
Hoje tivemos o aquecimento na SIC Notícias. No final ficou a promessa da SICN para um debate entre as duas partes, de hora e meia ou mais. A coisa promete.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Hoje tivemos o aquecimento na SIC Notícias. No final ficou a promessa da SICN para um debate entre as duas partes, de hora e meia ou mais. A coisa promete.

Os oligarcas russos, como os seus congéneres chineses ou angolanos, navegam livremente nas águas neoliberais do capitalismo de casino, distribuindo as suas fortunas por diferentes ilhas paradisíacas, onde mais do que não se colocar a maçada de ter que pagar impostos, é possível depositar legalmente o produto de todo e qualquer crime, desde que efectuado na ordem dos milhões. É para isso que servem os paraísos fiscais: são o porquinho mealheiro da máfia contemporânea. O mercado livre também é isto.
Não deixa de ser curiosa, a facilidade com que os regimes autoritários e totalitários se movimentam na economia global, alegadamente construída sob a lógica da liberdade do indivíduo, e que, paradoxalmente, subsiste, em larga medida, da subjugação de milhões de indivíduos, à mercê do chicote ou da bota cardada, como acontece na China ou com as monarquias absolutas do Golfo, sem as quais o modelo económico que nos governa de facto entraria em colapso já amanhã.
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Na foto podemos ver José Belo, irmão de Marco Belo Galinha – dono da Global Media e acérrimo defensor de mais protagonismo para o CH nos órgãos de comunicação social do seu império privado, como de resto é seu direito – em sorridente pose com Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa e aliada internacional de André Ventura.
Marine Le Pen e Marco Galinha, o irmão deste destacado militante do CH que, tal como Ventura, veio do PSD no mercado de Verão, partilham a ligação ao dinheiro da oligarquia russa. No caso de Marco Galinha falamos do seu sogro e sócio, o oligarca Markos Leivikov, no caso de Marine Le Pen falamos num empréstimo, no valor de 9,2 milhões de euros, a “fundo perdido” , gentilmente cedido pelo First Czech-Russian Bank, uma instituição opaca que entretanto faliu, livrando os extremistas franceses do pagamento de uma dívida choruda, o que acabou por ser uma casualidade muito oportuna.
[Read more…]“As gasolineiras têm cá uns problemas em aumentar os preços… precisam cá de umas desculpas. O barril está barato? O preço sobe. O barril está caro? O preço sobe. O barril está igual, há guerra, há greve dos camiões, há impostos, há pandemia, está frio, está calor? O preço sobe.”
Aleixo FM, na Antena 3, 09 de Março 2022
Uma vez tive um pesadelo que ainda hoje me assola.
Sonhei que estava num bar muito manhoso, com vários amigos e havia música no palco. De repente, surge uma menina aos altifalantes, anunciando o próximo artista. Um artista de covers, disse.
Toda a gente aplaudiu muito. Afinal, tratava-se de Elton John, o Sir, o grande Elton John. Na minha mente ecoava “and I think it’s gonna be a long, long time” e “oh, Nikita, you will never know”.
O Sir Elton diz lá umas palavras ao microfone. Diz que dedica a música à CNN Portugal. “Imaginem um mundo onde todos os povos se dão bem”…
“Ui… para onde é que isto vai?”, pensei. “O Sir Elton a dizer-nos para imaginarmos um mundo sem existir Estados Unidos da América?…”
Então, começa a cantar o “Imagine”. E eu penso: “espera lá, aquele não é o Elton John, é o José Cid mascarado de Elton John!”. Vem, viver a vida amor, que o tempo que passou…. Ah? [Read more…]

O armamento moderno, nomeadamente os mísseis disparados por submarinos, aviões ou viaturas terrestres, têm hoje um grau de precisão quase milimetrico. Quando atingem uma maternidade, como ontem aconteceu em Mariupol, fazem-no com intenção, revelando a crueldade de quem não hesita em disparar sobre crianças para garantir que o pânico e o medo aterrorizarão todos os que ousarem enfrentar o regime.
Desde Moscovo, Putin ameaça com o seu imenso poderio nuclear quem se atreva a entrar no conflito. Lá dentro, esmaga o idealismo daqueles que ainda não perceberam que a resistência durará enquanto a monstruosa criatura não quiser carregar no acelerador. Bombardear uma maternidade é um aviso à navegação, para que não restem dúvidas sobre o nível de violência que estão preparados para exercer. Cá fora, entre gritinhos e anuncios de guerras económicas sem precedentes, os mais liberais dos governantes do centro da Europa não conseguem embargar o petróleo e o gás russo, porque, alegam, não têm alternativa. E, como não têm alternativa, dizem eles, continuam a financiar a invasão da Ucrânia. Como financiamos a invasão da Georgia ou a ocupação da Crimeia. A crueldade do nosso fornecedor de energia não nasceu há 15 dias.
Acham mesmo que Putin está a perder?

Segundo a Bloomberg, há venezuelanos a voltar ao país, devido a um volte-face inesperado: a Venezuela decidiu abraçar o capitalismo.
Lendo uma coisa destas, assim pela manhã, fica-se com a sensação que teve um lugar um golpe de Estado em Caracas, liderado pelo Guaidó e financiado pelos EUA, que derrubou Nicolás Maduro. Querem ver que, com as TVs ocupadíssimas em loops sobre a invasão da Ucrânia, tão ocupadas que já nem a pandemia tem um holofote que lhe valha, a coisa lhes passou ao lado?
[Read more…]Ao longo dos últimos dias, o Aventar publicou vários artigos sobre o “comentador” Alexandre Guerreiro que geraram uma enorme curiosidade dos leitores com audiências recorde no nosso blogue. Hoje, o Expresso publicou um trabalho sobre a personagem em causa. Um trabalho do jornalista Vitor Matos.
Nessa entrevista, alguns dos dados agora tornados públicos pelo Expresso já os leitores do Aventar os conheciam, nomeadamente a ligação umbilical à Rússia, a sua participação num evento da Universidade de MGIMO (Rússia) e da ligação desta (e do Alexandre Guerreiro) ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.
Agora sabemos quem pagou as despesas: “Na segunda participação, o governo da Crimeia ofereceu a viagem e a estadia” mas o homem continua a dizer que não é pago pelos russos. Aliás, começou por dizer que nunca recebeu nem um chupa-chupa para mais à frente reconhecer que afinal lhe pagaram a ida à Crimeia. Mais uma das múltiplas contradições da personagem, algo já visto antes nos seus escritos nas redes ou intervenções na SIC.
De todo o modo, depois de uma leitura atenta à peça jornalística, ficam algumas dúvidas que espero ver respondidas nos próximos tempos:
Qual o motivo para, depois de ser exonerado do SIED, a Presidência do Conselho de Ministros (PCM) lhe ter criado um posto de trabalho alegadamente “à medida” no governo da PAF, em 2015?
Qual a relação entre a sua ligação à Rússia e em alguns dos seus posts partilhar ideias comuns com as do Chega? Será que temos aqui uma ponte?
Estou certo que vamos ter, aqui no Aventar (e não só), “cenas dos próximos episódios”.
(já agora, a foto deste artigo é de Alexandre Guerreiro, militante do PAN, sim, do PANe foi retirada DAQUI)
Foto: Michael Kappeler / dpa
O Chanceler alemão, Olaf Scholz (SPD) pode estar a ser o primeiro líder europeu a recuar por motivos económicos. Já sei que muitos dirão que se estava mesmo a ver e a célebre frase “É a Economia, estúpido” será a primeira a surgir. Só que o problema de Olaf é outro.
Obviamente, o preço do barril do petróleo, do gás ou dos cereais está a gerar pânico em muitas das grandes empresas alemãs e imagino a pressão que devem estar a exercer sobre o governo alemão. O problema do chanceler é outro. A sociedade alemã. Ou seja, os eleitores. No último estudo de opinião conhecido (Instituto FSB), 49% dos alemães eram favoráveis ao envio de tropas da NATO para a Ucrânia – e este estudo foi publicado na última semana de Janeiro, ainda antes da invasão e existe a noção que esta percentagem hoje é maior. Além disso, em Berlim, realizou-se uma das manifestações mais participadas na Europa a favor da Ucrânia. Ou seja, a opinião pública alemã está de um lado e os grandes interesses económicos alemães estão do outro.
Falta saber de que lado da barricada se vai posicionar Olaf Scholz. Sobretudo quando já se percebeu o lado que os Liberais e os Verdes, seus parceiros de coligação, escolheram. A opção que o Chanceler alemão tomar vai ser um importante indicador para o que podem vir a fazer os restantes líderes europeus. Esta pode mesmo ser a primeira grande batalha entre a opinião pública europeia e os seus lideres, depois de boa parte dos especialistas terem afirmado que até agora foram os primeiros a impor aos segundos o caminho a seguir.

Como escreveu hoje o Nuno Gouveia no twitter: “O PCP foi um caniche do império do mal da URSS. Está com o regime ditatorial dos irmãos Castro em Cuba. Apoia a Coreia do Norte. Recebeu as FARC no Avante. Apoia a ditadura venezuelana. Ainda ano passado apoiou o regime estalinista da Bielorrússia” e eu acrescento aquele momento surreal sobre Holodomor.
Realmente, o PCP é como o algodão, não engana.
Quem é que lhe paga mesmo o salário e lhe fornece o orçamento estratosférico?
Quem?
Um membro da família real da uma monarquia absoluta e totalitária que governa com a Sharia numa mão e o chicote na outra?
Que pune o adultério com lapidação?
Que dá ordem de prisão a vítimas de violação, encarcerando-os pelo menos um ano?
Que chicoteia no tronco, como os portugueses faziam na senzala, quem bebe álcool?
Que decreta a pena de morte para apostatas e homossexuais?
Ah, OK. Então está bem.
P.S. FORÇA, SPORTING!

Eu explico-te, Fernando: desde que o mercado dos combustíveis foi liberalizado, as empresas privadas que nele actuam passaram a fixar os preços a seu bel-prazer, sem regulação ou necessidade de responder a quem quer que seja. Maravilhas do mercado dito livre.
Vai daí, somos agora confrontados com uma triste e oportunista realidade, que é esta: quando o preço do barril desce, as gasolineiras esperam meses até reduzir o preço em meio cêntimo, quando reduzem, alegando que a baixa no preço do barril só se reflecte daí a dois ou três meses, porque a compra é feita antecipadamente.
Quando o preço sobe, o discurso muda e a subida, alegam, é urgente e acontece no imediato, para fazer face ao aumento de custos, que, a julgar pelo que nos dizem quando o preço cai, só se reflectirá daí a uns meses. Chama-se ter a faca e o queijo na mão, e meio bloco central sentado no conselho de administração. Ou mercado a funcionar, não tenho bem a certeza. Também há quem lhe chama chulice, ou esmifranço, mas acho que não devemos expor os leitores do Aventar a discursos ordinários. Para ordinarice já nos chega a atitude das gasolineiras e o ISP.
É ou não é verdade que a gasolina que é vendida hoje deriva de petróleo comprado há meses? E que o preço do barril nessa altura estava bem mais baixo do que hoje? Então, onde entra a desculpa da guerra nesta equação? Será que alguém nos pode explicar?


Grande comuna, este Miguel Esteves Cardoso. Na volta também anda às ordens do Kremlin. Ou então, como a senhora embaixadora da Ucrânia, poderá ter um familiar refém na Soeiro Pereira Gomes. Nunca se sabe…

Já passaram dez anos, desde aquele réveillon em Cascais, marcado pelos diamantes e pela boa disposição. O anfitrião, proprietário do chiquérrimo Farol Design Hotel, era Markos Leivikov (na foto, à esquerda), oligarca russo com ligação directa a Putin e a outros oligarcas da rede de crime organizado dirigida a partir do Kremlin.
Não surpreende, esta proximidade entre Leivikov e o jet set português, também ele repleto de tios e tias, maridos e mulheres dos oligarcas locais, pendurados nos negócios do Estado e nas mais variadas formas de corrupção e tráfico de influências. Fazem parte do mesmo habitat natural. Leivikov, no fundo, é aquele animal selvagem, proveniente de um destino longínquo para dar um toque de exotismo ao zoológico da cleptocracia nacional, e ser admirado pela corte de percevejos eco-chiques da Comporta, agora que os oligarcas angolanos estão em vias de extinção.
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“O fundamental é que há uma mudança geopolítica radical e ela apanhou a Europa desprevenida, a Europa respondeu bem, mas deve responder com mais força porque o [presidente russo] Putin demonstrou que é um homem em quem não se pode confiar e do qual tudo se pode esperar, tudo do pior”, alertou o General Ramalho Eanes.
Olha, mais um militar que não concorda com as três sumidades militares televisivas que temos.


O Novo Banco, conta-nos Diogo Cavaleiro, no Expresso, irá amanhã anunciar ao país, pela primeiríssima vez, um ano de lucros. É verdade, lucros. Lucros! Depois de viver toda a sua existência a empreender com o nosso dinheiro, o Novo Banco começou a dar dinheiro. E são milhões, senhoras e senhores, milhões!
E quanto destes lucros nos será devolvido?
Bolha. Não há nada para devolver. Foi tudo a fundo perdido.
E o que é que o Novo Banco vai fazer?
Vai pedir mais 200 milhões ao Fundo de Resolução, que também é nosso, e de onde já saiu para cima de uma TAP, só em mesadas para o Novo Banco, que mais parece o velho, do outro senhor que parece que ficou doente. Dizem que vai ser tratado na Sardenha, mas só lá para o Verão.

Zita Seabra, assegura a edição de ontem do I, acredita que Nossa Senhora de Fátima irá converter a Rússia, o que não deixa de ser uma previsão curiosa, num país onde mais de 90% da população é cristã.
Na sua mais recente aparição, Zita Seabra manifesta também a sua crença numa outra possibilidade, igualmente curiosa: a de que a Rússia se livrará do comunismo por intermédio, uma vez mais, de Nossa Senhora de Fátima. Como se a divindade cristã não tivesse mais o que fazer que andar a atender as rezas de Zita Seabra.
Não obstante, é caso para dizer que Zita Seabra esteve particularmente certeira. Com décadas ou séculos de atraso, é certo, mas ainda assim certeira. No campo religioso, a implantação do Cristianismo é secular. No caso do comunismo, já lá vão mais de 30 anos desde que deixou de contar para o que quer que fosse que não seja folclore. O comunismo até pode ter saído da Dra. Zita, mas a cassete encravada parece-me, é para sempre.

Depois venham dizer que o PCP anda a ser perseguido…É melhor entrevistar outra vez a Senhora Embaixadora…
O Mário Machado vai combater na Ucrânia, contra o presidente que diz querer “desnazificar” o país, ao serviço de um presidente judeu.
Ainda dizem que a prisão não reabilita.
Eu suponho que aqueles que dizem que Zelensky ao não se render está a levar o povo ucraniano para a morte, venham agora dizer que Alexey Navalny está a levar o povo russo para a morte ao incentivar os protestos anti guerra. Mas, vamos ao que interessa, o tal batalhão Azov.
O pelotão Azov é composto por neo nazis e outros fascistas do mesmo género que pululam pela Ucrânia. Ora, Putin e a sua máquina de propaganda, onde não faltam desde aliados no ocidente (porque será???) até meros idiotas úteis, não se cansa de bradar e sublinhar este facto. É natural. Como é natural relembrar os direitos LGBT na Palestina – a homossexualidade é ilegal (?!) na Faixa de Gaza. A autoridade religiosa é profundamente fundamentalista. Em geral, a comunidade LGBT enfrenta a rejeição, hostilidade e até violência física em Palestina. Da mesma forma, segundo a IMAGES, 21% das mulheres palestinianas entrevistadas para o seu relatório, confirmaram já ter sido alvo de violência doméstica fruto da tradição e cultura palestiniano. E nem vale a pena referir tudo o que se sabe sobre o Hamas.
Mas, afinal, onde é que eu quero chegar? Simples: Estes comportamentos e ideologias destes grupos na Palestina invalidam a luta pela liberdade e contra a ocupação das suas terras por parte do Povo da Palestina? Não. A ideologia por detrás dos membros do pelotão AZOV invalida a justeza da luta do Povo ucraniano? Também não. Não vamos misturar alhos com bugalhos nem fazer o jogo da propaganda putiniana. Porque esta coisa de “aquele terrorista/fascista é melhor do que aquele outro” cheira a hipocrisia. Não cheira, tresanda.
Já várias vezes se falou aqui no Aventar nesta personagem televisiva chamada Alexandre Guerreiro. E o motivo é simples: esta personagem tão em voga nas televisões e nas redes sociais é todo um projecto. Sim, é verdade que muitos de nós olhamos para ele da mesma forma que o fazemos com algumas excentricidades de um circo. E toda a excentricidade, chame-se ela José Castelo Branco ou Alexandre Guerreiro fascina as massas. A grande diferença é que enquanto o primeiro não esconde ao que vem, já o segundo está envolto numa névoa quase tão misteriosa como a que fez desaparecer D. Sebastião.
A última desta personagem é a forma como utiliza as redes sociais, em especial o Twitter, para atacar quem não concorda com as suas opiniões (uma maioria, por sinal) e quem se atreve a colocar em causa tanto a sua suposta independência como os seus supostos conhecimentos.

Ora, nestas coisas é preciso ter algum cuidado e, como diz o povo, “não atires pedras se os teus telhados são de vidro”.
Por isso, aqui no Aventar já foram destapados alguns dos seus telhados de vidro. Sejam eles o facto de o homem ser, supostamente, um especialista em futebol, direito, assuntos militares, receitas culinárias e outras características que ainda estamos a tempo de desvendar. Depois da sua ligação umbilical à Rússia de Putin, o que explica muita coisa, e após o termos visto a atacar terceiros por questões académicas, aqui fica num rigoroso exclusivo Aventar mais um momento Alexandre Guerreiro que na sua intifada se esqueceu dos seus belos telhados de vidro. Ou atendendo ao que são as suas opiniões, quem sabe se não são antes de cristal. Por hoje é tudo com a garantia que não nos vamos ficar por aqui….

Num passado recente, disse-se que “há mais vida para além do défice”. Mais tarde, e paulatinamente, começou a desenvolver-se a ideia de que “há mais vida para além da pandemia”. Hoje, diria que “há mais vida para além da guerra”.
Curiosamente, existe um denominador comum ao défice, à pandemia e à guerra, enquanto temas fulcrais – para não dizer únicos – da actualidade, em cada um dos momentos: o medo.
Enquanto instrumento que mantém activo o nosso sistema de vigilância, o medo é essencial para que estejamos atentos ao que se passa em nosso redor e às interacções com o tempo, o espaço e os outros, que fazem parte do nosso quotidiano. É o que nos mantém em alerta quando atravessamos a rua, quando falamos com alguém, quando tomamos uma decisão.
Mas, o medo é, também, um ancestral instrumento de condicionamento comportamental quer no âmbito da educação quer no âmbito da vida em sociedade. Seja o medo do papão ou do bicho mau, para que se coma a sopa toda, seja o medo de expressar opinião ou tomar posição pública sobre certo assunto.
Ditaduras e democracias, através de métodos variáveis e com graus de severidade diversos, usam o medo como modo de modelação de comportamentos quer individuais quer colectivos. Seja propaganda, seja publicidade, a indução de comportamentos por via do medo, visando acção, omissão ou reacção, é transversal a qualquer organização social, corporativa ou religiosa.
Aqui, existe um papel fundamental por parte da comunicação social, no modo como o medo é transmitido ao indivíduo visando a sociedade. Reiterando mensagens de conteúdo pré-estabelecido, a ordem da percepção, e a percepção da ordem, constroem-se com vista ao estabelecimento de uma realidade quase sempre conducente a uma só verdade.
Sem querer recuar ao Estado Novo, em que o medo era, desde logo, um instrumento de perpetuação do poder instalado e dos respectivos interesses económicos, corporativos e económicos circundantes, bastará apreciar como, em democracia, o medo tem sido um recorrente mecanismo de condicionamento social, quer em matéria de pensamento quer em matéria de comportamento. [Read more…]
Há uns dias, abordei aqui o tema. Coisas que me enojam. Afinal, não sou o único enojado com a hipocrisia que grassa hoje no mundo, graças à guerra na Ucrânia.
Em baixo, Richard Barrett, deputado da República da Irlanda, do partido People Before Profit/Solidarity, põe o dedo na ferida. E bem.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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