O Justo pelos pecadores???

A crise explicada aos meus netos

António Maria Coelho de Carvalho

Era uma vez uma dinastia de reis de um país à beira mar plantado, que envenenaram todo o seu povo com uma mistela doce, que fazia o pobre povo pensar que era rico. O último destes monarcas quando viu que o povo podia morrer envenenado, procurou remédio para o veneno. Não o encontrou no seu reino, a Lusolândia, mas, do estrangeiro, soberanos que se disseram amigos ofereceram-lhe um contra-veneno, que ele em desespero aceitou, embora a um preço altíssimo. Com medo da reacção do povo, quando descobrisse que estava em perigo de morrer envenenado, fugiu, para longe, para a Francónia.

Entretanto, o novo monarca da Lusolândia, procurou tratar o povo com o remédio que fora comprado a preço do ouro. Ainda sem grande experiência da governação, não calculou bem as doses nem explicou ao povo os efeitos secundários e a maneira de tomar o remédio. O povo, ignorante por opção da nobreza, influenciado por fidalgos candidatos ao trono, por nobres dados a utopias e barões ressabiados cansou-se de desilusões. Acha o remédio demasiado amargo e não o quer tomar. Revolta-se contra o novo soberano e prefere heróica, romântica e cegamente morrer envenenado.

Se isto fosse um conto de fadas, iria acontecer um milagre: o soberano diminuía as doses do antídoto, diluía o remédio para o tornar menos amargo e dava-o a todos, mas mesmo a todos os súbditos. O povo, ignorante mas não estúpido, sereno mas não mole, sentiria a justiça da repartição da amargura e reconsiderava o suicídio.

Bem aventurados os que ainda acreditam em milagres.

Ai, ai, vida…

Mais uma crise para Cavaco Silva gerir. Depois dos tempos de Primeiro-Ministro em que dizia a plenos pulmões “Deixem-me trabalhar!”, o actual PR a viver da reforma não tardará a dizer “Deixem-me descansar!”

O Escorpião

 

 

Primeiro foi Monteiro, Manuel Monteiro. Confiou no homem e foi trucidado politicamente até aos dias de hoje (uma das grandes injustiças da política nacional e castigo enorme pelo erro da criação do PND). Manuel Monteiro criou o Partido Popular nas cinzas de um CDS moribundo, ouvia Portas e este, quando se viu alçado ao poder, como verdadeiro número dois de Monteiro, foi aniquilando políticamente o seu amigo. Quem soprava para as redacções que era ele que escrevia os discursos de Monteiro? Que Monteiro só defendia e transmitia aquilo que ele lhe dizia? Quem lhe tirou o tapete independente da inabilidade política de parte substancial da equipa de Monteiro?

 

Mais tarde, foi Marcelo Rebelo de Sousa. Contra boa parte do seu partido, em especial o baronato, decide avançar com uma coligação com Portas. Pouco tempo depois, foi politicamente esfaqueado por Portas. Mais uma traição para o seu currículo e o fim da AD. Marcelo nunca mais foi líder do PSD e é hoje comentador televisivo.

 

Agora, Passos. Pedro Passos Coelho é a nova vítima. Em nome de um patriotismo bacoco, Portas manteve um silêncio ensurdecedor ao longo da semana mais negra deste governo para, hoje, uma vez mais travestido de virgem ofendida, espetar uma faca nas costas do Primeiro-ministro. Uma vez mais. O mesmo actor principal. São coincidências a mais. E só não vê quem não quer.

 

Contudo, posso estar enganado, mas desta vez, como na parábola do sapo e do escorpião, Portas mediu mal as consequências e vai terminar politicamente afogado. Como o escorpião.

Ir cedo de mais ao pote

Um bocado de lucidez da parte de João Miranda:

O PS conseguiria fazer o mesmo? Sim, com nuances e se entrasse fresco no governo. Não seria aliás a primeira vez. Mário Soares, Mota Pinto e Hernâni Lopes fizeram um programa deste tipo em 1983-1985 com sucesso e bons resultados do ponto de vista de um liberal, com medidas bem mais sujas que as actuais (a desvalorização salarial nessa altura foi de 25%-30%, o que faz dos 5% da descida da TSU uma coisa de meninos).

Uns meses atrás, numa conversa com os meus amigos que no Aventar sempre defenderam este governo, deixei o aviso: o PSD teve muita pressa em ir ao pote, vai apanhar o pior da crise (que em abono da  verdade nem é total responsabilidade sua, como não foi de Sócrates: somos um país pequenino que apanha pneumonias e tuberculiza quando Wall Street espirra e a Europa engripa), e vai ser posto fora do mesmo pote quando houver aparência de melhoras.

Hoje não me parece que seja bem assim: o governo está em queda livre e seguindo o barómetro grego a Syriza começa a isolar-se nas sondagens ao mesmo tempo que os nazis alcançam o 3º lugar.

É mesmo a doer. Depois desta crise, tal como nos anos 30, o nosso mundo não será o mesmo, para o melhor e para o pior.

“Novas” Medidas

Em resumo, frente ao precipício sabemos dar o passo em frente:

  • Processo de ajustamento alargado aos privados: aumento da TSU para 18% para todos (de 11%);
  • Desce a contribuição das empresas para a SS para 18% (de 23.75%);
  • Subsídios pagos mensalmente (?);
  • Pensionistas e reformados: mantém-se o corte de subsídios enquanto vigorar o plano;
  • Os rendimentos mais baixos poderão ver devolvido algum do rendimento via reembolso de IRS.

Mais uma vez, não é demonstrado de forma nenhuma, a relação de causa efeito esperada entre estas medidas e os resultados esperados na economia. – Estamos a ser governados pela fé, pela crença, pelo dogma.

Futebol e Austeridade

“Vários clubes aumentaram os gastos no mercado de transferências.

Em tempo de crise, o futebol continua sem apertar o cinto.”

Que comentários há a fazer?

Anda o ZÉ-Povinho a apertar o cinto e a lutar pela sobrevivência… Podemos engolir isto facilmente?

E não se faz nada…

Quantos portugueses custa Catarina Furtado?

A RTP é mal gerida por ser pública ou por ser mal gerida?

Construção em crise

Capa do DiaJá tínhamos reparado: a construção está parada em Portugal. 

“Crise levou quase 900 construtoras à falência”, faz capa do Público de hoje..

Não há dinheiro para comprar casa nova “e o Estado não tem dinheiro para fazer obra. O sector da construção aprofunda a crise e em sete meses acumula a perda de 868 empresas”.

E este sector não pode apostar agora na recuperação, restauro e reabilitação de casas habitadas e outras tantas e tão bonitas pela sua antiguidade que se encontram por toda a parte? 

Foram muitos anos a pensar no «novo» e em construir de raíz a uma velocidade exagerada…

É só um reparo de uma leiga…

 

A Happy Woman menos feliz

A Happy Woman foi a revista de moda com a maior queda de vendas em Portugal, embora continue a ser a mais vendida.

São mais de 18 mil mulheres as que deixaram de comprar revistas de moda em Portugal. A ‘Vogue’ foi a única a subir.

Outras viram-se obrigadas a fechar.

Pelo contrário, na China, as revistas de moda são fenómeno. Este país é um “autêntico paraíso para o mercado do luxo e as revistas de moda”.

As portuguesas estão a poupar no supérfulo, claro, enquanto “que a maioria das chinesas está a sair da pobreza para a classe média e alta (…)”.

Tudo ao contrário… uns a sair outros a entrar na pobreza.

«Aprenda a ler o destino na palma das mãos»; «Os novos medos que nos estão a dominar»; «As despedidas de solteiro que eles escondem»; O meu signo»; «Venha a um leilão de escravos»; «Envolvi-me com o meu psicólogo»; «Demos a exprimentar os melhores sex toys», as promessas da Happy Woman para este mês por apenas 2,50€!

Saudades do futuro

Francisco José Viegas, talvez deslumbrado com o facto de ser entrevistado pelo Le Monde, aproveitou a oportunidade para tentar ser profundo e acabou por ser involuntariamente lúcido.

Servindo-se de psicologia barata e usando frases de literatura comercial, explica que Portugal não consegue ser feliz com a Europa porque “uma parte essencial das nossas raízes continua em África e no Brasil…”. No fundo, Viegas tenta justificar, aqui, o seu velho entusiasmo pela lusofonia, essa espécie de conceito que serve, sobretudo, para que políticos e universitários garantam uns tachos e o direito a molhar o pé nas águas tropicais, quando devia servir para que livros e ideias circulassem. [Read more…]

Portugal Low Cost

 
 
Está tudo em saldo! Elas são as lojas low cost, as padarias low cost (abertas das 6: 30 h às 22h, padinhas a 0,08 € e café a 0,40€), viagens low cost, as livrarias low cost (vi bem: livros a 0,75 €). Ganham com a crise. Ganham à custa da pobreza dos portugueses.
É o país em saldo, ao desbarato. É triste.
 

É favor marcar aí na agenda

o fim da crise.

“Embrulhar” a dor

No passado domingo, a jornalista Paula Torres de Carvalho escreveu um artigo no Público sobre a Depressão, que intitulou de «Lidar com as tristezas». Partilho esse texto com os leitores do Aventar:

“Não é fácil conviver com a infelicidade. Fazem-se planos, projectam-se desejos que a crueza da vida contraria e depois… não há perspectivas, não se vêem saídas. Fica-se desalentado. Resta viver com o que há, quando muitas vezes o que há é muito mau e muito triste. Mas estar desanimado e deprimido nem sempre significa que se está doente.

Portugal é hoje um dos países europeus com maior consumo de antidepressivos. Como em muitos outros países europeus, banalizou-se a prescrição e o consumo das drogas psicotrópicas. O último eurobarómetro sobre saúde mental realizado em 2010, indicou que 15 por cento dos portugueses tinham consumido antidepressivos nos 12 meses anteriores, o dobro da média europeia. Mas, como alertou recentemente Jorge Gravanita, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, o entendimento de grande número de psicoterapeutas é de que 90 por cento dos casos que chegam ao consultório não precisariam de medicação, mas de psicoterapia nos tratamentos de primeira linha. [Read more…]

Uma SCUT para a china

João Salgueiro, em entrevista ao Jornal Público (versão “papel) sugere que

“Por que é a Ásia é mais central que Portugal? Portugal está no centro. O porto de Sines está no centro das rotas mundiais, entre a África, a América Latina, a Europa e os EUA. Com o alargamento do canal do Panamá ficou em frente da China.”

Ora, esta afirmação tão óbvia e já repetida por muita gente, leva-me a avançar com uma sugestão  que poder ser o nosso ovo de colombo. Abrir uma auto-estrada, em regime de SCUT, para a China.

É certo que por cá este regime especial de auto-estradas terminou, mas atendendo às vantagens económicas que esta medida poderia trazer, seria de apostar na SCUT Sines-Pequim.

No caso de ser de todo impossível, asseguramos que os chineses pagam no sentido Pequim-Sines e a saída de Portugal seria grátis, uma vez que haveria a possibilidade de a fazer coincidir com o triângulo das bermudas.

Aliás, a primeira viagem na nova SCUT Sines – Pequim seria a do Governo da nossa República, com a passagem turística no polígono referido. Não sei se vamos a tempo, mas também poderíamos considerar a substituição da Via do Infante pela nova SCUT para a festa do Pontal, que não é no Pontal. Eu trato do aluguer do Triângulo e prometo que fica mais barato que o Parque Aquático de hoje. E tem água na mesma.

A crise paga por quem a provocou

Estou de acordo com este princípio. Os banqueiros e restantes financeiros que paguem a crise.

Se a fome fosse um banco

autoria desconhecida

Estes génios não previram isto!?

Ou estão a actuar cegamente, seguindo dogmas que não compreendem? – Riscos de incumprimento do défice “são hoje maiores”, diz Passos Coelho. Pois, pois…

Hão-de cair em estrondo os altos muros

Os médicos estão em greve hoje e amanhã. Pode ler-se no Diário de Notícias que “há médicos a interromper as férias para poderem fazer greve. Um “facto inédito”, nas palavras do Sindicato Independente dos Médicos e um sinal de “quanto a revolta e o desencanto grassam entre a classe médica. Mas não é único, diz João Proença, dirigente do Sindicato Médico da Zona Sul: “clínicos mais jovens e mais antigos e até directores de serviço da cor política do Governo tencionam juntar-se à paralisação, fazendo prever uma adesão retumbante.

Também amanhã, os professores saem à rua e reúnem-se no Rossio, em Lisboa, para uma manifestação nacional: “Juntaremos nesse dia, a luta dos professores à dos médicos e, juntos, defenderemos dois pilares fundamentais da nossa Democracia e do Estado Social: a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde, afirmou Mário Nogueira. [Read more…]

Retratos da Crise – Espera(nça)

Abaixo el-rei Sebastião

É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair do porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na nossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.

Manuel Alegre, O canto e as armas

A função pública que pague a crise

Voltou a mentira dos salários da Função Pública e do Sector Privado, negada por Manuela Ferreira Leite e por um estudo, que continua escondido, da Capgemini.

É rotina.

Acrescenta-se a teoria de que os funcionários públicos não podem ser despedidos. Curiosamente o não despedimento de  100 000 funcionários foi justificado com as indemnizações que teriam de ser pagas, logo o problema não é não se poder despedir, sendo verdade que o estado não pode recorrer ao expediente de declarar falência para abrir a mesma chafarica com outro nome, esse clássico do empreendedorismo nacional. Numa altura em que a subcontratação de enfermeiros, médicos e professores passou a regra (para pagar a empresas privadas há sempre dinheiro), esta conversa de treta roça o ridículo.

Ah, e a ADSE, como se a sua função neste momento não fosse a de subsidiar os negociantes da saúde…

Tudo isto porque, dizem, não há dinheiro. É por não haver dinheiros que as PPP’s seguem de vento em popa, grande parte da economia real escapa aos impostos e as grandes fortunas não são taxadas. Mas isto é paleio. Assaltar os salários dos funcionários públicos ou despedi-los é que está a dar.

Gaspar abre porta a derrapagem do défice este ano

A preparar um segundo plano de resgate? – É evidente que as medidas deste governo têm funcionado perfeitamente. Tenho a certeza que vão curar mais este problema com mais austeridade.

Os portugueses já meteram mãos ao trabalho para ultrapassarmos a crise

Miguel Relvas, defendeu hoje a aposta no empreendedorismo, afirmando que “está nas mãos” dos portugueses criar condições para o país ultrapassar “este momento” de crise.

Um neto em acção:

Duas próteses, boas de encaixar, têm 3 semanas de uso.
as duas custam 55,00€
Eram da minha falecida avó, que se dava muito bem com elas.
Estão no liquido de limpar desde o funeral.

A contradição de Bruxelas

O resgate dos bancos espanhóis depende do défice, no entanto o resgate conta para o défice. Lá como cá, cumprir é impossível.

Breve Apontamento-Foda-se Sobre a Crise

Há razões objectivas por que o nosso heroísmo cívico e capacidade de encaixe não tenham tamanho. Somos tímidos. Somos individualistas. Individualistas no sucesso. Individualistas no sofrimento extremo, no suportar a insuportável carência que roça ou transpassa a miséria.

Basta pensar na dieta extrema do anacoreta e meu amigo Jorge, estóico entre os estóicos, cenobita entre os cenobitas, sem filhos pela graça de Deus ou pela desgraça do diabo. Tudo bem que, há seis anos, tenha perdido muito dinheiro em noitadas pueris e depois, náufrago dessa procela de erros, assumido aqueles créditos imediatos, libertos em vinte e quatro horas, pelos quais um Banco empresta um chouriço para ganhar porco e meio, tudo à custa da ingenuidade e do cerco de desespero trucidante a acossar o cidadão! [Read more…]

Em busca do salário perdido

O pároco da minha freguesia leu um aviso que deixou a assembleia a murmurar, reagindo. Alguém perdeu a carteira onde trazia todo o salário. 

Penso nesse homem ou nessa mulher que, a esta hora, se sente ainda mais pobre e mais desesperado. Imagino o pior dos cenários.

Não deve viver muito longe da minha casa. A crise,  se ainda não entrou na minha (sou afortunada), anda por perto: na minha rua, na escola dos meus filhos, etc.

No estabelecimento onde costumo tomar café reparei, certa vez, numa criatura com o jornal aberto nos anúncios de Emprego. Apontou um contacto num guardanapo. Talvez tenha conseguido o desejado emprego. Espero que sim.

É tão difícil «arranjar» trabalho nos dias que correm. A falta que faz o merecido e tão necessário salário…

Acredito que esse homem ou essa mulher vai encontrar o seu dinheiro, mais cedo ou mais tarde. Os portugueses são, na sua maioria, gente de confiança e compaixão.

A génese da crise explicada pelo Dilbert

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É isto, não é? Completa ausência de escrúpulos por parte de alguns para atingirem os seus objectivos pessoais.

Resumo do programa da Syriza:

 

 1) Conceber um escudo para proteger a sociedade contra a crise

Nem um único cidadão sem um rendimento mínimo garantido ou subsídio de desemprego, assistência médica, proteção social, habitação e acesso a todos os serviços públicos.
Medidas de proteção e alívio para as famílias endividadas.
Controlo de preços e reduções de preços, redução do IVA e abolição do IVA sobre bens necessidade básica. [Read more…]

Carta aberta a Pedro Passos Coelho

José-Manuel Diogo

Caro Pedro Pedro Passos Coelho, ouvi com atenção o senhor dizer que estar desempregado afinal é bom. Que é uma oportunidade. Sabe que mais? Teoricamente penso que tem toda razão mas, na prática, não sabemos de quem fala.

Li outro dia que os chineses não têm um caractere para crise. Na sua escrita, onde os sinais representam ideias em vez de letras, uma situação de crise é representada por dois símbolos: um representa oportunidade e outro ameaça.

Foi com certeza com base nisto que o senhor se exprimiu publicamente esta semana e, deixe-me que lhe diga, teoricamente, faz todo o sentido. Uma economia com baixa produtividade precisa de empreendedores não de funcionários.

Vi também um estudo recente onde se refere que os recém licenciados portugueses preferem ter um emprego a empreender um negócio. Se a estes somarmos todos os outros desempregados da nossa sociedade o problema fica ainda mais sério pois não há empregos na nossa economia.

Temos pois que empreender. Ter ideias que se transformem em dinheiro e consequentemente em empregos.  Mas meu caro Pedro Passos Coelho, é precisamente aqui que a porca torce o rabo. [Read more…]

Com papas, bolos e gráficos se manipula o PIB

Uma nota de Francisco Louçã no Facebook, ou como se fabricam mentiras gráficas, com papas e bolos:

A forma como as TVs ontem apresentaram os números da economia portuguesa merece atenção, porque os números, como as palavras, podem ser muito traiçoeiros – sobretudo quando são distorcidos.

Vamos ao facto primeiro. O Produto caiu mais 0,1% no primeiro trimestre de 2012, em relação ao último trimestre de 2011 (quando tinha caído -1,3% em relação ao período precedente).

As TVs apresentaram o seguinte gráfico:

Ao ver o gráfico, toda a gente dirá que as coisas estão melhores. E foi o que disserem os jornalistas das TVs: agora estamos a recuperar.

Na verdade, o gráfico que apresentasse correctamente os mesmos dados seria o seguinte: [Read more…]

Famílias e crise

Hoje é dia Internacional das Famílias.

A família é “amortecedor da crise”, disse Margarida Neto, coordenadora nacional para os Assuntos da Família, hoje à Rádio Renascença.

A família é amortecedora da crise e das crises…

Pena que o Estado não apoie mais as famílias a todos os níveis. Penso, sobretudo, na dificuldade que encontramos, nós pais, em equilibrar da melhor forma possível a relação trabalho/família, no sentido de termos mais tempo de qualidade para os nossos filhos.