os heróis da independência do Chile

jura da independência

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818 Óleo de Subercaseaux

Escrevia um dia destes sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham os soldados à guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia. [Read more…]

levanta-te e anda, 25 de Abril

LEVANTA-TE E ANDA, 25 DE ABRIL 

Para os cidadãos lusos, pais das crianças, que hoje vivem a nova História de Portugal.

Houve o tempo em que Portugal era uma eterna tirania. Não apenas nos tempos do ditador dos começos do Século XX, 1928 até ao 25 de Abril de 1974.
Antes, as primeiras repúblicas não se sabiam governar, era uma nova experiência ter um Presidente da República e não um rei, Dom Carlos de Bragança que fora morto com o Príncipe Real, herdeiro da coroa, Luís Filipe.
Portugal passou a ser um país sem monarquia a partir do dia em que o outro filho varão de Carlos I, Dom Manuel, que passou a ser Manuel II, assumiu a coroa. Era novo, não estava preparado para governar, era quase um Menino.

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Tardia homenagem a Charles Spencer Chaplin

 

charlot

Irresistível, a vontade de homenagear  Sir Charles Spencer Chaplin, personagem popularizada através dos pseudónimos Charlie Chaplin ou Charlot. Tardio de apenas um dia, é um acto cujo merecimento excede a oportunidade temporal. Charlot é e será sempre figura imortal, independente de se falar dele em dia de aniversário, uma semana ou um mês antes ou depois da data de ter nascido ou falecido.

A Google, como muita gente,  recordaram-no ontem. Havia nascido 122 anos antes, em 16 de Abril de 1889, no bairro Lambeth de Londres, Kennington Road, 287 – não confundir com a cosmopolita Kensington.

Filho de dois actores populares, Charles e Hannah Chaplin, cedo ficou órfão do pai; com a mãe e o meio-irmão Sydney enfrentou grandes dificuldades, em plena época vitoriana, marcada por generalizada pobreza e lutas sociais na Velha Albion – uma prolongada greve de mineiros é um dos exemplos. [Read more…]

as minhas memórias-11-o meu fuzilamento e pena de morte para mubarak

Víctor Jara, com as mãos partidas pela tortura, morra canta à liberdade

O povo derruba um ditador, frase da primeira página do Diário de Notícias de hoje, Sábado 12 de Fevereiro de 2011. O ditador de mais de trinta anos do povo do Egipto, Hosni Mubarak, renunciou ontem ao seu cargo, que não era mandato, era flagelação dos pobres cidadãos do país das pirâmides, a quem congratulo e digo, como membro de Amnistia Internacional, que ao longo de todos estes anos salvámos muitos cidadãos da morte ou do apedrejamento.

Felizmente, os ditadores acabam sempre assim: escondidos, sem dinheiro – no caso específico, este detinha entre 50 a 70 bilhões de dólares. Todos os bancos, [Read more…]

Vicissitudes da escola pública

Também tenho algo a dizer nesta questão das escolas públicas e privadas. Começo  por afirmar que não pretendo assumir posição em defesa das escolas privadas com contrato associativo, para mim são empresários ou instituições encostados à sombra do Estado, que como está bom de ver, decidiu mais uma vez em proveito próprio, alterar as regras do jogo. No fundo temos aqui a mesma lógica da segurança social que era suposto ser tendencialmente gratuita, da idade da reforma, do aumento de impostos ou redução das deduções fiscais. O problema é mesmo o poder que os cidadãos aceitam atribuir ao Estado, não percebendo que se tornam meros numerários, quando delegam a outros a liberdade de escolha. [Read more…]

A Liberdade no Islão:

Quando olho para o que se passa na Tunísia e no Egipto fico moderadamente optimista. Um optimismo fundado no que vi e ouvi dos manifestantes muçulmanos em Londres, uma vontade genuína de Liberdade.

Ingenuidade minha? Talvez. O que querem, por exemplo, os muçulmanos egípcios e tunisinos que vivem em Inglaterra e que estavam na manifestação pelo fim das ditaduras no mundo árabe? O mesmo que os seus irmãos em França, na Alemanha ou nos EUA: uma vida melhor para os seus na sua terra. Sem entrar em grandes filosofias ou teorias políticas: querem comprar um bom carro, comer em restaurantes, ir ao cinema, ter um iPhone e navegar na internet. Querem ter aquilo que nós temos e que muitas vezes nem damos o devido valor tal a forma como o nosso estilo de vida se generalizou na nossa sociedade. Eles querem viver.

E esse querer, fundado na sua experiência de vida no mundo ocidental, deve-nos obrigar a ajudar a que assim seja e a melhor ajuda que podemos dar é a nossa abstenção construtiva. Ou seja, não interferir, não voltar a ter tiques imperialistas. O lado mais fundamentalista e radical do islamismo só pode ser combatido pelos muçulmanos moderados. É uma batalha entre irmãos, entre homens e mulheres do Islão. A interferência, constante, dos principais actores políticos ocidentais deu sempre asneira e prejudicou os moderados em favor dos radicais. Será que já aprendemos a lição da história?

Obviamente, o perigo de um assalto ao poder por parte dos radicais existe mas os jovens e as mulheres que protestam na rua contra a ditadura fazem-no por uma genuína vontade de mudança e um objectivo claro de liberdade e esta adquire-se lutando e perde-se se imposta de fora para dentro.

Não precisamos de censura da ERC

-O programa pode roçar o ridículo, ser de absoluto mau gosto, pessoalmente não o tenciono ver durante sequer um segundo, aliás vejo pouca televisão e nunca este tipo de conteúdo, mas não estou bem a ver a necessidade em ouvir a ERC. Em rigor, nem considero sequer justificável a existência de tal entidade, excepto servir para estender o tentáculo do Estado onde ele não alcança e gastar mais alguns Euros ao contribuinte, mas já sabemos bem o que a casa gasta em Portugal. A TVI detém os direitos, terá pago aos intervenientes, cabe-lhe decidir, se e quando emite o programa. Os espectadores têm a palavra final, graças ao botão do comando que lhes permite mudar de canal. Meter nisto a ERC, é aceitar de forma bovina, que mais uma vez, outros decidam por nós. Para esse peditório já demos durante algumas décadas, com o argumento que não estávamos preparados para decidir. Basta!

O ensino privado religioso e a liberdade de escolha

Ainda sobre o ensino privado, e a liberdade de cada um educar os seus filhos de acordo com as respectivas convicções religiosas, no que dizem ser um exercício de liberdade e por vezes me parece ser mais um exercício de propriedade, recordo o velho princípio de que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. Neste caso a dos filhos, que são pessoas e não uma espécie de cãezinhos para amestrar.

De uma crónica de Manuel António Pina:

A notícia revelada na passada segunda-feira pela BBC de que em dezenas de escolas inglesas se ensina hoje que a homossexualidade deve ser punida com a morte por apedrejamento (ou lançando fogo ao “criminoso”, ou atirando-o de um penhasco) e os ladrões punidos cortando-se-lhes mãos e pés (com figura junta a explicar como se faz) tem que ser antecedida do mesmo “Acredite se quiser”.
A coisa passa-se numa rede de 40 escolas privadas onde as liberais e multiculturais leis britânicas permitem que sejam ministrados os curricula escolares sauditas. Segundo a BBC, além de na homofobia, os 5 mil jovens, crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos, na sua grande maioria provavelmente de nacionalidade inglesa, que frequentam tais escolas, são igualmente educados no anti-semitismo (lê-se-lhes “Os protocolos dos sábios do Sião” e ensina-se-lhes que os judeus pretendem dominar o Mundo) e na intolerância religiosa (num manual destinado a alunos de 6 anos condena-se ao “fogo do Inferno” quem não acredita no Islão).

Post de não incitamento ao terrorismo

Tenham cuidado, muito cuidado…

No conselho de ministros do dia 11 foi aprovada uma proposta de lei que visa criminalizar o incitamento ao terrorismo. Foi publicado o seguinte resumo:

4. Proposta de Lei que criminaliza o incitamento público à prática de infracções terroristas, o recrutamento para o terrorismo e o treino para o terrorismo, dando cumprimento à Decisão-Quadro n.º 2008/919/JAI do Conselho, de 28 de Novembro, que altera a Decisão-Quadro n.º 2002/475/JAI relativa à luta contra o terrorismo, e procede à 3.ª alteração da Lei n.º 52/2003, de 22 de Agosto (pdf)

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O desejo

(adão cruz)

(Texto de Marcos Cruz)

 O desejo

 Nada expressa com a eloquência do desejo os limites do pensamento, como nada expressa com a eloquência do filho os limites do pai. O desejo nasce atado às expectativas de quem o criou, não podendo o abrir dos seus olhos dar-lhe a ver a liberdade essencial que o constitui. O meu pensamento formula um desejo e atem-se a ele, à sua sorte, prende-se a algo que lhe escapa, a uma magia cujo truque desconhece, ficando a glória ou a revolta do pensador suspensas do cumprimento ou da frustração desse desejo. Até que o pensamento se dilua ele próprio no céu da vida, muitos desejos partirão para lá como seus enviados, não causando surpresa que uns lá não cheguem e outros de lá não voltem. É preciso crer para ver, e crer mais não é do que viver. Crer é amar. O desejo representa a incapacidade, o medo de crescer, a recusa em abrir os olhos da alma. Daí que a expressão “matar o pai” adquira tanto significado na psicologia: matar o pai é justamente matar o desejo a que cada filho nasce agarrado. [Read more…]

quem me dera ser criança, e perdoar…

ideia impossível, a de saber perdoar

Este título não é brincadeira. Refere factos que aconteceram há 37 anos e que não consigo esquecer nem perdoar. Factos que mataram uma autoridade eleita pelo povo, para o povo e do povo. [Read more…]

Hustler, Playboy – a livre expressão!

Este homem que está aí em cima na foto numa cadeira de rodas chama-se Larry Flynt, e está assim há dezenas de anos, por se ter batido pela liberdade de expressão nos US, contra a extrema direita, o neonazismo, as seitas religiosas e o MacCartismo, que naqueles tempos perseguiam todos os que lutavam pela liberdade!

Vem isto a propósito das conversas que aqui tivemos acerca da revista Playboy e da capa manhosa que a versão portuguesa deu à luz. Estas revistas que vendem “maminhas ao léu” têm um passado heróico de luta a favor da liberdade de expressão, contra uma sociedade preconceituosa que queria impor a sua forma de estar, e que não hesitava em matar os que tinham a coragem de se oporem.

Larry Flynt foi um desses homens, com uma coragem espantosa, enfrentou as mais altas instâncias judiciais e políticas do país, bem como as mais tenebrosas forças da sociedade, sempre na convicção que eram os homens e as mulheres livres que tinham o direito de escolher. Viu amigos e familiares serem perseguidos, alguns mortos, ele próprio atirado para uma cadeira de rodas com um tiro que se lhe alojou na coluna, mas não desistiu, venceu os que queriam impor a sua visão à sociedade!

Quem diria que devemos, em grande parte, a liberdade de expressão que hoje gozamos nas sociedades ocidentais, à luta heróica de homens e mulheres que queriam ter o direito de escolher! Porque o que está em julgamento, é o direito de vender uma revista que apresenta mulheres nuas, e o direito de a comprar!

Pencahue, Vilatuxe, Vila Ruiva, século XXI

picunches do Século XX, a descansar no seu domigo

Rua Central da Vila Picunche, Pencahue, Província de Talca. Membros do Clã descansando em pleno domingo.

Queira o leitor saber o que penso destes três sítios visitados nos últimos anos. A cada um estou intimamente ligado pelas pesquisas e, simultaneamente, pelo prazer que usufrui no convívio com os amigos que aí fui deixando, ao longo dos anos. Como se fossem da minha família. Queira o leitor saber também que ocorreram mudanças nos três locais, que estão ligadas entre si, não apenas pela economia mundial, como pela memória do tempo. Cada um deles é um lugar diferente. Visitados, também, por um antropólogo diferente. Talvez, não no físico, mas sim nas ideias e no pensamento. Pensei que no Chile era possível falar com liberdade. Enganei-me, eu não estava certo. Os Picunche que conheci outrora como inquilinos e com quem, nos anos 60, do século XX, colaborei na formação dos sindicatos, são hoje em dia pessoas individuais e [Read more…]

O Dia D e os acordes da vitória!

O dia 6/6 é um dos dias mais importantes da nossa vida. Iniciou-se o mais heróico desembarque e a maior operação militar da história da Humanidade! Nas praias da Normandia o Eixo Nazi conheceu o principio do fim!

Social – Democracia. Alternativas?

O liberalismo que se afunda em desigualdades e que defende a “lei da selva” a lei do mais forte? Cada um por si? Ou o socialismo, aprisionado em Estados omnipresentes e omnipotentes, criadores de elites que se perpetuam no aparelho de Estado e que não consegue responder às justificadas ambições de melhor níveis de vida das populações?

A social democracia não representa o futuro ideal se calhar nem o passado ideal mas não conhecemos nada que se lhe aproxime.O consenso social do após guerra representa o maior avanço social a que o mundo já assistiu, pela mão da democracia cristã, pelo conservadorismo britânico e alemão e a social democracia nórdica.Nunca a história assistiu a tamanho progresso, nunca tantos experimentaram tantas oportunidades de vida.

Mas o perigo espreita, com a admiração acrítica do mercado livre, o desdém pelo sector público, a ilusão pelo crescimento eterno. Até aos anos 70 todas as sociedades europeias se tornaram menos desiguais, graças aos impostos progressivos, aos subsídios dos governos aos mais pobres, os extremos de pobreza foram-se apagando. Nos últimos 30 anos deitamos tudo isso fora.

Adam Smith volta a ser citado: ” nenhuma sociedade será verdadeiramente florescente e feliz se uma grande parte dos seus cidadãos for pobre e miserável”. Sem segurança, sem confiança, as sociedades ocidentais ameaçam ruir. A insegurança alimenta o medo. E o medo – da mudança, medo do declínio, medo do desconhecido- corrói a confiança e a independência nas quais assentam as sociedades civis do Ocidente.

Essa rede de segurança social contra a insegurança foi uma das maioras conquistas do sistema, restaurando o orgulho dos perdedores do sistema, trazendo-os para dentro dele e não lhes virando as costas. Então o que falhou? A esquerda moderada continua a criticar, nostálgica das revoltas dos anos 60, sem apresentar qualquer alternativa consistente, abrindo brechas por onde entraram o individualismo feroz, a proletarização e fragmentação do colarinho branco. As maiores críticas à social democracia vêm da esquerda e são comprovadamente falsas, como se verifica pela capacidade do sistema em manter e sustentar as maiores vitórias sociais da humanidade. Uma maior igualdade, a liberdade e uma maior prosperidade.
PS: com Tony Judt – o regresso ao Estado providência.

In Memoriam Ademar Santos

Fotografia do blog do Ademar. Depois da curva ficava (fica ainda) o apeadeiro de Aveleda.

Muitos comboios chegaram e partiram

no cais da minha vida

nem todos me trouxeram ou levaram
mas viajei em todos eles (…)

Ademar

15.04.2009″

Voltei ontem de uma viagem longa à volta dos comboios e descubro que o Ademar Santos não voltará a escrever no Abnoxio.

Acabei, afinal, por nunca o conhecer em pessoa; encontrara-o por um acaso e fui-me fazendo leitor do seu blog por causa desta fotografia feita aqui no Ramal de Braga. Vim a descobrir amigos comuns, apesar de sermos de gerações diferentes, e acabei por descobrir que o Ademar e eu fomos passageiros nas mesmas estações e apeadeiros, apenas em décadas diferentes. O Ademar, tal como eu, cresceu junto a uma linha de caminho de ferro, sinónimo, como ele próprio, de Liberdade.

Até um dia, Ademar.

Portugal, essa minha criança

a primeira imagem da República de Portugal, faz 100 anos

Pensa-se que o amor à criança é genético. Entre a minha experiência dispersa por vários textos e livros, e a de Eduardo Sá, expressa, entre outros, no ano de 2003, diria que esse amor é resultado do convívio respeitoso, da acumulação de experiências na memória acumulada no decorrer do tempo ou história da interacção social entre progenitores e descendentes.
Poderia afirmar sem medo de me enganar que o amor não é genético, não é o acto de parir que o transporta: mas sim, o amamentar, acarinhar, beijar, cuidar, ensinar, que podem (e devem) ser exercidas por ambos os progenitores. A criança desenvolve-se no meio de percalços e de doenças, bem como entre estigmas de crescimento que o tempo vai marcando no seu ser e afazer, organiza a sua inteligência e estrutura a sua boa disposição, ou a sua saudade. [Read more…]

25% de ilusão

Vinte e cinco por cento de ilusão! Não te zangues, porque ninguém se enamora de alguém com público carimbo na cara.
Quem de nós sente a liberdade ou a prisão de um devaneio, com alguma elegância de formas tece as malhas de uma afeição.

Vinte e cinco por cento de ilusão neutraliza a depressão, faz dormir que nem um justo, e as coisas são o que são, nem surpresa, nem desdobramentos de personalidade, nem pensamentos duplos nem amargos de lágrimas.

Como é bom conversar contigo, ilusão, assim calado e mudo, vazio da minha posse e do meu abrigo.
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Metade da sociedade está podre

O nosso cérebro é composto por cem biliões de células cerebrais que estão interligadas, cada uma a milhares de outras células. Temos, portanto, biliões de ligações dentro da nossa cabeça, uma coisa parecida com os biliões de ligações estelares dentro de mil galáxias.
O cérebro realiza milhões de biliões de cálculos por segundo, o que significa uma velocidade milhões de vezes maior do que a de um computador.

Mas não é propriamente esta a mensagem numérica que quero deixar. Gostaria que ficasse retida a sua essência, isto é, o reconhecimento da poderosíssima riqueza da estrutura mental da nossa razão.

Mesmo assim sendo, metade da razão e da mente da nossa sociedade está podre e enferrujada. Como se fora uma maçã, meia sã e meia podre. Simplesmente, a parte sã da maçã nunca consegue regenerar a parte podre, mas esta continua a invadir a parte sã até que toda a maçã esteja podre. Se a parte podre e a parte sã da sociedade estivessem separadas, a única solução seria cortar, extirpar a metade podre e deitá-la ao lixo. A forma de o fazer é que é difícil de imaginar.

Mas o são e o podre da sociedade não estão separados em duas metades distintas, como na maçã. O podre está infiltrado no meio do são e o são infiltrado no meio do podre. Imaginar a vitória da parte sã nestas circunstâncias é muito mais difícil ainda. [Read more…]

Faltam 420 dias para o Fim do Mundo:

O Comunismo Social-democrata arrancou hoje com toda a força: agora, durante 60 dias impera a lei da rolha. Ou muito me engano ou os bloggers vão ter de repetir a manif pela Liberdade. E que excelente motivo. Uma medida que vai obrigar Cavaco a incomodar o TC, penso eu de que…

O congresso acabou e as opiniões são como as cerejas. E Sócrates parece ter sido visto a sorrir enquanto tomava café com Portas. E já nem se pode dar uma queca no carro, será que foi o Mickey? Deve ter sido motivado pelas alterações estatutárias no congresso. Isto é coisa da Manuela e do Pacheco…

Viva o PCP-SD!

a liberdade de expressão revisitada

É  impossível deixar de lembrar e rememorar uma e outra vez, os acontecimentos do Século XVIII no continente europeu e as repercussões em terras do dito mundo novo. Digo dito mundo novo e não novo mundo de forma directa, porque de novo nada tinha para os habitantes nativos do continente descoberto pelos europeus. Nativos que moravam nas terras hoje denominadas Estados Unidos de Norte Américas, o Canadá, México.
Os monumentos, especialmente no sul das terras do Norte, eram impressionantes edifícios dedicados aos deuses que adoravam e para os sacrifícios oferecidos às divindades, ou seres humanos nascidos para se preparar para a morte na idade da puberdade e que eram criados em paços especiais e treinados para uma morte temprana, com alegria e felicidade: não pertenciam às famílias, pertenciam aos deuses, como tenho relatado em detalhe em outro ensaio anterior a este.
Novo era para para os europeus que começaram a explorar a terra além dos seus reinos e algumas repúblicas, especialmente na Itália.
Os mais ousados eram no das Monarquias do Estado Britânico, da Espanha e Portugal. No Século XV já andavam a explorar terras denominadas hoje  o sub continente da Índia e o continente africano, que não sabiam que eram continentes, é dizer, um conjunto de pequenas monarquias, principados, ou simplesmente etnias. [Read more…]

Está tudo em aberto….

A saga de Sócrates prossegue.
A direita não desarma .Ele defende-se dizendo que só sai ,se houver eleições democráticas.Desafiada, a oposição recusa uma moção de censura,sob o pretexto de que não seria bom para a imagem do país . Querem assar o Governo em fogo lento .

O país está dividido.Para uns há uma enorme manipulação.Para outros há uma insuportável verdade.
Em qualquer dos casos,creio, há uma derrapagem democrática.
Na Madeira a intervenção nos media nunca levantou protestos nacionais deste género.
Nem nenhum dos governos do pós 25 de Abril tem a este respeito as mãos limpas.
A imprensa, de contra poder que devia ser ,foi passando , paulatinamente a ser um “quarto poder”, nas mãos de yes men,ou de boys, graças às intervenções do Poder .

Agora, o “Sol”,que aqui clama que não há liberdade de imprensa, teve de retirar duas páginas da reportagem da edição desta semana, na edição que vai para Angola-”modelo” de democracia- ,porque um dos envolvidos no caso da “Face Oculta” é sócio da filha do Presidente da República ,que não se quer sujar com isto, e é sócia também do semanário.
Por outro lado ,neste assunto das escutas ilegais, Sócrates não tem sido assertivo. Tem falado a destempo, sem dizer o que devia.
Parece-nos que era altura de despedir alguns “amigos” ,e definitivamente,se é esse o caso, desautoriza-los por terem falado em seu nome,sem sua autorização.
Tem-se a impressão que há (ir)responsáveis que ocupam lugares no topo de empresas do Estado,simplesmente por causa da côr do cartão partidário, e constata-se que nestas situações mais agudas, em que é preciso,sangue frio e maturidade,não estão à altura .Só tentam salvar-se, e aos ordenados chorudamente desmedidos que auferem ,sem pensarem nas empresas que representam,na oportunidade das suas intervenções, no Estado que os colocou lá, e no país em que vivem E na Justiça assistimos ao mesmo desacerto .Causam muito desgaste e descrédito ao regime .
É nessária e urgente uma intervenção clara , e forte .
O Governo tem de agir aqui rápida e definitivamente ,e mostrar que está a trabalhar nas outras áreas que tanto preocupam os portugueses, vitimas de uma crise para a qual o Governo não os preparou, minimamente,não falando toda a verdade quando era tempo. Basta de erros!
António Costa fez muito bem em recusar passar da CML para o Governo,pois há quem fale já na substituição de Sócrates no próprio PS, lembrando que tinha um compromisso de quatro anos com Lisboa. O país e os lisboetas não esquecerão esta garantia da sua palavra. Manter a palavra nos políticos já é tão raro,que ele só terá a ganhar com isso.
ASerzedelo

A liberdade na comunicação social a xutos e pontapés

Esta canção não passa nas rádios portuguesas. Só no youtube tem 600 000 visualizações.

Finalmente as rádios portuguesas abandonaram a ditadura das audiências e decidiram ensinar o povo a ouvir (sim, que o povo é surdo e a música popular nunca existiu).

No top nacional de vendas (e sim, quem faz o top é quem vende não é quem compra) deve estar agora isto:

O que faz de Portugal um exemplo para o mundo. Das Honduras ao Irão, todos têm aqui muito que aprender.

amor fraterno

AMOR FRATERNO

Blanquita ainda menina

 

 

Há quem guarde a sua vida pessoal como um segredo crucial para a sobrevivência da Nação, mas, especialmente, os escritores, sem darem por isso, revelam nos seus romances a sua vida privada. Como Isabel Allende do Chile fez no início da sua carreira de escritora, como Gabo Garcia Márquez, na sua pessoal Colômbia, ou os prémios Nobel do Chile, Gabriela Mistral que ocultava o seu nome real Lucila Godoy Alcallaga,

Gabriela Mistral Consulesa em Lisboa

ou assim pensava ela, e Pablo Neruda que todos sabiam que tinha esse horroroso nome de Neftalí Reyes Basoalto. Foi ele próprio quem o confessou nas tertúlias da sua casa La Sebastiana que ficava ao pé da nossa, em Valparaíso. La Sebastiana, foi uma das três que conseguiu possuir: as outras chamavam-se Isla Negra em Alagarrobo, praia do Pacífico Central do Chile, e La Chascona, em Santiago, a capital do país.

Pabço Neruda na sua casa de La sebastiana, Valpariso

Excepto Lucila, a quem conhecera na minha infância, todos os outros escritores não se incomodavam com a forma de como eram nomeados (nome real ou nome fictício). Gabriela não o permitia na sua arrogância de solteirona pobre que passou a ser rica, não sabia falar, apenas escrever, e a sua vida privada só se tornou pública quando o nosso excelente escritor Volodia Teitelboim, falecido aos 91 anos, no começo deste Século, esse Amigo que inspirava respeito e admiração, escreveu para a Editorial Sudamericana, Santiago, em 1991, 1ª edição: Gabriela Mistral, Pública e Secreta. [Read more…]

Nelson Mandela foi libertado, neste dia, há 20 anos

“Ser livre não significa apenas libertar-se das correntes mas viver de forma que respeite e envolva a liberdade dos outros”.

Nelson Mandela, prisioneiro político durante 28 anos

Citações (i)nocentes

– “Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito de dizê-la.”

Voltaire (pseudónimo de François-Marie Arouet, dramaturgo, escritor e filósofo francês, 1694 – 1778 ).

– “Aquilo que não puderes controlar, não ordenes.”

Sócrates (filósofo grego, 470 – 399, AC)

Direita e Esquerda

Este texto foi já publicado há meses atrás. No entanto, parece-me oportuno usá-lo novamente, agora como princípio de resposta à questão que o Fernando Moreira de Sá, secundado pelo Luís Moreira, levanta sobre a eterna questão dos conceitos de Direita e de Esquerda.

A raiz dos conceitos de direita e esquerda estará, segundo sempre ouvi dizer, no facto de nas assembleias políticas anteriores e posteriores à Revolução de 1789, os políticos mais conservadores se sentarem à direita da mesa da presidência e os mais radicais à esquerda. Na Assembleia Nacional (1789), a expressões «gauche» e «droite» eram aplicadas respectivamente a republicanos e a monárquicos; na Convenção Nacional (1792), o termo usou-se para distinguir jacobinos de girondinos. Os primeiros eram defensores dos chamados sans-cullotes, os deserdados da fortuna; os segundos eram deputados que representavam a burguesia ilustrada, hesitante entre a monarquia constitucional e a república.

De então para cá, o campo semântico dos dois termos foi-se alargando e especializando, incorporando contributos e empréstimos vindos de todas as áreas do conhecimento e, da localização, aleatória de duas facções nos hemiciclos da França de fins do século XVIII, os conceitos de direita e esquerda saltaram para a liça das grandes lutas sociais e políticas. O poeta Jean-Arthur Rimbaud disse que era preciso «mudar a vida». Karl Marx, (que, tal como Engels, nunca disse ser «de esquerda»), afirmou que era indispensável «transformar o mundo».

Eis aqui duas boas sínteses para o conceito de esquerda, a mudança da vida e a transformação do mundo, numa palavra, a Revolução. A direita, também com contributos os mais diversos, vindos também de todos os quadrantes do conhecimento, procura conservar o que considera serem valores intemporais – reage mal à mudança da vida e pior a todas as transformações do mundo que não sejam regressos ao passado. [Read more…]

Bardamerda

“Mas uma alternativa ao «socialismo» errático e sem alma de Sócrates terá a esquerda democrática e participativa, e só ela, de encontrá-la, pois é esta que está em condições de manter e de ampliar – perdoem o cliché – a tradição da liberdade. A alternativa a uma governança arrogante e sem desígnio jamais sairá das petições online e do bruá tudo-em-um daqueles, gregos ou/e troianos, que, pelas culturas políticas das quais emergem, dessa liberdade apenas retêm uma perspectiva instrumental. Sendo dela até, chegada a altura, os piores inimigos”.

Existe uma certa esquerda, autoritária, nascida nas escolas dos kolkozes e sovkhozes desta e doutra vida, que se julga dona e senhora dos princípios mais elementares da Liberdade, uma estranha noção de Liberdade por exclusão de partes. A mesma esquerda que enaltece hoje Fidel e Chávez como ontem gritava a plenos pulmões por Estaline ou Lenine.

Existe uma certa direita, autoritária, nascida à imagem e semelhança dos irmãos defensores de Mussolini e que viveu de mão dada com o Estado Novo e que se julga, quiçá por bênção divina, dona e senhora da razão. A mesma direita que…ups, já não há exemplos na actualidade que se possam comparar com os tristes espécimes do passado.

Aquela esquerda e esta direita apenas diferem no rótulo, quanto ao mais são uma e a mesma coisa. É por isso que quando leio textos como aquele que linkei no início deste post fico espantado. Pelo absurdo, pela falta de vergonha na cara. Pelo resvalar para o insulto e é insultado que me sinto ao ler esse texto, de uma certa esquerda, a mesma que referi anteriormente, igualzinha àquela outro direita referida. Que me insulta quando generaliza. Que me insulta quando me confunde. Que me insulta quando me julga sem me conhecer. Que me insulta.

Ora, não sei ser de outra maneira. Quando insultado, respondo da mesma forma. Vão bardamerda mais as vossas teorias a preto e branco, mais os vossos tiques do “nós somos os bons, eles são os maus; nós somos os garantes da Liberdade, eles são os fascistas”.

O nazismo começou por muito menos…

Faltam 429 dias para o Fim do Mundo

…e continua a divulgação da manifestação Pela Liberdade. Enquanto isso, a imprensa não se cala com o processo Face Oculta, com ambos os lados da barricada a esgrimir argumentos. Agora, comparar o nosso primeiro com Berlusconi e Chávez não lembra a ninguém. Excepto ao Sarmento (hei, malta, olhem para mim, eu estou aqui, allô directas) que teve o descaramento de insultar estas grandes figuras internacionais e exemplos de defesa intransigente da Liberdade de Imprensa. Que maldade!

Por falar em maldade: a ERC está a pensar chamar o PM!!!

Por último, hoje é dia de bola na segunda circular e se uns se calam outros falam pelos cotovelos.

Pela Liberdade…de todos mesmo quanto alguns se baldam.

Obviamente, eu compreendo a posição dos blogues do situacionismo. Nem deles, em coerência, se podia esperar outra coisa.

Obviamente, eu entendo o alinhar sem reservas do Aventar – um blogue onde convivem pessoas de diferentes ideologias, múltiplas proveniências e diversas experiências de vida só se podia esperar uma decisão em prol da Liberdade.

Obviamente, eu não compreendo a posição da esmagadora maioria dos membros do Arrastão. E menos a entendo quando leio a primeira das razões apontadas. Por me custar ver este tipo de sectarismo, quando no referendo sobre o IVG vi o Daniel ao lado do CAA sem que os parentes de um e de outro caíssem na lama. Não compreendo. Deve ser problema meu.

Obviamente, razões que a razão desconhece. E sim, sim estamos todos a falar do mesmo: LIBERDADE!