Cinco argumentos ridículos: do atentado à anedota

Plano Nacional de Barragens: um desastre que nos há-de custar 16 mil milhões de euros.

Finalmente, ao fim de quatro anos de esforços de organizações ambientalistas e populações locais, começou a haver algum debate público sobre o programa nacional de barragens (PNBEPH).Em prol da verdade, vale a pena desmontar alguns argumentos que a propaganda oficial e articulistas mal informados têm vindo a atirar para a arena mediática.

Argumento ridículo 1 – “O investimento é privado.” O investimento inicial nas nove grandes barragens apro­vadas pelo Governo ascende a 3600 M€, o que, somado aos custos financeiros e ao lucro das empresas de elec­tricidade, gerará um encargo global estimado em 16.000 M€ ao longo de 75 anos – que obviamente será pago na totalidade pelos cidadãos-consumidores-contribuintes. Parte deste custo será reflectido na factura da electricida­de, e parte nos impostos, para suportar o défice tarifário e a “garantia de potência” estabelecida na Portaria n.° 765/2010. O que importa é que, entre tarifa e impostos, as novas barragens implicarão um aumento superior a 10% no custo da electricidade. [Read more…]

Surrasqueira Silva

Um dia vou ter uma surrasqueira para fazer uns surrascos à moda do Minho mas tem que ser inaugurada por alguém Excelente. Seria uma honra.

A (des)sigualdade da criança

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A problemática que a educação deve confrontar

O estatuto socioeconómico dos pais é determinante do incremento da (des) igualdade fisiológica das crianças denominadas de educação integrada ou especial.

Parece-me evidente que, ao falarmos em criança, estamos a pensar num ser humano novo, rechonchudo, de riso aberto, olhos azuis, cabelo encaracolado, impossível de atingir na sua rápida corrida. Ou, num pequeno que adora esconder-se dos adultos, ouve histórias lidas à noite, sabe contar contos e é espontâneo a colocar os seus braços em redor do nosso pescoço. Ou nessa pequena menina que brinca a ser mãe e canta às suas bonecas as suas preferidas canções de embalar. O mundo ideal, de tipo Huxley. Raramente a verdade. Ou, por outra, verdade que atribuo mas não concerta com o mundo material. [Read more…]

Hoje dá na net: Felidae

Felidae: Filme de animação, pouco conhecido mas de grande qualidade. Trata-se de um filme de gatos, assassínio e mistério. Página no IMDB. Em alemão, legendado em inglês, também há disponível uma versão dobrada em inglês. Notem, não se trata de um filme para crianças.

Briooooooosa! Momento duplo de felicidade

Primeiro pela Académica, que volta a fazer Taça. E depois pelo FC. Porto, que tem oportunidade de se livrar já do Vítor Pereira. Ainda o bónus de gozar com os fanáticos benfiquistas que insistem em chamar à Académica Porto B. Académica é A, sempre A e C de Coimbra.

Claro que também se pode teorizar sobre como a Académica ganha uma eliminatória correndo o risco de perder o treinador, mas agora só me interessa a próxima eliminatória. Ao Jamor, e vingar 1969 em 2012. Vamos a isso.

Problemas laborais no Vaticano

Graças à crise europeia, também o Estado do Vaticano terá de tomar medidas de austeridade, por imposição da troika, uma vez que se tem verificado uma baixa de produtividade dos sacerdotes que residem no Vaticano. Segundo um estudo recente, os referidos sacerdotes têm interpretado menos passos da Bíblia por hora, embora se reconheça que os problemas da falta de vocação sacerdotal e a mais recente campanha da Benetton têm contribuído para uma sobrecarga de trabalho dos funcionários da capital mundial do catolicismo.

Para fazer face a estes problemas, e de acordo com uma fonte próxima do Papa, os sacerdotes serão obrigados a trabalhar mais meia hora por dia, o que permitirá que o dízimo dos fiéis, as receitas de Fátima e os contributos da Opus Dei acabem por sofrer uma valorização assinalável. Entretanto, representantes da Associação Sindical dos Sacerdotes (cuja sigla não é aceite em países anglófonos) já estão a queixar-se das consequências perniciosas destas medidas sobre a qualidade do trabalho, para além de que retira tempo a alguns padres para se dedicarem à perseguição dos jovens romanos.

Para além disso, e ainda por imposição exterior, será necessário acabar com alguns feriados, à semelhança do que aconteceu em Portugal: o problema está em descobrir feriados civis. Por outro lado, o Vaticano contesta, e, aparentemente, com razão, que é nos feriados religiosos que os religiosos trabalham mais, pelo que o fim dos feriados pode – isso sim – pôr em causa a produtividade sacerdotal.

Vídeos dos dez candidatos a melhor golo de 2011

Em Janeiro a FIFA elegerá o melhor golo de 2011. Messi, Neymar, Rooney e Ibrahimovic estão entre os candidatos. Ronaldo, autor do melhor golo de 2009, desta vez passa ao lado.

Isto das listas é como tudo: o que é isso de ser o melhor de… se, ainda por cima, há muito 2011 pela frente e podem a qualquer momento surgir golos fantásticos como, por exemplo, o de Nani contra a Bósnia?

Mas sendo o golo a flor de sal – que isto de dar um toque gourmet ao que quer que seja vai de moda e dá tempero à expressão “comer a relva” – do futebol, há aqui golos espectaculares para ver ou rever. Como este de Rooney, para abrir o apetite

ou, melhor ainda, este golão de Stankovic [Read more…]

Cavaco, o eloquente

O homem que conseguiu ser eleito sem, praticamente, se lhe ouvir uma palavra e que passou o mandato anterior em silenciosa cooperação institucional, não pára de mandar bitaites para o ar. Descobriu agora que tem voz ou procura demarcar-se do que a História virá a dizer deste período? É bom não esquecer quem criou o monstro, esse mesmo que ele disse, em 2000, não ser possível dominar «sem dor».

Por vezes até duvido sobre quem governa.

Até eu me surpreendo

Duarte Lima, disse hoje o seu advogado, mostrou-se surpreendido com a decisão de o manterem em prisão preventiva. Eu também me admiro sempre que a justiça se mexe.

Polémica inteligente, desconfiança total

Polémica? Qual polémica?
Contadores e redes inteligentes?
Polémica ou temor?
Pare, escute e leia, a montanha não parirá um rato!!!
O espanto assaltou-me ao ler um artigo do Jornal “Público”, datado de 20 de Setembro de 2010, onde se refere a existência em Portugal de uma polémica sobre os contadores inteligentes.
“(…) lembra que os contadores inteligentes, polémicos em Portugal, são um equipamento básico nesta mudança. (…). Nos EUA, há uma forte substituição de contadores para a geração inteligente, o que não está a acontecer na Europa, com excepção de Itália. Com contadores inteligentes, as pessoas têm mais informação e percepção do que consomem. Podem ser incentivadas a essa mudança, através de diferentes esquemas tarifários para usar a energia quando há em excesso e reduzir o consumo quando há menos disponível. Por exemplo, usar mais durante a noite e menos no dia, quando temos picos de consumo. Isto conduzirá, em média, a poupanças de cerca de 20 por cento nas casas, porque as pessoas têm mais consciência do que estão a consumir em termos de electricidade que pagam e são incentivadas com tarifas mais baixas e com isso apenas alteram o seu comportamento.”
Apenas?
Mais consciência?
Mais informação e percepção?

O arrebatador de ilusões. O neoliberalismo na educação

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 1. Gigantes e Cabeçudos no tempo de Hitchcok.

Vivemos um tempo triste e de falência. Não há trabalho, não há docentes, não há dinheiro para pagar os seus ordenados. Cinco mil professores na rua, milhares de estudantes sem aulas. É um desespero que não me permite pensar em outras actividades, excepto refugiar-me na teoria e nos factos dos tempos felizes, que parecem ter acabado, pelo menos durante um tempo. Pensemos na teoria que nos orienta no ensino e nos divertimentos que os artistas nos dão, como a Zarzuela que passo a analisar e assim esquecer estes tempos incertos, teimosos e cheios de medo ao futuro. Vivemos a época em que os mais novos não conseguem ser cidadãos de boa índole. Os gigantes nos governam como entendem; os cabeçudos, batem a cabeça para nada.

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Hoje dá na net

A internet veio revolucionar o acesso aos bens culturais. Hoje temos ao nosso dispor milhares de obras em vários formatos, da literatura ao cinema passando pela música, que o suporte digital nos coloca ao alcance de um clique. Porque a isso se deve juntar a partilha de informação, o Aventar inicia amanhã a publicação regular de ligações para filmes, discos e livros, convidando os seus leitores a usufruírem delas e pedindo-lhes desde já sugestões, que podem enviar através do nosso contacto.
A arte só tem sentido se a usarmos.
Hoje dá na net, todos os dias às 7h, no Aventar.

Figuras de estilo

Eis algumas figuras de estilo na política:

  • Eufemismo: ajuste salarial
  • Oxímoron: político honesto
  • Hipérbole: folga orçamental
  • Sinédoque: banca capitalizada
  • Onomatopeia: é-para-fechar, é-para-fechar, é-para-fechar, pu-puuuuuu, é-para-fechar, é-para-fechar
  • Personificação: despesa com gorduras
  • Aliteração: Passos e Paulo Portas
  • Pleonasmo: promessa eleitoral não cumprida
  • Perífrase: Governo Regional da Madeira
  • Ironia: os políticos decidem em função do interesse público e não em função da sua agenda

Agora venham lá dizer-me que esses desgraçados que até passam fome ao jantar não são gente literata.

O Sonho e a Europa

A Alemanha liderada por A. Merkel anda a brincar com o fogo. O fogo, neste caso, é a União Europeia. É por isso que sou levado a concordar, em boa parte, com o que afirmou Mário Soares:

A Europa deixou de ter líderes”, disse Mário Soares – ele que foi também eurodeputado -, sustentando que Angela Merkel “é uma pessoa que tem grandes responsabilidades na decadência da Europa” e na situação vivida pela Grécia

Nos primórdios da nossa adesão à CEE torci o nariz. Talvez fruto da adolescência e, certamente, de muito desconhecimento da história e enorme falta de experiência de vida, aliada à natural irreverência da idade, navegava em águas de exagerado nacionalismo. O passar dos anos bastou para perceber o equívoco. A Europa “quase” sem fronteiras, a evolução das pátrias para as regiões e um maior conhecimento do passado e da realidade foram essenciais. Sem esquecer algo que considero fundamental: quanto mais “mundo” se conhece menos se gosta de fronteiras. Quem sabe se não será uma utopia mas, para mim, a Europa “continental” vai de Sagres até para lá dos Urais sem esquecer a Turquia. É essa a Europa que defendo. Uma utopia? Talvez. É a minha. E olho para ela como um primeiro passo para o fim global das fronteiras. Se os mercados são globais, podem as velhas pátrias sê-lo plenamente.

 

Somos a geração das redes sociais sem fronteiras. Somos a civilização que acompanha, a par e passo, a eleição de Obama como se fossem as nossas eleições presidenciais. Somos o planeta que pára para ver a final do campeonato do Mundo de Futebol ou o atentado terrorista nas Torres Gémeas. Somos os filhos do Live Aid, os netos dos jeans e, sobretudo, os herdeiros da Democracia, da Liberdade de Expressão e da Igualdade entre os Povos. Nós somos, todos e em toda a parte, o resultado das aventuras e desventuras do filho de Laertes.

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Stop Online Piracy Act ou Hoolywood a querer mandar na Internet

Era uma questão de tempo até que a maior invenção comunicacional da humanidade entrasse no circuito do controlo político. Até agora temos usufruído de uma liberdade ímpar para fazermos chegar o nosso ponto de vista, a nossa música, a nossa arte e tantas outras coisas – as nossas parvoíces incluídas – a uma audiência potencialmente global. E isto feito sem o controlo económico, político e de censura/edição a que os meios de comunicação social tradicionais estão sujeitos.

 

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O símbolo da ignorância dos jornalistas da Sábado

Disto se diz: ir buscar lã e sair tosquiado.

Para quem não estudou química: símbolos têm os elementos naturais, a água é composta por dois e portanto tem uma fórmula.

Numa reportagem falsificada sobre a ignorância dos estudantes universitários (que a há, e sempre houve), é obra. Com o mesmo rigor posso atestar que em 1985 dois finalistas de História escreveram numa frequência froid por Freud, é só um exemplo e se pegarem em livros de memórias de antigos estudantes de Coimbra encontrarão referências a várias patacoadas similares. Nisto discordo do Miguel Cardina: não é por se ter massificado que a universidade passou a ser frequentada por ignorantes (quanto muito há mais em termos absolutos), sempre uma houve uma boa percentagem que não lia, se limitava a marrar sebentas e a andar por aí. Alguns chegaram ao topo das suas profissões, ou por exemplo a deputado: a um vendedor de banha da cobra não se pedem conhecimentos de medicina…

A procura do luto

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Los fuzilamientos del 3 de Mayo no Madrid Bonapartista. Como os do Chile entre 1974 e 1989, que Sónia Ferreira estudou no sítio, orientada por mim.

Há lutos e lutos. Pela perda de um ser querido, por salvar à Pátria, por se rebelar contra militares assassínios, como no caso do Chile, que Sónia Ferreira estudou, com profunda tristeza, acompanhando as viúvas e mães que não conseguiam encontrar maridos e filhos. Tinham sido assassinados mas não perdiam a esperança… [Read more…]

Cromo do Dia: Ministério da Saúde e Hospitais

O cromo de hoje é triste e não adianta estar com trocadilhos humorísticos ou apontamentos caricatos. Seja porque houve desinvestimento nos transplantes (Paulo Macedo, ministro da saúde), seja porque os hospitais se consideram insuficientemente pagos, a lista de pacientes à espera de transplante de orgãos não pára de aumentar e estes não cessam de diminuir, com um número indeterminado de mortos por conta desta situação.transplantes.

Já não se trata de empobrecer o país em nome da “economia futura”, de emagrecer o nível de vida da população, ou de cortar no Natal e nas férias. Aqui a diferença é entre a vida e a morte. E isso povo nenhum devia tolerar.

Feriados: o 5 de Outubro e o tratado em Zamora que não é nenhum tratado

A importância de ter um feriado na data em que Portugal se refundou, deixando o medieval tempo dos soberanos por direito hereditário derivado da imprevidência divina, nem precisa de mais explicações. A I República teve os seus defeitos mas temos com ela a virtude de bem ou mal eleger quem nos governa, após 48 anos de interregno.

Há contudo outro 5 de Outubro, para quem tem da História a visão do Estado Novo: revisionismo, mentira e efabulação. É o caso dos que julgam comemorar nessa data o aforismo fascista do “quem não sabe a data de 1143 não é bom português” e dizem comemorar o “Tratado de Zamora“. Ora vamos lá ver, o Tratado de Zamora muito simplesmente não existe e nem é provável que tenha existido.

A 4 e 5 de Outubro de 1143 teve lugar em Zamora um encontro entre Afonso Henriques, Afonso VII e o Cardeal Guido de Vico, legado do papa Inocêncio II. Após o episódio de Arcos de Valdevez (1140) e mediado por João Peculiar “os dois primos assentaram na cessação das hostilidades“.

É este um episódio determinante na fundação de Portugal? nem por isso. [Read more…]

Comunicações sim, aquecimento não

Isabel Gonçalves

Ligações

Actualizada a página de ligações do Aventar, o que não era feito há muito tempo.

Como achamos justo retribuir a todos os blogues que nos fazem o favor de ter na sua listagem similar, também chamada de blogroll, e como se torna impossível assegurar que tal permuta é feita com justiça, agradecíamos que nesta caixa de comentários os injustiçados se manifestem. Obrigado.

Tentem agora tirar este


Fracos!

Versos anibais

Primeiro levaram o Oliveira e Costa
Mas eu não me importei,
porque não era presidente do BPN

 

Depois, apertaram com o Dias Loureiro
mas eu não me importei,
porque não era da SLN, nem tinha negócios offshore

 

Depois prenderam o Duarte Lima
mas eu não me importei,
porque nunca conheci a secretária do Tomé Feteira…
nem cometi (há o caso das acções e da Coelha… mas que diabo…) fraudes no BPN

 

Agora, estão a subir a escada…
estão a bater-me à porta…

 

E quando percebi
Já era tarde!

Da autoria do Samuel, que bem os podia cantar, embora não seja fadista.

meu, nosso? vosso?…

Acordo Ortográfico: a opinião de Fernando Venâncio

Vale a pena ler atentamente este texto de Fernando Venâncio sobre o Acordo Ortográfico. Para além da história e das histórias à volta do alegado acordo, estamos perante argumentos sólidos, irrefutáveis.

Ligação roubada do facebook de Francisco Miguel Valada

Da justiça no reino

“Como pode um cidadão comum compreender que um português acusado por um juiz, num tribunal de um país civilizado e nosso ‘irmão’, de matar uma portuguesa, além de outras práticas que serão crimes fiscais face à nossa lei, possa continuar a sua vida em Portugal, sem ser detido nem extraditado – enquanto o será se puser o pé logo aqui, em Badajoz…?”, interrogava-se José Carlos Vasconcelos num comentário publicado na revista Visão, a propósito de Duarte Lima.

Pode sim senhor, digo eu. Desde que conheça minimamente como funciona a justiça portuguesa. E digo-o por experiência própria, que, reconheço, poderá ser redutora porque se reporta apenas ao tribunal de Barcelos. Que em tempos do ancien regime, como diria o engº. Marinho, conheci bem. Já o afirmei aqui e repito-o agora, orgulhosamente, que cheguei a ter quatro TIR’s (Termo de Identidade e Residência), nos “gloriosos tempos” dos Reis e de Mário Constantino, essa inutilidade autárquica, talentoso supra-sumo da mediocridade política. Vi e ouvi de tudo. Uma juíza absurdamente ignorante que assinou um acórdão reconhecendo explicitamente que os conselheiros Acácio e Pacheco, caricaturas queirosianas que qualquer estudante medíocre do secundário conhece minimamente, eram nada mais nada menos que escritores consagrados ao nível do seu criador! Ouvi uma procuradora adjunta afirmar que eu deveria ser condenado porque manifestava “especial perversidade”, duvidando eu dos conhecimentos semânticos da douta magistrada, a quem antes tivera de, pacientemente, explicar a diferença entre uma notícia e uma crónica jornalística. Li um relambório embrulhado em citações várias num acórdão para disfarçar uma condenação que ainda hoje entendo pré-decidida, como se num prato qualquer, a diversidade dos molhos disfarçasse a má qualidade dos alimentos. Isto eu vi. Eu ouvi. Eu testemunhei. [Read more…]

Estou Cheio de Ser Roubado Por Filhos-da-Puta

De ontem. Transcrição de reclamação em Livro Amarelo n.º xxxxx49 de um município entre o Douro, o Sousa e o Leça.

“Serviço: Estacionamento CM_X – xxx

(…)

Motivo da reclamação: Dei entrada neste parque de estacionamento pelas 18h20, viatura xxxxx. – À entrada foi protelado o suposto pagamento de eur 0,15; como me demoraria cerca de uma hora, eu e o guarda acordámos que eu pagaria aquele valor à saída. – À hora da minha saída – 20h00 – foi-me exigida a quantia de 50 cêntimos. Paguei o valor. Guarda não entrega recibo. Volto a pedir a prova de pagamento. Guarda emite novo talão n.º xxx006 – com novo valor – 65 cent.- Estou em crer que o guarda desvia fundos porquanto não quis, de todo, receber os alegados 15 cent. em falta”.

[EU] – … mas, repare, eu só paguei 50 cêntimos, quero pagar o resto, os 65, tal como vem no recibo. [Guarda]– ah, não faz mal, não faz mal. [EU] – A ver se percebi: o sr. está-me a oferecer 15 cêntimos? [Guarda] – Está tudo bem, não há problema. (…) [EU] – o Livro Amarelo, por favor. [Guarda] – Mas o que é que o senhor quer escrever lá? (…)  Não sei se o tenho. [EU] – Não faz mal, se não o tiver resolve-se já o problema de outra forma. (…)

A Reforma da Administração Local (Coimbra):

Convite:

Este Sábado, pelas 15h na sala 4 da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, um debate sobre a Reforma da Administração Local e que terá como oradores: o Secretário de Estado da Administração Local, Eng. Paulo Júlio; o Prof. Doutor Manuel Porto da Universidade de Coimbra e o Prof. Doutor Artur Pires da Universidade de Aveiro.

Uma organização do Instituto Francisco Sá Carneiro.

Troikinices e Cretinices!

troikaA maldita troika andou por cá. Em cada passagem, o tenebroso trio ataca sem pudor nem piedade direitos de cidadania básicos. Sobretudo, a frágil qualidade de vida de milhões de portugueses.

Desta vez, os senhores da troika deram-se ao prazer de ratificar a deliberação – para não lhe chamar roubo – do governo de corte dos subsídios de Natal e de férias a funcionários públicos e pensionistas; medida esta que, lembre-se, não estava elencada no tristemente célebre ‘memorando de entendimento’.

Todavia, as desumanas criaturas são insaciáveis em semear a maldade. Manifestaram agora o desejo de aplicar cortes de remunerações aos trabalhadores do sector privado. O eurocrata Jürgen Kröger exprimiu argumentos a favor da medida, nomeadamente os seguintes:

  1. A economia tem problemas de falta de competitividade e produtividade, solucionáveis, segundo ele, através da redução de salários também no sector privado.
  2. A medida teria a vantagem de travar “a transferência de trabalhadores do sector público para o privado”, atraídos por remunerações mais elevadas.

As observações e recomendações do Sr. Kröger são, no mínimo, disparates; próprios, de resto, de tecnocratas monetaristas, como o nosso Prof. Gaspar, cuja visão se centra em exclusivo no sector financeiro, ignorando a economia real do país – do nosso ou de outro onde infelizmente essas troikas intervêm. [Read more…]

Jorge dos Santos é um cidadão livre e George Wright gozou com o FBI. Bem feito

Discutindo com a primeira tentativa de democracia moderna do planeta, os EUA, é bom vermos que em Portugal a justiça às vezes funciona. Justiça não é perseguir um cidadão por pura vingança. Justiça não existe no país onde a raça determina a condenação e acima de tudo onde a pena de morte se pratica. O FBI, a polícia política que até os seus presidentes intimidou, perseguindo a sua vida privada, dançou o vira. Desapontem-se, pois então.

Bem vindo a Portugal na condição de cidadão finalmente livre Jorge dos Santos. Tu e a tua família bem o merecem.

E já agora, de quando em vez ter abraçado uma causa justa que ganha, sabe bem.