Sim, iminente e não *eminente. Exactamente, acontece. Hoje, no sítio do costume.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Existe um número significativo de portugueses para quem ler jornais se resume à leitura dos títulos. Nada contra, cada um sabe de si e de como usar o tempo livre que tem. Acontece, porém, que muitos destes leitores de títulos, quando na presença de um título polémico, tendem a correr para as redes sociais e a publicar a notícia na sua totalidade, levando por vezes a situações embaraçosas ou a incitamentos paranóicos ao pânico e à histeria. [Read more…]
“PSD e CDS avançam com moção de rejeição ao governo de Costa” [Expresso]
Comecemos por algumas declarações de interesses: estou contente por ver Passos e Portas despedidos, estou muito contente por ver Cavaco com cara de quem teve uma paragem de digestão, estou satisfeitíssimo por ver Nuno Crato apeado e não estou contente por ver regressar ao governo gente sinistra como Santos Silva, membro da clique socrática que se dedicou a demolir a Educação. O meu coração de esquerda deseja, ainda assim, que se possa compensar o mais possível os desmandos de quatro anos de pressão sobre os mais fracos e sobre a administração pública, quatro anos da mais absoluta cobardia política, quatro anos em que uma maioria absoluta pisou demasiado e demasiados cidadãos, em nome de valores desumanos.
No que respeita à Educação, o meu coração de esquerda, no entanto, acaba, muitas vezes, por sangrar. Na verdade, e graças a eventuais boas intenções (que, como se sabe, enchem o Inferno), há tiques de esquerda que levam a que se tomem decisões com base em reacções ideológicas e não numa reflexão aprofundada e abrangente. Foi o que aconteceu com a revogação das provas finais de quarto ano, medida que parece basear-se mais numa reacção alérgica às parecenças entre esta prova e os exames do tempo da outra senhora. [Read more…]

Duarte Marques assina hoje um texto no Expresso sobre o fim dos exames no 4º ano de escolaridade, decidido pela actual maioria parlamentar através do normal exercício das suas funções, acusando-a de radicalismo e “revanchismo caviar”. Sobre o tema, relativamente ao qual não me sinto devidamente informado, não me alongarei. Não posso, contudo, deixar de referir o exemplo finlandês, considerado um dos melhores sistemas de educação do mundo, onde exames só mesmo no final do secundário e, no entanto, os resultados falam por si. [Read more…]
Os fundamentalistas atribuem-se a si próprios uma liberdade de juízo e de acção que negam aos outros.
Antes do mais, um pouco da história, para quem a desconhece, embora não tenha encontrado uma versão que me fornecesse todos os dados a que gostaria de ter acedido.
Kim Davis, funcionária-chefe de uma repartição de registos numa cidade do Kentucky, opositora do casamento entre pessoas do mesmo sexo, direito reconhecido em Junho passado pelo Supremo Tribunal dos EUA, recusava-se a cumprir a Lei (os pormenores variam consoante a fonte), invocando motivos religiosos (Kim pertence à Igreja Episcopal, mas antes da “conversão” divorciara-se três vezes). Defendia para si o direito à objecção de consciência, mas os Tribunais não lhe deram razão. O Supremo terá alegadamente dito que um funcionário não pode “declinar agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos”.
Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.
Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.
No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.
O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível. [Read more…]

O imaginado Parque olímpico de Hamburgo Foto: DPA
Juntamente com Budapeste, Los Angeles, Paris e Roma, Hamburgo candidatou-se à organização dos Jogos Olímpicos de 2024, conforme anunciado pelo Comité Olímpico Internacional (COI), que irá eleger o anfitrião em Setembro de 2017, em Lima.
Curiosamente, o dossier de candidatura de Hamburgo foi, porém, condicionado a um referendo popular, agendado para 29 de Novembro, cabendo assim aos habitantes da Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo a decisão definitiva sobre a candidatura – ou não – aos Jogos de 2024. As sondagens apontavam para “uma vitória clara do sim”.

Fórum Lisboa 2015 | Como combater a radicalização e o Terrorismo | dias 3 e 4 de Dezembro | Centro Ismaili, Lisboa
Nos dias 3 e 4 de Dezembro, o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, realiza a XXI edição do Fórum Lisboa, que reúne personalidades de reconhecida relevância no panorama internacional à volta do tema “Como combater a radicalização e o terrorismo: mecanismos de prevenção e conhecimento partilhado no espaço mediterrâneo e europeu”.
O Fórum Lisboa é uma plataforma de diálogo e partilha de experiências que abrirá as suas portas no Centro Ismaili, em Lisboa, sob forma de conferências com abertura oficial de Jorge Sampaio, Nazim Ahmad e H.E. André Azoulay, entre outros.
“INE confirma estagnação da economia no 3º trimestre” [DN] Ainda o governo de esquerda não existia e já causava estragos. Esta esquerdalhada…

Foto via The Guardian (http://bit.ly/1Q8kXTD)
Vous avez tout à fait raison M. le Premier Ministre
***
Jim Hacker: What are you doing here?
Sir Humphrey: Purely my sense of duty-free.
Jim Hacker: Duty-free?
Sir Humphrey: Er… duty, free from any personal consideration.
***
Tudo mais calmo, nesta manhã chuvosa. Enquanto tomo um café, durante o intervalo de um artigo de Patrick Hanks, leio um texto do João Mendes e dou comigo a reflectir acerca de uma das matérias mais complicadas no exercício da minha profissão.
Em Agosto de 2013, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, delegou no Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Verdial de Castro Ramos Maçães, diversas competências.
Em Dezembro de 2013, David Lidington foi a Lisboa e encontrou-se com o homólogo português, Bruno Maçães.
No Reino Unido, o Foreign & Commonwealth Office é composto pelo Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs, com uma “overall responsibility“, e por três Ministers of State, entre os quais se encontra David Lidington (Minister of State for Europe) — além de dois Parliamentary Under Secretaries of State.
Em 15 de Dezembro de 2014, o Conselho dos Negócios Estrangeiros/Foreign Affairs Council contou com a participação, entre outros, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros/Minister for Foreign Affairs, Rui Machete, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs (Foreign Secretary), Philip Hammond.
Apesar de Machete e de Hammond serem homólogos, a designação em inglês não é a mesma: em Dezembro de 2014, Machete era Minister e Hammond era Secretary.
Em 21 de Outubro de 2014, o Conselho dos Assuntos Gerais (General Affairs Council) contou com a participação, entre outros, quer de David Lidington, Ministro-Adjunto dos Assuntos Europeus, Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Minister of State for Europe, Foreign and Commonwealth Office, quer de Bruno Maçães Secretário de Estado dos Assuntos Europeus/Secretary of State for European Affairs.
Como aconteceu com Machete e Hammond, apesar de Lidington e Maçães serem homólogos, a designação em inglês também não é a mesma: em Outubro de 2014, Maçães era Secretary e Lidington era Minister.
Uma nota da Embaixada Britânica em Lisboa, acerca do encontro entre Lidington e Maçães, é clara na distinção entre Minister e Secretary:
the UK Minister for Europe met his Portuguese opposite number Bruno Maçães, State Secretary for European Affairs.
Como este título, relativo a Philip Hammond e Laurent Fabius
The British Foreign Secretary, Philip Hammond MP, visited Lisbon on 18 February for talks with his counterpart, Minister Rui Machete
Portanto, uma vez que não foi membro do Governo de Sua Majestade, salvo melhor opinião, Bruno Maçães tem duas opções: ou State Secretary ou Secretary of State.

Os truques da imprensa portuguesa é uma página no Facebook que, tal como o próprio nome indica, se dedica a desmontar e expor as mais variadas artimanhas que nos vão sendo servidas pela nossa comunicação social. Numa das suas mais recentes publicações, esta página faz referência a uma notícia publicada no Expresso a poucos dias das Legislativas, que vinha dar força ao embuste pré-eleitoral da “devolução” da sobretaxa, na qual era afirmado que, apesar da projecção governamental de uma “devolução” na casa 35% do valor da sobretaxa em 2015, as contas do Expresso iam mais longe e referiam que essa devolução se situaria entre os 60% e os 100%. [Read more…]

Na sua conta no Twitter, o ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus Bruno Maçães apresenta-se como “Former Europe Minister in Portugal“, cargo que não existiu durante a vigência dos XIX e XX governos constituicionais, sendo a secretaria de Estado tutelada por Maçães uma dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Não surpreende esta adulteração do jovem ex-ministro ex-secretário de Estado, mas a verdade é que estamos perante um logro, na senda de outros logros curriculares com a chancela do PSD como o de Miguel Relvas, Rui Machete (o ex-ministro “patrão” de Bruno Maçães) e Franquelim Alves, tendo no caso dos dois últimos sido omitida a passagem pela SLN, dona da famosa mega-fraude BPN. Mas fica sempre muito bem na fotografia. Pena não ser verdade.
Atira-se ao Costa por procurar a Unidade à Esquerda. Apoia Maria de Belém porque é a melhor colocada para unir a esquerda.

oto: imago/GlobalImagens
Para compreenderem o orgulho e a alegria que senti ao ver Francisca van Dunen jurando o seu compromisso de honra como Ministra da Justiça do governo liderado por António Costa, vou explicar-vos algumas coisas. E jurou de cabeça levantada, a olhar de frente, em voz forte e serena.
Vivo há muitos anos no Canadá, um país de democracia parlamentar. Por decisão referendada, a chefe do estado canadiano é a Rainha de Inglaterra. O Canadá tem 10 províncias e 3 territórios, vai do Atlântico ao Pacífico, tem ao norte o mar Árctico. Cada província tem o seu parlamento e este elege o governo local. Na capital federal, em Otava, a Rainha está representada pelo Governador Geral, que tem guarda de honra como a soberana. É ali que está o parlamento federal, eleito por todo o país, donde sai o governo federal. Nas capitais provinciais a representação é garantida pelo Governador-Adjunto. Quando os imigrantes, depois duns anos de residência e de provas dadas, requerem a cidadania canadiana, juram respeito ao país e à Rainha. As pessoas com mérito para o cargo, tenham a origem, a religião e a raça que tiverem, podem ser escolhidas.Nos anos que levo deste país, vi como governadores gerais uma senhora francófona, um ucraniano, uma senhora chinesa e outra negra do Haiti. Todos eles cumpriram com brio os seus mandatos, mas devo sublinhar que as cidadãs de Hong Kong e do Haiti, ambas jornalistas da TV estadual, respectivamente Adrienne Clarckson e Michaelle Jean, foram brilhantes e são tidas com respeito e afecto pela população. No Ontário, tivemos um governador-adjunto negro, Sir Lincoln Alexander, um verdadeiro ícone de elegância e popularidade. É comum termos ministros e altos funcionários públicos negros, mestiços, indianos, chineses, índios. O mesmo se diga do jornalismo, audiovisual e escrito, das equipas hospitalares. Em todos os sectores da vida canadiana, há pessoas de todas as raças e credos. Viver no respeito pela diversidade, faz parte do ADN do Canadá. Ninguém refere a raça, a religião, a origem ou a orientação sexual dos outros. Somos todos canadianos, temos todos os mesmos deveres e direitos perante a lei, prezamos a paz e a harmonia.

© Yu Fujiwara (http://bit.ly/1Hv1jQy)
She’s hangin’ on his arms
like a cheap suit
— David Bowie
***
Hoje, o director do Correio da Manhã escreveu o seguinte:
Vai uma enorme polémica e uma ainda maior onda de indignação nas redes sociais por o CM ter dito que uma cega é cega e que um cigano é cigano.
Lembro-me bem da polémica e da indignação que não houve, quando o director do Correio da Manhã garantiu que
A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.
Efectivamente, quer há cerca de um mês, quando voltei a passar por Savile Row – desta vez, a caminho da rua do Ziggy–, quer hoje, ao ler uma entrevista relativamente recente,

lembrei-me dessa indignação e dessa polémica que não houve. Não houve polémica? Não houve indignação? Claro que não. Não houve nem polémica, nem indignação. Contudo, há fatos.

Apesar da inenarrável Isabel Jonet, a acção do Banco Alimentar é de uma importância inquestionável, nomeadamente nestes tempos em que a pobreza avança de forma preocupante e sem precedentes na era democrática. Como vem sendo habitual nesta altura do ano, a instituição lançou uma campanha de recolha de bens junto das principais superfícies comerciais que o bom coração do português comum, como é seu hábito, decidiu abraçar. [Read more…]

Ainda o novo governo não tinha sido empossado e já alguns representantes da ala ressabiada à direita nas redes sociais disparavam contra os escolhidos por António Costa, essencialmente por existirem, e iniciavam um processo de difamação dos mesmos, ao bom velho estilo Maria Luz. Apeados do poder e privados do monopólio do tacho, elites, colaboracionistas e respectivo rebanho da ressabia estão e fúria e o espectáculo está a ser bonito de ser ver. É sempre interessante ver o que está por trás da máscara dos falsos democratas.
Os melhores argumentos até ao momento são que um é filho do Mário Soares, outro é advogado do Sócrates, uma não sabe escrever e um outro foi mesmo ministro do infame nº44. [Read more…]

“Quem acredita num crescimento infinito num planeta fisicamente finito, ou é louco, ou economista” – David Attenborough
Marcha Mundial do Clima em Lisboa, 29.11.2015, 15 horas, Martim Moniz

Após os atentados em Paris, alguns governantes portugueses fizeram declarações públicas no sentido de tranquilizar a população. Rui Machete afirmou “ter esperança” que o país se mantivesse fora dos radares do terrorismo, apesar da ausência de garantias absolutas de segurança, enquanto Calvão da Silva afirmava a existência de um “máximo grau de atenção” e reiterava que os portugueses podiam “confiar nas forças preventivas, de segurança e de informação”.
Depois do episódio que vivi ontem, acho que o melhor mesmo é alinhar na esperança de Rui Machete porque não só não existem garantias absolutas de segurança como o nível de vulnerabilidade é muito superior àquilo que alguma vez imaginei. Sorte a dos mais de 10 mil adeptos que ontem marcaram presença no Estádio Municipal de Braga que eu não sou terrorista. Porque se fosse, com a ajuda da permissividade de alguns elementos da segurança do recinto, bem que podia ter mandado tudo pelos ares. Confuso? [Read more…]

Judith Menezes e Sousa/ TSF (http://bit.ly/1NgmaaN)
Hoje, segundo rezam as crónicas, Pedro Nuno Santos e Eduardo Ferro Rodrigues reuniram-se durante cerca de 15 minutos. Em causa esteve a entrega do Programa de Governo. Ao chegar à página 44 do documento, encontrei um aspecto extremamente positivo: a fiscalização abstracta. Para informações acerca da fiscalização abstracta, sugiro a leitura dos artigos 224.º e (mais importante) 281.º da CRP.
Agora, vamos àquilo que efectivamente interessa.
Nesta página 44 do Programa de Governo, encontramos “em sede de fiscalização sucessiva abstrata da constitucionalidade”, “o processo de fiscalização abstrata” e “suscitarem a fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade”.
De facto, todo o documento é uma espécie de regresso ao caos do XIX Governo Constitucional.
Vejamos alguns (sim, só alguns) exemplos:
“perspectiva“ (p. 66) e “perspetiva” (p. 163);
“Sector Empresarial do Estado” (p. 9) e “setor das tecnologias” (p. 20);
“carácter transversal” (p. 51) e caráter universal (p. 87);
“afectação de recursos” (p. 169) e “afetação de recursos” (p. 221);
“recepção dos sinais” (p. 206) e “receção de depósitos” (p. 84);
“título electrónico“ (p. 170) e equipamentos “eletrónicos“ (p. 190);
“factor de enriquecimento” (p. 201) e “fator de fragilização” (p. 224);
“1 de Janeiro de 2016″ (p. 8) e “no passado dia 4 de outubro“ (p. 4).
Como se previa, lá vem, na página 250, para inglês ver, a tal «implementação das ações [sic] necessárias à harmonização ortográfica da língua portuguesa».
Exactamente.
Agora, sim: desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

© Presidência da República http://bit.ly/1lNIKNM
Efectivamente, apesar do ‘projeto’ e até do ‘projeto a projeto’, apesar de ‘outubro’, apesar de ‘diretamente’, de ‘trajeto’, de ‘proteção’, de ‘coletivo’, de ‘objetivo’, de ‘trajetória’, há ‘activos’. Exactamente: há activos.

Curiosamente, no discurso de Cavaco Silva, podemos ler “perspetivas económicas para Portugal”.
Como é sabido, antes do AO90, tínhamos
(1) em ortografia portuguesa europeia, “perspectivas económicas“;
(2) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.
Como é igualmente sabido, com o AO90, temos
(3) em ortografia portuguesa europeia, “perspetivas económicas“;
(4) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.
Portanto, o objectivo “conseguir chegar a uma ortografia comum” foi plenamente atingido, pois (1) e (2) eram diferentes e (3) e (4) são iguais. Não? Pois não.
Quando começar aquela (sim, aquela) “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas constantes no projeto [sic] de programa eleitoral“, avisem-me, sff.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

O dispendioso monarca de Belém relembrou ontem os portugueses que mais do que um indivíduo a brincar aos presidentes da República, Cavaco Silva é uma espécie de presidente do conselho que ainda recebe visitas apesar de já não mandar nada. Aterrado pelo afastamento do delfim Coelho, Cavaco regressou aos discursos marcados pelo ressentimento e não perdeu a oportunidade de avisar António Costa de que apesar de não poder dissolver o Parlamento, ainda dispõe de alguns poderes, referindo-se obviamente à possibilidade de demitir o governo e vetar, por exemplo, o Orçamento de Estado. Cavaco fará o que estiver ao seu alcance para dificultar a vida do novo governo. O rancor, que como sempre se sobrepõe ao interesse nacional, a isso o obriga. [Read more…]
“Juros da dívida continuam em queda”. [Expresso] Malditos juros que não colaboram com a propaganda do PàF!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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