“Eu acuso Balsemão”

Com a devida vénia publico aqui um texto da autoria do Paulo Querido, a quem agradeço a autorização de reprodução, cujo conteúdo subscrevo, palavrinha por palavrinha, João de Sousa

“Eu acuso Balsemão de se alhear do problema da pilhagem nos jornais, que agem como se fossem donos dos acontecimentos.

Eu acuso Balsemão de se alhear do problema da pirataria nos jornais, que pilham as fotografias e os videos das pessoas na net.

Eu acuso Balsemão de se alhear da realidade: as pessoas morrem, deixando os jornais sem audiências.

Eu acuso Francisco Pinto Balsemão de parecer “alheio” aos problemas “graves” desta forma de gerir incapazmente um grupo de Comunicação Social que devia procurar fazer a transição de paradigmas em vez de abusar dos legisladores, o que não lhe trará um cêntimo de benefício.

Nos últimos tempos, Balsemão tem sido o principal artífice da falsa acusação de que os motores de pesquisa se apropriam dos conteúdos. Os conteúdos a que Balsemão se refere não estão protegidos ou sequer sinalizados de que não devem ser indexados pelos motores de pesquisa. Pelo contrário, estão OPTIMIZADOS para serem indexados. Ou Balsemão ignora, ou Balsemão está a ser hipócrita. Ou directo ao metal: o que Balsemão quer, sei eu. [Read more…]

Pode alguém ser quem não é?

Artur Baptista da Silva pode ser quem não é. Isso não muda uma linha do que disse e não vejo desmentido em lado nenhum. É uma ironia suprema que para alguém ter tempo de antena  dizendo a verdade sobre a crise tem de se fazer passar por detentor de um cargo na ONU que não existe.

Ironia porque Marcelo Rebelo de Sousa passou a vida a perder eleições, mas avalia semanalmente os que as ganham.

Ironia porque Marques Mendes não fosse a política nunca passaria de um modesto advogado minhoto, mas tem todo o tempo de antena para soltar o pior da intriga palaciana.

Ironia porque Medina Carreira mente diariamente sobre as origens da crise, ocultando o papel dos bancos e especuladores financeiros, mas sem contraditório pode continuar a disparatar à vontade contra a classe política a que pertence.

Para furar o bloqueio de mentiras com que se vende em Portugal a ideologia da austeridade, pelos vistos é preciso inventar um cargo. Quem ocupa o lugar de ministro das Finanças engana-se em todas as previsões, burla todos os dias a realidade, e não é por isso que é demitido. Estão bem um para o outro.

Reformas na Suíça têm tecto máximo de 1700 euros

Aparição fugaz, de 3 minutos, na RTP2! O governo suíço fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros

Esta notícia foi tratada apenas em noticiário pouco visto para evitar, naturalmente, o contágio. Porque será ?

Nunca se poderia passar em Portugal porque… cá…  somos MUITO RICOS!!!

E que tal o Google não indexar a Impresa?

Balsemão defende lei que obrigue Google a pagar conteúdos.

Relvas agride a inteligência e os jornais ajudam

Nuno Ferreira, jornalista, percorre Portugal a pé. Os Açores fazem parte de Portugal, e até ontem eram o seu percurso. Estava instalado no hotel onde Miguel Relvas e seus capangas pernoitaram. Tinha de passar à porta do quarto do ministro para entrar no seu. Em circunstâncias por apurar foi detido pelos capangas.

O resto, o que anda por jornais que nem os seus antigos colaboradores respeitam, é pura mentira: basta confrontar o que vai publicando no Facebook com  uma mirabolante teoria de perseguição que sem pejo espalham. Se insultou o licenciado, prendam o país.

Tenham vergonha, Público e Expresso. Não digo os jornais, mas quem escreveu e repete tretas que uma simples pesquisa na net permitia no mínimo questionar.

O jornal já está fechado

Paula Sofia Luz*

Faz hoje oito dias. Enquanto a greve dos jornalistas da agência Lusa dominava as conversas na rede, uma cidade portuguesa assistia à morte anunciada do seu (último) jornal. Na quinta-feira, 18 de Outubro, a notícia começou a circular na rua: O Correio de Pombal deixou de se publicar, sem aviso prévio. Não chegou às bancas como era costume, não seguiu pelo correio para casa dos assinantes. O título que José Pimpão dos Santos fez (re)nascer na primavera de 1990 – pois tratava-se de uma reedição de um título com quase 200 anos – deixou de sair para a rua, num dia triste para Pombal, para a imprensa, para o que resta da democracia.

Eram conhecidas as dificuldades (financeiras, editoriais e sobretudo morais) em que o jornal se afundou nos últimos tempos, mesmo quando ficou sozinho num mercado que em tempos dividiu com dois e três títulos. Por isso, deixar de se publicar foi tão só o golpe de misericórdia. A morte do jornal não foi notícia em lado nenhum, à excepção de escritos na blogosfera e no Facebook. E no entanto a ferida continua aberta para os trabalhadores que restavam – e que continuam a apresentar-se todos os dias no local de trabalho. E para os milhares de leitores que o alimentaram por mais de 22 anos, e que de repente estão desnorteados. Os leitores sem notícias, os notários e advogados sem suporte para os anúncios judiciais, os emigrantes que agora não sabem quem morreu na semana passada. [Read more…]

Saldos de ocasião

O amigo Oliveira troca dívida por jornais.  Para Portugal e em força.

A greve da Agência Lusa

A Lusa suspendeu a distribuição de notícias.

Até Domingo é provável que veja os jornais, sobretudo na versão online, inundados de noticiário internacional, via agências estrangeiras. É que o nacional depende da Lusa, dado o sucessivo desinvestimento nas redacções, onde se passa mais tempo a transcrever a agência portuguesa que a investigar e fazer jornalismo.

Um bom tempo para meditarmos na crise da comunicação social.

1367

É o meu número na Petição em defesa do PÚBLICO!

48 homens-sonae* para abate

redução da estrutura de custos em cerca de 3,5 milhões de euros por ano, com a diminuição de custos de funcionamento e previsível saída de 48 colaboradores.

de um comunicado da Sonaecom

Helder Robalo no Facebook:

Ao longo dos anos, sucessivas administrações de empresas tomaram decisões baseadas em estudos de qualidade duvidosa ou mesmo em estudos nenhuns. As empresas de Comunicação Social quiseram, cada vez mais, os seus jornais parecidos uns com os outros. Primeiro era o DN a bíblia, depois o JN, o Público, o Expresso, o Correio da Manhã… Cada um inveja(va) as páginas do vizinho e queria as suas cada vez mais parecidas. Sem perceberem, ou quererem perceber, sucessivas administrações e direcções foram descaracterizando jornais, rádios, televisões, etc., etc.. Deteriorando aquilo que era a identidade de cada título, afastando cada vez mais leitores, ouvintes, telespectadores. [Read more…]

Expresso time machine

Explicação: [Read more…]

Portugal, que estado?

A identificação ideológica do actual governo é das mais claras desde o 25 de abril. Quer nas decisões, quer nas declarações são várias as marcas muito identificadoras de uma visão nunca antes vista por estas bandas.

Seria importante, num momento em que parece que tudo tem um preço de mercado, definir com clareza o que se pretende do Estado. Os incompetentes que nos gerem usam a máxima “menos estado, melhor estado”.

Mas isso significa o quê?

O serviço público de saúde deverá ser um exclusivo do serviço nacional de saúde ou os privados e a igreja devem também ter um papel?

E na Educação? A Escola Pública deve ser para todos ou ” o TODO” deve ser assegurado, em parte pelo privado? E que parte?

E na comunicação social? Deve ou não haver canais públicos e rádios públicas asseguradas pelo estado?

E na justiça ou na segurança? Que papel para o privado?

Cada um dos laranjinhas que rapidamente surgem a defender qualquer estupidez dos amigos do Relvas poderia aproveitar o desafio e responder a estas perguntas. Talvez assim se ficasse a saber melhor o que pretendem.

E não me custa nada adivinhar que o povo é capaz de não gostar do que aí vem…

Os blogues e os media

Vai e vem

Partir as pernas à Lusa

José Manuel Diogo

A agência Lusa tem mais de 600 clientes espalhados por todo o país e por quatro continentes. É uma empresa exportadora. Tem ao seu serviço 300 jornalistas em Portugal e no mundo inteiro. Produz quase 500 notícias diárias, das quais muitas são complementadas em áudio e vídeo. É a única agência de notícias global, mundial, universal, em língua portuguesa (o Brasil não tem). É também a maior produtora de conteúdos em língua portuguesa. A nossa Hollywood, jornalisticamente falando.
Custou aos portugueses em 2012 menos de 15 milhões de euros, o que é, mais ou menos, o preço de três quilómetros de auto-estrada sem pontes ou viadutos. Esta verba que o Estado, o acionista principal da Lusa, injeta na empresa destina-se, não a pagar prejuízos (a empresa dá lucro há cinco anos consecutivos), mas sim a fazer com que as notícias produzidas estejam disponíveis a preços acessíveis aos seus clientes. A esmagadora maioria são pequenos órgãos de comunicação social portugueses, espalhados pelo interior e pelas ilhas, pelas comunidades portuguesas no estrangeiro (há outros 10 milhões que vivem fora de Portugal) e pelos países de língua oficial portuguesa. Ao todo, cerca de 260 milhões de falantes. [Read more…]

Panelas de pressão

Se começa a abrir-se a arca da memória, ninguém do bloco central escapa.

Bispo D. Januário: falou, levou

É a Democracia Relvas a funcionar em pleno! É a máquina laranja a fazer o seu trabalho.

“É evidente que não posso deixar de associar uma coisa à outra. É uma tentativa de linchamento da minha vida privada”

Eu por mim não tenho dúvidas – este ataque ao Bispo é um excelente exemplo da saúde da nossa Democracia! Não me canso de agradecer a quem colocou esta gente no poder!

¡No pasa nada!

Com uma ronda pelos jornais de cá novamente se confirma:  nas Astúrias não existe batalha campal entre os mineiros e a polícia de choque.

Não consigo perceber porque é que os políticos têm a convicção generalizada de que o povo é burro

José-Manuel Diogo

Mas deve ser por isso que pensam que um voto é uma emoção e não uma convicção. Que um discurso é uma forma e não um conteúdo. Que uma mentira é apenas outra versão possível da verdade. Que a traição é só uma questão de datas e que a comunicação social tem a obrigação de relatar acriticamente as insanidades irresponsáveis com que a classe politica nos brinda todos os dias.

Porque é que nenhum tem coragem para dizer às pessoas que é preciso empobrecer? Que vivemos os últimos trinta anos numa ilusão de riqueza impossível num país tão pequeno e tão pouco produtivo como o nosso? Que daqui para o futuro, é preciso ganhar menos e trabalhar mais, ir menos de férias e ajudar mais os outros. Ser menos egoísta e mais solidário. E principalmente ser feliz assim.

Porque é que então se insiste num discurso paliativo sobre o futuro quando o presente demonstra que esse mesmo futuro vai ser difícil e em muitos casos dramático? Por uma razão simples: a maior parte dos políticos acha que o povo é um meio e não um fim. [Read more…]

Relvas, demita-se!

Não há outra saída para tanta incompetência.

O Político Relvas é daqueles que se sente o cheiro à distância. Cheira mesmo mal! E não sei se é dos pés. É aquele tuga espertalhão que parece estar sempre a mentir, com um sorriso amarelo e de plástico, talvez do botox.

Recebia sms, mas não respondia e perante o trabalho livre do jornalista, atacou ferozmente?

Depois, parece que pediu desculpas, mas o texto do Conselho de Redacção do Público  é bem claro sobre o que aconteceu.

Não há outro caminho. Siga as dicas do seu Sr. Primeiro Ministro e dê uma oportunidade ao seu sorriso inverdadeiro.

Com papas, bolos e gráficos se manipula o PIB

Uma nota de Francisco Louçã no Facebook, ou como se fabricam mentiras gráficas, com papas e bolos:

A forma como as TVs ontem apresentaram os números da economia portuguesa merece atenção, porque os números, como as palavras, podem ser muito traiçoeiros – sobretudo quando são distorcidos.

Vamos ao facto primeiro. O Produto caiu mais 0,1% no primeiro trimestre de 2012, em relação ao último trimestre de 2011 (quando tinha caído -1,3% em relação ao período precedente).

As TVs apresentaram o seguinte gráfico:

Ao ver o gráfico, toda a gente dirá que as coisas estão melhores. E foi o que disserem os jornalistas das TVs: agora estamos a recuperar.

Na verdade, o gráfico que apresentasse correctamente os mesmos dados seria o seguinte: [Read more…]

A chantagem e a mentira sobre a Grécia

Não há pachorra para ouvir, por exemplo na TSF, ou mesmo ler a mesma mentira: identificar na Grécia o Syrisa como partido anti-euro. Uma coisa é ser contra o memorando lá do sítio e a política imposta pela troika, outra defender a saída do euro, coisa que apenas o KKE e o nazis fazem, e outra coisa é o alegrismo lá do sítio (curiosamente grafado de Esquerda Democrática por toda a gente, ao contrário do Syrisa que continua a levar com as minúsculas enquanto coligação de esquerdas radicais), que é pelo memorando mas tem vergonha (Manuel Alegre atingiu o estádio de senilidade em que já a perdeu) e sabe que se formar governo desaparece.

Mas vão repetindo, à mistura com a designação de extrema-esquerda aplicada nestas circunstâncias ao Syrisa. Tal como vão omitindo que nenhum país pode ser expulso do euro, e que essa ameaça não passa de bluff. Mais uns dias e até se convencem de que é verdade.

E daqui até às eleições, ou à vida de mariposa de um governo de coligação pró-troika, vai ser assim, Europa fora, e cada vez pior.

Quem escreve assim é jornalista

Extrema-esquerda grega diz que acordo com a troika é nulo.

Não é que me ofenda, temos as costas largas, mas depois admirem-se que designe o CDS como um partido de extrema-direita.

E que tal fecharem a Lusa em Lisboa?

Em Coimbra já tivemos delegações de tudo o que é comunicação social. Foram fechando sucessivamente quase todas, e bem gostaria de ver um estudo que comparasse as poupanças com as vendas, para me rir um bocado.

Do pouco que sobra, falta fechar a LUSA, o que vem a caminho. Pessoalmente nada tenho contra o teletrabalho, mas um agência de notícias com sete jornalistas fechar portas não lembra a ninguém.

É claramente, mais do que uma medida de poupança, um acto simbólico de desprezo por toda a região centro. As Beiras têm servido de maternidade a futuros primeiros-ministros, em número tão crescente como o desprezo a que são votadas.

Ainda se pode fazer alguma coisa? pode, assine esta petição Contra o Encerramento da Delegação da Lusa – Agência de Notícias de Portugal em Coimbra.

Paulo Ferreira, o “Homo Pingusdulcis”

A minha passagem pela catequese, mesmo depois de abandonar a Igreja, e a escolha de ideais de esquerda, mesmo sem frequentar nenhuma das suas igrejas, fizeram de mim um crente na solidariedade como pilar da sociedade. Não partilho, portanto, do entusiasmo marialva na sociedade como selva competitiva, repugna-me a imagem do homem predador do homem e tenho a mania de que é importante conceder direitos aos cidadãos, em primeiro lugar, porque é humano, e, depois, porque isso contribui para a paz social e para a produtividade.

Acredito, de qualquer modo, que são vários os caminhos para se chegar a estes ideais e não me custa acreditar que, para isso, o bom senso bastaria, sendo dispensáveis ideologias ou religiões. [Read more…]

E compraram camisinhas?

Ao ouvir a reportagem na televisão, com as repetidas perguntas sobre o que tinham os entrevistados comprado, havia uma questão que não me saía da cabeça. A quem é que raios interessa que a senhora Mirculina tenha comprado fraldas, óleo e alcachofras? Grande jornalismo, sem dúvida.

Carta do Canadá – As palavras proibidas

Quando assentei  praça no jornalismo, no século passado, a comunicação social era mantida,com trela curta e açaime, pela censura. Esta era uma coisa misteriosa, sinistra e caricata, personificada por uns coronéis tarimbeiros sobrados do 28 de Maio de 1926. Eram engraçados,os coronéis da censura. Um grupo de universitários que eu conheci, pontificado por um que veio a ser médico em Moçambique, resolveu editar uma revista, isto em Coimbra, para o que montou um elaborado plano de pega de cernelha à censura. Como o militar que naquela cidade chefiava a censura ia todos os dias tomar a bica à mesma hora, a rapaziada foi-se-lhe chegando, mansa e sonsa, numa conversa mole que encantava o tropa. Quando acharam que o bicho estava pronto para a pega, apareceram-lhe com as provas da revista para a censura. O coronel passou os olhos pela prosa, achou aquilo inocente como o chá de tília e assinou de cruz. A coisa ia andando neste remanso. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, eles começaram a meter umas poesias, daquelas em que verdade rima com liberdade, pão com revolução, e assim. E o tropa sempre a assinar de cruz.  Até que caiu o Carmo e a Trindade: o coronel foi questionado e apertado pela Pide por causa da revista dos rapazes. Quando eles se abeiraram, prazenteiros, da mesa do tropa, este atirou-lhes à cara: [Read more…]

“Queremos o futuro”

Pedro Noel da Luz©

Crespo na RTP Washington!, manda o Relvas

Só mudam as moscas, a merda continua a mesma

Frase de Brito Camacho

Manuel de Brito Camacho, alentejano de Aljustrel, médico, militar e político célebre da 1.ª República, deixou um legado de declarações intemporais, à semelhança de Eça de Queiroz em ‘Os Maias’ com a sentença: “Isto não é um país, é um local sujo e mal frequentado”.

Crespo, um impoluto e acérrimo defensor da justiça e da liberdade, em Portugal

Tem cumprido aos políticos, a maioria gente de ralé oportunista e tecnocrática, promovida nas últimas décadas a personagens influentes e com poderes de decisão, a formatação e o conteúdo do modelo de organização política, económica e social da Nação – conceito em crescente consolidação na Europa, como demonstraram os votantes em Marine Le Pen.

Na hora actual, e em resultado da miopia de centrarem em Sócrates todas as responsabilidades dos nossos males, a técnica de escolher um inimigo comum – e fui sempre crítico duro de José Sócrates – não passa de um discurso retórico doentio, estafado, redutor e sectário, porque se é verdade que endividou o país em quase 50% do PIB, também é inegável que, antes dele, já havia outra fatia de 50% de endividamento público da responsabilidade de terceiros.

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Nós temos influência

 

É difícil enterdermo-nos ou aceitarmo-nos como sendo apenas um grãozinho de areia no deserto e contudo… nós temos influência.

O jornal i já tem 3 anos e só hoje é que me apeteceu comprei um. Valeu a pena.

Fartei-me de sublinhar a entrevista que fizeram ao bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Mourinho Baptista, a propósito do 1º Congresso nacional a decorrer até sábado, 21, onde se falará – entre outras coisas, julgo eu – da crise e das soluções dadas pela psicologia.

A #fontinha e a propriedade privada do voluntariado

Estudo acompanhado gratuito pelos pais das crianças de um colégio católico, como foi amplamente divulgado há tempos, é voluntariado.

Estudo acompanhado gratuito na Fontinha, omite-se, não é notícia, é coisa de anarcas, okupas na linguagem colorida de muitos dos jornalistas hoje de plantão.

O voluntariado é propriedade privada, um condomínio fechado, tem de parecer caridadezinha, ou será que só o que alguns fazem em prol dos outros é aceitável pelos elevados e selectivos padrões discriminatórios da comunicação social e seu proprietários?

na imagem: horário de actividades da Es.Col.A da Fontinha.