Sentimento de injustiça

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Sentimento de injustiça é vermos alguém ir a tribunal por roubar um pacote de polvo no supermercado, isto sem ser anedota, e assistirmos a uma mega fraude económica, com repercussão em todos nós, sem ninguém atrás das grades.

O Credit Suisse ajudou a vender milhares de milhões de dólares de títulos das sociedades veículo offshore, compostos maioritariamente por dívida do Grupo Espírito Santo, a clientes do Banco Espírito Santo, noticiou ontem o “The Wall Street Journal”. O jornal avança que o grupo bancário suíço terá ajudado a desenhar os títulos destas sociedades veículo, do GES, que foram posteriormente vendidas a clientes do BES.Citando documentos oficiais e fontes próximas do processo, o jornal diz que muitos dos clientes desconheciam que esses veículos tinham como activos a dívida das várias entidades que compunham o Grupo Espírito Santo e que, aparentemente, serviam de mecanismo de financiamento do império da família. A informação surgiu depois de, na apresentação dos resultados do segundo trimestre, o banco ter dado conta de quatro veículos de investimento que estavam fora das contas do banco e que tiveram de ser consolidados nas contas e obrigaram à constituição de provisões consideráveis. [i online]

Um retrato nem oficial nem abonatório de Maria Luís Albuquerque

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num resumo de Estrela Serrano. Útil para os que não têm dinheiro para comprar o Expresso e ler o perfil preparado e escrito pela jornalista Christiana Martins.

Farto de filhos de chernes que sabem nadar

Tacho Laranja

Quando estudava na universidade e ainda cultivava algumas utopias, sonhava vir um dia seria embaixador. Ou qualquer coisa numa embaixada. Um sonho como outro qualquer e, convenhamos, bem mais realista que ser astronauta, chef no Noma ou Jorge Mendes. Porém, sempre que abriam concursos para recém-licenciados estagiarem em embaixadas, uma curiosa coincidência estava presente na esmagadora maioria dos perfis dos felizes contemplados: o seu apelido coincidia com o apelido do embaixador, ou do cônsul ou de outro qualquer alto funcionário da embaixada. Como o meu pai era agente da BT e a minha mãe assistente técnica dos Serviços Administrativos no liceu cá da terra, rapidamente percebi que o meu apelido não era elegível para tão distinto – e bem remunerado – cargo.

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Tenho para mim que jogaram aos dados e calhou ao Salgado. O Rei morreu. Viva o Rei!

http://www.mixcloud.com/fernandosantos79274/ad%C3%A3o-e-eva-a-cesta-das-ma%C3%A7%C3%A3s-e-as-tr%C3%AAs-lagartas-21/

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Ouçam

Mais um milagre do Espírito Santo

A história de como o BdP liderado pelo formidável Carlos Costa, que tem feito uma excelente regulação e nos salvou do quase caos onde já estávamos, autorizou um empréstimo de 3,5 mil milhões de euros ao BES, com garantia do Estado (nãããão, o esquema do Novo Banco não tem risco para os contribuintes) apenas dois dias antes de o liquidar administrativamente, através de uma medida aprovada pelo Governo e promulgada pelo PR em tempo record. Alguém ouviu Carlos Costa falar deste empréstimo na Assembleia da República? Quem tinha dinheiro no BES (quem tem muuuuito dinheiro não conta) não ouviu, seguramente.

Dando um tremendo bigode a todos os jornalistas deste País, o advogado Miguel Reis de quem ontem falei mostrou que, quando se quer saber alguma coisa, se deve ir à procura dela em vez de ficar, no conforto dos gabinetes, à espera que a informação entre na caixa do correio.
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Castas portuguesas, a Família Durão Barroso

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Anda por aí um espanto porque Luís, filho do José Manuel, foi ganhar a vida no Banco de Portugal.

Luís José Durão Barroso, tio deste sobrinho e por coincidência irmão do José Manuel, é desde Janeiro de 1994 Vogal da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Suponho que remunerado.

Rendição

O Tribunal de Contas era uma instância da qual, embora timidamente, saíam pareceres e relatórios onde se vislumbrava alguma da decência que gostaríamos de ver noutras estruturas do Estado. Por ser assim, muita da sua produção era ignorada pela comunicação social e pelo governo. Hoje não foi assim. Excitada pelo relatório agora publicado – e, designadamente, no que diz respeito à Segurança Social – a imprensa não se fez rogada em agitar os monstros habituais e o governo esfrega as mãos de contente. Através de estatísticas com metodologias que já fariam rir um cientista social sério há anos, o TC vem, agora, apresentar a sua rendição à doutrina social dos canalhas e oferecer-se para receber as festinhas no lombo que estas coisas sempre proporcionam. Tristeza.

O PS dos negócios apoia quem?

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António José Seguro, o da engenharia eleitoral, afirmou que o “PS associado aos negócios e interesses é apoiante de António Costa“.  Pode ser que sim, mas nesse caso será um também.

Luís Vilar era um funcionário bancário quando Manuel Machado lhe descobriu competência para ser vereador do Município de Coimbra. Mas tinha outras, no ramo dos negócios:

Vereador do PS na Câmara de Coimbra entre 1997 e 2009, Luís Vilar ficou na história de dois dos maiores casos de corrupção julgados nas últimas décadas na cidade dos estudantes. Em ambos acabou condenado. Primeiro, em 2010, a três anos e meio de prisão (com pena suspensa) , por corrupção passiva para ato lícito, abuso de poder, angariação de fundos não identificados para campanha eleitoral e tráfico de influências, no processo Bragaparques, em que estava acusado de favorecer a empresa nos negócios da construção de um parque de estacionamento e um edifício de escritórios, na Baixa da cidade. Já este ano, recebeu nova condenação (quatro anos de prisão, com pena suspensa, por corrupção passiva), por ter servido de intermediário no negócio de venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra (que no mesmo dia fora comprado pela empresa Demagre por 14,8 milhões de euros e vendido por 20 milhões…)

Quando António José Seguro decidiu que Manuel Machado era o seu candidato nas eleições do ano passado, que ganhou por uma unha negra, valha-nos que Luís Vilar também fora condenado à pena acessória de proibição do exercício de funções como titular de cargo político, pelo que não constou da lista. O actual presidente da câmara,  promovido pelo PS a líder da ANMP, retribuiu sendo mandatário de António José Seguro. Quanto a Luís Vilar, entretanto dado a negócios falhados no ensino superior privado, não foi expulso do seu partido, e adivinhem quem apoia na actual palhaçada interna do PS.

E segue…

O Marinho largou a advocacia para ser parlamentar europeu; vai largar o cargo de parlamentar europeu para se candidatar a parlamentar na Assembleia da República; posteriormente, deixará este cargo para se candidatar à presidência da República.

Vamos lá Marinho, pá, ousa o golpe de asa final e candidata-te à coroa do Reino Portugal. Mal podemos esperar por um debate entre ti, o Duarte Nuno e o fadista Câmara.

Crime e sem castigo

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Esquecendo os considerandos, é consensual entre os portugueses que a família Espírito Santo merece castigo, tal como todos estamos de acordo sobre a impossibilidade de isso suceder, mais depressa passa o Camilo Lourenço pelo buraco de uma agulha do que um rico muito rico vai em Portugal dormir na cadeia.

Nas nossas leis e procedimentos judiciais houve sempre o cuidado na redacção de deixar uma vírgula, um parágrafo que remete para outro e outro, trabalho dos melhores escritórios de advogados que ali redigiram enquanto deputedos. É verdade que o Isaltino e o Lima já lá foram, mas não são ricos, novo-rico é outra coisa, começou por baixo, pode descer.

E depois somos um país de branduras e muito perdão, roubaram mas foi sem mão armada, aquilo até foi sem querer e pela salvação das empresas e empregos, etc. etc. Ora só vislumbro uma saída: a financeira, pois claro. É avisado que até à conclusão de um processo desta envergadura todos os bens sejam sequestrados, mas já é sabido que o Ricardo, por exemplo, nada tem em seu nome. Haja portanto a coragem de um juiz lhes decretar o rendimento mínimo, e apurada vigilância para que não possam despender nem mais um cêntimo, proibição de esmolas incluída, isto até que esteja concluído o julgamento, no próximo século. Nessa altura, uma vez expulsos da casta e brincando aos pobrezinhos em versão mendicidade, sempre quero ver se Fernando Ulrich (nunca mais chega a vez do BPI) insiste em que não bate nos que estão na mó de baixo. Duvido que se aguente.

OZ

-  “Finalmente, criadas salsichas de peixe que sabem a carne” (anúncio patrocinado pelo IPMA, dando conta de porfiadas investigações). Pronto. Agora já sabem o que o Crato entende por “investigação útil”.
– “Se reduzirmos as consultas para um máximo obrigatório de 15 minutos, deixa de haver falta de médicos de família” (declaração proferida, levantando o focinho das folhas de cálculo, pelos contabilistas do Tribunal de Contas). Pronto. Agora já sabem com resolver este grave problema e vislumbrar, seguindo este raciocínio até às últimas consequências, como se configura a solução final.
– “Ricardo Salgado não tem em seu nome um único bem; nem uma casa, nem um simples automóvel” (noticiam os jornais). Pronto. Agora, quando, para as bandas de Cascais, virem passar um homem de meia-idade, com um fatinho de 20 000 euros e acessórios personalizados, circulando de patins, já sabem: é o sr. Ricardo Salgado.

Retrato musicado de António Marinho e Pinto

Porque eu só estou bem
Aonde não estou

O bug da Segurança Social

Tem mais, mas este é tão kafkiano quanto informático.

Visto por outro lado…

Henrique Granadeiro aguentou-se até hoje sem se demitir da PT. É obra do Espírito Santo.

Banco bom

banco bom

Dimensões

justiça

É hoje

vivarte cabaret
Antes que os depositantes em fila portuguesa à porta do banco abram as notícias no mundo todo amanhã, em nome do pai, da mãe e do filho, vamos a isto, é hoje.

Breve reflexão sobre o BES

Enquanto não sabemos a solução encontrada pelo governo para resolver o problema criado no BES, permitam algumas reflexões. Passando à frente sobre eventuais actos ilícitos de gestão, que a seu tempo ou não, a Justiça se encarregará de tratar, pois essa é outra questão que não pretendo tratar neste post, vou concentrar-me apenas nas opções políticas.

A meu ver seria desejável que as instituições financeiras pudessem colapsar, mas é irrelevante o que penso nesta matéria, a U.E. considera existir perigo sistémico nestes casos, o que implica a tomada de decisões políticas por parte dos governos nacionais, que têm alguma margem de manobra. Ora se todos percebemos que o BES não irá cair, importa perceber como pode o assunto ser resolvido. [Read more...]

O Banana

banana cavaco

Ao japonês Keisuke Yamada, ou pixiv, deu-lhe para fazer esculturas com bananas. Isso, com uma colher dá-lhes forma.

Um especialista em bananas, portanto.

Esta ficou muito parecida.

imagem roubada ao Rui Margalho no Facebook

E você? Confia no seu governo?

Confiança

(Quem no seu perfeito juízo não confiaria em tão simpáticos governantes? Melhor só com o Relvas na fotografia!)

A ONU, organização supranacional que, como todos sabemos, é controlada por comunistas, professores, juízes do Tribunal Constitucional e sindicalistas em geral, apresentou na passada Sexta-feira um estudo que nos dá conta de que, num universo de 144 países analisados, Portugal ocupa o 10º posto entre aqueles que menos confiam no seu governo. Claro que estes números só podem ser resultado da governação de José Sócrates. É que com esta gente honesta, trabalhadora e cumpridora das metas a que até ao momento se propôs no leme do país, tudo mudou. Até nos tachos!

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Guiné Equatorial: o «consenso» em torno do país lusófono onde se fala espanhol

Fernando Guimarães

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Histórias para embalar ovelhas

(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)

Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.

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Propaganda e Circo

Passos e Salgado

Os académicos do regime, da blogosfera à comunicação social financiada pela direita militante ou outras clientelas, têm explorado à exaustão o suposto murro na mesa de Passos Coelho que recusou, apos suposto pedido de Ricardo Salgado, uma intervenção do estatal no banco que alguns dos seus correligionários tomaram posteriormente de assalto, quais Armandos Varas enviados por Sócrates para o BCP. A tal comunicação social que a propaganda refere como sendo de esquerda, apesar de controlada por homens da direita liberal, tem feito das tripas coração para beatificar São Pedro da Tecnoforma e a sua coragem sem paralelo de tirar o tapete ao banqueiro caído em desgraça. Apenas e só quando caiu em desgraça, algo que ilustra bem a coragem do indivíduo.

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O garante

O presidente Aníbal (o que confiava no BPN) veio garantir-nos que podemos confiar no Espírito Santo. Não sei a qual deles se refere. Mas se for àquele que me explicaram na catequese, fica-lhe mal, porque Portugal deve ser e portar-se como um estado laico. Se for ao do BES, fica-lhe mal, porque Portugal não deve ser nem deve portar-se como um estado lacaio.

Ricardo Salgado atrás das grades? Espírito Santo seja louvado!

Prisa

(faço votos para que passes a ver o sol neste enquadramento Ricardo. Mas se puder ser pior, fica já aqui a garantia que rezarei 2 tercinhos ao Espírito Santo, ok?)

O mais certo é estar cá fora dentro de algumas horas mas no momento em que escrevo estas palavras, o destacado terrorista financeiro Ricardo Salgado está detido para interrogatório o que, enquanto contribuinte que alimentou parte da actividade criminosa da família deste sujeito, só me pode encher de felicidade. Agora que o império se desmorona, o homem que o DCIAP garantia há um ano e meio não ser suspeito na investigação do caso Monte Branco/Akoya volta a encontrar-se com a justiça no âmbito do mesmo caso. Faço votos que passe lá o resto da vida e, se possível, que alguns dos seus familiares pertencentes à mesma célula terrorista lhe sigam as pisadas.

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Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?

A propósito da criação de uma rede entre os sítios inscritos na Lista da Unesco como Património Mundial, tivemos declarações de um dos Vices-Presidentes da CCDRN. Cito:
“O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) Álvaro Carvalho defendeu hoje em Coimbra incentivos fiscais para que se possa preservar o património classificado do Alto Douro Vinhateiro.
A CCDRN quer que sejam criados incentivos fiscais, como “IMI mais reduzido ou outras medidas compensatórias em termos de IRC e IRS”, de forma a preservar o património do Alto Douro Vinhateiro, zona classificada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).” In http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/comissao-coordenacao-norte-quer-incentivos-fiscais-douro-vinhateiro
Continua a ignorância. O Estatuto dos Benefícios Fiscais prevê que os proprietários de bens classificados como Monumento Nacional (é o caso dos inscritos na Lista da Unesco como Património Mundial) tenham isenção de IMI. Aliás o que está de acordo com a Lei de Bases do Património, a Lei 107/2001.
O que tem acontecido é que por força de uma alteração no Orçamento de Estado de 2007, o IMI está a ser cobrado indevidamente a muitos proprietários no Porto, em Guimarães, em Évora, Sintra, etc.,etc.
Essa alteração traduz-se numa diferente redacção da transposição do referido Estatuto dos Benefícios Fiscais para o OE. Ora então temos tido sucessivos Orçamentos de Estado com essa nova redacção. E então a Autoridade Tributária está a cobrar o IMI desde 2009, ou seja com efeitos retroactivos (só podem cobrar até cinco anos antes), pois são as ordens decorrentes do chamado memorando de entendimento (o da Troika). Há pessoas com ordenados penhorados por causa disto. Há inclusive um caso em que um proprietário de duas casas em dois Centros Históricos (em concelhos diferentes) classificados como Monumento Nacional, numa casa tem isenção de IMI, noutra não!
Por um lado temos a Lei de Bases do Património, por outro temos a Lei que define o Estatuto dos Benefícios Fiscais. E ainda as sucessivas Leis dos Orçamentos do Estado. Portanto, o que será necessário é alterar o tal artigo dos OEs, corrigindo-o de acordo com a legislação existente. Qual IMI mais reduzido qual carapuça!

O complexo anti-PS e a divisão da esquerda

dialogoRui Curado Silva concorda que «enfrentamos uma crise», apesar de a dimensão dessa «crise» ressaltar bastante pequena no seu texto, focado nas coisas domésticas do Bloco de Esquerda (que interessam pouco a generalidade dos votantes à esquerda, quer-me parecer) e na afirmação derrotista de uma alegada impossibilidade que dá força ao que supostamente pretende combater.

Pessoalmente, interessa-me pouco se foi mais ou menos bonita a maneira como alguns militantes do BE abandonaram esse barquinho – um pouco-mais-que-dóri que já foi quase um lugre, diga-se de passagem, capaz de transportar mais gentes, deputados, vontades, anseios. Os partidos têm sido assim: cheios de abandonos e traições de gente que diz estimar-se entre si. Assim é também com as famílias – Shakespeare, para citar o nome de um grande especialista, debruçou-se longamente sobre estas coisas humanas. [Read more...]

The bomb will bring us together

Rui Curado Silva

explosão nuclear no atol de Bikini

A forma como a Associação Fórum Manifesto saiu do Bloco não foi bonita, aquilo não se faz nem numa associação de jogo de berlinde. Tenho muita estima por diversas pessoas da associação por isso preferi sair da Manifesto do que levantar conflitos com questões processuais que são secundárias perante a crise que enfrentamos.

Na última convenção do Bloco apresentei um texto intitulado “A desunião não faz a força”, onde lamentava a falta da união necessária da esquerda em Portugal e na Europa para combater a finança e a austeridade. Nessa convenção integrei a moção B, uma moção de oposição à direção, onde militavam alguns dos aderentes que viriam a sair do Bloco. Desde então essa moção B transformou-se em Plataforma 2014 que tem apoiado o diálogo à esquerda com Livre, 3D, etc., tentando combater o estigma do sectarismo de dentro do BE. Temos conseguido crescer e influenciar uma parte da moção maioritária onde não são poucos que também defendem essa abertura. Tomámos parte na defesa de alguns dos camaradas que saíram do Bloco, sendo frequentemente criticados por esse facto. É por isso desconcertante para todos nós que dentro do Bloco temos tomado estas posições a operação da Manifesto. Mas pior ainda foi esta saída ter alimentado a ideia de que só restam sectários dentro do BE. Essa não é nada justa. Com todos os seus problemas, o Bloco é um partido onde todos se podem exprimir livremente (lembram-se da Ruptura-FER?), bem diferente do PCP ou do PS que expulsou esta semana uma centena de militantes honestos e mantém a filiação de militantes condenados por corrupção. [Read more...]

Catarina Marcelino, uma antro-deputada de elevado quilate

Catarina Marcelino é deputada do PS por Setúbal e licenciada em Antropologia. Antropologia é uma respeitável ciência, as licenciaturas são graus académicos (neste caso suponho que a.B) e a licenciada Catarina escreveu hoje esta notável peça gramatical no seu mural do Facebook:

catarina marcelino

Ora bem, um deputado que não sabe ler e escrever em português de lei não deixa de ser, eventualmente, um bom deputado. Grandes autarcas teve este país, por exemplo em Setúbal, com a sua 4ª classe. Mas gostava imenso de saber onde tirou a ilustre deputada a sua licenciatura em Antropologia. Erros todos damos, mas uma informação tão pertinente não pode ser bloquiada nem sujeita a sensura. Seria intulerável, numa altura do ano em que tanta gente anda a escolher a faculdade onde vai estudar para um dia chegar a licenciado (p.B.) em Antropologia sem este pré-aviso.

Imagem gamada no Facebook ao António Gregório.

BES providencial

A procissão do BES ainda vai no adro e já as intenções de voto no PSD+CDS sobem, enquanto Passos reafirma a «desnecessidade» do Governo em resgatar o Grupo Espírito Santo.