Casa Pia: a outra versão

O Sol volta hoje ao ataque. Fica aqui o contraditório: entrevista a uma testemunha ao jornalista Carlos Tomás. Duvido que passem no telejornal. Pode ver mais depoimentos aqui.

Passos e Portas, o governo dos trapaceiros

Ainda no Domingo último, vi na TVI Ângelo Correia, com o ar mais embevecido do mundo, a adular o Pedro. Assim, intima e carinhosamente. Depois lá se lembrava de que estava a falar em público e emendava para Dr. Pedro Passos Coelho ou Primeiro Ministro. Sempre a exaltar as virtudes do cidadão honesto, íntegro e sem máculas no comportamento político e cívico.

Abominei e pensei: “O País contínua entregue a vil gente, sem ética, ignóbil e  que se aglutina em grupos sem limites na vergonha…estão feitos uns com os outros”.

A despeito do meu companheiro Nabais já ter escrito sobre o tema, dada a gravidade do comportamento de trapaceiro de Passos, de que Portas não pode isentar-se, não posso deixar de juntar a minha voz contra a golpada do governo, desferida com ímpeto e sem piedade sobre os trabalhadores e reformados da função pública e pensionistas do sector privado: Subsídios só voltam a partir de 2015 e não será por inteiro. [Read more…]

Ressurreição

Na sequência de algumas crónicas sobre as minhas vivências na guerra colonial da Guiné, publicadas no Aventar e no Estrolábio, recebi um mail de um amigo que não vejo há quarenta e cinco anos. Por mero acaso, este amigo, o alferes Ruca, leu os meus textos e enviou-me esse mail dizendo: você é que é o médico da minha companhia, o Adão Cruz?! Vou mandar-lhe uma foto em que estamos os dois à porta de uma Dornier. Com efeito lá estávamos, a entrar ou a sair, não me lembro bem, da avioneta [Read more…]

Na morte de Agostinho da Silva (3-4-1994).

Passou discreto o aniversário sobre a morte de Agostinho da Silva (Porto, 13-2-1906 – Lisboa, 3-4-1994) talvez porque este filósofo, ensaísta e pedagogo pretendia mudar o mundo a partir de dentro, pelo espírito e não por fora, com retórica política ou cocktails molotov. Agostinho da Silva nasceu, viveu e morreu como os da sua espécie, desde o padre António Vieira, passando por Sebastião da Gama ou Sophia de Mello Breyner: discretamente arrumados para um canto, ofuscados por conveniências do politicamente oportuno e do pretenso discurso renovador dos Espertos, essa classe transversal à sociedade portuguesa. Ele, que não era do Heterodoxo, nem do Ortodoxo, mas do Paradoxo devia estar mais perto da Certeza. Nós, humildes aprendizes ou convictos ignorantes, achamos que não. Em todo o caso, neste tempo convulsivo convém reler algumas das suas obras e reflectir sobre as suas palavras, como as que se seguem, retiradas da biografia sobre Frederick William Sanderson (1857-1922):

A revolução obriga a um dispêndio de energias que não estão de modo algum em relação com os resultados obtidos; a ilusão de todos os revolucionários da história tem sido a de que, depois do movimento, se encontrariam num mundo perfeito, absolutamente de acordo com a construção teórica ou respondendo ao impulso de generosidade que os levou à acção; o estudo da história mostra, segundo Sanderson, o contrário: depois de todo o tumulto em que os melhores se perdem, depois de toda a confusão das derrocadas, verifica-se que foi mínimo o progresso e que os homens que atingem um nível de repouso não estão na realidade, muito longe do ponto de partida. [Read more…]

Deputados para quê?

Não é nada de novo e, ainda recentemente, o Jorge abordou, com a lucidez que se impõe, este assunto: os deputados servem para quê?

Sendo certo que só se pode ser deputado, tanto quanto sei, estando inscrito nas listas de um partido político e aceitando que não vivemos num conto de fadas, sempre considerei a “disciplina de voto” como uma perversão da função de um deputado, que, de acordo com o Estatuto, representa “todo o País”, entidade que não se confunde com chefes de bancada ou com presidentes de partido.

Isto seria, a meu ver, suficiente para que não fosse aceitável a simples verbalização de uma expressão como “disciplina de voto”. No máximo, a existir, que fosse uma prática clandestina e que a referência ou a simples desconfiança da existência daquilo que é, afinal, a institucionalização da chantagem desse direito a averiguações e a eventuais processos disciplinares. [Read more…]

Hoje dá na net: Rui Veloso – concerto acústico

Rui Veloso, ao vivo. Acústico. A banda sonora do almoço de hoje dos aventadores, onde quer que estejam.

Arménio Carlos adere (?) a posições da Causa Real

Isto, a propósito da questão dos limites ao défice a colocar na Constituição.
Colocar qualquer tipo de limites na Constituição, é por si só, um abuso de poder e um despautério de arrogância que roça o insuportável, pois até pode ser apontado o facto de existirem países onde nem sequer existe um texto constitucional e que para azar da gente da toga, são democracias muito mais refinadas que este simulacro vigente. Ora, os constituintes de 1976 assim o fizeram sem pejo e ainda hoje esses limites de implícita aura pretensamente divina, são o produto de aturada defesa por parte de Jorge Miranda e anexos. São os chamados Limites Materiais que pelos vistos, a Intersindical indirectamente acaba de reconhecer serem monstruosos. São-no de facto e a sua pura e simples eliminação é uma das exigências da Causa Real. Decerto todos percebem porquê, embora haja um ou outro estarola da mesa do Estado que pretenda o contrário, recorrendo aos habituais rodriguinhos jurídicos. Aliás, a existência do Artigo 288, é um convite à ruptura, ao recurso à força. Como em 1910, 1926 e 1974, por exemplo. Para ficarmos por aqui.

Nem mentir sabem ou só sabem mentir

 A austeridade imposta pelo governo é necessária, como já foi amplamente demonstrado e como o futuro demonstrará. Vivemos todos acima das nossas possibilidades. Os sacrifícios estão distribuídos de maneira equilibrada pelos cidadãos portugueses. Estas e outras mentiras foram afirmadas por membros do actual governo, depois das promessas de Passos Coelho em campanha eleitoral.

Tinha ficado estabelecido que os cortes dos subsídios de férias e de Natal teriam lugar em 2012 e em 2013. O Ministro das Finanças, hoje, confirmou isso. Passos Coelho, posteriormente, declarou que a reposição desses mesmos subsídios só terá lugar em 2015 e disse-o como se nunca tivesse ficado estabelecido que o corte terminaria em 2013.

Na televisão, dois comentadores, face a esta situação, começaram por se preocupar com a descoordenação do governo e soltaram alguns lamentos compreensivos. [Read more…]

Respirar de alívio

 O Tribunal Constitucional (TC) chumbou nesta quarta-feira o diploma que cria o crime de enriquecimento ilícito e que tinha sido aprovado na Assembleia da República com o voto de todos os partidos, à excepção do PS.

in Público

Mais Dívida e mais Tempo? Não, Obrigado

Por José Castro Caldas no “http://auditoriacidada.info

Omissão Parlamentar de Inquérito

Uma Omissão Parlamentar de Inquérito é uma Comissão Parlamentar de Inquérito à qual foi omitido o “C”. Atendendo aos resultados que estas têm tido e ao que se espera desta, pode-se afirmar que as duas expressões são equivalentes.

Professores do quadro vão ser despedidos!

O título deste post é falso. Mas do modo que as coisas estão a desenvolver-se será uma questão de tempo até que o tempo verbal mude do futuro (vão) para o pretérito (foram)!

O MEC continua a navegar à vista, mexendo apenas por mexer, ou antes, a mexer apenas para poupar.

A reorganização curricular que está em cima da mesa vai implicar um MEGA- despedimento nunca antes visto em Portugal e deixamos aqui um outro número brutal: quando, ainda no tempo de José Sócrates, se constituíram 84 MEGA – agrupamentos de escolas, saíram das escolas e apenas por causa disso, 5 mil docentes. Este número é oficial do Ministério da Educação. [Read more…]

Orgulho

Silêncio que está a começar o BENFICA!

Judite Afronta a Indecência e a Insanidade

Não há meio de Portugal respirar renovado, bem longe do mofo que, por exemplo, Noronha do Nascimento representa. A venalidade dos altos magistrados insulta-nos todos os dias, especialmente quando exalam vapores de indecência e de insanidade no chiqueiro malcheiroso com que o socialismo-socratesiano conspurcou o País e, dada a condescendência passista, ainda conspurca. Não resta ninguém, dentre as principais figuras do Estado, que prime pela verdadeira e inexorável independência e nos preste contas a nós, cidadãos sem o poder do dinheiro para as médias e grandes cunhas e os médios e grandes tachos, mas com todo o poder e dever de exigir absoluta seriedade. Noronha do Nascimento, com a sua inconfundível vozinha de quem acabou de respirar hélio, há muito deveria desinfectar as instalações que ainda ocupa. Recordo, com nojo, a entrevista que deu à RTP, em Fevereiro de 2010, conduzida pela espontânea e magnificamente bem informada Judite de Sousa, bem atenta ao que se escrevia e escreve, denunciava e denuncia nos blogues, especialmente no Portadaloja e no Do Portugal Profundo[Read more…]

Não se pode dizer que não tenha razão

Günther Grass diz que Israel é “perigo para a paz mundial”

Poema em alemão

20 anos sem Salgueiro Maia

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Profissão: economista

Pedro Nuno Santos decidiu ser notícia pelo que fui ver quem ele é.

Da sua biografia na página da Assembleia da República consta que é um jovem com 34 anos, quase 35, desempenha três cargos políticos

  • Deputado na XII Legislatura,
  • Vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira e
  • Presidente da Federação de Aveiro do Partido Socialista).   [Read more…]

Portugal Ingrato

     

A 8 de abril de 1976 (há justamente 36 anos), o filósofo português Eduardo Lourenço (a partir de Vence, França) responde à carta que Jorge de Sena (em Santa Barbara, EUA) lhe enviou: ” podia subscrever quase tudo o que nela dizes, pois conheço um similar drama de desfasamento em relação às coisas pátrias , embora atenuado pela menor distância e a possibilidade de poder ir lá mais facilmente «reciclar-me» em barafunda e apreensão”. Ora o que Jorge de Sena- crítico, poeta; exilado no Brasil para fugir à PIDE; e depois nos EUA para escapar à ditadura militar naquele país instalada – havia desabafado, resume-se a isto: “pátria ingrata (…) Há muito que conversar, e , ainda que não houvesse, a gente fica a olhar um para o outro, verificando como o tempo e Portugal nos devoram.” [Read more…]

O fim dos subsídios e o fim do caminho

Neste ‘post’, já havia denunciado e provado que o corte dos subsídios se tratou de uma medida voluntarista e anti-social não estabelecida no ‘memorando de entendimento’ da troika. Foi uma agressão social, da lavra de Vítor Gaspar que Passos Coelho autenticou, sem pestanejar.

Hoje, na AR o zeloso e pastoso Gaspar, tal como Moedas ontem, garantiu que o corte dos subsídios é temporário e sustentou:

… a notícia foi “artificialmente fabricada”

Fiquei perplexo com a afirmação. Quem viu e ouviu, na TV, o comissário Peter Weiss declarar que a medida do corte de subsídios poderá transformar-se em permanente, nem poderia reagir de outro modo à falácia de Gaspar.

Por outro lado, a adensar dúvidas sobre as garantias do governo, do seio do PSD são difundidas outras opiniões em sentido algo diverso. Com efeito, o agora todo poderoso Jorge Moreira da Silva vem declarar a necessidade de haver prudência na reposição dos subsídios, sublinhando:

…o objetivo do partido é a “reintrodução de forma gradual” dos subsídios de férias e de Natal “logo que situação financeira” o permitir. [Read more…]

Leonor Beleza recebe doutoramento Honoris Causa

Os hemofílicos portugueses agradecem…

Claro que o corte dos Subsídios é temporário

Querem apostar que em ano de eleições (2015) regressam em força?

Só lhes falta o vinagre

A ministra da agricultura e etceteras anunciou que

  1. os preços dos alimentos poderão aumentar por causa da seca e que
  2. haverá uma linha de crédito de 50 milhões para ajudar a vida dos porcos (nomeadamente, pelo apoio à pecuária, que privará os suínos da fome e da sede).

Em consequência, antevê-se que

  1. os hipermercados tenham uma desculpa para aumentar o preço dos bens alimentares, já que um representante dos agricultores afirmou que a tendência dos preços na produção é de baixa e que
  2. a banca agradeça mais esta oportunidade de negócio, desde que os agricultores já tenham conseguido pagar as últimas linhas de crédito criadas para tapar problemas anteriores.

A política portuguesa está, portanto, no momento linha de crédito, saído do baú das soluções recorrentes que nada resolvem. Já tivemos o momento aumento de impostos (repetição Sócrates 2005+etc.), o momento obras públicas é que nos salvam (repetição Sócrates Parque Escolar+Aeroporto Beja+autoestradas+etc.) e, claro, o momento nomeações não poderia faltar. Falta o arrogante azedume e o delírio do excedente orçamental para que ambos os governos se confundam. Ah!, sim, faltam as causas fracturantes. Ai, as causas fracturantes que entretiveram uma legislatura. O tempo dirá se também aí virão os momentos paixão educativadeslumbramento tecnológico e  ópramim tão verde tenham lá paciência com a factura da EDP.

Quem rouba aos pobres…

…pode dar aos pobres, mas é ladrão na mesma. Os 70 milhões do CDS explicados pelo José Vítor Malheiros.

Sócrates

Desde Paris, comanda TUDO! É só ele querer e até começa a chover. Ou não!

Todos os motivos

O estado está mesmo sem rumo! Vale tudo para despedir um trabalhador. Então agora só porque se festeja um GOLO do GLORIOSO vai para a rua! Não há condições.

Eis a prova do crime: [Read more…]

Hoje dá na net: Richard Dawkins – Inimigos Da Razão

Richard Dawkins – Inimigos Da Razão, documentário do Channel 4. O professor Richard Dawkins confronta a epidemia de pensamento irracional e supersticioso com lógica, observação e evidência – por outras palavras, através da razão.

Legendado em português. Link para o segundo episódio e instruções para activar as legendas, depois do corte.

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À atenção da sr.ª Canavilhas, do sr. Zorrinho e da SPA

Redução da Pirataria em França não Aumenta Vendas

Vagamente, o Estádio Nacional

Nunca viajei no ramal do Estádio Nacional.
Vagamente tenho memória do que não conheci.

Os subsídios serão retomados, diz Moedas

Governo garante que o corte dos subsídios não pode ser permanente. Permanente ou temporário, esse corte nunca deveria ter sido aplicado pelo Governo. E a probabilidade de suceder o que Weiss disse é maior do que a garantia de Moedas. A CE é quem mais ordena.

Ribeiro e Castro parte louça no Caldas


Não andarão a precisar de fosfoglutina lá pelo do Largo do Caldas? O Sr. Diogo Feio está irritado, dizendo que Ribeiro e Castro vota ao lado do sinapismo Louçã e de Jerónimo de Sousa. Em suma, faz de conta não perceber o porquê da posição do colega de bancada. A verdade é que toda a questão anda em torno da escabrosa eliminação do feriado do 1º de Dezembro e isto, com o formal apoio de um Partido maioritariamente composto por monárquicos. Bem pode a direcção Paulo Portas tentar passar entre os pingos da chuva, mas esta é a verdade. Se duvidam, auscultem as bases do Partido e verão. O Público também diz que que uma fonte próxima de Paulo Portas garante que …”Ribeiro e Castro ficará a falar sozinho”. Não estão a ver bem o problema, pois no Parlamento existem muitos outros deputados de outros Partidos que ainda não obedecem a esta nova roupagem de “centralismo democrático” do PC(DS). Ribeiro e Castro não vacilará e sugere um veto de Belém. Duvidamos muito do interesse que ACS poderá manifestar quanto a este assunto, mas um veto pode acontecer, ou melhor, deveria forçosamente acontecer. O deputado também poderia ir mais longe – e provocar ainda mais banzé -, propondo trocar a abolição do feriado do 1º de Dezembro – uma data de facto histórica -, pelo vaudeville oitocentista do 10 de Junho, uma invencionisse consagrada por uns tantos berreiros em 1880 e habilmente aproveitada pela República de Salazar.

Uma vez mais, vamos direitos ao assunto: esta eliminação de feriados nada mais é, senão um esfarrapado recurso que obrigará a mais uns quatro dias de trabalho grátis. Como se a esmagadora maioria da “iniciativa privada” que medra à conta do Estado, merecesse a mínima consideração. Ora toma!