Educação – os problemas da Esquerda, que a direita não resolve

A mania de mexer no que está quieto leva a que as escolas funcionem apesar dos ministros. À torrente legislativa que é vomitada das estruturas do Ministério da Educação, respondem as escolas com a sapiência da experiência: ignoram ou fazem de conta que cumprem. Querem um exemplo? Há uns “meses” os professores de matemática começaram a aplicar um programa e Nuno Crato já pensa em alterar programas. Estão a ver a ideia?

Ora, este contexto não é grande bisca para reflexões muito profundas. Mas há duas coisas que temos de resolver, sob pena de matar a escola pública: [Read more…]

Fim dos subsídios ou a eternização do roubo

O germanófilo Peter Weiss, austríaco de nascimento, comissário europeu, admite que Bruxelas venha a transformar em definitivo o corte dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos, trabalhadores de algumas unidades do SEE, reformados da função pública e pensionistas do sector privado, exceptuando, no último caso, os beneficiários dos fundos de pensões da banca.

A medida do corte é de exclusiva iniciativa e responsabilidade do apóstata Passos Coelho, sob concepção e ‘design’ do sublime artista Gaspar; excessiva, lembre-se, em relação ao ‘memorando de entendimento’. Bastará rememorar elucidativos trechos desse memorando, subscrito pelas duas troikas, FMI-CE-BCE e PS-PSD-CDS; vejamos:

Da página 3:

Ponto 1.9:

  • Congelar salários do sector público em termos nominais em 2012 e 2013 e constrangimento das promoções.

Ponto 1.11:

  • Reduzir pensões acima dos 1.500,00 euros mensais em conformidade com as taxas progressivas aplicadas aos salários da função pública em Janeiro de 2011, com o objectivo de obter economias de pelo menos 445 milhões de euros.
  • Suspensão da aplicação de regras de indexação e congelamento das pensões, excepto para as pensões mais baixas, em 2012. [Read more…]

casos da vida portuguesa: o defunto josé braga

a cabra de coimbra

O charme indiscreto de José Braga

Dos Excessos Passistas em Decurso

Porque o meu País não é para levar a sério no plano da Justiça e da justa determinação e sanção dos actos que políticos sem escrúpulos praticaram a frio contra o seu povo, ainda me encontro a digerir o charlatanismo socratesiano e é como se ao largar esse filão abominável pactuasse com todas as formas de anestesia e adulteração da verdade que de um modo geral se pratica para melhor a absolver, absolvendo quem dela beneficiou directamente. Não se pense, porém, que não abro os olhos perante os excessos passistas em decurso. São excessos. São passistas. Mas tendo a olhar para eles como inevitabilidades desesperadas num País sem dinheiro e cujo endividamento instrumental pela política ilícita seguida no passado não poderia senão redundar nisto que atinge pequenos, que atinge fracos, que empobrece e desemprega milhares e desprotege impensavelmente outros tantos. É uma loucura imputar esta loucura somente à política que se faz e prossegue e não a imputar, sobretudo, à política baixa e desastrosa que se conduziu por meros critérios mesquinhos de conservação do Poder a todo o transe. Os tempos que vivemos são, por isso mesmo, tempos de guerra. É por pormenores absolutamente indiciadores, como uma licenciatura manhosa, que um povo não pode tolerar perfis daninhos nos que nos tutelam. Não é o caso de Passos, talvez capaz de mentir por Portugal lá, onde outros mentiram a Portugal para maior salvaguarda miserável do Poder e das miseráveis vantagens do Partido.

Às Portas do Sol

D. Afonso Henriques anda frustrado. Foram precisos 9 séculos para que o mesmo fosse multado pelos nossos Agentes de Autoridade, por violência doméstica. “Então, já não se pode dar um chapos à mãe, quando ela se porta mal, e anda a manigar com os Castelhanos?” A sua revolta ainda é mais reforçada, pelo facto desses Senhores já nem usarem as indumentárias a rigor. Acrescente-se, que nem tão pouco vêm a cavalo… e sem a cruz templária!  Mas afinal quem é que deu o berço e a esta gente, que se diz “lusa” e é dominada por uma coisa estranha que se chama “troika”. Pior, como “grão monarca” deste país, o pobre Afonso, ainda questionou aqueles belíssimos rapazes, se por ventura, a “troika” não seria um novo prato gastronómico, regado com bom vinho da região.  Os pobres moços, quem nem sabiam quem era o rapaz, vestido de personagem medieval, sentenciaram: “A ASAE NÃO AUTORIZA!”

Compreender Seguro

Seguro tem de suportar a tralha socratista e isso é dose cavalar. Tem de suportar os líderes-sombra, candidatos naturais à herança da liderança, como Costa. Tem a beata socratista Isabel Moreira cujo Padrinho  o Primadonna, quem haveria de ser?!  lhe deu o tacho parlamentar como prémio de larga língua de pau, e deu-lho a fim de ela parecer de Esquerda e, logo, cheia daquela misericórdia social vou-ali-e-já-venho, com a coerência de dinamitar por grosso o acordo com a Troyka que o mesmo Governo cessante socratesiano negociara. Seguro tem tido, pois, de engolir muitos sapos e até se compreende que, não tendo ele os milhões que outros têm para conspirar e comprar opiniões abonatórias até do diabo ou de um monte de merda, tenha de blindar-se e blindar a sua liderança acossada a partir da vingativa e mal-fodida Paris. De todos os sapos e de todas as tralhas com que o Suave Seguro arrosta, o menor de todos é Marcelo.

Alfredo Marceneiro, a minha freguesia

Ao contingente ministro Relvas; a todos a quem  o desfile de Sábado, em Lisboa, das freguesias de Portugal provocou perturbações neurológicas, gastrointestinais e demais patologias causadoras de insónia e de males anatómicos e fisiológicos relacionados com o sexo; aos que odeiam o fado lisboeta, por ser lisboeta; aos que se espumaram de raiva quando viram e ouviram tambores e adufes, bandas e cantares do Portugal popular e rural desfilando nas ruas alfacinhas; a todos esses, e ainda àqueles que teimam em não entender que só na capital é possível aglutinar o protesto de dezenas de milhares de habitantes de  freguesias do País inteiro, dedico, com fausto e júbilo, este fado do “Tio Alfredo”:

(Para esclarecimento geral, diga-se que o “Tio Alfredo” foi operário da CUF, com a profissão de marceneiro)

Oh! Passos vai aprender e leva o Álvaro!

Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol. As promessas de Passos e do incapaz Álvaro quanto à ligação ferroviária de Sines a França e Norte da Europa, afinal, não são, assim, tão exequíveis. A necedade dos ignorantes impõe-se à necessidade do falar informado e com seriedade.

F de Fundir?

O conjunto de mentes brilhantes que está no governo segue dois grandes princípios: leviandade e falta de respeito pelos cidadãos.

Por vezes, nota-se mais a leviandade, que leva Passos Coelho a anunciar uma linha férrea que tem o objectivo de ligar Portugal a França, mas não tem continuação em Espanha; noutras ocasiões, é mais visível a falta de respeito pelos cidadãos, que faz com que o governo vá baixar os subsídios por doença.

Mas é na obsessão pelas fusões que se vêem ambas as atitudes de mão dada. Na reforma administrativa e na Educação, contra a autonomia e o bom senso, o Governo irá fundir freguesias e escolas, segurando a troica acima da água e afogando o país, uma espécie de Camões ao contrário.

Estudos, opiniões, pareceres, análises ou sensibilidade são palavras inúteis. O país bem pode reclamar, implorar, apelar à razão. O Governo, impelido pela tara, sem nada debaixo da gabardina aberta, só sabe gritar: “O que eu quero é fundir!”

Essa estranha guerra das Malvinas

Uma guerra ainda mais estúpida que todas as outras. De um lado uma ditadura agonizante, do outro o traque final de um império que já não o é, conduzido pela sua pior líder de sempre. De um lado a razão dos que habitam a ilha, do outro a justiça histórica contra uma ocupação ilegítima, tudo somado igual a razão nenhuma.

Talvez por isso ficará para a História como a guerra que o império ganhou no campo de batalha e Maradona derrotou com a mão de deus e o golo do século. Nunca tive, e duvido que venha a ter, tanto prazer a assistir em directo a um jogo de futebol, mesmo que o melhor jogador de todos os tempos venha a perder esse título.

No final, empate técnico, embora infelizmente com mortes numa das batalhas, a carne para canhão do costume.

Literatura para crianças: A Árvore Generosa


Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil, sendo que prefiro dizer que os livros são para a infância ou para as crianças, mas…

Queria partilhar um dos melhores livros alguma vez escritos:

A Árvore Generosa de Shel Silverstein.

Que pode ser “lido” no youtube:

Notícias do dia: uma para o governo, outra para o PC


Uma boa nova para o Governo: no processo de extinção de freguesias, houve quem se lembrasse daquele velho princípio “para grandes males, grandes remédios”, colocando uma botija de gás junto ao multibanco de uma Junta de Freguesia em Palmela. Foi tudo pelos ares. Resultado? Freguesia extinta, sem papelada que preste para mais alguma coisa. Fica então resolvido um assunto e agora urge proceder à anexação a uma freguesia vizinha. Simples e eficaz. Talvez a moda pegue país fora.
Uma notícia dirigida ao camarada Bernardino Soares. Naquela absolutamente democrática Coreia do Norte, o Exército Popular passa a partir de agora a incorporar aqueles recrutas que meçam mais de 1,42m. Desta forma, as Viagens de Gulliver tornam-se realidade e espera-se a todo o momento a consagração de Jonathan Swift, como fonte de inspiração para o regime de Piong-Iang. Claro que os nefandos imperialistas já fazem passar a mediática atoarda falando de “raquitismo e fome” que gerações de norte-coreanos alegadamente passam. São tudo manobras divisionistas que apenas visam confrontar a ridente sociedade zuche com o esmagador despautério consumista da Coreia do Sul. Uns safados, estes plutocratas.
*Na imagem, um turista ocidental de visita à Coreia do Norte.

A unidade linguística galaico-portuguesa

A precisar talvez de uma ortografia unificada, da TV portuguesa na Galiza, e outras solidariedade com os irmãos galegos. Cartoon no La Opinión A Coruña, vamos sorrindo juntos de iguais desgraças.

O pecado original

  (adão cruz)

Quando nasceu trazia entranhados em si dois grandes pecados, o pecado original e o pecado de ter sido gerado em mãe solteira. [Read more…]

Fim de linha

Então acaba-se com o TGV e anuncia-se uma coisa que afinal… vai dar a NADA?

Ou entre a fronteira e Barcelona vão a pé, num franchise com Lourdes ou com Fátima?

Não há paciência que aguente!

Flashmob, hoje no Chiado

Por causa da lei marcial. Um teste, portanto. Espero que tenham pedido licença ao sr. governador civil.

Hoje dá na net: Stanley Kubrick – A Life in Pictures

Stanley Kubrick – A Life in Pictures – documentário sobre um dos maiores realizadores de sempre. Página IMDB.

Em inglês, legendado em espanhol.

1 de abril

Teremos sempre Paris

Onde estiver José Sócrates, leia-se Passos Coelho.

Extinção de freguesias

O que a fusão de freguesias pode causar aos Trabalhadores da Administração Local?

(Eu) Voto em branco

 

(Composição 2, 1922, de Piet Mondrian)

Como tem sido habitual aos domingos, Paulo Trigo Pereira (PTP), professor do ISEG/UTL, escreve no PÚBLICO. Hoje, o seu texto intitula-se «Que fazer desta democracia?». Não conseguindo dar a resposta à pergunta formulada, aponta soluções, sugere. Estou de acordo que “precisamos cada vez mais de melhores políticos” e que se verifica uma “decadência da democracia” que “resulta de um desfasamento crescente entre uma sociedade cada vez mais complexa e partidos políticos que não mudam as suas práticas, os seus processos , o seu pensamento, e a sua estratégia”. Eu acrescento: precisamos de políticos honestos, que é a forma mais fácil de nos entendermos.

O professor de gestão afirma que a melhoria da qualidade da democracia passa por “alterações estatuárias” e/ou do sistema eleitoral. E quanto a este, dá a conhecer dois tipos de voto. Refiro apenas um, já usado na Irlanda e em Malta: o chamado VUT ou voto único transferível “em que os cidadãos podem votar ordenando ao vários candidatos em cada círculo eleitoral”. [Read more…]

Tera – Agrupamentos no Grande Porto III

Já aqui revelámos a lista de TERA – agrupamentos do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos, de Gondomar. Chegou a vez de Valongo:

– Agrupamento de Escolas de Alfena: Escola Secundária Alfena, Escola Básica 2,3 Alfena;

– Agrupamento de Escolas de Campo e Agrupamento de Escolas de São João de Sobrado: Escola Secundária Valongo, Escola Básica 2,3 e Secundária de Campo, Escola Básica 2,3 Sobrado;

– Agrupamento de Escolas de D. António Ferreira Gomes: Escola Básica e Secundária Ermesinde, Escola Básica 2,3 D. Antº Ferreira Gomes;

– Agrupamento de Escolas de São Lourenço;

– Agrupamento de Escolas de Vallis Longus.

Dia das mentiras

O Aventar anda sempre à frente e às vezes há vídeos que aparecem um bocadinho antes do dia certo!

Hoje é o dia!

Nota: este post poderia ter sido escrito em Paris, mas seria uma mentira ao quadrado!

Acordo Ortográfico: Vasco Graça Moura em entrevista a “O Globo”

Não nutro simpatia por Vasco Graça Moura, porque sempre me provocou repulsa a defesa cega de homens ditos providenciais ou a vivência da política como mera paixão clubística, pecados, quanto a mim, cometidos pelo poeta e tradutor nos anos oitenta, como defensor feroz que foi do cavaquismo, um dos muitos períodos negativos da democracia portuguesa.

Nada disso me impediu de lhe reconhecer mérito como praticante e estudioso da língua e da literatura portuguesas. Nesta entrevista, Vasco Graça Moura tem o condão de sintetizar as principais críticas que merece o Acordo Ortográfico, usando, com propriedade, argumentos linguísticos e jurídicos. A ler, portanto, sem leviandade e sem preconceitos.

Hoje dá na net: Legends Live at Montreux 1997

Cinco lendas em palco: Eric Clapton (voz e guitarra), Marcus Miller (baixo), Steve Gadd (bateria), Joe Sample (teclados) e David Sanborn (saxofone). Até parece mentira que caibam todos no mesmo palco. Montreux, 1997.


Golpe de Estádio

Alguém teria de ganhar este jogo semidecisivo. Mas sobre aquele penalti arrancado a ferros haveria toda uma tese a desenvolver acerca do peso decisor do Poder no futebol português ao longo dos dois séculos, XX e XXI, sem excluir cor nenhuma. Vi o jogo com atenção. Todo o terror das arbitragens passa, na Luz, por ousar ser justas, usar o mesmo critério, implementar a lei de talião no plano disciplinar e no outro de que não me lembro agora. A puta da dualidade — uma criteriosa dualidade — já foi longe de mais, na Luz e no Dragão, no que ao Sporting de Braga diz respeito, nos anos mais recentes. Está na hora de deixarem este Braga ser campeão em ver de forjarem mais do mesmo. Sou portista, mas não me importo, desta vez. Só desta vez.