Foto: Maria António Gonçalves (8 de Dezembro de 2024)
Hoje, 9 de Dezembro de 2024, dia dos 170 anos da morte de Garrett
Hoje, véspera dos 170 anos da morte de Garrett

Hoje, véspera dos 170 anos da morte de Garrett, haverá um protesto, entre as 15h00 e as 19h00, junto da casa onde nasceu o glorioso escritor, devido à aparente vontade de se transformar aquele monumento num hotel. O protesto é dinamizado pela companhia portuense Teatro Plástico — e na manifestação será lançada uma petição para que se classifique e e salvaguarde o edifício.
A propósito, deixo-vos uma nótula apensa a artigo que escrevi há uns anos.
A segunda nota diz respeito à nossa terra natal, minha e de Garrett. No Porto, Garrett é homenageado na estátua que se encontra em frente à Câmara Municipal do Porto (CMP), na Praça de Almeida Garrett (para quem não souber, a da Estação de S. Bento e cuja placa evoca o Glorioso Escritor) e, mais recentemente (há 20 anos), nos jardins do Palácio Cristal, passámos a ter a Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Esta é a fachada. Depois, temos a casa onde ele nasceu, a qual, em vez de ter sido atempadamente recuperada, embelezada, valorizada, foi sendo esquecida, desprezada, deixada ao abandono, durante decénios, tendo ardido em finais de Abril de 2019, precisamente na semana em que a CMP fez uma proposta de compra, para aí instalar um pólo do Museu do Liberalismo. Ardeu tudo da casa, menos, ironicamente, a fachada. Ainda por cima, como podemos ler no Público de há três dias, «Desde Abril de 2019, nada foi feito para recuperar esta peça que faz parte do património histórico da cidade e do país». A fachada continua.
Ide, protestai.
Margarida Penedo, ditadores, autocratas e Paulo Núncio
Foi esta noite a votação, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma iniciativa popular para a convocação de um referendo local com o qual se pretende consultar os lisboetas sobre a situação da Habitação no concelho.
A proposta, aprovada com os votos dos partidos de esquerda, do PAN e dos deputados não inscritos, segue para o Constitucional.
Goste-se ou não da ideia, isto é a democracia a funcionar.
Mas nem todos parecem concordar.
A deputada municipal Margarida Penedo, do CDS-PP, usou da palavra para informar o auditório que votaria contra e para emitir o seu parecer, afirmando que os referendos são um instrumento tipicamente usado por ditadores e autocratas, como Hitler, Estaline, Fidel e De Gaulle.
É caso para perguntar onde estava a senhora deputada em Fevereiro, quando o vice-presidente do seu partido, Paulo Núncio, defendeu a convocação de um referendo para reverter a lei do aborto.
“Obviamente demita-se”
É de uma ironia tremenda que Boaventura Sousa Santos se tenha demitido do CES queixando-se de “pressão mediática” em torno do caso de acusações de assédio sexual e moral e de extractivismo intelectual em que é visado. É de uma ironia digna de uma tragédia grega, quando tem demonstrado fazer muito bom uso da arma da pressão mediática no processo em defesa da sua honra contra 4 mulheres, tentando que sejam condenadas à pressa, pedindo inclusivamente ao tribunal para as silenciar, para que este processo esteja concluído antes de se iniciar o processo em que será eventualmente acusado de assédio moral e sexual.
Mas não há ironia maior nesta defesa esfarrapada e Calimerista quando ainda nos recordamos muito bem do artigo de 31 de janeiro de 2022 em que Boaventura usou de toda a pressão mediática de que podia usar para, na condição de “guru da esquerda”, dar ordens ao Bloco de Esquerda e à Catarina Martins para que esta se demita após os resultados eleitorais das legislativas. Pior, fê-lo de uma forma deselegante adaptando uma expressão do General Humberto Delgado sobre Salazar, colocando-se ele na posição do General e Catarina Martins na posição de Salazar. Não admira, em geral os gurus são incapazes de ter empatia sobre aqueles que consideram ser os seus seguidores incondicionais. Colocar a Catarina numa tribuna de grande peso mediático na posição de Salazar, não lhe ocorreu que pudesse ser ofensivo e humilhante. É da natureza dos gurus.
Detesto citar provérbios populares. “Quem com ferros mata, com ferros morre”.

Lamento, mas o 25 de Novembro não foi uma revolução de direita

Existe um lado cómico, na data que hoje se assinala, corporizado por um sem-número de almas equivocadas, que acredita piamente ter sido a direita a planear e a executar o 25 de Novembro.
Como se Ramalho Eanes, Melo Antunes, Vasco Lourenço e a maioria das personalidades do Grupo dos Nove não fossem de esquerda.
Como se a força política determinante para o sucesso do 25 de Novembro não tivesse sido o PS de Mário Soares.
Ainda assim, existe quem, à direita, queira transformar o 25 de Novembro no seu 25 de Abril. [Read more…]
Nova Ordem Mundial

Donald Trump, licenciado em conluios, mestre em fraudes fiscais e doutorado em nepotismo, decidiu entregar o recém-criado Departamento de Eficiência Governamental a Elon Musk e Vivek Ramaswamy.
Nota artística: não só se diz que o departamento foi ideia do próprio Musk, como o seu acrónimo – DOGE – é literalmente uma homenagem à Dogecoin, a criptomoeda favorita do principal oligarca e financiador da segunda vinda do trumpismo, versão “on steroids”. Ou então é só uma coincidência muito engraçada.
Adiante.
Nem me vou indignar com o inegável conflito de interesses de ter dois potenciais beneficiários das borlas fiscais de Trump a gerir um departamento cujo principal objectivo é cortar nas gorduras de um Estado que nem SNS tem. Mas que não se inibe de gastar muitos milhares de milhões em armas, para manter aquele que, ano após ano, é o exército com maior orçamento do mundo. E não é expectável que Trump aceite cortes no sector militar. Para não falar nos muitos contratos das empresas de Musk com o estado federal, na Defesa e na NASA, que dificilmente sairão beliscados. [Read more…]
O cravo das mãos do povo
A maior parte do território que é a minha alma está ocupada por um imenso oceano de cinismo, em que os políticos são todos demasiado parecidos, a humanidade é essencialmente desagradável e o futuro é tão provavelmente mau que a felicidade é constituída por pequenas ilhas onde habitam hojes prazenteiros que convém aproveitar, porque os amanhãs até poderão cantar, mas há sempre o risco de desafinarem.
Esse cinismo afasta-me frequentemente do orgulho ou do sentimentalismo, mas há excepções. Lembrar-me da alegria do 25 de Abril e ouvir a “Grândola” deixam-me sempre arrepiado e perto da lágrima feliz.
Por estes dias, morreu Celeste Caeiro, lembrada pelo João Mendes. E eu, avesso a trompas épicas, impedido pela minha personalidade de ser bairrista, de ser saudosista ou de acreditar desmesuradamente em qualquer ideologia, sorrio, enternecido, quando me lembro que o símbolo de uma das revoluções mais bonitas da História saiu das mãos de uma mulher do povo, do mesmo povo que o monstro do salazarismo pisou durante quase 50 anos.
É por isso que, todos os anos, faço um pequeno intervalo no meu cinismo e pego num cravo. Muito obrigado, Celeste Caeiro.
Celeste dos Cravos, Sempre!

No dia em que se assinalam os 50 anos da aprovação do decreto-lei que deu a todas as mulheres portuguesas o direito de votar em liberdade, perdemos uma das mais icónicas personagens do 25 de Abril. Celeste Caeiro, a mulher que, sem saber, se eternizou a distribuir cravos pelas espingardas dos militares revoltosos no dia da revolução, partiu hoje, aos 91 anos.
Espero que Lisboa saia à rua para lhe dar a despedida que merece. Ela não hesitou, apesar das debilidades, em descer a Avenida nos 50 anos do 25 de Abril.
Descansa em paz, Celeste dos Cravos.
Vender em nome da falácia conveniente

Há dias, na Bertrand de Braga, reparei que o livro de Jorge Nuno Pinto da Costa liderava a tabela de “não ficção” daquela livreira.
Hoje, noutra cidade do Minho, na FNAC, lá estava o livro em destaque, comandando, pasme-se de novo, a “não ficção” nacional.
A sério?!
Sendo, como é, o maior tratado de ficção, fantasia e devaneio (como antónimo de realidade – facto, realidade) publicado em Portugal, nos últimos meses, como podem dois padrões de vendas de livros persistir na falácia de considerar o livro como “não ficção”?!
Acho de muito mau gosto tentarem influenciar desta forma falaciosa o público. Tentarem, não, porque, a ser verdade o volume de vendas que coloca o livro na liderança a nível nacional, foi mesmo influenciar, tout court. Nem precisaram de tentar!
Desilusão! Decepção! Desengano!
(Estou à vontade porque desde sempre não me deixei convencer pelo carisma de JNPC. O cortejo de traições que cultivou – a traição-mor foi ao clube – e os enganos que semeou na massa associativa, para o bem e para o mal, já nos idos de 80 do século e milénio passados eu escrevia o que se segue em imagem do Jornal do clube, a cujo corpo redactorial pertenci).

Drain the swamp and fill it with brand new shit.

Donald Trump, mestre em conluios, fraudes fiscais e nepotismo, decidiu entregar o Departamento de Eficiência Governamental a Elon Musk e Vivek Ramaswamy, dois empresários com interesses na área, seja enquanto fornecedores do governo, seja enquanto beneficiários das borlas fiscais que vão resultar do desinvestimento no sector público.
Há quem garanta que é com tarifas, conflitos de interesses e tachos para esta nova oligarquia que o capitalismo será mais forte. Mas eu ainda sou do tempo em que o capitalismo era feito de mercados livres, livre concorrência e – alegado – mérito. No fundo, o capitalismo é aquilo que quem manda nos EUA quiser que ele seja. O que só reforça ainda mais a farsa em que se transformou.
Drain the swamp and fill it with brand new shit.
América Desigual

A preparação
Kool Thing let me play it with your radio
Move me, turn me on, baby-o
— Gordon/Moore/Ranaldo/Shelley… aos muitos que se deslocaram ao Capitólio de t-shirt dos Sonic Youth vestida, quiçá na expectativa de reencontrar um pouco do rock dissonante e da vertigem punk experimental dos autores de Kool thing
— Mário Lopes
***
Encontro-me entre os muitos que foram ver a Kim Gordon, não ao lisboeta Capitólio, mas ao bruxelense Bozar. Levei roupa discreta, mas fui com um gorro dos Knicks enfiado na cabeça — uma espécie de “t-shirt dos Sonic Youth”, extremamente adaptada e razoavelmente aplicada. Comme il faut. Dias antes, contudo, levara, também ao Bozar, a minha t-shirt Sonic Life, para ver o Thurston Moore. Das duas vezes sabia ao que ia e não saí desiludido. Por causa do hábito. E da preparação. Também podia falar-vos do Shelley e do Ranaldo. Fica para outra oportunidade.
Por falar em Knicks, viva o Benfica! Viva!
***
Trump e circo
Enquanto se fala de Trump e do futuro negro, e das futuras pragas e desgraças l, por cá continua a morrer gente por falta de resposta do INEM.
São 11 mortes, desde 31.10.2024.
E tudo porque perante um pré-aviso de greve, ninguém cuidou de garantir serviços mínimos.
Está a morrer gente por falta de assistência urgente, e nem INEM, nem Ministra, ninguém resolve a situação.
Não há dúvida: os socialistas dominam esta merda toda.
40 anos disto (8424)
Obrigado, The Cult, pelo nono. Aguardemos pelo décimo.

Foto: FMV (RAH, 04/11/2024)
Donald Trump: masturbação e sexo oral em defesa da herança judaico-cristã
Na imagem temos Donald Trump, num comício no swing state do Wisconsin, a simular masturbação e sexo oral com um microfone, para gáudio dos militantes da sua seita.
E não, não é IA. Aconteceu mesmo. Na volta achou que estava numa festa do Puff Daddy. Ou na ilha do Epstein. Lembrem-se disto da próxima que alguém vos tentar convencer que este javardo é o representante na Terra da herança judaico-cristã ocidental. O último bastião da moral e dos bons costumes. Um conservador à moda antiga.
Não é.
É só um manipulador de fanáticos, racistas e extremistas, um boneco de Putin que instrumentaliza a religião com o objectivo de destruir o que resta da democracia.
Como combater uma ditadura
PS já Chega?
O presidente da câmara de Loures, Ricardo Leão, defendeu «despejo “o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que têm ocorrido na Área Metropolitana de Lisboa.»
Estes ataques de justiceirismo são típicos de vários tipos de ébrios. Pode acontecer numa conversa entre amigos que beberam um bocado de mais e dão por eles a explicar como é que se resolviam sumariamente os problemas dos incêndios, com propostas que incluem atar os pirómanos a uma árvore durante o incêndio que atearam. Também temos os partidários do Chega, ébrios de grunhice, parecendo que têm como alvo os bêbedos com solução alcoolizada para tudo.
O presidente da câmara de Loures é do PS, mas parece ter ficado intoxicado com algo que o levou a ter um ataque de chganismo. No fundo, para esta gente, os tribunais, as leis e a decência são coisas que atrapalham. É o marialvismo do “havia de ser comigo” ou do “isto era preciso era um Salazar”.
Carlos Guimarães Pinto censurado pela Iniciativa Liberal?
é o que parece afirmar esta peça do I.
Deixem as crianças em paz

O ano é 2024 e ainda existem dezenas de crianças a casar por imposição dos pais.
Algumas com apenas 10 anos.
Não tenho qualquer preconceito racial com a comunidade cigana, responsável pela esmagadora maioria destes casos, mas o Estado de Direito está acima de TODAS as convicções religiosas e tradições, e a lei estipula que a idade mínima para casar é de 16 anos.
Este abuso infantil tem que acabar. É uma obscenidade e não pode contar com o nosso silêncio.
Diário de Notícias ao serviço da extrema-esquerda

A capa do DN diz-nos que Lisboa esteve dividida entre “Justiça para Odair” e “Polícias sem Medo”.
Na verdade, o que ontem se passou nas ruas de Lisboa foi uma manifestação com milhares de pessoas contra a violência policial e de homenagem a Odair Moniz, e um pequeno ajuntamento de deputados, assessores, avençados e outros boys do partido CH, cujo objectivo era servir os interesses do partido CH e promover o seu líder, André Ventura. Os polícias foram apenas um meio para atingir um fim.
Lisboa dividida?
Isso é paleio de OCS ao serviço da extrema-esquerda.
Ao cuidado de todos os elementos das Forças de Segurança de Portugal

Caros senhores e senhoras agentes da autoridade,
Eu sei que vocês sabem que André Ventura está apenas a tentar usar-vos.
Ele e a sua entourage estão tão preocupados com os vossos direitos como com o normal funcionamento da democracia.
Para a extrema-direita, vocês são apenas um meio para atingir um fim.
Carne para canhão.
Nada mais. [Read more…]
Petição Pública: Ação de cidadãos – Queixa-crime contra André Ventura e Pedro Pinto



“Os cidadãos abaixo-assinados vêm apresentar:
Adriana Cardoso, André Escoval, António Garcia Pereira, Anabela Mota Ribeiro, Ana Gomes, Ana Félix Ribeiro, Ana Pereira Rodrigues, Alina Pinto Seixas, Ana Coelho dos Santos, Anizabela Amaral, Ana Sacau Fontenla, Ana Profeta Alves, Ana Montes Palma, Ana Milhais e Sousa, Ana Boeyen Suspiro, Ainhoa Vidal Beunza, Ariana Furtado Neves Júnior, Artur Augusto Sá da Costa, Álvaro Garcia de Vasconcelos, Alexandre Sérgio Mano, Beatriz Campos de Nóbrega, Bernardo Marques Vidal, Bruno Victoria de faria Braz, Blessing Lumueno, Bruno Ferreira, Brito Guterres, Catarina Marcelino, Catarina Silva, Carmen Granja, Carla Castelo, Capicua, Cláudia Semedo, Carla Martínez Beunza, Carla Veríssimo Sanches, Carlão, Catarina Soares Barbosa, Cláudia Varejão, Cristina do Nascimento Milagre, Cristina Eugênia Bighetti, Célia Costa, Cristina Maria Sá Pinto, Cristina Roldão, Cláudia Semedo, Cláudia Orvalho da Silva Castelo, Claudia Correia Macedo, Claudia Correia Mendes, Cláudia Nogueira Vantacich, Célia Gonçalves Pires, César Mendonça Figueiredo, Cléo Diára, Daniel Oliveira, Eva Rap Diva, Francisca Van Dunem, Francisco Geraldes, Faranaz Keshavjee, Filipe Espinha, Filipe Santos Costa, Gisela Casimiro, Gonçalo Ribeiro Telles, Hélio Morais, Helena Coelho, Hugo Van der Ding, Inês Melo Sampaio, Inês Afonso Costa, Joana Gomes Cardoso, João Maria Jonet, João Costa, João Miranda, João Oliveira, João Moreira da Silva, José Eduardo Agualusa, Joacine Katar Moreira, Júlia Machado Garraio, Juliana Pacheco Oliveira, Luísa Semedo, Luís Monteiro, Leonor Rosas, Maria Castello Branco, Mamadou Ba, Maria Escaja, Maria Fátima Cunha Almeida, Mafalda Anjos, Mariana isabel Gomes Luís, Maria Emilia Prado, Maria Teresa Santos Ferreira de Castro Laranjeiro, Miguel Prata Roque, Miguel Sousa Tavares, Miguel Baumgartner, Myriam Taylor, Nuno Markl, Paula Cardoso, Paulo Furtado, Pilar del Rio, Pedro Marques Lopes, Pedro Alpuim, Pedro Tavares, Pedro Vieira, Pedro Coelho dos Santos, Pedro Rei, Pedro Ramos, Priscila Valadão, Prof. Fernando Gomes da Silva, Porfírio Silva, Rita Ferro Rodrigues, Rita Costa, Ricardo Sá Fernandes, Rosa Monteiro, Romualda Fernandes, Rui Martinho Soares Barbosa, Renato Janine Ribeiro, Sara Amâncio, Selma Uamusse Gomes, Sérgio Godinho, Siyabulela Mandela, Sheila Khan, Telma Tavares, Teresa Pizarro Beleza, Teresa Carvalho Amorim, Tiago Mota Saraiva, Maria Manuela da Costa Granja, Mariana isabel Gomes Luís, Manuel Joaquim da Silva Pinto, Vasco Mendonça, Vanda Alves Monteiro, Vânia Tavares Andrade, Welket Bungué, Vhils, Vitorino, Vicente Valentim, Wandson Lisboa, Xavier Viana de Oliveira Rafael.
PARTICIPAÇÃO CRIMINAL
Pelos crimes de:
INSTIGAÇÃO À PRÁTICA DE CRIME
(p.p. artigo 297.º do Código Penal)
APOLOGIA DA PRÁTICA DE CRIME
(p.p. artigo 298.º do Código Penal)
INCITAMENTO À DESOBEDIÊNCIA COLETIVA
(p.p. artigo 330.º do Código Penal) [Read more…]
Tremedeiras
Este texto pode parecer extemporâneo, considerando que ontem lográmos uma clean sheet incomum; mas só em dois períodos vi o F.C. Porto a defender tão mal como tem feito esta época:
- com Co Adriaanse, assumido kamikaze que – obstinado no seu estilo neerlandês e confiando na amplitude de um jovem Pepe – actuava com um mero defesa central, numa linha de três em que do lado direito actuava Bosingwa; posteriormente, a coisa compôs-se um bocadinho quando ele, ao intervalo de um jogo na Madeira, se apercebeu de que tamanhas buracadas choravam por um trinco e passou a jogar com o Assunção que, tendo ajudado a estabilizar, não prevenia os desacertos de uma equipa desequilibrada;
-
com Peseiro, numa época má demais para descrever e em que Chidozie, o pior central que vi jogar no clube, jogava com regularidade.
Vítor Bruno – com o qual, faço já a ressalva, simpatizo bastante, pessoa e treinador – começou a época com uma autêntica defesa de merda:
- João Mário é rápido, muito inteligente na combinação com os colegas, cruza bem, mas defensivamente é pior que juvenil, é inexistente. Seria de esperar que já tivesse aprendido alguma coisa com tantos jogos já efectuados na posição, mas não é o caso;
- Otávio tem características físicas interessantíssimas, mas não sabe o que é futebol de onze, nunca ninguém lhe ensinou, e quando se junta à falta de bases uma arrogância a roçar a comédia, o resultado é o esperado: os erros amadores consecutivos que inevitavelmente cometeu;
- Zé Pedro é curtíssimo para o nível mais elevado, que é para o qual temos de estar preparados, apesar de conseguir ser competentezinho nas suas limitações. No fundo, Otávio é pior do que o que é porque se julga melhor do que o que é; Zé Pedro é melhor do que o que é porque sabe o que é;
- Os defesas esquerdos do plantel (Zaidu e Wendell) eram tão fracos que Galeno – o nosso melhor jogador nesses primeiros jogos – actuava na posição.
Ora, actualmente os nomes não desculpam: [Read more…]
Documentos do veículo e a carta de condução
“Quem não deve não teme”.
Uma das frases mais ditas durante a semana, por gente que partilha no Facebook “Operação Stop na rotunda”.
Pedro Pinto mostrou-nos o CH como ele é

O líder parlamentar do CH, Pedro Pinto, mostrou por estes dias ao país porque é que o seu partido é muito mais que radical: é extremista.
Extremista, violento e perigoso.
Quando alguém com as responsabilidades de Pedro Pinto vai à televisão dizer que “Se calhar, se [os polícias] disparassem mais a matar, o país estava mais na ordem.”, está a dizer-nos outras coisas, para lá da clara apologia da violência que deve ser sujeita à avaliação urgente dos tribunais.
Está a dizer-nos que:
- Os polícias podem aplicar sentenças de morte.
- O Estado de Direito e a Democracia são irrelevantes para o CH.
- Tem um entendimento de “ordem” exactamente igual ao de Putin ou Xi.








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