Apelo aos portugueses e aos diretores dos jornais

Será a loucura total o que vou dizer a seguir. Mas espero que não me levem a mal!

O desespero dos portugueses já chegou ao espaço dos leitores nos jornais diários: alguns já não aguentam estar calados e, pela via mais democrática, educada e civilizada, dão o seu grito «Basta!».

Estamos “indignados” e a “ser roubados por políticos incompetentes, mentirosos e rascas”, li ontem no JN. Pensamos todos, como aquele leitor, “numa forma de correr com eles pela via democrática”. Será que vamos conseguir, algum dia?

E se um dia… [Read more…]

Da Guiné

“Apelo dramático à comunidade internacional”
Na Guiné prendem-se os de opinião diferente. Cá não, que isto aqui é uma democracia.

Deixem o paneleiro em paz

Aquele pobre diabo que, sendo burro como um calhau (perdoem-me, asnídeos), escrevendo mal e porcamente, não lhe sendo reconhecida nenhuma habilidade especial que o habilite a ser mais que moço de elevador num hotel onde a sua pilosidade facial fosse apreciada, chegou à profissão de director de jornais por razões que permanecem na neblina onde por vezes adormece a capital, vamos fingir que o bom nome familiar não teve nada que ver com o assunto, debitou mais uma das suas recorrentes tentativas de sair discretamente do armário.

Como de costume meio mundo e o outro caiu-lhe em cima. Deixem o gajo em paz, não lhe aparem o joguinho, não citem, não lhe respondam. O défice de atenção não se trata com atenção, o homem precisa é de tratamento, e de sair de vez do armário, é claro.

A Imprensa Regional.

Para promover os desígnios pessoais e colectivos de certos edis e edilidades existe a imprensa regional. Longe dos tempos em que servia a quezília política e ideológica, anunciava abertura de novas mercearias ou publicitava as carreiras de vapor para o Brasil ou os comboios para França, o pequeno jornalismo serve hoje de bandeja o longo rol de obras paroquiais e municipais. A mentalidade ainda é semelhante à que imperava durante essa longa noite radiofónica chamada Estado Novo: o jornalista local é uma extensão do funcionalismo , agora munido de gabinetes de comunicação que preparam as notícias. Estas não diferem muito, em teor e assuntos, do tempo da Segunda República (1926-1974), quando os senhores dos velhos municípios liberais (escudados em anacrónicos pretensos direitos medievais) se ufanavam de, com pompa e circunstância, inaugurar fontanários, caminhos rurais ou casas do povo. Hoje são rotundas, parques de merenda e auditórios, como se a cada concelho coubesse a necessidade de equipar-se segundo um pequeno país. No fundo não temos municípios mas antes 308 principados do “tipo Andorra” cada um com a sua biblioteca, o seu auditório, tribunal e complexos desportivos que poucos usam porque as muitas estradas levaram os habitantes a procurar outras paragens. No meio desta esquizofrenia urbanística estão, portanto, os jornais locais. [Read more…]

João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai… [Read more…]

casos da vida portuguesa: o defunto josé braga

a cabra de coimbra

O charme indiscreto de José Braga

Eu também não sei alemão

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos atuais 66 mil euros anuais para 44.800 euros.

Escreve a Agência Financeira e a Lusa retransmite para vários jornais online repetirem. A fonte da notícia  é que não está de acordo. Até sem saber alemão lá se chega: trata-se não de salário mínimo mas do rendimento mínimo para se ter autorização de trabalho, que será mais baixo,  e também se  aumenta o tempo de estadia na Alemanha para quem está à procura de trabalho (que passa a ser de 6 meses). Além disso na Alemanha nem sequer há salário mínimo.

Eu também não sei alemão mas leio os comentários de quem sabe no artigo do Público, por exemplo, confirmo com um tradutor automático, riu-me, ah, e também não sou jornalista.

Isabel Stilwell e o TGV

Isabel Stilwell tem todo o direito de, porventura, ter sido má aluna a História. Tem todo o direito de não perceber que, quando Salazar nasceu, já o comboio circulava em Portugal há 33 anos e seria, portanto, impossível que Salazar e Franco tivessem cometido o erro de optarem “por uma bitola (a largura entre os carris) diferente da dos outros países europeus (nós escolhemos a larga, eles usam a estreita), numa tentativa de isolar a Península Ibérica“. Dois erros numa só frase: nem Salazar ou Franco escolheram bitola alguma nem a Europa usa a bitola “estreita”, antes a “padrão“, “internacional” ou “UIC“, como também se pode dizer: 1435 mm entre o bordo interior dos carris em alinhamento recto, por oposição à “bitola ibérica”, 1668 mm.
A Tudologia é cada vez mais uma ciência exacta…

Deus, a ordem das parcelas nem sempre é arbitrária

Não me apetecia muito, mas republico o vídeo onde no dia seguinte encontrei todo o charme de uma operação claramente montada pelos sindicatos radicais e esquerdistas da PSP, no seu afã de discretamente afirmarem ao mundo a irmandade Portugal – Grécia:

O charme está em este ser anterior ao que o Expresso publicou, desmentir o vandalismo puro e duro, ser portanto ligeiramente interveniente, coisa que é complicado, sobretudo quando dá erro, admitir no Expresso.

Claro que tudo isto é muito complicado, tanto que também um jornalista como o Frederico Duarte de Carvalho se enganou, mas como bom jornalista chegou à verdade a que todos temos mesmo direito (ena, referi um dos piores jornais portugueses de sempre). É a diferença entre jornalistas que escrevem no seu blogue e serviço editorial dos grandes jornais. Testemunho dos factos, portanto. [Read more…]

Quem se enganou? Passos não, SMS sim

sol (2)

sms

Do ‘Sol’, em primeira página, provém a luz e conclui-se: como Passos jamais se engana, quem enganou foi o SMS.

Trata-se, de facto, de demonstração inquestionável de que a lógica é a ciência do estudo formal dos princípios de inferência válida. Desde Aristóteles, em “Organon”, jamais se havia sido produzido um raciocínio de tamanho valor científico, no domínio da lógica. Nem mesmo Bertrand Russel logrou aproximar-se do mérito do ‘Sol’, sintetizado no título.

Sim, de facto, é recomendável restringirmo-nos ao título, porque o texto da notícia já não diz bem a mesma coisa:

Um SMS enviado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ao primeiro-ministro, durante a discussão no Parlamento sobre o caso do duplo pagamento à Lusoponte, esteve na origem do erro cometido por Passos Coelho numa resposta a Francisco Louçã. «Se não fosse esse erro, o caso teria morrido ali», diz ao SOL uma fonte governamental.

Caso se fundamente no título, o Ministério Público poderá instaurar um processo ao SMS. Se avançar mais longe na leitura, concluirá que o erro  foi cometido por Passos Coelho… e, então, o melhor é ficar parado e calado.

Coisas que vamos sabendo, graças ao jornalismo rigoroso e independente.

Nos 18 anos do Diário As Beiras

Paulo Marques, Jornalista

As Beiras faz hoje 18 anos de jornal diário. Parabéns.

Não estão fáceis os tempos para o negócio da Imprensa. Tão-pouco para o exercício do jornalismo. Mas à angústia dos dias prefiro inquietação de sempre. Eu, que escrevo As Beiras todos os dias desde o primeiro.

As Beiras é um caso raro de sobrevivência empresarial e editorial. Em Coimbra, cidade e região de tradições na edição de jornais, mas também no cenário nacional, em que os diários de difusão local e regional se contam pelos dedos.

No início, a energia militante de fazer uma cidade e um mundo novos foi determinante no romper de uma barreira de imobilismos locais. À frente, o Diário de Coimbra acumulava 60 e tal anos e não parecia disposto a arrojos. Ao lado, outro título valioso, o Jornal de Coimbra, vivia já o seu estertor. À parte, alguns cabeçalhos de quase nicho apenas existiam. A todos As Beiras trouxe desafios que nem todos souberam ou lograram vencer. [Read more…]

Nem negro, quanto mais humor

Não é que eu me oponha à liberdade de expressão da extrema-direita e ao facto de o Expresso a contemplar. É mais uma razão para não o comprar, só isso. E recomendar ao Rodrigo, seu autor, que saia da zona de conforto, desempregar-se, experimentar novas emoções e desafios, numa palavra, emigrar. Foi o que fiz no mural do Expresso no facebook onde o boneco está publicado.

via 5 Dias

Actualização: acabo de saber que o tal de Rodrigo já é emigrante. Pois que volte. A companhia de um milhão de desempregados espera por ele.

Mulheres no desporto – dia Internacional da mulher

As personagens mais procuradas no google luso não deixam margem para dúvidas – a Ana Malhoa é uma pessoa muito importante, tal como a Shakira ou o Carlos Cruz, por motivos naturalmente diversos. Não, o Carlos Cruz não colocou silicone e a Ana Malhoa não namora com o Messi.

Não impressiona também nenhum dos leitores que o Cristiano Ronaldo, seja no seu mais recente veículo – aqui mesmo, no Aventar – seja a marcar golos ou com inveja do Messi, esteja também sempre presente nos tops.

O que já me impressiona mais é a forma pornográfica como os jornais desportivos – os três em papel e outros tantos em formato digital – usam meninas sem roupa (aposto que este vai ser o link mais clicado neste post logo a seguir ao da Ana Malhoa lá em cima) para fazer subir as audiências. [Read more…]

Sarkozy pede perdão e ameaça imigrantes

O jornais portugueses de referência, salvo o ‘Expresso’ em notícias espaçadas, omitem informação de aspectos centrais da vida política europeia. Exceptuam-se temas do chamado interesse mediático para destacar, no bem ou no mal, a acção de políticos portugueses no estrangeiro. Uma forma, quanto a mim, bisonha, superficial e provinciana de fazer jornalismo, nesta era da comunicação, marcada, diga-se, pela perda de independência e falta de qualidade de profissionais.

A França é um país nuclear para Portugal, por, entre outras, duas razões substantivas:

  • Como país fundador da CECA, a seguir CEE e finalmente UE, e pátria de Jean Monnet, os seus políticos, de esquerda ou direita, têm desde sempre um papel de muita influência na vida europeia; na crise como na euforia, na guerra como na paz.
  • Trata-se de um país que, segundo o Observatório da Emigração, acolhia em 2010 uma comunidade de 1.132.048 portugueses, número, de resto, atingido de forma sempre crescente – em 2008 eram 1.031.082.

Mas, para além destes aspectos estruturais, existem outros, de natureza conjuntural, cuja relevância para Portugal e portugueses é inegável. É o caso do momento pré-eleitoral que a França está a viver. Com a particularidade de, segundo diversas sondagens, Sarkozy estar seriamente ameaçado pelo socialista François Holland e acossado à direita pela extremista Marine Le Pen.

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Que diferença faz uma vagina?

Nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, pode parecer que vou cometer a heresia de criticar algumas mulheres ou uma certa visão sobre as mulheres, mas, na realidade, vou escrever sobre o medo que temos de confirmar o lado negro da nossa História.

O politicamente correcto é mais uma importação dos Estados Unidos que nos chegou juntamente com os hambúrgueres e muitas outras coisas prejudiciais à saúde e o mesmo país que dizimou os índios chama-lhes nativos-americanos, numa espécie de expiação tardia, pagando em moeda linguística o que roubou em vidas impagáveis.

A preocupação com a susceptibilidade alheia ou o medo de descobrirmos que dentro de nós está algum monstro inesperado leva-nos a tentar calar a História que está marcada nas cicatrizes da língua e da linguagem que somos porque fomos. Quando a História não se cala ou é mal entendida, há quem tente reescrevê-la, retorcê-la, fazendo de conta que a interpreta.

É verdade que a História é brutal e violentamente masculina e todas as mulheres que sofreram e sofrem com isso nunca poderão ser compensadas das violações de toda a espécie a que foram sujeitas, restando-nos a possibilidade de sermos todos melhores e mulheres no futuro.

Dilma Roussef, Presidente do Brasil, passou pelo Porto e aproveitou para comer bacalhau, o que é, evidentemente, notícia. Também é, infelizmente, notícia o servilismo de alguma comunicação social que reproduz o “Presidenta” com que a Chefe de Estado brasileiro exige ser tratada, agredindo, ao mesmo tempo, a língua portuguesa que nos é comum.

Esta ânsia de encontrar um feminino que não existe revela, afinal, um estranho machismo ao contrário, ou, para ser considerado completamente preconceituoso, um machismo de saias. Há uns meses, Pilar del Rio considerou “néscio” qualquer um que não lhe chamasse Presidenta da Fundação José Saramago. A todos os que queiram merecer conscientemente esse epíteto aconselho a leitura deste texto do Francisco Miguel Valada.

Todos os que se passam, passam na RUC

Ela não se vende às editoras, passa os discos que os que a fazem querem, e querem porque gostam.

Ela não faz fretes informativos, faz informação local, é uma escola de jornalismo de onde já saíram grandes jornalistas.

Ela é a rádio, talvez a única herdeira do espírito das rádios livres dos anos 80, domesticadas pela legalização que fez de quase todas barrigas de aluguer de empresas de comunicação nacional.

A minha Rádio Universidade de Coimbra faz hoje 26 anos. Parabéns aos que a fazem, parabéns aos que a fizeram. Sempre no ar.

Tristezas não pagam dívidas.

Não deixa de ser curioso que, em tempo de crise, a principal discussão das últimas semana tenha sido sobre o Carnaval. O país nunca deixou de rir, mesmo quando o mais natural fosse estar a chorar. Portugal é um imenso alfobre de piadas, humoristas e artistas circenses. Os políticos são malabaristas, o cidadão aquele Zé Povinho boçal, anafado, risonho e borracho. De resto, um país que se identifica com tamanha criatura, que ri de tudo, mesmo quando está prestes a perder a casa, a perder o emprego e a ficar sem comer, só pode ser um povo escolhido. Ele não precisa de quem o guie, abomina os políticos e os governantes, mas adora assistir às manigâncias deles, entre uma talhada de melancia e um copo de vinho verde.
Na Grécia está tudo a ferro e fogo, lá onde a comédia foi inventada e vive lado a lado com a tragédia. Cá, os homens vestem-se de mulheres e mangam do primeiro-ministro, que lhes tirou o feriado. Um feriado de e para brincar. É assim este quadro, que de tão ridículo chega a ser grandioso. Às vezes aparece alguém a dizer-se o novo D. Sebastião (Afonso Costa, Salazar, Mário Soares, Cavaco Silva…), mas não é preciso. Em 500 anos a coisa até tem corrido bem, dadas as circunstâncias. É uma gestão curiosa que nunca resultará em tumultos: os políticos e as elites roubam as duas fatias maiores do bolo, o povo – conquanto o político não se roube mais de dois terços anui – e reparte entre si a última fatia. É um roubo absolutamente democrático e consentido: uma mão lava a outra e as duas lavam as dos outros.
A coisa nunca resultará como na Grécia, em incêndios, feridos e ódio. Quando muito, por cá, mataremos um ou outro político à gargalhada, com matrafonas, gigantones e carros alegóricos. As nossas pistolas são bisnagas com água.

Salazar nunca morrerá

Acredito, intimamente, que isto de se ser democrata não está inscrito no ADN de nenhum animal e que, portanto, a solidariedade, o respeito pelo outro, a aceitação da opinião contrária faz parte do treino para que o homem seja diferente do resto dos animais. Dentro de cada um de nós, está o lobo do homem que pode chamar-se Salazar ou Hitler, mas que é sempre o mesmo animal.

Ser democrata é, portanto, uma aprendizagem e um homem será tanto mais humano quanto mais democrata conseguir ser. Julgo que não será muito arriscado dizer que foi a Europa que inventou a democracia e que a levou a patamares inimagináveis há menos de cem anos. É a mesma Europa que, comandada pelo instinto ditatorial, castiga jornalistas da TVI por divulgarem uma conversa sinistra entre um empregado português e o seu patrão, conversa essa que deveria ser do domínio público, porque diz respeito ao público.

Em Portugal, os homenzinhos que detêm poder não conseguem chegar a ser lobos, ficando-se pelo pior que há nas raposas, verdadeiros pilha-galinhas da liberdade de expressão, como se pode deduzir das decisões tomadas na RDP porque um cronista resolveu exprimir aquilo que pensa, atitude condenável pelos pequenos salazares que infestam administrações e chefias.

O preço da verdade na Alemanha

é diferente do preço da verdade em Espanha!

Censura, grita ele. Pois, pois…

Afinal……parece que a história está mal contada e o Pedro Rosa Mendes da Antena 1 já era um velho conhecido de Angola

Não à Fanny no Carnaval de Estarreja!


A população de Estarreja está em polvorosa e desatou a lançar petições na internet. Porque o desemprego cresce no concelho? Porque a terra tresanda?
Não, o bom povo de Estarreja fez valer os seus direitos cívicos porque a Fanny da Casa dos Segredos vai ser a próxima starlet do seu famoso Carnaval. Primeiro apareceu uma petição contra a sua presença, agora apareceu uma a favor. Neste momento, o sim à Fanny no Carnaval vai à frente com 545 signatários, contra 295 apoiantes do não.
Infelizmente para todos eles, estas petições não têm efeitos legais. O Nuno Resende explicou-o bem a propósito de um assunto bem menos sério, a destituição do Presidente da República.

A última crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1

Versão remisturada. Tem uma explicação, para lá da solidariedade óbvia de qualquer democrata com este atentado relvista à pluralidade de opiniões que não cabe no que eles pensam ser o bem da sua nação.

Chama-se espírito Rádio Universidade de Coimbra, hoje possivelmente a última rádio livre em Portugal, onde conheci o Pedro e algumas vezes nos entretivemos com estas coisas de usar a voz e a música para contar que a verdade é um veneno.

Entretanto tenho reparado que a direita, à falta de argumentos, pergunta a alguns dos que se revoltam agora onde estavam o ano passado. Eu sei onde estava e onde exactamente esses não estiveram, e por aqui escrevi sobre outras censuras, mas não deixo de deixar uma ressalva: ao contrário de Mário Crespo e Manuela Moura Guedes, o Pedro Rosa Mendes é mesmo jornalista.

(feito com José Mário Branco, uma recolha de David Fanshawe no Uganda e Area)

A última crónica da Raquel Freire na Antena Relvas

Não podia ser mais adequada às circunstâncias. Expliquem ao Miguel Relvas, mas com desenhos.

Pedro Rosa Mendes, agora é ouvir a crónica de que eles não gostaram

Já se pode escutar sem ir à página da Antena 1. Sobre esta manifestação de amizade com o governo de Angola continuo a não dizer mais nada do que não disse quando se confirmou.

Pedro Rosa Mendes, a Antena 1 e mais 4 cronistas por tabela

António Granado, Gonçalo Cadilhe, Rita Matos, Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes faziam a crónica Este Tempo na Antena 1. Agora já não fazem. Isto não tem nenhuma relação de causalidade com esta crónica do Pedro Rosa Mendes que desmonta a farsa relvista da RTP em Angola, ao serviço da nação, com a omnipresença desse expoente do servilismo conhecido por Fátima Campos Ferreira.

Vou indignar-me? dizer que é censura? chamar nomes ao Relvas? dantes dizia-se que uma imagem vale mais que mil palavras, velhos tempos. Hoje um vídeo pode-me poupar um milhão:

(obrigado pelo vídeo Dario, estou-te a dever uma)

Os Jornais

Quando sabemos que os jornais estão a morrer?

Quando os blogues (esses imprevisíveis) anunciam e (explicam, parte das vezes) as coisas importantes duas semanas antes. 

 

 

 

A Pronúncia do Norte

Ontem, pouco passava das oito da manhã e estava nas instalações da RTP Porto à conversa com o Presidente de Braga 2012 e um colaborador da RTP a discutir a velha questão do Norte e os media nacionais. Obviamente, a questão da privatização da RTP e, sobretudo, o futuro da RTP Porto eram tema de acalorado debate matinal entre cigarros consumidos no exterior do edifício.

Hoje, numa das páginas de facebook mais seguidas e activas do Norte (ESTA) um seguidor da mesma escreveu: O Jornal de Notícias foi o único jornal de expressão nacional a levar para a sua capa a abertura da Capital Europeia da Juventude em Braga. Os outros jornais optaram pelas habituais notícias de desgraça, intriga e futebol nas suas já tradicionais capas. Será que um evento que pretende ser um dinamizador de economia local, regional e até nacional não merece maior valorização, apoio e mediatismo por parte de quem pode e deve fazê-lo? (Miguel Oliveira).

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Televisões e futebol

Alguma coisa se passa no mundo da bolaTV ou da TVbola. E não estou só a falar da concorrência que a Sport TV faz à pirataria.

Reparem: a SIC inimiga de estimação de qualquer portista, consegue entrevistas exclusivas de Pinto da Costa, pasme-se, com o Nuno Luz a entrevistar. O mesmo operador, a SIC, em dia de Sporting – Porto viaja no autocarro dos Super – Dragões para Lisboa e até entrevista o seu líder.

Mais a sul, vemos também, para surpresa minha, a direcção do BENFICA num discurso de aproximação à Olivedesportos – na entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A bola, Vieira deixa cair o discurso anti Olivedesportos e até se refere à ajuda que a empresa deu ao Benfica em tempos idos.

Os dois, Porto e Benfica, são hoje detentores de canais de televisão – de que forma isso está a mexer com a Olivedesportos?

Para baralhar mais as coisas, aparece o Oliveirinha a atirar-se ao irmão

Alguém explica esta confusão?

Só faltava agora a A Bola dar a notícia que o PC ganhou um prémio mundial ou o Jogo informar da renovação do Aimar…

O Porto Canal e o Norte

Foi hoje apresentado o novo Director-geral do Porto Canal, o jornalista Júlio Magalhães, antigo Director da TVI.

O Forte Apache e o Aventar foram dos primeiros blogs a avançar com essa possibilidade que agora se concretizou. Mesmo assim, o Júlio Magalhães vai continuar a “conversar” com Marcelo Rebelo de Sousa, ao Domingo, na TVI até ao final do contrato de Marcelo Rebelo de Sousa (Maio) e, quem sabe, “as conversas” continuarão, depois, no Porto Canal. Quem sabe…

Neste primeiro dia do Júlio Magalhães no Porto Canal destaco duas frases: “é um sonho estar aqui” e, meio a sério, meio a brincar, “estou sentado na minha cadeira de sonho“. Quando se dirigiu aos seus novos colegas, fiquei positivamente surpreendido quando afirmou, “não venho ensinar nada a ninguém, venho trabalhar com excelentes profissionais“. Um gesto de modéstia que só lhe ficou bem e que diz muito sobre quem é Júlio Magalhães.

Desde que o F.C. Porto chegou ao canal, as audiências dobraram e o prime-time da cabo no Grande Porto passou a ser disputado taco a taco. A liderança já não é uma miragem. Conquistado o Grande Porto, é hora de avançar para toda a Região Norte. Por isso mesmo, não foi por acaso que Jorge Nuno Pinto da Costa aproveitou para anunciar a nova delegação do Porto Canal em Braga. Uma aposta forte do canal que, também ele, acreditou na força de Braga 2012:Capital Europeia da Juventude e em Braga enquanto motor do Minho.

(igualmente publicado AQUI)

Entrevista de Umberto Eco – 80 anos de futuro

Nos últimos dias do ano passado, a revista Brasileira Época, do Universo da Globo, publicou uma Entrevista com Umberto Eco, onde, entre outras coisas, o autor e pensador reflecte sobre a Internet e o seu papel como instrumento pedagógico:

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

“A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes. “

Leitura obrigatória.