TDT – Televisão de Todos*

Estamos no ano de 2016 D.C. e toda a Europa tem uma política para a Televisão Digital Terrestre (TDT) que garante a distribuição universal de televisão a toda a população. Toda? Não. Há um país, povoado por irredutíveis portugueses, que resiste aos ganhos de cidadania, de coesão e de integração social, assim como à dinamização do mercado audiovisual, resultantes de tal solução.

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fonte: Observatório Europeu do Audiovisual

Com 5 canais na TDT, olhamos para o quadro acima e espantamo-nos com os 118 canais da Itália (67 dos quais sem custos para o espectador), 85 da Inglaterra (81 são gratuitos), 43 da Alemanha (41 não são pagos), 40 da França (31 em acesso livre) ou com os 27 em Espanha (só um é pago). E verificamos que podem existir 39 canais na TDT austríaca (13 em aberto), 26 na checa (todos de acesso livre), 25 na eslovaca (13 free-to-air), 17 na cipriota (11 grátis), 13 na búlgara e na grega (esta com apenas 2 canais pagos), ou mesmo 10 na belga ou na irlandesa (todos de acesso livre), para falar de países com população e dimensão de mercado semelhantes ou inferiores ao nosso.

As razões para esta discrepância são, no entanto, muito claras: as políticas públicas para a comunicação social têm sido sucessivamente negligenciadas e a regulação sectorial encontra-se, nesta área crucial, capturada pelas conveniências do sector das comunicações e pelos interesses dos operadores de televisão instalados. Nunca é demais lembrar que a ERC não tem, como devia ter, competências decisórias em matéria de reserva e utilização do espaço hertziano pela comunicação social.

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A selecção do Brasil chegou a Saint-Étienne, depois da derrota com o Peru?

«Seleção é derrotada por 1 a 0» (13/06/2016 0:51). «Ambiente calmo em Saint-Étienne à espera da seleção» (13/06/2016 9:05). SeleçãoSeleção?

Uma pergunta incómoda

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O alerta foi dado pela página que vem deixando o ministério da propaganda à beira de um ataque de nervos. Em mais uma iniciativa de puro terrorismo virtual, Os Truques da Imprensa Portuguesa trouxeram à baila uma sondagem encomendada pelo grupo Impresa à Eurosondagem, parte da qual, por algum motivo, não chegou a ver a luz do dia. Sobre o que foi publicado, já aqui deixei algumas notas.

Desconheço o motivo por trás de tal decisão mas, infelizmente para alguns, a lei obriga a que a ficha técnica e o estudo elaborados pela Eurosondagem fiquem integralmente arquivados no site da ERC. E se muitos dos dados recolhidos foram imediatamente tornados públicos, muitos foram os que ficaram presos no filtro do Expresso e da SIC. Um leitor da página, possivelmente desatento e ignorando que o grosso da sondagem havia sido publicado, ainda insinuou que o motivo para a não publicação do estudo estaria relacionado com a desejo de ocultar dados sobre os quais o Expresso até fez notícia. Fica por esclarecer o motivo que levou os dois órgãos a nada dizer sobre a resposta à pergunta “Quem acha que seria o melhor sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD“, e cujo resultado atira a preferida da corte passista, Maria Luís Albuquerque, para o fundo de uma tabela liderada por Rui Rio, que consegue o dobro do resultado obtido pela antiga ministra. Deve ter incomodado alguém. Estou certo que seria um tema de interesse para muitos portugueses.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Fim da linha para o embuste passista do desemprego

Já muito se falou por cá sobre a manipulação dos números do desemprego levada a cabo pelo anterior governo. O vídeo do professor José Reis para a Geringonça clarifica, com maior detalhe, os contornos de um dos maiores embustes da liderança Passos/Portas, um embuste agora totalmente exposto e que apenas gerou mais precariedade e cujas repercussões serão sentidas durante muito tempo. Assim se arrasa a propaganda da direita parlamentar.

Luzinha aqui tão perto

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Cavalgando célere o seu ginete de ganância desumana, içando, desfraldado, o espectro do desemprego e da pobreza, avança imparável o garboso ideal neoliberal, submetendo, na sua conquista global, governos e povos aquém e além mar, amarfanhando a dignidade, desmantelando direitos conquistados ao longo de duras e longas lutas, restaurando a escravidão, arrasando o planeta.

Impossível fazer-lhe frente? Parece bem que sim. A chaga social da precariedade alastra incessantemente, a vulnerabilidade torna mansa a mão-de-obra e ideologias de extrema-direita ganham terreno. [Read more…]

Apontamento sobre o 10 de Junho

marcelo 10 junho 2016

Imagem: Presidência

Desejando ser entendida por quem me lê, começo por declarar que não passo cheques em branco a políticos, sejam eles governantes ou presidentes de República, porque já não tenho idade para acreditar no Pai Natal. Posto isto, vamos ao que me traz.

E o que hoje me traz é dizer que achei uma boa ideia a maneira como, neste ano inquieto de 2016, se celebrou o Dia de Portugal com a parada militar no Terreiro do Paço para depois se brindar à Pátria junto da comunidade portuguesa de França, lado a lado com o presidente do país que acolheu esse mais dum milhão de portugueses. Ambas as cerimónias tiveram grande dignidade e aprumo.

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Se não puderes robalo, vende-o

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Os robalos do Vara têm agora um golpe de azeite do espião descuidado para tempero. Esperemos que a nossa investigação criminal continue o seu bom trabalho e que nos traga as batatas e os brócolos que faltam para complementar a bela grelhada.

Curiosamente, a contribuição do azeite em interessantes negócios internacionais não é inédita. Consta que essa foi uma das primórdias actividades de um famoso italo-americano conhecido por Don Corleoni. O que demonstra a necessidade de uma profunda reestruturação da investigação criminal. Neste contexto agro-criminal, a experiência da ASAE com embalagens e prazos de validade poderá ser o factor catalisador do sucesso.

Don’t be evil

Foi o mote da Google, já não é assim há muito e agora temos outra confirmação: a Google anunciou o seu apoio ao TPP.

O mal

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Dortmund. Novos nazis manifestaram-se há dias, fazendo uso da liberdade que querem cercear.

Deve a liberdade permitir as raízes do mal? Eu acho que não. É um equilíbrio delicado definir onde começa a proibição. Mas estas acções dos novos nazis não estão nesse limbo.

Outra coisa que se deve frisar é que estamos perante actos da extrema-direita. Ora, quando a direita portuguesa fala de uma suposta extrema-esquerda, referindo-se ao PCP e ao BE, deve sublinhar-se que não há extremo algum que se possa usar como sendo igual à extrema-direita, mas do lado oposto. Esta manobra da direita, tão repetida em blogues, comunicação social e até usada por políticos da direita, é um golpe nojento de demagogia. Uma estratégia, essa sim, digna da extrema-direita.

State of Surveillance

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State of Surveillance – episódio da série VICE da HBO sobre os programas de vigilância desenvolvidos por países como os EUA. Mostra-se neste episódio como é generalizada a vigilância, feita em nome de causas sempre nobres, seja o combate ao terrorismo ou outra coisa qualquer. Mostra-se também como estes programas de vigilância falham completamente os seus objectivos expressos ao mesmo tempo que retiram direitos aos cidadãos e se criam ferramentas de opressão a estados ditatoriais.

Em inglês.

Diz que é um Governo de Esquerda…

Salários de gestores da CGD deixam de ter limite (mas alguém acreditou que a tralha costista era assim tão diferente da tralha passista?)

Encontrado no lixo

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Pasquim Metro, por alguém lançado no lugar certo. Lixo no lixo.

Quanto ao BdP, faziam melhor figura se se preocupassem com o que se deviam preocupar. Preocupados estamos nós face à inutilidade que foram e são perante a escandaleira que é a banca nacional.

O motivo que determinou tal fato

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Ladder for Booker T. Washington, 1996, Martin Puryear (http://bit.ly/25NZeag)

“One suffer instead of three, if none is to blame?” suggested Sewell. “That’s sense, and that’s justice. It’s the economy of pain which naturally suggests itself, and which would insist upon itself, if we were not all perverted by traditions which are the figment of the shallowest sentimentality.”

— William Dean Howells, “The Rise of Silas Lapham

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Vamos imaginar que é tudo mentira

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Que os 26 colégios privados do Grupo GPS, totalmente dependentes de financiamento estatal, não receberam mais de 52 milhões de euros entre 2010 e 2011. Que não receberam mais de 20 milhões de euros no ano passado.

Vamos imaginar que muitos dos colégios deste grupo não foram construídos apesar de haver oferta suficiente nessas áreas para integrar todos os alunos na escola pública. Que ao lado destas parcerias público-privadas não existem excelentes escolas a meio gás, com dezenas de professores em horário zero.  Que o facto do Grupo GPS ter à cabeça António Calvete, ex-deputado do PS que integrou a comissão parlamentar de Educação no mandato de António Guterres, não tem qualquer relação com a facilidade com que o seu império se expande. [Read more…]

É disto que se trata quando se fala em esquemas

Pelo relatório de actividade do TdC de 2015, divulgado ontem, ficámos a saber de um esquema que estava em curso pela social-democracia-sempre.

Em Julho do ano passado, o TdC recusou o visto a 11 contratos entre a CP e a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), no valor de 354 milhões de euros, por terem sido negociados num momento em que decorre a privatização da EMEF.
 
O TdC considerou que estes contratos, cuja duração chega aos dez anos, poderiam dar vantagem aos investidores privados que ficarem com a EMEF, conferindo-lhes receitas garantidas por um largo período de tempo.  [Jornal de Negócios, 08 Junho 2016]

No artigo, esqueceram-se de acrescentar que era uma privatização a ser feita em cima da campanha eleitoral. Tudo normal.

Agora é esperar sentado que a insurgência militante explique, com gráficos todos pipi, as maravilhas destes negócios encostados ao Estado. Tal como fizeram com afinco para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e para a TAP.

A Caixa

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Já foi o banco dos funcionários públicos. Já foi o maior banco português. Já foi uma fonte de receitas.

Depois, a europa disse que havia concorrência desleal,  a troika ditou que negócios lucrativos teriam que ser vendidos e o governo que foi além da troika, depois de concordar com entusiasmo, ainda transformou a caixa em fonte de capital para o buraco do BES.

Passos Coelho admite cenário de recapitalização da CGD por causa do BES
27 DE NOVEMBRO DE 2014, TSF

Passadas estas decisões ruinosas para o banco público, eis que, como esperado e desejado por muitos, a CGD é um problema para todos por ter sido a solução para alguns.

Havendo tanta má decisão a imputar aos governos anteriores, não se percebe porque razão a esquerda bloqueia um inquérito a este banco. Especialmente quando, historicamente, esta mesma esquerda tem tido um discurso crítico quanto à banca.

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O nascimento e a morte assistidos

Carlos Araújo Alves

Morte cerebral é morte, conceito definido aliás pela Lei n.º 141/99, de 28 de Agosto: “A morte corresponde à cessação irreversível das funções do tronco cerebral.”
Mas se a pessoa está morta como pôde gerar um novo ser? Pôde porque, apesar de morta, a família decidiu que não fosse cadáver, mantendo artificialmente o aparelho circulatório e cárdio-respiratório em funcionamento até às 32 semanas de gestação do feto. Chegado esse momento, os médicos fizeram uma cesariana a uma pessoa morta.
É muito estranha a ausência de qualquer parecer público do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, sempre tão ávido de dizer coisas nestas matérias, uma vez que a senhora falecida nada deixou escrito sobre a sua vontade. [Read more…]

Pela Escola Pública de todas as cores

Vamos para Lisboa de comboio.

Para os ressabiados, com amor

PSD

Aplausos para mais uma emissão de dívida pública bem sucedida, apesar do dilúvio bíblico que se aproxima? Pouco provável, principalmente vindo de quem faz do “whisful thinking catastrofista” a sua forma de combate político, independentemente dos números do crescimento económico arrasarem por completo a sua estratégia. Alguém está a precisar de mais uns quantos fazedores de opinião nas TV’s e de mais meia-dúzia de jornais servis. O ministério da propaganda não está a dar conta do recado.

Foto: José Coelho/Lusa@RTP

Em contagem crescente

Panama-papers

Já passaram quase dois meses desde que o Expresso noticiou o envolvimento de jornalistas, ex-ministros e de um antigo presidente no escândalo Panama Papers. Desde então, nada. Vai daí, os hereges d’Os Truques da Imprensa Portuguesa criaram um mecanismo de contagem crescente onde podemos acompanhar o passar dos dias desde a polémica revelação que deu em absolutamente nada. Resta saber quantos dias terão passado quando o caso cair no esquecimento. Já não deve faltar muito. Somos sempre umas jóias do moços quando nos vão ao bolso.

Imagem via Vector Open Stock

Mãe de Cristiano Ronaldo em Fátima a rezar pela selecção brasileira

Segundo o Jornal de Notícias: «Mãe de Cristiano Ronaldo em Fátima a rezar pela seleção». Seleção? Efectivamente.

Lixo jornalístico V: as rameiras amarelas

VIsão

Não vou perder com tempo com o óbvio. Quem tem acompanhado a polémica em torno dos contratos de associação percebe de que lado tem estado a esmagadora maioria da imprensa nacional, independentemente do que alguns maluquinhos da terceira linha do ministério da propaganda têm arrotado por aí. São os pivots de amarelo, são as mentiras como a patética história do Tribunal de Contas que quase são transformadas em verdade absoluta, é um micro-protesto que eclipsa o congresso do partido no poder, enfim, só não vê quem não quer. [Read more…]

Muhammad Ali e o atavismo

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© Bettmann/Corbis (http://bit.ly/28h8WnS)

“As for those cases of atavism—for I suppose that’s what you mean—”

“Yes, yes! Atavism? That is the word.”

— William Dean Howells, “An Imperative Duty

Whoever has approved this idea of order, of the form of European, of English literature, will not find it preposterous that the past should be altered by the present as much as the present is directed by the past.

T.S. Eliot

***

Leio, algures:

Além do desempenho nos ringues, Ali destacou-se pelo seu atavismo

Aliás:

Além do desempenho nos ringues, Ali destacou-se pelo seu ativismo.

Ativismo?

Ah! Act-! OK:

O activismo político de Muhammad Ali não acabou com a sua carreira.

Ou seja,

Além do desempenho nos ringues, Ali destacou-se pelo seu activismo.

O activismo! Exactamente: activismo.

E os fatos? Os fatos? Hoje, no sítio do costume.

E *contatar? *Contatar? Sim, também.

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Portas-Engil

PP

Meu caro Paulo, nunca, como hoje, o partido precisou tanto de ti.

Telmo Correia, 18/12/2015

Bateu-se pela renovação do seu irrevogável cargo de vice-primeiro-ministro mas, feitas as contas legislativas, começou a tratar da transição para o privado assim que pôde. O CDS-PP precisava dele, no partido como no Parlamento, mas Portas não surpreendeu e olhou, como sempre fez, pela sua vidinha. Cortou o cordão umbilical democrata-cristão, deixando os medíocres à sua sorte, seguiu para a vice-presidência da CCIP, aceitou o convite para o comentário político no TVI e agora, na senda de outros grandes vultos do bloco central, segue para a função da moda entre os ex-governantes público-privados: consultor. Ao serviço de quem? Da Mota-Engil. Alguém disse Jorge Coelho? [Read more…]

Bilhete do Canadá – Pois…

Ontem houve reunião magna de patrões, no P & C da Fátima Campos Ferreira, para se tirar a limpo isso de haver ou não um clima de confiança no governo por parte do lado empresarial.  Pelo governo estava Caldeira Cabral, Ministro da Economia. Pelos políticos, apareceu Diogo Feio, deputado do CDS. E em representação da confederação dos patrões, deu um ar da sua graça o inevitável Saraiva.

2016-06-06 pros e contras

Diogo Feio, que olha por baixo como os touros manhosos, perdeu-se num mar de generalidades e banalidades com que pretendia denegrir o governo actual e branquear o anterior. O problema deste Diogo é que, visivelmente não tendo preparação para as profundezas técnicas e financeiras, fica sempre feio. Por fora e por dentro. Todo ele é ódio, ressabiamento.

Saraiva, que é um trabalhador reciclado em patrão, tendo por isso o fanatismo dos cristãos novos, ia anuindo em meio sorriso agradado, mas prudente, mais esperto do que o Feio, sempre a ver para onde soprava o vento.

De repente, Fortunato, um industrial do calçado pegou num pedregulho e desalinhou o formigueiro. [Read more…]

“Nem toda a deficiência é visível” – reposta da Bosq

Bosq

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Na sequência de notícias e comentários relativos a uma suposta situação de discriminação, no nosso estabelecimento, em relação a uma pessoa com mobilidade condicionada, serve este post para clarificar que repudiamos comportamentos discriminatórios de qualquer natureza. Acreditamos que tais atitudes retiram conteúdo à vivência da noite que defendemos: a da celebração da liberdade e dos direitos fundamentais de todos os que a procuram. Não foi a primeira nem será a última vez que fomos visitados por pessoas com mobilidade condicionada e sempre fizemos e faremos questão de as receber da melhor forma possível. A situação descrita carece de um esclarecimento, que estamos a tentar obter, mas, mesmo ainda sem ele, não pudemos deixar de manifestar a nossa posição e sobretudo de deixar o nosso pedido de desculpas formal ao lesado bem como a todos os que se sentiram ofendidos com tais alegações. É bom sinal que assim seja.

Obrigado a todos.

(Nota do Aventar
Post em causa: “Nem toda a deficiência é visível” )

Vamos lá fazer um post à la JSD

O Dia-D foi há 72 anos, mas o que não faltam são colaboracionistas.

Dia D, 1944, desembarque na Normandia

Dia D, 1944, desembarque na Normandia

Resistência e colaboracionistas, num país onde o empobrecimento planeado foi o programa de um governo.

Se calhar, para ser um post mesmo à maneira da JSD, deveria ter cortado a frase anterior. Coisas com lógica estragam comparações parvas.

Se os fatos novos forem de molde a excluir o candidato

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Photo: Alamy (http://bit.ly/1X7qfUl)

HALIE. Language! I won’t have that language in my house! Father I’m—

— Sam Shepard, “Buried Child”

STANLEY: In Laurel, huh? Oh, yeah. Yeah, in Laurel, that’s right. Not in my territory. Liquor goes fast in hot weather.

— Tennessee Williams, “A Streetcar Named Desire”

CORA–(teasingly) My, Harry! Such language!

— Eugene O’Neill, “The Iceman Cometh”

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Não sejas como o Passos Coelho

PPCH

Procurando algum protagonismo em dia de congresso do PS, numa fase a direita parlamentar parece liderada pelo partido minoritário que, em linguagem pafiosa, manteve o PSD refém durante mais de quatro anos, Pedro Passos Coelho regressou este fim-de-semana ao tema da reforma da Segurança Social, afirmando que o PSD não defende “qualquer corte de pensões a pagamento” e insistindo na necessidade de tomar medidas que reforcem a sustentabilidade da Segurança Social.

Sim, este Passos Coelho é o mesmo que se preparava para cortar 600 milhões aos pensionistas e que, durante anos, fugiu às suas obrigações fiscais, apesar de alegar pertencer a “uma raça de homens que paga o que deve“. Um hipócrita, portanto. Hipócrita, irresponsável e incumpridor. Este é o Passos Coelho. Não sejas como ele.

Imagem@Uma Página Numa Rede Social

Manipulação grosseira na ex-rádio-jornal TSF

O João Mendes já tinha chamado a atenção para outra manipulação grosseira por parte de um órgão de comunicação social do mesmo grupo do da TSF, a Global Media.

Agora foi a vez da TSF dar azo a um conjunto de truques para trazer para primeiro plano uma imagem e um título no Facebook, mas que apontam para outra imagem e outro título no sítio desta rádio.

Comprove você mesmo repetindo os passos seguintes.

  1. No Facebook, partilhe o URL http://www.tsf.pt/politica/interior/manif-dos-colegios-agita-final-do-congresso-do-ps-5211869.html. Como descobrirá, o texto e imagem da partilha são os apresentados na imagem seguinte (sem os destaques, claro).
    2016-06-05 18_41 tsf congresso ps
  2. [Read more…]