Montenegro em bicos de pés

Autor Convidado: Rui Naldinho

Ao contrário da maioria dos seus antecessores, Luís Montenegro deslocou-se no pretérito domingo à Madeira, para festejar a hipotética maioria absoluta do PSD/CDS naquele arquipélago, numa clara tentativa de dar uma leitura nacional a uma eleição regional, cuja especificidade, está mais próxima das autárquicas do que de qualquer outra eleição de âmbito mais abrangente.

Ao contrário das expectativas criadas pelas empresas de sondagem, não acertam uma, Luís Montenegro também parece que não, o PSD local perdeu a maioria absoluta, tendo agora que negociar com o PAN ou com a IL. Mas Montenegro cavalgou um garrano em vez de um cavalo lusitano, com esta ida à Madeira. [Read more…]

Evasão Fiscal? Viva a liberdade, diz a IL

Perdemos 12 mil milhões de euros para evasão fiscal todos os anos. É dinheiro que podia ir para as nossas escolas e hospitais, mas acaba em paraísos fiscais.

E isso que interessa à IL? IL é liberdade pura! Até haveria de anular as passadeiras e deitar os semáforos abaixo, para os motoristas acelerarem quando lhes aprouvesse e cada um ter a douta liberdade de atravessar a rua quando lhe apetece. Mais mortos e feridos? Paciência, a liberdade (pessoal) acima de tudo. Uma visão darwinista do mundo que hoje é bastamente aplaudida e faz cada vez mais o seu caminho. Extrema-direita e PSD, lado a lado, obviamente também a puxar para o lado “roubar aos pobres para dar aos ricos”, ou “lucros privados, perdas públicas”. Um escabeche para baixar impostos, mas mal as empresas, bancos, etc. estão precisadas, coitadinhas, ai o estado que lhes acuda, ai nós todos que paguemos. Mesmo em tempo de “normalidade”, as políticas sempre a beneficiar quem mais tem. Que crescida e anafada que está a mentalidade do “negócio acima de tudo” e dos mercados sensíveis e auto-“regulados”, por ser continuamente regada a nível nacional, europeu e mundial. Tudo mercantilizado, o cinismo aguçado e as crises a desdobrarem-se. A humanidade – pela rédea dos poderosos – na rota para a derrocada.

A *seção (!!!) de vazão

Qu’est-ce que ça donne, ça, dans l’hypothèse où le candidat en question viendrait à l’emporter, qu’est-ce qu’on fait des traîtres, comment est-ce qu’on les traite ?
BHL

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Não sabeis o que é uma secção de vazão? É muito simples. Trata-se, nem mais nem menos, de

Fonte: Infopédia

A literatura que se debruça sobre a secção de vazão é abundante e, por exemplo, temos aqui esta belíssima divisão de uma secção de vazão em três subsecções:

Fonte: Câmara Municipal de Vila do Conde — Ponte sobre o Rio Este, em Arcos. Obra de Arte. *Projeto de Execução. Estudo Hidrológico e Hidráulico. Setembro de 2016 (pdf)

E há interrogações (“será a secção de vazão suficiente?”), há medidas preventivas (“prevenção das situações de risco de cheias, impedindo a redução da secção de vazão” pdf) e até existe sensatez (“não prejudicar nunca a respectiva secção de vazão” pdf).

“Não prejudicar nunca”, pois é. Não prejudicar nunca. Esta deveria [Read more…]

O Setor da Energia Nuclear está ligado à máquina

As três maiores empresas privadas do setor nuclear foram à falência: Westinghouse (EUA), Tepco (Japão) e Areva/EDF. No caso da EDF que acumula uma dívida de 65 mil milhões de euros (10 mil milhões só para a Areva) houve uma intervenção do estado francês para salvar o setor, transformando a Areva em Orano.

Desde o final dos anos 80, à medida que os custos iam subindo (e ainda íamos apenas nos custos de tratamento a curto prazo de resíduos e de encerramento de minas) que ficou claro para a indústria que a energia nuclear não seria rentável. Entre os anos 80 e 90, foi cancelada a construção de cerca de 200 centrais nucleares nos EUA. Nos EUA, as centrais são privadas. Atualmente, mais de metade das centrais americanas estão a perder dinheiro, multiplicando-se os pedidos de insolvência. O Japão tem uma fatura para pagar de Fukushima que já se situa acima dos 200 mil milhões de euros (~2 vezes o orçamento de Portugal). Cerca de 85% das centrais em operação existentes no mundo foram construídas até aos 90, o relançamento do nuclear é uma vacuidade. O preço médio da eletricidade de origem nuclear não tem parado de subir, sendo atualmente mais cara do que as restantes tecnologias.

Entre os 10 edifícios mais caros do mundo estão 6 centrais nucleares. A seguir à Grande Mesquita de Meca, a Central Nuclear de Hinkley Point no Reino Unido (uma EPR) é o segundo edifício mais caro do mundo e ainda não entrou em operação (2027?).

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O Evangelho do Ódio

Porque insistem os fascistas em usar Jesus, o homem que pregou o amor e a tolerância, para justificar o ódio e a crueldade?

E o que levará alguns católicos a achar que isto faz algum sentido?

Rezam a Deus ou ao Diabo?

A polarização já não cola. E agora, António Costa?

Foto: Tiago Petinga/Lusa

Não sou de fazer leituras nacionais de resultados autárquicos, regionais ou europeus, pese embora eles possam ocasionalmente coincidir. Mas o choque frontal com triplo capotamento e posterior incêndio em que o PS se viu ontem envolvido na Madeira parece sintomático do esgotamento do governo da nação. Apesar da maioria absoluta.

Após obter o melhor resultado de sempre em 2019, fruto de uma estratégia bem sucedida de polarização, o PS perde quase metade dos seus deputados regionais, num cenário em que a coligação não só não cresce como até perde um deputado. Crescem os partidos pequenos, sobretudo o CH, o que parece acompanhar as sondagens nacionais. [Read more…]

Luís «porque não precisamos» Montenegro

Luís Montenegro teve um momento de festejo precoce, indo colar-se ridiculamente à perda da maioria absoluta de uma aliança entre PSD e CDS na Madeira, tentando reclamar para si um golo que Miguel Albuquerque quase falhou.

Acontece, mesmo aos mais experientes: uma pessoa entusiasma-se, o ambiente aquece, a excitação descontrola-se e o clímax surge sem se contar. Que atire a primeira pedra aquele que nunca se descontrolou.

Entre as declarações de Luís Montenegro, no entanto, avulta a frase: «Não iremos fazer alianças com o Chega, porque não precisamos.»

Montenegro é um marxista da facção Groucho e poderia dizer «Estes são os meus princípios. Se não gostar deles… tenho outros.» Não será por uma questão de princípios que Montenegro não se aliará ao Chega – quando precisar, isso acontecerá, mesmo que tenha de recorrer a falsas equivalências. O que esperar do autor da frase «A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor.»?

Professor Dorme no Carro e Tem Acesso a Cuidados Básicos na Escola

Vídeo encontrado no canal EnsinoTV

Doutrinação

A estratégia dos grupos de pressão LGBT mais qualquer coisa, é óbvia: doutrinação. À boa maneira da que foi feita por todos os regimes ditatoriais, nomeadamente pelo regime nazi e principalmente (porque durou muito mais tempo) pelo regime soviético.

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Montenegro não acerta uma

Luís Montenegro precisava desesperadamente de uma vitória.

Por isso, decidiu quebrar com décadas de protocolo implícito e ir à Madeira na noite eleitoral, para aparecer ao lado de um vencedor anunciado.

Azar do líder do PSD, escolheu a eleição em que o partido, coligado com o CDS, falhou o objectivo de revalidar a maioria absoluta, abrindo caminho a uma crise que resultou exclusivamente de uma promessa arrogante de Miguel Albuquerque, que garantiu que se demitiria, caso tal cenário se verificasse. [Read more…]

Foi você que pediu uma disseção?

We want to know how these things are organized.
Noam Chomsky

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Há 14 anos, fui ao Instituto Franco-Português (pdf) denunciar, entre outras coisas, estas transcrições fonéticas do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, publicado pela Academia das Ciências em 2001.

Nessa altura, e também mais tarde, chamei a atenção para (e de) autores de Vocabulários Ortográficos “ao abrigo do” AO90 que seguiram cegamente estas propostas (leia-se: imprecisões) de Malaca Casteleiro (1936-2020) & C.ª.

Como o “critério fonético (ou da pronúncia)” é vago e impreciso e a base são dicionários com transcrições fonéticas extremamente discutíveis (leia-se: sem critério), os autores de Vocabulários que seguem, adoptam e servem de base ao AO90 andam por aí ao-deus-dará e o resultado é aquele que acabámos de ver.

Obviamente, o “critério fonético (ou da pronúncia)” da base IV é meio caminho andado para estas aventuras. E, sabe-se lá porquê, subitamente lembrei-me do “agora facto é igual a fato (de roupa)“. Para Santana Lopes, como os jornalistas continuam a deixá-lo andar por aí e sem responder àquelas perguntas que sugeri há cerca de dois meses, tudo continuará a ser igual a fato (de roupa) e ao litro.

Hoje, tendo regressado por uns minutos à interessantíssima leitura da melhor montra do desastre ortográfico em curso, encontrei no Diário da República uma grafia muito mais atractiva do que fatos e contatos. [Read more…]

Liberal até dizer Chega

Sim: “Pela IL, o ex-líder João Cotrim Figueiredo considerou a moção do Chega como ‘um bocado infantil’”.

Mas: “A moção de censura contou com os votos favoráveis da Iniciativa Liberal ao lado dos dez deputados do Chega.

Já só desejo um PM que não minta tanto

RTP 3

Porque a dicção deste salafrário é péssima (e apesar de má, consegue ser superior à vergonha que evidentemente não tem), não se consegue perceber exactamente as palavras que usou: o PSD tinha introduzido? o PSD tinha endurecido?

O certo é que a ideia que clara e deliberadamente quer transmitir e difundir é que foi o PSD que criou a suspensão da contagem do tempo de serviço para progressão na carreira na função pública.

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Obsessões criminosas

EPA/RONALD WITTEK Lusa

Registo de parcialidade: não gosto dela nem um bocadinho.

Desde logo pelo género de pessoa que demonstra ser. Há dois tipos de líderes políticos: aqueles que se distinguem independentemente da autoridade que o cargo que ocupam lhes possa dar e aqueles que utilizam a sua posição institucional para reforçar exponencial e ilimitadamente a autoridade que pessoalmente lhes falha. Lagarde pertence, nitidamente, a este último grupo.

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Afinal, ser primeiro-ministro é muito fácil!

Cavaco, numa das suas legítimas reaparições, lançou um livro: O primeiro-ministro e a arte de governar. A coisa anuncia-se professoral e convencida, como é timbre do homem que não tem dúvidas e nunca se engana ou vice-versa.

Na assistência, estavam os cortesãos do costume. O livro foi apresentado por Durão Barroso, que se notabilizou na qualidade de mordomo das Lajes, colaborando com um ataque às armas de destruição maciça que não existiam no Iraque, o mesmo Durão Barroso que viria a abandonar patrioticamente o mandato de primeiro-ministro, voando mais alto, chamado pelas sereias de Bruxelas, porque prescindiu das amarras de Ulisses.

Qualquer livro de Cavaco entra no rol dos que não li e de que não gostei. Por isso, limitar-me-ei a comentar uma afirmação que o autor terá proferido na apresentação: Cavaco terá dito que uma remodelação do governo é a «tarefa mais difícil» de um primeiro-ministro.

Na minha ingenuidade, sempre pensei que ser primeiro-ministro seria uma tarefa extremamente exigente, por exigir planeamento, negociações, bom senso, gestão financeira, capacidade oratória, entre muitas tarefas e competências que, para cúmulo retiram, com certeza, descanso e privacidade.

E agora?

Ontem, Mário Cláudio falava acerca da “objectificação da mulher“. Hoje, o Presidente da República diz: «Mas a filha ainda apanha uma gripe! Já a viu bem com o decote?».

Viva o Porto! Mas lá está a ressalva:

«Naturalmente, isso não se impede que, futuramente, e em qualquer momento, o assunto possa vir a ser suscitado no mesmo órgão municipal»

Ambições

Acho que já relembrei isto, mas até porque a inevitável demência que me espera quer pela idade quer pelo facto de ser Português, me absolve, vou voltar a contar: há uns anos quando trabalhava quase permanentemente em Lisboa, fui convidado para ir a um jantar de Portuenses que passaram a viver na capital; acho que aquilo era periódico e frequente; bem, a experiência foi tão próxima do surrealismo que saí de lá atordoado com o absurdo em que tinha participado; estava à espera de “tripeiros” radicalizados pela distância, definidos pelas “caralhadas” libertadoras, sinceras e tão, tão eloquentes e colados pelo carácter sincero, cru, nobre e desafectado que nos define, distingue e, porra, que nos faz sentir “em casa”; foi exactamente o contrário; parecia que tinha entrado na sede dos “gajos” que tinham escrito os “protocolos dos sábios (enorme paradoxo)”, não do Sião, mas do “olissipismo”, vulgo imperio do pedantismo e da futilidade. Ou ainda de forma mais compreensível, dos que podem com propriedade dizer “eu sou tão oco como um pneu, mas vou aqui armar-me, empinar o nariz e dizer umas “merdas” para dar a ideia que ultrapassei há muito a condição de simples mortal”.

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Eram 37

Pois eram. Ilda Figueiredo, “uma das 37 signatárias da petição que pede a remoção da obra, voltou atrás“.

Rabo de Perdição

Usando da concisão e da elegância do costume, o Francisco Miguel Valada já fez referência ao estranho caso do autarca que toma decisões com base numa petição assinada por 37 cidadãos.

Entretanto, os argumentos apresentados no texto da petição e as declarações de alguns dos peticionários são tristemente divertidos e merecem um ou outro comentário.

Apesar do extenso currículo amoroso do escritor, podemos aceitar que «o grande amor de Camilo foi Ana Plácido», como consta da petição. O que já parece mais difícil de engolir é que a mulher a que se agarra o Camilo esculpido seja «um exemplar mais ou menos pornográfico». Como quero poupar o leitor a imagens mais fortes, deixo aqui uma ligação para um texto de Fernando Esquio, um trovador do século XIII, que se estaria a rir de quem confunde nudez com pornografia.

Entretanto, Ilda Figueiredo, um dos peticionários, critica a estátua como sendo uma afronta à figura feminina, tendo em conta a desigualdade: deveriam estar ambos vestidos ou ambos nus. Em alternativa à remoção da estátua, presume-se, o escultor deverá vestir a rapariga ou será obrigado a despir Camilo. Aguarda-se a posição dos restantes peticionários e a decisão de Rui Moreira.

Mário Cláudio, outro peticionário, considera que a figura feminina representa Ana Plácido, sendo de opinião que uma mulher «notável, talentosa e corajosíssima» não pode ser reduzida a um «corpo desnudo», o que acentuaria o pecado da «objectificação da mulher». Muito me espanta a ideia de que a nudez seja indigna ou a ilusão de que uma mulher vestida não possa ser objectificada.

Em suma, ainda há quem perca a cabeça por causa de um rabo: uns deixam escapar piropos de mau gosto, outros assinam petições.

A satisfação da vontade popular

Este livro não pode agradar a ninguém.
Camilo Castelo Branco

Une histoire abracadabrantesque.
Jacques Chirac

***

A propósito da Ponte Almeida Garrett (que acabou por se chamar Ponte Dona Antónia Ferreira ou Ponte da Ferreirinha), Rui Moreira, presidente da câmara do Porto, pronunciou-se nos seguintes termos:

A parceria com o JN vai permitir-nos chegar a um nome para a nova ponte que prestigie a história das duas cidades, valorize a infraestrutura [sic] e satisfaça a vontade popular.

Hoje, ficámos a saber, através do Público, que Rui Moreira estará prestes a satisfazer a vontade de alguns (37 pessoas) que não querem esta estátua:

Rui Moreira quer que a escultura de Francisco Simões, inaugurada há 11 anos, vá para as reservas municipais. Artista [Francisco Simões] diz que petição subscrita por 37 cidadãos é “lamentável” e treslê a obra.

Há uns anos, Steve Hackel, professor de História na Universidade da Califórnia, Riverside, e promotor de uma moção a favor da substituição da denominação Dia de Colombo pela de Dia dos Povos Indígenas, criticou a vereação de Los Angeles (EUA) por ter retirado uma estátua de Cristóvão Colombo do Grand Park, numa decisão tomada “quase em segredo e sem debate”.

Veremos se há consulta da vontade popular ou se nos ficamos pelos gostos pessoais de alguns e sem debate.

Efectivamente, abradacadabrant.

***

Se o Porto Canal tivesse ouvido uma das partes interessadas,

saberia que aquela mulher não é Ana Plácido: “aquela mulher é simbólica – representa a mulher na obra do Camilo, no Amor de Perdição. Não é, nunca quis ser, um retrato de Ana Plácido“.

Amor de Perdição, de Francisco Simões

Autoria da foto (e os meus agradecimentos): http://permanentereencontro.blogspot.com/2012/12/amores-de-perdicao.html

A propósito desta notícia de hoje.

Roubar aos pobres para dar aos ricos no PRR

Águas do Algarve apresentou investimentos na produção de Água para Reutilização (ApR) em Vilamoura e na Quinta do Lago.

“Estes investimentos, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve (PREHA), permitirão produzir cerca de 3,41 milhões de metros cúbicos (m³) de água para reutilização destinada à rega de campos de golfe e de espaços verdes, assegurando um maior equilíbrio entre a procura e a disponibilidade do recurso hídrico.”

Estima-se que o custo total do investimento ascenda a 2,7 milhões e é imprescindível porque os riquitos da Quinta do Lago precisam muito, mas muito, de jogar o seu golfe e têm de ser apoiados pelo PRR.

Não há nem adjectivos, nem substantivos, nem uma gramática completa que consigam classificar isto.

Regresso às aulas – Assistentes operacionais

Missão Escola Pública

A culpa é do…

Desde 1995 (fim dos Governos de Cavaco Silva), isto é, desde há 28 (vinte e oito) anos, o PS governou durante 21 (vinte e um) anos desse período: Guterres, Sócrates e Costa.

Os intervalos no domínio PS foram: Durão Barroso e Santana Lopes (2002 a 2005) durante 3 anos e Passos Coelho (2011 a 2015) durante 4 anos.

Costa é Primeiro-ministro (ou algo semelhante) ininterruptamente há quase 8 anos (falta pouco mais de 1 mês para completar 8 anos).

Obviamente que a culpa de estarmos na cauda da UE, a culpa de sermos cada vez mais pobres e miseráveis, a culpa de cada vez passarmos mais dificuldades, a culpa de nunca, repito, nunca termos pago tantos impostos como agora, a culpa de termos os serviços públicos essenciais (para não dizer todos) como a Educação, a Saúde, e a Justiça em absoluto caos e quase em colapso, a culpa disto tudo é claramente do… Passos Coelho. 

Regresso às aulas – Renovação e Carreiras

Missão Escola Pública

 

Não se isaltinem….

Agora que os vídeos estão vistos, os memes partilhados e a coça dada pelo Ricardo Araújo Pereira talvez já seja tempo de colocar um pouco de seriedade na matéria ou não….

O caso “gastronómico” de Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, é o espelho do que se passa em dezenas e centenas de autarquias e outros entes públicos em Portugal. A facilidade com que se torra o dinheiro dos outros é uma velha tradição e não parece incomodar os respectivos dadores. Quem já trabalhou para ou nestes sectores sabe perfeitamente que é assim. E quem nunca com eles lidou directamente também sabe. É o velho “quero lá saber” a que se junta o “são todos iguais” terminando com o “é assim”. Não sei se a Sábado se vai limitar ao Isaltino ou vai aproveitar o embalo e “aqui vai disto” de Norte a Sul passando pelas Ilhas. Não sei mas desconfio que não o fará. Porque é um trabalho imenso (três centenas de autarquias e resmas de institutos públicos, administrações regionais, etc, etc, etc) que obriga a ter meios humanos e financeiros, duas coisas que faltam ao jornalismo. E são refeições “de trabalho”, telemóveis e viaturas “de serviço”, viagens “de trabalho” e uma infinidade de outras coisas acabadas nestas maravilhosas palavras justificativas como “representação, serviço, trabalho, urgência”. E como nunca fomos “grande espingarda” em matemática não será coisa fácil multiplicar isto por centenas.

Este momento “isaltinador” vai passar com o tempo. Sem qualquer sobressalto cívico por parte dos doadores. Porque sim. Porque foi sempre assim. Quem nunca bebeu um pêra manca à custa do dinheiro dos outros que atire a primeira rolha. Siga a rusga.

Regresso às aulas – Mobilidade por doença

Missão Escola Pública

 

Vamos a contas:

javardo” = 8200 euros; “escroque” = 10800 euros.