Plataforma de Professores está de volta

A FNE decidiu juntar-se às restantes organizações sindicais de Professores – não estamos em tempo de procurar as vírgulas que nos afastam, mas de encontrar pontes e ligações que nos permitam reagir ao que aí vem. Nuno Crato acaba de entregar à FENPROF a sua proposta para aplicar a mobilidade, ainda que com outro nome, aos Professores, isto é, Nuno Crato desmente-se e abre a porta aos despedimentos: de acordo com a proposta, dia 1 de Setembro um Professor sem horário, entra em Mobilidade e perde uma boa parte do seu salário e o despedimento fica a um ano e meio de distância.

Só temos um caminho – a unidade na reacção e, claro, na acção! Não precisamos de caminhar para a Unicidade e fazer de conta que estamos todos pelas mesmas razões. Mas, conscientes das diferenças, vamos trabalhar para juntar as Federações de Pais à luta pela Escola Pública e, fundamental, procurar envolver os Directores no processo.

Subscrevo, também por isso, a ideia do Paulo: devemos juntar FORÇA à nossa luta e por isso faz todo o sentido que a FRENTE COMUM (CGTP) se deixe de merdas e procure entendimentos com as estruturas da UGT – no dia 17 de Junho há TODAS as condições para que a GREVE seja de TODOS!

Já e agora!

TODOS!

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As coisas no devido lugar

Vindo de um benfiquista como o João Gobern, nada mais tenho a acrescentar.

Empreende-dor-ismo

Parece que há aí um vídeo de um miúdo empreendedor a circular na internet. Mais um, este ainda em boa idade para bater punho, com apenas 16 anos. O vídeo circula e agrada a algumas pessoas, desde fazedores de opinião aos que toleram que o pouco é melhor que nada. Ora, na vida, o pouco não é melhor que nada. Principalmente quando falamos de direitos. O Martim é novo mas, se já pode saber tanta coisa sobre o mercado que terá analisado para adequar o produto à realidade portuguesa, tem obrigação de saber mais coisas.

Por exemplo, saber que, hoje, o trabalhador é obrigado a aceitar trabalho mesmo que o salário seja inferior ao que recebia através do subsídio de desemprego. É evidente que estar empregado é melhor do que estar no desemprego. Desde que o salário seja justo. O Martim e os aplausos que recebeu são a prova de que a mensagem dos pobrezinhos mas honrados está a passar mesmo entre os mais jovens. E isso preocupa-me e inquieta-me.

O que é que define o empreendedorismo? [Ler mais ...]

Fátima minha

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      Um caso de James Marlowe, Chico Nelo para os inimigos.

O meu nome é James Marlowe, embora toda a gente me chame Chico Nelo, porque fui baptizado Francisco Manuel. As pessoas não percebem que isso me pode retirar credibilidade como detective privado, mas velhos hábitos são difíceis de matar.

Aquele era um dia igual aos outros, talvez um bocado mais quente. O sol estava abrasador e, apesar do meu esforço por passar despercebido, as pessoas riam-se, quando passavam por mim, e algumas chegavam a inventar piadas sobre o facto de caminhar pela rua de gabardina apertada, como se fosse possível ser-se um verdadeiro detective privado de t-shirt e calções.

Quando cheguei ao prédio onde ficava o meu escritório, acendi mais um cigarro, a fim de estar preparado para subir quatro andares pelas escadas. Antes de entrar, olhei para o edifício onde era obrigado a conviver com a pior escumalha à face da terra: havia ali vários escritórios de advogados e duas sedes de partidos políticos. Iniciei a subida, sempre preparado para o pior, sentindo, ainda, um calafrio na espinha, ao lembrar-me de que me tinha cruzado com dois ministros na semana anterior, o que me fez ficar dois dias com vontade de fazer promessas e quebrá-las, porque apanho doenças com muita facilidade. [Ler mais ...]

Os debruçados

579342_443510599075666_1545891718_nCom a ansiedade dos tolos, esperei pelo comunicado do Conselho de Estado, em tão boa hora convocado por Marques Mendes, com a concordância de Cavaco Silva.

A hora é grave. Que conclusões produziriam os melhores entre os melhores, os “aristoi”? Iriam debruçar-se sobre os nossos problemas? Debruçaram! Eu próprio li no comunicado. Debruçaram-se múltiplas vezes. Aliás, um dos atributos daquela corte de escolhidos é o de se debruçarem frequentemente.

Tal como em outros Conselhos de Estado, não se sabe o que viram ao debruçar-se e muito menos o que tencionam fazer ao que viram. Mas debruçaram-se, justos céus! Vem lá repetido numerosas vezes no comunicado. Vozes malévolas perguntarão que raio estiveram lá a fazer quase oito horas e não deixarão de lembrar que todos os comunicados deste órgão de estado não relatam senão o facto de o Conselho se debruçar, sem resultados, sem substância, sem sentido.

Não é justa esta critica. Não é fácil uma pessoa debruçar-se e não é um exercício isento de riscos. Não é por acaso que os nossos pais nos advertiam tantas vezes: “não te debruces”! Ora, o que não nos falta são políticos que se debrucem intrepidamente e verguem a coluna com grande elasticidade. O pior é que eles é que se debruçam e nós é que caímos.

Das almas sebosas

Numa das últimas edições da revista Grande Reportagem, que ainda guardo, do final dos anos 90, saiu uma reportagem sobre Helinho, o Justiceiro de Pernambuco. Helinho era apelidado de o Pequeno Príncipe pela favela onde vivia e matou a tiro 65 almas sebosas. Para ele, almas sebosas eram os bandidos que roubavam um relógio, uma bolsa, um casaco. Helinho era visto pela sua comunidade como um defensor dos direitos a que o Estado não atendia. Valeu um documentário. Helinho morreu entretanto na prisão, assassinado. O próprio sabia que isso iria acontecer e já naquela entrevista o havia referido.

A complexidade da sociedade brasileira também se mede pelo cinema. No célebre Tropa de Elite, há vários pontos que saltam à vista. O primeiro, o endeusamento do BOPE, apesar de todas as críticas que acusam aquele serviço policial de ser um pelotão de fuzilamento. E é-o. É fácil ser herói quando se entra numa viela a disparar sobre quase tudo o que mexe. Entre tanto erro, algum há-de acertar no alvo. No mesmo filme, surge a pequena burguesia, com a sua caridade lava-consciências. Um grupo de jovens abastados fazia voluntariado numa ONG. Entre alguns que o faziam com a ideia sincera – coitados – de que estavam a prestar um serviço à comunidade, outros faziam-no porque, com o dono da favela, o Baiano, levavam a droga para os colégios de menino rico que frequentavam.

Surgiu o Tropa de Elite II, onde se mostra a outra face da moeda. A corrupção de polícias e políticos, o aproveitamento deles pela condição frágil da população, que pretendia segurança. Mesmo pagando a quem recebe – bem ou mal é outra história – para fazê-lo.

Lembrei-me do Helinho e das almas sebosas graças a Carlos Abreu Amorim, deputado e candidato à Câmara Municipal de Gaia. Esclareço desde já que a figura não me merece o mínimo de respeito. E posso explicar: [Ler mais ...]

Não gosto que me insultem

Há gente imbecil em todos os lados e quando se trata de bolinha, então o índice, dos dois lados da barricada, sobe de forma exponencial.

Vivo o meu clube, do qual sou sócio, como ninguém, mas procuro respeitar toda a gente ao ponto de ter, em tempos, correspondido positivamente ao convite para deixar de falar de futebol no Aventar. Ao que parece só podemos escrever sobre futebol e até sobre as apitagens quando um clube ganha, mas, como diz o outro, são coisas da vida…

Na ressaca de mais uma vitória azul, houve, estou certo, muitos exageros – uns a destacar o vento que empurrou o James para dentro da área e outros, sempre derrotados apesar das vitórias, a insultar quem não chega em primeiro. Dirão alguns que se trata de uma normalidade. Subscrevo – insultar o adversário é uma marca de alguns, mas não será de todos. Dirão outros que a Liberdade de opinião é extensiva a todos os Portugueses, sejam eles deputados ou candidatos à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Subscrevo. Mas mesmo assim não gosto. [Ler mais ...]

Uma causa pública que lhe pagou um belo salário

«Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública» CM

E tenho que lhe dar razão

«Seguro diz que o Governo nem para cair é competente». Que tome notas para mais tarde rever.

A prosa de Paulo Portas embotada pelo Expresso

Estava o meu fim-de-semana (com hífenes, claro) a decorrer tranquilamente, quando alguém teve a excepcional ideia de me dar a ler um texto publicado hoje, na Revista do Expresso, em que Filipe Santos Costa nos indica que Paulo Portas terá escrito,

em Agosto de 1988, sobre Miguel Cadilhe,

Quem promete números tem de os cumprir. Quem fala algarismos tem de ser exato. Quem faz a política do rigor não pode desconversar.

em 1992, sobre o Tratado de Maastricht,

(…) é a própria conceção de uma Europa de negociação e respeito que está em causa dando lugar à chantagem dos mais fortes sobre os mais fracos (…)

em 1993, sobre Braga de Macedo,

Não há um número certo não há uma conta exata não há uma previsão verificada.

e, no último texto como director d’O Independente, em 1995,

O objetivo do défice obriga a renúncias sociais que o eleitor nem sonha ou então a uma vaga de despedimentos na administração pública.

Terei começado a ler episodicamente O Independente poucos meses depois das linhas sobre Cadilhe [Ler mais ...]

É a Educação, estúpidos!

gritoDe acordo com o Público, e relativamente à greve à avaliações e aos exames, Mário Nogueira “indicou […] que a condição para os professores não irem para a greve é a de terem a garantia de que não haverá docentes na mobilidade especial, um regime onde já foi anunciado que serão colocados todos aqueles que ficarem sem turmas para ensinar.” O site da FENPROF, no entanto, vai além disso, o que me deixou um pouco mais tranquilo, embora ainda não completamente descansado.

Os problemas da Educação em Portugal vão muito além da ameaça da mobilidade especial. Uma greve de professores, especialmente num momento crítico, não pode, portanto, limitar-se a um problema no meio de muitos que afectam a educação dos jovens portugueses. Mais: os estudantes que serão prejudicados por esta greve merecem o máximo respeito, pelo que uma acção destas terá de ser feita pelas melhores razões e temos obrigação de explicar a esses mesmos estudantes que esta luta é encetada, também, a pensar neles e em todos os outros que estão e estarão no sistema de ensino. [Ler mais ...]

Falar claro

Creio que, nos últimos dias, há dois acontecimentos positivos a registar: as declarações de Lobo Xavier e Pacheco Pereira, e a entrada para o secretariado e Comissão Política do PS de António Costa e Francisco Assis.

Lobo Xavier (CDS) e Pacheco Pereira (PSD) afirmaram, na SIC, portanto perante todo o país, que Portugal nunca devia ter pedido o resgate e deixado entrar a troika, o que em sua opinião destruiu o pais, e que não devia ter sido derrotado o PEC IV e com ele o governo anterior (e eu acrescento que o foi com a entusiástica colaboração do PC e do BE, históricos adeptos do quanto pior, melhor). Ninguém que tenha amor à verdade e uma escorreita memória pode negar que José Sócrates se bateu até ao último minuto da sua governação contra a entrada da troika. Com esta pública reposição da verdade dos factos, Lobo Xavier e Pacheco Pereira deram uma estocada mortal num governo desacreditado pelo somatório da incompetência e da mentira, e podem muito bem ter aberto o caminho para profundas depurações no PSD e no CDS. E por tabela, também a deram ao PR que, como está à vista, defende o governo contra a vontade da esmagadora maoria do povo. [Ler mais ...]

Maturidade política, finalmente.

Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: “entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos” e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: “a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho”. Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.

 

Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo “Porto-Benfica”, é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas “fracturantes”. Ainda bem!

 

Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.

Genial!

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«Cavaco nomeia Governo de iniciativa presidencial se Nossa Senhora de Fátima aceitar ser primeira-ministra»

Governar Como Quem Perde Finais

CristasA todos aqueles que redutoramente me acusam de defender Passos Coelho, uma vez que não investem suficientemente numa leitura também nas entrelinhas, reitero que não o defendo. Comparo-o e, sobretudo, situo-o. Tivemos sempre maus governos, coisa em que só reparávamos no término das legislaturas. Aceitámos por sistema más mentiras e más desculpas, maus investimentos e más apostas.

Pela primeira vez, temos um Governo, por acaso chefiado pelo ex-marido de Fátima Padinha, que é o melhor de todos os péssimos governos que tivemos, apesar de covarde com os fortes e instantâneo e impante com os fracos, mau grado os esforços silenciosos e discretos de Álvaro Santos Pereira na renegociação das PPP, ainda impotente contra os pressupostos bimbos do champanhe pimba do dr. Mexia, os seus honorários insultuosos, mai-la sua obscena EDP. Não é só o Governo que não tem espinha dorsal para resistir à tentação do discurso bonzinho, em ziguezague, inócuo e não molestador da nossa paz de espírito, réstia de capacidade para dormir sossegados, má notícia após má notícia. [Ler mais ...]

Gaspar dá vontade de rir

Embora a intenção seja fazer-nos chorar.

Benfica, Fátima e outras divindades

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Nos últimos tempos, António Mexia, infelizmente benfiquista e sanguessuga-mor do regime, terá afirmado que as vitórias do Benfica nos campeonatos fazem bem ao PIB. Sem as vitórias vermelhas, o PIB, pelos vistos, andaria murcho, viveria descontente, embebedar-se-ia com tintos melancólicos, poderia até cantar fadunchos arrastados, cheios de ontens luminosos e carregados de hojes olheirentos, soluçando pelas ruas mal iluminadas.

A ser verdade a asserção mexiana, a solução para os problemas do país seria tornar obrigatórias as vitórias do Benfica, inscrevendo essa obrigatoriedade na Constituição. Alguns poderão dizer que isso acabaria com a verdade desportiva. Nada de novo: não me lembro de nenhum campeonato em que se reconheça mérito ao campeão. Seja como for, o que é a verdade desportiva comparada com o PIB? A primeira só existe para quem ganha; com um PIB saudável, ganhamos todos.

E se não for verdade aquilo que disse Mexia? E se não houver nenhuma relação entre o bem-estar do PIB e os golos de Cardozo? Não seria de admirar: Mexia já foi ministro, que é, em Portugal, o nome que se dá aos estagiários que irão gerir empresas de lucro garantido. Como não estamos num país, não faz sentido exigir a Mexia que seja sério e que respeite o clube de que é adepto e, sobretudo, os concidadãos que são obrigados a perder dinheiro e empregos para engordar antigos ministros e outros parasitas da classe nédia. [Ler mais ...]

Maleita Mortífera

Explicado-explicadinho por que motivo o Regime prossegue sendo esta criatura grotesca e terminal que nem acaba de morrer e nem de nos fornecer morte, desgraça e desnorte:

Cunhal não era o único a usar a cassete. Estes primeiros anos criaram assim o absurdo paradoxo que marcou até hoje a vida da III República: aqueles que deviam ser os primeiros a percepcionar os problemas concretos são, na verdade, os primeiros a recusar ver esses problemas. Em consequência, a entrada do FMI em 1977 (e depois em 1983) foi apenas a conclusão óbvia deste estado de coisas. O país tornou-se ingovernável, porque a governação não era o business dos partidos.

Henrique Raposo

A Grisalha Manela e o Grisalho Silva Lopes

Não poderia haver maior Babel que o comentário político-económico em Portugal, se por trás não houvesse uma teia de interesses particulares e de estômagos inseparáveis dos seus privilégios, enquanto a maioria definha e morre. Manuela Ferreira Leite, por exemplo, tem sido uma acérrima defensora das suas pensões e das decisões de atrito, óbice e agravamento do Tribunal Constitucional. Fá-lo com argumentos legitimistas mais emocionais que racionais, mais tacticistas e politiqueiros que radicados na gestão fria das contas públicas, talvez desconhecedora das extremas dificuldades com que os portugueses encheram vinte e seis aviões para ir ver o Sport Lisboa e Benfica brilhar em Amesterdão, ou não. Pois agora, corajoso num ponto, lá, onde em tantas matérias não o foi, especialmente aquando das governações deprimentes do Partido Socialista, vem o antigo ministro das Finanças Silva Lopes defender as taxas sobre as pensões que o Governo [a Troika, Bruxelas, Berlim, o Inferno] quer aplicar em alternativa às medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

Porquê? Porque, diz Silva Lopes, «não há outro remédio». [Ler mais ...]

Oferta

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Sempre preocupado com as necessidades das mais altas figuras do Estado, aqui ofereço ao presidente Cavaco esta azinheira, sofisticado recurso de telecomunicação a três dimensões, para futuros contactos com as celestiais instâncias.

Pode plantá-la nos jardins do palácio de Belém, que a malta gostava de a visitar na próxima manifestação a realizar aí em frente.

Ofereçam-na ao prof. Alzheimer

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Crente como é na Nossa Senhora de Fátima, ele dar-lhe-á o devido valor.

Mente, Coelho, mente

coelhoRepetir mentiras até convencer a opinião pública de que são verdades é uma técnica há muito enraizada nos perigosos inúteis que nos governam.

Com o objectivo de despedir muitos e tornar precários outros tantos, o governo tem explorado a ideia de que é necessário dispensar professores, porque há menos alunos. Aí está o Coelho a falar sobre a escola pública sobredimensionada, que há professores a mais para as crianças que temos.

É claro que a opinião pública anestesiada cai na esparrela e este é um tema recorrente, fácil de explorar num país com políticos que não informam e com cidadãos que não querem ser informados.

Um leitor menos crédulo, ainda assim, poderá perguntar: “Mas não é verdade que houve uma quebra da natalidade?” Claro que houve e a tendência será para continuar, graças, também, às políticas de empobrecimento em vigor. A questão é que não há nenhuma relação entre essa quebra e a necessidade de prescindir abruptamente de milhares de professores, por uma razão muito simples: a eventual diminuição do número de alunos, nos últimos dois anos, por exemplo, não justifica o despedimento maciço de professores no mesmo período. [Ler mais ...]

Perguntinha inocente

Os reformados vitalícios da política também vão sofrer a convergência das pensões públicas e privadas?

Cavaco Silva e o milagre de Fátima

O quarto milagre de Fátima acaba de ser revelado: é a sétima avaliação da Troika.

“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro: colocámos atrás das costas a sétima avaliação”, realçou Cavaco Silva à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Bial de 2012. “Penso que foi uma inspiração da nossa Senhora de Fátima”, acrescentou.

No Aventar já tínhamos percebido. A meio da tarde foi possível obter esta imagem (a selecção da publicidade que surge neste blogue é da exclusiva responsabilidade do WordPress):

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Está tudo dito. E lamento profundamente, tanto pela saúde mental de um adversário político, a quem não rogava tanto, como pelo país que o tem como Presidente da República.

Daniel, Sancho Pança de Monco Caído

SylvesterPoderíamos estar aqui a inventar a emergência de mutações ideológicas e travestismos opinativos na personalidade do comentador Daniel Oliveira, numa espécie de pirueta mental de 180º. Mas é muito pior que isso. Regra para muitos, não sei se para ele: quando mais mediático, mas nulo e susceptível de licitação. O que se passa neste momento com ele, isto é, com o que vai derramando no Arrastado e no Espesso, é a completa absorção retórica da retórica solipsista que todo o curral socratesiano vem repetindo desde há dois anos nos blogues que a ele-sócrates fidelizaram a cerviz dobrada e o monco caído. Sim, os valupis, os jumentos e os diabo a quatro.

Primeiro alvo, e gratuito, aliás: o Presidente. [Ler mais ...]

Temos Aqui um Problema

E grave! Mas isso agora não interessa nada ao Credo de Esquerda. Porém, o problema move-se:

A promessa do “Estado social”, de uma garantia de uma pensão em função dos descontos feitos ao longo da vida contributiva, é, logo à partida, fraudulenta. O sistema de pensões equivale a um esquema de pirâmide em que os da base pagam as pensões dos do topo, e em que as verbas que estes últimos recebem, longe de estarem garantidas pelo tal “contrato”, dependem do número de pessoas (e montante de dinheiro que conseguem gerar) a alimentar o sistema na base. A proposta do Governo, por muito que ofenda as sensibilidades dos que a criticam, é a consequência natural do “modelo” que querem proteger.

Reside aí o erro de ver o sistema de pensões público como moralmente superior aos privados. Os socialistas de todos os partidos costumam dizer que estes últimos comportam um risco maior, que implicam entregar as pensões à “economia de casino” da “especulação bolsista”. Mas o “contrato social” não oferece maior segurança. Permite até que um dos contratantes (o Estado) altere os seus termos unilateralmente, sem qualquer compensação. Quem acha que entregar as pensões “aos privados” equivale a ir com elas para Las Vegas, ficando à mercê da sorte, devia compreender que, no nosso “Estado Social”, elas ficam à mercê da demografia e da discricionariedade de quem tem a “força” para impor condições. Em vez de Las Vegas, temos Chicago nos anos 20.

Bruno Alves

A ignorância é muito atrevida

Vamos lá ser (sucintamente) sérios. As crianças da Inês Dória Nóbrega Teotónio Pereira Bourbon Ribeiro não são socialistas. São mal educadas.

As crianças da Deputada da XII Legislatura, eleita pelo Círculo Eleitoral de Lisboa, e colunista no Jornal i não leram, nem se esperava que lessem, Marx. Mas ela também não. Em boa verdade, a senhora leu pouco ou quase nada enquanto frequentou os dois anos da licenciatura em Ciência Politica.

As crianças crescem. O pensamento filosófico de Karl Marx explica-se. A estupidez é que nem desaparece nem tem explicação.

Aqui: http://www.ionline.pt/iOpiniao/os-meus-filhos-sao-socialistas

Conselheiro   Matrimonial

Para que serve Cavaco Silva?

A Desconsolação da Honra

Ambrose Bierce escreveu nas suas “Fábulas fantásticas” um conto chamado “Consolação”. Reza assim: “Depois daquele grande país ter dado provas da bravura dos seus soldados, graças a quinze derrotas (…) o respetivo primeiro-ministro decidiu pedir paz.

- Não vou ser duro convosco, declarou o vencedor. – Podereis conservar tudo quanto vos pertence, menos as colónias, a liberdade, o crédito e a dignidade.

- Ah! – exclamou o primeiro-ministro. – Sois, na verdade, magnânimo, pois nos deixais a honra”. Um destes dias, a nós nem essa consolação nos resta.

Paulo Ferreira

Vota, Camarada!