Sócrates devia ser chamado à Justiça!

Mentiu mil vezes aos portugueses e às instituições financeiras internacionais, mil vezes negou o que era uma evidência, arrastou as obras públicas até que os mercados financeiros internacionais lhe negaram o dinheiro necessário! Dinheiro que a semana passada chegou a custar 9% para o nosso país, tal é o crédito, a confiança e a credibilidade de que gozamos!

Colocou o país na pior situação de sempre, a saída é a do costume, mais impostos e cortar nas despesa social, o que está em jogo são 2 Mil Milhões de euros qualquer coisa como dois meses em doze de despesa!

A partir de Maio vamos começar a trabalhar para nós e para a família, até agora estivemos a trabalhar para os gestores mais caros do Mundo, para os políticos mais incompetentes, para a Justiça mais ordinária, para as empresas mais “sugadoras”…

O que é preciso para chamar à responsabilidade um homem público? Sabemos das obras entregues sem concurso aos amigos, os Contentores de Alcântara cujo contrato é um assalto à mão armada, a adjudicação de autoestradas à socapa, o TGV de Caia ao Poceirão que não serve para nada, os negócios BCP, BPP,BNP, PT/TVI nunca explicados, a OPA anulada da Sonae à PT, sucatas…

O que estará escondido e que virá à luz do dia quando, enfim, se for sentar num qualquer lugar de Administração numa destas empresas monopolistas, com o seu diploma de engenheiro tirado ao Domingo?

Austeridade…

As debilidades estruturais da economia portuguesa foram agravadas de forma incontornável (independentemente dos argumentos demagógicos de uma oposição que insiste em reduzir o problema a um único culpado, a saber, o Governo), primeiro pela crise financeira internacional que deflagrou no Verão de 2009 e depois por uma das suas mais abrangentes sequelas políticas, ou seja, pela actual crise do Euro. Por isso, o reforço do PEC e o anúncio das medidas de austeridade que ontem foram divulgadas e explicadas ao país, não surpreendeu ninguém, sendo aliás, de registar que a maior parte dos cidadãos estava já preparada para receber piores notícias designadamente porque, tal como já acontecera relativamente ao contributo que a comunicação social portuguesa deu para a dimensão assumida pela especulação dos mercados que, abusivamente e perigosamente, acentuou a comparação nacional com a grega, desta vez, também, não faltaram vozes a criar o pânico, salientando hipóteses que, felizmente!, não chegaram a concretizar-se – pelo menos nos moldes em que chegaram a ser apresentadas: cortes brutais nos subsídios de desemprego, retenção dos subsídios de férias e de Natal, etc., etc., etc.. [Read more…]

Morreu Saldanha Sanches

Com 66 anos faleceu o conhecido fiscalista e político, activista dos anos 70, homem empenhado, preso várias vezes pela PIDE. Deixa viúva a aconhecida magistrada Maria José Morgado.

O Aventar e eu próprio, embora tendo sido adversário político, deixamos aqui a mainisfestação do nosso pesar .

Sobe, sobe, IVA sobe !

E sobe mesmo, começou nos 1%, passou a 1.5% passou nos 2% e quedou-se nos 1% !

Como temos a garantia, mil vezes repetida, que os impostos não vão subir, só pode ser que o nosso primeiro tenha descoberto que aumentar o IVA não tem qualquer influência nos bolsos dos contribuintes por os preços não terem aumentado no último ano. É uma espécie de arredondamento para o “preço normal”.

Depois o IVA apanha todos por tabela, é o mais simples e o mais fácil de implementar, um dia depois já há dinheiro, sem mudanças na máquina e sem trabalho. Claro que isto vai ter uma grande influência negativa nas empresas (pagam sem primeiro receber a começar pelo Estado caloteiro, que recebe o IVA de operações que ainda não pagou) isto a acrescentar às enormes dificuldades de tesouraria e do aperto do crédito bancário.

As medidas tomada no PEC (Programa de Empobrecimento em Curso) não têm outro objectivo que não seja arrecadar mais dinheiro e tirar dinheiro dos bolsos de quem ganha menos e vive pior, não tem medidas de relançamento da economia. A isto chama-se empobrecer por vários anos, vamos todos viver pior! Há dez anos que é este o “fado socialista”, não crescemos, tornamo-nos num país mais injusto, mais desigual e mais pobre!

Desde Guterres que é assim! A última vez que convergimos com a UE foi com Cavaco Silva. A partir daí só divergimos, e estas medidas vão contribuir para  emperrar ainda mais a criação de riqueza.

Pois é, a “esperançosa” palavra “socialismo” devia doer na boca destes crápulas mentirosos e indecentemente liberais!

A vantagem de não ter dinheiro

Costuma dizer-se que quem não tem dinheiro não tem vícios, e é bem verdade. Da mesma forma, políticos insensatos, sem dinheiro não o gastam mal gasto. Não deixa de ser uma vantagem!

Depois da humilhação de vir cá ao país o Presidente do BCE dar uns açoites a quem nos governa, as certezas do animal feroz que, contra todas as evidências, queria gastar mais e mais dinheiro em obras faraónicas de duvidosa utilidade, congelaram.

Entretanto, numa daquelas sondagens que dizem o que é preciso, por isso o melhor mesmo é não dar grande crédito, o PSD passou o PS nas intenções de voto. Não sei se passou, mas terem-se movido já é um péssimo sinal para Sócrates.

O aumento de impostos vem a caminho como era fatal, pese embora o primeiro ministro ainda a semana passada garantir que não constava no PEC o aumento dos impostos e, que por isso, “senhora deputada, vê no nosso programa o aumento de impostos?” Não via mas uma semana depois passou a ver.

O 13º mês deve ir à vida e o 14º tambem embora escondam o jogo até poderem. Quem não aguenta com a taxação são as mais-valias em bolsa, essas é que não, o dinheiro foge (para as off shores?) talvez metade de 20% enquanto o povo que trabalha e as empresas que criam emprego levam com mais do dobro.

Tudo socialista, tudo a bem da nação, gritam agora os responsáveis da miséria em que estamos, vamos dar as mãos, qual violino a assobiar baixinho…

E a malta vai na música…

Café Central – Reunião de Gerentes

Anunciei a 29 de Abril passado no ‘Aventar’ a reabertura do Café Central, e as consequências previsíveis.

Na edição ‘on-line’, o Público dá conta do entendimento entre dois “gerentes do café” no sentido do agravamento de impostos em relação a quem é remunerado (IRS) e a quem consome (IVA). Neste último caso, independentemente dos baixíssimos rendimentos auferidos, sobretudo por muitos dos idosos reformados; passam a pagar 6% de taxa de IVA na compra de bens essenciais ou de medicamentos – sempre é 20% de aumento de IVA no respectivo escalão. É só fazer contas.

Do lado dos privilegiados, e porque o descaramento já começara a tornar-se insustentável, os gerentes parecem ter concordado em reduzir as remunerações dos políticos, aplicar uma taxa adicional de 2,5% sobre lucros de grandes empresas e da banca, e finalmente fazer vigorar a tão propalada tributação de 20% sobre as mais-valias mobiliárias.

Tudo isto é o anunciado pela imprensa de hoje, salvaguardando-se, porém, a necessidade de ratificação no final da reunião do Conselho de Ministros.

Trata-se, como é óbvio, de medidas financeiras, para reduzir o deficit para 7% em 2010. E as novas baixas exigidas em 2011 e 2012, até se atingir 3% em 2013? Serão feitas sempre através do mesmo tipo de engenharias financeiras do OGE, ignorando a estratégia do crescimento económico? É natural que sim. Há para aí 34 anos que o “Central” serve este café bem amargo. 

Governo – A táctica da jibóia

Desperto para o problema após açoites continuados dos principais parceiros europeus, Sócrates, bem ao seu estilo, ensaia a táctica da jibóia. Vai apertar tanto Passos Coelho que o esmaga e o deglute em três tempos.

A primeira manifestação teve-a logo na primeira reunião com o líder do PSD quando  no mesmo dia os seus ministros enviavam para a sociedade sinais contraditórios. Os megainvestimentos seriam reanalisados mas no dia seguinte assinava uma qualquer autoestrada no centro do país com o seu amigo Jorge Coelho e dois dias depois o TGV de Poceirão.

Se Passos Coelho deixa passar a imagem de que os custos da situação não são contrabalançados por medidas estruturais, acaba num “abraço de morte” de que não sairá incólume. Se Sócrates pode fazer a mesma política de braço dado com o PSD que razões há para mudar? Se pode partilhar com Passos Coelho os custos de uma política desastrada, autista, que levou o país esta lamentável situação, não hesitará um segundo.

O líder do PSD deve contribuir para uma solução, mas afastando-se, ao mesmo tempo, desta política que o PS desenvolve há dez anos e que teve como resultado um país mais pobre e mais injusto.

Sinfonia da Morte – O livro sobre o regicídio!

Sinfonia da Morte, livro escrito pelo ex-aventador Carlos Loures é objecto de uma belíssima apreciação crítica de Sílvio Castro,  indutora de leituras várias e enriquecedoras do livro. Profundo conhecedor do escritor,  o crítico, liga os labirintos, mas sem nunca nos oferecer a saída.

Duas históricas que correm a par, entrelaçando-se, em planos distintos no mesmo tempo mas em espaços diferentes. Tendo como motivo central o regicídio de D. Carlos e do príncipe herdeiro, disseca os vários grupos em confronto naqueles tempos em que campeava o “revolucionário” capaz de matar com as mais sinistras figuras do submundo.

O Aventar já apresentou o livro publicando vários excertos .

A não perder!

PS: Sílvio Castro é um escritor e cadémico Brasileiro professor na Universidade de Pádua.

Visita do Papa – Vamos a Contas…

Pobres e pouco alegres, quando é necessário e mais a mais estamos perante a visita de um alto dignitário do Vaticano, lá desenrascamos uns milhões para a festança e a pitança, mostrando ao mundo sermos gente generosa e acolhedora. Cuidámos sempre de nos apresentar como afável e simpático povo. É um complexo ‘luso-colectivo’ de exportação, porque, internamente, não somos bem a mesma coisa, como diz o anúncio.

Segundo o  PUBLICO, em notícia que se propagou por jornais estrangeiros, LE MONDE por exemplo, o custo directo diário da visita do Papa está estimado em 37 milhões de euros, atingindo um total de 800 milhões para o período total da visita – números revelados por um estudo do Prof. Luís Bento da Universidade Autónoma de Lisboa.

Trata-se de um belíssimo investimento na fé, asseveram uns. Outros, como eu, não acreditam em milagres e esperam o anúncio das medidas draconianas a depauperar, ainda mais, os bolsos já vazios ou quase de muitos milhões de portugueses. Sexta-feira próxima, ou no limite segunda-feira, cá estaremos para ouvir Sócrates ou um seu ministro dizer: “vamos a contas’. Até lá, oremos.

O medo voltou!

Carmona Rodrigues foi afastado ou afastou-se no prosseguimento de uma acusação grave.Teria favorecido a empresa Bragarques em 10 milhões de euros na permuta de uns terrenos. O Ministério Público acusou, o Tribunal ao fim de três/quatro minutos de julgamento (na 1ª sessão), considerou inocentes todos os réus. O resultado só poderia ser a absolvição e, por isso, o julgamento seria um “procedimento inútil e como tal proíbido pela lei.” E agora?

Os autarcas do Norte do país face à imposição das SCUT (pagamento de portagens) não conseguiram contratar uma empresa da especialidade para fazer um estudo. Todas têm medo de perder o seu principal cliente. O Estado socialista! É a isto que chegou Portugal! Voltou o medo!

E, claro, daqui a pouco temos o futebol, terça- feira o Papa e, mais logo, uma sessão de fados numa qualquer viela. Recorda-vos algum tempo?

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Campeões do Mundo!

Guarda redes: Eduardo, Beto, Daniel Fernandes

Defesas: Miguel, Duda, Castro, R. Costa, R. Carvalho, Rolando, Bruno Alves, P.Ferreira, Pepe, Coentrão

Médios. Pedro Mendes, Raul, Deco, Nani, Simão, Veloso, Tiago

Avançados: Ronaldo, Liedson, Hugo Almeida

Assim, ou com metade de cada vez, em 3x3x3 ou em 4x4x2 ou em 3x5x2, o resultado será o mesmo! A glória!

O encontro do PR com ex-ministros das finanças

Dez personalidades – rectifico, altas personalidades – genialmente esclarecidas e preclaras foram hoje manifestar ao Prof. Cavaco Silva, PR, “profunda preocupação” sobre a situação do País, mas também deixar uma mensagem de apoio às medidas de austeridade para recuperar a economia, segundo notícia do Público.   

O porta-voz do grupo foi o Prof. Jacinto Nunes, cujos saberes técnico-científicos me merecem apreço. Estou a vê-lo na figura do ancião utilizado. Mas, como neste tipo de jogo de grupos, a heterogeneidade é fenómeno fatal, lá estavam mais nove ex-ministros de tonalidades fixas ou transmutáveis. Pina Moura era um destes últimos. Um comunista ex-delfim de Cunhal, que se tem transfigurado à medida das ambições pessoais, não podia desperdiçar a oportunidade de, uma vez mais, se colar aos centros de poder.

O Prof. Jacinto Nunes foi parco nas palavras, embora se adivinhe que “as medidas para recuperar a economia” correspondam a uma terapêutica, cuja divulgação se impunha perante todos os portugueses. Mas as ilustres figuras entenderam não informar minimamente o povo, imaginando, talvez, ser possível esconder o foco principal a alvejar: trabalhadores, desempregados e pequenos e médios empresários. Nas zonas da escapatória, refugiar-se-ão os deputados, de todas as bancadas, os políticos, os sacadores de avultados bónus de gestores em empresas participadas ou geridas pelo Estado e os bancos com um IRC reduzido.

Com efeito, com este género de gente, comungando de elevados rendimentos e de vestes políticas apropriadas à moda do momento; com este género de gente, dizia, tenho dificuldade em deixar o partido onde há alguns anos me filiei, o dos votos nulos.

Contentores de Alcântara : Um caso de polícia!

Interposta acção pelo Ministério Público no Tribunal Admnistrativo de Lisboa, sobre o contrato  celebrado pela Admnistração do porto de Lisboa e a Liscount, empresa do Grupo Motta-Engil. É uma cedência aos interesses da Liscount, é um contrato inédito de parceria público/privado, viola o Código de Contratação Pública e o Código de Procedimento Admnistrativo e fere a própria Constituição.

O suposto adiamento mais não é que um novo contrato de concessão de serviço público, celebrado com a única intenção de contornar a necessária abertura de um novo concurso público. Citando várias vezes um relatório do Tribunal de Contas sobre a matéria, muito crítico também ele, relata que é um contrato acentuadamente desequilibrado sob o ponto de vista financeiro e do sistema de partilha de risco.

Está longe de se considerar que o tráfego do terminal se esgote em 2009/2010, existindo por isso, um manifesto erro nos pressupostos, que conduziram a este contrato. A APL, cedeu aos interesses da concessionária e às exigências dos bancos em detrimento dos interesses públicos, assumindo garantias e obrigações manifestamente desproporcionadas.

Um caso de polícia!

De Miguel Sousa Tavares no ‘Expresso’

Do artigo ‘Céu Nublado’, na edição do jornal ‘Expresso’ de Sábado, de Miguel Sousa Tavares, transcrevo o seguinte trecho:

Na década do agora inimigo das grandes obras públicas, Cavaco Silva, construímos sem parar: auto-estradas, hospitais, escolas e tudo o mais.’O país está dotado de infra-estruturas!’, proclamou-se triunfantemente. E, de facto, o país precisava. O problema é que, enquanto se dotava de infra-estruturas para servir a economia, o país vendia a economia, a troco de subsídios para abate e set-aside; vendemos assim a agricultura, as pescas, as minas, a marinha mercante, os portos, as indústrias que podiam vir a ser competitivas. Ficámos com os têxteis e o fado.    

De facto, assim se iniciou a caminhada na direcção do abismo, continuada por Guterres, Barroso – dois fugitivos – Santana Lopes e José Sócrates.

Todos eles, mesmo Sócrates, se regressassem ao passado, provavelmente diriam “se pudesse voltar atrás, sabendo o que sei hoje…”. Sucede, contudo, não se tratar de problemas de ordem pessoal. Foram lesados interesses nacionais soberanos e, mediante a perda de capacidade produtiva, o País está em sérias dificuldades para gerar riqueza, postos de trabalho e meios financeiros capazes de honrar os compromissos de endividamento externo.

Mas nada disto é relevante. Viva o Benfica campeão (se fosse o Braga ou o Porto, saudaria de idêntico modo), vem aí o Papa e siga a Marinha que, com os dois submarinos alemães, nos ajudará a submergir, mais fundo, em lodosos mares.

Desde a visita "lava cerebros" pontifícia até aos glbt oficiais que discriminam sempre outros e mais no Vidas Alternativas

Neste dias a República Portuguesa está a passar, para uns, pelos seus dias mais felizes, mas para outros, pelos seus dias mais tristes em termos de laicidade do Estado.
Tudo isto por causa da visita do Papa Bento XVI a Portugal, um pontífice com pouco carisma, acossado pelos escândalos da pedofilia e que precisa de uma portentosa máquina publicitária, como não tiveram nenhum dos seus antecessores, só comparável à de um Estado com vocação estalinista, que pretende lavar o cérebro dos seus cidadãos, crentes ou não.
São certamente muitíssimo discutíveis os rios de dinheiro. Só em Ourém são 500 mil euros, que se gastam com esta visita numa altura em que se pedem sacrifícios aos mais pobres e até a quem sofre o desemprego.
Creio que a própria Igreja devia ter a grave noção disto, mas o tempo vai fazer as pessoas tomar consciência do facto.
Entretanto, em Lisboa e no Porto, 600 voluntários vão distribuir nos dias 11 e 14 de Maio 25 mil preservativos pela população, aproveitando os ajuntamentos por causa da visita do pontífice, numa operação iniciada no Facebook com milhares de aderentes, denominada “Preservativos ao Papa”.
Dia 17 de Maio é o Dia Internacional contra a Homofobia. Em Portugal, a Comissão pela Igualdade de Género vai celebrá-lo em sede própria. O deputado agora socialista Miguel Vale de Almeida, a Associação Ilga Portugal, a rede Ex aequo e a Associação de Pais ”Amplos”, todos se concertaram para excluir a Opus Gay das comemorações, o que é habitual e significativo da independência de que goza esta associação.
No Algarve, em Lagoa, nos dias 14 e 15 de Maio, vai desenrolar-se um interessante e inovatório festival hetero e gay friendly, Allove Festival, que a Opus tem patrocionado desde o inicio e onde vai estar presente.
Na escola Básica do 2º e 3º ciclos, de Fitares, Rio de Mouro, a homofobia campeia impune.
Foi a escola onde o professor de música Luís do Carmo se suicidou recentemente, atirando-se da ponte 25 de Abril por causa disso. Agora, é a vez de um professor da área das “Expressões” se queixar por não aguentar as provocações e bullying dos alunos nas aulas perante a indiferença total do Conselho Directivo. Meteu baixa e está psicologicamente afectado.

O Vidas Alternativas 215 começa com uma entrevista com Luís Mateus, militante laicista a propósito da visita do Papa. Depois passamos ao psicólogo clinico Pedro Frazão que nos fala do suicídio e das suas causas e razões.
Segue-se Margarida Faria da Associação “Amplos”, uma nova e interessante ONG que apoia pais quem tem filhos lgbt. Fazia falta entre nós.
Terminamos com Sandro Matos, jovem engenheiro químico e conhecido filatelista, que nos fala do seu hobby e da importância do selo na história de Portugal.
Estas semana temos nova newsletter.

A voz de um professor injustiçado

“O Aventar será, sem dúvida, um importante instrumento para, se necessário, congregar os colegas injustiçados.
Apelo, por isso, a todos para o combate que se avizinha e que tem como forte adversário um sindicato que defende o establishment e jamais estará do lado dos mais fracos. Recorde-se, a propósito,  o completo abandono a que estes senhores votaram os professores estagiários a quem a Mª Lurdes Rodrigues retirou, unilateral e unisitadamente, em 2005, o estágio remunerado, legítimamente expectavel, não só pela practica de muitos anos como ainda, e sobretudo, por, aquando do ingresso, em 2004, na licenciatura de profissionalização (Ramo Educacional) a dita remuneração em estágio ser dada como uma condição adquirida.”

antonio martins em 8 de Maio de 2010 – 10:11

“Correctíssimo.
Os sindicatos, como sempre, estão a voltar as costas aos professores contratados, que são o elo mais fraco da cadeia. Quem está em causa neste momento são eles, que foram praticamente perseguidos nas escolas por uns e por outros: os conselhos directivos a pressionar para serem avaliados ou não (conforme a cor política dos mesmos) e os próprios colegas (os instalados do costume) a considerarem-nos como traidores da classe, conforme já vi neste blog em expressões do tipo – espetar facas nas costas – e outras canalhices. Mais uma vez reitero que o ME deve, ainda neste concurso, encontrar um solução para não ficar descredebilizado na opinião pública e na própria classe, sob pena de a política cair na barra dos tribunais e a EDUCAÇÃO se tornar um sector ingovernável.”

“Vou concretizar. Na escola onde fui colocado no ano lectivo de 2008/2009, a primeira coisa que me foi entregue em mão, no dia da apresentação, pelo então director foi a pasta dos objectivos individuais.
Seguiu-se o processo normal estabelecido por lei (aulas assistidas, cumprimento das planificações, assiduidade, interacção com a comunidade envolvente, etc.) e, no finasl do ano lectivo, fui classificado com as notas de 8,00 e Muito Bom. Agora os sindicatos e um tribunal de Beja, que não me conhecem e não fazem ideia do meu esforço e dedicação à função, consideram isso lixo. Haja Estado para pôr isto na Ordem.” [Read more…]

Obras Públicas : veio cá um senhor da UE!

Fatal como o destino, o que tem que ser tem muita força, o bom senso prevalece, dinheiro só no “totta”, o Presidente do BCE esteve cá ontem a deixar uns recados ao “animal feroz” e tudo lhe cai pelas pernas abaixo.

Não há megaprojectos, quem não tem dinheiro não tem vícios, felizmente que não haver dinheiro tem esta grande vantagem, não se estraga, não se gasta mal gasto. Para não perder a face adjudicou hoje um troço que, sem a ponte e os demais troços já congelados não serve para nada, vai ter que ficar à espera para estar operacional, mas enfim o pobre do “estadista” tambem não precisa de ser humilhado.

Um pesadelo a chegar ao fim ! Que dirão disto os “defensores do interesse nacional” que tão desinteressadamente se bateram pelas grandes obras públicas?

E se a Alemanha sair do Euro ?

E voltar para o seu Marco alemão, forte, consistente e não ter que andar a segurar países que não fazem o trabalho de casa?

As sondagens dão acima de 70% dos Alemães a quererem sair do euro a que há a somar-lhe os USA que nunca viram, nem vêm, com bons olhos uma moeda forte a disputar-lhe a primazia de moeda mundial e a valer mais que o seu dólar.

Os avultados montantes de moeda que estão a ser injectados na economia podem originar daqui a uns anos uma hiperinflação que acaba com o resto das economias e das finanças dos países mais endividados. Nessa altura a Alemanha paga novamente a factura?

Há, evidentemente, problemas imensos que se colocarão no caso de acontecer o regresso às moedas nacionais, o maior dos quais, será a desvalorização dos activos que estão cotados em euros. E a própria Alemanha deixa de ter um mercado de 400 milhões de pessoas para a sua super balança comercial, embora, nada que não consiga equilibrar a exportar para países emergentes e com economias a crescer.

Infelizmente, se em termos de economia todos estão avisados, em termos políticos, que foram as verdadeiras razões que levaram os pais da UE a ver longe, as incertezas e a violência que sempre caracterizaram o centro da Europa, podem estar de volta.

O aprofundamento da coesão política da Europa exige, que os actuais 1% do PIB, como contribuição para o Orçamento da Europa, suba para perto dos 7% ! Não vejo a Alemanha a largar mão de uma tão grande fatia do seu Orçamento e do seu poder !

Isto de porreiro não tem nada, pá!

São os tribunais que governam?

Devo dizer, antes de tudo, que esta intromissão dos tribunais no assunto da avaliação dos professores é a melhor notícia para o Governo. Perante um círculo vicioso, o governo tem agora uma saída que sempre lhe será dada pelos tribunais. O governo, fosse qual fosse a decisão, iria sempre arrostar com a fúria de parte da classe dos professores.

Há um mês, o jornal “SOL” perante uma decisão de um tribunal favorável a uma providência cautelar, decidiu não acatar a decisão e distribuir a edição. Durante várias semanas afrontou a decisão do Tribunal, com evidente júbilo de nós todos! Editoriais a roçar o rídiculo do próprio director do jornal, acompanhavam a festa por termos acesso às escutas.

Agora temos uma ministra que decidiu não acatar uma decisão de um tribunal do mesmo nível e já tem uma acção de desobediência às costas, com evidente júbilo de nós todos. Há por aqui coerência?

Os tribunais não se podem substituir a quem foi eleito para governar o país, isso levaria os governos à inacção, qualquer um de nós, em qualquer actividade poderia amarrar de pés e mãos o governo. Eu, por exemplo, metia uma providência cautelar para as obras públicas, apresentando um rol de testemunhas deveras credível a que nenhum tribunal se atreveria a dizer não. Um Presidente da República,  o próprio ministro das finanças do governo, o governador do Banco de Portugal e ex-ministros de todas as áreas ideológicas. Mas posso apresentar queixa se a teimosia do primeiro ministro levar o país para a bancarrota ! Veja-se como Toni Blair foi acusado por um magistrado por causa, não da guerra do Iraque,(decisão política) mas porque mentiu ao seu povo(crime) para poder assinar as leis que levaram os soldados ingleses à guerra!

No caso dos professores, os que se limitaram a obedecer a uma ordem da sua tutela(decisão política) não discutindo as condições em que foram avaliados, são os únicos que não podem em caso algum serem prejudicados, ninguem pode ver goradas as suas legítimas expectativas por ter cumprido a lei ou porque outros incorreram em desigualdades.(crime)

Bela prenda que ofereceram  à Ministra. Não sei se ela será merecedora de tamanho carinho!

PS: aí está outra providência cautelar, a das SCUT do Vale do Sousa.

Homenagem a Tchaikovsky

Desfrutar da beleza de obras musicais – sinfonias, óperas e bailado – de compositores intemporais é exercício de salutar refúgio do pastoso quotidiano. Permite repelir os roufenhos sons dos discursos políticos, dos telejornais das notícias e mais notícias da corrupção, das disputas de poder, da crise económica e financeira, e de não sei de quantas mais desgraças. Alienação? Talvez; mas sobrepõe-se com a força dessa espécie volúpia sentimental indescritível.

Hoje, comemora-se o 170º aniversário do nascimento em São Petersburgo de Piotr Ilitch Tchaikovsky, em 7 de Maio de 1840. Integrado no movimento do romantismo, tornou-se, na época, o compositor russo mais ouvido e admirado na Europa, excedendo o sucesso do elitista grupo dos cinco, igualmente russos – Balakirev, Borodin, César Cui, Musorgsky e Rimsky-Korsakov.

Com a ajuda do ‘Google’, homenageio Tchaikovsky, recorrendo a um trecho do ‘Lago dos Cisnes’. Obrigado Tchaikovsky!

O Mar – prioridades

A curto prazo, as 35 empresas reunidas no Forum Empresarial para a Economia do Mar, esbeleceram como objectivos:

Marítimo – portuário – envolve portos,transportes,logística e serviços. Tem um peso no PIB de aproximadamente 3.2 mil milhões de euros, empregando cerca de 76 000 pessoas.É preciso tornar os portos portugueses mais competitivos, especializá-los (são sete) com taxas mais baixas e mudar a fiscalidade, criando o imposto de tonelagem. Hoje a Europa, que tomou estas medidas a tempo e horas domina 40% da frota mercantil do mundo!

Pescas, aquacultura e indústria do Pescado – Pesa no PIB à volta de 2.6 mil milhões de euros, e emprega cerca de 90 000 pessoas. Portugal tem uma enorme comunidade de pesca mas o futuro está na aqualcultura do mar.

Construção e reparação naval – Portugal foi muito forte neste sector, pelo menos na reparação naval. vale 400 milhões de euros e quase 13 000 pessoas. A crise é que deu cabo da parte da construção.

Turiamo náutico – Gera actividades conexas , embora valha só 212 milhões de euros e empregue 5 000 pessoas. Exclui o turismo costeiro, mas inclui actividades tão diversas como náutica de recreio, desportos náuticos e submarinos. O turismo de cruzeiro é o único que se mantem, mas são necessários mais terminais, marinas e postos de marração e colocar o país nos pontos de entrada ou de saída.

Energia,investigação e cultura – é o que vem depois, precisa de investigação, ainda está mal estudado. A energia eólica offshore é o futuro, bem como as esperanças que se abrem no campo da biologia.

É uma boa notícia, dois anos após o estudo do Prof Hernâni Lopes ” O Hipercluster do Mar”, as empresas privadas terem as actividades marítimas na sua agenda. A má notícia é que tambem já apareceu a Comissão Interministerial para os assuntos do Mar, a funcionar na dependencia do primeiro ministro.

Com Sócrates vamos ter boys e com boys não vamos ter trabalho e sem trabalho não vamos ter economia do mar…

Quem destapa este véu?

Pergunta a “Visão”, contando a história. Uma mulher argelina, a conduzir um carro numa cidade francesa , é autuada porque o cívico de serviço acha que o “véu islâmico” que ela usa lhe perturba a visão o que pode contribuir para o desastre automóvel.

A mulher não está com meias e, em conferência de imprensa (coisa que na Argélia nunca poderia fazer) acusa a polícia de a estar a perseguir por ela ser imigrante , estaria em causa a sua liberdade! Estas coisas trazem sempre a “roupa suja” e sabe-se que o marido, tambem ele imigrante e argelino, tem quatro mulheres e oito filhos e vivem todos da Segurança Social.(profissionais da caridade)

O marido diz que ninguem tem nada com isso, ele cumpre a lei, exerce os seus direitos recebendo os subsídios e em França não é proíbido ter amantes. Segue-se a questão menos interessante e que abrevio por ser a habitual, proibir ou não proibir o véu, o Presidente Sakorzy a dizer “que o véu” é um sinal de subserviência…

Mas a verdadeira questão, julgo eu, é saber se a mulher é imigrante e muçulmana para usar o “véu” e Francesa para receber os subsídios. Se o marido é Francês para viver, juntamente com os filhos e as amantes à conta da Segurança Social ( os mesmos que aqui dizem que não querem pagar a conta da visita do Papa, não se importam de pagar o Estado Social a quem nunca trabalhou nem trabalhará) e é muçulmano para viver com quatro mulheres, e não mexer uma palha.

Podemos reinvindicar os direitos concedidos pelo Estado Social Francês e não ser cidadão Francês? Não respeitar os seus usos e costumes e viver à conta dos cidadãos franceses que trabalham?
Proibir não é boa política, costuma dar mau resultado, e “avacalhar” os principios em que a nossa sociedade se ergue, dá bons resultados?

O Mar – o recurso ignorado

No Expresso Luisa Meireles, aborda o assunto do momento mas que, de tão presente, deveria ser prioridade dos nossos políticos. Mas a verdade é que nada ou muito pouco se faz !
“É o terceiro recurso ignorado depois do solo e da floresta”! A ciência já mostrou que há uma verdadeira “mina oceânica” que pode contribuir de maneira decisiva para a resolução dos nossos problemas económicos. No Programa do Governo está apontado que “o mar deve ser um desígnio nacional”, mas é ignorado.
As autoestradas e meios rodoviários vão elevar os nossos impostos de ambiente que vão carregar na factura da circulação terrestre. Mas o transporte marítimo foi morrendo aos poucos!
Temos uma enorme Zona económica exclusiva (ZEE- 1,7 milhões de quilómetros quadrados ) que pode extender-se a quase o dobro se a ONU vier a aceitar o pedido de soberania sobre a plataforma continental que encerra enormes riquezas .
Temos a quarta maior frota pesqueira da UE mas pescamos pouco (220 mil toneladas/ano) que não cobre as necessidades da população que mais peixe come na Europa. Produzimos cerca de 10 mil toneladas de peixe em aquacultura, quando a República Checa produz o triplo, apesar de estar rodeada de terra por todos os lados.
Sem contar com o turismo costeiro as actividades marítimas empregam cerca de 185 000 pessoas.
(continua…)

Economia Portuguesa (II) – Produtividade e Competitividade

Prestigiados economistas prescrevem o combate à crise através do aumento da produtividade e competitividade e a opção por investimentos na produção de bens e serviços transaccionáveis. Desta vez, debruçamo-nos sobre a primeira das questões.

A optimização de resultados de produtividade e competitividade apenas pode ocorrer em unidades de produção de bens e serviços activas. Em função do desafio de urgência, e sem investidores e recursos de investimento, Portugal está condenado, no curto prazo, a contentar-se com a dimensão do tecido económico actual, ou seja, a economia real de hoje.

De facto, a teoria é óptima; mas a aplicação prática está limitada. O País, desde o 1.º Governo do Prof. Cavaco Silva 1986, e incluindo obviamente os consulados de Guterres e Sócrates, optou por um modelo de desenvolvimento vocacionado para as grandes obras públicas: auto-estradas, Centro de Cultural de Belém, Mercados Abastecedores, Expo e Estádios de Futebol. Ignorou, pois, o imperativo de definir uma estratégia conducente ao aumento da actividade económica, através de investimentos na agricultura, nas pescas ou na indústria. Sucedeu até o inverso; na agricultura e pescas a diminuição de actividade foi subsidiada.

Em jeito de síntese, invocamos a denúncia feita há alguns anos pelo falecido Eng.º José Manuel de Mello, em entrevista a Nicolau Santos do ‘Expresso’. Com efeito, referindo-se ao Prof. Cavaco Silva, afirmava, então, o empresário ter o governo português privilegiado o encaixe financeiro nas privatizações à alternativa de relançar a indústria com portugueses.

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PETIÇAO -sobre a visita do Papa

PETIÇÃO sobre visita do papa. Para quem quiser assinar e divulgar!

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Terça-feira às 19:08
http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010

Senhor Presidente da República Portuguesa,

Nós, cidadãs e cidadãos da República Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justiça e da laicidade, manifestamos, através da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condições – oficialmente anunciadas – de que se revestirá a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Católica.

Embora reconhecendo que o Estado português mantém relações diplomáticas com o Vaticano e que a religião católica é a mais expressiva entre a população nacional, não podemos deixar de sublinhar que ao receber Joseph Ratzinger com honras de chefe de Estado ao mesmo tempo que como dirigente religioso, o Presidente da República Portuguesa fomenta a confusão entre a legítima existência de uma comunidade religiosa organizada, e o discutível reconhecimento oficial a essa confissão religiosa de prerrogativas estatais, confusão que é por princípio contrária à laicidade.

Importa ter presente que o Vaticano é um regime teocrático arcaico que visa a defesa, propaganda e extensão dos privilégios temporais de uma religião, e que não reúne, de resto, os requisitos habituais de população própria e território para ser reconhecido como um Estado, e que a Santa Sé, governo da Igreja Católica e do «Estado» do Vaticano, não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem – não podendo portanto ser um membro de pleno direito da ONU – e não aceita nem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas. [Read more…]

Obras Públicas : até o BES torce o nariz

Ontem na apresentação trimestral dos relatórios e contas do Grupo BES, o Dr. Ricardo Espirito Santo, a uma pergunta de um jornalista sobre as obras públicas, respondeu com evasivas, o ambiente internacional apresenta muitas incertezas, a situação do país não é a melhor, esse tipo de obras exige imenso capital que pode esgotar o crédito (pouco) ainda disponível.

Quando um banqueiro se junta a um cada vez maior grupo de técnicos a dizer que é melhor parar para reflectir é porque há mesmo razões profundas para haver dúvidas. E quando há dúvidas, que podem condicionar fortemente a nossa vida futura por muitos anos, o que se exige de quem decide, não são bravatas ou declarações de fé, são estudos serenos, ter uma clara estratégia para o país e depois sim, decidir. Ora estratégia para o país nunca ninguem viu nenhuma, ainda há bem poucos meses se dizia que as contas públicas estavam perto de ser uma lição ao mundo, mas hoje estamos a caminhar para a bancarrota.

Na próxima segunda feira, um grupo de ex-ministros das Finanças vai reunir-se com o Presidente da República com o objectivo de analisar cenários, porque já se viu que o único cenário que o primeiro ministro conhece é levar os projectos até ao ponto de não retorno.

Ou se fazem ou o Estado vai ter que pagar grossas indemnizações aos consórcios interessados nos concursos públicos!

A quem serve esta política de “terra queimada” ?

Prioridade para o mar: Áreas Protegidas Marinhas

Nos «posts» anteriores: O Hipercluster do mar, Os portos, Centros Náuticos e Exploração Energética


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

A vinda do Papa não vai ter protestos

Como seria de esperar o bom senso voltou à terra e Bento XVl vai ter uma tranquila peregrinação a Portugal. As manifestações que se anunciavam de protesto renunciaram todas,  por uma simples razão. Trata-se de um Chefe de Estado soberano com quem Portugal tem relações diplomáticas ao nível de embaixadas e, não menos importante, é um símbolo religioso reconhecido por milhões de Portugueses.

E os ex-manifestantes vêm dizer que não querem ofender os milhões de católicos e que se vão ficar pelos debates.

Quem segue para a frente com a iniciativa são a gente jovem do Facebook que vão distribuir 25 000 preservativos, mas fora das vistas do Papa e da comitiva, em Lisboa e no Porto, nos acessos aos locais das cerimónias religiosas.

Mas isto é muito curioso, enquanto a vinda do Papa, representante da religião no seio da qual todos crescemos levanta uma celeuma de todo o tamanho, os véus e as burkas e os minaretes na Suiça, símbolos de uma religião que pouco nos diz, até por ignorância, são acolhidos de braços abertos.

Um dia vou perceber!

Prioridade para o mar: Exploração energética

No «post» anterior: Centros náuticos


Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provém do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

Portugal e Grécia, ai dos vencidos!

A Grécia vai receber uma ajuda de 110 mil milhões de euros a par com medidas  de austeridade que já estão a trazer para as ruas convulsões sociais. Neste pacote, entra Portugal com 2064 milhões de euros, a pagar nos próximos três anos.

Os restantes 80% dos 110 mil milhões de euros serão assegurados por acordos bilaterais dos países do euro. Estes empréstimos serão remunerados a uma taxa média de 5%, o que nos leva a esta questão que faz toda a diferença. Portugal, após a recente classificação no raking financeiro internacional, paga os seus empréstimos a 6%, os restantes países pagam os seus empréstimos a 3%!

Isto é, Portugal e a Grécia perdem, pagando taxas de juros mais altas do que a dos restantes países ! Os ricos ganham 2%, mas a verdade é que se não fossem competentes não eram países ricos!