Frei Tomás Barroso

frei tomás barroso

Barroso exige “disciplina” na zona euro e quer vigilância reforçada sobre Portugal

Não à Greve Geral

Ó Álvaro, explica lá isso!

Álvaro santos Pereira afirma que acabou o tempo “dos subsídios e obras faraónicas”

  

Álvaro Santos Pereira e três secretários de Estado recebem subsídio de alojamento

Comparando as duas notícias, parece que, até ver, só acabaram as obras faraónicas, já que alguns subsídios continuam. Como funcionário público, e, portanto, colega do Álvaro, fico contente por ver que, neste caso, o Estado, afinal, pensa nos seus servidores, especialmente aqueles que são obrigados a trabalhar longe de casa. Só falta estender o mesmo direito a  todos os funcionários públicos que estejam nas mesmas circunstâncias. Mal posso esperar por esse anúncio!

Reforma hospitalar: ideias sem nexo

saudeLembro-me da falecida e insuspeita Maria José Nogueira Pinto, há uns anos, em conferência na Universidade Lusófona, ter afirmado: “O sector da saúde é muito atractivo para negócios e há muitos pretendentes a abocanhar as iguarias do SNS, esquecendo os direitos dos cidadãos”.  É justamente pela concepção inerente a esta frase que alinho o presente ‘post’. Nas reviravoltas governamentais para a saúde,  foi cometida a incumbência de um estudo, mais um, a um chamado ‘Grupo de Reforma Hospitalar’ ou coisa parecida, nomeado pelo ministro Paulo Macedo.

Do relatório de José Mendes Ribeiro, e de mais 8 companheiros, suponho, constam diversas imprecisões e falsas soluções. Mas, acima de todas, uma das recomendações é pura e simplesmente irracional: preconiza, então, o documento que os ‘serviços hospitalares de urgência’ reencaminhem, no pressuposto de atendimento no prazo de 12 horas,  todos os doentes classificados como “não urgentes” para os Centros de Saúde, ou seja, quem receba a senha azul na triagem de Manchester. Segundo os dados do relatório em causa, em 2010 situou-se à volta de 40% a percentagem de doentes “não urgentes”, significando que 2.560.000 doentes seriam referenciados a Centros de Saúde, para o tal atendimento em 12 horas. 

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O larápio volta a atacar


«Pedro Passos Coelho – Eu já ouvi o primeiro-ministro [José Sócrates] dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas, e também com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate. Está bem?
Aluna – Pois, nós também achamos isso.
Pedro Passos Coelho – Isso é um disparate. Obrigado.»

Mais disparates deste homem disparatado no Best of Pedro Passos Coelho 2010 – 2011

Cromo do Dia: Assembleia Regional da Madeira

Que o partido do Alberto João tem um entendimento peculiar da democracia, já sabíamos. Que a população se está a borrifar para esse entendimento ou qualquer outro, desde que dê túneis e subsídios, também sabíamos. Agora, que democracia é um deputado votar por todos, ainda não sabíamos. Lá se vai, de uma assentada, o conceito de representatividade por listas eleitas, o conceito de fiscalização por heterogeneidade, o voto de consciência, a liberdade de voto, a diversidade de ideias e argumentos, a necessidade de debate. Mas, por absurdo (e o absurdo cabe nestas cabecinhas), talvez fosse esta a forma de tornar o funcionamento da “democracia” mais barato: grupos parlamentares de um só elemento, quatro, vá lá cinco, deputados por parlamento e estava a coisa resolvida.

Mais um cromo raro.

parlamento regional

Reddit

O Reddit é um site que permite aos utilizadores colaborarem entre si com o objectivo de partilhar conteúdos disponíveis na Internet. Este site tem um aspecto profundamente democrático que consiste na possibilidade dos utilizadores votarem nos conteúdos, determinando-se desta forma quais as notícias, vídeos ou o que seja, que apareça na primeira página.

É certo, a ideia não é original, muitos outros sites exibiram similar comportamento antes do Reddit. No entanto, foi este o site que, a meu ver, conseguiu aperfeiçoar o sistema de forma a que este funcione sem serem visíveis grandes enviesamentos na ocupação dos lugares cimeiros. Ao contrário doutros sites similares, o Reddit nunca caiu na tentação de tirar o máximo de lucros possíveis do site, pelo contrário, tomou uma atitude muito cuidadosa na introdução de publicidade e de outras fontes de rendimento, certificando-se a cada passo se não feria a susceptibilidade dos utilizadores. Na minha opinião foi este um dos principais motivos que permitiram ao Reddit aumentar o número de visualizações até aos 1800 milhões no mês de Outubro deste ano, o que corresponde a cerca de 28 milhões de visitantes distintos no mês.

 
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Oportunismo político

As vozes não valem apenas pelo que dizem nas também pelo momento em que se fazem ouvir. Onde estava Mário Soares quando o BPN foi nacionalizado? E onde estava quando, em 2008, o primeiro-ministro e secretário-geral do seu partido decidiu ignorar a crise que aí vinha, lançando dinheiro a rodos em sumptuosas obras escolares, em mais estradas e num TGV-nado-morto até ao Poceirão apenas porque tinha uma eleição a ganhar, custasse o que custasse? Sabemos o que custou – está a custar.

E quando o programa de governo dos próximos anos, vulgo troika, foi assinado onde estavam tão ilustres signatários? Soares entretinha-se com o seu Nobre delfim, Pedro Adão e Silva brincava à escrita de programas eleitorais e quanto à maioria dos restantes militantes/simpatizantes socialistas, deles nada mais me ocorre para além do silêncio cala-consente.

Falam da terceira via. Porra, o que foram 6 anos de Sócrates? Haja decoro! E evocam a Primavera árabe, mas estarão a falar desse novel regime que também atira violência para cima dos que se manifestam? E, no meio de tanto palavreado que trataram de negar enquanto governo, mostram-se contra as privatizações e a austeridade. É certo que o memorando da troika não saiu no francês do agrado do sr. Soares nas o Aventar traduziu-o para a nossa língua.

Haja memória e coerência, que de oportunismo político estou farto.

Esperança?

O buraco da Madeira aumentou

Um deputado do PSD pode votar por 25 na Madeira

Alberto João Jardim e os esbirros adjacentes escavaram mais um bocado do buraco onde, há muito, enterraram a Democracia na Madeira: agora, um deputado pode corresponder a todos os votos de uma bancada, o que, se não for inconstitucional, andará lá perto. Poderíamos perder tempo a usar adjectivos como “vergonhoso” ou “imoral”, mas, para Jardim, Tranquada e Jaime Ramos, são palavras estrangeiras.

Esta decisão vai permitir que os deputados da maioria se possam dedicar, calmamente, aos negócios que fazem à sombra dos dinheiros regionais. Num futuro próximo, nem será permitida a entrada de deputados da oposição e faltará pouco para que se acabe com as eleições, essa maçada.

Já se adivinham os comentários nulos de sua vacuidade, Cavaco Silva. Passos Coelho, se algum jornalista – filho da puta, em dialecto jardinês – for suficientemente insistente, deixará escapar um murmúrio qualquer sobre a necessidade de respeitar a autonomia das Regiões.

Offshore da Madeira, o porto de abrigo dos piratas

Sabe quem ganha com o offshore da Madeira? sabe que o director regional de impostos da Madeira está acusado pelo Ministério Público de evasão fiscal?  Sabe porque não recebe a Madeira 500 milhões de euros de fundos comunitários para combater a pobreza? Sabe que os nossos governos deixam estes vigaristas fugir aos impostos e branquear dinheiro sujo, incluindo criminosos internacionalmente perseguidos, porque isso inflaciona o nosso PIB? Mais de 2000 milhões de euros roubados a todos nós, ou seja: mais do que vai ser cortado nos ordenados da função pública  fazem parte das suas preocupações?

Ouça uma destas entrevistas com o autor de Suite 605. Vai ver que lhe dói, e não é pouco.

Antena 1 – Entrevista a João Pedro Martins

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via Andreia Peniche

“Bunga-bunga” governamental

Santana Castilho

Vão chegar mais oito mil milhões de euros. Para uns, são fruto do sucesso da execução do acordo com a troika. Para outros são um degrau na escada descendente da fatalidade que nos marca. Olhando para fora e para dentro, entendo melhor os segundos.

A austeridade fez implodir num ápice, pela via eleitoral, os governos de três países: Irlanda, Portugal e Espanha. E aliada à necessidade de tranquilizar os mercados, testou, poupando o tempo e a maçada da ida às urnas, sem protestos visíveis e com êxito, o caminho perigoso de substituir sem votos os de outros dois: Grécia e Itália. Papademos, o chefe do executivo grego, veio do Banco Central Europeu e da Comissão Trilateral, de David Rockefeller. Tem por isso a confiança dos mercados. Monti, que chefia o governo italiano, conquistou-a enquanto comissário europeu. Ambos passaram pelo Goldman Sachs, como convém. Passos, obedecendo à troika e bajulando Merkel, esforça-se por merecê-la. Nenhum dos três tem, porém, legitimidade democrática para governar. Os dois primeiros por construção. Passos, por acção. Porque tudo o que prometeu e usou para ser eleito pôs de lado e incumpriu. Porque a política, como forma de melhorar a vida dos cidadãos, não é paradigma que o entusiasme. [Read more…]

O terrorismo começa na infância

mizade

Vários conceitos são debatidos hoje em dia em relação à infância. Cronologia da vida que começa aos quatro meses da conceição do ser e acaba, no dizer dos meus santos padroeiros, por outras palavras os cientistas que leio e debato, pelos quatro ou cinco anos. Com a entrada da criança no entendimento da História, na racionalidade de não ser o único na terra, nem o mais amado entre todos os seus pares e/ou membros de família. Em síntese, no entendimento de ser mais um membro do grupo social que o acolhe, ama, forma e educa ou faz dele um membro da heterogeneidade social. [Read more…]

Hoje dá na net: Double Indemnity

Double Indemnity: Um vendedor de seguros deixa-se envolver num esquema de fraude e assassínio. Clássico filme noir, classificado em 54º lugar no top 250 do IMDB. Fantástico trabalho de Billy Wilder (realizador), Fred MacMurray, Barbara Stanwyck e Edward G. Robinson. Página no IMDB. (Em inglês, sem legendas.)

Assunção Cristas Imita a EDP

Bom aluno é aquele que aprende depressa; depois de a EDP ter encerrado, à pressa e com uma desculpa esfarrapada e caduca, a sua página no facebook, desta feita é a vez de Assunção Cristas “Político, ministra do Ambiente cancelar a escrita de posts por parte dos visitantes da sua página.

A desculpa? – “A agenda preenchida continua a impedir-me de vir ao Facebook tanto quanto gostaria“. Não falta, entretanto, quem se queixe de ter visto a sra. ministra apagar comentários prévios a propósito do calamitoso Plano Nacional de Barragens. Ainda há semanas foi a vez de o ministro Miguel Macedo sair de mansinho do facebook… Estou esclarecido.

Mais uma indecência

Estes intérpretes de gente que se arrogam em representantes de um país quase milenar, preparam-se para cometer uma desfaçatez que apenas os tipifica segundo o padrão há muito estabelecido: o de anormais, incompetentes, arrogantes na ignorância e sobretudo, malcriados ajuramentados.

Estava prevista uma espectacular inauguração da exposição comemorativa das relações entre Portugal e o Reino da Tailândia. Um catering cuidado e oferecido – ponto importante para esses ruminantes sempre à espera de pinga e de manjedoura -, na tradição daquilo que de melhor os tailandeses sabem fazer. Uma importante lista com centenas de convidados nacionais e estrangeiros, dando a necessária dignidade ao evento. Centenas de horas de preparativos, um primoroso catálogo executado após aturado estudo. Um staff preparado e bem ao contrário das “altas individualidades” semi-analfabetas, conhecedor desta realidade histórica que para nós e em termos de relações internacionais e de aliança, apenas se pode comparar à nossa ligação com a Grã-Bretanha. Tudo isto para nada!

 Não se sabe bem porquê e por apetite de não se sabe que batráquio decisor, a dita inauguração foi anulada. Nada de burros ajaezados de cavalos vindos de Belém, nada de gulosos beneditinos e pior ainda, nada de secretaria cultural sita na Ajuda. Nada, nada, nada! Os tais intérpretes de gente, “acharam” que era coisa de pouca monta, pois não se tratando de “Europas”, não podem perder tempo  com um banho e uma borrifadela de desodorizante, deslocando-se para mais uma maçada. No entanto, “acham” que vão lá dar um pulo no próximo dia 7 de Dezembro, talvez para verem as modas com que jamais sequer sonharam. Pois vão bater com o nariz na porta, ficando sós para a apetecida foto. Para eles, a Tailândia fica-se por umas férias de dez dias num resort qualquer, umas compritas em Patpong e uma visita ao Wat Phra Keaw.

Enfim, a ralé que aturamos. Isto é definitivamente, uma República de triste sina.

Das finanças à saúde, somos presas do BPN

A saúde não é negócio; o negócio è a doença…

Joshua Ruah, médico

Esta afirmação, a despeito de proferida a título de humor há cerca de 10 anos, reflecte uma verdade inquestionável: há acentuado mercantilismo no sector da saúde, sob diferentes formatos. Em geral, o favorecimento de grupos de pressão é coadjuvado por políticos do arco do poder, com propósitos duvidosos.

Há exemplos de diversos tipos. Nos últimos dias, a detenção de Duarte Lima, do filho e as investigações judiciais de um outro ex-deputado do PSD, Vítor Raposo, constituem nova prova de como o sector da saúde atrai interesses financeiros poderosos, incluindo a especulação imobiliária e imoral exploração de gente desinformada e ingénua.

No citado caso, é curioso referir-se a um projecto de transferência do IPO de Lisboa para Oeiras, por acaso concelho presidido pelo indomável Isaltino Morais. Também é interessante saber que a operação de avultado financiamento bancário foi executada pelo BPN, sob o aval Oliveira e Costa, o comediante conhecido do cidadão comum pelo mediático inquérito parlamentar, mas, acerca de quem, o sistema de justiça ainda não sabe o suficiente para o levar a tribunal, na companhia de outros famosos suspeitos. [Read more…]

Conversa de café

adão cruz

Estava eu no café e na mesa ao lado dois amigos conversavam. Um deles tinha o Jornal de Notícias aberto de par em par e dizia para o amigo:

-Já viste isto, pá, quatro ou cinco páginas sobre os pupilos do Cavaco? Este já foi dentro. Qualquer dia vai ele.

-Eh pá, não mandes bocas foleiras, porque o homem nem sequer foi acusado. [Read more…]

Vai ser um verdadeiro 31!

O 31 da Armada fez 5 anos. Resolveu festejar a 25 de Novembro no Campo Pequeno com a apresentação de uma curta-metragem (segundo sei já inscrita num festival internacional de curtas) chamada “O Jacaré” – A Vida e a Obra de José Pacheco Pereira.

Não lembra ao Diabo. Lembra a Deus! Aliás, só podia lembrar a Deus e aos seus companheiros do fabuloso 31 da Armada produzir e realizar uma curta metragem sobre Pacheco Pereira e lançar a dita num cinema, mais precisamente, numa das salas de cinema do Campo Pequeno em Lisboa (19h30 da próxima sexta-feira).

Se fico admirado? Não. É genial como só RMD sabe ser. Como é normal no 31 da Armada.

Meus caros(as), se vivem em Lisboa ou perto, não percam este momento histórico da blogosfera portuguesa.

FELICIDADE

Estou tão feliz que não caibo em mim. Silvio Berlusconi lançou um disco novo e eu ainda não o ouvi.

O vinho e o Direito do Consumo

O vinho, de harmonia com o Regulamento (CE) n° 1493/1999, do Conselho, de 17 de Maio de 1999, define-se como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos.

Cautelas peculiares se impõem no que tange ao consumo do vinho e demais bebidas alcoólicas por jovens, em natural processo de formação…

Já o DL 9/2002, de Janeiro, previne no seu preâmbulo: 

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Organizem-se!

Embora resista ao vocabulário obsceno – pelo menos quando escrevo – confesso que a vontade de publicar dois ou três palavrões começa a tomar conta de mim. Antes de me explicar, e cedendo já ao impulso, deixem-me só lembrar uma anedota alarve que me fazia rir na adolescência igualmente alarve durante a qual era preciosa qualquer ocasião que nos permitisse proferir palavreado mais forte. Rezava, então, assim a dita anedota: numa orgia sexual, para apimentar a coisa, resolveram apagar as luzes. Ao fim de meia hora, um homem gritou: “Ó pá, organizem-se! Já me foram três vezes ao cu e ainda não comi nada!”

A troiana Cassandra recebeu de Apolo a faculdade de adivinhar o futuro. Por se ter recusado a favorecer sexualmente o mesmo deus, foi amaldiçoada: ninguém acreditaria nas duas profecias.

Os economistas instalados no poder ou próximos do poder ou os poderosos que falam sobre economia andam há três ou quatro anos a explicar o que deveremos fazer para que os mercados acalmem e deixem de nos atazanar a vida. De cada vez que tomam uma decisão, afirmam que agora é que é, agora é que os mercados vão acalmar, agora vai tudo correr bem, de certeza absoluta.

Foi assim com os PECs socráticos, assim foi com a austeridade crescente do passismo cada vez mais passadista, tal como aconteceu com a Grécia. Com a eleição de Rajoy em Espanha, os entusiastas da seita ergueram as mãos para os céus em agradecimento. Agora é que os mercados iam, finalmente, mesmo, de certeza, acalmar. Surpreendentemente, para quem queira ser surpreendido, parece que não.

Pelo menos, a heroína troiana não cedeu aos apelos lascivos chegados do divino. Os poderosos economistas ou os economistas poderosos da actualidade comungam com Cassandra os discursos sobre o futuro. Ao contrário de Cassandra, não acertam uma e, para cúmulo, não passam de umas putas que dormem com os mercados e com os bancos e com os empresários, enfim, com quem lhes paga.

Pela minha parte, que não pedi para participar neste bacanal, gostaria muito que se organizassem.

PIIGS já se escreve com o agá de Hungria

Chegou (ou regressou) a Hungria, que acaba de pedir “ajuda” ao FMI. Com um governo de direita, fora do euro, a Hungria terá sido vítima de quê? dos mercados, da especulação e da crise internacional que provocaram, não foi que isso não existe. Deve ter sido bruxedo. Só pode.

Entretanto procurem bem pela notícia que encontrei por mero acaso. Está escondida, para ninguém saber. É segredo, tal como o facto de os mercados estarem a votar em Espanha desde ontem e Rajoy antes de tomar posse a ir da rajada.

Anonymous Portugal explicado a jornalistas

Esta é a resposta dos Anonymous Portugal a uma peça da SIC.

Ai Weiwei, o artista no bafo do dragão

Mesmo na China, Ai Weiwei viveu dias de glória. Quando os artistas chineses explodiram nos mercados internacionais de arte, o regime exultou ainda que não apreciasse sinceramente os seus trabalhos. A China impunha-se – para lá do milagre económico, da industrialização galopante, da revolução tecnológica – também como brilhante produtor de cultura contemporânea.

O pico do reconhecimento por parte do regime aconteceu quando Ai Weiwei se associou aos arquitectos Jacques Herzog e Pierre de Meuron no projecto do Ninho de Pássaro, o estádio nacional de Pequim. Depois foi o descalabro – Weiwei critica os jogos olímpicos e, sobre a cerimónia de abertura e as pretensamente artísticas coreografias, declara: ” É horrível. Eu não gosto de quem abusa desavergonhadamente da sua profissão, de quem não faz julgamento moral”.

Seguiu-se a investigação ao número de estudantes vítimas do terremoto de Sichuan e da deficiente construção das escolas. Ai recenceou 5.385 nomes de estudantes mortos e publicou a lista no seu blogue, assim como outros elementos recolhidos na sua investigação. O blogue foi fechado pelas autoridades. Ai escreveu os nomes no muro do seu conhecido atelier de Design, FAKE. As autoridades chinesas não podiam aceitar as críticas de Weiwei à falta de democracia, o seu apoio à dissidência, as suas posições políticas pró-transparência. A seguir Ai tentou testemunhar a favor de um inspector que investigara as condições de construção nas escolas. Foi espancado pela polícia e teve que ser operado na Alemanha para estancar uma hemorragia cerebral resultante da agressão.

Em 2010 foi colocado em prisão domiciliária. Em Janeiro de 2011 o seu estúdio foi demolido, acusado de ser ilegal. Dezenas de obras foram destruídas. Em Abril foi preso de facto e o seu paradeiro desconhecido durante meses.

Depois disso foi acusado de fuga aos impostos e tem vivido um processo kafkiano que parece não ter fim, com números exorbitantes envolvidos e quantias astronómicas exigidas por cada recurso ou contestação.

Agora uma inocente fotografia de Ai Weiwei nu, acompanhado por quatro mulheres igualmente nuas [Read more…]

Pois pois

IRS 2011, aviso muito importante

Não se esqueça de preencher em pessoas a cargo:

Mercados financeiros e outros especuladores, BPN em particular e banqueiros em geral, Alberto João Jardim e respectivo séquito, ex-titulares de cargos públicos na reforma, ex-ministros trabalhando em parcerias público privadas, EDP,  empresários contemplados com contratos de prestação de serviços ao estado que o estado deveria assegurar pelos seus próprios meios, escritórios de advocacia contratados pelo governo, hospitais privados, colégios com contratos de associação, transportes privados subsidiados, governantes actuais quando passarem a ex-governantes e outros assaltantes não identificados.

(versão minha a partir de uma ideia que circula no facebook)

…e rasgaram as minhas vestes…

rasgai.jpg

…para a camaradagem do Aventar….pensemos…

1. A memória social.

A memória não é apenas de cada indivíduo. Essa é a lembrança que o ser humano tem, ou os pensamentos que acarinha, ou, como já disse John Locke em 1695, a consciência que é formada em cada um de nós com a experiência. O saber pelo qual agimos acaba por estar no meio de todos os seres humanos que partilham a experiência quotidiana da vida.

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Hoje dá na net: “À Rasca – Retrato de uma Geração” e “Praça sem Sol”

Dois podcasts sobre os dias conturbados que vivemos. O primeiro saiu de um local inesperado, a Prova Oral, da Antena 3. Aquece após o minuto 12. O segundo, «Praça Sem Sol»,  é uma reportagem da TSF sobre a acampada na madrilena  Puerta del Sol.

Para ouvir e reflectir, até quando se fazem outras coisas, que nisso a rádio é imbatível.

Censura? Onde???

O Primeiro-ministro colocou ontem uma mensagem no seu facebook. Temos um PM que utiliza as redes sociais. Muito bem.

Sou um defensor da utilização das redes sociais e faço duplamente, a título pessoal e de modo profissional. Entendo que os políticos não são diferentes dos restantes e, por isso mesmo, devem marcar presença na web 2.0

Só acho, sinceramente, que não devia permitir comentários com insultos. Qualquer um de nós, na sua página do facebook ou no seu blogue, não tolera determinado tipo de insultos e isso não é censura, é higiene.

O JJC – com quem estou zangado pois não apareceu para tomar um copo e com quem estou grato por me ter dado uma ajuda preciosa – postou aqui em baixo sobre a mensagem do PM. Abordou ao de leve a questão da censura. Não concordo. Não existiu censura. Existiu, isso sim, limpeza de insultos inacreditáveis. Comentar discordando, tudo bem. E isso não foi censurado.