Ontem

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Esta noite haverá lágrimas entre quatro paredes, réstias de sonhos e ilusões caídos ao chão. Esta noite haverá gritos mudos, choros convulsos, dramas e incertezas levadas para o travesseiro, noite dentro, País fora. Esta noite Portugal recuou décadas.

 

Posso até nem subscrever tudo o que o Miguel escreveu neste seu post. Posso até considerar que existe uma outra angústia que aqui não vi plasmada. A angústia de não ver quem corporize uma verdadeira alternativa. E alternativa não é similar a alternadeira. Mesmo que se possam confundir. Posso tudo e mais alguma coisa. Até posso ser um soldado disciplinado e leal, desde que o seja aos princípios, aos valores e, igualmente, à minha consciência.

Só não posso ignorar. Não posso ignorar que quando acabei de ler concordei com quase tudo. Não posso ignorar mesmo à luz do que defendi e defendo. Não posso ignorar que já não acredito. Eu ontem, de forma egoísta, preferi não ver/ouvir as notícias e ignorar, sim ignorar, a palavra mais escrita neste meu comentário, os directos, os comentários, a treta toda pós-adro. Fazer de conta? Não. Apenas e só continuar o meu trabalho. Enquanto posso, enquanto me deixam, enquanto me apetecer.

Já me cansei de gritar que estão a matar o doente com a cura. Já me cansei de pensar no “porquê?”. Já me cansei desta cegueira de quem não é cego. Como diz o Miguel, ou pelo menos como entendi que o disse, nem é pelo “cortar, cortar, cortar”. É, sobretudo, pelo matar do sonho.

 

O Espelho

[Veronese_Venus+no+espelho-3.3.jpg]Quem vê a Selecção Nacional de Futebol Sénior, vê Portugal atravessando os séculos. Mole que hesita décadas a fio em tornar-se um País a sério, organizado, forte. Chama-lhe ditadura. Deixa-se comer por toda a horda de corruptos na política e nos negócios que lhe desbaratam recursos, orçamento após orçamento, ano após ano. Chama-lhe liberdade e democracia. Chama-lhe progresso. E um dia acorda. Nu.

Vê que perdeu anéis desconhecidos e podem ir-se-lhe também os dedos de polvo apresado. Falha apuramentos, na Hora H. Chora. Não quer pagar os juros dos anéis nem o transfundido sangue-visco-verde dos dedos decepados. Encoleriza-se. Resolve-se a tergiversar. Inova e passa a odiar o vento. Insulta a sorte. Mergulha no paroxismo da Raiva. Inventa um touro expiatório. Erige um matadouro de Primeiros-Ministros. Lamenta-se mediante manifs e marchas paliativas em desagravo de factos consumados, apadrinhados por quem manda.

O Mundo tem dificuldade em levar a sério esse País com medo de existir, de ser forte, apto, compacto, competente, duro de rins, flexível a criar, assente no trabalho, insistente em si mesmo, capaz de marcar golos, contra Oceanos, Procelas, Gigantes, Exércitos, Orientes. No fim, este Portugal estilhaçado-em-espelho na agremiação que o representa na Bola e que falha, ou quase alcança, cogita consolar-se a insultar o mensageiro, a assassinar a voz incómoda. A voz abrasiva, louca, tenaz, insólita, fora do aconchego das certezas vermelhas velhas, é sempre fascista. O Espelho reestilhaça. Enlouquece regicida. Apaixona-se pela mordaça. Amordaça. Venda-se. Incendeia. Denuncia o vizinho. Delata da amante o marido. Cega. Crava.

E acaba tudo bem. Em pardo. Não acabando. Recomeçando. Temo-lo visto muitas vezes, grisalho, manquejando. À mesma hora, afastando o cortinado da janela do 1.º Esquerdo, pode ver-se a aparição do Coiso País que falha em tudo, mas não falha nisto: «Olha, lá vai Portugal. Vai à rua. Leva o cão a cagar!» Se não fosse o cão cagante, relíquia-saramago de qualquer coisa compassiva e consoladora, seria ele mesmo por desfastio a enfeitar de lixo o Asseio Impudico Público por onde os pobres passam, de língua estendida, macilentos, séculos inteiros a deslizar uma existência amarela talvez equivocada, juntando com as mãos num pequeno monte raso as migalhas caídas da farta mesa dessa gentalha burguesa, dos salgados, dos soares, dos mexia, toda a nata ventruda imune ao nosso inferno, indiferente a ele, cúmplice nele. Vagarosamente desfralda-se a voz desdobrada em estilhaços-reflexo: «Recolheu ele a merda do cão, Maria, ao menos?» É fatal repetir-se a Pessoa ou a História. «Não, homem. O bicho cagou e o dono andou!» É Portugal.

Aqui estamos. Aqui Sou. Cumpro Camões Enjeitado em Vida, pronto para a mesmíssima Grande Pedra Sepulcral Colectiva, a Inveja.

Uma ponte contra o esquecimento

Ponte 25 de Abril
© Nuno Saldanha

Há uns quinze anos ou coisa que o valha, a propósito das pontes sobre o Tejo (a Vasco da Gama acabara de ser inaugurada), escrevi um texto defendendo que os nomes das grandes obras de Estado não deveriam mudar de nome com a mudança dos regimes. Fui muito atacada, e o editor fez questão de se livrar de toda e qualquer responsabilidade relativamente ao que escrevi, publicando uma caixa de texto dizendo isso mesmo. Defendia eu que não se deveria ter renomeado a ponte anteriormente designada por Ponte Salazar, não para celebrar a obra do ditador, Deus me livre, mas para que a memória de quem foi e do que fez ao povo português durante perto de 50 anos não fosse assim apagada, por renomeação decretada por impulso revolucionário, e pudesse dessa forma sobreviver ao esquecimento.

Continuo a pensar que estava certa, embora hoje não me passasse pela cabeça assinar semelhante texto, porque tenho sobre a memória histórica dos portugueses uma outra ideia, que deriva do que aprendi sobre a sociedade portuguesa. [Read more…]

A velha ordem de Machete

Ouvi o advogado Rui Machete esta tarde no Parlamento de Portugal a defender-se dos ataques da Oposição. Ouvi na TSF: a sua voz, a sua prosódia, as coisas próprias da retórica, as palavras (que escusavam de fazer dele um réu e daquela comissão de inquérito um tribunal, disse todo indignado), e depois o ataque: que aquilo era combate político, e apenas isso, destinado a fazer dele uma vítima. Sei quem é Rui Machete: representa uma geração de senhores, uma maneira de fazer, um modo de estar na vida pública, na política, e sobretudo no poder. Rui Machete representa tudo isso. Só que isso acabou. Algo novo cresce, posso senti-lo. E ouvi-lo nas palavras de Machete – como nas de muitos mais.

Os donos da língua

Pinda Simão, que se reuniu hoje em Lisboa com o ministro da Educação português, Nuno Crato, afirmou que Angola quer “fazer incidir esforços” na qualidade do ensino, referindo que em três províncias, Namibe, Benguela e Cabinda, há professores portugueses que estão envolvidos na formação de professores, em Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física.

nac3a7c3b5es-da-lusofonia1O texto é da Lusa, escrito, portanto, segundo o chamado acordo ortográfico. Por acaso, foi publicado no jornal i, que não adopta o chamado acordo ortográfico. Os professores portugueses, em Portugal, são forçados a aplicar, nas escolas portuguesas, o chamado acordo ortográfico.

Alguns professores portugueses estão em Angola, participando na formação de professores angolanos. Angola não aplica o chamado acordo ortográfico, continuando a utilizar a ortografia de 1945. Deduzo, portanto, que os professores portugueses não possam utilizar, em Angola, o chamado acordo ortográfico que são obrigados a utilizar em Portugal, pela simples razão de que não seria aceitável esses mesmos professores imporem uma ortografia portuguesa a uma escrita que é angolana. [Read more…]

Novos cortes: “É na Educação

que é feita a maior poupança.” Bem digo que as palavras da política não prestam para nada.

Há funcionários públicos a mais.

Pois.

Le Portugal au top

Hoje, no L’Équipe.

le portugal au top

Faltam medicamentos

nas farmácias portuguesas, diz-se hoje nos serviços noticiosos da RTP. Vivemos no mesmo País? No meu já faltam há muitos meses.

Portugal não é a Grécia

Repitam comigo – a Universidade em Portugal não é a Universidade na Grécia.

Tempos

“Equipa britânica calcula que restem no máximo 3,25 mil milhões de anos de condições habitáveis na Terra, e no pior dos cenários, que podem agravar-se com alterações climáticas, só 1,75 mil milhões de anos.”

A degradação das condições de habitabilidade em Portugal é muito mais galopante, pois em muito menos tempo até o Governo começou a aconselhar os jovens a emigrar porque aqui não havia condições para viverem.
Por via das dúvidas, vou estar atento aos preços dos terrenos em Marte…

Extinção-relâmpago de 1165 freguesias

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“O que teremos no caso português é o pior da aprendizagem que estamos a fazer nos países europeus. Em vários dos países que há uns anos fizeram reformas comparáveis, nomeadamente nos casos inglês, sueco e holandês, constatou-se que, do ponto de vista da participação e do envolvimento dos cidadãos face à decisão local, a insatisfação foi crescendo. Basicamente, criou-se distanciamento do eleitor face ao eleito, e é isso que se deverá verificar também no caso português”, antecipa. E se nos países do Norte e do Centro da Europa “a reforma visou criar escala e aumentar a eficiência, aqui trata-se de uma mera tentativa de redução de custos”, ou seja, “não se ganha em eficiência e perde-se em termos de envolvimento dos cidadãos e de proximidade face à decisão política”, condena o académico.

Considerando que a reforma das freguesias peca por ignorar que o território português apresenta sérias lacunas em termos de coesão, sobretudo entre litoral e interior, Filipe Teles considera que “tudo isto foi acelerado e precipitado pela tentativa de mostrar trabalho perante a troika“. E que pretender resolver em seis meses problemas estruturais do país só pode dar maus resultados. “Nalguns dos países europeus que referi, as reformas duraram mais de uma década. E mesmo assim necessitaram de correcções posteriores. A Dinamarca introduziu a reforma em 2005 e corrigiu-a em 2007. Em Inglaterra, a mudança esteve 12 anos em curso…”

Natália Faria, Público, entrevista a Filipe Teles, professor de Ciência Política na Universidade de Aveiro e especialista no tema da Reforma da administração local na Europa

Votos brancos e nulos

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«Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida.» Pois é. Se não andas a dormir, não durmas na forma.

Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’

Daqui a doze horas, a Selecção vai defrontar a Seleção.

Ron

Doug Pensinger/Getty Images (http://bit.ly/14GWFWR)

Tutorial eleitoral

Portugal:

paraíso para reformados… estrangeiros. E para todos os que queiram comprar os imóveis que os portugueses no Inferno entregam por estes dias aos bancos.

Editora Leya confirma inutilidade do acordo ortográfico

Segundo muitos defensores do chamado acordo ortográfico (AO90), o mundo lusófono, por obra e graça de tão fantástico instrumento, iria ficar coberto de edições únicas. Basta lembrar o que disseram Fernando Cristóvão e Evanildo Bechara, entre outros.

A editora Leya é praticante da religião acordista e, depois de ter comprado meio mundo editorial em Portugal, estendeu os seus negócios ao Brasil. Tal circunstância poderia servir, portanto, para confirmar que as edições brasileira e portuguesa das mesmas obras seriam completamente iguais.

A propósito, Thais Marques, directora de marketing da Leya no Brasil, produz estas surpreendentes declarações:

A facilidade do idioma comum, segundo a diretora, não pode ser apontada como um facilitador, já que muitas obras seguem passando por um processo de “abrasileiramento” ou, ao contrário, quando se trata de obras brasileiras levadas a Portugal.

“Não adaptamos obras literárias, mas livros de ficção comerciais continuam a ter de passar por uma edição, para ser ‘abrasileirados'”, comenta, a acrescentar que os direitos de publicação de obras estrangeiras, por exemplo, são feitos país a país e muitos títulos que são da Leya no Brasil, não o são em Portugal.

O português utilizado é um pouco estranho, com uma “facilidade” que não é “um facilitador” ou a referência a um contrário de “abrasileiramento” que poderá corresponder a um “desabrasileiramento”. Independentemente disso, é fácil perceber que a Leya não tem edições iguais para os dois países e Thais Marques chega ao ponto de afirmar que, no fundo, estamos separados por uma língua comum.

Nada de novo: o poder dos levianos é o prejuízo dos cidadãos. Enquanto os primeiros brincam aos acordos, os outros são reduzidos a mexilhão, vítimas de uma instabilidade ortográfica que é filha de uma quimera.

FMI, conclusão do artigo IV de 2013 da Consulta sobre Políticas de Zona Euro – Tradução para português do Comunicado de Imprensa n.º 13/275 de 25-07-2013

A comunicação social portuguesa ignorou, com é hábito, o Comunicado de Imprensa indicado em título do FMI, relativo a conclusões sobre ‘Políticas da Zona Euro’. Das excepções, refira-se o ‘Jornal de Negócios’, que publicou uma notícia sob o título: “FMI alerta para “elevado risco de estagnação” na periferia do euro”. Louve-se o mérito.

O documento em causa, embora focado na Zona Euro, tem nítidas conexões com o actual e os próximos momentos da política portuguesa; em especial, em incidências com o OGE 2014 em que constarão os cortes avultados nas chamadas reformas estruturais ou, dito em linguagem do governo, a reforma do Estado – os 4,7 mil milhões de euros.

No ‘Aventar’, o mediatismo não é obsessão; mas sim, relatos e notícias que possam influenciar – quase sempre negativamente, diga-se – a vida dos portugueses e o paradigma da doentia ‘consolidação orçamental’, no curto e médio prazo, castradora do crescimento e promotora do desemprego e outras consequências desastrosas para muitos milhares de famílias.

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O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa

O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).

A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.

O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.

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O Estado a que isto chegou…

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Também eu estou solidário com os trabalhadores da Livraria Sá da Costa. E além destes com a manicure do cabeleireiro do bairro onde cresci, do senhor que tirava imperiais no café e servia os clientes à mesa enquanto jogavam uma partida de sueca ou dominó, ou até com a senhora que se dava ares de importante, atrás do balcão da loja de utilidades domésticas. Não são os únicos. Sucedem-se aos olhos do transeunte, lojas com vidros a precisar uma lavagem urgente, onde apenas se vislumbra por trás da sujidade o anúncio com rosto e telefone do empregado da imobiliária, anunciando uma excelente oportunidade que pelos vistos ninguém pretende aproveitar. Dirão alguns que a culpa é do capitalismo. Outros mais exacerbados em Portugal responsabilizam a troika. [Read more…]

Então as necessidades para 2013 não estavam cobertas?

Portugal emite dívida de 1500 milhões de euros

Têm confiança ou é só esperança?

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26,9% da população grega não tem trabalho e  57,5% dos jovens gregos também não. Fonte: Jornal de Negócios.

No cu dos outros é pimenta

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Já fiz uma bandeira da Indonésia, em papel. Queimei-a sobre a A1, no primeiro directo radiofónico português  feito a partir de um balão de ar quente, porque achámos, na RUC, ser uma oportunidade para sermos solidários com Timor, contra a ditadura indonésia.

Queimam-se bandeiras contra governos, não ardem contra os povos. Fosse boliviano, e ontem também tinha inventado uma bandeira portuguesa, lançando-lhe as chamas que merecem os que abrem o cu ao governo dos Estados Unidos da América, ou de outra potência estrangeira qualquer. O nosso, e não o seu.

Quem finge não perceber isto chama-se Paulo Portas e está a esta hora metendo a cabeça entre as pernas, perante o nosso parlamento, demonstrando não passar, irrevogavelmente, de um mentiroso compulsivo a caminho de voltar a S. Bento de lambreta, haja eleições entretanto. Teria a certeza absoluta disso não fosse a liberdade de imprensa o poder e propriedade dos que lhe telefonaram a semana passada, transformando acabou no matrimónio que vem já a seguir

Segundo resgate – Portugal é a Grécia e a desgraça

Cavaco admite maior probabilidade de segundo resgate de Portugal. Expressou esta opinião na reunião dos economistas a decorrer em Belém, segundo a imprensa; aqui, por exemplo.

O PR atribuiu a causa do aumento da probabilidade à crise política dos últimos dias. Certamente também contribuiu. Todavia, opiniões divergentes ponderam outros factores a influenciar o agravamento das perspectivas para Portugal.

Manuela Ferreira Leite, amiga de Cavaco e adversária severa do Governo de Passos e Portas, segundo o ‘Jornal de Negócios’,  declarou ontem na TVI:

Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber.

Interrogando, a concluir,  se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão do ministro Paulo Portas estão relacionados com a hipótese de se pedir um segundo resgate financeiro.

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“Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão e a sua resposta”

balsemaoPerguntas InOfensivas

Por Marisa Moura

“Ontem enviei perguntas, por e-mail, a Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa (canais televisivos SIC, semanário Expresso, revistas Visão, Exame, Caras, etc.), fundador do Partido PPD – Popular Democrático (actual PSD – Partido Social Democrata), ex primeiro-ministro de Portugal, e um membro da comissão de direcção das reuniões Bilderberg, encabeçada pelo presidente do grupo financeiro dos seguros Axa e cujo chairman é o quase centenário David Rockefeller.

Copio abaixo o e-mail que enviei a Balsemão e a nota sobre a resposta que recebi:

Dr.  Balsemão,

Sou freelancer desde que saí do Grupo Impresa em 2010 e é nessa qualidade que lhe dirijo as questões que seguem abaixo, sobre a crise política do momento, o grupo Impresa e o clube de Bilderberg, às quais agradeço que responda logo que lhe seja possível, nas próximas semanas. [Read more…]

“Maria Luís Albuquerque

é uma dessas pessoas das Finanças que vão por lá ficando: mudam os governos mas elas ficam, e essas pessoas têm uma vantagem: conhecem bem os dossiers. Mas têm uma desvantagem: é que não querem falar neles.” [Paulo Morais sobre o BPN]

Dilma, Morsi e o Dr. Soares

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. [Read more…]

Sondagens: a queda de um demónio

Voting intentions June 2013

Via Margens de Erro

País governado por filhos de conúbios ilegais

Parti em muitas, muitas ocasiões. Corri Ceca e Meca. Voltei sempre. Nos tempos da ‘outra senhora’, com frequência repeli a tentação de não regressar.

Era jovem. Visitava cidades africanas, Londres e Paris com regularidade, na aurora da actividade profissional. Poderia ter escolhido a cidade-luz e casado com determinada Brigitte. No universo dos nomes, também existem modas – moda é a tradição do instantâneo, na sublime definição de Augustina Bessa Luís. A avalancha de ‘Brigittes’ em terras francesas, ao tempo, era fenómeno de mimetismo materno-paternal. Inúmeras mamãs e papás, no baptismo das meninas, inspiravam-se no nome do símbolo sexual da época, Brigitte Bardot.

No fundo, por cobardia, patriotismo ou alguma causa abscôndita, jamais reneguei o solo pátrio, onde nasci e sempre vivi. Um país típico, de percurso histórico multifacetado no último século – como outros, certamente. Mas, esta terra, nas últimas quatro décadas e meia, serviu de cenário a profundas e múltiplas transformações políticas, territoriais, de relações externas, económicas e sociais.

Entretanto, ao correr dos tempos, foram-se fabricando núcleos de políticos impreparados, tecnocratas, incultos e refractários em relação a sérios ideais éticos, morais, políticos, de solidariedade e de sensibilidade social.

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Era uma vez um país com vocação marítima…

portugal-bacalhau

O dia é de sardinhas mas a dieta tem sido outra, com muitos a comer do mesmo.