Da nova governança europeia, crise do euro e da Europa, ao Vidas Alternativas
O Aventar na alta finança!
A agiotagem espreita, eles sabem que no Aventar “pilim” é a única coisa que falta, o resto temos para dar e vender. E reparem no fino recorte técnico da proposta. Claro que para nós só interessa a “faixa” dos 100 milhões…
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10 minutos de viagem, 60 minutos de atraso!

Somos um país moderno, pensamos em grande, grandes autoestradas, as pontes maiores da Europa, o TGV, o aeroporto “HUB” à volta do qual vão cirandar os aviões de todas as companhias…
Eu, no sábado, comprei um bilhete no Pendular para ir ao Porto, paguei o que me pediram, aliás não há concorrência, se quiseres escolhe, podes ir de carro ou de avião, mas de comboio é mesmo aquele, aí vou eu todo contente, adoro andar de comboio, já dei uma volta à Europa de comboio, e nos países escandinavos acordei no mar alto dentro de um comboio que por sua vez estava dentro de um barco, e o horário é cumprido ao minuto.
Pois, no sábado, ao fim de 10 minutos de viagem o comboio parou, trabalhos na linha, quando me venderam o bilhete (trata-se, para todos os efeitos, de um contrato) já sabiam que não podiam cumprir a parte deles que era colocarem-me em Campanhã em 2 horas e 45 minutos depois. Estivemos parados 60 minutos ou perto disso, cheguei ao destino com duas horas de atraso, diz-me o revisor do comboio que apanhei de ligação para Pinhão, não é este o comboio era o anterior, pois era, digo eu…
Pézinhos na terra – saídas políticas?
Não há em mais país nenhum da Europa uma esquerda, à esquerda do PS, que tenha o score eleitoral que ronde os 20%. E porquê? Porque quer o PCP quer o BE nunca estiveram no governo e sabem, que quando forem governo, desaparecem como desapareceram nos outros países europeus os partidos irmãos!
O PCP e o BE apresentam o discurso da “esquerda” solidária e anti-capitalista porque sabem que nunca terão oportunidade de a implementar. Sendo mais explícito: O PCP e o BE não querem ir para o governo! Isto é tão evidente, que na actual situação, o PS está em minoria e não conseguiu, nem sequer tentou “arrumar-se” à esquerda e, com isso, governar em maioria. Não é uma suposição, é uma evidência!
Mas em democracia podemos continuar a fazer de conta e a oferecer a Lua ao povo que, por enquanto, não paga imposto!
Uma maioria absoluta é “contra natura”. A democracia é por excelência discussão de ideias, ouvir, negociar, encontrar caminhos. Após a maioria absoluta de Sócrates e enquanto não nos esquecermos, mais ninguem terá maioria absoluta em eleições legais e democráticas. No resto dos países da Europa, onde as coisas funcionam e as pessoas são respeitadas, é assim. Na Espanha, em Portugal e na Grécia é que são precisas maiorias absolutas para o governo andar à rédea solta, com os resultados conhecidos. É bastante curioso!
Juntar os dois partidos dos “interesses” a governar é “pior a emenda que o soneto”, deixa de haver na oposição alternativas crediveis e a democracia não vive sem alternativas .Resta, pois, a maioria à direita!
É mau? Ao ponto a que chegou o Estado socialista que o PS, o BE e o PCP defendem, não é mau, temo mesmo que não haja outra solução. Mas a verdade é que não há alternativas credíveis. Pode ser bom perante o Estado gordo e ladrão que é o nosso, emagrecendo-o.
A culpa é da esquerda que em 30 anos nunca conseguiu entender-se, porque o PCP e o BE oferecem o que os portugueses rejeitam nas urnas, e não cedem no seu discurso em relação ao PS, inviabilizando uma solução sólida à esquerda! Uma solução liberal e social-democrata é uma solução na linha dos países europeus com melhor nível de vida.
Não vale a pena, pois, atirar as culpas próprias para cima dos outros. As coisas são como são!
Mirandela – Matcho Transmontano – a Bruna que se acautele!
Em Mirandela existem alguns blogues interessantes, como A RESSACA, e A MOCA de SANTO HILÁRIO, mas o que verdadeiramente me admira é o MATCHO TRANSMONTANO. Como é que este blogue convive com a Mirandela que afasta e despede a professora?
Não deveria o Matcho estar já a liderar uma contestação generalizada contra o Presidente da Câmara e a sua vereadora? Exigir a integração da Bruna junto dos alunos?
O que até aqui se viu em alguns blogues locais foi uma triste imagem do matcho transmontano! Será o verdadeiro Matcho Transmontano capaz de de dar a volta por cima?
O que move Mota Amaral?
As famosas transcrições de escutas foram autorizadas por um Juiz e feitas no âmbito de um processo a correr no Ministério Público. Foram remetidas, a pedido da Comissão de Deputados, para serem parte integrante das audições que estão a ser efectuadas ao caso PT/TVI.
Não se trata de um qualquer imbecil que se lembrou de tomar estas decisões. Trata-se de um magistrado que , inclusivé, pergunta ao PGR se pode ou não enviar o material pedido e o PGR responde que essa decisão é da sua competência, do Juiz de Aveiro. E, mais, está junto ao processo um extenso parecer jurídico a confirmar que não há qualquer impedimento constitucional para que o material não seja tido em conta.
Dois deputados ficam a conhecer o material em segredo de Justiça e um deles classifica-o de “avassalador” para o conhecimento da verdade! No mesmo dia Passos Coelho afirma, publicamente, que se a Comissão chegar à conclusão que o Governo andou metido em trapalhadas para “controlo” da comunicação social, então deixará de ter condições para governar.
Todos sabemos que o governo não tem saída digna. Não pode fechar o país, não pode demitir-se e as notícias serão cada vez piores. Tambem ninguem quer governar nestas condições!
Há, pois, que tentar perceber o que se passa com Passos Coelho. Não pode ajudar o país na economia e, ao mesmo tempo, derrubar o governo. A apresentação da Moção de Censura pode ler-se à mesma luz. O PCP e o BE sabem que não derrubam o governo e o PSD vai abster-se .
Mota Amaral, pode fazer da matéria em segredo de justiça uma interpretação conforme as necessidades da estratégia seguida. Sócrates vai continuar a estar sob fogo!
Não se contava (eu não contava) era que Zapatero desse o golpe de misericórdia na credibilidade do primeiro ministro, adiando o TGV!
É rápido demais para Passos Coelho chegar ao governo?
"Homossexuais no Estado Novo" resgatar a memória dos tempos
Foi ontem publicado com muita visibilidade e presença do Ministro da Justiça e Secretaria de Estado da Igualdade,e dezenas de pessoas , um livro que resgata a memória,a luta e o sofrimento dos homossexuais durante
o Estado Novo,um pouco como se tem vindo a fazer em Espanha.
Da autoria da jornalista S.José Almeida , 230 paginas “Homossexuais no Estado Novo” ,Sextante Editora ,prefácio da professora universitária Teresa Pizarro Beleza
Muitos testemunhos de personalidades como Dacosta, Ruben de Carvalho, a propósito da prisão de Júlio Fogaça,secretario geral do PCP, homossexual ,afastado por Cunhal,referência à homossexualidade do músico comunista , Lopes Graça e duas senhoras membros do comité central do PCP ,presas muitos anos, e que tiveram uma relação amorosa na prisão ,e que durou até ao fim da vida delas , prof. Fernando Cascais, artista plástico e actor Oscar Alves
psiquiatra Afonso de Albuquerque,a propósito dos electro choques dados nos hospitais aos homossexuais como tratamento , Eduardo Pitta ,Guilherme de Melo etc. , historiadores e muitos outros testemunhos , e
até , meus , até a propósito do Manifesto “Pelas Minorias Sexuais” ,de 13 de Maio de 1974, o 1º manifesto destas minorias em Portugal, de que fui um dos autores,e co -escrito na minha casa em Lisboa .
Ficamos a saber coisas interessantes:
Que a canção “Ave Maria” cantada no santuário mariano e repetida à exaustão por todo o Portugal em louvor de N Senhora de Fátima é da autoria de António Botto que a ofereceu ao cardeal
Cerejeira,do Brasil.
Por outro lado, a 1ª lei repressiva contra a homossexualidade em Portugal, foi de 1912 ,depois reforçada em tempos do fascismo. Enfim, um dos grandes perseguidos do fascismo por razões de orientação sexual foi Mário Cesariny de Vasconcellos.
Um livro a ler
António Serzedelo
Eucalipto "globulus"
O “globulus”, é para dar uma certa ideia de ciência, mas o que é certo é que é a espécie de eucalipto que nós temos cá e a que é mais utilizada na indústria do papel.Tem uma particularidade tramada, é que “bebe” tudo o que encontra ali à volta, seca tudo, não há lugar para mais vida.
Nos anos 70 plantou-se esta árvore em tudo o que era terreno para fazer face à indústria que então crescia no país. É uma actividade económica muito importante em conjunto com o Pinho que também é matéria prima para a mesma indústria. Dizem os entendidos que esta indústria foi “empurrada” dos países mais ricos por causa da tremenda poluição que causa, não só destruindo os terrenos , ao nível do plantio, mas tambem ao nível do ar e dos rios com a poluição produzida pelas fábricas.
Conhecidos os perigos, o plantio foi-se “circundando” aos terrenos onde mais nada se produz não se evitando, contudo, que algumas manchas persistam em terrenos férteis.
Espanha adia TGV
Para a humilhação ser total só faltava que fosse a Espanha a tirar o tapete aos nossos “estadistas” e, com isso, negarem-lhes o derradeiro argumento. Temos um compromisso com Espanha!
Só que os governantes do outro lado da fronteira já perceberam o problema que têm em mãos e como gente séria que são, embora incompetente, já fizeram o que o interesse nacional lhes exige. Ouvir! Ouvir o que políticos e gestores, associações e sindicatos lhes explicam, uma e outra vez. Não há dinheiro, não há palhaço!
Mas o nosso governo, diz hoje uma coisa e amanhã outra, se está a falar na TV diz uma coisa , se for em Bruxelas diz outra.
E, como se percebe, Sócrates vai dar outra lição ao mundo! Vamos ter uma linha de TGV entre o Poceirão e Caia, que recomeça em Madrid!
Humilhação – A esquerda do sul da Europa…
É assim que nos tratam na UE! Com o socialismo e a social-democracia definitivamente no fundo da gaveta, sem estratégia, sem planos e sem programas, os três países – Portugal, Espanha e Grécia – envergonham os seus povos.
Governados por socialistas, deixaram campear o mais desbragado liberalismo, sem regras, sem ética, sem solidariedade! São os países mais pobres e mais injustos, onde os gestores públicos ganham três vezes mais que os seus pares nos países decentes e os trabalhadores um terço . Mesmo trabalhando não saem da miséria, é o perfil do novo trabalhador oferecido ao mundo por esta esquerda, que enche o Estado de tudo e todos e tudo faz mal.
Uma esquerda que enche a boca de social, de segurança e de Justiça, mas que mais não faz que criar novas elites cheias de dinheiro, de gente dos partidos, da alta administração pública.
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Bruna : até os pedófilos dão aulas…
Bruna, na sua primeira reacção pública após ter sido afastada do convívio com os alunos, afirma: ” Algo vai acontecer”! deixando antever um processo em tribunal contra a Autarquia mirandelense. E continua, admitindo que vai concorrer às Actividades Extracurriculares (AEC): ” Claro que sim. Só tirei fotos, não cometi crime nenhum. Até os pedófilos continuam a dar aulas. Posso concorrer a todas as escolas incluindo Mirandela”!
Nada que não tivessemos já dito aqui no Aventar!
Confirma que a revista Playboy lhe tem telefonado e dado um grande apoio, mantendo-se disponível para a ajudar no que for necessário.
Agora é que estamos a sair dos preliminares e a aquecer…
A semelhança entre a margarina e o produto político
Das minhas actividades profissionais, e a propósito de receitas políticas, recordo a passagem pela FNM – Fábrica Nacional de Margarina, entretanto desaparecida. Com o objectivo de vencer em concursos internacionais, reunia-me, então, com o responsável dos aprovisionamentos, que, nos anos 1990, desenvolvera um programa informático, a fim de simular a minimização de custos.
Com efeito, para o mesmo produto, margarina, ensaiávamos hipóteses, em função de custos de matérias-primas diversas: sebo, óleos de palma, peixe, soja, girassol, amendoim ou de outra gordura. O custo mais reduzido servia de base ao preço e à oferta.
A certa altura, assaltou-me uma perturbação: ‘ao vencer um concurso, seria provável o confronto com reclamações sobre a qualidade da margarina?’. Para resolver tal inquietação, perguntei ao Director de Produção se, da utilização de matérias-primas distintas, não resultariam efeitos diferenciáveis e prejudiciais na qualidade final da margarina. Respondeu-me que não e acrescentou: “o aspecto até é o mesmo, porque o corante é substancia natural, o ß-caroteno extraído da cenoura, e garante que, nas diferentes opções, a margarina tenha o aspecto da manteiga”.
A explicação, para os fins em vista, convenceu-me. Todavia, hoje, pensando na acção dos políticos que temos, ocorreu-me a ideia da semelhança entre a margarina e o produto político. Também na política, usando impostos directos e indirectos, cortes e congelamentos de pensões e outras prestações sociais, e o desemprego, as matérias-primas usadas garantem sempre o mesmo efeito no tocante ao produto final: lesar os cidadãos comuns.
Até agora, nunca imaginei, de facto, tal semelhança entre a margarina e o produto político. Ambos são matéria gorda e nociva, uma à saúde e outra ao depauperado bolso.
7 Mil Milhões X 3 = 21 Mil Milhões! Quem mente?
O governo diz que as parcerias público/privadas nas autoestradas ascendem a 7 000 milhões e a Universidade Nova diz que são 21 000 milhões! É o governo que está a dizer a verdade?
É que para cima é dificil arranjar motivos e bases atendíveis, para baixo é mais fácil, basta esquecer ou fazer por isso! A Universidade Nova num estudo hoje publicado diz que as parcerias representam muito mais do que o que o governo admite e, ainda estão por fazer as contas das autoestradas que estão em obras. O governo nas contas que apresentou, leva em conta o custo inicial mas não os juros e as anuidades futuras!
Claro, que já nos estão a preparar para pagar com língua de palmo as mentiras deste governo, o apertar do cinto já é, no mínimo, até 2015 e Constâncio, no seu papel de “lebre”, já veio dizer que em 2013 temos outro pacote de medidas. Como nada disto é por acaso, o ministro Alemão das finanças veio ontem dar um passo à rectaguarda, no que à ajuda aos países em dificuldades diz respeito, com novas exigẽncias de controlo.
Quando este governo sair de funções vamos ter grandes e medonhas surpresas! Os autores do estudo dizem que o governo está a brincar com o fogo, tal é a situação em que as contas públicas se encontram!
Garzón no Tribunal Penal Internacional (Haia)
Ao contrário do previsto pela imprensa espanhola, e do teor do texto no ‘Aventar’ no passado Domingo, o juiz Baltasar Garzón, afinal, sempre vai para o TPI – assegura o PUBLICO em edição ‘on line’. A ida do juiz saneado foi decidida por 3 votos contra 2 desfavoráveis.
Todavia, há a ter em conta constrangimentos: (i) Garzón desempenhará funções de assessor externo e não as inicialmente previstas em serviços especiais; (ii) a transferência terá uma duração esperada de 7 meses.
Em função da alteração ao previsto no texto antes citado, aqui fica a devida rectificação.
Os Jacarandás floriram

António Barreto ” observador – mor dos jacarandás” já hoje assinala no Público que a avenida D. Carlos l, em Lisboa, exulta de cor, “tal como outros seus santuários, Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo Vll”.
“…ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade”!
Vinda do Brasil, esta bonita árvore que pode alcançar grande envergadura, enche-se de côr roxa, e hoje é frequente encontrá-la em muitos pontos da cidade.
As suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão (de agosto a novembro).
Estão a desaparecer no seu habitat natural, Bolívia e Uruguai, mas felizmente que em Lisboa não faltam exemplares centenários e que são objecto de admiração e carinho!
Economia Portuguesa (III) – O crescimento económico
Os meados dos anos 1980 foram decisivos para a política, e forçosamente para a história económica e social de Portugal das últimas décadas. A adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1985, e a eleição do Prof. Cavaco Silva, em 1986, criaram expectativas de estabilidade política e de desenvolvimento – o PREC, social e politicamente agitado, ficara há algum tempo enterrado e surgiram, entretanto, as calamitosas contas públicas de 1983.
O Prof. Cavaco Silva, como dirigente do PSD, ascendeu ao cargo de PM em condições propícias à reestruturação e relançamento ansiados pelo País. Para maior facilidade de acção, contava com os benefícios da arrumação financeira prescrita pelo FMI e dirigida pelo Prof. Ernâni Lopes, no governo do Bloco Central; usufruía ainda das primeiras remessas de fundos comunitários de apoio à modernização do País e à integração europeia.
O Eng.º Guterres, desfrutando de vantajoso enquadramento macroeconómico internacional, contou também com tempos favoráveis. Prosseguiu a abundância de ingressos de fundos comunitários que, à semelhança do seu antecessor, poderiam ter tido utilização mais proveitosa, se aplicados em investimentos de carácter reprodutivo.
Com relação aos dez anos de governação de Cavaco Silva e aos seis de António Guterres, foram atingidos crescimentos da Economia Portuguesa superiores à média da UE (15 países), como se demonstra no quadro seguinte:
Crescimento Médio Anual do PIB (%)
| Governo | Período | Portugal | EU (15) |
| Prof. Cavaco Silva | 1986 – 1995 | 4,0% | 2,4% |
| Eng. António Guterres | 1996 – 2001 | 3,5% | 2,5% |
Fonte: Banco de Portugal [Read more…]
Do tabu desaparecido ao aparecimento da História
Zeca, ouviste o Cavaco amor ? teu Luis
Estamos ambos desempregados, o rendimento mínimo não chega, o teu fundo de desemprego é uma miséria, ninguem nos dá uma casa, as rendas são um horror ou então só em Chelas, já vendi o carro para a lipoaspiração, tu ainda não conseguiste marcação para a operação aos olhos, já fiz as contas, o melhor mesmo é cada um de nós ficar na casa dos pais, está bem Zeca?
O teu muito amado,
Luis
PS: tentei a França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca…tudo proíbido, os outros três que não se importam ainda são piores que nós (suspiro)
Jorge Coelho perdeu? Abre-se novo concurso!

O concurso da ligação do TGV, Lisboa – Poceirão que inclui a terceira ponte sobre o Tejo anda envolvido em polémica logo que se soube que o agrupamento de empresas liderado pelos espanhóis da FCC tinham apresentado um valor muito inferior ao apresentado pelos dois outros concorrentes.
Com efeito a FCC apresentou um preço de 1870 milhões de euros, a Altavia de 2190 milhões de euros e o Elos de 2310 milhões de euros. Desde logo a Altavia da Motta -Engil colocou a questão de que o preço do concorrente estaria deflaccionado insinuando mesmo questões técnicas de segurança. Acontece que a equipa técnica que lidera o projecto com melhor preço é de um reputado engenheiro e catedrático da FEUP, Adão da Fonseca o que só por si dá todas as garantias.
Sete meses depois da abertura do concurso, tudo se conjuga para que o Estado, mudando os pessupostos , encontre razões para anular o concurso e lance novo concurso assim indo ao encontro das pretensões da Motta – Engil! Claro que tudo isto poderá vir a desaguar num preço muito superior agora que todos os concorrentes conhecem os preços apresentados.
Afinal, bem sabemos que a especialidade da Motta-Engil são as obras por ajuste directo!
A Defenestração de Baltasar Garzón
O jornal El País classifica de defenestração a decisão do Supremo Tribunal espanhol de afastar de funções o juiz Baltasar Garzón, personalidade que, saliente-se, estava indigitada para a magistratura no Tribunal Penal Internacional de Haia. A classificação jornalística é, de facto, rigorosa: defenestração.
O juiz do supremo José Ricardo Prada, em entrevista ao citado jornal, afirma: o afastamento de Garzón fundamenta-se em “vinganças, lutas de poder que no final levam tudo pela frente”. Lá como cá, ou não fôssemos dois povos de tradições judaico-cristãs, o subjectivismo dos órgãos de poder prevalece sobre o juízo da matéria de facto; ou seja, os crimes do franquismo que, no entender de Baltasar Garzón, deveriam ser julgados no âmbito do consagrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos
Houve, assim, uma ruptura com os princípios e métodos utilizados por Garzón em outros processos, nomeadamente os relacionados com as actividades da ETA, as acções contra a humanidade perpetradas pelos regimes de Augusto Pinochet no Chile, pela ditadura argentina ou os crimes de guerra na Bósnia Herzegovina.
Desta vez, para o juiz saneado, chegou a vez dos crimes do franquismo; porém, como o tema era fracturante, derrubaram Baltasar Garzón. Poderiam, pelo menos, ter recorrido a outros mecanismos, para impedir a abertura do processo. Escolheram o caminho mais fácil. Além do resto, a deliberação é susceptível de criar sequelas: o receio e a contenção de outros juízes arrojados que, no futuro, tivessem uma tentação do género.
Imigração, arma do Capitalismo
Ao longo dos tempos o capital tem encontrado formas de aumentar as suas mais valias. Quer recorrendo à organização do trabalho ou à inovação tecnológica. No entanto é no recurso à mão-de-obra barata e nas formas de a perpetuar que o sistema mais esforços tem feito ou onde pelo menos mais expedientes tem sido utilizados.
A imigração é talvez o mecanismo mais utilizado pelo capital, no intuito de aumentar a oferta de mão e consequentemente fazer baixar os salários. Ao longo dos tempos a “importação” massiva de mão-de-obra tem sido a melhor arma contra as justas reivindicações dos trabalhadores. Foi assim durante a construção dos caminhos-de-ferro americanos quando o capital combateu as lutas operárias, com vagas e vagas de trabalhadores chineses e mexicanos. Da mesma forma só assim se compreende que nos nossos tempos conquistas como a idade de reforma, ou os horários de trabalho, estejam a ser postas em causa. A burguesia reinante possui nos bancos de suplentes mais uma grande quantidade de jogadores que não hesitará em por a jogar caso a oposição às reformas assim o justifique. [Read more…]
A crise e a integração Europeia
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Muitas conclusões se tirarão do que se está a passar nestes tempos na UE, mas a mais importante de todas, é que, ou se aprofunda a integração europeia ou o euro e a seguir a UE vão pelo esgoto!
Um dos pressupostos que os políticos Alemães tiveram que oferecer ao povo Alemão em troca do “sim europeu” é que os países teriam que tratar da sua própria casa e não seriam ajudados (leia-se, receber dinheiro) sempre que fizessem asneiras. Isto explica as hesitações da senhora Merkel para além das eleições internas que perdeu .
Ora, esta crise, veio mostrar que estão todos no mesmo barco, o rombo é no barco que escolheram para se juntar, não é possível, sem enormes perigos para as economias dos países mais fortes deixar a Grécia, ou Portugal, ou a Espanha sòzinhos, quando a dívida destes países seja atacada por especuladores com a consequente desvalorização do euro, tornando mais dificil o aumento das suas exportações e tornando mais caras as importações.
A primeira medida estratégica, é a constituição do Fundo de Garantia de 600 Mil Milhões de euros que estará imediatamente disponível caso volte a acontecer uma crise semelhante. Outra medida, será o reforço das instituições de controlo europeias. Os orçamentos nacionais vão ter a análise prévia de Bruxelas e limites ao endividamento público do estado e das empresas públicas vai ser norma !
Sempre tive para mim, europeísta convicto, que o melhor de tudo o que a UE nos poderia trazer era tirar das mãos destes incompetentes que nos governam, grande parte do poder. É o que está a acontecer!
Não há almoços grátis!
Finais no Jamor

Três horas antes o pessoal já lá estava com comes e bebes, principalmente bebes, que comes havia muito por ali. Tudo à mistura, adversários com as respectivas cores, trocavam-se “bocas”, camisolas e cachecóis. Normalmente, Maio já ía alto, calor que convidava à sombra daquele parque frondoso e bonito.
Entravamos pela porta da “maratona” aquela entrada aberta sobre o Vale, que ainda não estava cheia de edificios, ginásios e piscinas. O bilhete era para trás de uma das balizas que não havia dinheiro para a central . Depois chegavam suas excelências perante a absoluta indiferença dos assistentes que estavam ali para ver a bola e passar uma bela tarde e não para cerimónias.
Começado o jogo, o pessoal mandava às urtigas o “fair play” que se associa ao final da taça e vá de seguir aos gritos o desenrolar do jogo que, por sinal, era frequentemente, fraquinho. Os nervos! Mas um dia, a final foi diferente, jogava a Académica, lá fomos com a lição estudada, havia tarefas a cumprir, papéis a passar, panos enormes a esconder. Entraram pela parte de cima das bancadas, trazidas por entre a floresta.
Corridos de mão em mão, os panos, com palavras contra o governo fascista, a guerra colonial e pela democracia, davam a volta ao estádio num colorido extraordinário. Suas excelências abandonaram o camarim e as equipas começaram rapidamente a jogar para o caldo não se intornar ainda mais. Perdemos por 2 a1 e a Briosa já tinha ficado em segundo no campeonato, dois segundos lugares no mesmo ano.
À saída houve porrada de criar bicho, com o capitão Maltez e as suas tropas a darem a torto e a direito, cheios de ódio, esperando-nos na tal porta da “maratona”! Se ódio lhes tinha com mais ódio lhes fiquei!
Mas um dia fui ao Jamor ver uns campeonatos de atletismo, com várias selecções internacionais femininas, ainda hoje se me aperta o coração ao lembrar raparigas tão bonitas, loiras e altas. Não me importava nada ter saído com elas pela porta da “maratona” onde tanta porrada levei…
O Jamor é um monumento nacional!
Suicídios famosos…
No Estrolabio, uma série de artigos sobre suícidios de gente famosa neste país de “gente triste” !
“Manuel Laranjeira haveria de se suicidar passados menos de quatro anos sobre esta carta a Unamuno. Seria o último de uma lista aterradora de suicidas que começa em 1876 com José Fontana e que continua com o médico Francisco da Cruz Sobral, em 1888, com o escultor Soares dos Reis, em 1889, Camilo Castelo Branco, Júlio César Machado e o sertanejo Silva Porto em 1890, Antero de Quental, em 1891, o militante operário Luís de Carvalho, em 1893, o escritor operário Henrique Verdial, em 1900, Mouzinho de Albuquerque, em 1902, o escritor e jurista Trindade Coelho e o jornalista Alberto Costa, o «PadZé», em 1908, o almirante Cândido dos Reis, membro da Carbonária Portuguesa, em 1910, Guedes Quinhones, velho militante socialista e jornalista operário, em 1911. E, depois de Manuel Laranjeira, em 1912, suicida-se o poeta Mário de Sá-Carneiro, em 1916, e Florbela Espanca, em 1930.”
Estou de acordo e não sou xenófobo!
‘Se não está contente aqui PARTA. Não o forçamos a vir aqui. Você pediu para estar aqui. Assim aceite o país que VOCÊ aceitou.’
‘Este é o NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e o NOSSO ESTILO DE VIDA e nós lhe daremos todas as oportunidades para desfrutar tudo isso. Mas uma vez que você acaba a reclamar, lamentar e se queixar acerca da Nossa Bandeira, Nosso Penhor, Nossas Convicções Cristãs ou Nosso Modo de Vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de uma outra grande liberdade que o povo australiano, lhe reconhece : “O DIREITO de IR EMBORA.”
Estas considerações são de uma razoabilidade cristalina, frontais, de alguem que ajudou a construir um país maravilhoso, assim, e não de outra maneira, com estas características. Quem escolheu lá viver tem que cumprir a escolha do povo australiano, ou ir embora.
Isto, colocado assim, é xenofobia?
A roupagem do poder – o Papamóvel!

O Papamóvel é um exemplo da “roupagem” de que o poder necessita para “demarcar” o território de que é soberano. Colocar o Papa acima dos outros homens é como o “elevar” à condição de alguem que está logo abaixo de Deus. Que tem com Ele uma aproximação que não é permitida a mais ninguem, que fala com Ele todos os dias, que tem a chave da “terra prometida”!
Foi o que me ocorreu qundo hoje, por mero acaso, me encontrei com a comitiva papal. Um aparato de motas e carros tudo em silêncio, o helio que nos sobrevôa, a ambulância, os dignatários civis e religosos, até o adeus dos seres humanos e os gritos, aqui e ali, tentados, compõem uma “liturgia” que tem em vista “demarcar” essa distância que eleva o Papa à condição de “acima do humano”.
Não é só a religião que traduz o poder nessa composição visual, o Estado tambem o faz embora com menos aparato, aí funciona mais “a força bruta” , o exibir os edificios magestosos( Madrid foi construída monumental para ser a capital da peninsula e no centro do hexágono), a capacidade de se mostrar nos espaços mediáticos, tudo bem mais terreno, a exibição das forças armadas, a polícia…
Lembro-me de um excelente filme (cujo nome, em Japonês, não me ocorre) que face à morte do rei, que representava o país unido, num território devassado por guerras entre guerreiros poderosos e territoriais, a nomenklatura o substituiu por um sósia e o manteve à distância, com as mesmas “roupagens”, fazendo crer aos povos, finalmente em paz, que se tratava do seu senhor!
Somos nós, o povo, o homem e a mulher que faz todos os dias pela vida que precisa de uma componente “éterea”, alguem que garanta a paz? O poder a que em última instância se recorre? Quem olhe por nós? Queremos acreditar que na solidariedade, na justiça, na segurança, há quem “trate dessas coisas?
Cientistas sociais, os primeiros a apontar o dedo a estas manifestações de poder e a ajudar os povos a uma maior autonomia, satisfeitas as necessidades básicas dos povos, confrontam-se agora com gente desiludida, sem esperança e voltam a indicar essa componente “éterea” como essencial a uma humanidade mais realizada!
A alegria voltou a Mirandela

As mulheres de Mirandela encontram uma fogosidade nos seus maridos que as faz muito felizes, não acostumadas a tamanhas provas de dedicação e carinho, as mulheres de Mirandela preparam-se para lançar um “abaixo assinado” no sentido da professora que se despiu nas páginas da PlayBoy não seja desterrada para muito longe.
Afinal, quando uma e outra vez são chamadas à escola para autorizarem os seus filhos a terem aulas de educação sexual, que melhor “material didáctico” para os jovens começarem a conhecer o corpo humano? Não é por aí que se começa?
Restaurantes e tabernas têm tido um movimento inusitado, com uma boa procura interna( sim, que nós tambem ouvimos o Santos…) com amigos de meia idade que guardam para a sobremesa a leitura atenta da revista (há ainda por aqui muito quem não saiba ler) e famílias em franca harmonia.
Os ginásios têm tido um incremento na procura impressionante, com as garotas a trabalharem o “body” para ficarem como a professora, em vez de irem para as noitadas, o fumo e os “shots”. Os adolescentes rapazes andam um bocado com a mão direita caída mas nada de preocupante, faz parte da fisioterapia para quem trabalha muito no computador.
Os únicos que não comungam da alegria parecem ser o Presidente da Câmara e o Director da Escola, um e outro preocupados por as pessoas poderem concluir que serão felizes se pura e simplemente os ignorarem!
Hipócritas ! Deixem a rapariga fazer da vida dela o que bem entende! Faz mal a alguem?







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