Chamam-lhes migrantes (II)

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(c) Darko Bandic/AP

Alguém acredita que se o PSD fosse governo haveria um primeiro-ministro investigado?

Esperem, o PSD é governo.

Alguém acredita que se o CDS fosse governo haveria um vice-primeiro-ministro investigado?

Esperem, o CDS é governo.

A tragédia dos refugiados

precisa de política corajosa, e de «governos [que] não cedam a calendários eleitorais (como o português), como se de uma invasão de marcianos se tratasse.» Bernardo Pires de Lima, hoje no DN

Vale a pena pensar nisto!

fonte: eurostat

fonte: eurostat

Este mapa é elucidativo da percentagem de jovens de adultos europeus, com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos, que ainda vivem em casa dos seus pais.

O mapa evidência as manifestas diferenças de comportamentos entre os jovens do Norte e do Sul e os do Leste e do Oeste da Europa.

Em minha opinião, que é também partilhada por outros sociólogos, estas diferenças evidenciadas pelo mapa podem ser explicadas fundamentalmente pelas seguintes razões:

A primeira é que nos países mediterrânicos, como Portugal, a Itália e a Grécia, o valor família tem uma grande importância, sendo esta vista como um pilar fundamental da sociedade, por isso, não existe o estigma associado ao facto de um jovem adulto continuar a viver em casa dos pais.

A segunda é que a crise financeira em que a Europa tem estado mergulhada, nos últimos anos, é com toda a certeza também responsável por esta situação atendendo que os países que foram e continuam a ser mais atingidos pela crise têm coincidentemente números mais elevados de jovens adultos a viverem em casa dos seus pais.

Com base nestes dados, fornecidos pelo Eurostat, salienta-se a Eslováquia que tem a maior taxa de jovens adultos a viverem em casa dos seus pais, com um valor que atinge os 56,6%, por sua vez, a Dinamarca tem a menor taxa com apenas 1,8%.

Em comparação com estes dados dos paises europeus temos os EUA em que 13,9% da população, em análise, vive em casa dos pais.

Em Portugal 44,5% dos jovens adultos portugueses vivem ainda em casa dos seus pais. Estes números são também assustadores para o nosso País.

Estes dados deveriam merecer uma análise profunda dos politicos europeus, sendo que os politicos portugueses deveriam também olhar para este problema com muita preocupação, olhando para esta questão como estrutural da nossa sociedade.

Uma sociedade em que os jovens se autonomizam mais tarde será sempre uma sociedade mais envelhecida. A Europa vive num rigoroso ” inverno demográfico “, por isso, entendo que é  urgente que os políticos tomem medidas no sentido de rapidamente se inverter esta situação.

Lopes

O intruso entrou na sala silenciosamente, servia-se Pedro de uma reconfortante bebida, descontraindo de um dia cheio de inaugurações e contactos com aquela gente simples apoiada pela Santa Casa. Enfim, uma maçada. Mas bem paga, lá isso era. Discreto, o intruso aproximou-se e, subitamente, agarrou Pedro por um braço apertando como um torniquete. Pedro sentiu-se desfalecer e duvidou ser capaz de dominar a sua bexiga. O visitante, homem ostensivamente bem vestido e perfumado, falou:
– Mi scusi, signor Santana – começou o estranho -,credersi signore del mondo? Vorrei essere presidente da Portugalo? È signore di fare quello che vuole, ma avere un grande stipendio, guadagnare per la pagnotta en la Santa Casa da Misericórdia, è finito, capisci? Fare vita da gran signore? Finito.Darsi della arie di gran signore? Finito.
– Q-q-quem manda?- perguntava Pedro, aflito.
– Il Padrone, signore Pedro – responde o intruso – il signor Tal dei Tali, il signor “direttore”.
–Então est-t-t-tá bem. Eu saio. Se me portar bem posso continuar aqui? As más linguas dizem que, pela primeira vez, a Santa Casa deu um prejuízo de milhões, mas é tudo mentira, eu posso explicar.
Calmamente, o intruso largou o braço de Pedro, que apertara como uma tenaz. Pedro soube ali que lhe estavam a fazer uma proposta irrecusável. Assim, esfregou os músculos doridos e, mal recuperou a circulação, redigiu o comunicado da sua desistência da candidatura à presidência da República.
Capisci?

Novamente, relação PSD/banca obriga os “contribuintes” a pagarem buraco

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Depois de Cavaco Silva, Carlos Costa, Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho terem, todos eles, afirmado solene e repetidamente que a solução que eles escolheram para o BES não teria impacto para os portugueses, ou para os “contribuintes”, como eles dizem, logo se começou a duvidar da seriedade das posições por eles assumidas.

Durante o último ano uma coisa e o seu oposto disseram sobre este assunto. A ideia de que, afinal, os portugueses seriam chamados a pagar o buraco do BES foi sendo sucessivamente trabalhada na opinião pública.

Este é o terceiro banco que, por mão do PSD, volta a ter o buraco das contas pago pelos portugueses. Primeiro foi o BPN e o BPP, bancos dos quadros do PSD e falido pelos quadros do PSD. O BPN foi nacionalizado pelo PS, para mal das nossas finanças, que viram um prejuízo privado transformado em prejuízo público. O BPP foi outro banco cujos prejuízos foram transferidos para o erário público. E agora é o BES, o qual pela mão do PSD e do CDS, volta a ser um banco no qual as trafulhices da família Espírito Santo estão prestes a ser pagas pelos portugueses.

Qual é a pressa, como perguntaria Seguro, qual é a pressa para vender o BES com tal urgência?

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Postal já não sei de onde

Please proceed to departure gates

Este postal não tem fotografias. Porque apenas tirei duas hoje, uma delas selfie, enquanto fumava no aeroporto de Heathrow. Afinal este postal tem duas fotografias. Acordei um bocadinho depois das oito em Edimburgo. São quatro da manhã e estou praticamente a dormir, no sofá de minha casa, sentindo uma espécie de vazio, que o sono, de certeza, apagará. O voo de Edimburgo para Londres atrasou-se uma hora. O aeroporto de Edinburgo é muito organizado e moderno. Pela primeira vez entrei numa máquina que me fez um ‘body scan’. Não sei o que encontrou, se pode radiografar o princípio do vazio que sinto agora dentro. Seja como for, deixaram-me seguir para as portas de embarque. Estamos sempre a partir de qualquer lado, a atravessar portas, pessoas, dimensões e a derrubar barreiras, quando viajamos.
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Chamam-lhes migrantes

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Na noite passada. Náufragos na costa da Líbia
Daqui

Ao Cuidado dos ” Aventarias ” desta vida.

 

” Porque ”

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

in Mar Novo (1958) de Sophia de Mello Breyner Andresen

Cancro da Mama, um dos grandes flagelos do século XXI.

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Uma excelente notícia, sobretudo para as mulheres, mas também para as famílias que têm no papel da ” Mãe ” o seu grande pilar e equilíbrio. As famílias que passaram por isto percebem e sabem bem do que falo.

Despesismo e regabofe: a lição de Pedro Passos Coelho

Tecnoforma

Seguindo as melhores práticas eleitoralistas da coligação PSD/CDS-PP, que não se inibe, e bem, de recordar a herança socrática, recordemos uma das mais famosas e mal explicadas heranças do nosso primeiro-ministro, homem de peculiar rigor e responsabilidade, que na década passada abria portas para uma empresa que ficou com a fatia de leão dos fundos geridos pelo amigo Relvas através do programa Foral para, entre outras prioridades, ministrar formações para funções que não existiam em aeroportos desactivados. Chama-se a isto acautelar o futuro. Pelo menos o dele e o dos amigos tecnofórmicos. Já a conta ficou a seu cargo caro contribuinte. Parabéns pelo investimento e não se esqueça de votar neste indivíduo. Há mais dinheiro para gastar mal gasto de onde veio este. E se em algum momento se sentir revoltado, pode sempre consumir alguma propaganda com números manipulados sobre a economia e o emprego que deverão ser suficientes para o acalmar até 5 de Outubro. Votos de um óptimo fim-de-semana e não se esqueça de empobrecer que as isenções fiscais do PSI-20 não se pagam sozinhas.

Postcards from Scotland #12 (Edinburgh)

‘Wanna be lonely with me?’* or ‘There will be no miracles here’**

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Edimburgo é agora a cidade mais bonita do mundo. Agora que mal a conheci e me despeço já dela. Edimburgo tem recantos que me comovem e se acontecer que me perguntem a razão, na verdade não saberei dizer porquê. Mas Edimburgo só é a cidade mais bonita do mundo quando consigo abstrair-me das multidões que de manhã à noite percorrem, por estes dias do Fringe, as suas ruas. É um exercício difícil, mas aprende-se também a abstração como, na realidade, se aprende tudo. Até a gostar da cor cinzenta e fria que tinge os prédios, do sol intermitente, dos pingos de chuva que nos atingem, grossos e pesados, quando menos esperamos. Das quatro estações numa hora.

Acordei tarde porque ontem fiquei até às tantas na conversa com o Estevan (e não Estebán, como havia escrito no último postal) e com o Manu. Hoje de manhã ainda não eram 9 horas toca a campainha insistentemente e ouço vozes a falar muito alto. As vozes calam-se e eu volto a dormir por mais duas horas. Saio de casa antes do meio dia e tomo um pequeno almoço de fruta e café no Costa aqui na esquina. A seguir vou tentar perceber onde é a paragem do autocarro (41 ou 13) para a Galeria de Arte Moderna. Caminho por isso pela South Bridge, depois pela North Bridge e por quase toda a Princes Street até encontrar a paragem dos autocarros que me interessa. Acordei com as grossas pingas de chuva a cair na janela por cima da minha cabeça. Passado um bocado já brilhava o sol e o céu estava azul. Quando saio de casa chove novamente, mas pouco depois está calor até. Em menos de uma hora as quatro estações, como já disse. Nas ruas que referi a multidão é imensa. As pessoas caminham como se não vissem as outras, como se fossem cegas e andassem sempre em frente, aos encontrões se necessário. Na realidade é mesmo assim. Como se fossem cegas, aos encontrões. Faz-me muita impressão esta gente toda e tento abstrair-me tanto quanto possível, respirando fundo e olhando para cima, para os prédios altos e tão bonitos, para as nuvens, para as copas das árvores.

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Ai meu Deus que lá se vai o défice de 2014!

Crise na China atrapalha a venda do Novo Banco” [Expresso].

Uma boa notícia contra a devassa da vida privada

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TC chumba possibilidade de secretas acederem a metadados das comunicações.

7 votos contra e 1 a favor não deixam dúvidas quanto ao teor da ilegalidade. Era um vergonhoso diploma que contou com a aprovação do bloco central (PSD, CDS e PS).

O novo regime aprovado há cerca de um mês alargava o poder dos diferentes serviços de informações, através do acesso aos chamados metadados, nomeadamente, informação bancária, fiscal, tráfego e localização de mensagens e chamadas. O acesso previsto na alteração focava-se em situações de suspeita de actos terroristas e criminalidade organizada transnacional.

As intenções são sempre boas. Delas está cheio o inferno.

O PS havia aceite votar a favor da proposta do Governo depois da maioria ter limitado o acesso das secretas aos metadados a situações suspeitas de terrorismo, tráficos transnacionais e de ameaça à segurança do Estado.

Ou seja, os supostos liberais queriam que o estado tivesse ainda mais poder. Ai Frei Tomás, Frei Tomás, tantos seguidores reuniste. Se tivesses Facebook na altura, eras um sucesso de partilhas.

Um dia igual a tantos outros

Nelson Évora ganha uma medalha

e há fatos no sítio do costume.

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Como os trolls da coligação distorcem a realidade

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Os trolls evoluíram e a vida de troll já não é o que em tempos foi. Nos dias que correm, a trollice surge incorporada nas estratégias eleitorais dos partidos sendo que, por cá, o insuspeito PSD é pioneiro na arte de distorcer e perverter a discussão dos temas essenciais com requintes de terrorismo virtual. Algo que de resto ficou provado durante as guerras online que marcaram as Internas de 2010 e as Legislativas de 2011, que incluíram a criação em massa perfis anónimos e incendiários nas redes sociais ou a manipulação do fórum da TSF, tácticas que surgem hoje renovadas e com um impacto incomensuravelmente maior. [Read more…]

Estupidificação social-democrata

MAC

Costuma dizer-se que a estupidez tem limites, mas a sabedoria popular, tal como a honestidade e a ética, parece ter perdido o seu espaço na actual cadeia de comando do PSD.

Marco António Costa, destacado líder do PSD, homem forte de Pedro Passos Coelho, suposto líder de uma rede tentacular de tráfico de influências e péssimo gestor publico que contribuiu de forma decisiva para o afundamento das contas da autarquia de Gaia, uma das mais endividadas do país, foi à Universidade de Verão falar com os seus jotas. Terá sido workshop sobre alpinismo político? Não sabemos nem interessa muito para o caso.
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Privatizações: a perspectiva de Mariana Mortágua

Paulo Pereira

“O Poder de fazer um apagão no País é a Razão porque a EDP nunca pode ser privada”

O Tribunal de Contas arrasa o processo de privatização da EDP e da REN. Os juízes sublinham que os elevados dividendos anuais das empresas podiam render, no longo prazo, mais dinheiro ao Estado do que a operação de venda. Apontam ainda um conflito de interesses, com consultores a trabalharem para ambos os lados.

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PPP fiscais

As PPP são uma forma de fazer obra, colhendo os dividendos eleitorais, mas deixando a factura para outros pagarem. Já aquilo a que a malta da coligação chama de PPP sociais é um spin para dar a ideia de que se está a fazer algo que tem antecedentes, quando na verdade é “apenas” a privatização da Segurança Social, algo novel, portanto.

Mas este governo está a fazer uma coisa tipo PPP e que, de facto, é uma reedição do passado. Falo deste suposto reembolso fiscal, a realizar no ano que vem, caso este ano corra bem. Tirando o facto de não termos tido um único governo que não tenha recorrido a orçamentos rectificativos e, portanto, as “coisas” nunca correram bem, estamos perante uma situação em que um governo faz usufruto de dinheiro no presente,  deixando a responsabilidade de pagar para quem vier a seguir (se etc. e tal).

Tal e qual as PPP. Basta, aliás, ver toda a propaganda feita à volta desta suposta futura devolução (que promessa mais frouxa!) para se comprovar que há dividendos eleitorais em causa. Mas há outros, nomeadamente os de tapar buracos nas contas, graças ao excesso de impostos, camuflando os problemas.

Um governo que estivesse de facto preocupado com a economia e confiante no sucesso das suas políticas teria de imediato baixado os impostos, capitalizando um verdadeiro ganho eleitoral. Não o fazendo, temos que concluir que não está preocupado com a economia ou, alternativamente, não tem confiança nos seus resultados. E, não o fazendo, está, como referido acima, a aplicar o princípio das PPP: quem vier a seguir que se amanhe.

Agora, gente da oposição, é só pegar nestes parágrafos escritos em cima do joelho e construir um discurso. Não têm de quê.

Postcards from Scotland #11 (Edinburgh)

‘Todo está al revés’ ou ‘the life I could have lived, if only…’

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Janto num sítio bestial, Stac Polly, um restaurantezinho simpático e bonito, com comida fabulosa (e eu tenho andado há semanas a comer comida de pub), na St. Mary Street. Bebo uma pint de Raven Ale a acompanhar a maravilhosa refeição, uma cerveja que, tenho quase a certeza, o Diogo haveria de gostar. Percorro, depois do café bastante aceitável, o resto da rua até à Royal Mile, no cruzamento com a High Street, onde caminho até à esquina com a South Bridge. Aí encontro a Cowgate e viro logo à direita para a Guthrie Street, não sem antes hesitar se entro no Jazz Bar aqui mesmo ao lado. Hesito mas não entro, portanto, porque quero perguntar primeiro ao Manu que tal é o bar. Entro em casa devem ser pouco mais de 22h e o Manu está acompanhado do Estebán, metade equatoriano, metade espanhol, que é homem-estátua e pintor e cuja fotografia apareceu há uns dias no Times. Uma fotografia belíssima, diga-se, quando a encontrar online logo a mostrarei. O Estebán está a pintar uma parede no quarto do Manu. Duas figuras bem bonitas, já vos digo. Mas quando meto a chave à porta estão os dois a beber cubas-livre. Oferecem-me mas rejeito porque não gosto de rum, mas ali fico a conversar com os dois.

Falamos principalmente de política e a certa altura o Estebán exclama a propósito das diferenças entre os ricos e os pobres e entre os países do norte e do sul que tudo está ao contrário. ‘Todo está al revés’. Concordamos todos na maior parte das coisas, embora eu me sinta obrigada a ser mais otimista que eles e nem sei bem porquê. Mas nos últimos anos, tenho para mim que se não somos ou tentamos ser otimistas – ainda outro dia o disse noutro postal, a respeito de uma conversa sobre a Grécia havida em Aberdeen – acabaremos por nos suicidar todos. Sim, o Gonçalo M. Tavares já o escreveu muito melhor do que alguma vez eu o farei… qualquer coisa como ‘o que é surpreendente é que não existam mais pessoas que todos os dias se atirem de prédios altos’. Não era assim, era apenas parecido, mas é esta a ideia. E por isso, a necessidade de otimismo. A certa altura o Estebán vai pintar a parede e eu continuo a fumar com o Manu. Ele fala muito alto sobre as razões pelas quais se atirou de Espanha para fora. Espanha, diz, não é um país decente. Um país que deixa que aconteça às pessoas o que está a acontecer não pode ser, diz ele, um país decente. Digo-lhe que o meu país também não é decente, que a Grécia também não o é, mas que as coisas começam a mudar aos poucos, ou, pelo menos, eu tenho essa esperança.

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Privatização dos transportes no Porto:

O Governo fez um estudo. Mas também fez um caderno de encargos que descura as necessidades de serviço público. Rui Moreira não alinha. Mais info aqui.

Paulo Azevedo: um exemplo de simplicidade e sucesso.

 

O Paulo Azevedo é um gestor fora do comum, apenas veste fato e gravata só quando é mesmo estritamente necessário, conduz um pequeno mini, no dia a dia, e os seus colaboradores tratam-no simplesmente por Paulo.

É um homem simples que gosta das coisas simples da vida, muito à imagem do seu Pai, com quem aprendeu quase tudo e com quem também aprendeu a ser um líder. Não aceita o impossível, nem limites. Um dos seus princípios de vida é que é sempre possível fazer mais e melhor, por isso, é um eterno insatisfeito.

Esta é a grande diferença entre a simplicidade de um CEO de um dos mais importantes e fortes grupos económicos portugueses, com investimentos nos mais variados quadrantes do mundo, e as mordomias da maioria dos nossos políticos, desde o simples presidente de câmara de um município com 5.000 eleitores, passando pelos gestores das empresas públicas, ministros, até ao Primeiro-Ministro  E sabem porquê? É que ao Paulo Azevedo sabe o que custa a vida, sabe o que custa pagar salários ao final do mês, sabe o quanto custa arriscar todos os dias o seu dinheiro e o seu património.

Talvez muitos não saibam mas Paulo Azevedo, o homem que lidera o Grupo Sonae, tem as suas raízes familiares no Marco de Canaveses. Esta é a minha terra que é também a terra natal do seu Pai, o Engenheiro Belmiro de Azevedo. É com um enorme orgulho que vejo o Paulo Azevedo como um dos gestores de um dos maiores grupos económicos portugueses. E estou convicto que com a sua liderança vamos ter uma Sonae, no futuro, ainda mais forte e mais pujante.

Pode?

“Estado pode ter perdido milhões com privatizações da EDP e REN” [TSF]. Vender os anéis para esconder o falhanço, a isto se resume a obsessão das privatizações.

Sobre como numa economia de casino

os nossos recursos são fichas de jogo.
Mais um golo de Mariana Mortágua. Fonte: esquerda.net
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Para os pais que não são professores, isto pode ser difícil de entender

Santana Castilho*

É real e de conhecimento pessoal. Tem 53 anos, 26 de profissão a que se entregou com amor, hoje cansado. Estava efectivo a 160 quilómetros diários (80 para lá e 80 para cá) da casa onde vive com duas filhas. Concorreu para mudança de quadro de escola, para se aproximar da residência. Conseguiu colocação numa escola 40 quilómetros mais perto (20 para lá e 20 para cá). Dois dias depois, o absurdo caiu-lhe em cima: a escola onde o colocaram não tem horário para ele. Alma angustiada, empurraram-no para a dança macabra da “mobilidade por ausência de componente lectiva”, que pode terminar em “requalificação” e despedimento.

Está apresentado. É um dos muitos, com vidas adiadas. Algumas, para sempre! É professor.

Daqui a dias vai falar-se, muito, do costume: das crianças que voltam às aulas, do que os pais gastaram para lá as pôr e das escolas que ainda não abriram. Não se falará, certamente, da situação profissional dos professores. [Read more…]

Depois da tempestade, a bolsa que mais valorizou foi… a grega!

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Depois da tempestade chinesa, com o mais que óbvio dedo de António Costa no desastre, os mercados acordaram ontem mais optimistas e foi vê-los regressar à abundância que tão bem os caracteriza. Bastou o Banco Popular da China anunciar taxas de juro mais baixas para que uma onda de euforia tomasse conta das praças europeias. Por todo o lado, índices bolsistas dispararam como foguetes no S. João e até por cá o tão nosso – ainda que parcialmente holandês – PSI-20 terminou a sessão com ganhos na ordem dos 4,71%. Contudo, não deixa de ser curioso que o índice grego tenha sido aquele que maior crescimento registou, fechando o dia com uma valorização de 9,38%. Aposto que foi obra e graça da acção do governo português. Sai um cartaz de propaganda troglodita para mesa 10 se faz favor. Portugal à Frente, até na Grécia!

P.S. Os nossos patrões da Fosun e da Haitong perderam mais de 4 mil milhões de euros com a brincadeira. Quando chega a factura?

Esfreguem com força

Cadeiras do Parlamento foram para desparasitação. Não será tarefa fácil.

Acendamos todos uma vela

Os 10 mais ricos do mundo perderam €15,4 mil milhões num dia” [Expresso]

Postcards from Scotland # 10 (between Inverness and Edinburgh)

«It’s the fucking great outdoors»*
(and it is the fucking great city of Edinburgh)

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Em Inverness acordo cedo, mas assim mesmo não a horas de tomar o pequeno almoço. Há décadas que não ficava num Bed & Breakfast e, aqui entre nós, tenho intenção de passar mais algumas décadas sem repetir a experiência. Apesar de muito central, a rigidez do homem quanto ao horário do pequeno almoço, mesmo diante da minha insistência de que eram umas horas absurdas… das 8h às 9h… quer dizer… não cedeu um segundo que fosse. Quando hoje acordei e desci com as malas para pagar e me por a andar dali, tive outra surpresa desagradável. Não podia pagar com cartão e não tinha comigo dinheiro suficiente. Desagradou-me que o homem insistisse que estava escrito no Booking.com que não aceitava cartões. Quando, na verdade, eu tinha comigo o email da reserva e nada constava nesse sentido. Chateada desci os Market Steps até ao centro e levantei dinheiro. Voltei a subir os muitos degraus, ainda aborrecida e quando cheguei ao nº 15 da Ardconnel Street paguei e pedi ao homem que me chamasse um taxi. Estava quase na hora de me encontrar com a Txus no Mercado em frente à estação. O homem antes perguntou-me ‘para onde vai agora?’ e eu, ainda esquinada com ele e com falta de cafeína, respondi-lhe se tinha alguma coisa a ver com isso.

No Mercado, de mau humor, tomo o pequeno almoço e logo chega a Txus com as suas próprias malas. Alegro-me um pouco ao ver girassois na florista. Mas ao tirar uma fotografia, a dona da loja vem lá de dentro, com cara de cão de fila e exclama que não posso tirar fotografias. Eu e a Txus entreolhamo-nos pasmadas… não se podem tirar fotografias a flores, porque? De qualquer modo, já tinha tirado a fotografia. Adiante. Despeço-me da Txus com um abraço certa que nos voltaremos a ver daqui a pouco mais de um mês, em Aveiro. E logo depois, certamente, em Madrid em Dezembro. É uma ideia agradável, revê-la daqui a uns tempos. Os reencontros com os amigos são sempre bons e lembram-nos que não vale a pena aborrecermos-nos por coisas parvas como o facto de o homem do B&B nem sequer me ter dado um recibo. E é esta gente, depois, que acusa os do sul da Europa de fugir aos impostos! Enfim, já tinha dito adiante, adiante seja.

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