivem há décadas na casinha dos pais desejo que tenhais, grátis e para sempre, uma auto-estrada à porta de vossa casa; e, acaso vos percais, haverá sempre uma placa a apontar o Progresso e o Futuro da vossa (minha) geração: a fuga…

A Bélgica e a instabilidade política

Sempre que convém, o fantasma da estabilidade política é usado para assustar os portugueses, em particular, onde mais lhes toca: no bolso, via impostos a pagar caso os “mercados” (quem?!) se assustem com a dita instabilidade.

Foi essa a abordagem recente do PS quanto à possibilidade de haver em breve uma moção de censura; igual justificação para que se aprovasse o orçamento de estado foi usada; e esta mesma linha discurso teve lugar ad nauseam na última campanha eleitoral.

Acontece que os belgas estão há 7 meses sem governo. Serão loucos os belgas? Não terão eles medo dos “mercados”? Estará o país à beira do colapso? Parece que a resposta a estas questões é a mesma, um redondo não.

Portanto, senhores políticos, deixem-se de merdas e façam o que lhes compete. A saber, governar, uns, e outros, fiscalizar a governação. E fazer cair o governo quando este não se mostra capaz de fazer o que lhe compete. O que é mais do que notório há tempo demais.

Ah!, e pelo caminho, já que tanto gostam de fazer leis para tudo e mais alguma coisa, não se esqueçam de mudar as leis eleitorais para que, em caso de queda, se possa voltar a ter governo em apenas algumas semanas e sem períodos de defeso. Não estão sempre a usar os exemplos de outros países quando vos convém? Então, que olhem para os ingleses, que num mês caiu um governo, fizeram-se eleições e entrou em funções novo governo.

todo o ensino deve ser público

todo o ensino deve ser público, gratuito e sem colégio privados

O título deste ensaio parece um mandamento. De facto, é uma ordem, não entregue pela divindade, mas sim pelo totem como definia Durkheim no seu texto de 1912: Les structures élémentaires de la vie religieuse, Felix Alkan, Paris (não conheço versão portuguesa). Mandamento parece-me que é, conforme os tempos e as cronologias, por se tratar do processo de transferência de saber de uma geração a outra, sendo uma obrigação que a lei garante, passando a nova obrigação, a de aprender, para os mais novos de um grupo social.

A literacia é a que garante a memória, o saber, as descobertas e os avanços científicos de uma sociedade ou de um grupo dela. No ensaio de ontem, filosofava sobre as diferenças e a complementaridade, e definia esses conceitos como palavras substantivas capazes de, por guardar a diferença, as formas complementares apareciam dentro do debate e do saber. No caso do ensino, actividade definida por mim como transferência de saberes, é uma obrigação. [Read more…]

O crime compensa, ou nem é crime

João Rendeiro, o nosso Madoffezinho, queria que o banco que levou à falência lhe pagasse “4,25 milhões de euros, mas na lista entregue pela comissão liquidatária ao tribunal são reconhecidos apenas 25,19 euros”. A natureza é compensadora, e a  “sociedade Zenith SGPS, criada em maio de 2004 e presidida por João Rendeiro, que reclama uma dívida de 31,8 milhões de euros junto do BPP, viu ser reconhecido pela mesma comissão um montante superior em mais de 3 milhões de euros ao que era pedido, ascendendo a um total ligeiramente superior a 35 milhões de euros.” Esta conta o Expresso.

O Público descobriu uma trafulhice fiscal do Santander Totta, que passa pelo Luxemburgo, Londres e a Caimão do costume. Não é bem uma trafulhice, o esquema é legal, e permite a uns fugir aos impostos que pagam os outros.

E por aqui me fico, até tenho medo de olhar para outro jornal online hoje.

Até que a morte nos aproxime

Comecei a morrer há alguns anos, quando ainda respirava, o que é só um sinal aparente de vida. Comecei a morrer quando já não conseguia contar as rugas, quando o simples acto de caminhar se transformou em ginástica. Comecei a morrer, quando tudo em mim se tornou incómodo: a incontinência, os nomes que me fugiam da cabeça, a tendência para contar várias vezes as mesmas histórias, a dificuldade em perceber os programas de televisão. Passei a viver num cemitério e morri em casa. Parece que, de vez em quando, davam pela minha falta, o que é diferente de sentirem a minha falta, claro. Se alguém sentisse a minha falta, talvez não tivesse morrido tanto como morri. [Read more…]

as minhas memórias-11-o meu fuzilamento e pena de morte para mubarak

Víctor Jara, com as mãos partidas pela tortura, morra canta à liberdade

O povo derruba um ditador, frase da primeira página do Diário de Notícias de hoje, Sábado 12 de Fevereiro de 2011. O ditador de mais de trinta anos do povo do Egipto, Hosni Mubarak, renunciou ontem ao seu cargo, que não era mandato, era flagelação dos pobres cidadãos do país das pirâmides, a quem congratulo e digo, como membro de Amnistia Internacional, que ao longo de todos estes anos salvámos muitos cidadãos da morte ou do apedrejamento.

Felizmente, os ditadores acabam sempre assim: escondidos, sem dinheiro – no caso específico, este detinha entre 50 a 70 bilhões de dólares. Todos os bancos, [Read more…]

O desemprego, afinal, não cresceu

Seria péssimo jornalismo ser um jornalista a evidenciar uma verdade tão absoluta que nunca poderia ser uma notícia. Para isso, existe a Ministra do Patronato do Trabalho. Se a senhora continuar nesta senda de honestidade ainda se arrisca a reconhecer que o governo, afinal, só tem conseguido acentuar a tendência para aumentar o desemprego. Corre, ainda, o risco de ver o Câmara Corporativa realçar o seu duvidoso passado de sindicalista, do mesmo modo que o Governador do Banco de Portugal passa a antigo chefe de gabinete de João de Deus Pinheiro mal emite alguma opinião incómoda para a rósea governação.

Talvez por ser rósea a governação é que Valter Lemos veja cor-de-rosa onde a coisa está preta: o impagável secretário de estado manifesta um quase regozijo ao descobrir que o desemprego cresce muito, sim, mas devagarinho, o que deve servir imenso de consolo para os que se vão desempregando.

Uma vez que a estupidez desperta em mim o mais acentuado espírito competitivo, proponho que se passe a afirmar que não foi o desemprego que cresceu: foi o emprego que encolheu. E mais esta, para ajudar Sócrates, quando for, finalmente, confrontado com a recessão técnica (outro conceito que faz muita diferença aos que vivem com cada vez mais dificuldades): bastará afirmar que, se é certo que o país saiu da crise, a verdade é que a crise não tinha saído do país.

Homens da luta

O ensino privado é muito mais barato que o público

Segundo noticia do Campeão das Províncias um tribunal condenou o Instituto Educativo do Lordemão, umas das instituições privadas que tomaram de assalto o ensino público em Coimbra, a devolver ao estado meio milhão de euros, “relativo a vencimentos de professores e respectivos encargos sociais, bem como a despesas de funcionamento e a encargos com pessoal não docente.”

Em sua defesa

Assinala o IEL que as declarações para efeitos de IRS englobam apenas os valores nelas registados, sem esgotarem as importâncias efectivamente pagas ao pessoal docente e não docente, e acrescenta ter procedido à liquidação de honorários, mediante cheque, sem emissão de qualquer recibo por parte dos beneficiários.

E assim vamos dando razão a quem afirma que o ensino privado é muito mais barato que o público, e nem se vê a necessidade de um estudo independente da Universidade Católica, já agora orientado pelo pai de todos os colégios, Roberto Carneiro, ou mesmo pelo Tribunal de Contas, para o comprovar.  O processo diz respeito aos anos lectivos de 1995/96, 1996/97 e 1997/98, e vai-se arrastando de recurso em recurso, etc. e tal.

O comum da vida: estar desempregado, ser pobre e viver desamparado

O País, ou sendo mais preciso, milhões de portugueses anónimos vivem tempos de tormentas. São cidadãos de todas as classes etárias. Desde jovens a trautear  “Que parva que eu sou”, a populações senescentes, sitiadas por uma solidão assassina e, por vezes, persistente para além da morte. Uns e outros, e muitos, muitos outros compõem a imagem do Portugal real, ilustrada, pois, por gente sem meios nem amparos. Na vida, como na morte.

O desemprego atingiu 11,1% no último trimestre de 2010; ou seja, são mais de 619.000 os cidadãos sem trabalho, nos números oficiais. No segmento dos jovens, a taxa desemprego é de 22%, mas existe, paralelamente, uma percentagem considerável de desempregados de longa duração. Destes últimos, muitos têm idades acima dos 40 ou 50 anos e nulas perspectivas de conseguir trabalho. O ambiente social, assim, tende a agravar-se  através da intensidade e dos contingentes de pobreza – em 2009, a Eurostat  referia 17,9% da população em risco de pobreza (cerca de 1,8 milhões de indivíduos). Hoje, porém, estima-se uma cifra à volta dos 2 milhões. [Read more…]

Carro eléctrico e propaganda

Com o habitual sentido de humor acutilante, Carlos Medina Ribeiro ofereceu há algum tempo uma almoçarada de lagosta, e até dinheiro, a quem lhe indicasse onde encontrar um desses famosos quiosques InfoCid que estivesse em funcionamento. Vale a pena ler os relatos.

Ora, a avaliar por estas fotos hoje feitas perto do Ministério do Trabalho em Lisboa (lugar de reincidência nestas coisas), suspeito que o Carlos estará em breve a oferecer novos repastos de lagosta.

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Repare-se no detalhe do cadeado. Belo! Recentemente, foi notícia de grande manchete que com o famoso carro eléctrico já se podia fazer o país de lés a lés com o dito. Será que, com a chave do carro, vem uma chave do cadeado Made in China?

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Um teatro de sombras

Por Santana Castilho*

Tudo se passa entre a luz e a tela. É lá que se manipulam os bonecos, no teatro de sombras. O espectador, sentado passivamente diante da tela, vê as sombras.

Comecemos pelo primeiro acto, a moção de censura. Por definição, é um instrumento parlamentar de derrube do Governo. Mas com os bonecos manipulados por trás e por baixo, como se faz no teatro de sombras, deu belos efeitos: demitiram-se uns de uma coisa que já não é Bloco; vitimizou-se outro de outra coisa que já não é Governo; e comprometeu-se a terceira coisa, a Oposição, que vai manter um Governo paralisado. Eis a realidade do que vai ser chumbado para além da tela. Intestinamente impedido de votar a favor qualquer censura proposta pelo PSD ou CDS, o número do Bloco fez sentido e valeu o risco da apalhaçada pirueta de Louçã: quando chegar a hora de uma moção de censura séria, o Bloco já se pode abster sem que o acusem de ajudar o Governo; marcou terreno antes do PCP e esclareceu que o apoio a Alegre foi tão-só erro de “casting” e nada de estratégico quanto ao PS. Este acto teve fim moralizante: o Bloco demonstrou que existe para não existir. [Read more…]

as minhas memórias 10 a psicanálise da sexualidade das crianças

….para comemorar a queda do ditador do Egito…

Síntese do meu livro de 2008: A psicanálise das crianças. Venturas e desventuras

Concerto de Natal Neojibá 2010

Ser criança.

Falar de criança, não é simples. Falar do que as crianças fazem, é complexo demais. Definir criança, é una sim e um não: o é o costume, o é a lei, a lei civil ou a lei usada em muitos países do mundo, entre os que Portugal também fica alinhavado. Preciso é dizer também o costume, como definidora de ser criança. Definição tão heterogénea, que é melhor se ajudar com [Read more…]

"A Liberdade de Aprender e Ensinar"

“Considerando que a Constituição da República Portuguesa consagra de forma explícita a liberdade de aprender e ensinar;

Considerando que, nesta conformidade, o serviço público de educação integra escolas estatais e escolas privadas com contrato de associação;”

Assine esta petição…porque ainda há escolas a quem importa a transparência e a qualidade de ensino.

A mascote do Aventar


Kiko, o Grande

A receita da Coca-Cola: A mãe e o pai de todos os segredos

Dela se diz ser o segredo dos segredos. O mais bem guardado dos mistérios. Protegido por um cofre forte seguro, a que só um grupo muito, muito restrito tem acesso. Há mesmo quem diga que esse segredo está dividido em duas partes, sendo que duas pessoas diferentes têm conhecimento de apenas uma dessas partes. Assim, ninguém conhece toda a preciosa ciência por inteiro.

Falamos (juntem-se todos para não ter de falar muito alto) da fórmula da Coca-Cola.

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Não é que agora, assim do nada, uns fulanos de um site na Internet garantem conhecer em detalhe essa fórmula secreta, que, de secreta nem tem muito, porque afinal estava disponível nas páginas de um jornal de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, onde um dia assentou praça um farmacêutico ambicioso, John Pemberton de sua graça?

O "This American Life” (www.thisamericanlife.org), um programa de rádio semanal de uma hora, emitido na Chicago Public Radio, garante que a receita original da Coca-Cola estava disponível ao mundo desde a publicação de um artigo no Atlanta Journal-Constitution. Há 32 anos, em 1979, na página 28 o jornal reproduz a receita original da famosa bebida, que terá sido passada à mão, a partir da original de Pemberton, por um amigo do farmacêutico, e estava num livro com receitas de produtos medicinais e unguentos.

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A moção de censura e as acrobacias da direita

Foto-de-pirueta-na-praiaUma moção de censura ser um frete ao governo que pretende derrubar, faz todo o sentido. Tal como deixar passar o orçamento foi uma genial armadilha onde tropeçou o mesmo governo. Recusar uma moção de censura que ainda ninguém leu (e que, aposto, ainda nem foi escrita), implica muita pirueta e cambalhota.

Chega ao ponto de toda a gente descobrir, tipo revelação divina, que o Bloco de Esquerda funciona internamente como todos os outros partidos, com uma democracia de treta, pese a nuance de na prática ser uma coligação de três organizações, o que tendo vantagens não muda muito a sua natureza.

A partir de hoje uma coisa fica muito clara: Pedro Passos Coelho não é o líder do maior partido da oposição, mas sim o abstencionista que deixa passar o orçamento e o governo. Quanto a Paulo Portas nem isso: se lhe dessem hoje o lugar dos ainda ministros dos negócios com alguns estrangeiros, ou da administração das bacoradas eleitorais, amanhã o governo teria maioria absoluta.

Que entrem os trapezistas, porque os palhaços estão garantidos

O BE avança com uma moção de censura. O PCP ameaça com uma outra moção. O CDS diz que se abstém. O PSD vai seguir o mesmo caminho.

Na conferência de líderes de hoje foi necessário o ministros dos censurados lembrar ao chefe dos censuradores que era preciso agendar a censura.

O BE quer mesmo debater a moção de censura ou o ministro Jorge Lacão já joga na equipa Louçã? Ou andam apenas a entreter o povo, tipo valha o circo, porque o pão está esgotado?