O caso da criança nepalesa de 9 anos, agredida por várias outras crianças no recreio da escola, que o insultavam e lhe dirigiam o clássico pregão fascista “vai para a tua terra”, enquanto a espancavam, é todo um tratado sobre consequências do crescimento da extrema-direita.
O caso tem, aliás, autores morais muito concretos. E vocês sabem quem são.
A criança, essa, vive em sobressalto desde então. Acorda durante a noite com pesadelos e tem medo de ir para a escola. Eis a vítima dos descendentes de Salazar: uma criança de 9 anos. Tão cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba.
Os pais, que com a criança chegaram a Portugal em contexto de asilo político, estão integrados na sociedade, têm emprego e rendimento fixo, pagam os seus impostos e trabalham na restauração, onde os portugueses não querem trabalhar.
Esta família, como a esmagadora maioria das famílias que chegaram a Portugal nos últimos anos, representa risco nenhum para a nossa comunidade. [Read more…]
No tempo do salazarismo, havia um faduncho anticomunista que servia para alimentar o medo do papão leninista-estalinista-siberiano. Incluía, o dito faduncho, versos como “Maldita seja a Rússia soviética!” e “Malditos os que comem criancinhas!”. Quando se pensava que já não seria possível reencontrar um discurso tão primário, eis que Passos Coelho reaparece para reavivar fantasmas em que ele próprio não acredita, mas que lhe dão jeito para a campanha em que se integra, juntamente com outros intelectuais do mesmo calibre, como Paulo Otero ou João César das Neves, alguns dos autores que integram a colectânea “Identidade e Família”.

















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