A não perder:

Liberatura, um novo blogue que promete e mais um filho desta casa que lança um projecto na blogosfera. A árvore cresceu e está a dar frutos.

escrevemos. qual o debate?

qual a utilidade da ciência para a arte de saber governar?

Eis a questão. E, como o poeta de Hamlet, não quero ficar na dúvida. Tenho por hábito enviar os textos que escrevemos, para comentários, às pessoas com as quais trabalho. Como as visões são heterogéneas, estes comentários também o são: uns propõem textos alternativos; outros dizem que ficam com novas ideias; há ainda os que nem respondem. Numa equipa de trabalho, é normal ser assim.

A polémica é pretexto para outros textos. Mas onde está o colega e o leitor? Será que eu escrevo apenas pelo prazer de escrever, com metáforas mais ou menos adequadas, com factos que permitem ideias novas, com ideias novas ou já muito manipuladas? Será que avanço? Em Portugal, não recebi mais do que recensões muito agradáveis ao meu ego. Mas, polémica nenhuma. Já em 1992, no meu livro “A religião como teoria da reprodução social”, fiz o primeiro desafio no Prefácio. Até hoje, silêncio. Silêncio ainda na 2ª edição da Fim do Século…

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O Macário deu à costa…

http://jn.sapo.pt/Storage/ng1308826.jpgO Presidente da Câmara de Faro, não está com aquelas, há aí uns meninos e umas meninas, funcionários, que abusam no tempo a tomar a bica. É uma espécie de recreio prolongado. Acabou! A partir de agora quem abusar pode levar com faltas injustificadas.

“Temos que respeitar os cidadãos, que às vezes estão ali em fila, à espera, e há alguem que está no café em vez de estar a trabalhar”. Dos 1030 funcionários a “maioria cumpre mas há umas dezenas que não o fazem”. A partir de agora deixa de haver pausa para tomar o café após as 10 horas e na parte da tarde não há direito a pausas.

Haja esperança, devagar, devagarinho quem cumpre começa a ver o mérito do seu trabalho reconhecido. E a disponibilidade! Entretanto, o delegado sindical, quer ouvir os trabalhadores para saber o que pensam das novas medidas e se o Presidente tem provas dos abusos!

Pois! Ainda pensei que era para dar uma medalha a quem defende “a maioria ” dos trabalhadores, mas não, é para manter o cafèzinho” e o recreio “à minoria” !

ADÃO CRUZ Um gesto de silêncio

         III VOL.

Caros amigos

 Acaba de ser editado o meu sétimo livro, o quarto de pintura e o terceiro deste conjunto de três, com o mesmo formato mas com subtítulos e cores diferentes.

 O livro teve o apoio da Fundação Ilídio Pinho, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e da Ordem dos Médicos.

 Gostaria muito de o oferecer a todos os amigos, mas, como devem compreender, isso não é viável, pois são edições que ficam muito caras.

 Se, eventualmente, o quiserem adquirir para vós mesmos ou para oferecer, o que muito prazer me dá, podem pedi-lo a edicoes.engenho@gmail.com

 Como o livro não tem fins lucrativos, foi estabelecido o menor preço possível, de 30 euros.

 Um grande abraço do amigo

 Adão Cruz

esta é de outro campeonato

Saramago – Pensar (Deus)

Com a devida vénia transcrevo uma parte da carta de uma leitora do Público, Céu Mota de Santa Maria da Feira.

…Quero reter na minha memória estas palavras de Saramago :”Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar”. Quanto a mim é um dos melhores ensinamentos que nos podia deixar como herança. A sua obsessão por Deus, apesar de ateu, veio-lhe porque nunca parou de fazer perguntas, não parou de pensar.

Aliás, não foi o único. Vergílio Ferreira, outro escritor português, tambem ele ateu e candidato ao Nobel, escreveu uma obra que é intitulada precisamente, Pensar (1991)…” a grande obsessão do homem é dar um sentido  à vida”…este último pensamento remete novamente para Saramago, numa frase que o Público deixou ocupar toda uma página: ” A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida”.

Deus está muito na cabeça dos escritores ateus, mas tambem na dos cientistas. Alguns querem conhecer a “música de Deus”…recriar o momento do BiG_BANG e, quem sabe, a partícula elementar, a partícula de Deus”. Por seu turno, ” há neurocientistas que se propõem encontrar o ponto de Deus, no cérebro…

” a necessidade de se ser homem, ou seja, Deus, pela sonho da definitividade. É o sonho mais obsessivo (…)

PS: está no Público em “cartas à directora”, página 42!

O Importante é Andar com a Cabecinha Erguida

Não nos importem as dificuldades que este governo nos impõe.

Não nos interesse o quanto o fisco nos tenha depenado.

Não nos preocupemos com a fome e o desemprego que grassa no nosso País.

Não nos importe o sexo que o governo quer fazer connosco.

Mantenhamos a nossa auto-estima acima de tudo.

E tudo isto porque: [Read more…]

SCUTS – residentes não pagam!

Aí está a proposta de Sócrates, quem reside na área ou trabalha na área não paga bem como as empresas. É fácil de implementar, trata-se de uma discriminação positiva que parece razoável e sensata.

Não se percebe ainda se as SCUTS serão estendidas a todo o país ou se esta proposta é para fazer passar as do norte.Se for este o caso é um presente envenenado que os nortenhos devem ,de imediato, repudiar. Principios são principios e a universalidade é a base da justiça, no caso.

SCUTS em todo o país com discriminação positiva para quem vive e trabalha na área! Vale a pena a sociedade civil  lutar, teríamos um país bem mais justo com uma sociedade civil forte e empenhada!

Senhor Primeiro Ministro

solicitamos agrupamentos escolares

Senhor Primeiro Ministro. Com respeito mas com firmeza

A frase que intitula este texto acabou por ser famosa quando escrevi uma carta aberta à anterior Ministra da Educação. Era minha para ela. Mas, desta vez, a frase continua a ser minha para ser usada por si.

É sabido que governa em minoria e de todo não tem tido nenhuma ideia sábia na nomeação dos ministros do Ministério da Educação. O que aconteceu que a anterior ministra, já é parte da História, nem vale a pena lembrar mais, está em todos os blogues, sítios da Internet, da nossa curta cadeia de comunicação. Era mais fácil e rápido telefonar e dizer-lhe as minhas palavras. No entanto, a palavra escrita perdura, enquanto as faladas as leva o vento, ou são manipuladas ou esquecidas. O respeito e a firmeza não são palavras minhas para si. É uma frase para o Senhor Primeiro-Ministro nunca esquecer: respeito pelos seus eleitores e firmeza nas suas decisões.

Respeito pelos seus eleitores, parece-me que tem, apesar de muitos falarem mal de si, especialmente os seus colegas dos partidos da esquerda portuguesa, e ainda mais os seus rivais que lhe disputam o poder, do CDS-PP e do PSD. Dá-me a impressão que nenhum deles tem visto, nem está muito interessado, o que acontece na educação no nosso País. Bem sei, pelos meus antigos estudantes, hoje deputados da nossa Assembleia, que visitam os seu eleitores, sobretudo, em períodos pré-eleitorais, mas sei também que os melhores informadores dos deputados são os jornais que lêem, os jornalistas que comentam e os noticiários da rádio e das televisões. Foi Mário Soares quem inaugurara o que passaram a ser as Presidências Abertas. Bem como Jorge Sampaio. Eram programadas, avisadas atempadamente, e eles ouviam e debatiam ao pé do rio, à sombra das árvores de um mato, e o Presidente enviava o que entendesse à Assembleia. Na maior parte dos casos, eram as problemáticas do povo que tinha depositado neles a sua Soberania, para a Assembleia legislar. Como também faz o Senhor PM. Visita, ouve, está informado, como se fosse um Primeiro-ministro em trabalho de campo, como fazemos nós, os Antropólogos, especialmente os que dedicamos o nosso saber à Educação e à etnopsicologia da infância.

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Scut: Ou tudo, ou nada?

A discussão em volta das Scut trás, como seria previsível, ao de cima as limitações patológicas dos nossos putativos políticos.

Uns, como Rui Rio, porque querem emergir como líderes regionais e quaisquer outros horizontes lhes toldam a vista e dão vertigens. Outros, como Passos Coelho, porque abdicam da consciência da realidade em favor de princípios incipientes que, aparentando justiça e igualdade, são injustos e desiguais e que, no final, evidenciam apenas as suas limitações políticas, bem como a sua falta de coragem, de capacidade decisória e de discernimento. Quando um político, num caso de complexidades várias como este, se limita a dizer “ou tudo ou nada“, está a demitir-se da própria política e a assumir que apenas lhe interessa o mero taticismo de circunstância e que não sabe do que fala, nem mede as consequências do que diz.

Sendo o conceito de Scut um erro do antigo ministro Cravinho, que fez o que hoje todos fazem (construir sem ter dinheiro para pagar e chutar a bola para os que vierem depois), a verdade é que resolvê-lo com justiça e sentido de realidade se afigura mais difícil do que engendrá-lo. Porquê? Porque as realidades mudaram, porque as pessoas adquiriram hábitos, porque em alguns casos as alternativas se desmantelaram, porque segmentos das antigas estradas nacionais se munipalizaram, porque com a existência das Scut cessaram os investimentos em transportes e vias alternativas, porque se alteraram prioridades, etc., etc.

Que a generalidade das Scut deveria ter sido taxada desde o início (donde nem Scut se chamariam) é um facto. Mas, como se diz, cada caso é um caso e deveria ser resolvido em função das realidades envolventes e não com declarações bacocas de princípios, ou com o manto dos egoísmos regionais a pretenderem confundir as questões. Há actuais Scut que devem passar a ser pagas e outras que, pura e simplesmente, não devem, nem podem. Sem estradas nacionais alternativas, sem autocarros regulares, sem comboios eficientes não se pode abdicar delas. [Read more…]

O gadgetismo

POR SANTANA CASTILHO

A dúvida assalta-me a cada nova acometida: a sucessão das etapas desagregadoras da educação nacional foi planeada à distância? Olho para os protagonistas e logo rejeito. Mesmo para urdir estrategicamente a maldade mais odiosa é necessária uma inteligência que não possuem. Actuam à bolina e move-os um só desígnio: embaratecer o custo do trabalho honesto de muitos para enriquecer uns tantos, protegidos pela “burka” da legalidade podre que corrói o país. Anima-os uma cultura: o “gadgetismo” bacoco. Suporta-os o sonambulismo cívico da nação.

Aos Magalhães, aos quadros interactivos e a toda a corte de “gadgets” electrónicos, enganosos salvadores da ignorância que floresce, acrescentam-se agora os “gadgets” pedagógicos e organizacionais do momento: a “learning street” e os megas – agrupamentos de escolas.

Sob os auspícios da Parque Oculta, dizem-me que José Trocado executa o comando de José Trocas-Te: um mega agrupamento de escolas por concelho. Exagero ou não, tanto faz. [Read more…]

Vamos poupar jogadores com o Brasil?

Jogamos 6 ª feira com o Brasil e 2ª feira com o Chile(?) ou a Espanha, são dois dias de descanso, muito pouco para recuperar, vamos poupar jogadores na 6ª feira com o Brasil, já que o apuramento está garantido?

Ficar em segundo ou em primeiro tem muito interesse, apanhamos com a Espanha ou com o Chile(?), ora a Espanha já escorregou o que tinha a escorregar, é muito dificil, se calhar bom mesmo é ficarmos em segundo para fugir à Espanha.

Poupar quem? Tirar o Miguel e meter o Paulo Ferreira, não levanta problemas; tirar o Ricardo Carvalho e reunir os centrais do Porto, com a rotina que têm a jogar juntos, o risco tambem não é grande. A partir daqui é  de doidos! O Coentrão pode e deve ser substituído pelo Duda que é um jogador que dá garantias, habituado a jogos em que é preciso defender bem, e o Coentrão desgasta-se muito; o Pedro Mendes pode ser substituído por quem? Pelo Pepe que não joga há seis meses? Ou pelo Veloso? E o Raul, poderá ser substiuído pelo Deco que descansou ontem mas que está magoado ? O Tiago só tem um jogo nas pernas poderá jogar sem problemas? Poderá entrar quem? O Amorim, está magoado, dará garantias?

E na frente? O Ronaldo verá com bons olhos ser substituído ainda por cima contra o Brasil? Que falta que faz o Nani! Entra o Dani mas não é a mesma coisa, nem por sombras. E o Simão ? E na frente Liedson ou o Hugo? O Hugo jogou quase o jogo todo contra a Coreia, mas colocar o Liedson contra o Brasil?

Pela primeira vez tenho pena do Queiroz, vai dormir muito mal…

o processo masculino feminino

o processo do amor correspondido

como era quando eramos novos...

O grande debate da actualidade é: ser homem, ser mulher, namoro heterossexual, namoro do mesmo sexo, namoro entre um mais novo e um mais velho. Enfim, namoros que nem precisam acabar numa relação íntima de dois no mesmo leito, ou nas últimas filas de um cinema de bairro. Namoros de flirt, como diria Georg Simmel (1917, Fundamental Questions of Sociology), que soube retirar da construção da sociedade civil a heterogeneidade da interacção emotiva, como lembra nos seus textos Josepa Cucó. A procura da denominada liberdade feminina a par da masculina, tem sido o discurso que ao longo dos Séculos perpetuou a ideia de que a masculinidade tem sido a espada de Damocles, que parece guardar a feminilidade para a masculinidade. Dois conceitos muito falados e definidos por John Locke desde 1666, e anteriormente, por Aristóteles, recuperados por Avicenas no Século IX, ao modificar as teorias muçulmanas de Fathoma, a filha de Mohamed, a quem ele ditara o El (al) Corão para orientar o comportamento não cristão entre homens e mulheres. E por Tomás de Aquino em 1256, ao usar Avicenas para escrever o seu famoso tratado de Suma Teológica, texto que ia queimando por heresia o acreditado pensador da divindade, do lucro de homem e mulher (à laia da Shakespeare e os seus Montagius e Capulletos), da poligamia e as suas inconveniências pelos ciúmes entre as mulheres deste tão alto marido, incapaz de poliandria. Avicenas e Aquino, falam de paixão, falam da relação entre homem e mulher, da solidão que subordina a segunda ao primeiro, e da vida pública que define o macho como entidade masculina, um pater famílias que sabe mandar e comandar, muito embora, não saiba cozinhar ou remendar roupas. Esses dois elementos do processo masculino – feminino, fundamentais para um ser humano se manter na História. Masculino e Feminino, também abordados por Freud em 1885 e 1906, ao definir a sexualidade como o motor do desenvolvimento da vida, com uma parte a evitar: thanatos, a morte material eterna, ou em vida ao ficar fora da História, fora da memória das pessoas.

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Juízo…

Hoje ao final da manhã, Marco António dissipou todas as dúvidas levantadas pela imprensa, o PSD reafirmou a sua posição em matéria de portagens nas SCUTs: sim para todos. Não me espanta que o tenha feito pela voz do seu Vice-presidente, bem pelo contrário. Mais tarde, foi a vez de Miguel Relvas e assim se cortou o mal pela raiz.

Ontem Rui Rio foi, finalmente, o porta-voz do sentimento de revolta existente na GAMP, um pressentimento de quem soube escutar aqueles que, desde 2008, clamam contra a injustiça desenhada por Mário Lino e cegamente seguida pelos seus substitutos. Só quem não conhece esta realidade ou anda fechado em gabinetes é que não calculou nem viu o que se estava a preparar.

Por outro lado,  [Read more…]

As SCUTS do SCROTES

Afinal o PSD não negociou nada com o PS quanto às SCUTS. O PS do Sócrates sempre que pode mente com os “chips” todos! Perante uma trapalhada das antigas, com o Norte em peso a “levantar-se”, o PS já está a sacudir a água do capote e a atirar as culpas para o parceiro que, estúpido, se vai deixando enredar na governação que não lhe pertence.

O Relvas, porta-voz, já veio dizer que o vice-presidente, Marco António (que raio de nome) não negociou nada quanto às SCUTS, pelo que se trata de uma estratégia do PS esta de meter o PSD ao barulho. Mas o PSD não sabe que o Sócrates sempre assim fez e sempre assim fará?

E, então, vamos ter SCUTS no país todo ou pura e simplesmente vamos continuar a pagar fazendo de conta que ninguem paga e é tudo à borla? Utilizador/pagador ou utilizador/contribuinte?

E quanto aos “chips? Vamos ter alternativa ou vamos todos ser perseguidos pelo “grande irmão”? Ainda por cima temos que o comprar o que não deixa de ser irónico, é o que se chama juntar lenha para nos queimarmos.

O pior é se o PS recua e já não temos uma manifestação grandiosa com o Norte na rua. Sócrates , valente, aguenta-te, que não seja por isto que fiques conhecido pelo “Sócrates das scuts”!

A Frase

“Colégios privados estão a perder clientes”, José Rodrigues dos Santos há um minuto atrás no Telejornal da RTP1.

No meu tempo, as escolas tinham alunos (e professores também); agora têm clientes. Quanto é o tombo?

Estou mesmo a ficar velho.

A Democracia do “Money"

De debates do conceito de democracia, está a História cheia. Desde Sócrates, o autêntico, a filósofos, políticos e ideólogos da actualidade. O dinheiro, em abundância e embora ganho por métodos desrespeitosos da ética, transformou-se em valor supremo das sociedades actuais. As elites vivem na luta obsessiva pela expansão de fortunas, à custa da desigualdade e da transgressão, naturalmente perversas, de direitos básicos de milhões de seres humanos.

Dos EUA à China, da Europa à Índia, do Japão a África, o desenfreado domínio material de poucos dizima a dignidade de milhões. Contraditoriamente, e a crise financeira mundial tornou o fenómeno transparente, o materialismo converteu-se na prática de multimilionários e acólitos que, em exibições falaciosas, se fazem passar por interpretes de inspiração metafísica. São os actores dessa comédia divina e providencial, o neo-liberalismo.

Portugal, país frágil e mal governado há muito, caiu inevitavelmente nessa rede selectiva, cuja malha é apropriada para engrossar o exército dos pobres. Segundo o Eurostat, o nosso País é o 9.º mais pobre da UE, considerando que, em média, o PIB ‘per capita’ – sempre o terrível PIB! – é apenas 78% da média dos 27 países da dita União (?). No topo da lista está o Luxemburgo, com 268%, o que ratifica o efectivo fosso de desigualdade – o Luxemburgo, onde vivem milhares de portugueses, é uma praça financeira povoada de ‘paraísos fiscais’.

O referido país é, pois, o paradigma do ‘Governo do Bancos’, título de Serge Halimi no EDITORIAL – Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa. Em lúcida análise, o autor refere vários males: entre eles, a perversidade do sistema financeiro internacional, assim como os antigos ‘apparatchicks’ soviéticos metamorfoseados em oligarcas industriais e os patrões chineses que ocupam um lugar destacado no Partido Comunista.

Enfim, a ‘idade do dinheiro’, já havia sido retratada através da frase ‘Money makes the World Go Around’, no filme ‘Cabaret’, com Liza Minnelli.

Mais 50 anos de paz com desenvolvimento!

Os últimos 50 anos de paz e progresso na Europa constituem um feito inigualável na história da Humanidade! Pela mão da Social-Democracia Europeia.

Hoje o que está em discussão é a possibilidade de termos mais 50 anos de paz e desenvolvimento, o que passa pelas seguintes opções:

Mais e melhor cidadania – a construção da UE não pode fazer-se ao arrepio dos cidadãos, apresentando factos consumados e sem participação na tomada de decisões que diz respeito a nós todos.

Controlo das contas nacionais – os déficites soberanos são passíveis de serem atacados pela especulação financeira com prejuízos de uma dimensão ainda não totalmente percepcionada. Há que acabar de vez com o “casino”, com os riscos não controlados, com as off – shores, com os edge funds….

Desenvolvimento – mas tudo isso tem que ser feito sem matar o desenvolvimento, sem abafar a criação de riqueza, que na Europa passa por uma economia apoiada na inovação, na investigação e no conhecimento.

Como quem está de boa fé pode constactar, nas outras partes do mundo, apesar do crescimento a dois dígitos, a miséria atinge a esmagadora maioria da população, porque a sua economia assenta nos baixos salários e na inexistência de apoios sociais. Os níveis de produtividade são fundamentais para que as pessoas vivam melhor num mundo globalisado e onde os mercados são cada vez mais competitivos.

Não se progride nem se mantem a paz com a miséria e a exploração, os apoios sociais e um salário digno são ingredientes fundamentais sem os quais as sociedades não progridem. Longe de serem custos, são antes alavancas essenciais à paz e ao progresso. Sem justiça social criamos sociedades violentas ou ditaduras como é exemplo  tudo o que não passa por uma democracia, um estado de Direito e uma economia social de mercado.

É do que se trata hoje nos areópagos de Bruxelas, o que vejo com apreensão, pois os líderes actuais são medíocres .

Pão, pão, queijo, queijo?

Num artigo de José Reinoso intitulado “Greves sacodem a fábrica do mundo”, publicado na última Visão, deparei com este parágrafo surpreendente:

“Os trabalhadores da Honda Lock reivindicam, igualmente, a criação de sindicatos independentes, coisa tabu no país, onde estão proibidos. As associações de defesa dos direitos laborais existentes na China estão ligadas ao Partido Comunista e actuam, normalmente, ao serviço dos empresários.”

É caso para dizer que, se fossem chineses, Américo de Amorim, Belmiro de Azevedo, Joe Berardo, Francisco van Zeller, etc., seriam militantes comunistas. Convictos, por amor ao capital.

Temos Líder, Carago!

Até que enfim, Dr Rui Rio, até que enfim que o ouço a defender a sério as gentes do Norte.

Ao ouvi-lo, fiquei com a impressão de que o nosso líder chegou por fim.

Só espero vê-lo na linha da frente da defesa dos nossos direitos e à nossa frente, comandando-nos, na nossa anunciada revolta, mesmo que o seu partido se entenda com o ainda nosso Primeiro e acabe por não votar favoravelmente a revogação da Lei dos Chips.

Não perder o Norte

A forma como Rui Rio soube juntar a sua voz aos autarcas da região e em especial ao Presidente da CMMaia, permite antever um verão quente. Aliás, não posso deixar de sublinhar a lucidez do líder da Junta Metropolitana.

Entretanto, não esquecendo ESTE aviso à navegação, vamos esperar para ver o comportamento dos deputados, em especial os eleitos pela região (independentemente da sua cor partidária) na votação dos chips. Será um sinal, um importante sinal.

Isto agora com o Brasil é que vai ser a doer

dizem os saudosos do Scolari. E têm razão. Vai ser a nuca de Cristiano contra o braço de Fabiano. Uma luta desigual. Ainda bem que o treinador deles é o Dunga, sempre fica mais equilibrado.

o som de um ninho vazio…

o dia em que amar coverte-se numa constante ironia

Para os meus discípulos de Etnopsicologia da Infância.

Falava ao telefone com uma antiga estudante minha, amiga que age como entende e ajuda-me em todo o que é possível. Dizia-me, logo de manhã ao telefone, que um homem é uma pessoa atroz. Perguntei porque. A resposta foi simples: nada fazemos para as agradar. Comecei a pensar: o que será que agrada a uma mulher, além da intimidade sexual? O carinho gratuito, o amor sem parar, as flores elegantes, dizer que é bonita, acompanhar no minuto da tristeza? Passear para namorar? Devo dizeres que enquanto os anos passam, a minha experiência com as Senhoras são cada vez pior e difícil: mais tempo passa, menos agradamos. Procurei no dicionário a palavra atroz, e fiquei espantado e ferido: cruel e desumano, que excede quanto é imaginável, monstruoso. Não sabia que eu era assim! Bem ao contrário. Pensava ter sido gentil, um cravo, uma rosa branca de carinho, simplesmente, um ser masculino que seduz. Enganei-me. A ironia da frase, reiteradamente referido, desapontou-me. Especialmente, por não me considerar machista. No final, ficamos sós e não prestamos. Como acontece quando os descendentes crescem e formam as suas famílias: devemo-nos habituar a esse som de ninho vazio, sem descendentes, sem companheira. E mais nada acrescento nestes andares, cada ideia minha, será mais uma ironia que amedronta. É melhor pensar na ideia do cabeçalho do texto, que é bem mais triste.

 Confesso que a frase do título não é minha. Antes fosse. É a frase de Mac Kinsey ou Clare McMillan, a mulher do Biólogo, Entomólogo e Sexólogo, o Professor Doutor Alfred Kinsey, o autor do denominado Relatório Kinsey, sobre a sexualidade da

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Desastre ambiental – 60 000 barris de crude/dia

http://magblog.audubon.org/files/magazine/u8/OliviaBouler_pelican.png?v=1276445431024

O desastre continua, imparável, sem solução à vista. Agora a BP estima que o poço possa derramar 100 000 barris/dia o que contraria as previsões mais optimistas do passado, após as medidas já tomadas!

Entretanto, o Presidente do Concelho de Administração da BP foi a uma regata em que competia o seu iate, Bob, na ilha Whight no sul de Inglaterra, facto aproveitado para uma ataque cerrado da administração Obama. E, a isto ,juntam-se as declarações de um funcionário da estrutura de extração que veio declarar que a Gestão foi informada a tempo e horas que uma das unidades de proteção havia cedido, e não foi substituída como se impunha.

Tudo indica que o desastre foi o resultado da pressa em obter resultados e cortar nos custos, o que dá em desastres e, no caso, no pagamento de 50 mil milhões de dólares de indemnizações, ao longo dos próximos anos. Foi criado um fundo de 20 mil milhões para pagamento imediato às pessaos afectadas pelo desastre. Por estes números  podemos calcular a dimensão do desastre mas tambem a potencialidade destes negócios cuja dimensão coloca em perigo muitos milhares de vidas.

A BP, longe de casa, a destruir o ambiente do Golfo do México!

a morte do avô

O que o avô faz em vida

Não é em vão que Alice Miller recomenda, no seu texto de 1999, que a verdade liberta os seres humanos, as pessoas. Mas liberdade para quê? Talvez para o caminho do engano e da falsa verdade que o adulto tenta transferir aos pequenos, por causa do seu próprio temor. Ou, por causa da sua própria dor. [Read more…]

RPPP*


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* Reanimação Período Pós-Portagens.

Passado que seja o efeito Sete-Zero, os autarcas do Grande Norte podem começar a aplicar estas massagens a si mesmos e àqueles que, crentes, acharam que os autarcas defenderiam os interesses dos seus munícipes antes dos do seu reluzente umbigo político. Não há almoços grátis, alguém vai ter que começar a arrotar….

CHILE e PORTUGAL, MUNDIAL DE 2010!

selecção mundial 2010 e a História que permitiu a sua realidade

 Elenco: Claudio Bravo Goleiro, Real Sociedad; Miguel Pinto Goleiro, Universidad de Chile; Ismael Fuentes Zagueiro, Universidad Católica; Waldo Ponce Zagueiro Vélez Sársfield ; Arturo Vidal Zagueiro Bayern Leverkusen; Gary Medel Zagueiro, Boca Juniors; Gonzalo Jara Zagueiro, West Bromwich Albino; Osvaldo González Zagueiro, Universidad de Chile ; Mauricio Isla Zagueiro Udinese ; Roberto Cereceda, Meio Campo, Colo-Colo; Rodrigo Millar, Meio Campo, Colo-Colo; Claudio Maldonado, Meio Campo, Flamengo; Gonzalo Fierro, Meio Campo, Flamengo;Jorge Valdivia, Meio Campo,  Al Ain; Rodrigo Tello, Meio Campo, Besiktas; Manuel Iturra, Meio Campo, Universidad de Chile; Carlos Carmona, Meio Campo, Reggina; Matías Fernández, Meio Campo, Sporting; Alexis Sánchez, Atacante, Udinese; Humberto Suazo, Atacante, Monterrey; Esteban Paredes, Atacante, Colo-Colo; Héctor Mancilla, Atacante, Toluca; Jean Beausejour, Atacante, América.

…para Sérgio Aurélio da PCmedic que me ajudou com as imagens…

…e Fernando Pessoa que colaborou com ideias…

Viva a Selecção Portuguesa do Mundial de 2010, que hoje goleou sem respeito nem  piedade e se nenhum dó, a selecção da Korea do Norte, que correu imenso para salvar a sua honra, e o impiedosos, descobridores do mundo como se pensam, esquecem que há países que  não podem ser atacados de forma vil, como foi no Japão, nos anos 500 do Século I, ou os Indianos, anos mais tarde. Nem se lembraram que havia Estados livres na África, e a atacaram, como à Korea. Coitados de nós, os denominados países do Terceiro Mundo, olhados pelos Senhores da Europa, com imensa tristeza. Não é em vão que no meu texto sobre o auto exiliado Saramago, que foi maltratado no Portugal que amava e que nem a nossa Soberania louvou ao nosso poeta por estupidezes, não em vão, digo: silêncio, o poeta descansa para escrever o seu próximo texto que nos deve enviar a todo minuto desde a casa de Pessoa ou dos Bicos. Portugal tem esse terrível defeito, de gritar, festejar, beber até o alcoolismo, quando são outros os que fazem o trabalho. Antes, guardam silêncio pela sua inata insegurança que levara ao Zé a nem ter honras fúnebres no seu enterro.

É assim também que pensam dos coitados sul-americanos, que nem se importam em proferir a notícia que a seguir ao jogo de hoje às 12.30, havia um Chile a combater pela sua mais valia, lucro de honra e ser aceite como os portugueses têm a manha de se aceitarem a si próprios como os melhores. Ai! do que não será se vencer o Mundial! Ai! do que será se o não o conquistar! Se vencer, duvido, não termos  festa de meses completos; se perder, rápidas desculpas sobre de quem é a falta, porque nunca assumem as suas  próprias derrotas.

Sou hispano,anglo, chileno e luso, mas doí-me este comportamento pouco arrogante do meu povo descobridor de outros.

Será o Chile assim?

Não é comigo, hoje, falar dos jogadores da Selecção do Chile do Campeonato Mundial de Futebol de 2010. Os comentaristas, as notícias, os jornais comentam, analisam, sabem do que tratam. Apenas queria dizer que vi o desempenho da selecção e como a nossa anterior Presidenta da República, Michelle Bachelet,

Antiga Presidenta do Chile, filha do socialista General Bachelet, torturados juntos

 estava presente, prestigiando, com a sua linda presença de Senhora, o desempenho elegante, a forma de atacar e o golo marcado à República das Honduras – país da América Central, com Tegucigalpa, como capital é limitado a norte pelo Golfo das Honduras, a norte e a leste pelo Mar das Caraíbas (por onde possui fronteira marítima com o território colombiano de San Andrés e Providencia), a sul pela Nicarágua, pelo Golfo de Fonseca e por El Salvador e a oeste pela Guatemala.

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Futebol e Ditaduras

Anda muito na moda bater na selecção da Coreia do Norte porque o regime político que ali vigora é uma ditadura. Não concordo. Sendo certo que as vitórias na bola beneficiam por regra os governos, sejam democráticos ou não, confundir um país e um povo com o regime que suporta não faz o meu género. É a mesma lógica dos embargos: quem se lixa é sempre o mexilhão.

Por outro lado a Coreia do Norte não é o único país que vive em ditadura presente no campeonato do mundo. Por exemplo as Honduras vivem há  um ano as consequências de um golpe de estado, onde com a cumplicidade do velho dono do quintal se trava uma guerra diária entre a resistência e o governo, que alcançou o poder através de uma farsa a que chamaram eleições. Todos os dias os esquadrões da morte torturam e assassinam elementos da resistência, dizendo depois que se trata de lutas entre os traficantes de droga.

Sobre a selecção hondurenha escreve o meu amigo Fabricio Estrada

Nuestros jugadores buscan en su interior y se saben habitantes de una nación artificial, donde los premios, la imagen sobredimensionada y el nacionalismo decimonónico los separa de la historia de exclusión y represión vivida por la clase social de la cual provienen; saben que en las graderías no está apoyándolos el pueblo prisionero por la oligarquía, sino que quienes corean ¡viva Honduras! Son los que machacan sin piedad, los que lanzan a las hordas militares contra sus madres, contra sus hermanos, contra sus primos… los mismos gritones que bendicen el racismo y la vanidad.

Y sin embargo, lo que ellos convocan es el olvido histórico, aunque esta historia se esté gestando ahora mismo, aunque ésta se encuentre a 16,000 kilómetros de distancia.

La conexión espiritual con nuestra selección nacional de fútbol se ha roto. El espíritu que nos levanta en las adversidades es como una lupa que concentra la luz sobre un objetivo, y definitivamente, en esta ocasión, la luz del pueblo hondureño oprimido está concentrada en pasar a otra fase muy distinta de la que aspiran los Ferraris, los Callejas y los Atalas.

La buena vibra -que sí existe- se ha quedado adentro, muy adentro de esta Honduras revolucionaria.

Apesar de tudo isto, hoje vou torcer pelas Honduras contra a Espanha. Porque prefiro os pequenos aos grandes. Porque a selecção do estado espanhol é mimada demais para o meu gosto. E porque é das poucas coisas que posso fazer pelo povo hondurenho, mesmo sabendo que o campeonato que joga, o da resistência à ditadura, não se disputa na África do Sul.

O pelotão de fuzilamento já está pronto

O «querido líder» não brinca. Depois da vergonha que a Selecção do seu país o fez passar, já decidiu. Será ele próprio a espetar 7 balázios em cada um dos jogadores coreanos.

P.S. – Esta lamentável piada teve o patrocínio de Daniel Oliveira.

Assim Dói Menos

Cá está uma semana espectacular para introduzir medidas de grande calibre no qu-otidiano dos portugueses.

7-0 em futebol de alto nível deixa qualquer classe média embevecida por duas a três semanas… memorável!