em que o primeiro-ministro nos exortava a não sermos piegas, a emigrar e a sermos poupadinhos. Mudam-se os tempos, mudam-se os conselhos, não é mesmo António?
Pela defesa da tortura
Donald Trump compromete-se a trazer de volta as simulações de afogamento e “fazer bem pior que isso“, num discurso em que acusa os terroristas de práticas medievais. Se falhar nos EUA, Trump bem pode tentar suceder o rei da Arábia Saudita.
O inferno na Terra
Eis o que resta da cidade de Homs, na Síria, uma cidade fantasma feita de escombros e cadáveres onde apenas aqueles que não conseguiram fugir ficaram. Forças governamentais, rebeldes e Daesh fizeram deste reduto de oposição ao regime de Bashar al-Assad um cenário de guerra apocalíptico. As bombas russas fizeram o resto. O inferno na Terra.
Milhares de habitantes desta cidade pegaram no que puderam e fugiram. A maioria encontra-se hoje em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia, outros arriscaram a sua sorte na Europa. A Europa da paz e da tolerância que agora quer deportar a maioria dos sobreviventes desta carnificina da volta para a Síria. Para os escombros e para a violência.
Solidariedade entre os povos?
Fora da lei
A Presidência da República anda há anos a esconder onde gasta o dinheiro. Esta situação tem sido denunciada muitas vezes, mas sem qualquer resultado. Esperemos que o próximo Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, cumpra e faça cumprir a lei. Apenas isso.
O Estado sai cada vez mais caro ao contribuinte…
Telejornais
são, de repente, business schools e cada pivot um PhD em finanças públicas. Tudo pelo preço da TDT ou uma assinatura de TV Cabo.
Perdemos totalmente a noção do ridículo. Os pássaros riem, nos galhos.
Bruno Santos
A imprensa ao serviço do directório liberal

Wolfgang Herles, antigo director da televisão pública alemã ZDF, acusou esta semana o executivo de Angela Merkel de dar orientações muito específicas sobre a linha editorial que a estação deve seguir, nomeadamente a forma como alguns assuntos devem ser abordados ou o próprio alinhamento dos noticiários, decidindo sobre o que pode e não pode ser alvo de cobertura informativa. Herles acrescentou ainda que o comentário político segue a linha da coligação no poder (CDU/SPD). [Read more…]
O bom, o mau e o vilão
Em meados dos anos setenta estava programada a construção de uma central nuclear em Portugal, nomeadamente em Ferrel, concelho de Peniche. Objecto de forte contestação popular ( que culminou com a célebre manifestação de Março de 1976 ), não foi construída. À época havia uma discussão interessante, que era haver correntes de opinião (conservadoras) que defendiam a bondade da energia nuclear desde que fosse usada para fins pacíficos. Ou seja, o átomo proletário era diferente do átomo capitalista. Claro que depois de vários acidentes em centrais nucleares, nomeadamente Chernobil, nada foi como antes.
Volvidos estes anos assistimos hoje a uma discussão entre os defensores do orçamento do actual governo por contraponto com os orçamentos do governo anterior (com mais Bruxelas ou menos Bruxelas). Ou seja, houve uma austeridade má (de direita) mas agora temos uma austeridade boa (de esquerda).
Austeridade é austeridade. Ponto. Mais impostos são mais impostos. Ponto.
Esperemos, para bem de todos e do país, que não venha para aí um Chernobil económico e financeiro.
Uma vitória que não pode ser negada

O homem que revelou ao mundo uma pequena amostra das atrocidades militares de que o império norte-americano é capaz viu ontem a Organização das Nações Unidas confirmar que a sua prisão é arbitrária e ilegal, e que não só deve ser libertado como deverá também ser indemnizado pelas autoridades britânicas e suecas. O parecer da ONU chega um dia após Julian Assange afirmar ao mundo, a partir da varanda da embaixada do Equador no Reino Unido, que se entregaria às autoridades caso o parecer da ONU lhe fosse desfavorável. [Read more…]
Quando o país falha
Um dia mau para a corte do capitalismo selvagem

Durante meses, anos, o ministério da propaganda da direita liberal tentou convencer a opinião pública de que nenhum investidor estaria interessado numa posição minoritária na TAP. Essa mentira caiu hoje com a assinatura de um memorando de entendimento entre o governo e o consórcio David Neeleman/Humberto Pedrosa, que devolveu o controlo maioritário da empresa ao Estado português, que detém agora 50% do capital da empresa, ficando o consórcio Atlantic Gateway com 45% e a comissão de trabalhadores da transportadora aérea com 5%, tal como está previsto na lei-quadro das privatizações. [Read more…]
O melhor escritor português
Miguel Szymanski
Parabéns a José Rodrigues dos Santos pelo prémio “melhor escritor português”.
Quatro dias antes desse grande vulto das letras ser distinguido, publiquei (…) [um ]pequeno post, cuja conclusão sai reforçada:
Portugal é o país onde a maioria das pessoas pensa em futebol quando ouve falar em Jesus.
É o país onde a maioria das pessoas não lê e a minoria que lê, lê maioritariamente o Correio da Manhã e José Rodrigues dos Santos.
Por isso Portugal tem um sistema económico em que é considerado normal os bancos assaltarem os contribuintes e os deputados o erário público.
Acrescento agora: cada povo tem os políticos, escritores e heróis que merece.
A parábola da Força
Bruno Santos

© Bruno Santos
“Se dois fizerem as pazes entre si,
nesta mesma casa,
dirão à montanha:
afasta-te;
e ela afastar-se-á.”
O Evangelho segundo Tomé
As montanhas da Senhora das Três Graças, quando estão juntas, têm mais de trezentos quilómetros de periferia e dois mil metros de altitude. Diz-se, mas só o Grande Arquitecto o sabe com firmeza justa, que são como três grandes galos na cabeça da Terra, e que hão-de cantar por sete dias assim que o Filho do Homem regressar a casa, pela Aurora. Diz-se também, mas disto há muitos mortais que duvidam, que esses galos cresceram depois de o Altíssimo, sagrado seja o seu Nome, ter atirado dos céus três grandes pedregulhos de granito, quando ainda nos tempos da Lemúria andava à caça do Gambozino Montanhês.
A norte dessas grandes montanhas viveu em tempos um ancião de noventa anos, Assano Sabato de sua graça, a quem chamavam o Velho da Montanha. Era um homem muito pequeno, mas muito forte e determinado, que granjeara pelas serras fama de teimoso e pertinaz que fizera grandes amizades entre as plantas e os animais bravos. Como habitava uma velha casa sobranceira aos três montes, de cada vez que precisava de se deslocar a qualquer lado tinha que os contornar e dar uma imensa volta, o que deixava exaustas as suas duas pernas já muito antigas.
O tempo, imparável que se tornou já desde que inventado pelos homens, foi passando pelo velho e pelas montanhas, aparentemente mais por ele do que por elas, e o sacrifício de as contornar foi sendo cada vez mais pesado e mais penosa a deslocação a qualquer lugar. Eram quilómetros infindáveis por um carreiro estreito e pedregoso, riscado no chão do monte pelos passos do homem, que semana após semana, mês após mês, ano após ano, traçava a mesma linha de ida e volta e escavava na terra dura uma longuíssima sepultura de cansaço.
Um dia, decidido a mudar o que parecia um destino traçado pelas estrelas, lugar onde, dizem, vive ainda o Altíssimo, santo seja o seu Nome, o velho reuniu a sua família para que, em conjunto, reflectissem sobre tão grave assunto: [Read more…]
Orçamento do Estado para 2016

JOÃO RELVAS/LUSA (http://bit.ly/1PcDInQ)
Já tínhamos visto os “riscos relevantes”, as opções “pouco prudentes” e “a incerteza relativa às consequências de médio prazo”.
E agora? Agora, temos um

com:
acção social (pp. 52, 110, 118, 127 e 131) e ação social (pp. 86, 88, 128, etc.) [Read more…]
Três coisas sobre o orçamento

Imagem: económico
1 – em quatro anos tivemos oito orçamentos rectificativos. Estamos falados quanto à credibilidade daqueles que agora apontam o dedo.
2 – aumentar impostos nunca é positivo. A alternativa (corte de 600 milhões nas pensões, lembram-se?) também não.
3 – irresponsável, irrealista inexequível: tem sido a adjectivação da direita. Mas ilegal não será. O que constitui um alívio depois de 4 anos de borderlines constitucionais.
4, porque não há duas sem três – Merkel transpirou hipocrisia ao elogiar um governo que não cumpriu um único orçamento e que falhou todas as metas a que se propôs. A direita do interesse nacional aplaudiu.
5 – esta série sobre o orçamento tem um claro problema na estimativa da dimensão. Ilustra como estabelecer metas que se possam aplaudir, para depois fazer algo diverso. Não me critiquem, sff, apenas estou a repetir a fórmula do anterior governo. E que o actual também aplicará, já agora.
6 – o problema orçamental resulta de se gastar mais do que se recebe. Não salvar bancos e deixar de patrocinar a iniciativa privada (p. ex. IPSS e subsídios do IEFP para contratação) era capaz de poupar uns trocos. Mas, claro, o problema está nos salários de quem trabalha, merecendo receber por isso, e nas pensões de quem já as pagou.
Sob Vinte Centavos
Um olhar sobre o lento despertar da sociedade brasileira em formato de documentário acerca das manifestações ocorridas em São Paulo em Junho de 2013.
Multibanco fora de serviço
Obviamente que os Bancos irão passar o custo aos comerciantes que não esquecerão os consumidores finais. Esta medida tola faz parte do O.E. do (des)governo Costa, que inclui outras trapalhadas como o IVA da restauração, com uma sandes a pagar 6%, mas uma tosta já paga 23%… Um disparate que provocará o aumento das transacções em dinheiro vivo, facilitando a fuga ao fisco.
Refém das corporações que o sujeitam a um pesado caderno de encargos que afecta a despesa, António Costa para cumprir o sonho de ser primeiro-ministro sujeita os portugueses ao aumento dos impostos indirectos. Ainda bem que se virou a página da austeridade da direita, agora Portugal fica apenas com a austeridade de esquerda…
Equívoco
Não é que PSD e CDS não se atrevessem a negociar com Bruxelas. Apenas nunca estiveram interessados em fazê-lo. Sendo isto óbvio para muitos, não está de mais lembrá-lo.
Um orçamento muito diferente
Já ouvi os mais díspares pontos de vista quanto a este orçamento de estado. Irresponsável, irrealista, inexequível e outras i-zices com que, especialmente a direita, tem procurado desacreditar o trabalho que ela própria não fez – apresentar um orçamento dentro do prazo previsto.
Mas há um i que a direita não usou para adjectivar o orçamento Costa. Inconstitucional. Do que se conhece até agora, e é de ver que o OE ainda não é do completo conhecimento público, não há medidas que possam ser apontadas como potencialmente ilegais.
Governar dentro da legalidade poderá ser, para alguns, um pequeno nada. Haverá quem ache que negociar com Bruxelas o melhor para o país é uma blasfémia, uma insurgência a merecer exemplar açoite. Mas é uma lufada de ar fresco num país governado durante quatro anos no limite da lei, e às vezes, mesmo, para lá da lei, com o consentimento do presidente que a jurou defender.
Sim miserável, a culpa é tua

A culpa é tua porque não percebes a economia, não percebes os mercados, não percebes a importância das agências de rating e dos especuladores. Se percebesses, facilmente entenderias que este mundo precisa de milionários tanto quanto precisa que tu vivas a contar tostões. E daí se um grande banco provoca uma gigantesca crise mundial que leva milhões a perder as suas casas e a não saber como pagar as refeições do dia seguinte? Não és também tu livre de fundar um banco e enganar uns quantos milhões para que nunca falte gasolina no teu helicóptero? Quem nos manda a nós ser estúpidos? Afinal de contas, nós temos esse direito: o direito de ser estúpidos, de nos deixarmos enganar. Não é bela, esta democracia? [Read more…]
Justiça para Assange
ONU conclui que detenção do fundador do Wikileaks é ilegal e arbitrária mas Reino Unido e Suécia não baixam os braços enquanto não o virem atrás das grades. É o preço a pagar por incomodar o topo da pirâmide.
Os esqueletos no armário do PS Braga

Vítor Sousa, ex-vice-presidente da CM da Braga e candidato derrotado do PS nas últimas autárquicas foi ontem detido por suspeitas de corrupção. O homem forte do quase-eterno autarca Mesquita Machado é suspeito de gestão danosa enquanto administrador dos Transportes Urbanos de Braga, e esta a ser investigado pela compra de 13 autocarros à MAN Braga em 2011.
A história da cidade de Braga cruza-se com a história da dinastia socialista de Mesquita Machado. Entre amigos e heranças catastróficas de divídas colossais, a história narrada em 2010 pelo Ricardo Santos Pinto é reveladora daquilo que foram os anos loucos da autarquia bracarense. Obras públicas adjudicadas de forma opaca, ligações suspeitas e ajustres directos em abundância. E agora a detenção de Vítor Sousa. Quantos esqueletos haverá neste armário?










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